Arquivo para março, 2009

março 31, 2009

Papa ordena visitação apostólica às instituições dos Legionários de Cristo.

SECRETARIA DE ESTADO
Primeira Seção – Assuntos Gerais

Vaticano, 10 de março de 2009

Reverendo Padre,

Na Santa Quaresma, tempo de graça e salvação, tenho a satisfação de recordar que são muitos os que estão se beneficiando das obras educativas e apostólicas que os Legionários de Cristo promovem nas diversas partes do mundo, movidos pelo desejo de estabelecer, conforme as exigências da justiça e da caridade, o Reino de Cristo entre os intelectuais, profissionais e pessoas comprometidas na ação social e no ensino.

Dado que esta missão é de fundamental importância e vale a pena consagrar-se a ela com amplidão de horizontes e limpo coração, gostaria de transmitir-lhe, como Diretor Geral, que Sua Santidade Bento XVI renova aos Legionários de Cristo, aos membros do Movimento Regnum Christi e a todos os que lhes estão próximos espiritualmente, sua solidariedade e sua oração nesses momentos delicados.

O Santo Padre, consciente dos altos ideais que os animam, e da inteireza e espírito de oração com que estão enfrentando as atuais vicissitudes, anima-os a continuar buscando o bem da Igreja e da sociedade, mediante as iniciativas e instituições que lhes são próprias. A este respeito, poderão contar sempre com a ajuda da Santa Sé, para que através da verdade e da transparência, em um clima de diálogo fraterno e construtivo, superem as dificuldades existentes. Neste sentido, o Papa decidiu levar a cabo por meio de uma equipe de prelados uma Visita Apostólica às instituições dos Legionários de Cristo.

Ao mesmo tempo em que me uno aos sentimentos do Sumo Pontífice, confio todos os Legionários e Membros do Movimento Regnum Christi à maternal proteção de Nossa Senhora  de Guadalupe, e aproveito a ocasião para reiterar-lhe o testemunho de minha consideração e estima em Cristo.


Cardeal Tarcisio Bertone
Secretário de Estado de Sua Santidade

Decreto e outras informações no site oficial da Legião de Cristo.

março 31, 2009

Summorum Pontificum no Brasil: Missa na ‘Croatia Sacra Paulistana’: 05 de abril, Domingo de Ramos, às 11 horas.

Missa Croatia Sacra - 1º de fevereiro de 2009.

Data da Santa Missa: 05/04/2009
Horário: 11:00h
Local: Croatia Sacra Paulistana

Av. General Waldomiro de Lima, 650

Jabaquara/Vila Parque Jabaquara – São Paulo, SP

Mapa aqui.


março 30, 2009

Curtas da semana.

“Sou a favor do amor” – Cardeal Philippe Barbarin

barbarinEm mais outro ataque ao Papa diante de uma igreja francesa, cerca de sessenta membros de organizações homossexuais se posicionaram nos degraus da Basílica de Fourviere em Lyon esta manhã para “denunciar a irresponsabilidade do Papa Bento XVI relativamente à AIDS.” Enquanto os fiéis entravam dentro da igreja para a Missa de domingo celebrada por seu arcebispo, Cardeal Philippe Barbarin, manifestantes representando o Orgulho Lésbico e Gay, o Fórum Gay e Lésbico, e AIDS Rhône abriram uma faixa com o texto “O Preservativo é vida – A Igreja o proíbe” enquanto cantavam, “Não ao callote (solidéu), vida longa ao capote (preservativo)”.  Enquanto isso, em frente da Basílica, cerca de sessenta pais e filhos católicos, reunidos em apoio ao Santo Padre, portavam adesivos com os dizeres “Tirem as mãos do meu Papa”. “Há uma dolorosa falta de compreensão” reclamou o Cardeal Barbarin. “A questão dos preservativos é um assunto proibido e devemos criar condições para um diálogo de respeito mútuo.” Ele continuou, “Devemos ouvir a todos os clamores porque eles procedem do coração, porém, isso não cria as condições para o diálogo.” Ao ser indagado se ele era a favor do “capote” (preservativo) ou “abstinência”, o Cardeal respondeu: “Eu sou a favor do Amor.” Depois da Missa, Sua Eminência convidou uma delegação de sete manifestantes para a arquidiocese para um “diálogo respeitoso”, “em uma atmosfera cordial e relaxada”, segundo uma fonte próxima da arquidiocese. Tradução: T. M. Freixinho – Fonte: Rorate-Caeli.

