Missa Tradicional no Rio de Janeiro, dia 11 de julho, na capela Nossa Senhora da Glória do Outeiro.

O leitor Alcleir Chagas nos informa sobre a celebração da Santa Missa no rito Gregoriano no Rio de Janeiro:

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Dia: 11 de julho de 2009 às 12:30h (sábado)
Local: Capela de N. Sra. da Glória do Outeiro, no bairro da Glória
Celebrante: Mons Sérgio Costa Couto.

Conforme explica o leitor, trata-se do primeiro passo para a celebração regular da Santa Missa dominical por Monsenhor Costa Couto. Esperamos que outros padres cariocas possam se unir a este exemplo na difusão da verdadeira missa católica, já que, como determina o Papa Bento XVI, para tal “o sacerdote não necessita nenhuma permissão, nem da Sé Apostólica nem do ordinário” (Summorum Pontificum, art. 2º).

29 Comentários para “Missa Tradicional no Rio de Janeiro, dia 11 de julho, na capela Nossa Senhora da Glória do Outeiro.”

  1. Desculpe o off-topic, mas… Que capela linda!

  2. Caríssimos,

    Estou colaborando com o que posso nessa empreitada no Rio de Janeiro, mas nem por isso acho que a forma ordinária do Rito Romano não seja “verdadeira Missa católica”. Creio também que o Monsenhor Sérgio Costa Couto, que celebrará a Missa e que está nos ajudando bastante, concorda com o que estou dizendo. O nosso arcebispo, Dom Orani, conhece perfeitamente os termos do Summorum Pontificum, e não demonstrou jamais a intenção de impedir quem quer que seja de celebrar a forma extraordinária em conformidade com o Motu Proprio. Enquanto, porém, não surgem iniciativas por parte dos párocos, ele mesmo está nos ajudando a dar os primeiros passos com a Missa em rito de São Pio V.

    Desculpem essa interferência, mas a impressão que tenho da notícia é que ela foi dada com uma desnecessária agressividade, como um ataque. Na verdade, estamos tendo aqui todo apoio que poderíamos desejar por parte da Santa Madre Igreja; não estamos em conflito, estamos em harmonia.

    De toda forma, obrigado pela divulgação.

    Cordialmente,
    Carlos Kramer

  3. Tb achei linda! Parece muito com igrejas de Mariana e Ouro Preto.

  4. Prezado Felipe,

    Além de uma capela lindíssima, possui um altar mor totalmente preparado, de uma piedade ímpar, para a santa missa tradicional (se me recordo bem, quando morei nas proximidades em 2003). Será um Santo Sacrifício em um lugar privilegiado, no morro da glória.

    Deus abençoe o Monsenhor Costa Couto pela disponibilidade e dedicação.
    Salve Maria puríssima!

  5. Ainda virá mais alegria para os católicos do RJ, isso é apenas o começo.

    Laus DEO

  6. Caro Carlos, Salve Maria! Nossa divulgação não foi de maneira alguma agressiva, nem visou nenhum ataque. Seria uma incoerência de nossa parte não nos rejubilarmos com a expansão da Santa Missa, já que nosso blog se dedica praticamente a isso. Ainda, é louvável que este trabalho se dê com estreita colaboração entre fiéis e clero. Rezemos para que tudo continue indo muito bem!
    O que realmente visamos foi enfatizar a legislação atual da Santa Igreja a alguns piedosos sacerdotes, que pelo medo do “stabelishment pastoral” não tomam esta verdade para si. Em algumas partes também não se está imune à tendência de se criar um “ordenamento” injustificável e absolutamente desnecessário, visando enquadrar à marteladas a missa tradicional numa espécie de “pastoral tradicionalista”, para se usar o “eclesialês” brasileiro, onde seus coordenadores sufocam toda e qualquer iniciativa de expansão da missa que esteja fora de seu redil. Afinal, o que basta é a simples liberdade concedida pela Santa Igreja.

    Com relação à verdadeira missa católica, não podemos senão considerar que “o que aconteceu depois do Concílio foi muito diferente: em lugar de uma liturgia fruto de um desenvolvimento contínuo, surgiu uma liturgia fabricada. Saímos do processo vivo de crescimento e de devir para entrar na fabricação. Não quisemos prosseguir o devir e o amadurecimento orgânico do que vive através dos séculos, e o substituímos – como na produção técnica – por uma fabricação, um produto banal do instante” (J. Ratzinger, A Missa degenerada em show, Dossiê uma babel programada, A. Tornielli).

