Cardeal Walter Kasper: “A atitude da SSPX não é católica”.

Excertos de entrevista concedida pelo Cardeal Walter Kasper a RP Online:

A FSSPX, que atualmente está na boca do povo, justifica a sua ação como atos emergenciais contra o enfraquecimento da Fé. Será que essa afirmação não é um exagero?

Cardeal Walter Kasper

Kasper: Eu até posso compartilhar da análise dos sintomas de deficiência, embora eu não veja as coisas tão negras como a FSSPX. Todavia, não posso pensar de modo algum que um grupo vindo da desobediência possa renovar a Igreja. Você tem que ler o que alguns membros da FSSPX disseram sobre João Paulo II, sobre o Papa atual, inclusive sobre mim – são coisas inacreditáveis.

Os líderes da SSPX são insolentes?

Kasper: A julgar pela atitude deles uma renovação da Igreja é impossível. A atitude da FSSPX também não é católica. Não é possível que indivíduos determinem o que é doutrina Católica. A FSSPX segue basicamente um princípio protestante. Eles se arrojam ao Magistério sobre o Magistério e querem dizer de maneira vinculante o que pertence ou não à tradição eclesiástica.

Seriam esses casos perdidos?

Kasper: Em todo caso, eles não representam um grande perigo para a Igreja. Devemos tentar discutir com eles a fim de obter unidade. Porém, a FSSPX deve refletir sobre o gesto magnânimo do Papa. Na verdade, até agora, não vejo nenhum sinal de reflexão por parte deles. A Igreja Católica não entende a Tradição como a FSSPX, ou seja, de maneira congelada no tempo anterior ao Concílio. Somos uma Igreja viva.

94 Responses to “Cardeal Walter Kasper: “A atitude da SSPX não é católica”.”

  1. Ele n vê as coisas negras pq é cego!

  2. ” A julgar pela atitude deles uma renovação da Igreja é impossível. A atitude da FSSPX também não é católica.”

    Claro! Esta Renovação é impossível porque já existe outra “renovação” em curso! E esta é é genuinamente católica, apesar de importada do protestantismo, segundo ele!

    Ainda tem a cara-de-pau de dizer que “A FSSPX segue basicamente um princípio protestante.”

    Já pensou se ele venha a ser o próximo pontífice?

    Apocalipse Now!

    DFLD

  3. IBP, FSSP, tantos bons exemplos. A SSPX poderia segui-los.

  4. Este é um significativo representante (não diria ilustre) dos sequazes modernistas que tentam destruir a Igreja. Sua atitude cismática é flagrante quando ele afirma que “A Igreja Católica não entende a Tradição como a FSSPX, ou seja, de maneira congelada no tempo anterior ao Concílio. Somos uma Igreja viva”. Em outras palavras, Kasper admite a ruptura da Igreja pós-CVII com a doutrina bimilenar da Igreja, hermeneutica claramente condenada pelo Papa Bento XVI. De fato, é outra Igreja ensinada por Kasper.

  5. Deus nos livre desse tipo de cardeal! Então para este cardeal qual seria a solução dos problemas? Que a FSSPX aceite a posição de Roma, para estar junto “à igreja viva”? Como é possivel que estes senhores não vejam que os desastres liturgicos e teológicos provem do CVII?

    Pelos frutos conheçereis a arvore! Vejamos quais são os frutos da Igreja do Homen (CVII) e os frutos da tradição, da Missa de sempre!Não só da missa, mas a doutrína de sempre, pois de nada adiantaria termos inumeras missas tradicionais se não houver boa pregação, boa doutrína! vejamos!

  6. Walter Kasper, assim como Tarcísio Bertone e o Cardeal Re, são uma das “heranças” de João Paulo II das quais Bento XVI ainda não conseguiu se desvencilhar… ou porque não quis, ou porque ainda não teve força suficiente para tanto!

    Ele, em sua entrevista, revela-se bem mais misericordioso com os protestantes e cismáticos que com os católicos ligados à Tradição.

    Seu “diálogo” ecumênico chega a ser enervante, mas, como todo modernista, liberal ou neoconservador, sempre utiliza dois pesos e duas medidas. É um incoerente de carterinha!

    Ansiamos com grande expectativa sua renúncia (tomara que o Papa o torne emérito logo).

    E que Deus ilumine o Papa para que se cerque de pessoas comprometidas com Crsito, com a Doutrina Católica e com a Restauração da Igreja, e não por lobos em pele de cordeiro que querem perder o rebanho…

  7. São inacreditáveis as coisas que disseram do Cardeal Kasper ou são inacreditáveis o que ele diz e faz???
    Que os vossos inimigos critiquem nossas idéias, concedei-nos Senhor !!
    De Cardeais modernistas, livrai-nos Senhor !!
    De Bispos que adiram a tradição católica de todo o coração, concedei-nos Senhor !!
    De Karpers et caterva, libera nos Domine !!

  8. Será que ele julga que a atitude dele é católica? Se for verdade, a piada não tem graça…

  9. O Papa Bento vem fazendo um esforço heroico para terminar de vez com o cisma provocado na Igreja pós Vaticano II creio que tal esforço só vai se concretizar após algumas gerações, o trabalho de Bento XVI só sera reconhecido no futuro,Em realidade tanto a FSSPX como os modernistas estão cegos para a realidade do mundo,os inimigos da Igreja querem que ela esteje cada vez mais dividida para assim poder distrui-la mais facilmente,A FSSPX faz um mau serviço a Igreja Assim como o cardeal Kasper, enquanto isso o ATEISMO O NEO PAGANISMO E O ANTI CLERICALISMO VÃO GANHANDO FORÇA,o IBP E a FSSP estão no caminho certo, renovando e restaurando a tradição católica em obediencia ao santo padre.

  10. Muito antes deste prelado taxar a fsspx e faço uma precisão a essência da fsspx -digo- os tradicionalistas no sentido correto do termo e que estão em debate com Roma. É preciso lembrar que o Divino Redentor já a longo tempo havia advertido aos de sua própria casa sobre certos doutores da lei, magistrados que eram ‘cegos guias de cegos’.

    E o mais interessante a se notar e registrar isso. O prelado diz ‘a igreja não entende a tradição como a fsspx entende’. Que “Igreja” será que ele está falando, não é mesmo?

    Virgem Gloriosa, Mãe do Grande Rei dignificai iluminar o Papa para que não caia nas garras dos lobos em pele de ovelha.

    Ad Majorem Dei Gloriam!

  11. Caros amigos,
    Salve Maria!

    É comum aos modernistas, referirem-se a visão da Fraternidade como um congelamento ou fossilização. Porque a Tradição pressupõe a eternidade, como também a Igreja de Cristo viva para Deus e morta para o mundo (este é o autêntico significado de nosso batismo), uma vez que se encontra crucificada com Cristo. Já a Igreja do Cardeal Kasper, só poderia estar viva no sentido de não estar congelada ou fossilizada, porque esta viva para o mundo e morta para Deus. Muitos membros do Clero conciliar parecem ter se esquecido de que “Pois em verdade vos digo: passará o céu e a terra, antes que desapareça um jota, um traço da lei.” (Mt 5, 18).

    Cardeal Kasper, Lehmann, Mons. Fisicchela, são discípulos de Urs Von Balthasar, como pode se ler:

    Chegou a vez de outro representante da “nova teologia”, hoje exaltado como “pedra angular da Igreja” (J. Meinvielle), o ex-jesuíta suíco Urs von Balthasar. Se Maurice Blondel encarna o tipo do filósofo modernista e apologeta, se Henri de Luba é o tipo do teólogo modernista, Urs von Balthasar encarna o aspecto pseudomístico e ecumenista do modernismo.

    Temos em mãos a obra Urs von Balthasar ― Figura e Opera[1], de Karl Lehmann e Walter Kasper, personalidades da “nova teologia”. Lemos na orelha do livro: “escrito por seus amigos e discípulos [Henrici, Haas, Lustiger, Roten, Greiner, Treitler, Löaser, Antonio Sicari, Ildefonso Murillo, Dumont, O´Donnel, Guido Sommavilla, Rino Fisichella, Max Shönborn... e Ratzinger], pretende fazer redescobrir toda a importância e o valor de sua obra e de sua pessoa”. Descubramo-lo também nós; é de extrema importância. Urs Von Balthasar, o pai da apostasia ecumênica – http://www.permanencia.org.br/SimSimNaoNao/013/Art1.htm

    O Cardeal Kasper nega a esperança de nossa fé (a ressurreição), isto me faz pensar o que necessário para ser católico e também se ainda existem crimes contra a fé. Fiquem com Deus e que ele nos proteja!

    Abraço

  12. Complementando: Se a Fraternidade tivesse seguidos os exemplos do IBP, FSSP, CEDAMUSA, etc. Não teríamos o Motu Propio Summorum Pontificum, o Ecclesia Unitatem, a retirada das excomunhões e os debates teológicos que estão porvir. Como podemos ver, seriam o IBP, a FSSP, a CEDAMUSA, etc que deveriam seguir o exemplo da FSSPX, não o contrário, até porque estes institutos de uma forma ou de outra, sairam da Fraternidade, não do Concílio Vaticano II!

    Fiquem com Deus!

  13. Michel, quem promove cisma na Igreja são todos aqueles que se afastam do que ela sempre ensinou, e se recusam a reconhecer o Primado e a autoridade do Santo Padre.

    A FSSPX não apenas se manteve 100% agarrada à doutrina imutável da Igreja, como não poucas vezes fez questão de manifestar adesão a todos os Santos Padres todas as vezes que estes repetiram tudo o que a Tradição sempre ensinou em termos de Fé, Doutrina e Moral católicas.

    Tudo o que foi proposto de novidade, e que traz dúvidas, confusão e ambiguidades não é problema da FSSPX, que se apega exclusivamente no dogma imutável. É problema de vocês que aceitaram as PROPOSTAS do Vaticano II. Sim, porque o Concílio é pastoral e não trouxe imposições, mas propostas – e em muitos casos, indecorosa.

    Walter Kasper é um exemplo do “termômetro” que D. Fellay sempre diz ser o papel da FSSPX em relação ao estado grave da Igreja. Este cardeal da Cúria Romana, com acesso direto ao Santo Padre, é um escandaloso, e ele é só o mais destacado de uma penca de muitos outros.Se eles são encontrados facilmente no “QG” da Igreja, quanto mais nessas dioceses e paróquias mundo afora… Eles são a prova de que existe o estado de necessidade.

    Sabe o que aconteceu com o IBP na América do Sul? Virou fumaça… Não é para criticar o IBP, mas neste momento, é assim que os episcopados querem ver a Tradição: amarrada no direito canônico, e com poderes restritos, para que eles façam dela o que desejar…
    Então, do que adianta você ter liberdade para seguir a Tradição, se depois não poderá pregá-la?

    A FSSPX não fomenta heresias, a FSSPX não fomenta imoralidades, a FSSPX não fomenta liberalismo, a FSSPX não fomenta CISMA. Quem desobedece não só a Doutrina Imutável da Igreja e atualmente todas as ordens do Santo Padre são ELES.
    Quem desarrumou a casa foram eles. E com as bênçãos do Vaticano. No meio de tantos hereges destruidores, os únicos excomungados foram justamente os católicos D. Lefevbre e D. Mayer… Ora, bolas, Roma já se deu conta do des-serviço que fez… Deixe que ela mesma concerte suas péssimas e democráticas escolhas.

  14. Kasper não fala assim “com” e “dos” protestantes, com eles ele trata os dogmas de forma pastoral e a pastoral de forma dogmática. Bem disse o Frates: “diálogo até com Satanás, menos com a SSPX”.

    Para Kasper, nossos lugares de culto podem ser cedidos para os protestantes e anglicanos, mas não podem ser cedidos para a FSSPX. Assim não dá, assim é impossível. Leão XIII declara nula as ordenações dos Anglicanos e João Paulo II dá o anel episcopal aos mesmos. Paulo VI suspende a excomunhão dos orientais e bispos querem re-excomungar a FSSPX. Assim é impossível!

  15. Coisas que eu não consigo entender até hoje:

    -Caros amigos, não sou tradicionalista de carteirinha, embora bastante conhecedor da Tradição, “pelo lado de dentro”.
    O que não consigo entender é porque a SSPX não tomou o caminho de seus homônimos como “Campos” e mais recentemente os “Redentoristas” de Papa Stronsay (vide link: http://papastronsay.blogspot.com/ )
    onde foi possivel plenamente um acordo com Roma.

    Alguns poderão dizer que após os “acordos” Campos declinou de outros pontos….juntou-se a modernistas…mas não é esse o caso… Creio até que a SSPX pudesse manter o curso, seguir firme no caminho…

    Sua Santidade Bento XVI deu provas incontestes de sua benevolência e boa vontade com os Lefebvristas, mas como se vê, como disse inclusive recentemente o Bispo Tissier, a Fraternidade parece ser na nossa linguagem, “carne de pescoço”… Penso que é isso que o Cardeal Kasper pensou ao dar suas declarações….

    Quem quer reclamar da Igreja, reclame do lado de dentro…é mais correto, mais digno e mais respeitador…. Até onde sei, a SSPX continua do lado de fora e isso Roma não cansa de repetir….

    E pra falar a verdade, acho que esse “charme” de ficar fazendo exigências…já deixou de ter graça….
    Sente-se o Senhor Fellay com o Papa, assine o acordo e comece sim a negociar do lado de dentro…
    Isso me parece muito “estrelismo” de Mega Star, que exigem 100 toalhas de banho num hotel….
    A Fraternidade está se super-valorizando demais e uma hora o Papa se cansa….

    Essa é minha opinião pessoal…
    Que espero ver publicada neste site, que prima por publicar todas as postagens num espírito bastante jornalistico (parabens!) Os fóruns são mesmo para nossa reflexão….

    Meus respeitos a todos!

  16. Caro irmão Emmanuel Maria,
    Salve Maria!

    Algumas de suas colocações já foram respondidas, veja:

    “Complementando: Se a Fraternidade tivesse seguidos os exemplos do IBP, FSSP, CEDAMUSA, etc. Não teríamos o Motu Propio Summorum Pontificum, o Ecclesia Unitatem, a retirada das excomunhões e os debates teológicos que estão porvir. Como podemos ver, seriam o IBP, a FSSP, a CEDAMUSA, etc que deveriam seguir o exemplo da FSSPX, não o contrário, até porque estes institutos de uma forma ou de outra, sairam da Fraternidade, não do Concílio Vaticano II!”

    Quanto a benevolência do Papa, diga nos caro amigo, em qual documento a Igreja Conciliar julga o estado de necessidade alegado pela Fraternidade? Também foi benevolência reconhecer que a Missa Tridentina nunca foi abolida?

    Se o que é feito com a Fraternidade trata-se de benevolência e não de um caminho rumo a justiça, o mesmo pode ser feito com relação a Lutero, Calvino, John Knox, etc, ou não? Por que somente a Fraternidade Sacerdotal São Pio X é digna desta benevolência?

    Benevolência de fato tem os Bispos da Igreja Estatal Chinesa que gozam de status canônico regular. Não os Bispos da Fraternidade… Fique com Deus.

    Abraço

  17. Afirmar que o problema é de simples inserção do edifício interno da Igreja é subestimar a crise assim como se vê uma superestima da FSSPX quanto suas “exigências”. Não adianta ela ser inserida se for sufocada; a crise é maior que meras “exigências” e super ou subestimação. A FSSPX e Roma são apenas dois aspectos dela. Temos problemas na Cúria, nas Conferências, nas ditas “Novas Comunidades” (ex. CN, Shalom, Toca de Assis etc).

    Simples é colocar a questão da crise no patamar de meros egos desse ou daquele Bispo, ou, na simples admissão ao edifício da Igreja, a crise é da fé e não da FSSPX ou de Roma, do Papado, dos Bispos. A crise é da forma que a fé é expressa e a matéria como ela é exposta. Nem Roma e nem a FSSPX irão solucionar sozinhas o problema, doa a quem doer e dissertemos e opinemos o quanto quisermos dissertar e opiniar.

    Ele trabalhou muito, mas enfim, depois de 2000 anos, Satanás enfim conseguiu se infiltrar na Igreja para destruir seu culto. Isso vale para leigos e beneditinos.

  18. Curioso como alguns neo-conservadores não se cansam de falar da boa vontade do Santo Padre em relaçao a FSSPX, que para muitos, erroneamente, e incluo aqui até mesmo as autoridades do Vaticano, supoem em estado irregular, quando toda a imensa crise que se abateu sobre a Igreja após do Concilio se deve, não aos tradicionalistas, mas aos defensores do Concilio, quer na Letra ou no Espirito.

    A FSSPX é uma instituiçao genuinamente católica. Que professa integralmente a Fé Católica de 20 Concilios e 260 papas. Uma instituiçao modelo, conforme as palavras do então Cardeal Gagnon, em visita apostolica a Ecône. Não há nada na FSSPX que merece censura ou acusaçao leviana, seja da parte de quem for!

    A ruptura não está na FSSPX e sim nos modernistas adepstos do Vaticano II e de sua Nova Igreja!

  19. Caro José Candido,
    Salve Maria!

    Boa lembrança a da relação entre a letra e o espírito do Concílio. No protestantismo é a letra quem autoriza o espírito, por isso os protestantes estão até hoje lendo a bíblia sem nunca chegar ao conhecimento da verdade revelada.

    O comentário do Eduardo, é bastante lúcido. A solução da crise se dará apenas por um milagre, uma intervenção direta de Nosso Senhor. Fiquem com Deus.

    Abraço

  20. Irmão Emmanuel,

    Como egresso da heresia anglicana, o senhor, talvez até mais do que muitos de nós, sente a necessidade de uma comunhão plena em todos os sentidos, o que inclui o sentido canônico, jurídico.
    Mas não se esqueça, caro monge. A sua separação anterior com a Igreja Católica não foi tanto por questão jurídica, mas por questão doutrinária. Uma vez acertando os ponteiros e reconhecendo a fé católica em sua totalidade, o senhor há de convir que o restante é muito bom, muito desejável e muito salutar… Mas é consequência. Tanto que o senhor não se tornou monge católico para se tornar católico depois! A questão doutrinária vem primeiro, a canônica vem em seguida.