Bispos Mexicanos para a Alemanha.

México. (Kreuz.net) A Conferência dos Bispos Mexicanos saudou o levantamento das excomunhões contra os quatro Bispos Lefebvristas em uma resposta à carta do Papa de 10 de março sobre a Fraternidade. Os bispos mexicanos asseguram ao Santo Padre suas orações, solidariedade e comunhão. Eles lamentam “as reações injustas e inapropriadas ao gesto de misericórdia do Santo Padre”. A revista mensal americana dos lefebvristas indaga se os bispos mexicanos também poderiam ser nomeados para a Alemanha. Tradução: T. M. Freixinho

Pe. Lombardi: Adeus, Good-Bye, Adiós, Adieu…

federico-lombardiAndrea Bevilcqua, em Italia Oggi: “[Padre Federico Lombardi] será convidado nos próximos meses a deixar a direção da Sala de Imprensa Vaticana”. Paolo Rodari diz que a despedida pode se dar logo após a visita do Papa à Terra Santa.

Mons. Salvatore Cordileone, novo arcebispo de Oakland (EUA).

Mons. CordileoneLe Forum Catholique – Bento XVI com efeito nomeou, no último dia 23 de março, Mons. Salvatore Cordileone (Salvador Coração de Leão!), até então bispo auxiliar de San Diego (Califórnia, foi ordenado bispo em 2002), à cabeça desta importante diocese californiana (406 947 católicos, 433 padres, 12 diáconos permanentes e 843 religiosos, segundo as últimas estatísticas).

Mons. CordileoneO novo prelado, jovem (tem 52 anos), aparentemente atencioso e voluntário (fotografia), foi ordenado padre em 1982. Doutor em direito canônico, foi membro do Tribunal Supremo da Assinatura Apostólica (de 1995 até 2002) cujo atual prefeito, o arcebispo Raymond Burke, é um dos seus grandes amigos… Este infatigável defensor da vida e vibrante promotor da “Proposição 8” (este referendo venceu visando proibir o “casamento” homossexual na Califórnia) é também, e isso é menos conhecido, um ardente partidário da “forma extraordinária” da liturgia que celebra e promove.

Bispos Americanos – Reiki: Superstição.

Numa das raríssimas atuações das Comissões para Doutrina da Fé das Conferências Episcopais, os bispos americanos condenaram como superstição o Reiki, cuja prática já havia se espalhado em casas de repouso católicas nos Estados Unidos, nos seguintes termos:  “Em termos de cuidado com a saúde espiritual, há perigos importantes. Ao usar o Reiki se teria que aceitar no mínimo de  maneira implícita elementos centrais de uma visão de mundo que sustenta a teoria Reiki, elementos que não pertencem à fé cristã nem à ciência natural. [...] um católico que põe sua confiança no Reiki operaria no domínio da superstição [...]. É responsabilidade de todos que ensinam em nome da Igreja eliminar tal ignorância o máximo possível.

março 28, 2009

Carta aberta do Pe. João Batista ao Papa Bento XVI.

Carta Aberta ao Santo Padre Bento XVI

 

 

Beatíssimo Padre.

 

Padre João Batista - Consagração da Capela Santa Maria das VitóriasProstrado aos pés de Vossa Santidade, venho, respeitosamente, por meio desta, manifestar-lhe minha fidelidade incondicional na qualidade de sacerdote católico incardinado na Diocese de Anápolis.

 

Tenho acompanhado com tristeza e indignação todos os ataques dirigidos contra Vossa Santidade, verdadeiros atos de rebeldia, por parte de pessoas que perderam a fé católica ou se deixaram enredar por falsas doutrinas e, assim, são incapazes de avaliar com justeza as medidas prudentes e zelosas de Vossa Santidade com o intuito de promover o bem da Igreja e preservar a integridade da fé católica.