  7. Um fato é indiscutível: a nova Missa é católica, ortodoxa e santa.

  8. Nunca ouvi falar que o Novus Ordo, fabricado por 06 pastores protestantes e um clérigo maçom, fosse “católica, ortodoxa e santa”… Para mim isso soa por demais forçoso!

  9. Concordo com a resposta do Ferreti.

    Não há agressividade alguma no anúncio, que aliás é bastante objetivo. Onde estaria essa agressividade e ataque? Não estaria essa interpretação eivada de preconceito contra o blog, por publicar notícias que outros blogs católicos geralmente não publicam? Um leitor católico que nunca tivesse lido o Fratres in Unum e que pela primeira vez lesse o anúncio teria essa mesma impressão?

    Neste tema da missa gregoriana, não só leigos, mas, especialmente, muitos sacerdotes estão totalmente desinformados.

    Recentemente, conversei com um sacerdote do RJ que me disse que no RJ havia cerca de 15 padres celebrando a Missa Tridentina, inclusive um famoso padre da RCC. Na cabeça dele, usar o latim na Missa e apreciar o Canto Gregoriano era sinônimo de celebrar a Missa Tridentina.

    Igualmente nenhuma referência foi feita a Dom Orani no anúncio, para que merecesse uma “defesa” desnecessária. Que Deus o proteja e guie. Ele está cumprindo a sua obrigação ao acatar a decisão do Papa (não criando obstáculos, como na administração anterior). Dom Orani merece os nossos cumprimentos por designar ele mesmo um sacerdote sério, inteligente e que sempre se opôs a abusos litúrgicos, ainda que não necessariamente um amante do Rito Antigo, o que em si não é uma condição obrigatória para celebrar a Missa.

    Que Deus abençoe Dom Orani, Monsenhor Sérgio Costa Couto e todos os demais padres que venham a se interessar pela Missa de Sempre.

    Para entender o porquê da expressão “verdadeira missa católica” eu recomendaria o leitor Carlos que lesse alguns capítulos do livro “Iota Unum”. O livro é um tijolaço, mas pode-se ler apenas partes e fazer o download completo no sítio Devociones Católicas.

    Uma pequena comparação me veio à mente ao refletir sobre esse tópico, mesmo sabendo quão imperfeitas são as comparações. Certo dia disse a um amigo semi-mexicano: “agora você vai beber um legítimo café, não aquela coisa aguada que você bebe no México”. Ora, será que ao dizer isso eu estaria negando a ‘validade’ do café do México ou apenas enfatizando a excelência de nosso café brasileiro em relação ao fraco e frio café mexicano?

  10. Não podemos negar nunca que a Missa Nova é válida e podemos assumir que é católica, na medida em que sofreu a canetada do Papa Paulo VI, mas inegavelmente contém elementos protestantizantes e, portanto, não “plenamente” católica. Assim ela tem sido instrumento de enfraquecimento da Fé Católica durantes as últimas quatro décadas.

  11. A missa no rito novo sem duvida é valida, entretanto a missa de SÃO PIO V é mais perfeita, teologicamente , além de infinitamente mais bonita é claro.

  12. Para negar minha afirmação é necessário que se assuma necessariamente as consequências da negação. Não se pode ser semi-católico: é ou não é. Possui-se a fé ou não. Não existe meia-fé. Que existam alguns elementos secundários que poderíamos dizer que seria melhor de outro modo… tudo bem. Que alguém prefira o rito extraordinário… tudo bem… Que se pense que o rito extraordinário seja mais perfeito: podemos discutir os diversos elementos… Mas não admitir que a nova Missa seja Católica, plenamente católica, ortodoxa e santa… isso sim é inadmissível (para o católico, é claro).

  13. Luís, essa argumentação que você usa volta-se para você mesmo. Perceba: a missa de Paulo VI é A NOVIDADE. Quem está acima de qualquer suspeita é a Missa Tradicional.

    A Missa Nova é válida, assim como as Missas dos cismáticos orientais, ou mesmo como a Missa Tradicional foi válida nos tempos da Constituição Civil do Clero, onde muitos padres franceses juraram não reconhecer a autoridade papal, caindo assim em cisma.