    O problema que se põe é o seguinte: a Igreja, assistida pelo Espírito Santo, está isenta de erros e pecados. Porém, semelhante privilégio não se aplica para seus membros.
    Num determinado momento, o Santo Padre convocou um concílio manifestando claramente que não tinha intenção de utilizar o poder das chaves, ou seja, disse em alto e bom som que não pretendia definir dogmas, mas apenas trazer uma série de propostas para “aggiornar” (abrir) a Igreja, tornando-a mais simpática ao mundo.
    Resolveu então fazer um concílio democrático, e onde a palavra “excomunhão” não fizesse parte do repertório.
    Mas alto lá! Os papas na ocasião disseram que este concílio viria para PROPOR.

    Proposta não é imposição. Proposta supõe liberdade de escolha. Se alguém me faz uma proposta, eu posso aceitá-la ou não.

    O que ocorreu depois foi que, deste aggiornamento, todos os que viram neste concílio pastoral um tesouro para a Igreja, e que resolveram governar a Igreja segundo estas diretrizes atualizadas, logo cedo meteram os pés pelas mãos, pois esta grande reunião constituiu DESDE O INÍCIO o indulto de muitos homens condenados por Pio XII, e seguidores de hereges modernistas solenemente condenados, ou que chegaram a um fio do anátema, como Blondel.

    E para completar, fizeram passar textos que podem ser entendidos de diversos pontos de vista, a depender da “facção”…

    Pois então? O Concílio não é pastoral? Não se recusou a distribuir anátemas e excomunhões? Não veio apenas para PROPOR, sem obrigar católico algum a acatá-lo infalivelmente?

    Então, a FSSPX resolveu não inovar. Resolveu recusar a PROPOSTA.

    Há desordem na FSSPX? Há decadência na FSSPX? Não há. Ela segue firme e católica.

    Por outro lado, a FSSPX NÃO É A IGREJA, mas fora da FSSPX é fácil encontrar a “tranquilidade da ordem” na Igreja?
    O senhor foi protestante anglicano. O senhor sabe que as seitas protestantes, inclusive as anglicanas, não têm unidade em nada, nem em liturgia, nem em doutrina, nem em moral. Se esfaçelam o tempo inteiro.

    Ora, a autoridade do Santo Padre, que é justamente a testemunha da Tradição, há séculos não é tão enfraquecida, tão relativizada. O que tornou em 50 anos um papa tão rapidamente acatado como Pio XII dar lugar a um papa tão pouco obedecido como Bento XVI (e os últimos antes dele) não é culpa da FSSPX nem de tradicionalista algum, mas sim de todos os que concordaram em tocar nos princípios mais fundamentais da religião, o que inclui os próprios papas, que cometeram erros quando se recusaram a usar da própria infalibilidade!

    Olhe bem o tiro no pé: em 20 anos de desobediência, os primeiros a serem excomungados foram justamente os maiores defensores da Tradição da Igreja e dos Direitos da Santa Sé!

    A Santa Sé e os episcopados no mundo estão desnorteados, nos brindam diariamente a confusão em que se encontram, porque tentam a todo custo conciliar princípios modernos e mutáveis sobre bases tradicionais e imutáveis. Nosso papa demonstra maior honestidade intelectual, e tenta a muito custo ancorar a Igreja sob os pilares estáveis da Eucaristia e de Nossa Senhora, mas você mesmo pode notar como mesmo a Santa Sé está dividida em si mesma, porque os conservadores conciliares se digladiam a todo momento com os radicais progressistas.

    Existe algum cardeal conhecido por sua opção de não aderir ao concílio?
    Não.
    Não há cardeais tradicionalistas na Cúria. Poderia haver, porque o concílio não é dogmático. Mas não há.
    Entendeu?
    A confusão está entre os que aceitam as novidades conciliares…

    Quanto ao bem da união jurídica: deve ser desejado?
    Claro que sim.
    Deve-se insistir para que a FSSPX saia desse estado de ilegalidade canônica? Sim. Porque esse estado dá a impressão que a FSSPX é um movimento cismático.
    Mas não é. Se o senhor notar, verá que a FSSPX que está “fora”, pela fé imutável, em verdade está “dentro”…
    Já países inteiros, episcopados inteiros, movimentos inteiros, padres, bispos e até cardeais da Curia, homens que estão juridicamente “dentro”… Pela doutrina demonstram estar fora…

    Não serei eu quem proclamará hereges, não tenho autoridade. Mas só um exemplo: a FSSPX ensina que a Missa é a Renovação do Sacrificio de Cristo no Calvário.
    Walter Kasper, esse cardeal que julga a FSSPX como algo inoportuno… O senhor sabia que há anos atrás ele negou que Cristo estivesse na Hóstia Consagrada? E nunca soube que ele tenha se retratado.

    Então, quem está dentro? Quem está fora?

    Para finalizar, se o senhor pesquisar as últimas notícias publicadas nesse blog, verá que um dos bispos da FSSPX (não lembro se D. Fellay ou D. Tissier) disse claramente que o próximo objetivo da FSSPX é a DISCUSSÃO DOUTRINÁRIA.

    Igual ao senhor. Para ser beneditino CATÓLICO, o senhor primeiro precisou ser CATÓLICO, para depois acertar a questão do mosteiro… Ou o senhor entrou como anglicano, e se converteu depois?

    Pois é. Não passemos o carro à frente dos bois. EXCETO o IBP, todos os grupos tradicionalistas renunciaram a tocar na questão DOUTRINÁRIA da Santa Sé. Na prática disseram: “nos deixem em paz e nós não incomodaremos ninguém com esses graves assuntos”. E a FSSPX não pode fazer isso sem violentar a própria consciência.
    Ninguém busca a glória pessoal, não são interesses escusos, materiais… Não é orgulho intelectual cego, não se trata de birra, de teimosia pura. A FSSPX não foi a única visada, o papa declarou isso há dois anos atrás… Mas quando o motu proprio liberou a Santa Missa para todo o orbe, acaso essa “teimosia” da FSSPX não contribuiu para o benefício do mundo inteiro?
    Deus está punindo a FSSPX com o ostracismo, com o repúdio dos fiéis, com a falta das vocações?
    Não em absoluto!
    O que se verifica no anglicanismo, o que se verifica nos diversos protestantismos encharcados com a Nova Teologia de Bultmann, e que tem uma versão “católica” chamada MODERNISMO é justamente a EXTINÇÃO.
    Por todos os meus anos como católico, eu sou obrigado a dizer que em toda parte vi decadência. Exceto em uma comunidade que optou por NÃO ACEITAR as propostas conciliares… O resultado é simples: vocações, vitalidade, conversões, paz de espírito!

    Meu caro, não se preocupe com a união jurídica da FSSPX. Preocupe-se em rezar para que ela se mantenha totalmente fiel à Doutrina Imutavel, que inclui a aceitação do papa como primaz e supremo pastor. O resto, é bom, mas não é tão urgente.

    A união jurídica tem que vir, mas os princípios, esses estão fora de barganhas. O mundo está caindo à nossa volta… Não nos angustiemos com a papelada que ainda falta ser assinada!

  21. Voltei para a única Igreja de Jesus Cristo este ano – após mais de trinta anos de exílio voluntário – porque descobri que a Missa era celebrada perto de minha casa através das manchetes da imprensa sobre o “levantamento” das excomunhões dos quatros bispos lefebvristas. Comprei o missal do Mons. Lefebvre e estou muito feliz com suas sugestões para meditação e com a seqüência do ano litúrgico e o santoral – verdadeiro catecismo! Que bom que do mal menor – essa querela – surgiu em minha vida o bem maior – minha conversão verdadeira! Espero nos corações de Jesus e de Maria que a FSSPX aceite logo a reintegração para, então, discutir e apontar os erros terríveis de membros do CVII. Muitas outras ovelhas desgarradas aguardam essa união para o fortalecimento visível da Igreja, do Papa, do clero, do rebanho, e, mais ainda, respeito aos mártires e às pessoas abortadas de ontem e de hoje. Nada tenho a dizer sobre as palavras do Cardeal Walter Kasper, pois elas passam como o vento e a Igreja de Jesus Cristo fica, hoje e para sempre.

  22. Fica claro para mim que boa parte da FSSPX quer permanecer no cisma. É muito triste por que estes membros fazem tanto mau quanto os modernistas. Usam falsamente o estado de necessidade para desobedecer ao Papa. Mas ainda acredito que existam homens de boa vontade na FSSPX e sigam o mesmo caminho reto e corajoso da Adm. Apostólica e do IBP.

  23. Lucas,

    Não há cisma. Isso foi dito claramente pelo Cardeal Hoyos. O que significa estar em comunhão?

    Significa ter a mesma fé, crer nas mesmas verdades. A FSSPX condena o ecumenismo, a reforma litúrgica, a liberdade religiosa etc. Como podem estar em comunhão formal com a Sé de Pedro se não acreditam nas mesmas coisas que têm sido defendidas há décadas pelos Sucessores de Pedro? Aí se diz: são cismáticos. Não! Não mesmo! Eles não se afastaram em nada da Igreja. São fiéis. É que a fidelidade exige saber ouvir a voz legítima do Pastor, separando-a do uivo dos lobos. A verdadeira fidelidade NÃO usa a obediência como desculpa para não defender a verdade. Simplesmente, a ninguém é lícito ordenar a outro que acredite ou faça algo errado. E havendo erros no que se tem ensinado (nos documentos pontifícios recentes e não apenas neles), é dever nosso resistir, pois a fé que nos foi dada não pode mudar. É contrário ao espírito católico o aceitar novidades. O catolicismo é eminentemente tradicional, e a tradição define-se justamente por aquilo que sempre, em todo lugar e por todos foi acreditado. Esta tal de “tradição viva” não existe, não no sentido dado ultimamente, como algo que se opõe à tradição defendida pela FSSPX e demais católicos tradicionais. A tradição só é viva se estiver unida, sem contradição, ao quod semper, ao que sempre se acreditou. Do contrário, é morta! Portanto, quem se mantém fiel ao que recebeu, à fé que lhes foi passada não é cismático. Eles reconhecem o Papa Bento XVI como legítimo sucessor de São Pedro. Reconhecem tudo quanto sempre foi ensinado. Respeitam o Papa e acatam suas ordens, mas na medida em que lhes pedem que renunciem à fé que têm, em consciência não podem ceder.

    Entender o porquê disso depende de entender que vivemos hoje uma crise sem precedentes. A fumaça de satanás entrou no templo santo de Deus! Veja a apostasia, a decadência nas igrejas… as heresias que se espalham! Estes maus frutos todos, resultado da aplicação das ambigüidades conciliares e da atuação modernista! Enfim, da renúncia à tradição.

    Quem ignora o tamanho da crise que vivemos e a subestima pensa que a FSSPX é caprichosa. Quando se vê o tamanho do “monstro”, então se entende a cautela da FSSPX.

    Vigiemos e oremos!

    Salve Maria!

  24. Meu Deus, Lucas, a tese de FSSPX = cisma não é sustentada com segurança nem mesmo por setores conservadores do Vaticano. Só quem bate nessa tecla são justamente os inimigos da Igreja, que fariam de tudo para que Roma persistisse no mesmo caminho desastroso, e bem longe da FSSPX…

    A Administração de Campos renega solenemente tudo o que sempre combateu. Eles mesmo fizeram dentre muitas outras coisas as 62 razões para não assistir a Missa Nova.
    Agora eles dizem que a Missa Nova é boa. Realmente, num ponto você acertou: se a FSSPX fizer um acordo para renegar o que está evidente, então D. Fellay iria sozinho…

    Vou contar um fato histórico: os cristãos maronitas. No passado, eles viviam no Líbano, tinham costumes próprios, liturgia própria, e tinham em comum a mesma doutrina da Igreja. Só que esses cristãos de repente se viram cercados de muçulmanos, e refugiaram-se nas montanhas do Líbano, ficando totalmente isolados de Roma.
    É um fato real.
    Séculos depois, a Santa Sé e o Ocidente nem sequer sabiam da existência deles, e durante as cruzadas este grupo foi encontrado. Depois disso, fizeram contato com o Ocidente, e constataram que, apesar de estarem defasados em algumas coisas, eles permaneceram católicos e fiéis à Igreja Universal. Então uma delegação se dirigiu a Roma, e a questão jurídica foi acertada.
    Então, a pergunta: enquanto Roma não sabia da existência deles, e eles não estavam formalmente inseridos no direito da Igreja, isso fez deles cismáticos ou inexistentes?
    Não.
    Eles não passaram a existir porque Roma decidiu. Não foi o Direito Canônico quem definiu o que eles eram, mas sim a sua catolicidade. DEPOIS eles foram incorporados pelo direito…
    Eles estavam FORA da Igreja? Do ponto de vista jurídico, sim.
    Do ponto de vista PRINCIPAL, jamais. Eles foram os únicos orientais que nunca cairam em heresia ou cisma. Sua separação se deu por motivos de isolamento geográfico.

    Será que deu pra entender? A inclusão jurídica é um bem que deve ser procurado, mas não significa necessariamente que fora dos cânones não há salvação. A barreira que isola a FSSPX de Roma é doutrinária, e é a barreira que desejamos que caia. Há décadas a FSSPX vem pedindo o REVISIONISMO do concílio pastoral, e desde que Roma criou o IBP mencionando uma “correção fraterna” do Vaticano II, surgiu então o primeiro indício de que há perspectivas concretas de restauração.

    Desejar primeiramente a FSSPX nos quadros jurídicos chega a ser irracional, quando a URGÊNCIA é a de se proferir sentenças definitivas que confirmem os dogmas imutaveis da religião, que há 40 anos vêm sendo desgastados com o relativismo doutrinário. Vocês se preocupam com reconhecimento de firma, com carimbo, com atestado de inclusão, enquanto as paredes estão ruindo…

    Vou te dizer só uma coisa: aqui em Salvador o cardeal e os padres se recusam a nos dar a Missa Tradicional, se recusam a ensinar a Doutrina Católica de forma objetiva e sem maquiagens, e se recusam a ensinar sobre pecado e virtude, morte, juizo, inferno e paraíso. Você acha que minha arquidiocese está num estado normal? Parece que estamos tão bons que não precisamos de ajuda urgente?

    Pois a mim não. Eu digo que estamos em estado de necessidade, mas infelizmente a FSSPX não é tão grande que possa abrir uma capela por aqui… Ou devemos chamar os padres de Campos? Talvez eles nos ensinem que a Missa é uma ceia, porque hoje em dia o alinhamento deles é tal com o que sempre combateram, que não causará admiração que suas homilias sejam iguais à de qualquer padre que já temos…

  25. De início, especialmente após o levantamento das excumunhões, julguei deveras soberba a atitude da FSSPX em relação à Roma. Contudo, a posição “intransigente” da FSSPX pode ser benéfica para a Igreja de Cristo. É fato que muitos pontos do CVII são vagos e genéricos e vem sendo mal interpretados por muito Bispos e Sacerdotes. Logo, um possível acordo entre Roma e a FSSPX terá como fruto uma melhor compreensão do CVII, possibilitando a sua correta aplicação, em conformidade aquilo que se chama de hermenéutica da continuidade. Podemos prever que outro resultado positivo será a promoção e um maior fomento da Missa de São Pio V, e quem sabe mudanças substanciais no na Missa de Paulo VI (É notório que o próprio Papa Bento não está plenamente satisfeito com o Novo Rito).

  26. Comunhão de joelhos e na boca, para evitar ofensas ao Santíssimo Sacramento como esta.

  27. Não conheço a história dos maronitas mas neste caso ou como naqueles países onde pelo regime político e/ou religioso os católicos fiquem isolados de Roma isto sim caracteriza o estado de necessidade. Não é o caso da FSSPX. O Papa já demostrou toda benevolência para a Fraternidade. Se um pai de família rouba pão de um estabelecimento para alimentar sua família alegando estado de necessidade, mas se o dono da padaria ve este homen e então oferece o pão e ele a recusa e continua a roubar então já não existe mais o estado de necessidade. A crise da Igreja vai ser solucionada unido ao Papa disto tenho certeza por que Nosso Senhor nos prometeu e o Espírito Santo sempre permanecerá nela.

  28. Não é tão simples, Lucas. É óbvio que existe estado de necessidade. O estado de necessidade está intimamente ligado à enorme crise por que passamos, não à relação FSSPX-Roma. Não é uma questão entre tradicionalistas e a Sé de Pedro, mas de toda a Igreja, em todos os lugares. Justamente porque o Espírito Santo guia a Igreja que temos esta resistência. Mais uma vez, a FSSPX não está separada do Papa. É a fé que leva à comunhão, e a FSSPX a mantém intacta. São os padres, bispos, cardeais modernistas que estão em cisma, embora se digam católicos em “plena” comunhão. Pois a excomunhão é automática para os hereges e cismáticos. Quanto à obediência, ela é necessária, mas deve estar subordinada à fé. Definitivamente não se pode aceitar uma heresia em nome da obediência, entende?

    Uma regularização provisória e que garanta a sobrevivência da FSSPX é possível. Mas regularizar-se canonicamente apenas para dizer-se em comunhão com Roma, ignorando a realidade, é loucura. Pois a verdadeira comunhão só existirá na verdade, e a verdade não está nas novidades que foram introduzidas nestas últimas décadas, mas no que sempre foi ensinado.

    Por acaso estou em “plena” comunhão com meu ordinário se me nego a ir nas orações ecumênicas realizadas pela arquidiocese? Se sou contra elas? É claro que não. Se fosse a elas, estaria negando a minha fé. É meu dever resistir. O mesmo vale para o Papa.

    A promessa da infabilidade e assistência do Espírito Santo no magistério ordinário só existe se este magistério permanecer unido ao que sempre foi ensinado, repetindo o ensinamento dos Papas anteriores.

    O Espírito Santo não deixou a Igreja. Há bispos e fiéis que resistem corajosamente, embora muitos não os compreendam.

  29. Por falar em comunhão de joelhos e na boca, vejam o que houve comigo domingo no Santuário de Aparecida:

  30. Meus queridos Irmãos em Nosso Senhor,
    Especialmente me dirijo a Bruno, mas com afeto abraço aos demais e respeito suas posições.
    Fiquei, Bruno, muitíssimo honrado em receber sua resposta tão longa e detalhada… Admiro sua disposição em “dialogar”, trocar idéias…
    Todavia, acho que preciso colocar de antemão alguns pontos a meu respeito para que entendam a minha posição.

    1) Os senhores estao absolutamente certos sobre os erros (e exageros do CVII), realmente precisamos de uma retomada, uma chamada de consciência, porque a liturgia (sobretudo) está uma bagunça, a formação sacerdotal pior ainda, e aí todos já sabemos as razões.

    2) Não concordo que se não houvesse a SSPX não haveria o “Motu Proprio”…penso humildemente que é arrogante pensar assim….prefiro pensar, que se não houvesse Bento XVI esse passo não seria dado… Ele fez um bem enorme a Igreja “liberando a missa” para todos – embora ela nunca estivesse revogada.