 

Desejaria dizer a Vossa Santidade que lhe sou particularmente grato pelo motu proprio Summorum Pontificum e pelo decreto de revogação das excomunhões declaradas em 1988 contra Mons. Marcel Lefèbvre, D. Antonio de Castro Mayer e os 4 bispos então consagrados.

 

Com a liberdade de um filho que confia em seu pai, devo dizer a Vossa Santidade que, tendo nascido em 1962 em uma diocese do interior do Estado São Paulo, assisti à degradação da vida espiritual católica promovida pela teologia da libertação e em nome do Concílio Vaticano II: igrejas destruídas e profanadas, a liturgia completamente dessacralizada, a educação católica, garantia da transmissão dos valores perenes, abolida com o fechamento de antigos colégios, porque se dizia serem apenas  instituições a serviço da  burguesia e contra as classes oprimidas. Um número incalculável de publicações  (cartilhas, panfletos, folhetinhos de missa) espalhou todos esses anos entre os católicos a grosseria, a  imoralidade e a heresia, de modo que se gerou um ambiente insuportável. É inútil e impossível mencionar todas as calamidades que se abateram sobre os católicos, e Vossa Santidade tem pleno conhecimento da realidade.

 

Digo isto apenas para confessar a Vossa Santidade que, se eu e minha família preservamos a fé católica, foi graças ao combate travado por sua S. Exa. Revma. Mons. Lefèbvre. Com efeito, verificamos que ele tinha razão em convocar os católicos para lutar contra tantos desmandos e abusos.

 

Em 1988, quando foi assinado um protocolo de “acordo” entre a Fraternidade Sacerdotal São Pio X e a Santa Sé, no qual se previa a conveniência de que fosse sagrado um bispo eleito entre os padres da Fraternidade e, como não se superasse o obstáculo da fixação de uma data para tal sagração, pareceu-nos que Mons. Lefèbvre tinha o direito de proceder ao rito sagrado.

 

Decorridos tantos anos, estou convencido de que o venerável bispo agiu bem. Os frutos de sua obra são bênçãos e graças para toda a Igreja. Não tivesse ele agido com prudência e fortaleza então, certamente não existiria a Fraternidade Sacerdotal São Pedro e muitos outros institutos ligados a Ecclesia Dei Adflicta. Eu mesmo não teria sido ordenado presbítero no rito tradicional em 1996 pelo cardeal Stickler em atenção às letras dimissórias de meu antigo bispo D. Manoel Pestana Filho. E, certamente, o “progressismo católico” teria avançado muito mais como força devastadora da Vinha do Senhor.

 

Por isso, expresso hoje minha gratidão a Vossa Santidade e reverencio a memória dos dois bispos que ajudaram tantos católicos a conservar a fé em tempos tão atribulados.

 

Gostaria ainda de dizer a Vossa Santidade que são numerosíssimos os padres que o apóiam por ter, por exemplo, ordenado a correção da tradução da forma da consagração do cálice na Santa Missa e não se conformam com o descaso da hierarquia em cumprir a ordem emanada de Roma. O zelo de Vossa Santidade pelo decoro da sagrada liturgia nos conforta. Há muitos padres que desejariam seguir o exemplo de Vossa Santidade em suas paróquias, mas temem represálias da parte dos seus ordinários.

 

Igualmente, quero assegurar a Vossa Santidade que foi enorme a satisfação dos verdadeiros católicos com a atitude digna do arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho OC, por ter recordado que os católicos que cooperaram com a prática do aborto naquela cidade incorreram em excomunhão latae sententiae. São gestos como este que confirmam os católicos em sua fé. Foi, por outro lado, vergonhoso e lamentável ver outros bispos censurarem a atitude coerente do arcebispo D. José Cardoso Sobrinho.

