O tabuleiro de xadrez das nomeações romanas: os “brancos” se impulsionam, os “pretos” resistem.

Mons. Juan Miguel Ferrer Grenesche, novo sub-secretário da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos

Monsenhor Juan Miguel Ferrer Grenesche, recém nomeado sub-secretário da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos.

(Osservatore Vaticano) Congregação dos Bispos: – Mons. Monterisi, um “preto”, secretário da Congregação dos Bispos, atingido por esta terrível moléstia que é a idade da aposentadoria, teve de renunciar. Mas foi elevado ao posto de arcipreste de São Paulo fora dos muros, que é uma função onde se torna cardeal. Nomeação que era esperada de um dia para o outro. Este fiel assistente do Cardeal Re não tem senão que apenas esperar o barrete vermelho para um consistório que poderia se realizar em junho de 2010 – Em contrapartida, a nomeação de seu substituto, como novo Secretário da Congregação dos Bispos, igualmente esperada, a do núncio na Espanha, Manuel Monteiro de Castro, um português, é considerada geralmente como a nomeação de um “branco”. É verdade, lhe censuram uma grande lentidão para instruir os processos de nomeação. É verdade que se deveria também ter em conta, na Espanha, a enorme influência do Cardeal Rouco Valera, arcebispo de Madri, um Cardeal Vingt-Trois espanhol mais combativo. Mas a inclinação natural de Dom Manuel o leva para os nomes dos episcopáveis verdadeiramente clássicos. Congregação do Culto Divino: O Cardeal Cañizares acaba de obter a nomeação como sub-secretário, ao lados de Mons. Ward, um “preto”, Mons. Juan Miguel Ferrer Grenesche, vigário geral de Toledo, homem muito erudíto nas coisas litúrgicas, em que tem toda confiança. Um “branco”, portanto (com um caso particular raríssimo: dois sub-secretários para uma mesma Congregação). Também favorável à forma extraordinária como Dom Antonio, seu Cardeal, Dom Juan Miguel realizou uma verdadeira “reforma da reforma” em Toledo. Com efeito, o antigo rito moçárabe (rito latino visigótico anterior à introdução do rito romano na Espanha e conservado graças à invasão muçulmana), que se celebra ainda em alguns raros lugares de Toledo e Salamanca, tinha sido reformado por bugninistas! Mons. Ferrer muito inteligentemente reformou esta reforma ao retroduzir sabiamente textos veneráveis. Eis uma Congregação cada vez mais homogênea para se ocupar de liturgia: o Cardeal Cañizares, Prefeito, Mons. Di Noia, Secretário, Mons. Ward e Mons. Ferrer, sub-secretários. Os mais otimistas (freqüentemente desiludidos) já fazem castelos de vento, é o caso dizê-lo, e imaginam que a prazo, um sub-secretário “preto” se ocuparia da forma ordinária, e um subsecretário “branco” da forma extraordinária. Um “preto” avança (muito). Dois “brancos”, ao que parece, tomam posição. E a seguir? Uma verdadeira campanha dos “pretos” orquestrada por certos setores do secretariado de Estado e pelo Cardeal Re, dos quais La Stampa (Marco Tosatti, inteiramente à sua devoção) se tem recentemente feito eco, sugere que o Santo Padre, para “blindar” sua Cúria, poderia não alterar (e sugere ao Santo Padre que não altere) nenhum chefe de dicastério que atingiu o limite de idade ou um início de limite de cansaço. Os “pretos”, muito gentis, propõem então que os “brancos” e “pretos” passem a sua vez… Hum! Hum! Eles vislumbram o que resultaria: isso manteria o Cardeal Rodé (Prefeito do Religiosos), um “branco”, prolongando os cardeais “pretos” Dias (Propaganda) e Levada (Santo Ofício), que são sem relevância porque os pobres estão ambos bem cansados, mas – este é objetivo da manobra – conservaria o Cardeal Re, um preto de preto, como Prefeito da nomeação dos bispos do mundo. A seguir…

Um Comentário para “O tabuleiro de xadrez das nomeações romanas: os “brancos” se impulsionam, os “pretos” resistem.”

  1. Brancos = Conservadores
    Pretos = liberais

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