    Ainda ouso dizer mais: sob um certo aspecto, tanto as missas da maioria das Igrejas Orientais, e mesmo as Missas tridentinas rezadas nos tempos da revolução francesa, são (eram) todas católicas, ortodoxas e santas. Porque? Porque todas elas estavam acima de qualquer suspeita do ponto de vista DOUTRINAL. Nunca se questionou a validade dessas missas, ou se elas de alguma maneira prejudicavam ou obscureciam o dogma!
    Claro, eram ilícitas, pois administradas por cismáticos…

    A Missa Nova, no meu entender (posso estar enganado) não pode ser chamada ilícita. Ao menos não pode ser dita por ninguém de forma autoritária, porque só a Igreja – entende-se o Santo Padre em primeiro lugar – pode declarar esse tipo de situação em primeiro lugar. Mas se passarmos a vista no espírito de aggiornamento que moveu a CONFECÇÃO dessa liturgia (só essa iniciativa já é um absurdo em si: pela primeira vez na história se ENCOMENDA uma liturgia, quando todas as missas foram sempre produto da inspiração do Espírito Santo em diversas culturas, num desenvolvimento secular ou mesmo milenar!), se recordarmos as disposições de monsenhor Bugnini, homem ultra-suspeito de modernismo e filiação a uma loja maçônica, se recordarmos a intenção de criar uma Missa onde os protestantes não se sentissem atingidos (isso foi confissão de pastores! Eles confessaram que a Missa Nova não apenas é muito semelhante ao culto calvinista, mas que a sua teologia é praticamente a mesma!), se lembrarmos dos pastores protestantes que ajudaram a fazer essa missa, se lembrarmos da antipatia de Paulo VI pela liberdade à Missa de Sempre… Ele disse que deixar as duas missas convivendo seria como condenar o Concílio por meio de um símbolo!
    Francamente, precisamos que a Santa Sé e a FSSPX, e também o IBP comecem as discussões imediatamente, porque há muita coisa que precisa ser explicada. Eu deixei de assistir ao Novus Ordo quando percebi que de alguma forma estava traindo a Fé Católica!

  14. Ah, quanto a Igreja da Glória do Outeiro: estive lá em 2001, é uma Igreja tipicamente imperial. E no domingo em que assisti a Missa por lá, o cânon foi todo em latim! Foi a primeira vez que vi o latim ser usado em uma missa… Claro que em 2001 eu não tinha noção de praticamente nada sobre o que era a Santa Missa…

  15. Caro Ferretti,

    Obrigado por me dispensar tão cuidadosa resposta.

    Entendi os teus motivos com relação a reforçar os termos do Summorum Pontificum.

    Prezada Teresa, não tenho preconceito algum contra o blog, ainda que expresse sem problemas algumas ressalvas. Creio não haver nenhum problema em afirmar que não concordo em tudo com os editores do Fratres, ou haveria? Mas essas discordâncias não nos impede de manter um bom diálogo.

    Sobre a forma ordinária do Rito Romano, o Luis Carlos já disse tudo. Só acrescentaria o seguinte: se nos valemos do Summorum Pontificum para exigir uma determinada postura dos bispos, temos que ser coerentes e aceitar tudo que está nele. Ou ele é inteiramente válido ou não é valido de maneira nenhuma. Se é inteiramente válido, todos somos obrigados a reconhecer que o “Missal Romano promulgado por Paulo VI deve ser considerado como a expressão ordinária da lei da oração (lex orandi) da Igreja Católica de Rito Romano” (art. 1º). Ora, se é a expressão ordinária da lex orandi da Igreja, é verdadeiramente católica. Se negamos isso, negamos o Motu Proprio inteiro, ficando sem o direito de reclamar de um bispo que não o acolha com obediência, pois estaríamos reclamando de uma desobediência da qual também seríamos culpados.

    Me perdoe, Teresa, mas dizer que difundir a Missa Tridentina é difundir a “verdadeira Missa católica” em nada se assemelha a tua comparação com o café mexicano. Seria se estivesse escrito “difusão da melhor Missa católica”, “da mais bela Missa católica”, ou coisa parecida. Ao afirmar que uma Missa é “a” verdadeira, exclui-se a veracidade das demais, o que em si já é absurdo, pois, além de negarmos o valor da forma ordinária do Rito Romano, estaríamos excluindo os ritos orientais, por exemplo.