 

Seja-me permito, finalmente, rogar a Vossa Santidade uma providência especial para proteger o Brasil, o maior país católico do mundo, de uma gravíssima ameaça que paira sobre a Terra de Santa Cruz. Vivemos há quase oito anos sob um governo socialista que tem adotado uma política anticristã na área do direito da família e da vida. O atual governo tem o propósito de introduzir a legalização geral do aborto e da união civil homossexual. Tudo isto está previsto no programa político do Partido dos Trabalhadores, partido do governo. A candidata do governo à presidência da República no próximo ano já fez declarações neste sentido. Apesar da absoluta incompatibilidade de suas propostas políticas, a referida senhora tem exercido nas concentrações carismáticas o ministério de leitora nas missas, em franca campanha política. Com efeito, isto nos desconcerta.

 

Quando se trata de assuntos de grande relevância moral e para a salvação das almas, não se observa da parte da hierarquia tanto empenho para não dizer que há dolorosa omissão ou cumplicidade. Atitude como a de D. Cardoso é uma gota de água pura no mar morto. Mas quando se trata de assuntos técnicos ou sócio-economicos observa-se uma indiscreta ingerência, que só redunda em descrédito da Igreja. Permito-me recordar a Vossa Santidade o episódio da transposição do rio São Francisco ou mais recentemente a absurda demarcação de território indígena em região rica em minérios (uma ameaça à soberania nacional), com apoio do Conselho Indigenista Missionário, órgão ligado à CNBB.

 

De maneira que, diante da gravidade da situação atual do Brasil, rogo a Vossa Santidade que, assim como Pio XII (cuja memória Vossa Santidade tem reverenciado) salvou a Itália do perigo comunista arregimentando os católicos, assim também agora ajude a salvar o Brasil da perpetuação de uma tirania socialista e anticristã, que se instaurou entre nós com os préstimos da “esquerda católica”

 

Rogo a bênção de Vossa Santidade sobre minha pessoa e sobre todos fiéis da Capela Santa Maria das Vitórias em Anápolis, consagrada por Dom Pestana em dezembro do ano passado. Asseguro a Vossa Santidade nossas fervorosas orações ao Imaculado Coração de Maria para que Nossa Senhora o proteja da maldade dos seus inimigos.

 

Anápolis, 27 de março de 2009

Festa de São João Damasceno

Pe. João Batista de A. Prado Ferraz Costa

 

Fonte: Associação Civil Santa Maria das Vitórias

 

março 28, 2009

Resposta da Federação Israelita do Rio Grande do Sul às declarações do Arcebispo de Porto Alegre, Dom Dadeus Grings.

Link para o originalA Federação Israelita do Rio Grande do Sul (FIRS) respondeu nesta quinta-feira às declarações do arcebispo de Porto Alegre, Dom Dadeus Grings, publicadas pela revista Press. Na entrevista, Dom Dadeus afirmou que “morreram mais católicos do que judeus no Holocausto, mas isso não aparece porque os judeus têm a propaganda do mundo”. A FIRS se manifestou por uma nota oficial publicada no portal da Federação Israelita.

Na resposta, o presidente da Federação, Henry Chmelnitsky afirma que as declarações de Dom Dadeus não contribuem em nada para a construção de uma convivência pacífica e harmoniosa entre os brasileiros de todas as origens. Para Chmelnitsky, reduzir ou relativizar o Holocausto agride a memória de milhões de mortos numa guerra iniciada pelo fanatismo e pela intolerância. O presidente da Federação disse ainda ter esperança de que Dom Dadeus reflita sobre as suas declarações.

Resposta às declarações do Arcebispo de Porto Alegre, Dom Dadeus Grings

Nos surpreendem as declarações do arcebispo de Porto Alegre, Dom Dadeus Grings, publicadas pela revista Press. Não é a primeira vez que o religioso se refere ao Holocausto de forma distorcida. Nós, brasileiros de todas as origens, construímos através de décadas uma tradição de convivência pacífica e harmoniosa. Afirmações como as de Dom Dadeus não contribuem em nada para este modelo que serve de inspiração a outros países. Reduzir ou relativizar o Holocausto agride a memória de milhões de mortos numa guerra iniciada pelo fanatismo e pela intolerância.

O próprio Vaticano, nos últimos anos, adotou uma postura aberta e transparente em relação ao assassinato de seis milhões de judeus. Aliás, as relações entre a Igreja Católica e a comunidade judaica nunca foram tão boas. Em maio, o Papa Bento XVI visitará Israel.