    3) Sou o primeiro a aplaudir muitas das iniciativas da Fraternidade, desde Dom Lefebvre, a quem acompanhei de longe, por muitos e muitos anos…(Só Deus o sabe!).

    4) Ofereci muitos sacrificios pessoais pelas negociações de 1999/2000 e tenho oferecido ainda agora.

    5) Apenas reafirmo que a necessidade de estar “dentro” não é só doutrinária (sobretudo na Doutrina temos muito que rever!!!!!!!), mas na Igreja o Direito Canônico é soberano para tudo… Lembro-me de um velho monge amigo recorrendo ao DC anterior a João Paulo II – a conselho de Dom Lefebvre – para dirimir dúvidas…(me falha a memória a data da edição do penúltimo código de direito canônico) o que significa que é muito importante para a Igreja ser fiel aos cânones, até mesmo para se salvaguardar…
    O próprio Mons. Lefevbre teve seu Seminário erigido tão “canonicamente correto” que não se pôde depois negar que tal instituição eclesiástica estivesse correta. O próprio prelado só fez as ordenações de 1988, quando estavam esgotadas todas as formas de negociação com Roma, quando ele mesmo já havia usado o DC à exaustão… Era um expert nessa matéria juridica creio eu…
    Então, a SSPX, a Tradição sempre teve noção da importancia do aspecto jurídico das coisas na Igreja.
    Quando me referi – portanto -a “dentro ou fora” quiz dizer apenas neste campo.
    Evidente, que mesmo com o Motu Proprio tem havido problemas nas dioceses que querem evitar a Missa de PIO V e para isso, evidentemente, continua existindo a Ecclesia Dei, para resolver estes casos, que me parecem estar sendo resolvidos….

    6) Reafirmo, que se falamos dentro de uma “legalidade” a coisa se torna mais fácil. Quando algum Papa na recente história pós CVII diria à Fraternidade “vamos sentar e conversar”? Estão, Roma está reconhecendo que existem erros de interpretação no Concilio e está disposta a sentar e colocar os pingos nos ís.

    7) Quanto a “heretica” Igreja Anglicana, creio que há um certo desconhecimento histórico, nós quando anglicanos não éramos heréticos, com todo esse peso que se queira dar…existiram erros, claro, mas existiu desde o começo vontade de acertar…

    8) Acaso o Papa João Paulo II abriria a Porta Santa do Jubileu do Ano 2000 cercado de dois hereges, como fez? Ladeado por um Bispo Ortodoxo e por nosso antigo Arcebispo de Cantuária? Não vejo então como heresia, de modo completo e definitivo. O anglicanismo tem correntes – evidentemente protestantes, mas espero que se diga que sempre houve desde o Cardeal Newmann (agora Venerável e quase Beato) o caminho de volta, e foi
    este caminho de volta que fizemos os monges beneditinos…
    (continua…)

  31. (Continua…)

    E é este caminho de volta que farão em breve outros 400 mil anglicanos voltando à Santa Sé, à Comunão plena com Pedro e seus Sucessores.

    9) Portanto, colocar todos no mesmo balaio, classificando todos os anglicanos como “protestantes” (ainda que hajam alas calvinistas e luteranas disfarçadas é exagero!)

    10) Se de fato, tem havido CONVERSÃO ANGLICANA, é pelos erros doutrinais que lá estão…

    11) Uso meu próprio exemplo para dizer que de algum modo – Roma mudou – mas sem alarde, sem marketing, sem mídia. Diversos anglicanos tem voltado desde a década de 80, sem que muitas pessoas soubessem disso…

    12) Louvo a Deus que temos um Papa que recebe os anglicanos, abre os braços para os Ortodoxos, e também o faz com a Tradição e a SSPX…

    13) Um Papa que como ele diz, não quer mais rupturas no tecido da Igreja (Corpo de Cristo).

    14) Tenho fé e rezo para que Dom Fellay e o Santo Padre realmente resolvam em definitivo – ainda que passo a passo – essa chaga que aconteceu na Igreja e que juntos, com as bênçãos de Nosso Senhor e Nossa Senhora chegem a bom termo, nos erros já existentes.

    15) De forma alguma, nego o bem enorme que a SSPX tem feito à Igreja, quer seja na formação de seus padres, seminaristas, nas missas, catequeses etc…

    16) O que não devemos esperar, todavia, é que Roma declare um erro total do Vaticano II e que a Fraternidade está certa… (total e integralmente certa!)

    17) TENHO MUITO MEDO DE QUE NO BOJO DA FRATERNIDADE RESISTAM FORÇAS SEDE-VACANTISTAS…

    Abraço a todos e obrigado Bruno, pela oportunidade do diálogo.

  32. Obrigado Sr. Gederson pelos seus oportunos comentários dirigidos a mim. Deus o abençoe.

  33. Prezada Ana Maria:

    Duas ou três perguntas:

    1) O que fazia a senhora no Santuário (Modernista) de Aparecida, então? (Já que é tradicionalista?)
    2) Se a senhora acha inadequado a freira sem hábito, também não é inadequado para a senhora, filmar o momento sagrado da Comunhão?
    3) Ela lhe olhou, a senhora continuou filmando ( o que nao devia), e ainda queria comungar?

    Penso que a senhora precisa ter coerência em suas afirmativas, consistência… baseando sua teoria sobre em quais pontos e onde a Religiosa errou…

    Apenas mostrar o vídeo é sensacionalismo de sua parte… Se a senhora é tradicionalista porque então assistiu a Missa Nova em Aparecida?

    Meus respeitos.

  34. Mas e se o pão oferecido estiver mofado e estragado?

  35. Uma observação! Precisaria se confirmar que houve a negação de fato e ter mostrado a pessoa ajoelhada. Creio que o vídeo deva ser bem claro. Quanto a isto já comunguei de joelho duas vezes e agora estou resolvido: vou me ajoelhar diante do meu Senhor para recebe-lo TODAS AS VEZES e que nenhum padre se atreva A NEGAR A ME CONCEDER O CORPO E SANGUE DO MEU SENHOR CONFORME SUA DIGNIDADE E GRANDEZA. Pois eu lhes digo: Terão conhecimento de mim por todos os jornais do Brasil se insistirem nisso. E eu tenho disposição para fazer o que for preciso por esse ter este direito, pela graça de Deus.

  36. Lucas,

    Nunca houve estado de necessidade entre os maronitas, porque este grupo de católicos que incluia leigos, religiosos e clérigos, simplesmente perdeu contato com o mundo exterior. Mas eles permaneceram cultivando a fé, ordenando seus padres e bispos. Eles não tinham problema com heresias. Tinham uma vida normal.

    O Estado de Necessidade ocorre quando os fiéis se deparam em um ambiente onde estes não tem acesso à catequese, aos sacramentos, aos sermões, aos diretores espirituais. Houve estado de necessidade no Japão, quando todos os sacerdotes foram expulsos e assassinados, e por séculos os leigos japoneses precisaram administrar o batismo às escondidas, ensinar doutrina cristã e guiar os membros mais fracos na esperança de um dia verem retornar os padres que amam a Santa Virgem e o Sucessor de Pedro.

    Das últimas vezes que assisti missa nova, haviam indícios muito fortes de que os padres não entendiam o sacerdócio como tal, não tomavam a Missa como sacrifício.
    A última confissão que fiz com um padre moderno, este na hora da absolvição segurou a minha cabeça, como fazem os protestantes, fez uma oração silenciosa de olhos fechados e me mandou embora. Ele não cumpriu a ordem da Igreja de dizer claramente “Eu te absolvo…”. Resultado: a Confissão foi nula.

    A catequese de hoje está deficiente e não raro, herética. Os sermões dos padres são de causar espanto!

    Estado de Necessidade não é o Santo Padre conceder a Missa! Estado de Necessidade é quando você vive num ambiente onde a religião católica não mais existe, só ficando em seu lugar uma simulação de Igreja!

    Aqui em Salvador, por exemplo, vivemos uma grande farsa. Aqui se usam os edifícios que nossos ancestrais católicos ajudaram a construir com tanto esmero, para se ensinarem mentiras, política, relativismo, e depois encerrar tudo com liturgias pavorosas, que só servem para satisfazer o ego das “equipes de liturgia”. Pergunte aos padres o que é a Santa Missa, quase nenhum sabe responder satisfatoriamente. Não tem nada a ver com a mão estendida do Papa. MESMO QUE A FSSPX FIZESSE ACORDO, ELA AINDA SERIA OBRIGADA A CONTINUAR SE EXPANDINDO QUERENDO O SANTO PADRE OU NÃO, porque até o Direito Canônico reconhece que a urgência principal é a salvação das almas.

    São as almas que estão em jogo. Se a FSSPX se acertar juridicamente, deverá acontecer de forma que a mesma tenha uma super-autonomia inclusive independente e acima da dos bispos, porque hoje em dia se um IBP da vida chega num país latino americano, os bispos a põem para fora e deixam os fiéis à míngua. Isso não pode mais acontecer. A FSSPX precisa se instalar onde quiser, com o desejo dos bispos ou apesar deles… Agora, se realmente eles puserem mãos à obra e restaurarem plenamente o catolicismo em suas dioceses, aí a FSSPX não só será desnecessária, mas mereceria até mesmo ser punida…

  37. Prezada Ana Maria:

    Duas ou três perguntas:

    1) O que fazia a senhora no Santuário (Modernista) de Aparecida, então? (Já que é tradicionalista?)(sic)
    O que qualquer Católico faria, ao menos os que ainda lembram o que é ser Católico.
    2) Se a senhora acha inadequado a freira sem hábito, também não é inadequado para a senhora, filmar o momento sagrado da Comunhão?(sic)
    N. Faça uma campanha para ser retirada de todo a net as Missas Tridentinas que tem postadas por ai. N se esqueça das fotos. Aproveita e tenta tb conseguir “pregar” os religiosos em suas funções reais e menos nas virtuais. Que tal?
    3) Ela lhe olhou, a senhora continuou filmando ( o que nao devia), e ainda queria comungar?(sic)
    Sua opinião n me interessa. Cumpro preceito.

    Penso que a senhora precisa ter coerência em suas afirmativas, consistência… baseando sua teoria sobre em quais pontos e onde a Religiosa errou…(sic)
    Para o senhor eu n sei então onde ela errou, tá bom!

    Apenas mostrar o vídeo é sensacionalismo de sua parte… (sic)
    N tive essa intenção, mas era só o que faltava!! Me diz uma coisa, quem te constituiu juiz da minha consciência? Me conhece de onde para vir me julgar a coerência, afirmações, consistências, catolicidade, intenção, Fé?

    Se a senhora é tradicionalista porque então assistiu a Missa Nova em Aparecida?(sic)
    Os motivos que me levaram lá n interessa a ninguém.
    N tenho vergonha de ir no Santuário de Aparecida e muito menos deixo de cumprir preceito. N compactuo com os erros que vejo.

    Meus respeitos.(sic)

    Se o senhor teve algum respeito pela minha pessoa esqueceu de demonstrar. Evidente ficou foi a sua falta de discernimento e prudência. E já aviso, fim de papo!

  38. Irmão Emmanuel, de uma forma geral sua carta me satisfez.
    No que tange à questão “Sem FSSPX não haveria Motu Proprio”, como eu já havia exposto num tópico acima “A FSSPX não foi a única visada, o papa declarou isso há dois anos atrás… “. O Santo Padre tomou a medida TAMBÉM por causa da FSSPX, e não SOMENTE por ela.
    Não somos a única bolacha do pacote. Certamente Nosso Senhor não permitiria que seu Sacrifício fosse extinto.
    Porém, assim como é verdade que o Santo Padre tomou essa medida apenas por nossa causa, também não é verdade dizer que ele fez isso sem levar em consideração que este era um dos pontos sem o qual não haveria aproximação com a FSSPX…

    *

    Sobre a questão do estatuto legal, também creio que não há mais o que acrescentar, pois o bem da união jurídica pressupõe o bem maior e mais essencial da união doutrinária. E desgraçadamente nesse ponto, num fato raríssimo na história, o problema da confusão doutrinária não parte de nós.
    Infelizmente a FSSPX não tem a mesma fé de um cardeal Kasper, de um D. Pedro Casaldaliga, de um Hans Kung. Não se tratam de tendências diferentes, tratam-se de religiões diferentes, de princípios totalmente diversos e antagônicos. Roma precisa urgentemente arrumar a casa (antes de tudo a Cúria Romana), porque divergências pessoais, acidentais, isso tudo é natural, as pessoas não são iguais. Mas divergências sobre assuntos básicos que envolvem dogma…
    Se o senhor misturar uma gota de água suja num copo de água limpa, não haverá mais água pura.
    E quando digo isso não quero desprezar o Direito Canônico – longe de mim!!!! Ao contrário, o Direito NÃO PODE SER UTILIZADO DE FORMA ARBITRÁRIA POR NINGUÉM. É imoral usar o direito canônico para justificar situações de ilegalidade na Igreja, exceto se houver um caso grave de risco para a fé!
    E ainda digo mais: se D. Lefevbre negligenciasse esta realidade, então ele não seria o grande homem que foi.

    Está acesa na memória de todos que, às vésperas da Sagração Episcopal, D. Lefevbre fez de tudo para salvar o Direito, porque ele fez questão de dizer que não intentava em absoluto usurpar a autoridade pontifícia, mas fazia tudo por uma exigência DA CONSCIÊNCIA.
    Tanto que ele não deu jurisdição aos bispos da FSSPX. Tudo para obedecer até onde a consciência permitia, sem com isso cair em pecado ou prejudicar a fé!

    Mas todos gostariam que o impasse com a FSSPX fosse um mero conchavo de padres… Mas infelizmente a questão é essencial. Envolve dogma. Isso não se resolve com o Direito Canônico… A preocupação da FSSPX não é em que dicastério terá que responder, mas se a questão doutrinária será “arquivada” ou apurada até o fim.

    A FSSPX LUTA PELA UNIDADE NA FÉ. Coisa que só será possivel quando o Santo Padre chamar a situação para si e reafirmar as verdades católicas de maneira clara e definitiva, condenando o que a elas se opõe ou relativiza.
    E é esse o desejo da FSSPX. Porque, uma vez que o Santo Padre reafirme o que sempre foi ensinado, a FSSPX QUE NÃO DEVE NADA, não tem o que temer… Infelizmente não se pode dizer o mesmo de quem está do lado “de lá”.
    Por isso há divergência entre quem está fora e dentro da FSSPX. Quem está fora almeja regularização como primeiro passo; quem está dentro tem a regularização como consequência…

    Bem, se for do desejo de Roma inverter a ordem da “plena” unificação, e começar pela regularização canônica, isso servirá para aliviar as consciências demasiado escrupulosas, e não implicará em novidade alguma para a FSSPX (mas servirá para aterrorizar ainda mais a todos os que dizem ser a FSSPX um reduto de lunáticos que vêem pelo em ovo).
    Só que, se essa regularização significar interrupção do assunto DOGMA, então haverá uma segunda ruptura – e ainda mais dolorosa, porque a FSSPX não deseja conviver com diversidade doutrinária; a FSSPX quer uma só Fé com todos. A FSSPX não quer ser uma reserva indígena…

  39. Kasper nega a ressurreição de Cristo e indiretamente nega o dogma de infalibilidade da Santa Igreja Católica, então os comentários proferidos por ele são no mínimo, irrelevantes.

    Pax et bonum

  40. PERGUNTO:

    Alguém sabe dizer onde consigo no Brasil um BREVIÁRIO ROMANO TRADICIONAL?
    Aqui em São Paulo tenho procurado nos “sebos” e não encontro. Obrigado

  41. Quanto ao anglicanismo, peço desculpas por ter sido demasiado objetivo em sua sentença, e não ter exposto os seus pormenores.
    Com efeito, a Igreja da Inglaterra, por muito fiel que fosse, já se destacava séculos antes da reforma pela teimosia de alguns de seus reis em controlar a Igreja.

    Foi por causa disso que morreu São Tomás Becket, não é verdade?
    Nos tempos de Henrique VIII, este rei – por muito lascivo e déspota que tenha sido – se jactava de seus conhecimentos teológicos, a ponto de ter cometido as maiores atrocidades, mas cuidando sempre para não comprometer o dogma, tanto que reiteradas vezes os luteranos e calvinistas tentaram arrastar a Igreja da Inglaterra para a heresia, e o rei os ignorou, desprezando a todos como hereges.
    Aliás, antes do cisma, o mesmo rei recebeu da Santa Sé o título de Defensor da Fé, como reconhecimento de seus esforços em combater as doutrinas dos heterodoxos…

    Após Catarina de Aragão, Ana Bolena e Jane Seymour, o rei chegou a desposar a calvinista Ana de Clèves, mas neste período ele estava ainda mais ferrenho na defesa da doutrina, tanto que reafirmou os sete sacramentos, as Missas Privadas, a Confissão Auricular, a Transubstanciação, o celibato dos padres e a Comunhão sob uma só espécie. Nesse tempo, um braço direito seu, Thomas Cromwell, por ter sido acusado de difundir erros contra a Eucaristia, terminou no cadafalso (ao contrário dos católicos que morriam por “traição”, este morreu por heresia mesmo).
    Depois veio Catherine Howard, que foi como Ana Bolena acusada de adultério, e Catherine Parr, que teve a sorte de ver o rei morrer antes…
    Só que foi no seu reinado que os primeiros atentados contra o dogma se desenharam… Quando da supressão dos mosteiros, iniciou-se os combates às peregrinações, a queima de imagens de grande veneração popular e adestruição e dispersão das relíquias de São Tomás Becket!

    Mas deixando a vida dissoluta deste rei à parte, ele foi o responsável pelo cisma inglês, quando fez aprovar o Ato de Supremacia, que dizia ser o rei o único e supremo chefe da Igreja da Inglaterra, com autoridade para examinar, restaurar, reformar, corrigir tudo o que se referisse à Igreja, incluindo as nomeações episcopais.
    Mas o aprofundamento do fosso que separou a Igreja da Inglaterra do catolicismo se deu no reinado de seu filho Eduardo VI, quando as obras de Cranmer foram retiradas do “Index” real, e quando se começou a retirar as imagens das igrejas, ao caiamento das paredes e outras medidas que culminaram primeiramente no abertamente calvinista Prayer Book de 1549, onde se declarou guerra aberta aos altares, que doravante seriam substituidos por mesas, onde se aboliu tudo o que lembrava a presença de Cristo na Eucaristia e em 1550, a abolição das ordens menores e do subdiaconato (qualquer semelhança com o Vaticano II…). Nesse tempo, o padre deixara de ser ministro de sacrifício e passara a ser pastor, que usava uma sobrepeliz branca para simbolizar sua presidência na ceia.