    Diferenças a parte, rezemos para que a Santa Missa do dia 11 seja um sucesso, pois precisamos dar ao arcebispo um motivos concretos para designar em definitivo um sacerdote para celebrar com frequência a forma extraordinária. Uma Missa cheia de fiéis interessados já será um ótimo motivo.

    E Deus permita que tudo isso traga bons frutos para a Igreja.

    Um cordial abraço,
    Com Jesus, Maria e José,
    Carlo Kramer

  16. Não existe meia-fé, mas existem meias palavras, como a de um “opinante” aqui. Ao dizer: “Que existam alguns elementos secundários que poderíamos dizer que seria melhor de outro modo… tudo bem. Que alguém prefira o rito extraordinário… tudo bem… Que se pense que o rito extraordinário seja mais perfeito: podemos discutir os diversos elementos…” ele comprovou que existem meias palavras, ou melhor, sofismas. Os elementos que ele chama de secundários seria o próprio conceito da Missa? Pois, na Missa nova, só para citar este, é um elemento que é obscuro ao dar relevo maior ao aspecto de ação de graças e memorial, em contraposição à chamada Missa tridentina onde os aspectos sacrifical, eucarístico, impetratório e propiciatório são claros.
    Um famosíssimo sacerdote sempre exemplificava esse caso com a moeda perfeitamente falsa ser pior por se assemelhar com a verdadeira.

    É uma questão de Fé e não de estética ou saudosimo. Como bem concluiu Dom Fellay que o Papa faz bem em colocar a Comissão Eclesia Dei aos cuidados da Congregação da Doutrina da Fé, pois, aí sim, poderá se resolver a questão da lex credendi para se chegar à lex orandi sem omissões ou reduções.

  17. Missa Nova tipo afro, é profanação, jamais participaria.

    Mas sem poder ir a Missa Tridentina, jamais deixo de cumprir preceito, pelo que percebo os que n comungam tb n tem vida de oração… falam que rezam, mas n parece!

    Mostrei para 3 pessoas do Rio, que vai ter a Missa , ninguém reclamou de ataque algum, aliás, gostaram do blogue.

  18. Qual o erro doutrinal da Nova Missa? Às vezes se confunde erro doutrinal com abusos litúrgicos. Que a Missa seja protestante!?!?! Nunca vi nenhum protestante celebrando o seu culto com os textos da missa ou algo parecido. Volto ao ponto inicial: é uma questão de fé, doutrinal: a Igreja não pode errar nas suas leis litúrgicas. Se a Missa Nova é herética… ou em si mesma prejudicial à Fé… as portas do inferno prevaleceram… estamos há mais de 30 anos sem o verdadeiro sacrifício… Um grande problema é que muitos ditos tradicionalistas aqui no Brasil só olham para a Nova Missa vendo os abusos que cometem por aqui… lá fora, principalmente na Europa a coisa é bem diferente… e pode-se assistir regularmente a Missa de uma forma bem celebrada… e, às vezes, confesso, bem melhor que a forma antiga. A Missa nova é válida, legítima, ortodoxa, católica, santa, que santifica as almas, a missa do Papa e do Episcopado unido a Ele.

  19. Carlos Kramer, se você aceita o motu proprio integralmente, deveria crer que as formas ordinária e extraordinária são expressões do único rito romano, donde se segue que certamente a difusão da missa tradicional seria a difusão da verdadeira missa católica. Dá para ver que nem você tira as consequencias do seu próprio argumento.

    Não concordo com algumas publicações desse site, mas isso pouco importa. Do que achei de mais interessante aqui é essa carta de um legalista das comunidades Ecclesia Dei: http://fratresinunum.com/2008/09/12/a-nossa-ligacao-ao-rito-tradicional-e-um-casamento-de-fe-e-de-amor-que-obriga-nos-a-uma-fidelidade-exclusiva/

    Serve e muito para que os mais escrupulosos vejam que essa posição “radical” não é exclusividade da SSPX. Conheço pessoas da própria FSSP que tem restrições graves à nova missa.

  20. Caro Carlos,

    “Creio não haver nenhum problema em afirmar que não concordo em tudo com os editores do Fratres, ou haveria? Mas essas discordâncias não nos impede de manter um bom diálogo.”