Na contramão dessa realidade, mais uma vez Dom Dadeus destoa dos seus semelhantes ao usar argumentos sem qualquer valor moral ou científico. Morreram menos judeus na II Guerra porque havia e ainda há menos judeus no mundo. Proporcionalmente, a chacina minimizada pelo arcebispo significou a aniquilação da maior parte de um povo que já era pequeno.

Manifestamos a esperança de que Dom Dadeus reflita sobre as suas declarações. Ele é um homem de fé e de paz. Esteve na posse da diretoria da Federação Israelita há poucos dias, o que muito honrou e sensibilizou a comunidade judaica gaúcha. Entretanto, ao reproduzir estereótipos criados pelos nazistas, Dom Dadeus se posiciona do lado errado da História. Suas declarações agridem não só aos judeus, mas aos milhões de ciganos, portadores de deficiência, homossexuais e adversários do regime nazista que foram igualmente assassinados.

A única forma de impedir que a barbárie perpetrada pelos nazista se repita — contra os judeus ou contra outras etnias ou segmentos religiosos – é respeitar sempre a memória, com seriedade, fraternidade e honestidade. É isto o que esperamos de Dom Dadeus Grings e dos homens e mulheres comprometidos com a verdade e com a justiça.

Porto Alegre, 26 de março de 2009.

Henry S. Chmelnitsky

Presidente da Federação Israelita do Rio Grande do Sul

março 28, 2009

A guerra na Alemanha continua: pelo Reinado Social de Nosso Senhor, contra o salário dos bispos.

Há poucos dias o presidente da Conferência Episcopal Alemã, Arcebispo Robert Zollitsch, acusou a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, entre outras coisas, de “atacar e reduzir nosso entendimento sobre a democraria”, enquanto exigia da mesma a aceitação irrestrita do Concílio Vaticano II. É evidente que um pronunciamento como este visa instigar as autoridades alemãs contra as instituições de ensino mantidas pela Fraternidade naquele país. Curiosamente, outro bispo que há pouco debateu na televisão com um Padre da Fraternidade a obrigatoriedade da adesão aos ensinamentos do Concílio Vaticano II criticou a posição do Papa acerca do uso de preservativos.

Dada à usual infidelidade ao Magistério da Igreja daqueles que exigem a íntegra aceitação dos documentos e do espírito do Vaticano II, torna-se importantíssima a declaração do Pe. Franz Schmidberger que abaixo publicamos.

 

Padre SchmidbergerEm 25 de março de 2009, a Catholic News Agency noticiou que o Presidente da Conferência de Bispos Alemães, o Arcebispo Robert Zollitsch, teria acusado a FSSPX de atacar e reduzir o seu entendimento de democracia durante uma palestra para o Círculo Cardeal Höffner do Grupo Parlamentar da CDU (União Democrata-Cristã). A idéia de “uma Igreja Católica Estatal” seria ultrapassada, teria dito o Arcebispo de Friburgo em vista da atitude da FSSPX.

Se esta declaração foi realmente feita, o Arcebispo, consciente ou inconscientemente, levantou falso testemunho.

A FSSPX obviamente reconhece a Constituição da República Federal da Alemanha, que reconhece claramente a responsabilidade perante Deus, a lei moral e opiniões legais baseadas na lei natural. Católicos importantes cooperaram na formulação da Constituição, que se mantém inteiramente na base do magistério tradicional social dos Papas. Muitos católicos fiéis à Tradição estiveram entre os co-fundadores da CDU, trabalhando em várias posições em nossa sociedade, seja como cidadãos ou servindo a República Federal como funcionários.

 

Obviamente, reconhecemos a fidelidade à ordem constitucional, tal como aprovada, por exemplo, pela Santa Sé e expressa no Juramento de Lealdade prestado na Concordata, como, aliás, todo bom católico.

 

Reconhecemos também a doutrina da Igreja sobre as formas de governo, especialmente, as declarações magisteriais do Papa Pio XII sobre a democracia.

 

Depreciamos um pouco o “conceito de democracia”, tal como os católicos antes do Vaticano II.