    Nesse tempo, os bispos conservadores dos tempos de Henrique VIII puseram as mãos à cabeça, e os mais atrevidos foram presos. Recusaram o martírio nos tempos de Henrique VIII e agora eram obrigados a aceitar a Heresia com Eduardo VI.
    Para sorte destes, Eduardo VI faleceu muito jovem, e subiu ao trono a católica Maria Tudor, filha mais velha do Barba-azul de coroa, Henrique…

    Quando Maria subiu ao trono, o catolicismo ainda estava muito vivo entre as pessoas, de forma que em 1554, o legado papal Reginald Pole entrou triunfante no país, falando ao parlamento, que pediu perdão de joelhos, enquanto Maria e o rei foram perdoados pelo pecado do país inteiro, jazendo prostrados no chão.
    Em 1555, revogou-se todas as medidas de Henrique VIII e Eduardo VI.

    Assim, a Câmara dos Comuns, para se redimir de sua conivência nos tempos de Henrique VIII, converteu-se na perseguição cega a todos os complacentes com o cisma (o que inclui a matança de muitos bispos) e todos os conversos à heresia calvinista dos tempos de Eduardo VI.
    Então, sob o reinado de Maria, foram queimados muitos hereges, dentre eles a alma do anglicanismo protestantizado, o arcebispo Cranmer, que tentou escapar da fogueira assinando seis abjurações.

    Só que Maria sofreu derrotas políticas no exterior, e o nacionalismo inglês associou as derrotas contra a França, o casamento com Filipe II de Espanha e a falta de um herdeiro católico como sinais de que catolicismo era sinal de derrotismo e traição. Maria morreu em 1558, e então subiu ao trono Elisabeth…

  42. Elisabeth foi a principal causa de ruptura doutrinal, ela é a alma do anglicanismo.

    Elisabeth deparou-se com um episcopado resistente, que não queria tornar a trair a Igreja como nos tempos de Henrique VIII, e para calar os “papistas” e os calvinistas que cresceram demasiado, fez votar o Ato de Uniformidade que trouxe novamente (só que de forma maquiada)o Prayer Book de 1552, para iniciar a partir daí a mudança de religião.
    Diante da insubmissão do clero, Elisabeth depôs todos os bispos de suas sés episcopais, e diante de um país subitamente desprovido de titulares episcopais, Elisabeth concedeu 4 bispados a prelados sem jurisdição, e fez com que estes sagrassem arcebispo o PAI DA HIERARQUIA ANGLICANA, chamado Matthew Parker.

    Parker foi sagrado arcebispo em 1559, segundo o rito HERÉTICO de ordenação de Eduardo VI, e este arcebispo sagrou meses depois os primeiros 13 bispos, todos de acordo com esse rito que nega o sacerdócio e o sacrifício da Missa. Resultado: Parker e seus bispos ordenaram outros “padres” e outros “bispos”, e ergueram uma hierarquia totalmente vã, como ensinou infalivelmente o Santo Padre Leão XIII.

    E se havia alguma dúvida, o próprio episcopado de Parker, 4 anos depois, deu à Igreja Anglicana o seu credo de 39 artigos, onde se ensinavam pérolas como:
    – A Bíblia era a única fonte de fé;
    – A Igreja errou quanto ao Purgatório, indulgências, relíquias, culto aos santos;
    – Jesus só teria instituido os sacramentos do Batismo e da CEIA;
    – Que as Missas eram fábulas e embustes;
    – Que os sacerdotes poderiam casar;
    – Art. 28, “a transubstanciação não pode ser provada pela Bíblia, antes repugna ao seu sentido, destrói a natureza do sacramento e dá lugar a muita supertição”.

    Foi, em resumo, de Matthew Parker, portanto, que derivou todo o clero anglicano. A validade da sua ordenação levanta um problema capital, pois dela dependem todas as ordenações que foram conferidas até aos nossos dias. A controvérsia durou três séculos: a tese católica sempre sustentou que a ordenação feita segundo o rito de Eduardo VI não podia ser legítima “por falta de intenção e por insuficiência das palavras empregadas pelos hereges anglicanos”, segundo os termos de 1704 para responder a um bispo anglicano, John Clement Gordon, que pôs a questão à Cúria Romana. Daí resulta que, desde 1559, nenhuma Ordem sacra foi validamente conferida no seio da Igreja da Inglaterra. Foi o que Leão XIII repetiu na bula Apostolicae Curae de 15 de setembro de 1896: “(…) pronunciamos e declaramos que as ordenações conferidas segundo o rito anglicano foram e são absolutamente vãs e nulas”.

  43. Demorei-me a tratar do anglicanismo, porque infelizmente não há solução. Não há comparação do Anglicanismo com as Igrejas Ortodoxas, por mais que existam tendências anglo-católicas. Claro, no tempo em que Leão XIII definiu a questão de uma vez por todas, havia um surto de conversões de anglo-católicos ao seio da Igreja Romana, e isso longe de estancar a tendência, a fez aumentar muito, sobretudo nas primeiras décadas do século XX… Realmente há razão em se distinguir as diversas matizes de anglicanismo, que vão desde os protestantes radicais aos dissidentes congregacionalistas, metodistas, puritanos, batistas, unitaristas… Dos mais tradicionais aos mais liberais, da low church à high church e aos anglo-católicos…
    Mas são todos nascidos de Parker, todos nascidos da ilegitimidade, infelizmente.

    Aliás, lembremo-nos que a TAC ultimamente tem procurado a Congregação da Doutrina da Fé para unir-se doutrinal e sacramentalmente com a Igreja Católica, o que exige que eles renunciem à heresia e aceitem a doutrina católica romana em sua integridade, ainda que depois se crie para eles um Uso Anglicano ou algo do tipo…

    Quanto ao mais, bem, ninguém espera que amanhã seja publicado um novo Syllabus condenando todos os pontos que a FSSPX implora por revisão… Mas D. Fellay mesmo já disse que, só em condenar o “Espírito do Concílio” em 2005, o papa já esclareceu 80% da questão… Quanto ao mais, não creio que o papa fará as coisas de forma a mostrar a FSSPX como absolutamente correta e modelo a ser seguido. O que a Santa Sé puder fazer para encaixar a FSSPX sem contudo colocá-la num pedestal de glória, ela o fará. Isso já se percebeu desde a revogação das excomunhões, onde a Santa Sé limitou-se a retirar as excomunhões sem adentrar o assunto para as pessoas de D. Lefevbre e D. Mayer!

    Quanto aos demasiado intransigentes da FSSPX, estes estão igualmente desconfortáveis, e alguns entraram em rebelião, sendo por isso expulsos da FSSPX, como foi o caso da Radio Cristiandad e de alguns padres que pediram demissão. Mas foram uma minoria irrelevante. E os sedevacantistas não me causam medo, porque se estão na FSSPX, então entraram no lugar errado… Lá não é lugar de leigos ou padres brincarem de Henrique VIII, e se auto-intitularem “defensores da fé” e “supremos chefes”. Quando for da vontade de Deus, as coisas se arrumarão apesar de todos…

  44. Caro Ir. Emmanuel Maria,
    Salve Maria!

    Santo Irineu, Bispo de Lion, ensinava que “Jamais se vence o erro sacrificando-se qualquer direito da verdade” Na mesma linha, podemos ler o ensinamento dos Papas, São Gregório Magno:

    “É preferível que aconteça um escândalo que esconder a verdade. Escândalo duplo seria tolerar o erro, cobrir um crime com sua desculpa para não dizer sua cumplicidade!””

    São Félix:

    “Não se opor ao erro é aprová-lo e não defender a verdade é suprimi-la; com efeito, não denunciar o erro daqueles que praticam o pecado – quando o podemos fazer – não é pecado menor do que apoiá-los” (Papa Leão XIII, Encíclica Inimica Vis)

    Obrigado pela lembrança e pelo agradecimento, embora talvez tenha me excedido. Se este fosse o caso, creio que seria corrigido pelo Sr.e aceitaria de bom grado esta correção.

    Quero dizer que as questões que envolvem o Concílio, Roma e a Fraternidade, são por demais complexas para serem resolvidas com uma assinatura. Todos aqui sabem que este não é o método tradicional da Igreja.

    A Igreja tal qual o seu noivo, nasceu para dar testemunho da verdade. Isto, a título de exemplo, vemos bem no período da crise ariana. Quando Ário foi refutado, não foi lhe proposto um acordo, mas a verdade sobre a questão que ele mesmo levantará. A resposta que ele desse, deveria ser: Sim Sim Não Não.

    Católicos, como Santo Atanásio ou Santo Hilário de Poitiers, jamais aceitariam acordos com os arianos. Isto seria um atentado contra a vocação episcopal e da Igreja. Quantas vezes, Santo Atanásio foi excomungado, desterrado, humilhado e perseguido? Falava Santo Atanásio de fora da Igreja quando esteve excomungado?

    A história registra que estes dois grandes Santos pela perseverança na fé, foram dois dos poucos responsáveis pela retomada da ortodoxia na Igreja que naquele período chegou a possuir uma maioria ariana.

    No post em questão, temos uma entrevista de um Cardeal que nega a ressurreição de Cristo. E tem a mesma mentalidade do diálogo com os luteranos, ou seja, trata-se com os inimigos seculares da fé católica, questões dogmáticas, como se fossem pastorais e com a Fraternidade que é Católica, trata-se questões pastorais como se fossem dogmáticas. Deixo o último parágrafo do anexo a declaração conjunta para sua reflexão:

    “A Resposta da Igreja católica não visa questionar a autoridade de Sínodos luteranos ou da Federação Luterana Mundial. A Igreja católica e a Federação Luterana Mundial iniciaram o diálogo e o levaram avante como parceiros com direitos iguais (“par cum pari”). Apesar de concepções diferentes de autoridade na Igreja, cada parceiro respeita os procedimentos normativos do outro parceiro em busca de decisões doutrinárias.” Anexo a declaração conjunta sobre a doutrina da justificação pela fé

    A questão do Motu Próprio é no mínimo curiosa. Dom Felay o pediu não para a Fraternidade, mas para a Igreja, pois a Fraternidade, sempre defendeu a validade da “Bula Quo Primum Tempore”. Portanto, antes do Motu Próprio, de Bento XVI, ainda existem São Pio V, o Concílio de Trento e a Bula publicada por sua ordem. O mesmo se observa na Cruzada do Rosário pela Consagração da Rússia. E ainda a quem diga que a Fraternidade esta errada…

    Voltemos então a questão das excomunhões. O Sr. já leu a tese Muray, que foi aprovada pela Pontifícia Universidade Gregoriana? Cito um trecho:

    “A sagração de um bispo ― aí lemos ― sem mandato, não pode ser compreendida como um ato intrinsecamente mau, nem mesmo como um ato que implique um prejuízo para as almas, a menos que aí haja circunstâncias particulares que façam aparecer, de modo mais explícito, a natureza do ato. Em nosso caso, ter violado diretamente a vontade expressa do Santo Padre, que não queria a realização das sagrações de Ecône, o que confere a este ato um caráter objetivo particular, abstenção feita aqui dos motivos alegados pelo arcebispo Lefebvre. Esses motivos condicionariam também a natureza do ato em questão, como veremos. O caráter objetivo deste ato é o de uma desobediência de natureza cismática, conforme o julgamento da Autoridade suprema da Igreja. Um ato verdadeiramente cismático tem sempre o caráter de um ato nocivo às almas. Portanto, o arcebispo Lefebvre não se pode limitar a afirmar, “prima facie”, que o n° 4 do cânon 1323 [que isenta de pena em caso de necessidade] o libera de toda sanção. É preciso, inicialmente, responder a esta pergunta: Ele pode legitimamente afirmar que existia efetivamente um estado de necessidade?” Tese aprovada pela universidade do Papa afirma a inexistência de cisma e a invalidade da excomunhão para Dom Lefebvre e os demais Bispos

    Como sabemos, Dom Lefebvre, poderia afirmar legitimamente que existia efetivamente um estado de necessidade. Mas reparem a contradição, enquanto a Pontifícia Universidade Gregoriana, afirma a inexistência de cisma e a invalidade da excomunhão, o recém publicado Motu Próprio Ecclesia Unitatem, afirma que os Bispos da Fraternidade, foram sagrados ilicitamente.Isto é um mal necessário, como muitas das coisas que vemos nesta relação. O estado de necessidade existe, se não existisse, e Roma não o reconhecesse informalmente, as recentes sagrações da FSSPX, seriam condenadas. Não creio que seja vontade do Papa dar aos Bispos da Igreja Católica Estatal Chinesa regularidade canônica e aos da Fraternidade não, isto se dá de fato, pelo estado de necessidade.

    Deixo, com todo respeito, este texto para uma melhor consideração, a respeito daquilo que simbolizaria um acordo para a Fraternidade. Os problemas envolvidos são complicados e gravíssimos. Toda esta problemática (e até mesmo a postura da Carta Caritas in Veritate), são explicadas, por Romano Amério, no texto;

    La dislocacion de la funcion magisterial después Del Concílio Vaticano II, que pode ser lido em espanhol no meu blog:

    http://lamentabili.blogspot.com/2009/04/la-dislocacion-de-la-funcion.html

    A solução para o problema; Concílio Vaticano II, é dar-lhe uma interpretação dogmática.Disso surge outro problema; Como dar uma interpretação dogmática, para um Concílio Pastoral que contém erros?

    A pastoralidade de alguma forma, sugeriu em sua recepção, que ele poderia ser interpretado por tudo e por todos. Onde se deu a introdução do princípio de livre-exame na Igreja, aplicado ao Concílio. Assim, como o sol caiu em direção a terra em Fátima, a interpretação do Concílio caiu do magistério em direção ao “povo” representado por “teólogos”, como Leonardo Boff, “Frei” Betto, Hans Kung, etc.

    Como disse, a ausência de julgamento do estado de necessidade, alegado pela Fraternidade, é um mal necessário. Temos que lembrar que dentro desta relação, determinadas coisas, ficam apenas entre Dom Fellay e o Papa (e isto é bastante óbvio).A maioria dos males que vemos na relação entre o Papa e a Fraternidade, são males necessários. Não há vitória sem cruz, e isto serve tanto para a FSSPX, como para o Papa, que trabalham na interpretação do Concílio. Basta-se lembrar, o que foi noticiado pelo Fratres in unum:

    “O Concílio Vaticano Segundo provocou um terremoto na Igreja”, disse meu amigo. “O clero, os leigos, o próprio Vaticano — tudo foi abalado. E agora, 45 anos depois, há apenas um grupo que quer um debate completo sobre o significado dos documentos conciliares: a Sociedade de São Pio X. E o própósito de mover a Ecclesia Dei debaixo da CDF é preparar o caminho para um debate completo sobre os documentos conciliares”.

    “E então, qual o problema disso?”, perguntei.
    “Veja”, disse meu amigo. “O documento regulamentando o papel da Ecclesia Dei está todo escrito. Tem três partes: 1) alguns pontos técnicos sobre como funcionará; 2) algumas medidas quanto a seu relacionamento com a CDF, dentro da CDF; e 3) um esboço de um programada para discutir o Vaticano II e como o Concílio deve ser interpretado em harmonia com a perene tradição da Igreja”.Não saiu. Por quê? Junho 29, 2009 em 9:34 am

    O que disse sobre não haver vitória sem cruz, serve principalmente para nós. Não caíamos na tentação de falarmos por Roma, como muitos caíram quando foram realizadas as sagrações da Fraternidade.

    Definitivamente, ninguém pode afirmar que a Fraternidade serviria melhor o Papa, “dentro” da Igreja, ela esta mais próxima do Papa, que a Conferência Episcopal da Alemanha e presta um serviço muito melhor que esta, ou qualquer outra Conferência Episcopal.

    Por fim, o problema não se trata apenas de unidade e obediência, mas da regra capital da Igreja:

    “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”

    Tanto a unidade quanto a obediência, são bens que dependem inteiramente da verdade. É o que nos traz a luz, o exemplo de Santo Atanásio. Neste sentido, pode se ler a excelente homilia de Santo Atanásio, publicada pela Teresa:

    A verdade contra o número

    http://emdefesadelefebvre.blogspot.com/2009/05/santo-atanasio-um-grande-exemplo-para.html

    Abraço

    Gederson

  45. Meu caro amigo Bruno:

    Obrigado mais uma vez por sua longa resposta.
    Tenho certeza de que a sua preleção a cerca dos anglicanos é aquilo que se encontra na internet ou nos livros de história geral. Também é por demais conhecida as palavras de Leão XIII sobre o tema, muito embora – hoje – fora de contexto…

    O fato é – e contra fatos não há argumentos – que a Igreja infalível (Católica Romana) tem, desde os anos 80, desde o “aggiornamento” aberto seus braços também aos anglicanos – como disse acima.

    Existe uma amizade crescente e constante, desde João Paulo II, passando agora por Bento XVI , entre católicos e anglicanos, e reafirmo que, se o Papa João Paulo II abriu a Porta Santa com Dr. Rowam Williams e o Patriarca Ortodoxo é porque reconheceu neles não dois HEREGES, mas dois pilares respeitadissimos do cristianismo histórico.

    Suas citações são verdadeiras, do ponto de vista acadêmico, mas não revelam os bastidores dessa amizade entre anglicanos e católicos, e o senhor esqueceu de citar o Cardeal Newmann, um expoente do pensamento inglês, inclusive muito citado por Ratzinger, quando ainda Cardeal.

    Pelo que tenho certeza absoluta, essa estrada dos anglicanos rumo a Roma terá um final feliz e servirá de exemplo para que outros venham à Sé de Roma, junto a Pedro!

    Como eu mesmo citei anteriormente, Bento XVI está recompondo o tecido da Igreja, já tão fragilizado.
    Estamos, meu dileto amigo e Irmão, na mesma senda, na mesma Igreja.
    Abraços fraternos,
    Emmanuel, OSB

  46. Errata:

    Errei ao mencionar o nome do Dr. Rowan Williams, Arcebispo de Cantuária na abertura da Porta Santa de 1999 em Roma, na verdade quem abriu com o Papa João Paulo II foi o Senhor Dr. George Carey, o Arcebispo de Cantuária na ocasião. Obrigado.

