Para melhor compreensão, leia também os artigos anteriores da série sobre a Igreja de Saint Nicholas du Chardonnet.
Uma reportagem no The Times
Por uma interessante coincidência um repórter do The Times visitou Saint Nicholas no mesmo dia. Mostraram-me uma cópia de sua reportagem dias após a minha ter sido despachada ao The Remnant. Essa reportagem refere-se à tentativa de mediação pelo senhor Jean Guitton, da Academia Francesa. Ela apareceu na edição de 13 de abril de 1977.
Ocupantes de igreja ignoram ordem
De Charles Hargrove
Paris, 12 de abril.Os tradicionalistas Católicos Romanos que ocupam a igreja de St. Nicholas du Chardonnet, no Quartier Latin, desde 27 de fevereiro, esperavam resistir à expulsão hoje. Mas nenhum policial apareceu para cumprir a decisão da corte de Paris de 1º de abril, que lhes deu 10 dias para deixar voluntariamente ou ser expulsos à força se necessário.
As portas principais estavam trancadas contra qualquer ataque surpresa. Alguns poucos jovens visivelmente determinados, vestindo um distintivo do Sagrado Coração, controlavam a entrada pela porta lateral.
Dentro da escura igreja não existia sinal de tensão. Algumas dúzias de fiéis idosos e poucos seminaristas de Ecône, seminário de Mons. Lefebvre, o antigo Arcebispo de Dakar, ajoelhavam-se em oração diante do altar-mor, reinstalados em seu papel pré-conciliar. A hóstia estava exposta num ostensório em meio a uma profusão de flores e velas.
A “mesa de cozinha” no transepto, que desalojou o altar principal na nova liturgia, foi removida.
Uma firme corrente de pessoas entrava, pedindo informações sobre cerimônias e colocando seus nomes na lista de observadores ou doadores de ofertas em apoio à causa tradicionalista.
Cadeiras estavam sendo arrumadas nos corredores de uma das capelas laterais para uma palestra de teologia para denunciar os caminhos da igreja moderna, que se seguiria à missa da noite, na qual Mons. Ducaud-Bourget, o instigador e organizador da ocupação de St. Nicholas, prega.
Nunca houve qualquer possibilidade de ser usada a força para pôr um fim à ocupação da igreja. A corte de Paris que a julgou ilegal e autorizou o pároco, Padre Bellego, a chamar a polícia para cumprir o julgamento, também indicou seu desgosto por tal solução.
Isso, disse o presidente da corte, “criaria uma situação desagradável para todos os envolvidos”. Ele apontou um mediador, Sr. Jean Guitton, da Academia Francesa, o filósofo Católico, a quem foi dado três meses para produzir um relatório.
Depois de encontrar Mons. Ducaud-Bourget, Padre Bellego e o Arcebispo de Paris, Cardeal Marty, sr. Guitton esteve em Roma na última semana para obter a aprovação do Vaticano para uma solução amigável, que o Cardeal Marty recusa a ponderar.
O Cardeal disse recentemente que permitir aos tradicionalistas ter uma igreja própria onde eles possam rezar como quiserem seria chegar a dar aprovação oficial a um cisma.
Amante da tradição, sr. Guitton é também um amigo próximo do Papa, que publicamente o desejou imediato sucesso em seus esforços na Segunda-Feira de Páscoa.
Padre Serralda, um dos quatro ou cinco padres tradicionalistas que atende às necessidades da nova congregação, me disse: “Muitos católicos hoje estão em profunda agonia. Eles não entendem o que está acontecendo em sua Igreja. Os textos conciliares são como as decisões do Papa Paulo VI – são ambíguos. Tudo que pedimos é que todos os ritos e ensinamentos da Igreja devam respeitar a doutrina Católica”.
“Não somos um partido na Igreja. Estamos batalhando pela Igreja, não por nós mesmos. A obrigação de rezar a Nova Missa é baseada numa interpretação abusiva. Ela atribui às ordens papais a mesma autoridade das leis da Igreja, como a Bula de 1570 de Pio V determinando irrevogavelmente para sempre a liturgia da Missa”.
Continua.









"... muitos dos que se dizem católicos ajudam os «revolucionários» . São esses, sempre «moderados», que estimam a «tranquilidade pública» como o bem supremo. Esses católicos tolerantes, condescendentes, brandos, doces, amáveis ao extremo com os maçons e furiosos inimigos de Jesus Cristo, guardam todo seu mal humor para os que gritam «Viva a Religião!» e a defendem sofrendo contínuas penalidades e expondo suas vidas. Para eles, esses últimos são «exagerados e imprudentes, que tudo comprometem com prejuízo dos interesses da Igreja» ".
Que tenho eu, Senhor Jesus, que não me tenhais dado?… Que sei eu que Vós não me tenhais ensinado?… Que valho eu se não estou ao vosso lado? Que mereço eu, se a Vós não estou unido?… Perdoai-me os erros que contra Vós tenho cometido. Pois me criastes sem que o merecesse… E me redimistes sem que Vo-lo pedisse… Muito fizestes ao me criar, muito em me redimir, e não sereis menos generoso em perdoar-me. Pois o muito sangue que derramastes e a acerba morte que padecestes não foram pelos anjos que Vos louvam, senão por mim e demais pecadores que Vos ofendem… Se Vos tenho negado, deixai-me reconhecer-Vos; Se Vos tenho injuriado, deixai-me louvar-Vos; Se Vos tenho ofendido, deixai-me servir-Vos. Porque é mais morte que vida, a que não empregada em vosso santo serviço… - Padre Mateo Crawley-Boevey