 

A FSSPX rejeita de todo coração a idéia monstruosa de uma “Igreja Estatal”, uma vez que a Igreja Católica é uma “sociedade perfeita” e deve ser sempre livre para a sua missão divina.

 

Vemos as implicações quando a Igreja é instrumentalizada pelo Estado no terrível fracasso dos bispos alemães no escândalo do aborto relativamente ao debate sobre a Donum Vitae. Sob esse ângulo, a FSSPX saúda o debate sobre o imposto-Igreja e o salário estatal dos bispos alemães. Quem tem telhado de vidro não atira pedra no vizinho.

 

Como uma sociedade sacerdotal católica, o que a FSSPX defende é o reconhecimento dos Dez Mandamentos e dos Direitos de Deus sobre cada indivíduo, sobre as famílias, associações cívicas, magistrados, tribunais de justiça, cultura e educação, reconhecimento esse expresso também de muitas maneiras na liturgia tradicional – que foi restituída à vida da Igreja pelo Vaticano.

O que a FSSPX não pode aceitar são os falsos princípios sociais e morais que sempre foram rejeitados pelo Magistério dos Papas e pela Tradição e que devem ser descartados por todo católico para estar em comunhão com a Igreja Católica, até mesmo qualquer bispo alemão.

 

Esses falsos princípios são rejeitados, por exemplo, no documento magisterial pontifício Quanta Cura, do Beato Pio IX, Immortale Dei, de Leão XIII, Quas Primas, de Pio XI e nas numerosas declarações de Pio XII sobre a doutrina social da Igreja.

 

O concílio pastoral Vaticano II também deve ser avaliado em vista desses pronunciamentos do Magistério Supremo. Esperamos que os bispos alemães reconheçam claramente o Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo, conforme o Papa Pio XII e seus predecessores obrigaram todos os católicos a fazê-lo.

Stuttgart, 26 de março de 2009

Padre Franz Schmidberger, Superior Distrital

Fonte: Cathcon e Distrito Alemão da FSSPX

 

março 27, 2009

A vida é bela.

Mas em que o Papa estaria pensando?

Judeus protestam em frente à nunciatura apostólica em Paris.Ao voltar para Roma em uma linda tarde ensolarada, o Papa comentou com uma jornalista: “Hoje está um belo dia!”

Essas observações imediatamente suscitaram uma enorme onda de indignação ao redor do mundo e alimentaram uma controvérsia que continua crescendo.

Algumas reações:

O prefeito de Bordeaux: “Mesmo o Papa tendo dito essas palavras, estava chovendo canivetes em Bordeaux! Essa afirmação, que se aproxima do negacionismo revela que o Papa vive em um estado de total autismo. O dogma da infalibilidade papal acabou de vez, mesmo se ele ainda era necessário!” O detentor da Cátedra de Astronomia no Collège de France: “Ao afirmar sem matiz nem comprovação objetiva de que hoje está um belo dia,” o Papa reflete o desprezo bem conhecido da Igreja pela ciência, que está constantemente lutando contra os seus dogmas. O que seria mais subjetivo e mais relativo do que essa noção de belo? Em que experimentos incontestáveis ela se baseia? Os meteorologistas e especialistas não concordaram nesse assunto na última Conferência Internacional em Caracas. E Bento XVI decide a questão, ex cathedra. Que arrogância! Será que eles vão agora atear as piras para todos aqueles que não aceitam este novo decreto sem reservas?

A Associação de Vítimas do Aquecimento Global: “Como é que não somos capazes de ver nessa declaração provocante um insulto a todas as vítimas, passadas, presentes e futuras dos caprichos do clima, enchentes, tsunamis, secas? A aquiescência com a situação contemporânea mostra claramente a cumplicidade da Igreja com esses fenômenos que são destrutivos para a humanidade e isso só pode encorajar aqueles envolvidos no aquecimento global, no sentido de que agora eles podem se esconder atrás do Vaticano.”

O Representante do Conselho de Associações de Negros: “O Papa parece se esquecer que enquanto está ensolarado em Roma, uma parte do planeta está mergulhada na escuridão. Isso é um sinal de desrespeito para com o movimento de direitos civis.”