  47. Caro Irmão Emanuel,

    Apenas gostaria de comentar que a grande onda de conversões do anglicanismo para o catolicismo ultimamente são movidas mais pela DISCIPLINA do que DOUTRINA. Basta acompanhar os noticiários para ver que muitos dos anglicanos que estão pedindo admissão para a Igreja Católica o fazem por estarem escandalizados com a entrada da agenda homossexual, ordenação de mulheres e etc. Esse próprio Dr. Rowam Williams já deu o que falar e muito. Evidentemente o Espírito Santo age nos acontecimentos e com o tempo as questões doutrinais do catolicismo também podem ser acolhidas a despeito das motivações primeiras. E nós queremos acolher a todos de braços abertos na verdadeira Ireja de Cristo.

    Quanto ao fato de ninguem comentar sobre essas conversões deve-se mais ao fato da agenda ecumênica do “politicamente correto” fomentada pelo cardeal Kasper – “conversão pode, mas não vamos anunciar muito para não estragar a agenda ecumênica”.

    Por outro lado, mencionar fatores de amizade entre o falecido Papa João Papa II com pessoas de várias religiões não vem muito ao caso. Em Assis ele deu a mão a meio mundo, desde hindus, budistas e sacerdotisas, o que não significa que essas denominiações estejam em pé de igualdade com católicos sem um estatus canônico definido. Não há comparação.

    Concordo com o que o senhor disse sobre o vídeo de Ana Maria. De fato a filmagem dá a entender que a comungante estava filmando. Ela mesma não aparece no vídeo, o que causa a impressão de uma “evidência plantada”. Posso estar equivocada a esse respeito, mas foi a impressão que tive, evidentemente não excluindo a percepção do modernismo flagrante que envolve as celebrações de Aparecida. Quem sabe a ministra da Comunhão, com justa razão, não achou estranho uma pessoa prestes a comungar com uma filmadora na mão? É o que parece.

    E quanto ao Bruno Santana, gostei muito do apanhado histórico – muito interessante!

  48. Olá mais uma vez, irmão Emmanuel.

    Tudo o que falei acerca do anglicanismo foi baseado num autor filo-modernista, Daniel-Rops.
    E o que citei foi baseado num volume de história da Igreja que abarca outros 9, e inclusive o último é apenas para falar de todas as Igrejas não-católicas. Não foi bem um livro de história geral, apesar de não tratar apenas do anglicanismo…

    A forma de tratamento também não significa necessariamente mudança de situação. São Pedro Canísio, em pleno furor da reforma protestante, chamava os heterodoxos de irmãos separados, enquanto outros os chamavam de hereges.
    Mas a forma com que são apodados não muda o que eles são… São protestantes. Se os membros da igreja preferem usar a doçura ou a dureza, não os faz mais legítimos nem mais aceitaveis doutrinariamente.

    São Pio X, após excomungar o herege Loisy por modernismo, disse ao bispo da cidade onde Loisy vivia: “Se ele der um passo em direção a vós, dê dois passos em direção a ele”, porque Nosso Senhor não quer a morte do pecador, mas que ele se converta e viva.

    A questão do anglicanismo doutrinariamente falando foi encerrada de uma vez por todas, e nem João Paulo II se atreveu a corrigir a sentença de Leão XIII, porque seria mais fácil tratar com os anglicanos se estes ainda mantivessem sucessão apostólica. Esta sucessão constituiria mais uma ponte de ligação com a Santa Sé e com os orientais.
    Mas infelizmente Elisabeth destruiu a sucessão, quando fez Parker o arcebispo de Westminster segundo o rito nulo de Eduardo VI, e quando Parker adotou o credo anglicano dos 39 artigos, isso só demonstrou de forma incontestável o que já era evidente…

    Sabe, irmão Emmanuel, até mesmo os luteranos do leste europeu reivindicam sucessão apostólica. O senhor se lembra de um post que saiu neste blog, em que se dizia que na Letônia os pastores usavam altares, davam as hostias na boca e eram supervisionados por um bispo luterano?

    Se o protestantismo admitisse o sacerdócio e a Missa assim como crê a Igreja Católica e os cismáticos do Oriente, certamente seriam verdadeiros bispos, embora ilícitos. Mas uma vez renegando o sacerdócio e o sacrifício, eles passaram a ser… pastores.

    E este risco também é nosso. Depois do concílio Vaticano II a perda de fé na Doutrina Católica fez com que muitos padres, bispos e cardeais duvidassem ou negassem abertamente que sejam sacerdotes e que a Missa é um sacrifício!
    (a substituição dos altares por mesas, os padres que se entendem presidentes de assembléia ao invés de sacerdotes ungidos, e os que ensinam que a missa é uma ceia, e não a tratam como Sacrifício estão deslizando rapidamente para o protestantismo puro e simples… E muito mais grosseiro do que o dos anglicanos, já que vi fotos de anglo-católicos com muito mais dignidade do que a imensa maioria das missas brasileiras do Novo Ordo).

    Se João Paulo II abriu o jubileu ao lado do patriarca de Constantinopla e do Arcebispo de Westminster, isso demonstra que o papa desejava um relacionamento de proximidade, mas não corrobora de forma alguma o estado dos demais. Tanto que o mesmo João Paulo II, poucos anos depois assinou a Dominus Iesus, que dizia que, com exceção da Igreja Católica e das Igrejas Orientais que guardaram a sucessão apostólica, as demais – protestantes e anglicanas – não poderiam ser chamadas propriamente de Igrejas, mas sim de “comunidades eclesiais”.

    E claro, o senhor sabe que o ecumenismo PROPOSTO pelo concílio não é aceito por mim nem pela FSSPX… O único ecumenismo que aceitamos é o ecumenismo IMPOSTO por Pio XI, porque se negamos a ordem expressa deste papa, caimos em heresia…

  49. Em tempo: Newman e o movimento de Oxford constituiam uma tendência ritualista e tradicionalista no seio do anglicanismo. Daí ele deslizou para o anglo-catolicismo, e depois CONVERTEU-SE para a Igreja Católica, abjurando solenemente os erros protestantes (naquele tempo, os convertidos precisavam fazer uma abjuração pública!). Naquela época, a finalidade de contatos com grupos não-católicos era simplesmente o de conseguir fazer a todos católicos…

  50. Bruno Santana,
    Derivando um pouco do topico…
    Sobre as obras de Daniel-Rops(historia da Igreja 9 vols.).
    Li os primeiros seis, acho que e la pelo sete ou oito que fala da revolucao francesa.Voce leu?E bom?
    Gostei do primeiro, quase que todo dedicado aos martires e a Sao Paulo.
    Sempre quis saber o julgamento desse autor sobre a revolucao.

  51. Meus caros Bruno e Maria:

    Permitam-me responder em conjunto.
    A senhora tem certa razão, Maria, quando diz que as conversões anglicanas se dão mais por disciplina que doutrina. Mas quando refiro-me a doutrina é que se a senhora perceber, a grande massa de anglicanos que retorna são da ala “anglo catolica” da Alta Igreja. Então podemos afirmar que há um movimento (desde o Movimento de Oxford) de “catolicidade” então isso perpassa pela doutrina e nos outros casos pela disciplina.
    Evidentemente não se quer, desde os Velhos Católicos e por influência destes, a ordenação de mulheres e a agenda homossexual como bem citou a senhora.
    Além destes motivos as conversões se dão também porque existe uma forte protestantização no meio anglicano, movido pelos “EX” que agora entram em cheio no anglicanismo de ala calvinista. (Ex-batistas, ex-assembleianos, etc… mesmo aqui no Brasil isto se vê, lamentavelmente…)

    Pessoalmente sempre fui de opinião, mesmo dentro do anglicanismo de que não se pode apagar nosso passado católico, como se a anglicana já tivesse nascido protestante!!! Sou absolutamente contra o que se vê atualmente nas rodas anglicanas – mas fico feliz quando vejo que nem tudo está perdido por lá.

    Existem dois males: os liberais com a angenda homossexual e os conservadores com práticas calvinistas. Se pudéssemos viver sem estes dois males seria o ideal. Mas isso é uma ação que depende da vontade dos homens e da graça de Deus, a graça não falta, mas os homens não são dóceis.

    Fico feliz pelo sempre presente encontro dos líderes anglicanos e católicos e mais ainda pela volta dos 400 mil anglicanos! (Da TAC).

    Mas não penso como diz a senhora que seja por idéia de Kasper. Roma está preparando uma grande campanha de “marketing e massa” (se não me engano) para receber os anglicanos da TAC.

    Com isso não estamos tratando de ECUMENISMO, mas muito pelo contrario de uma verdadeira campanha de EVANGELIZAÇÃO – que está (e estará) sacudindo as estruturas anglicanas. Prova disso (e não é coincidência) que:

    1) Veio à luz muito recentemente a carta de Henrique VIII restaurada e posta a venda em fac-símile.
    2) A Beatificação de Newmann se aproxima.
    3) O Papa deve ir brevemente à Inglaterra e provavelmente se fará lá a Beatificação de Newmann
    4) e creio que neste mesmo interim se darão oficialmente a entrada dos 400 MIL ANGLICANOS.

    Ora…realmente casos isolados como os nossos aqui, ou outros anglicanos desde a década de 80 não são expressivos, por isso não teve marketing ou abalo na imprensa.

    Ao dileto Bruno desejo dizer, que Newmann não deslizou para o anglo catolicismo, pois o anglo catolicismo sempre existiu… E conforme o senhor mesmo disse, citando suas fontes, em cada edição do LOC (Book of Commom Prayer), via-se ora uma edição mais protestante, ora outra mais “catolicizada”…

    Evidente que Newmann foi o maior expoente deste movimento e sua conversão fez escola e está fazendo até hoje!!!

    (Continua)

  52. Quanto ao Papa João Paulo II – não é o assunto aqui tratar do “Encontro de Assis” (Não podemos fugir do foco – como nos pede o moderador)…
    Tanto João Paulo II, como Bento XVI sempre tiveram muita proximidade com os anglicanos… Muito recentemente Dr. Rowan Williams esteve com o Papa Bento XVI, como esteve em Lourdes e esteve no Mosteiro de Bose.
    NÃO QUERO AQUI FALAR DO ECUMENISMO, NÃO É ESSE O TEMA QUE TRATAMOS, ESTOU APENAS CITANDO QUE AS RELAÇÕES DA SANTA SÉ COM OS ANGLICANOS É REAL, COMO SERIAM ELES HEREGES???

    Quanto à Leão XIII, meu caro Bruno, o Papa João Paulo II não “derrubou” a Apostolicae Curae de Leão XIII por uma questão digamos de “ética” – visto que um Papa nunca derruba o que seu antecessor tenha dito, tanto assim que nenhum dos papas seguintes derrubou a
    Quo primum tempore, não é verdade???

    As relações portanto entre as duas Igrejas são boas, embora haja muito o que discutir e comentar…

    Uma vez um tradicionalista disse: “Roma abraça os anglicanos e renega a Fraternidade”… felizmente esse tempo já se foi e agora todos são acolhidos na Igreja de Cristo.

    Me perdõem, não desejo ofender ninguém quando digo isso, mas PORQUE A FRATERNIDADE QUER SER ACEITA COMO UM MOVIMENTO NA IGREJA E OUTROS GRUPOS ECLESIAIS NAO PODEM?
    Eu detesto a RCC mas tenho que reconhecer que há na Igreja quem goste dela…
    Percebam, meus caros, que o Santo Padre está COSTURANDO o tecido rasgado da Igreja. Nenhum grupo estará jamais acima de outro na Igreja, porque ela é só Uma, e o Papa é a cabeça.

    Posso “chutar”, dar um palpite, de que, daqui a alguns anos, tudo ficará em seus lugares. a SSPX será uma grande Prelazia, assim como haverá uma prelazia de Rito Anglicano. Penso que é esta a idéia do Santo Padre…mas só Sua Santidade e o Espírito Santo terão a resposta e a palavra final.
    Meus respeitos a todos.

  53. Caro Ir. Emmanuel Maria,
    Salve Maria!

    O Sr. perguntou:
    PORQUE A FRATERNIDADE QUER SER ACEITA COMO UM MOVIMENTO NA IGREJA E OUTROS GRUPOS ECLESIAIS NAO PODEM?

    A resposta para esta questão, esta na regra que citei anteriormente. Se a RCC pode estar dentro da Igreja, porque os protestantes, não podem?

    Repare o Sr., em nosso país, existem praticamente três grupos:

    1)Renovação Carismática Católica;
    2)Teologia da Libertação;
    3)Tradicionalismo.

    Destes três grupos, existe da parte dos dois primeiros, apenas uma união afetiva, não existe uma união racional. Há RCC tem uma racionalidade protestante e a Teologia da Libertação, uma racionalidade marxista. O que ambos possuem, é apenas o sentimento religioso modernista. Nada além disso! O mesmo não acontece, com a Fraternidade, onde há tanto uma racionalidade, como uma afetividade católica.

    Se pensarmos bem, as condenações dos Papas preservam o que há de eterno na doutrina da Igreja, para que não venha se misturar com doutrinas temporais. Tal mistura, é um dos grandes males do Concílio Vaticano II.

    A Parábola do semeador, aponta para a Gaudium et Spes e outros documentos conciliares, como uma tentativa de semear a doutrina de Cristo, entre espinhos, sem considerar o que ele disse:

    “O terreno que recebeu a semente entre os espinhos representa aquele que ouviu bem a palavra, mas nele os cuidados do mundo e a sedução das riquezas a sufocam e a tornam infrutuosa”. Mt 13,22

    Fique com Deus.

    Abraço

    Gederson

  54. Irmão Emmanuel, o caso da FSSPX e o caso do anglicanismo são de naturezas totalmente diversas, ainda que acabem num futuro talvez próximo em duas prelazias.

    Mas por mais acolhedores e simpáticos que sejam os papas atuais, eles não podem dar o mesmo tratamento que dão aos anglicanos e aos cismáticos orientais, por exemplo. Se uma Igreja Oriental entrar na unidade católica, ela não precisará sagrar eparcas, basta que estes se ponham à disposição da Santa Sé, e os que ontem guiavam um povo cismático, hoje podem ser eparcas, arcebispos maiores, ou mesmo patriarcas uniatas.
    O mesmo não pode se aplicar ao anglicanismo. Embora seja evidente que muitas correntes anglicanas sejam mais “romanas” e mais suscetíveis a uma união de fato com Roma, seus pastores e bispos não podem ser incardinados imediatamente, caso um grupo retorne à Igreja. Terão que ser ordenados como padres e sagrados bispos…

    A TAC, que manifesta intenção de passar para o catolicismo, foi sábia em passar direto à congregação da Doutrina da Fé, porque se dependesse do cardeal Kasper, jamais haveria unidade doutrinária, mas apenas políticas de boa vizinhança.

    Nos tempos anteriores ao Concílio, as conversões ao catolicismo implicavam em adesão plena à doutrina, implicavam em um resultado natural do progresso intelectual iluminado pela graça. Hoje em dia eu tenho algum receio da conversão de muitos anglicanos, porque estes 40 anos de novidades passaram a impressão de que a religião católica é um caminho de portas largas, e por outro lado, os escândalos dos grupos anglicanos contribuiram para dispersar muita gente, que veio bater às portas da Igreja.

    Parece bom.

    Mas uma conversão não pode se dar alimentada simplesmente por desgostos. A decepção pelo anglicanismo não pode alimentar uma espiritualidade na Igreja Católica.

    O catolicismo não admite relativismos. A doutrina católica não admite interpretações dúbias. Veja o senhor o caso de como estamos vivendo numa crise de princípios: recentemente um mosteiro no Rio Grande do Sul, cansado de lutar contra seu bispo, optou pela apostasia e migrou para o anglicanismo da TAC.

    Isso só depõe contra o próprio mosteiro, porque eles fizeram isso baseados nas PROPOSTAS do Vaticano II. Eles entendem a Igreja como “povo de Deus”… Então…

    Em segundo lugar, procuraram a TAC. Mas sabemos que eles viraram anglicanos e entraram num grupo que provavelmente vai retornar à religião católica. O que eles pretendem? Esperar acontecer para romper com a TAC… Ou se valer da provavel prelazia para escapar da jurisdição do bispo que haviam rompido? De toda forma isso é grotesco. Porque se eles estão no anglicanismo por gosto, é porque desprezam a Fé Católica, e se usaram deste artifício para se livrarem do bispo, é porque são oportunistas….

    Olha, irmão Emmanuel, esta conversa poderá render muita coisa, ainda. Melhor que todos se convertam ao catolicismo de uma vez e abandonem todo e qualquer relativismo. E mais não digo…

  55. Meu caro Gederson,

    Com todo meu respeito a sua colocação, mas não me considero dentro de um dos três grupos elencados pelo senhor e mesmo assim sou Igreja.
    Respeito sua posição, mas o que quero dizer é que evidentemente além da Fraternidade outras correntes co-existirão na Igreja e que estou sempre, embora conservador nos princípios querendo o melhor e o bem comum, onde a Igreja não se deixe vencer por modismos, mas que se mantenha sempre atualizada em sua mensagem e missão.
    Para não prolongar mais aqui no tópico, e para dar espaço para outras postagens e tema, o senhor pode se preferir, mandar-me um email pessoal e continuaremos a compartilhar nossas idéias.
    Também a outros que desejarem meu email pessoal é
    sanbento@uol.com.br
    obrigado.
    Abraço.

  56. “Hoje em dia eu tenho algum receio da conversão de muitos anglicanos, porque estes 40 anos de novidades passaram a impressão de que a religião católica é um caminho de portas largas, e por outro lado, os escândalos dos grupos anglicanos contribuiram para dispersar muita gente, que veio bater às portas da Igreja.

    Parece bom.

    Mas uma conversão não pode se dar alimentada simplesmente por desgostos. A decepção pelo anglicanismo não pode alimentar uma espiritualidade na Igreja Católica.”

    Faço minha as palavras do Bruno Santana. De fato, se
    as conversões forem motivadas APENAS pelos escândalos no anglicanismo esse pessoal pode não aguentar o rojão quando se deparar com escândalos entre os membros da Igreja Católica. A Fé Católica deve ser sempre a âncora de qualquer conversão, ainda que uma motivação secundária seja o pontapé indicial, pois como disse um padre do RJ certa vez em uma homilia, “a maior prova de que a Igreja Católica é divina consiste no fato de que os padres não conseguiram acabar com ela em 2000 anos, por mais que tentassem.”

    Bruno, suas considerações sobre o caso dos monges gaúchos também são muito pertinentes. Se assim for eles não passam de oportunistas, rumando ao sabor dos ventos, sem um rumo certo. Deus queira que eles sejam corajosos para lutar com bravura na barca de Pedro.