    Sim, Carlos, creio que aqui no Frates PODEMOS “ter discordâncias e manter um bom diálogo”, os comentários que aqui aparecem são prova disso. Em geral, vejo como o Ferretti, ao contrário de outros blogs e fóruns, PERMITE a exposição de ideias divergentes, ainda que provavelmente ele vete algum malcriado ou mal intencionado.

    Contudo, parece que você fugiu da minha indagação, ou seja, estaria essa sua impressão de que o anúncio da Missa no RJ contém um tom de agressividade e ataque ligada a um PRÉ-conceito em relação ao blog? Ou será que outras pessoas que não o conhecem ao ler o anúncio teriam essa mesma impressão que tiveste?

    Quanto à comparação que fiz, eu mesma disse que as comparações são imperfeitas, esqueça a minha comparação imperfeita, mas fique com a sugestão de leitura.

    E quanto aos veneráveis ritos orientais, nunca vi nenhum católico se opor a eles. Muitos deles são tão antigos quanto à própria Missa Tridentina. O rito melquita, por exemplo, é lindíssimo e muito piedoso.

    Minha posição no cumprimento do preceito dominical (e durante a semana) é como a da Ana Maria, se não posso ir a Missa na forma extraordinária, não fico sem Missa, vou a Missa Nova, tentando optar por uma celebração mais correta.

    Em Jesus e Maria,

    Teresa

  21. Respondendo:

    - Volto ao mesmo ponto: se a Igreja hoje, com a nova Missa tem um outro conceito de Missa, contrário à Fé, a barca de Pedro naufragou nas águas da apostasia e as portas do inferno prevaleceram.

    - O que eu afirmo não é mera opinião: estou baseado nas palavras do Magistério da Igreja, do próprio Papa Bento XVI quando fala da Missa.

    - Sobre a questão do memorial… quem leu os documentos da Igreja desde do Vaticano II para cá sabe que não é assim, é ridículo querer dizer que a Igreja hoje nega com a Missa Nova tal ou qual aspecto da Missa.

    - A Nova Missa não é moeda falsa (não me interessa quem disse isso!). repito:ELA É VÁLIDA, LÍCITA, LEGÍTIMA, ORTODOXA, CATÓLICA, PLENAMENTE CATÓLICA, SANTA E QUE SANTIFICA AS ALMAS.

    - É evidente que o motivo pelo qual o Papa quer unir a Ecclesia Dei com a CDF é que, como se vê pelos debates deste blog, o problema tradicionalista vai muito além da autorização para a celebração do rito antigo… tem muitos problemas doutrinais que precisam ser corrigidos.

  22. Bem, os padres de Campos fizeram no passado uma lista de 62 boas razões para se afastar da Missa Nova. Claro, hoje em dia eles renegam tudo o que escreveram. Mas fica a pergunta: a simples “abjuração” basta? Porque eles não fazem hoje uma nova lista, de 62 contra-argumentações?

    Entendem o que quero dizer? No passado eles fizeram 62 argumentos para provar que a Missa Nova se distancia da Fé Católica.

    Depois, há poucos anos atrás, eles resolveram aceitar a mesma Missa que combateram com 62 razões.

    Ok.

    Mas a maior prova que eles deveriam dar seria não apenas a “abjuração” do “estado de erro” em que eles se encontravam. Para mostrar que doravante são filhos prestativos, eles deveriam fazer um trabalho desmontando todas os 62 motivos para se afastar da Missa Nova.

    Porque eles não abatem os próprios argumentos de forma irrefutável, para nos mostrar as “trevas” em que vivemos?

    http://www.fsspx-brasil.com.br/page%2010-1c-62razoes.htm

  23. Caro Marcos,

    A tua lógica é bastante incorreta.

    Eu não disse que a Missa Tridentina não é verdadeira. Isso seria um total absurdo de minha parte, considerando que assisto à Missa na forma extraordinária todos os domingos e que, dentro das minhas medíocres possibilidades, dedico parte do meu tempo livre para ajudar a trazê-la para o Rio.

    O que eu disse foi que ela não é *A* verdadeira Missa. O exclusivismo é que é o problema da frase.