O Conselho dos Verdadeiros Fiéis Muçulmanos: “Como pode o Papa descrever a vida, descrever qualquer dia como belo enquanto Israel continua ocupando a Palestina?”

A Associação Feminista Luvvis: “Por que ele é belo e não ela? O Papa está atacando novamente a causa legítima das mulheres e mostra o seu compromisso com os princípios mais reacionários. Em 2009, “ele” ainda está lá, isso é patético!”

A Liga de Direitos Humanos: “Esse tipo de declaração só pode ferir profundamente todos aqueles que têm uma visão da realidade diferente do Papa. Em particular pensamos naqueles hospitalizados, encarcerados cujo horizonte está limitado a quatro paredes e também em todas as vítimas de doenças raras que não podem perceber através dos sentidos a condição atmosférica. Certamente, este é um desejo de descriminação entre o belo, como ele deveria ser percebido por todos aqueles que sentem as coisas de maneira diversa. Vamos atacar o Papa imediatamente nos tribunais.”

Em Roma, alguns membros da Cúria tentaram mitigar as palavras do Papa, mencionando a sua idade avançada e o fato de que ele poderia ser mal interpretado. Porém, até agora não tiveram sucesso nisso.

OBS.: Esta sátira pretende expôr ao ridículo a oportunista corrente anti-católica que hoje vemos atuar corriqueiramente.

Fonte: Catholic Church Conservation – Tradução: T.M. Freixinho

março 26, 2009

“Morreram mais católicos do que judeus no holocausto, mas isso não aparece porque os judeus têm a propaganda do mundo”.

Dom DadeusA revista PRESS que já está circulando publica entrevista de seis páginas com o Arcebispo de Porto Alegre, Dom Dadeus Grings, que vai dar o que falar. A reportagem promete polêmica. Ele fala de sexo sem camisinha, células-tronco, pedofilia, futebol e até da Igreja durante a II Guerra Mundial. “Morreram mais católicos do que judeus no holocausto, mas isso não aparece porque os judeus têm a propaganda do mundo”, afirma.

A notícia é do jornalista Diego Casagrande e publicada no seu blog, 25-03-2009. A notícia também é destacada por Rosane de Oliveira, jornalista, Zero Hora, 26-03-2009.

Líder da Igreja Católica, Dom Dadeus vai além. “Quantos milhões de católicos foram vítimas do Holocausto, 22 milhões? Vinte e dois milhões foram ao todo. Os judeus se dizem as maiores vítimas do Holocausto. Mas as maiores vítimas foram os ciganos. Foram exterminados. Isso eles não falam”, sustenta.

Fonte: IHU – Instituto Humanitas Unisinos, via Per fas et per nefas

março 26, 2009

Padre Franz Schmidberger, Superior do Distrito Alemão da FSSPX: Reconciliação “dentro de um prazo previsível”.

Link para o originalCom o declínio pós-conciliar, a Igreja está sob ameaça de desaparecer em muitos países. Apesar disso, ela não retoma o caminho bem-sucedido da missão.

A Fraternidade espera confiantemente ter um lugar totalmente oficial na Igreja “dentro de um prazo previsto”, disse o superior distrital alemão, Padre Franz Schmidberger, em conversa com o diário alemão ‘Welt’.

O Padre Schmidberger é muito grato ao Papa por ele ter vindo ao encontro da Fraternidade com o Motu Proprio ‘Summorum Pontificum’ e o levantamento das excomunhões.

Esses gestos demonstram que ele compreende os anseios da Fraternidade: “Antes de chegarmos a uma solução canônica para a nossa comunidade, conversaríamos de bom grado com Roma sobre as questões teológicas que levaram à controvérsia.”

Padre Schmidberger não gostaria de celebrar “algum acordo” prematuramente, deixando as questões de conteúdo em aberto: Isso somente causaria uma nova controvérsia e se tornaria algo explosivo no futuro”.

Crise em vez de primavera conciliar

 

Recentemente, o Padre Schmidberger celebrou uma Missa em Gießen, na diocese de Mainz

Recentemente, o Padre Schmidberger celebrou uma Missa em Gießen, na diocese de Mainz

O Vaticano II não trouxe uma “nova primavera” para a Igreja, mas sim uma crise.