  57. Roberto, o Livro 7 fala principalmente do período do Ancien Régime, o 8 fala da Revolução Francesa propriamente dita, e encerra com o pontificado de Pio IX.

    O livro 9 fala de Leão XIII a Pio XI. No livro 9 se fala também do florescimento do catolicismo em todo mundo, inclusive o movimento de Oxford!
    O livro 10, para meu desgosto, não fala de Pio XII nem do Concílio. Vai se dedicar apenas a falar em todas as igrejas não-católicas.

    Daniel-Rops, à medida que os tempos vão se aproximando da atualidade, aos poucos vai mostrando mais o seu partidarismo. No livro oito, Joseph de Maistre, Lammenais e outras figuras são tratadas com uma certa indulgência. No livro 9, pior. O modernismo é tratado como um desvio, mas não recebe o destaque que merece…
    Maurice Blondel é defendido por Daniel-Rops como “falsamente acusado de modernismo”.
    E os católicos “integristas” são criticados por “em tudo farejarem heresias”. Existe um capítulo só para falar dos “exageros dos integristas”.

    Mas ainda assim, tendo cuidado para não fazer nossas as posturas do autor, esses livros são muito interessantes pela quantidade de informações. E os três últimos volumes não tem menos de 800 páginas, cada um.

    O 10, acabei não comprando, decepcionado por não vê-lo abordar Pio XII e o Concílio, e o pós Concílio.

  58. Bruno,
    Obrigado.
    Nao sei, mas acho que ele morreu por volta de 65, nao sei se antes ou depois do encerramento(?).
    De qualquer forma, voce tem razao, e uma pena nao ter falado de PioXII, movimento liturgico, etc.
    Sao bons mas soube que tem melhores colecoes sobre historia da Igreja.
    Um grande abraco,
    Roberto.

  59. INFORMAÇÃO IMPORTANTE:

    Caríssimos Bruno e Maria:

    Lamento informar que suas fontes estão erradas ou lhe passaram uma informação enganosa. O caso do Mosteiro do Sul que passou de católico a anglicano é completamente outro – falo por que conheço o caso e alguns envolvidos….

    Eles sairam da Igreja Católica por brigas com o Bispo local – e segundo sei – causadas pelo mosteiro.

    Em seguida eles procuraram um “Anglicanismo Continuante” que seria uma espécie de anglicanismo da igreja brasileira, pois aqueles anglicanos não são ligados de forma alguma a Cantuária e surge a pergunta: são anglicanos entao???

    Outro fator importante é que o Prior do dito mosteiro vai ser sagrado Bispo/Abade é evidente que houve troca de favores no caso…

    ELES NÃO TEM NENHUMA RELAÇÃO COM A TAC E JAMAIS TERÃO.

    É preciso que se diga que existem muitos oportunistas nas Igrejas fazendo valer seus gostos pessoais em detrimento da santificação de si ou dos outros!!!
    Não cito nomes para não faltar à caridade…

    Realmente amigos, deixar a Anglicana por desgostos não é exatamente o que se chama de CONVERSÃO.

    Mas acredito que o processo de conversão passa sim, pelos valores morais, éticos, religiosos, e porque não pessoais?

    Foi a busca pessoal de Newmann que o levou a conversão, depois re-ordenado ao sacerdócio católico e depois feito cardeal.

    Bem, como diz meu Irmão Bruno há muito o que falar sobre o tema e como fiz antes, deixo aqui meu email, caso desejem continuar a conversa de modo privado.

    sanbento@uol.com.br

    Abraços.

    PS: QUERO SALIENTAR QUE A TAC NUNCA TEVE REPRESENTAÇÃO NO BRASIL OU NA AMERICA DO SUL – É UM GRUPO GENUINAMENTE AUSTRALIANO, com algumas ramificações nos Estados Unidos, talvez.

    Aliás, é comum para os americanos anglicanos o uso do “Rito Anglicano” autorizado pelo Papa João Paulo II – mas nao sei informar se a TAC fará uso deste.

    Outro ponto interessante de se notar é que o RITO SARUN – muito celebrado entre os anglo católicos guarda muita semelhança com a Missa de Pio V.

    Abraços.

  60. Prezados,

    Pude observar nos comentários acima que quiseram com muito esforço colocar a FSSPX como uma instituíção católica que apenas precisaria de uma regularização canônica para seguir seus passos incorporada ao Corpo Místico, já que nos tempos atuais ela se encontra fora.

    A realidade dessa instituíção vai muito além do que uma espera da regularização da Sé Romana, via internet se preocupam demais em envernizar o lado de fora dela para parecer bonita e lustrosa sendo que por dentro, existe um câncer que está apodrecendo a Fraternidade e a tornando distante cada vez mais da aproximidade com a Igreja e com o Sumo Pontifície cuja autoridade tem de ligar e desligar na terra o no céu tudo o que lhe diante do seu magno reino acatar como bom ou mau para a Santa Igreja, e até a presente data, a FSSPX não tem ligação ao Corpo Místico Imaculado pois a Árvore da Vida por sua essência não pode admitir imperfeições ao seu Seio.

    Tenho uma grande admiração aos irmãos que tiveram seus berços católicos, nada há de melhor em recompensa ao Autor da Vida pela dávida dos filhos ( quem é pai ou mãe talvez possa me compreender ) em fazê-los crescer e se alimentar da Única Fé deixada por Nosso Senhor que é a Fé Católica, Una Santa e Apostólica. Infelizmente não tive a graça de beber do Alimento porque o lar onde eu nasci foi presbiteriano, e com ele fui firmando minha personalidade, conceitos e convicções sobre o que seria a Fé, de fato, Deus se limitava muito na proposta calvinista, os caros irmãos exímios estudiosos devem saber do que quero dizer, é impressionante como uma corrente ideológica consegue descaracterizar até as sagradas palavras de Nosso Senhor e do seu Evangelho para confirmar suas doutrinas, isso no mínimo, seria uma atitude egoísta de seus fundadores e líderes, pois o que críamos não era o Evangelho puro e sadio conforme proclamado pela Santa Igreja Católica, mas sim um mix de pensamentos e doutrinas com uma suposta base nas Sagradas Escrituras para a certeza das conclusões errôneas de seus palestrantes em seus súbitos.

    Com o propósito de percorrer o grande trajeto da vida rumo ao Céu, temos nossas obrigações humanas e temporais a cumprir e no dever da santidade, conforme nos ensina o majestoso São Josemaria Escrivá, também tive meus compromissos com as etapas do caminho, e uma delas pra mim foi o Mestrado em Filosofia na saudosa University of Florida, e lá foi um ponto inicial, embora defectiva, para a minha conversão ao Catolicismo e de como aquela decisão iria dar outro rumo em minha história.

    Como todos sabem, temos inimigos declarados da Fé nas Universidades, estas frutos do trabalho da Igreja ao longo dos séculos, que militam à todo custo pela propagação do ateímos e de outras idéias que rompem com a Moral e Espiritualidade Cristã ( leia-se católica. ) e um desses militantes foi uma professora de Metafísica que, no apogeu de suas convicções pessoais e não profissionais, lutou com seus esforços na prova da inexistência de um Ser Supremo e de qualquer vínculo que possa ligá-Lo [religião] com base no racionalismo.

    Sua didática de ensino era fraca, penso que para poder se responsabilizar por um cargo que estará confrontando com vários pensamentos ali reunidos [ Os alunos ] é preciso ter uma boa bagagem intelectual, e após esse período pude constatar que a profissional em questão apenas repetia o que lia sobre o assunto sem nenhum critério de avaliação para poder se certificar que o assunto pelo qual defendia era verdadeiro ou não. Desonestidade intelectual.

    Para compensar algumas faltas por motivo pessoais que prejudicaram o roteiro e a programação das aulas, foi concedido aos alunos uma oportunidade de apresentação de trabalho em grupo valendo nota em substituição de uma prova escrita, e acabei estando em grupo onde havia um integrante que mais tarde seria o meu passo para minha decisão.

    Pois é esse membro desse grupo, um padre da FSSPX, nos convidou para tratar sobre o tema a ser apresentado em sua capela, dado que poderíamos estar em silêncio e em clima de oração e estar mais próximo de Deus, bem, como estar com Deus na minha concepção presbiteriana podia ser em qualquer lugar, concordei e fui naquele lugar estudar e fazer minhas orações no momento oportuno.

    Foi a primeira vez que entrei numa capela lefebvreviana, gostei do ambiente do local e logo me senti à vontade, fiquei observando as imagens e outros ítens que ali estavam que até então na minha concepção eram idólatras, mas por respeito ao meu colega preferi me manter neutro naquela ocasião, mas tarde depois eu iria “evangelizá-lo”.

    Como eu me encantei com a beleza do lugar! Embora nos EUA os templos protestantes tivessem uma estética e um ambiente que faz lembrar o catolicismo, nada seria comparável com o local propício para a realização da Santa Missa, embora mais tarde eu iria conhecer verdadeiros templos católicos muito mais belos e amplos de início eu tinha tomado gosto em estar lá.

    Além da boa impressão que tive do lugar outro ponto que por demais marcou aquele dia foi como o padre tinha conhecimento teológico e doutrinário, naquele pouco tempo em que estávamos reunidos no salão da capela para estudo eu fiquei me perguntando como antes nunca tinha ouvido uma explicação tão reta e sóbria dos meus pastores presbiterianos, esperava apenas citações bíblicas e argumentos ad hominen sobre a posição ateísta militante tanto da mestra como na Universidade em si, mas gostei de quando o padre citou e explicou sobre as cinco vias de Santo Tomás de Aquino, como eram dotados de dicernimento e sabedoria os grandes Santos católicos.

    A princípio, não queria que todo aquele ensinamento se resumisse apenas num grupo de estudo por ocasião de um trabalho universitário, mas meu pobre intelecto pedia mais, então pedi ao meu companheiro de classe que diante da disponibilidade dele pudesse me ensinar mais sobre o conhecimento de Deus e de outros assuntos relacionados a Fé, o sorriso do padre e o aperto de mão foram minha garantia de sua aceitação e boa vontade.

    Passamos a estudar nas segundas feiras no período vespertino, esse dia da semana era o que mais aguardava chegar para adquirir novos conhecimentos, não pela Universidade em si, mas para me dirigir à Capela lefebvreviana St. Thomas More para ouvir e aprender um pouco sobre os mistérios da Fé até então nunca ouvida por nenhum pastor ou exímio protestante.

    Nesse dia haveria Missa celebrada por ele, não hesitei o convite e permaneci na Capela para assistir o culto e ver como era uma celebração ‘católica’ até então nunca vista por mim.

    Outro choque que tive naquele mesmo lugar, foi muito bonito ver como a assembléia permanecia unida, as antífonas e o cantos decorados pelos fiéis e como foi conduzida a Missa, a homilia muito bem aplicada com o Evangelho do dia [ Diga-se de passagem que a homilia foi introduzida na Liturgia após o Concílio ] e a reverência piedosa dos membros daquele lugar em receber a Eucaristia na boca e de joelhos.

    Saí dali maravilhado com tudo o que tinha visto e ouvido, no domingo seguinte durante o culto presbiteriano fiquei observando o templo e senti falta de muito ítem que ajudava na concentração e na oração que tinha na Capela, saí meio insatisfeito do culto e querendo no dia seguinte estar com o meu confrade padre e em seguida na Missa, foi um período de transição agradável, pois encontrava todas as respostas nas explicações do padre baseadas na Fé Católica, além das dúvidas sanadas nos pontos de conflitos entre católicos e protestantes, logo não via mais sentido em continuar presbiteriano e formalizei a minha saída, pedi ao padre os sacramentos iniciais e ele mesmo se encarregou de ser meu catequista e passamos a ter nossos encontros sempre às segundas e depois que ele percebeu que eu estava firme na Fé marcou o dia em que finalmente eu me tornaria um Católico e passaria a viver a minha fé de uma maneira ortodoxa e sempre recebendo os sacramentos no qual sempre sentia forte a presença de Cristo, que por fim eu tinha decidido qual seria minha vocação “na Igreja”: O sacerdócio!

    Uma notícia que não agradou alguns e alegrou outros, mas minha visão naquele momento era somente servir a Deus e fazer com que não apenas os presbiterianos mas todos os protestantes que estivessem ao meu alcance fossem convertidos, sabia que com o método que em mim foi aplicado para o conhecimento da Verdade, seria eficaz para o resgate dos hereges que nada tem de sólido doutrinalmente para permanecer onde estão e como cegos guiam outros cegos no escuro.

    E já estava no seminário, muita foi minha alegria da renúncia de minha vida para viver somente para a Fé que deu outro rumo em minha vida, as graças e mudanças foram tantas que penso não haver espaço aqui para colocá-los, mas ficam registrados perpétuamente em quem pessoalmente passa por essa mudança.

    Só que, algo de estranho começavam a acontecer durante as aulas e períodos de retiro e de oração, foi bem estratégico da parte do parte me catequizar de uma forma neutra para depois eu poder ver realmente o que seria a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, pois tudo o que ele me ensinava sobre a Unidade, a obediência ao Sumo Pontifície, Sucessor Legítimo do Apóstolo Pedro, a infabilidade do Espírito Santo na direção da Igreja, todas essas teorias magnas perdiam o significado na convivência com os religiosos e outros seminaristas que ali estavam para receber seu caráter indelével no Sacramento da Ordem.

    Era frustante ouvir do meu palestrante que o saudoso João Paulo II era um modernista e o pior Papa de toda a História, isso fora outros adjetivos que não convém colocar em uma página pública da internet, toda o ensino era focado na doutrinação anti-Concílio Vaticano II e contra o Rito de Sua Santidade Paulo VI, muito se falava em Roma Apóstata, em Roma Moderna, em Roma tendensiosa ao protestantismo e na Maçonaria, em Roma que seria a capital do desastre mundial, e em contradição sabiam que somente Roma pode regularizar a situação canônica da FSSPX.

    Com a convivência diária, fiz muitos amigos próximos e logo descubro algo que até nos dias de hoje se faz presença no seio da Fraternidade: O macabro sedevacantismo.

    Sim, há muitos padres, seminaristas e leigos sedevacantistas dentro da SSPX, pois o sedevacantismo por si não tem força e estrutura para se manter, logo optam em se manter dentro dela para a manutenção de sua fé, mesmo que ainda mentindo e jurando fidelidade ao Papa (?) ao ingresso nos seminários e por toda a vida religiosa.

    De uma maneira informal, o caráter dos padres lefebvrevianos são de puro sectarismo e de ódio ao Sumo Pontifície, fui forçado a acreditar que o estado de necessidade e de consciência eram maiores do que o Magistério da Igreja, sendo este útil apenas para casos isolados das doutrinas defendidas pela SSPX.

    Como a parede externa dessa instituíção está envernizada e bonita, jamais se imaginaria que dentro de seus seminários haveria a prática do homossexualismo, da adesão aos pensamentos comunistas, da incredulidade de pontos infalíveis da Fé ou qualquer desvio do gênero. Pura ilusão.

    Algo que foi fundamental para minha conversão foi aniquilado nos ensinamentos da Instituíção, a promessa de Cristo sobre a vitória de sua Igreja sobre o Inferno, segundo formalmente é ensinado nos bastidores, é necessário a queda da Igreja para que Cristo constatasse [ Como se Ele não pudesse fazer isso em situações ordinárias ] os que teriam a verdadeira Fé, encontrada somente dentro dos muros da Fraternidade.

    Observem os caros leitores que essa corrente lefebvreviana é uma seita, como toda seita, ela aparenta uma ser um único caminho para se chegar à perfeição da espiritualidade, mas o que ela é realmente por dentro só é acessível para quem teve ou tem contato direto com seus sacerdotes e apologetas, e como toda seita, tem o caráter de combate ao seu grupo de origem se auto-proclamando a verdadeira Unidade composta, nesse caso, o combate da seita lefebvreviana é com a Igreja Católica que eles adjetivam como “Igreja Conciliar” e que eles é possuem o espírito e não a matéria, da legítima Igreja Católica Apostólica Romana.

    O que antes era paz de espírito passou a ser então motivo de pertubação e aflição, toda a beleza que vi do que pensava ser o Catolicismo vi sendo destruído pelo que seria de fato a Instituíção que tanto tinha gosto em fazer parte.

    Pedi licença ao seminário e retornei pra casa, durante um bom tempo não quis saber de religião, sabia que a ausência das Missas dominicais acarretaria em pecado grave, mas conforme ensinado lá, usei o estado de consciência para justificar as faltas para repensar um pouco no queria queria pra mim.

    Morre João Paulo II, motivo de alegria para a Fraternidade que logo em suas previsões viria um Papa que revogasse um Santo Concílio [ algo que nunca aconteceu nem acontecerá na Igreja ] e torna-se concreto as profecias da mesma em relação aos status do Catolicismo do mundo.

    O Espírito, que nunca falhou, elege Bento XVI, de início não tinha a empolgação dos católicos em volta do mundo pois como a Fraternidade sempre ensinou que os últimos Papas que eles “juram” fidelidade são hegeres, logo esse seria mais um. Não havia o que comemorar.

    Mas, algo que não foi por emoção me mobilizou a pensar diferente, a sua primeira homilia papal! Como suas palavras do Doce Cristo na Terra me encheu de esperança na busca da Verdade que tinha encontrado parcialmente na Instituição, e recomeçando novamente, por contra própria passei a acompanhar seus discursos e Missas diárias, e foi aos poucos caindo por terra todos os ensinamentos da ruptura ensinados pela tal Fraternidade, uma vizinha de bairro que logo após seria minha atual esposa me convida para visitar a Paróquia de onde servia no coral gregoriano, a beleza do Sacrifício no Rito Novo era ímpar, mais uma vez na prática, vi e concluí que nada do que era pregado antes, tanto a heresia do calvinismo, como as injúrias da SSPX não eram verdades.

    O Catolicismo cresce de uma forma violenta aqui nas terras norte-americanas, é muito comum ver protestantes pedindo ingressão na Igreja pela sua Ortodoxia, encontrada nas dioceses em comunhão romana, e pela sobriedade e serenidade nas Missas de Paulo VI ou no Rito Antigo celebrado por padres em plena comunhão com a Igreja , obedientes ao Vigário de Cristo como sempre foi, e sempre em unidade com o clero romano, aqui se cumpre exatamente o que propõe o Sacrossanto Concílio, e é este o objetivo de Bento XVI para toda a Santa Igreja.

