Depois do formidável pronunciamento do Pe. Franz Schmidberger em reação às palavras dos Bispos Alemães, DICI, o órgão de imprensa da Casa Geral da Fraternidade São Pio X, por seu porta-voz, Padre Alains Lorans, publica o editorial que abaixo traduzimos.
Suzana e os dois velhos
O teólogo progressista Hans Küng concedeu uma entrevista ao Monde de 24 de fevereiro, na qual ele propõe ao Papa suas soluções para evitar que a Igreja se torne “uma seita”. Seria necessário, segundo ele, permitir a admissão dos divorciados recasados à comunhão sob “certas condições”, considerar a correção da encíclica Humanae vitae autorizando “em certos casos” o uso de contraceptivos, e sobretudo seria necessário que Bento XVI declarasse: “Eu suprimo a lei do celibato para os padres”.
Pode-se no fim das contas se tranqüilizar considerando que esta teologia subversiva é marginal na Igreja. A do cardeal Martini, antigo arcebispo de Milão, é muito menos. Ora, ele diz exatamente a mesma coisa que Küng em suas Conversas noturnas em Jerusalém (Herder, 2008). Ele preconiza, com efeito, a ordenação de homens casados, a ascensão das mulheres às ordens anteriores ao sacerdócio (esperando algo melhor!), o acesso dos divorciados recasados à eucaristia, o apelo aos direitos aos direitos da consciência individual contra a disciplina da encíclica Humanae vitae.
Um perito no Concílio Vaticano II dizia: “Teilhard Chardin, esse é um Lamennais que deu certo”, subentendendo que era necessário fazer evoluir a Igreja desde o interior, sem fazer cisma. Deste ponto de vista, o cardeal Martini é um Küng que “deu certo” no seio da hierarquia eclesiástica. Na realidade, são dois octogenários erguidos contra a Igreja que tem as promessas da eternidade!
Padre Alain Lorans








"... muitos dos que se dizem católicos ajudam os «revolucionários» . São esses, sempre «moderados», que estimam a «tranquilidade pública» como o bem supremo. Esses católicos tolerantes, condescendentes, brandos, doces, amáveis ao extremo com os maçons e furiosos inimigos de Jesus Cristo, guardam todo seu mal humor para os que gritam «Viva a Religião!» e a defendem sofrendo contínuas penalidades e expondo suas vidas. Para eles, esses últimos são «exagerados e imprudentes, que tudo comprometem com prejuízo dos interesses da Igreja» ".
Que tenho eu, Senhor Jesus, que não me tenhais dado?… Que sei eu que Vós não me tenhais ensinado?… Que valho eu se não estou ao vosso lado? Que mereço eu, se a Vós não estou unido?… Perdoai-me os erros que contra Vós tenho cometido. Pois me criastes sem que o merecesse… E me redimistes sem que Vo-lo pedisse… Muito fizestes ao me criar, muito em me redimir, e não sereis menos generoso em perdoar-me. Pois o muito sangue que derramastes e a acerba morte que padecestes não foram pelos anjos que Vos louvam, senão por mim e demais pecadores que Vos ofendem… Se Vos tenho negado, deixai-me reconhecer-Vos; Se Vos tenho injuriado, deixai-me louvar-Vos; Se Vos tenho ofendido, deixai-me servir-Vos. Porque é mais morte que vida, a que não empregada em vosso santo serviço… - Padre Mateo Crawley-Boevey