    Cara Teresa,

    Compreendo o que disse. Até certo ponto pode estar correta. Li a frase no contexto do blog, pois é comum lermos um autor considerando um certo subtexto, um acúmulo de seus outros escritos. E, considerando outras coisas que já li aqui no Fratres, fui capaz de entender que dizer “a verdadeira Missa católica” significava, aqui, afirmar que a forma ordinária não é a legítima Missa católica. Mas eu não chamaria isso de preconceito. Seria preconceito se, justamente ao contrário, nunca tivesse lido nada deste blog e tirasse conclusões precipitadas sobre uma determinada nota. Como não foi esse o caso, como minha interpretação foi baseada num conhecimento pregresso das opiniões dos editores, alguém até poderia dizer que eu me equivoquei, mas não que fui preconceituoso.

    Um grande abraço,
    Carlos

  24. Ao contrário do Rito Dâmaso-Gregoriano, a Missa de Paulo VI JAMAIS foi canonizada! Nem Paulo VI ou seus sucessores tiveram tal coragem! Ela foi apenas regulamentada, permitida, oficializada. Então, questionar o Novus ordo é que é LÍCITO, ORTODOXO, SANTO E PLENAMENTE CATÓLICO!

    A Missa Gregoriana é a MISSA dos grandes santos, dos grandes confessores! Para se ter uma idéia da natureza do Novus Ordo, Padre Pio, inquestionavelmente santo, recusou-se a celebrá-lo quando ainda estava na fase de experimentação, dizendo que sua linguagem e orações deixavam margem à incertezas, à questionamentos e inquietações que não existem na Missa Dâmaso-Gregoriana! De fato, ele pediu autorização de Paulo VI para continuar celebrando o Rito Gregoriano! E assim o foi!

    Aqui em Salvador vou ao Novus Ordo porque não tem jeito! O cardeal daqui não permite a Missa Dâmaso-Ggregoriana sabe-se lá cargas d´água porque… Pelo menos no Mosteiro de São Bento daqui a missa é um tanto quanto respeitosa… Mas no dia em que tivermos a Missa Dâmaso-Gregoriana, tchau! tchau! Missa de Paulo VI, já fui!

  25. Poderia-se reclamar porque contrapomos uma missa à outra, mas é sempre bom recordar que o inaugurador desta dicotomia acabaram sendo os mesmos que tudo fizeram para proibi-la, a começar por Paulo VI. Agora não se venham queixar da colheita…

  26. Antes de qualquer conversa, deve ficar claro que a missa celebrada no Novus Ordo pode ser válida sim. Costumo ver o problema de uma outra forma, que nos permite compreender melhor a situção.

    Qual a natureza das alterações que a liturgia sofreu com o passar dos séculos? Penso que grande parte delas buscou salientar, explicitar as verdades de nossa fé, tornando o rito da missa um credo gestualizado. Não foi à toa que se adicionaram, por exemplo, a elevação, as genuflexões etc. O que a princípio parece pouco, na verdade representa muito. Uma humilde genuflexão perante a hóstia recém-consagrada atesta a presença real e substancial de Cristo ali, sob as aparências de pão, reconhecendo-lhe sua divindade e poder! A direção para a qual o padre celebra tem ligação com toda a teologia sempre ensinada pela Igreja. É Cristo, o Sol Nascente, a Luz do mundo, que celebramos. De forma semelhante, as palavras empregadas, buriladas com o passar dos séculos, escolhidas a dedo por inspiração do Espírito Santo, muitas vezes refletem de forma muito simples à primeira vista mistérios bastante profundos. Na missa, o rito torna visível, inteligível, expresso o que, pela fé, nós cremos. Uma analogia está entre a fé católica e as catedrais. A catedral gótica inteira reflete em seus mínimos detalhes a ordem estabelecida por Deus. É a teologia católica em pedra. Assim a missa, ela é a teologia católica expressada em gestos, palavras, ações. O cume da missa, que é a renovação incruenta do Sacrifício de N. Senhor, é o momento da consagração, o Canon. Costuma-se argumentar que há na missa elementos variáveis que podem ser retirados ou adicionados. Isso deve ser entendido da forma correta, isto é, da forma que foi interpretada durante toda a história anterior à reforma de Paulo VI. Qualquer mudança envolvendo o rito da missa não pode de maneira alguma ser feita em ruptura com o que foi recebido. Por quê? Explico. Como disse, a missa é a expressão da fé em gestos, rituais etc. Ela, com o passar dos anos, assim como as fórmulas de fé, foi sendo aperfeiçoada, não no sentido de ver modificada a fé que expressava de início, mas de se tornar mais perfeita, de exprimir com mais clareza os mistérios da fé. Sob inspiração do Espírito Santo, o rito da missa progrediu lenta e organicamente para formas cada vez mais perfeitas, no sentido de cada vez mais explicitar a fé em verdades que antes apareciam veladas. O que aconteceria hoje se alguém resolvesse omitir partes do Credo Niceno-Constantinopolitano? Isso é claro. Seria, no mínimo, visto como extremamente suspeito. Se fosse uma rejeição aos artigos de fé, seria heresia propriamente. O que se professa no Símbolo da fé torna-se presente de forma ritual no Santo Sacrifício da missa. Ora, sabemos que as profissões de fé dos concílios, sempre explicitando mais perfeitamente a fé em pontos que antes estavam obscuros, tornam-se cada vez mais blindadas contra a heresia. Não se pode esconder uma cidade situada no cimo da montanha. A Igreja Católica é visível, pois nela sempre brilha a Verdade, esta está sempre reconhecível. O Espírito Santo concede que a fé imutável esteja claramente expressa e não deixa de condenar as heresias de cada tempo tornando inequívoca a fé de sempre por meio destas profissões de fé. Paralelamente, a liturgia, que está intimamente unida à fé, também desta forma se faz luz inconfundível em meio à confusão do mundo. Pois o Espírito de Deus a torna de tal forma clara, que quem a vê, vê aquilo que sempre, em todo lugar e por todos foi acreditado. Depois de tudo isso, a pergunta: e a missa nova?

