Entrevista concedida por Dom Tissier de Mallerais à La Vie, que nos chega via Rorate-Caeli:
[La Vie:] Como a Fraternidade São Pio X se prepara em vista das discussões teológicas que devem ocorrer com o Vaticano?
[Bishop Tissier de Mallerais:] « O Superior Geral da comunidade recentemente nomeou uma comissão composta de dez padres que são especialistas em doutrina. Eles estudaram teologia em Écône ou são professores em seminários; serão capazes de apresentar nossas críticas ao Concílio [Vaticano Segundo] e responder às objeções que lhes serão feitas. Os quatro bispos da Fraternidade estão igualmente envolvidos; terão uma função de supervisão. »
Será possível começar estas discussões tão logo Roma estabeleça a estrutura?
« Não, porque primeiro será necessário que nós determinamos a ordem na qual iremos nos aproximar de diferentes assuntos; será necessário avançar num nível crescente de dificuldade, e resolver um ponto após o outro. Nós proporemos nossos anseios. »
Quais são?
« É necessário começar pela liturgia; seria o [assunto] mais simples, porque será possível apontar a deficiência do novo rito das ordenações sacerdotais, por exemplo. Uma deficiência que, por outro lado, quando falamos da nova missa, inclui muita contradição, pura e simples; porque é uma nova teologia que é expressa, portanto uma nova religião. Mais tarde, deveria vir ecumenismo e liberdade religiosa; assuntos que são gravíssimos, pois estão ligados à fé. A questão da colegialidade dos bispos não pode vir senão no fim, porque é a mais difícil. »
Quando o senhor fala de estabelecer os argumentos, prevê a via do acordo que permitiria as suas posições e as de Roma coexistir?
« Nunca assinaremos acordos; as discussões não avançarão ao menos que Roma reforme suas posições e reconheça os erros aos quais o Concílio levou a Igreja. »
Enquanto o senhor espera a resolução dos conflitos, está aberto, como Dom Fellay [o Superior Geral] diz estar, à adoção de um estatuto intermediário para a Fraternidade?
« A condição sine qua non que consideramos sobre o status a ser dado à Fraternidade São Pio X é a resolução de nossos argumentos. Enquanto esperamos [isso], preservaremos o estatuto que é o nosso atual; não há urgência que demande seu desenvolvimento, e não mudaremos nada em nosso apostolado. Conseqüentemente, as discussões deverão e poderão levar o tempo que for necessário. »








"... muitos dos que se dizem católicos ajudam os «revolucionários» . São esses, sempre «moderados», que estimam a «tranquilidade pública» como o bem supremo. Esses católicos tolerantes, condescendentes, brandos, doces, amáveis ao extremo com os maçons e furiosos inimigos de Jesus Cristo, guardam todo seu mal humor para os que gritam «Viva a Religião!» e a defendem sofrendo contínuas penalidades e expondo suas vidas. Para eles, esses últimos são «exagerados e imprudentes, que tudo comprometem com prejuízo dos interesses da Igreja» ".
Que tenho eu, Senhor Jesus, que não me tenhais dado?… Que sei eu que Vós não me tenhais ensinado?… Que valho eu se não estou ao vosso lado? Que mereço eu, se a Vós não estou unido?… Perdoai-me os erros que contra Vós tenho cometido. Pois me criastes sem que o merecesse… E me redimistes sem que Vo-lo pedisse… Muito fizestes ao me criar, muito em me redimir, e não sereis menos generoso em perdoar-me. Pois o muito sangue que derramastes e a acerba morte que padecestes não foram pelos anjos que Vos louvam, senão por mim e demais pecadores que Vos ofendem… Se Vos tenho negado, deixai-me reconhecer-Vos; Se Vos tenho injuriado, deixai-me louvar-Vos; Se Vos tenho ofendido, deixai-me servir-Vos. Porque é mais morte que vida, a que não empregada em vosso santo serviço… - Padre Mateo Crawley-Boevey