Damian Thompson, em seu ótimo Holy Smoke, comenta o discurso do Cardeal Ivan Dias, Prefeito da Propaganda Fide, diante dos Anglicanos em sua Lambeth Conference. Outros dois Cardeal acompanham Ivan Dias entre os representantes católicos que assistem a Conferência: Kasper, o ecumênico, e Murphy O’Connor, arcebispo de Westminster.
Anglicanos diante de “Alzheimer espiritual”, diz Cardeal em Lambeth
Um Cardeal do Vaticano visitando a Lambeth Conference apresentou uma incrível recusa aos 650 bispos Anglicanos, dizendo-lhes que eles estão caminhando em direção a um “Alzheimer espiritual” e a um “Parkinson eclesial”.
Os comentários do Cardeal Ivan Dias, Prefeito da Congregação para Evangelização [dos povos], deve contar como uma das coisas mais rudes que um prelado Vaticano já disse aos Anglicanos desde a aurora da era ecumênica.
Isso pode significar apenas uma coisa: Roma — e portanto, o Papa — desistiu da Comunhão Anglicana. Aqui está a citação do discurso do Cardeal Dias na conferência de ontem à noite.
“Fala-se muito hoje de doenças como Alzheimer e Parkinson. Por analogia, seus sintomas podem, às vezes, ser encontrados mesmo em nossas comunidades cristãs. Por exemplo, quando vivemos de maneira míope no presente transitório, no esquecimento de nossa herança passada e das tradições apostólicas, nós podemos muito bem estar sofrendo de Alzheimer espiritual. E quando nos comportamos de maneira desordenada, indo caprichosamente por nosso próprio caminho sem qualquer coordenação com a cabeça ou outros membros de nossa comunidade, poderia ser um Parkinson eclesial”.
Dias é um daqueles Cardeal que favorece as boas-vindas de Anglicanos tradicionalistas à Igreja Católica. Creio que os liberais ficarão profundamente ofendidos por suas farpas — nem um pouco baseadas no politicamente correto — mas que os tradicionalistas estarão balançando suas cabeças em sinal de aprovação.
Uma coisa que eu adoraria saber: o Cardeal Dias deixou claro seu discurso com os Cardeais Kasper e Murphy-O’Connor antes de apresentá-lo? Não aposte nisso.
PS.:Rorate-Caeli transcreve um trecho do discurso do Cardeal que merece ser lido.









"... muitos dos que se dizem católicos ajudam os «revolucionários» . São esses, sempre «moderados», que estimam a «tranquilidade pública» como o bem supremo. Esses católicos tolerantes, condescendentes, brandos, doces, amáveis ao extremo com os maçons e furiosos inimigos de Jesus Cristo, guardam todo seu mal humor para os que gritam «Viva a Religião!» e a defendem sofrendo contínuas penalidades e expondo suas vidas. Para eles, esses últimos são «exagerados e imprudentes, que tudo comprometem com prejuízo dos interesses da Igreja» ".
Que tenho eu, Senhor Jesus, que não me tenhais dado?… Que sei eu que Vós não me tenhais ensinado?… Que valho eu se não estou ao vosso lado? Que mereço eu, se a Vós não estou unido?… Perdoai-me os erros que contra Vós tenho cometido. Pois me criastes sem que o merecesse… E me redimistes sem que Vo-lo pedisse… Muito fizestes ao me criar, muito em me redimir, e não sereis menos generoso em perdoar-me. Pois o muito sangue que derramastes e a acerba morte que padecestes não foram pelos anjos que Vos louvam, senão por mim e demais pecadores que Vos ofendem… Se Vos tenho negado, deixai-me reconhecer-Vos; Se Vos tenho injuriado, deixai-me louvar-Vos; Se Vos tenho ofendido, deixai-me servir-Vos. Porque é mais morte que vida, a que não empregada em vosso santo serviço… - Padre Mateo Crawley-Boevey