    Começa por ter sido ela fabricada. Não se alterou o rito gregoriano, mas se criou uma versão parecida a ele, que se ajustasse à idéia que faziam os reformadores do que devia ser a liturgia. O ecumenismo guiou a reforma. A missa não deveria conter nada que causasse problema aos protestantes. Paremos um pouco aqui.

    Primeiro, perguntemos se uma missa pode ser fabricada. A resposta é NÃO. Não há como legitimamente inventar um rito. Isso, porque não nos é lícito modificar o que nos foi passado. Podemos aperfeiçoar, mas não mudar. Os abusos litúrgicos que vemos hoje são o menor dos problemas. Ainda mais grave é sua causa, que está no rito mesmo. Isso tudo nasce da intenção dos reformadores em criar um rito ecumenicamente palatável aos protestantes. Espera aí!

    O que eu falei da missa católica um pouco antes? Ela não é expressão inequívoca da fé da Igreja? E não estão os protestantes separados de nós porque justamente negaram esta fé? Como um rito que deve professar inequivocamente a nossa fé pode ser agradável a quem discorda de nós? Só há duas alternativas. Ou os hereges se convertem, ou a missa deixa de ser uma profissão inequívoca da fé católica. Não preciso dizer qual rumo isso tomou. Sob pretexto de ecumenismo, deliberadamente se retirou aquilo que o Espírito Santo colocou justamente para proteger a integridade da fé católica, tornando-a explícita pelos ritos. Extirpando cirurgicamente aquilo que representava de forma inequívoca a fé no sacrifício expiatório, criou-se uma lacuna. Não é que a nova missa negue a fé neste sacrifício, não é isso. O problema é que ela não afirma esta fé. É como se, de repente, suprimíssemos de nosso Credo a parte que fala do Espírito Santo para agradar algum dissidente que não acreditasse nesta parte de nossa fé. Por acaso este símbolo seria herético, isto é, por acaso ele professaria alguma heresia explicitamente? Não. Mas justamente a omissão daquela parte se constituiria um grave erro. Embora este símbolo não negue abertamente uma verdade de fé, seu silêncio quanto a uma verdade conhecida o condena, pois temos obrigação de confessar a nossa fé sem rodeios. E se os tempos são de confusão, como os nossos, isso se torna imperativo. É nosso DEVER! Deixar de mencionar o trecho do Espírito Santo não aproximaria o herege de nós, apenas criaria uma falsa ilusão de proximidade, pois o que conhecemos como verdade, não deixará de sê-lo se não o mencionamos. O herege permanecerá herege e nós, por nossa omissão, deixaremos de mostrar-lhe seu erro, de certa forma nos tornando coniventes com sua heresia. Assim, entenda-se bem o que foi feito na missa. Para buscar uma aproximação sem conversão dos hereges, retirou-se o que antes deixava clara a nossa fé, o que a tornava inteligível e acessível a todos. Leia-se, foi feito um obscurecimento das verdades de fé expressas no rito, para que esta omissão permitisse a aproximação dos hereges protestantes, sob pretexto de uma volta às origens. Isso é importante, pois do que eu afirmei acima, os aperfeiçoamentos da liturgia se deram para protegê-la das heresias, conservando a fé que ela expressa; voltar às origens significa retirar as muralhas plantadas pelo Espírito Santo para evitar que o dilúvio do erro entrasse no maior ato de culto católico! Não que os ritos em suas formas mais antigas sejam piores, mas muitas vezes não explicitam de forma suficiente as verdades de fé conforme os tempos de hoje requerem. Qualquer reforma na liturgia, portanto, deve respeitr esta regra geral: tudo quanto explicite a fé católica imutável e vise protegê-la dos erros dos hereges deve ser mantido ou aperfeiçoado. Adicione-se o que torne mais eficaz esta proteção, mais claros os mistérios etc, e só se tire aquilo que não cause prejuízo ao que já foi citado, o que ofusca e não clareia.

