Ainda nas entrevistas imaginárias, nosso blog publica agora o post [com uma boa pitada de senso de humor] do Abbé de Tanouarn, um dos fundadores do IBP, em seu metablog, em que faz a Dom B. Tissier de Mallerais aquelas perguntas que todos nós gostaríamos de fazer, de maneira franca e objetiva, não só a este, mas a todos os bispos da FSSPX.
As respostas são, de fato, de Dom Tissier de Mallerais, retiradas da recente entrevista que teve excertos traduzidos e publicados em nosso blog (a íntegra pode ser encontrada também aqui) — que causou lágrimas em alguns que [não muito] antigamente viam Bento XVI como aquele que corrige o Concílio e hoje o têm como herege!
Sua Excelência, a Igreja Católica como vemos é ainda a Igreja Católica?
Existe uma mistura cheia de compromissos por causa do liberalismo e fraqueza dos espíritos. A Igreja paralela é a Nova Igreja do Vaticano II: seu espírito, sua nova religião ou não-religião.Oh! mas ainda, ‘Ubi Petrus, ibi Ecclesia’ — Onde está Pedro, aí está a Igreja.
Onde está a Igreja, meus caros? Reconhece-se a árvore por seus frutos. Onde estão os frutos, aí está a Igreja. Não quero dizer que a Igreja está reduzida à Fraternidade, mas que seu coração está na Fraternidade.Ainda, a Igreja Romana é Católica também, não?
A verdadeira Fé, o verdadeiro ensinamento, os sacramentos não-bastardos: tudo isso está na Fraternidade.Você quer dizer que a Igreja Romana, ou o Papa, não são mais católicos?
Nós estamos vivendo a grande apostasia da qual fala São Paulo aos Tessalonicenses: “venerit dicessio primum” (II Thess. 2:3).Ainda, eles não têm sacramentos? Quero dizer, o N.O.M. [Novus Ordo Missae] é válido?
A sua nova religião é contra a verdadeira Missa, e a verdadeira Missa destrói sua falsa religião, uma religião sem sacrifício, expiação, satisfação, justiça divina, arrependimento, renúncia, asceticismo; a religião do chamado “amor, amor, amor” que não é nada senão palavras.Sua Excelência, tudo isso soa como se você tivesse virado sedevacantista. Nos conte!
Eu não posso expressar meu horror. Eu mantenho silêncio.Ainda, a Igreja precisa de um Papa, talvez o próximo seja…
Em Roma, um novo Papa? Realmente, se ele fosse se tornar pior, não há necessidade.Entendo. O que faz de vocês católicos enquanto Ratzinger não?
Primeiro de tudo, nossa perseverança em recusar os erros do Concílio Vaticano Segundo. Segundo, nossa fortaleza em recusar qualquer “reconciliação” com a Roma ocupada.








"... muitos dos que se dizem católicos ajudam os «revolucionários» . São esses, sempre «moderados», que estimam a «tranquilidade pública» como o bem supremo. Esses católicos tolerantes, condescendentes, brandos, doces, amáveis ao extremo com os maçons e furiosos inimigos de Jesus Cristo, guardam todo seu mal humor para os que gritam «Viva a Religião!» e a defendem sofrendo contínuas penalidades e expondo suas vidas. Para eles, esses últimos são «exagerados e imprudentes, que tudo comprometem com prejuízo dos interesses da Igreja» ".
Que tenho eu, Senhor Jesus, que não me tenhais dado?… Que sei eu que Vós não me tenhais ensinado?… Que valho eu se não estou ao vosso lado? Que mereço eu, se a Vós não estou unido?… Perdoai-me os erros que contra Vós tenho cometido. Pois me criastes sem que o merecesse… E me redimistes sem que Vo-lo pedisse… Muito fizestes ao me criar, muito em me redimir, e não sereis menos generoso em perdoar-me. Pois o muito sangue que derramastes e a acerba morte que padecestes não foram pelos anjos que Vos louvam, senão por mim e demais pecadores que Vos ofendem… Se Vos tenho negado, deixai-me reconhecer-Vos; Se Vos tenho injuriado, deixai-me louvar-Vos; Se Vos tenho ofendido, deixai-me servir-Vos. Porque é mais morte que vida, a que não empregada em vosso santo serviço… - Padre Mateo Crawley-Boevey