De DICI, órgão de comunicação da casa geral da FSSPX:
Questão do jornalista: A respeito de Bento XVI, você não está satisfeito com a forma pela qual, em seu discurso à Cúria, ele precisamente colocou em oposição essa hermenêutica da descontinuidade; houve uma descontinuidade entre o pensamento como era antes e depois do Concílio. E ele apoiou a hermenêutica da continuidade, dizendo: nós permanecemos na mesma tradição da Igreja.
Bispo Fellay: Bem, nós vemos muito, muito claramente nesse discurso [ndt: discurso de Bento XVI à Curia Romana para o natal de 2005] uma tentativa de lançar uma nova luz sobre o Concílio. Eu não sei se devemos dizer uma tentativa de salvar o Concílio, como seria a minha forma de ver; mas em todo caso, existe uma vontade positiva de colocar uma barreira para parar uma interpretação, um entendimento do Concílio que agora tornou-se a apresentação usual do Concílio por anos. Nós vemos muito, muito claramente que o Papa, sob o abrigo de palavras delicadas, está se distanciando da apresentação comum do Concílio. Então, existe um desejo de apresentar o Concílio de outra forma, no mínimo no nível dos princípios. Eu não sei qual será o resultado final.
Jornalista: Você apresentou isso como uma ruptura também.
Bispo Fellay: Oh, sim, absolutamente, eu certamente apresentei! E além, se você estudar esse discurso com atenção, você verá que o Santo Padre concede, no entanto, que existiu uma ruptura, talvez não em conteúdo, mas certamente na forma em que isso foi apresentado e implementado. Isso é o que ele diz quando tenta mostrar que não existiria descontinuidade no plano dos princípios, princípios que ele afirma não serem aparentes; então ele fala também de continuidade na descontinuidade… Penso que teremos aí um muito, muito interessante assunto para discussão.
Jornalista: Esse discurso particularmente lhe faz regozijar ou você…
Bispo Fellay: Sua clareza, sua precisão e também sua vontade de eliminar um certo número de posições que estavam realmente nos causando problemas na Igreja, tudo isso me fez regozijar; mas penso que não se vai longe suficiente. É totalmente claro que ele está abrindo um novo panorama. Quão amplo ele será? Não sei.









"... muitos dos que se dizem católicos ajudam os «revolucionários» . São esses, sempre «moderados», que estimam a «tranquilidade pública» como o bem supremo. Esses católicos tolerantes, condescendentes, brandos, doces, amáveis ao extremo com os maçons e furiosos inimigos de Jesus Cristo, guardam todo seu mal humor para os que gritam «Viva a Religião!» e a defendem sofrendo contínuas penalidades e expondo suas vidas. Para eles, esses últimos são «exagerados e imprudentes, que tudo comprometem com prejuízo dos interesses da Igreja» ".
Que tenho eu, Senhor Jesus, que não me tenhais dado?… Que sei eu que Vós não me tenhais ensinado?… Que valho eu se não estou ao vosso lado? Que mereço eu, se a Vós não estou unido?… Perdoai-me os erros que contra Vós tenho cometido. Pois me criastes sem que o merecesse… E me redimistes sem que Vo-lo pedisse… Muito fizestes ao me criar, muito em me redimir, e não sereis menos generoso em perdoar-me. Pois o muito sangue que derramastes e a acerba morte que padecestes não foram pelos anjos que Vos louvam, senão por mim e demais pecadores que Vos ofendem… Se Vos tenho negado, deixai-me reconhecer-Vos; Se Vos tenho injuriado, deixai-me louvar-Vos; Se Vos tenho ofendido, deixai-me servir-Vos. Porque é mais morte que vida, a que não empregada em vosso santo serviço… - Padre Mateo Crawley-Boevey