CIDADE DO VATICANO (Agência Petrus) – A oração da Sexta-feira Santa continua a dividir os judeus e católicos, ao menos na Itália. O rabino Giuseppe Laras, presidente da Assembléia Rabínica da Itália, anunciou que está suspensa a cooperação judaico-cristã no que diz respeito à comemoração de 17 de janeiro, a “jornada do judaísmo” italiana.
A Igreja italiana ainda não reagiu à notícia dada pelo rabino à margem de uma conferência na Câmara sobre as religiões e a paz, e não está claro se se trata de uma decisão definitiva ou se a comunidade judaica italiana pode voltar atrás em sua decisão.
Este ano, ao contrário do que aconteceu anteriormente – se não houver uma mudança de última hora – não haverá iniciativas conjuntas entre judeus e católicos, e isso porque, disse Laras, mesmo depois de um diálogo entre os representantes das duas confissões, não se chegou a um acordo sobre o texto que pudesse ser considerado “satisfatório” aos judeus.
“Este ano – disse Laras – a jornada do judaísmo não será celebrada conjuntamente como sempre ocorreu, haverá uma suspensão da colaboração com os católicos, dado que não foi resolvido a ‘disputa’, ou melhor, a questão, surgida em fevereiro passado, e conhecida como oração da Sexta-feira Santa”.
A questão diz respeito a algumas passagens da oração, objeto de várias reformulações, tanto da parte de João XXIII, que eliminou a referência à “perfídia” judaica, como de Bento XVI, que cancelou as alusões à cegueira do povo judaico.
Mas são as referências à “iluminação” e à “conversão” que ofenderam a sensibilidade judaica e que estão presentes no texto introduzido por Bento XVI no último mês de Fevereiro, meses depois da liberação do missal pré-conciliar com o rito latino.
Numa tradução em italiano, não oficial, da oração (recitada em latim), se lê: “Oremos pelos judeus. O Senhor Nosso Deus ilumine seus corações para que reconheçam Jesus Cristo Salvador de todos os homens. Onipotente e eterno Deus, Vós que desejais que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade, concedei propício, entrando a plenitude do povo em vossa Igreja, todo Israel seja salvo”.








"... muitos dos que se dizem católicos ajudam os «revolucionários» . São esses, sempre «moderados», que estimam a «tranquilidade pública» como o bem supremo. Esses católicos tolerantes, condescendentes, brandos, doces, amáveis ao extremo com os maçons e furiosos inimigos de Jesus Cristo, guardam todo seu mal humor para os que gritam «Viva a Religião!» e a defendem sofrendo contínuas penalidades e expondo suas vidas. Para eles, esses últimos são «exagerados e imprudentes, que tudo comprometem com prejuízo dos interesses da Igreja» ".
Que tenho eu, Senhor Jesus, que não me tenhais dado?… Que sei eu que Vós não me tenhais ensinado?… Que valho eu se não estou ao vosso lado? Que mereço eu, se a Vós não estou unido?… Perdoai-me os erros que contra Vós tenho cometido. Pois me criastes sem que o merecesse… E me redimistes sem que Vo-lo pedisse… Muito fizestes ao me criar, muito em me redimir, e não sereis menos generoso em perdoar-me. Pois o muito sangue que derramastes e a acerba morte que padecestes não foram pelos anjos que Vos louvam, senão por mim e demais pecadores que Vos ofendem… Se Vos tenho negado, deixai-me reconhecer-Vos; Se Vos tenho injuriado, deixai-me louvar-Vos; Se Vos tenho ofendido, deixai-me servir-Vos. Porque é mais morte que vida, a que não empregada em vosso santo serviço… - Padre Mateo Crawley-Boevey