 
O Padre está preocupado com a sobrevivência da Igreja em muitos países”.

 

A Fraternidade não nega o Vaticano II “como um todo”.

 

Contudo, algumas afirmações necessitariam de um esclarecimento explícito sobre a auto-compreensão da Igreja e de seu relacionamento com as outras religiões.

 

O Padre Schmidberger está descontente com as muitas ambigüidades e formulações comprometedoras do Concílio: “Um Concílio deveria proporcionar clareza e não ser uma ocasião de confusão”.

 

Todavia, o Padre Schmidberger não vê a crítica da Fraternidade a alguns textos do Concílio como um obstáculo para a reconciliação com o Vaticano.

 

O Vaticano II não se entende a si mesmo como dogmático, mas sim “deliberadamente, em um grau inferior, como um simples Concílio Pastoral”.

 

Com relação a assuntos não dogmáticos, existe certa liberdade de pensamento na Igreja.

 

Diálogo inter-religioso e Ecumenismo

 

No que tange o documento ‘Nostra aetate’ sobre o relacionamento da Igreja com outras religiões, o Padre Schmidberger diz que esse relacionamento também teria sido reconhecido – com reservas – pelo Fundador da Fraternidade Sacerdotal, Arcebispo Marcel Lefebvre († 1991).

“Na verdade, gostaríamos de evitar a impressão de que com o Vaticano II todas as diferenças entre o cristianismo e outras religiões se tornaram desprovidas de significado.”

 

Fundamentalmente a Fraternidade favorece o diálogo com outras religiões. Todavia, o conceito de “diálogo” se tornou uma contradição na Igreja pós-conciliar. Ao mesmo tempo, Cristo incumbiu a sua Igreja com a missão:

 

“Nós cristãos de todas as confissões acreditamos que Jesus de Nazaré, prometido ao povo judeu e nascido do mesmo, é o Messias do mundo inteiro”.

 

Quanto ao ecumenismo, o Padre Schmidberger disse que a questão da verdade não deveria eliminada:

 

“Neste caso seria de se esperar um sucesso muito em breve com os ortodoxos, os quais permanecem os mais próximos em termos de fé.”

 

Tradução: T.M. Freixinho

março 25, 2009

Angelus Domini nuntiavit Mariae.

[Os escravos de Jesus em Maria] terão uma devoção especial pelo mistério da Encarnação do Verbo, a 25 de março, que é o mistério adequado a esta devoção, pois que esta devoção foi inspirada pelo Espírito Santo: primeiro, para honrar e imitar a dependência em que Deus Filho quis estar de Maria, para glória de Deus seu Pai e para nossa salvação; dependência que transparece particularmente neste mistério em que Jesus Cristo se torna cativo e escravo no seio de Maria Santíssima, aí dependendo dela em tudo; segundo, para agradecer a Deus as graças incomparáveis que concedeu a Maria, principalmente por tê-la escolhido para sua Mãe digníssima, escolha feita neste mistério. São estes os dois fins principais da escravização a Jesus Cristo em Maria.

São Luis Maria Grignon de Montfort, Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem.

Anunciação de Nossa Senhora e Encarnação do Verbo

Angelus Domini nuntiavit Mariae

Et concepit de Spiritu Sancto.

Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum; benedicta tu in mulieribus, et benedictus fructus ventris tui, Iesus. Sancta Maria, Mater Dei, ora pro nobis peccatoribus, nunc et in hora mortis nostrae. Amen.

Ecce ancilla Domini,
Fiat mihi secundum verbum tuum.

Ave Maria…

Et Verbum caro factum est.
Et habitavit in nobis.

Ave Maria…

Ora pro nobis, sancta Dei Genitrix.
Ut digni efficiamur promissionibus Christi.

Oremus.
Gratiam tuam, quaesumus, Domine, mentibus nostris infunde; ut, qui, angelo nuntiante, Christi Filii tui incarnationem cognovimus, per passionem ejus et crucem, ad resurrectionis gloriam perducamur. Per eundem Christum Dominum nostrum.

R. Amen.

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