    Enfim, existe um perigo na adesão dessa FSSPX, tanto pelo lado sedevacantista dentro dela como na invalidade de alguns sacramentos, alegar diante da Justiça Divna ignorância não seria uma boa argumentação, pois de sã vontade fazem o querem e justificam sob a teoria da objeção da consciência.

    Contra factum, non est argumentum, e como ex-membro dessa Instituíção, sei que muito há o que relatar sobre acontecimentos internos e ideológicos, mas saliento que a maior arma para o combate ao inimigo é a oração, e já que existe um resistência dela para acatar o que manda e determina a Igreja, rezemos para seus adeptos encontrarem a Verdade, que não está na Fraternidade, por estar fora do Corpo Místico.

    Rezemos.

  61. Sr. Andrew Pacheco,

    O senhor daria um bom preposto do Cardeal Walter Kasper!

  62. Muito Bom ! Andrew,

    Infelizmente por causas dos abusos ” veneno parece com remédio”. Só espero que ainda existam membros da FSSPX que não tenham sido contaminados com a idéia do sedevacantismo.

  63. Caro Andrew,

    De fato, é muito provável que em algumas capelas da FSSPX haja membros com ideias cheirando a sedevacantismo (entre religiosos e leigos). Isso não é novidade. E, infelizmente, constatamos essa praga em conversas e leituras (da mesma forma que constatamos outras pragas em igrejas de Missa Nova).

    Não freuqento a FSSPX, mas observo que há dois pontos que não parecem bater muito bem nesse relato:

    1) Você é o primeiro ex-FSPXer que sai do convívio da Fraternidade e fala da “beleza ímpar do Sacrifício no Rito Novo”. Nunca vi tal afirmação por parte de um ex-membro da FSSPX. Todos os que conheci e que passaram por lá saem com a ideia muito clara de que a Missa Nova não se compara com a Antiga, não apenas pela questão estética (beleza do rito) mas sobretudo pela questão teológica por detrás da Missa Nova (seus frutos para a vida dos católicos). Os que saem, saem justamente pela questão canônica da FSSPX (ou seja por ela não estar regularizada com Roma uma vez que como católicos devemos desejar ardentemente uma união completa com o vigário de Cristo), mas nem por isso aceitam a Missa Nova de igual maneira, especialmente, depois de terem conhecido a Antiga em sua beleza e precisão teológica.

    2) Também é surpreendente que você diga que aí nos EUA a Missa Nova está sendo celebrada nos conformes, de acordo com as prescrições do Sacrossanto Concilium. Ou será que essa afirmação refere-se apenas à sua paróquia.

    Gostaria de saber qual é a sua diocese aí nos EUA e que igreja você frequenta. De fato há casos e casos. Gostaria de saber se esse comentário refere-se a uma paróquia em particular ou aos EUA em geral.

    Que Deus o abençoe e conserve sempre na Fé Católica.

  64. Caro Andrew,
    Salve Maria!

    No tempo em que foi eleito Pio IX, os alunos de Dom Bosco, gritavam: Viva Pio IX!

    Ao ouvir isto, Dom Bosco disse-lhes para gritarem “Viva o Papa!” e não “Viva Pio IX”. O Papa é Pedro. Deste modo, quando nós católicos professamos fidelidade ao Papa, é primeiramente a São Pedro que a professamos.

    Quanto ao Papa João Paulo II, por exemplo, você pelo que disse e o Lucas (pelo que vem dizendo) participariam numa boa do encontro de Assis, beijariam o corão e receberiam o selo de Shiva na Fronte. Afinal, “tudo” o que o Pontífice ligar na terra, será ligado nos céus, não é mesmo?

    No mais Sr. Andrew, seu texto lembra a reforma. Na experiência pessoal de Lutero com John Tetzel, ele viu toda a Igreja. Tal como você viu em sua suposta experiência em seminário, toda a Fraternidade! Isto não é algo novo…

    Interessante notar que você diz:

    “Pude observar nos comentários acima que quiseram com muito esforço colocar a FSSPX como uma instituíção católica que apenas precisaria de uma regularização canônica para seguir seus passos incorporada ao Corpo Místico, já que nos tempos atuais ela se encontra fora”.

    Existem várias argumentações no sentido que você escreve (até porque você chega tardiamente ao debate). No entanto, você repete novamente o método protestante,ou seja, não refuta nenhuma delas, mas reinicia o debate a partir de seus “novos” argumentos. Demonstrando, por exemplo, que não é a didática da Fraternidade que é fraca, mas você que é bem fraquinho.

    O Cardeal que ocasionou este debate, nega a ressurreição de Cristo, algo inédito em toda a história da Igreja. Possível apenas na era pós-conciliar, uma vez que na era pré-conciliar, o Papado e o Episcopado, testemunham que a porta para a salvação é estreita.

    Quanto tiver mais tempo, posto mais a respeito (estou no trabalho). Fiquem com Deus.

    Abraços

  65. Esse tipo de testemunho como o do Andrew é como o do caso erros médicos quando pretende se concluir que, por causa de um erro médico, toda a medicina é culpada.

    Lembro-me que quando o Papa João Paulo II foi agredido em Fátima por um antigo membro da FSSPX, o então bispo de Campos, Dom Navarro, logo concluiu que todos os tradicionalistas tinham mente desequilibrada e odiavam o Papa a ponto de querer matá-lo. Incluisive ele mesmo afirmou que vinha recebendo ameaças de morte na ocasião por estar querendo fazer a Diocese obedecer o Papa, numa insinuação que Dom Antônio de Castro Mayer transformara a Diocese em desobediente.

  66. Pacheco,
    E peguei ate um cha pra ler o seu “testemunho”.
    O cha esfriou e a conversa gelou!
    Rapaz, voce desandou!
    Voce que converteu protestantes, por que nao tentou converter os homossexuais e sedevacantistas?
    Essas pragas tem em todo lugar, ate no Vaticano e se bobiar, ai na sua “paroquia” tambem.Nao sei qual santo que disse uma vez, que era mais facil converter ou conviver com demonios do que com hereges (protestantes).
    Por que voce nao foi para Fraternidade Sao Pedro?La tambem tem essa gente miseravel.Perfeicao so no ceu.
    Ainda bem que voce nao saiu padre.

  67. Amigos,
    Sou infelizmente obrigado a concordar com o Sr. Andrew de que de fato, EXISTE UM MOVIMENTO SEDEVACANTISTA FORTISSIMO NA FRATERNIDADE… não posso afirmar que seja em toda ela, todavia, existiam dois pesos e duas medidas: Rezávamos pelo Papa aos domingos nas Vésperas, mas ao mesmo tempo apregoava-se de que JOAO PAULO II era herege. Ora,isso não é sede-vacantismo???
    Falo de fonte segura, conheço nomes, pessoas e lugares, com pleno sentimento sede-vacantista, e eles se ocultam – como disse Andrews – por trás dos panos Lefebvrianos.

    Não me recordo de ver a Mons. Lefebvre sendo Sede-Vacantista, mas depois de sua morte, muitas outras correntes entraram na SSPX.

    Contra fatos, não há argumentos!
    Ou a Fraternidade se livra dessa gente imunda em seus quadros – ou deixa cair a máscara e assume suas ideologias ou então, obedeçam ao Santo Padre!

    Onde tem fumaça, tem fogo…acaso Dom Tissier e Dom Williamson, não são da corrente sede-vacantista, que tenta se opor frontamente ao Papa?
    Não afirmo, nem nego, mas onda há fumaça, há fogo.

    Abraços.

  68. Todos aqui no fórum, sabem que respeito a todos, e se é verdade que há sede-vacantistas na SSPX – isso realmente entristece a muitos de nós. Por isso tenho tido o cuidado de não afirmar categóricamente, mas quem conheceu a Fraternidade de perto, ou as instituições que de alguma forma se ligam a ela, sabe que existem estas correntes de pensamento. Citam inclusive a Aparição de Nossa Senhora La Salete para justificar que Roma jaz em heresia, desde João XXIII ou até mesmo antes.
    Temos que ter todo cuidado, todo o zêlo, pois não é a toa que existem loucos por aí se auto proclamando Papas, como os desequilibrados de Palma de Tróia na Espanha.
    Há que se saber separar o joio do trigo. Neste delicado assunto chamado Tradição, muita gente anda a se querer dar bem.
    Rezemos…

  69. Meu caro Andrew Pacheco:

    Seja como for, seu testemunho me pareceu muito sincero. Lamento muito por sua experiência desagradável, ela serve de ALERTA para que casos homonimos não aconteçam na Igreja.
    Existe gente boa em todo canto, e infelizmente gente ruim também…
    O importante é lutar para salvaguardar sempre o bom nome da Igreja.
    Creio que a Igreja é de Cristo, apesar de humana…
    As vezes o que aprendemos no catecismo de que a Igreja é “santa e pecadora” pode parecer uma justificativa para que se façam todos os males nela, pois é pecadora, e seu lado santo, apaga os pecados…
    As pessoas se esquecem que a confissão é um sacramento seríssimo e prometer, pecar, prometer, pecar etc…indefinidamente, usando desculpas falhas para justificar seu pecado pessoal ou coletivo, é em ultima análise PECAR CONTRA DEUS, POIS SE PECA CONTRA O ESPIRITO SANTO – o unico pecado que não tem perdão!

    Fico feliz, ao menos que o senhor ainda se mantenha católico e frequente regularmente a Missa.
    Um abraço,
    Emmanuel, OSB

  70. Péssima tentativa neo-conservadora.

    O discurso até poderia tentar enganar, mas dizer que conhecer a Missa Nova foi um “tesouro”… Francamente, aí as inteligências foram subestimadas demais!

    Qualquer pessoa “neutra”, que ignore a doutrina católica, poderia tirar impressões diversas até mesmo pela estética das duas missas. E não venham me falar em Missa Nova seguida em todas as suas rubricas, porque é muito mais fácil encontrar a própria Missa Tridentina do que uma Missa Nova em latim, ad orientem, seguida ao pé da letra…

    O mais é facilmente refutável. Considerando que num seminário da FSSPX se encontrasse indícios de homossexualismo, comunismo e sedevacantismo, então fica a pergunta? E daí?
    Significa que o ato de particulares denota a filosofia da instituição?
    Se for assim, eu recomendo que você venha ao seminário daqui de Salvador. Perto deste, o pretenso seminário do testemunho supra-citado formaria anjos…

    Quem disse que os sedevacantistas não têm condições de se estabelecerem? Existem seminários, conventos, propriedades nos EUA, assim como na Argentina e muitos outros lugares… A informação está totalmente equivocada. Certamente pode-se até dizer que sedevacantistas frequentam as capelas da FSSPX para receber os sacramentos, mas a orientação da FSSPX é de tolerância, desde que estes mantenham-se discretos e sem tentativas de proselitismo.
    É o mesmo princípio que a Igreja sempre usou contra os hereges. A Igreja só partia para o confronto com os mesmos, quando estes não apenas professavam a doutrina, mas iniciavam uma campanha de pregações, com o intuito de edificar suas seitas, combatendo a Fé Verdadeira.
    Enquanto um particular em seu foro íntimo adota o sedevacantismo, ele indubitavelmente se põe fora da comunhão com os fiéis, mas é tolerado enquanto não propaga seus erros, porque a sua simples presença nas missas e homilias católicas pode servir para aos poucos apazigua-lo de suas teses. Mas se este passa a incendiar as pessoas a abraçar sua causa, então será menos tolerado, até quem sabe a expulsão de fato.

    Outro motivo risível é falar em invalidez de sacramentos na FSSPX. Se a opção pelo uso de todas as formas sacramentais foi feita pela FSSPX por medo dos rituais novos, então significa que agora a FSSPX estaria adulterando os próprios rituais tradicionais… O que a diferenciaria de vocês, conciliares ávidos de novidades?

    E quem é você para definir quem está dentro ou fora do Corpo Místico da Igreja? Quem é esse papa, que desconheço? Nem os papas jamais disseram semelhante coisa acerca da FSSPX, ao contrário, o cardeal Hoyos, autoridade de muito maior confiança no assunto, disse “Em relação à Fraternidade, não se pode dizer em termos concretos que esta se encontra em heresia ou cisma (…)Há um ato cismático em sagrar bispos sem mandato (…) mas ainda não estão em comunhão plena, mas a comunhão existe”

    Significa isso “estar fora do Corpo Místico?”
    Patético… Nem padres da FSSP ou do ICRSP diriam semelhantes tolices em defesa da missa nova e contra a FSSPX, do que se pode inferir que tudo isso não passa de uma farsa grosseira de algum neo-conservador que colabora para a manutenção do caos conciliar…

  71. Caro Ir. Emmanuel,
    Salve Maria!

    O sedevacantismo na Fraternidade tem sido unido com a expulsão (vide Pe Meramo e Abramochtz). Além disso, o sedevacantismo, não é mal presente apenas na Fraternidade, ele esta em toda Igreja Conciliar pela declaração de liberdade religiosa. Se ninguém por motivos religiosos deve ser coagido a agir contra a própia consciência, qual efetivamente, é o poder de coerção do Papa e dos Bispos, se todos tornam-se iguais?

    As Conferências Episcopais, praticam efetivamente uma espécie de sedevacantismo relativista. A Conferência Episcopal Alemã, não segue a Dignitatis Humanae, ela tem um própio documento sobre a matéria de que trata a DG, totalmente herético. Dom Lorscheider quando Presidente da CNBB, ameaçou a Santa Sé com um cisma, caso ela não parasse com as críticas negativas a atuação da CNBB.

    O problema do sedevacantismo tradicionalista, é que ele é claro e objetivo. Contudo, ele acaba caindo no própio modernismo que deseja combater. Porque a esperança de reunir o maior número possível de católicos, para depor e eleger um novo Papa, é uma esperança democrática e uma fé no número. O que efetivamente construiria uma Igreja debaixo para cima. Estou no horário de almoço, depois escrevo mais. Fique com Deus.

    Abraço

    Gederson

  72. Prezada Sandra,

    Salve Maria!

    Li seu relato e tenho de dizer-lhe que minha aproximação às coisas de Deus e sua Igreja, e meu desejo pelo Batismo que disto sobreveio, teve circunstâncias e motivações semelhantes às suas. Foi-me grande e desmerecida a graça de ter podido adentrar a Igreja Católica pela porta estreita de sua doutrina, costumes e liturgia mais puros e tradicionais.

    Creio, como vc, que muitos aguardam semelhante oportunidade, apostolado que nos cabe, portanto, dar continuidade.

    Em Jesus e Maria,

    Antonio

  73. “As vezes o que aprendemos no catecismo de que a Igreja é “santa e pecadora” pode parecer uma justificativa para que se façam todos os males nela, pois é pecadora, e seu lado santo, apaga os pecados”

    Irmão Emanual, o senhor poderia citar exatamente a passagem no Catecismo onde consta essa expressão de que a “Igreja” é santa e pecadora?

  74. “As vezes o que aprendemos no catecismo de que a Igreja é “santa e pecadora” pode parecer uma justificativa para que se façam todos os males nela, pois é pecadora, e seu lado santo, apaga os pecados”

    Sua igreja é pecadora, Irmão Emmanuel?
    A minha não é. A minha Igreja, Católica Apostólica e Romana, é santa e santificadora.

  75. Minha cara Maria,
    Com todo respeito, não me darei ao trabalho de ir ao catecismo procurar uma coisa para justificar-lhe. Todo católico sabe disso, é senso comum essa expressão, para dizer “que a Igreja é santa, mas feita de homens”…Em todo caso, se eu tiver paciência para tal, enviarei oportunamente, abraços.

  76. Para a Sra. Maria, referente ao tema “Santa e Pecadora”:

    Igreja santa e pecadora

    Letra
    A- A+

    Dom Demétrio Valentini *

    Adital –
    Quando falamos em Igreja, levantamos um grande assunto. Pois se trata de um grande projeto, nascido de Deus, fundado em Cristo, assumido pelo Espírito Santo, destinado a reunir toda a humanidade.
    Em nosso tempo, este assunto recebeu atenção especial por ter sido tema central do Concílio Ecumênico Vaticano Segundo. Depois de dois mil anos de caminhada histórica, pelo Concílio a Igreja resolveu se olhar de frente, para se perguntar como Deus a quer, e conferir como historicamente ela se encontra, e que passos é chamada a dar para se colocar mais de acordo com os desígnios que Deus tem a respeito dela.

    Isto colocou em questão, evidentemente, todos os que invocam o nome de Jesus, e querem se sentir integrados em seu projeto de Igreja. Isto é muito salutar. Pois, em princípio, a reflexão sobre a Igreja deveria deslocar o olhar, das disputas entre os cristãos, para centrá-lo em Cristo, no seu Evangelho, e no exemplo que nos deixaram os primeiros cristãos. Para a partir daí, todos percebermos o grande desafio que apresenta a vivência autêntica deste ambicioso projeto de Deus, colocado com temeridade nas mãos da humanidade.

    Vivemos hoje, portanto, um tempo em que o assunto Igreja está mais em evidência. Não estranha que ele suscite forte discussão toda vez que, por um motivo ou outro, é levantado na opinião pública.

    A experiência mostra que para falar adequadamente sobre a Igreja, é preciso despir-nos de atitudes arrogantes, e assumir a postura de quem quer contar com a graça de Deus e a luz do seu Espírito. Para garantir esta atitude, nada melhor do que colocar-nos em oração, pois ela nos coloca em sintonia com o mistério de Deus.

    Daí o velho ditado teológico, que afirma: “lex orandi, lex credendi”. Isto é, “a lei da oração é a lei da fé”. Ou em outras palavras, a oração nos ensina a crer. Somos convidados a crer da maneira como rezamos. Na justa suposição de que quando nos colocamos em oração, damos oportunidade à graça de Deus, que nos conduz pelos caminhos da sua verdade, que são os mesmos caminhos do seu amor.

    Pois bem, desde os primeiros concílios ecumênicos, onde a Igreja procurou as palavras humanas mais adequadas para expressar as grandes verdades divinas que ela recebeu, rezamos no Creio da seguinte maneira a respeito da Igreja: “Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica”. Assim rezamos, com a graça de Deus. Assim devemos crer, em obediência à verdade que esta oração expressa.

    Claro que com isto não está dito tudo. Tanto que depois desses concílios que guiaram a Igreja por longos séculos no primeiro milênio, surgiram novas discussões, que infelizmente resultaram em grandes e dolorosas divisões, que ao contrário de diminuir, parecem se agravar, mesmo depois do leal esforço do último Concílio em colocar as bases para a reconciliação histórica de todos os cristãos.