    O que se fez foi uma mutilação. Uma missa manca. Hoje depende da intenção do padre a validade da missa, pois esta não expressa com clareza sua natureza sacrificial. É um retrato do qual tiraram os traços que permitem a identificação da pessoa. Só quem conheceu a modelo sabe ver nestes traços esboçados a figura verdadeira.

    Por isso, o novo rito é protestantizante, o que é sumamente grave. Mas não é apenas protestantizante, é, diria, modernizante, judaizante e muitos “antes”, pois nele falta aquela clareza típica do que é católico. Falta-lhe, portanto, a catolicidade.

    De fato, ou uma coisa é, ou não é.

  27. Essa discussão sobre a validade ou não da missa segundo o Novus Ordo Missae necessita da seguinte precisão. Santo Tomás ensina que as palavras da consagração constituem a essência da Missa.
    E afirma que são Isto é o meu Corpo na consagração do pão, e Isto é o Cálice do meu Mangue na consagração do vinho. Ensina, ainda, que mutilar o restante das palavras da consagração do vinho seria pecado gravew. Portanto, se um padre disser tais palavras, como devem ser ditas estará celebrando uma Missa válida.
    Muitos santos mártires devem ter celebrado dessa forma.
    Contudo, como dizia D. Lefebvre, o ammbiente conduz para uma invalidade. Nos bons tempos aprendi que as palavras da consagração deveriam ser ditas em tom imperativo e não narrativo. É o ato do mesmo Jesus Cristo na pessoa do sacerdote.
    Nas missas “televisadas” as palavras são ditas, salvo melhor juízo, em tom narrativo. Seriam válidas???
    Quanto a questão da liceidade vários colocaram bem a questão. Tudo converge e conspira para o fato de que elementos protestantes incluídos no Novus Ordo tornam a Missa Nova protestantizada. Alguém tem dúvida??
    Basta comparecer as celebrações …

  28. Os srs. Luciano Padrão e Luiz explicaram com exatidão a questão doutrinária e histórica da reforma litúrgica, embora de forma sintética.

    Os sofismas dos bi-ritualistas caem por terra. Deveriam estes aderir o N.O.M. É muito mais coerente. Todos sabem que o Novus Ordo foi imposto com o sinal da NOVIDADE, da contraposição prática ao rito até então celebrado, o que levou o Cardeal Heenam solicitar a manutenção do rito antigo na Inglaterra pois o novo se assemelhava com o anglicano. E o “caso de consciência” tantas vezes alegado para se rejeitar o Novus Ordo? Foram pelo ralo junto com as 62 razões?

  29. Os santos da Nova Missa são os seguntes:
    São Helder Cãmara,
    São Fábio de Melo
    São Jonas Habib,
    São Zeca (do Deus é 10)
    São marcelo Rossi,
    São leonardo Boff
    São Paulo Arns
    Isso só pra citar alguns ilustres brasileiros.
    A Mssa nova, sem dúvida é legítima (Viva Hans Kelsen !!) e só.
    Não é nem católica nem ortodoxa.

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