CIDADE DO VATICANO, 17 MAR 2009 (Vatican Information Service) – Nesta manhã, durante seu vôo para Camarões, o Santo Padre respondeu a um número de questões feitas a ele por jornalistas que o acompanhavam no vôo papal.
“Por algum tempo, e em particular desde sua Carta aos bispos Católicos acerca da remissão da excomunhão dos quatro bispos consagrados pelo Arcebispo Lefebvre”, perguntou um jornalista, “muitos jornais falam da ‘solidão’ do Papa. O que pensa sobre isso? Se sente realmente sozinho?”
“Para dizer a verdade, devo dizer que eu não posso senão rir sobre este mito de minha solidão. Eu não me sinto sozinho de maneira alguma. Todo dia mantenho encontros que meus colaboradores mais próximos, o primeiro deles a secretaria de Estado… Verdadeiramente eu estou cercado por amigos numa esplêndida colaboração com bispos, com meus colaboradores e com as pessoas leigas, e eu sou grato por isso”.
O Papa também respondeu à questão sobre a específica relevância para a África da posição da Igreja Católica sobre as seitas.
“Nós, diferente de alguns deles, não anunciamos um Evangelho de prosperidade, mas o realismo Cristão. Nós não anunciamos milagres, como alguns fazem, mas a sobriedade da vida Cristã. Estamos convencidos de que toda esta sobriedade e realismo que anunciam um Deus que tornou-se homem (portanto, um Deus profundamente humano, um Deus também sofre conosco) dão sentido a nosso próprio sofrimento. Desta forma, o anúncio tem um horizonte amplo e maior futuro. Nós também sabemos que estas seitas não são muito estáveis…. O anúncio da prosperidade, de curas miraculosas, etc, pode fazem bem a curto termo, mas nós logo vemos que a vida é difícil, que um Deus humano, um Deus que sofre conosco, é mais convincente, verdadeiro, e oferece maior ajuda para a vida.
Respondando uma questão sobre a abordagem da Igreja Católica ao HIV/AIDS,, considerada por alguns como não realista e ineficaz, o Papa disse:
“Penso que mais efetiva presença na frente de batalha contra HIV/AIDS é de fato a Igreja Católica e suas instituições… O problema do HIV/Aids não pode ser superado com meros slogans. Se não há alma, se os Africanos não se ajudam uns aos outros, o flagelo não pode ser resolvido distribuindo preservativos; ao contrário, nós arriscamos piorar o problema. A solução pode apenas vir através de um duplo empenho: primeiramente, a humanização da sexualidade, noutras palavras uma renovação espiritual e humana trazendo uma nova forma de se comportar um com relação ao outro; e segundo, a verdadeira amizade, acima de tudo com os que sofrem, a dispobilidade, mesmo com sacrifício pessoal — de estar com aqueles que sofrem”.
A versão original italiana na íntegra pode ser encontrada aqui.
Um verdadeiro problema:
O antigo Primeiro Ministro [Francês] Alain Juppé (UMP), entrevistado na Quarta-feira por France Culture a respeito das palavras de Bento XVI denunciando os preservativos disse que “este Papa está se tornando um verdadeiro problema” porque ele está vivendo “numa situação de total autismo”.
Fonte: Rorate-Caeli








"... muitos dos que se dizem católicos ajudam os «revolucionários» . São esses, sempre «moderados», que estimam a «tranquilidade pública» como o bem supremo. Esses católicos tolerantes, condescendentes, brandos, doces, amáveis ao extremo com os maçons e furiosos inimigos de Jesus Cristo, guardam todo seu mal humor para os que gritam «Viva a Religião!» e a defendem sofrendo contínuas penalidades e expondo suas vidas. Para eles, esses últimos são «exagerados e imprudentes, que tudo comprometem com prejuízo dos interesses da Igreja» ".
Que tenho eu, Senhor Jesus, que não me tenhais dado?… Que sei eu que Vós não me tenhais ensinado?… Que valho eu se não estou ao vosso lado? Que mereço eu, se a Vós não estou unido?… Perdoai-me os erros que contra Vós tenho cometido. Pois me criastes sem que o merecesse… E me redimistes sem que Vo-lo pedisse… Muito fizestes ao me criar, muito em me redimir, e não sereis menos generoso em perdoar-me. Pois o muito sangue que derramastes e a acerba morte que padecestes não foram pelos anjos que Vos louvam, senão por mim e demais pecadores que Vos ofendem… Se Vos tenho negado, deixai-me reconhecer-Vos; Se Vos tenho injuriado, deixai-me louvar-Vos; Se Vos tenho ofendido, deixai-me servir-Vos. Porque é mais morte que vida, a que não empregada em vosso santo serviço… - Padre Mateo Crawley-Boevey