No princípio da história da Igreja, durante o Império de Trajano, Santo Inácio de Antioquia escreveu um pensamento que fascina até os espíritos modernos, como a descoberta de um tesouro de experiência, duas vezes milenar: “Nos tempos em que é odiado pelo mundo, o cristianismo não é questão de palavras persuasivas, mas algo grandioso”.
Verdadeiramente, na crise religiosa de nosso tempo – a mais grave, talvez, que a humanidade atravessou desde a origem do cristianismo –, a racional e científica exposição das verdades da fé, embora possa ser eficaz e em realidade o seja, por si só não basta. E nem mesmo bastaria, o exemplo, infelizmente muito escasso, de uma vida cristã realizada por convenções habituais. Hoje é necessária a grandeza de um cristianismo vivido em sua plenitude, com uma perseverante constância; exige-se o esquadrão valoroso e ousado daqueles que – homens e mulheres – vivendo no meio do mundo, estão a todo momento prontos para combater por sua fé, pela lei de Deus, por Cristo, com os olhos fixos nele como modelo a ser imitado, como Chefe a ser seguido nas lides apostólicas.
Mesmo recentemente, foi dado ao cristianismo o conselho – se quer ainda conservar alguma importância, se quer superar o ponto morto –, de adaptar-se à vida e ao pensamento moderno, às descobertas científicas e às extraordinárias potências da técnica diante das quais suas fórmulas históricas e seus velhos dogmas não seriam senão luzes do passado, quase extintas.
Que erro! E como ele mesmo descobre a ilusão vaidosa de espíritos superficiais! Parecem querer fazer com que a Igreja entre em um leito de Procusto, nos estreitos limites das organizações puramente humanas. [...] O pensamento e a vida moderna devem, entretanto, ser reconduzidos a Cristo, e reconquistados para Ele. Cristo, sua verdade, sua graça, não são menos necessários à humanidade de nosso tempo do que à de ontem e de anteontem, de todos os séculos passados e futuros. Tal é a única fonte de salvação.
Pio XII, Alocução ao Sacro Colégio, 24 de dezembro de 1953.








"... muitos dos que se dizem católicos ajudam os «revolucionários» . São esses, sempre «moderados», que estimam a «tranquilidade pública» como o bem supremo. Esses católicos tolerantes, condescendentes, brandos, doces, amáveis ao extremo com os maçons e furiosos inimigos de Jesus Cristo, guardam todo seu mal humor para os que gritam «Viva a Religião!» e a defendem sofrendo contínuas penalidades e expondo suas vidas. Para eles, esses últimos são «exagerados e imprudentes, que tudo comprometem com prejuízo dos interesses da Igreja» ".
Que tenho eu, Senhor Jesus, que não me tenhais dado?… Que sei eu que Vós não me tenhais ensinado?… Que valho eu se não estou ao vosso lado? Que mereço eu, se a Vós não estou unido?… Perdoai-me os erros que contra Vós tenho cometido. Pois me criastes sem que o merecesse… E me redimistes sem que Vo-lo pedisse… Muito fizestes ao me criar, muito em me redimir, e não sereis menos generoso em perdoar-me. Pois o muito sangue que derramastes e a acerba morte que padecestes não foram pelos anjos que Vos louvam, senão por mim e demais pecadores que Vos ofendem… Se Vos tenho negado, deixai-me reconhecer-Vos; Se Vos tenho injuriado, deixai-me louvar-Vos; Se Vos tenho ofendido, deixai-me servir-Vos. Porque é mais morte que vida, a que não empregada em vosso santo serviço… - Padre Mateo Crawley-Boevey