“Despertai, Senhor! Por que aparentais dormir? Despertai e não nos rechaceis para sempre…” (Intróito da missa de hoje, Domingo de Sexagésima)

“Dadas as ferozes críticas, estive em oração e depois de consultar o bispo diocesano cheguei à conclusão de pedir ao Santo Padre, em Roma, que retirasse minha nomeação como Bispo de Linz.” Assim comunicou Pe. Gerhard Wagner, o “ultra-conservador” recentemente nomeado bispo auxiliar para a “ultra-modernista” diocese de Linz, na Áustria. O Papa parece ter aceitado.

A foto à esquerda expõe o nível de humilhação a que o episcopado Austríaco é capaz de chegar para impor ao Santo Padre seu “catolicismo” excêntrico e herético. É o mesmo que vemos em todas as viagens feitas pelo Papa: igrejas de determinados países prontas a mostrar ao Sucessor de Pedro, através do que julgam ser “carismas” particulares (que na realidade não passam de aberrações sem nenhuma relação com a Fé Católica), que aqui mandamos nós e Sua Santidade, como disse o Cardeal Vingt Trois, vem demonstrar sua comunhão conosco.
Essa resignação de Pe. Wagner nos demonstra, caríssimos amigos, o tamanho da oposição que o Papa encontra para implementar sua simples “hermêutica da reforma”, combatendo assim aqueles que têm o Vaticano II como uma nova constituinte. Imaginem, amigos, se ele fosse ainda mais duro! E há aqueles que imaginam um Papa resolvendo tudo numa simples canetada. Irmãos, rezemos pelo Papa. Nenhum de nós sabe o que ele deve estar passando. Dom Fellay afirmou outrora que o Papa encontra hoje uma Igreja impossível de se governar. Os reiterados pedidos de oração mostram, caríssimos, o quanto o Papa precisa de nossos clamores aos céus:
O Papa pediu orações para que o Senhor «continue velando por este pequeno Estado», especialmente por «quem está dirigindo a Barca, o Sucessor de Pedro, para que possa desenvolver com fidelidade e eficazmente seu ministério a favor da unidade da Igreja Católica, que tem no Vaticano seu centro visível e se expande até os confins do mundo». (Zenit, 13 de fevereiro de 2009)
O Santo Padre pede o acompanhamento das orações de todos os fiéis a fim de que o Senhor ilumine o caminho da Igreja. Cresça o empenho dos Pastores e de todos os fiéis no sustento da delicada e difícil tarefa do Sucessor do Apóstolo Pedro como o “guardião da unidade” na Igreja. (Nota da Secretaria de Estado de 4 de fevereiro de 2009).
Sabemos que enquanto teólogo Joseph Ratzinger era um dos grandes propulsores da colegialidade. Seus atos como Papa nos mostram como a graça de estado do Sucessor de Pedro age fortalecendo-o na luta contra idéias que certamente lhe eram caras; que a humildade do Papa, que repetidas vezes reconheceu sua timidez — de quem gostaria de se aposentar para se dedicar aos livros — seja agradável a Deus Nosso Senhor e lhe dê forças para suportar tantas dificuldades. Esse “agir contra si mesmo” nos mostra a grandeza de alma de Bento XVI.
Neste momento de humilhação estejamos juntos do Sumo Pontífice, pedindo a Deus Nosso Senhor que o guie e fortaleça para não se render aos inimigos da Santa Igreja.

℣. Oremus pro Pontifice nostro Benedicto.
℟. Dominus conservet eum, et vivificet eum,
℟. Et super hanc petram aedificabo Ecclesiam meam.
Oremus.







"... muitos dos que se dizem católicos ajudam os «revolucionários» . São esses, sempre «moderados», que estimam a «tranquilidade pública» como o bem supremo. Esses católicos tolerantes, condescendentes, brandos, doces, amáveis ao extremo com os maçons e furiosos inimigos de Jesus Cristo, guardam todo seu mal humor para os que gritam «Viva a Religião!» e a defendem sofrendo contínuas penalidades e expondo suas vidas. Para eles, esses últimos são «exagerados e imprudentes, que tudo comprometem com prejuízo dos interesses da Igreja» ".
Que tenho eu, Senhor Jesus, que não me tenhais dado?… Que sei eu que Vós não me tenhais ensinado?… Que valho eu se não estou ao vosso lado? Que mereço eu, se a Vós não estou unido?… Perdoai-me os erros que contra Vós tenho cometido. Pois me criastes sem que o merecesse… E me redimistes sem que Vo-lo pedisse… Muito fizestes ao me criar, muito em me redimir, e não sereis menos generoso em perdoar-me. Pois o muito sangue que derramastes e a acerba morte que padecestes não foram pelos anjos que Vos louvam, senão por mim e demais pecadores que Vos ofendem… Se Vos tenho negado, deixai-me reconhecer-Vos; Se Vos tenho injuriado, deixai-me louvar-Vos; Se Vos tenho ofendido, deixai-me servir-Vos. Porque é mais morte que vida, a que não empregada em vosso santo serviço… - Padre Mateo Crawley-Boevey