    É’ forçoso constatar que o peso do pecado humano ainda continua exercendo forte influência na maneira como os cristãos abordam a Igreja. Deveríamos estar mais atentos, para ver o que colocar na conta do pecado, e o que colocar na conta da graça, quando analisamos a situação concreta em que se encontra a Igreja, para usar um singular que tenta envolver a todos os que possuem a boa intenção de integrar a verdadeira comunhão eclesial querida por Deus.

    Na oração eucarística rezamos pela Igreja “santa e pecadora”. É santa em sua origem, pois brotou da misericórdia do Pai, nasceu do amor de Cristo, e é sustentada pela ação do Espírito. Olhando para Deus, nele encontramos a Igreja perfeita. Olhando para a humanidade, logo percebemos na Igreja os estragos produzidos pelo pecado.

    Bem dizia João 23 que a união dos cristãos começa pela oração. Pois ela nos coloca em sintonia com a Igreja perfeita que está em Deus, e nos mostra que o caminho da unidade não avança com discussões, mas progride pela humildade e pelo amor.

    (www.diocesedejales.org.br)

  77. Prezada Maria,
    Sem entrarmos no mérito da questão se essa afirmativa é antes ou pos-sinodal (CVII), o fato é que o Sr.Bispo de Jales também refere-se a Igreja Santa e Pecadora.
    Quando me referi ao catecismo, foi como figura de linguagem, para dizer “aprendemos desde pequenininhos essa verdade” – que de fato é usual na Igreja. (Leia-se então CVII).

    Mas nem por isso eu concordei com a afirmativa de modo contundente e perene. Se a senhora notar, eu disse que “os pecadores” da Igreja (leia-se pedófilos e outras classes mais aberrantes), usam-se dessa “desculpa” para justificar seus atos de pecado.
    Também os leigos e a maioria das pessoas “abusam” do sacramento da confissão – isso se ainda confessam – para fazer dele um passe de magica, que apagará seus pecados e os permitirá fazer de novo… espero ter sido melhor entendido agora…
    Abraços.

  78. Impressionante como estou em maior contato com a FSSPX e não vejo esses sedevacantistas, muito pelo contrário…
    As pessoas se dedicam muito pouco a falar na pessoa dos papas, e inclusive ouvi a pouco o próprio padre Jahir (que é bem desconfiado com relação a acordos instantâneos) desconsiderar o sedevacantismo como absurdo e abuso.
    Esses assuntos me parecem mais uma boa cortina de fumaça! Aliás vale a pena ressaltar que os padres egressos a pouco da FSSPX e a própria Radio Cristiandad, por muito contrários a uma união com a Santa Sé, jamais defenderam (ao menos em público) a solução “sedevacantista”.
    Isso é uma tentativa de calunia, de difamar a FSSPX para assustar pessoas possivelmente atraidas? Porque antes da retirada das excomunhões a arma era taxar os membros da FSSPX de cismáticos. Agora que a Santa Sé resolveu consertar o próprio escândalo que contribuiu para construir, então na falta de uma pena canônica, vai-se passar à acusação?

    Aliás, “contra fatos não há argumentos”… É mesmo? Onde estão esses fatos?
    Onde a FSSPX está ensinando de forma oficial ou oficiosa, ou ao menos favorecendo o sedevacantismo?

    Isso se chama mudança de foco. É uma calunia que não resiste à menor reflexão.

    Querem ver?

    Bem, então falemos sobre D. Williamson e D. Tissier, pelo diagnóstico de muitos, sedevacantistas práticos…
    Considerando que estes dois rejeitem Bento XVI como herético e absolutamente desprovido de qualquer autoridade, então porque estes aceitaram de bom grado e deixaram-se representar pelo comunicado da FSSPX que agradecia ao Santo Padre pelo passo em direção à cura desta ferida?
    O fato de não desejar a união jurídica a todo custo não faz de ninguém sedevacantista!
    Se eles fossem verdadeiramente, seriam obrigados pelas próprias consciências a protestar publicamente contra o passo, pois uma vez calados, depois ficariam desautorizados inclusive pela “multidão” de “sedevacantistas camuflados” da FSSPX, sem contar dos que erigiram suas capelas independentes!
    É essa a linguagem cristã? A da dissimulação? Então eles fingem aceitar a atitude do papa para depois “dar o bote”?
    Não, não. A atitude serpentina não é nossa, quem gosta de fazer cavalos de Tróia são os sequazes dos modernistas, que aliás já praticaram muito disso nos últimos 40 anos. Não venham nos imputar o pecado alheio!

    Desde os tempos que eu não comungava com a postura da FSSPX que ouço esses espectros de sedevacantismo rondando… Sempre alguém se levanta com esse argumento, para “proteger os fiéis”.
    Se alguém lá gosta do que não presta, em que isso compromete a Instituição?

    Mas felizmente poucos são os que se deixam enganar hoje em dia. O problema capital não está na FSSPX. A Missa Nova, o Concílio, tudo isso tem que ser revisto. Eis aí o foco!

  79. Errata: “antes ou pós conciliar”

  80. No Catecismo da Igreja Católica, art. no. 827 diz:

    “Todos os membros da Igreja devem reconhecer-se pecadores. O joio do pecado continua mesclado ao trigo até o final dos tempos. A Igreja reúne pecadores presos pela salvação de Cristo, mas em via de santificação”.

  81. Caro Ir. Emmanuel Maria,
    Salve Maria!

    São Paulo, diz no Capítulo 8, Versículo 1:

    “De agora em diante, pois, já não há nenhuma condenação para aqueles que estão em Jesus Cristo”. A lei do Espírito de Vida me libertou, em Jesus Cristo, da lei do pecado e da morte. O que era impossível à lei, visto que a carne a tornava impotente, Deus o fez. Enviando, por causa do pecado, o seu próprio Filho numa carne semelhante à do pecado, condenou o pecado na carne, a fim de que a justiça, prescrita pela lei, fosse realizada em nós, que vivemos não segundo a carne, mas segundo o espírito.Rm 8, 1-4

    Em conformidade com as palavras do Apóstolo, a Igreja Católica Apostólica Romana, que é o corpo de Cristo, é Santa e Incorruptível, conforme professamos no Credo: “…creio na Santa Igreja Católica”.

    A concepção de uma Igreja santa e pecadora, adotada por muitos desde a década de 1960, tem sua origem na concepção luterana de “Eclesia semper reformanda” e como efeito da doutrinas Sola Fides. Podemos dizer sem sombra de dúvida que tal Igreja é a auto-projeção do protestante. É o homem e não a Igreja que necessita sempre de reformas. Diz o lema dos Cartuxos, que “o mundo da voltas, mas a cruz permanece firme!”

    O erro desta consideração é colocar a lei e a graça em separado e em pé de igualdade, como se a lei estivesse válida em toda a sua plenitude e também a graça. Desta maneira, à Igreja, esta automaticamente condenada pela lei e justificado pela graça, ou seja, ela esta irremediavelmente corrompida pelo pecado original e é santificada pela fé.

    Trata-se uma subversão da relação entre a lei e a graça, onde a graça não aperfeiçoa a lei e acaba por dispensar o cristão de seu cumprimento efetivo (Peca fortemente e crê mais firmemente e serás salvo – Lutero), uma vez que se opera uma ruptura na relação. Disso surgirá uma verdadeira confusão. Onde o protestante começará a viver simultaneamente pela lei e pela graça. Conseqüentemente teremos como efeito da concepção luterana, a marcante acusação de idolatria do protestantismo, contra o catolicismo. Como também quem nos julgue por não guardarmos o Sábado. Apesar de no Reino dos Céus, não existir semanas e meses e muito menos a guarda deste preceito ser necessária a salvação.

    Então, a lei que não justifica nenhum homem, passará a justificar o protestante (somente pela fé), e se tornará o instrumento de cooptação protestante junto aos católicos mal informados. Efetivamente, o católico não é justificado pelo seu próprio esforço e fé, em cumprir os mandamentos, mas pela graça. Maritain, a respeito das conseqüências funestas da Sola Fides,, escreveu:

    “A natureza humana terá que rechaçar como um inútil acessório teológico o manto de uma graça que não é nada para ela e cobrir-se com sua fé-confiança para converter-se em uma bela besta livre, cujo infalível e contínuo progresso encanta hoje o universo inteiro..” (Trois Reformateurs, pág. 25)

    E também:
    “Por trás dos chamados de Lutero ao Cordeiro que salva, por trás de seus movimentos de confiança e sua fé no perdão dos pecados, há uma criatura humana que levanta a cabeça e faz seus negócios no lodaçal em que está submersa por causa do pecado de Adão! Desenvolver-se-á no mundo, seguirá a sede do poder, o instinto dominador, a lei deste mundo que é o seu mundo. Deus será somente um aliado um poderoso..” (op.cit.pag.52-53)

    O resultado do protestantismo (como diz Dom Lefebvre), foi que os homens se apegaram ainda mais aos bens deste mundo, esquecendo-se dos bens eternos (Principalmente os puritanos, que se tornaram japoneses sem conhecer o Japão e afirmaram o trabalho como elemento de santificação e salvação). A lei e os profetas duraram até João, mas a lei ressurgiu com Lutero, e os profetas com o Concílio Vaticano II.

    Em uma rápida explicação sobre o ressurgimento dos profetas, ele se deve, sobretudo a teologia da encarnação modernista. Cristo nosso Senhor, alertou-nos que viriam falsos Cristos e falsos profetas dizendo que ele estaria aqui ou acolá. Portanto, não é de se estranhar que o pluralismo “cristão” seja marcado exatamente pela encarnação de Cristo nas mais variadas culturas. Neste ponto, entra a questão da afetividade e da racionalidade, ou seja, os falsos profetas comunistas, vêem Cristo no comunismo, os liberais, vêem Cristo no Liberalismo, os Protestantes vêem Cristo no protestantismo e ai segue uma série de doutrinas onde Cristo não está e afirma-se exatamente: – Ele está aqui e também acolá…

    Voltando a Maritain, ele sintetiza muito bem, as relações da Igreja pós-conciliar: fala-se apenas em progresso ou retrocesso, não se fala mais em verdade e justiça. Também é óbvio, como falar em verdade e justiça, se o que é verdade e justiça hoje, amanhã será mentira e injustiça? Falar nos dons do Espírito Santo diante dos progressos da técnica seria em gênero, número e grau, o congelamento e a fossilização da tradição. Os dons do Espírito Santo, não evoluem, são sempre os mesmos, independentemente dos progressos da técnica.

    É incrível Lutero é o homem irremediavelmente corrompido pelo pecado original, e o anticristo para os protestantes, é o Papa. Considerando-se o pecado doença incurável, não faz sentido, a transubstanciação na Missa, pois trata-se de um remédio que não cura. Como Cristo pediria ao homem para ser Santo assim como é Santo nosso Pai celestial, sendo que ele esta irremediavelmente corrompido pelo pecado? Neste caso, não existe a mínima chance Dele ser o Santo dos Santos, quem poderá ser santo se aquele que é Santo, não lhe sara as feridas?

    Consideremos a analogia do Corpo de Cristo, como pode ser a cabeça sã e os membros pecadores? Os membros do meu corpo obedecem às ordens do meu cérebro, não há nem em hipótese a chance de um dos membros pecarem contra minha cabeça. Como então os membros do Corpo de Cristo, podem agir sem estarem em harmonia com a cabeça?

    A doutrina tradicional que afirma que a Igreja é Santa e Imaculada, era exatamente o que impedia o progresso material dos povos católicos. Depois do subsist in, as orientações das obras de salvação, foram direcionadas ao ecumenismo, diálogo inter-religioso, progresso dos povos, paz mundial entre as religiões, etc. Hoje o católico tem que trabalhar por tanta coisa no mundo será que sobra tempo para fazer as obras de salvação, ou o serviço ao mundo, são obras de salvação? Qualquer semelhança será mera coincidência?

    Por fim, com um Cardeal como Kasper que nega a ressurreição de Cristo, não há como não pensar que a Igreja seja santa e pecadora. Sobretudo os frutos desta concepção são a perda da militância e do espírito missionário, que são suplantados pela inculturação que é exatamente a encarnação da verdade revelada até no inferno. O choque com a Fraternidade deve-se, sobretudo ao fato da pregação de Cristo crucificado, loucura para os progressistas e escândalo para os neoconservadores.

    Fiquem com Deus.

    Abraços
    Gederson

  82. Complementando: Ir. Emmanuel, quanto ao texto de Dom Demétrio Valentini, ele diz muito bem “Lex orandi, lex credenci”, a lei da oração é a lei da fé. A oração de uma Igreja que se crê irremediavelmente corrompida pelo pecado original só pode ser apenas pela unidade dos cristãos, pelo ecumenismo, diálogo inter-religioso, paz no mundo, pela liberdade religiosa, etc, ela inconscientemente (como diz Maritain) tem a graça como um mero acessório e por esta razão, considera separações entre aqueles os que crem e os que não crem, entre as criaturas e os filhos de Deus, apenas como divisões. Porque no fundo, a Igreja para eles, é de fato a humanidade. Há qual o leal esforço do Concílio não conseguiu a unidade. Este espírito surgiu em 1789, não em 33 d.c., não é católico!

    A diferença essencial entre Trento e Vaticano II, é separação e divisão. Para Trento os protestantes não fazem parte da Igreja, mas para o Vaticano II, eles fazem parte sim. Trento não veio trazer a paz (Mt 10,34-35), mas a espada, já o Vaticano II, veio trazer a paz com o mundo e com todos.

    Dom Demétrio Valentini, é Bispo da Teologia da Libertação, seus textos são cheios de erros. E quanto ao texto do novo Catecismo:

    “O joio do pecado continua mesclado ao trigo até o final dos tempos. A Igreja reúne pecadores presos pela salvação de Cristo, mas em via de santificação”.

    Se o joio e o trigo continuam mesclados até o fim dos tempos, em Cristo é impossível que sejamos novas criaturas e estamos de fato corrompidos pelo pecado original, em vias de santificação, somente pela fé. Fique com Deus.

    Abraços

  83. Tá aí mais uma afirmação dúbia do Catecismo do Concílio Vaticano II. Apesar de não mencionar santa e pecadora entre aspas, como alguém o fez aqui. Muitos já repetem como se tivessem aprendido desde a infância. Como isso? Rezamos no Credo: … Et unam, SANCTAM Catholicam et Apostolicam Ecclesiam.
    O Catecismo do Concílio de Trento (chamado Catecismo Romano) ensina que os membros quando em estado de pecado, ficam momentaneamente fora da videira (Nosso Senhor), que, obviamente, não comporta elementos nocivos. São considerados membros mortos. Aqui vale a aplicação da parábola do filho pródigo. Recuperando-se a graça (a saúde) voltam a ser membros vivos.
    A figura do Evangelho do joio e do trigo se aplica melhor ao juízo final.
    Como figuras da Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica as que se enquadram melhor são a da Arca de Noé e a da videira que só dá frutos bons.

  84. Pois é. São essas terminações que os modernistas lançaram no dia-a-dia das pessoas, para tentarem com isso relativizar ou adulterar a fé.
    Igreja Santa de membros santos.
    Igreja Santa de membros pecadores.
    Eu sou MEMBRO da Igreja.

    Eu sou “igreja”? Não. Eu sou um ser humano, não uma instituição… Sou membro deficiente da Igreja, mas não sou a Igreja.
    E nem rezo “creio na Igreja Una, Santa E PECADORA, católica e apostólica”… Meu credo é completo, e não contempla mentiras. Não há como crer na Igreja “santa e pecadora”.

  85. Meu caro Bruno,
    Com todo o respeito que lhe dedico, quero lhe dizer que a “Igreja” é feita de homens e mulheres, os mesmos que estavam o Cenáculo, trancafiados, (com medo) aguardando a Ressureição de Cristo.
    Ali não estava uma “Instituição”, ali estavam pessoas, de carne, osso, sentimentos, caráter, medo, coragem, temor, tremor e muitos outros adjetivos. Ali estava com eles Maria Santíssima, os Apóstolos, e seus familiares e seguidores mais de perto, e justamente ali apareceu Nosso Senhor Jesus Cristo, no meio deles.
    Passaram-se dois mil anos, aproximadamente, e a “essencia” de uma Igreja humana continua.
    Nada mudou, continuamos seres humanos falhos, e continuamos “a mesma Igreja”, com o mesmo Jesus Cristo (de ontem, hoje e sempre).
    Então lhe digo e reafirmo “que SOU IGREJA”.

    Fazer citações conciliares para justificar posição outra não retira “a humanidade” da Igreja.
    Curioso notar que o Santo Padre Bento XVI recentemente disse aos sacerdotes que sua função é prioritariamente espiritual e não “social, humanitária, etc.” Segundo ele a Igreja não é uma ONG, uma agência humanitária…. (e concordo plenamente com ele ) e portanto os padres deviam abster-se de fazer política ou “ação social”…

    Mas, penso: se os padres tem seu sacerdócio como ápice de sua vida e missão, naturalmente, como a Igreja deixou de ser “espiritual” – por conseguinte – e assumiu posturas “políticas, estatais, e institucionais”…

    Ora, dois pesos e duas medidas?
    Com todo respeito que devo ter à hirarquia, diminuir o lado humano da Igreja e colocá-la “acima” destes não é algo concernente aos nossos tempos.

    Daí que deduzo que a Igreja continua “santa e pecadora” (triunfante e militante), humana e divina, etc… Não vejo que o Concilio Vaticano II esteja errado nesta afirmativa.

    Meus respeitos a todos.

  86. Prezada N. Prado:

    A “sua” Igreja está dentro da “minha” Igreja? Pelo que sei e pelo que disse o Papa não está.

    Me desculpem os Srs. Moderadores, mas a maneira como as vezes recebemos a postagem de alguns é no mínimo não cordial. Defender pontos de vista diferentes tudo bem, mas faltar ao respeito com tom irônico não.

    A Sra. N. Prado se refere a mim como a um “herege” ou como a alguém de fora da Igreja.

    Não estou generalizando em absoluto, muitas postagens aqui são coerentes, respeitosas, mesmo que nossas posições sejam opostas.

    O que me faz permanecer neste BLOG é justamente o nivel inteligente das discussões. Peço portanto a ATENÇÃO da Moderação neste caso.

    E peço desculpas aos Moderadores e aos colegas se me exaltei em algum momento. Obrigado.
    Deus os abençoe.

  87. Irmão Emmanuel Maria,
    O senhor está me atribuindo coisas que eu não disse.

    Eu quis dizer – e reafirmo agora, com maior veemência – que discordo absolutamente de suas palavras (“santa e pecadora”). Só isso, simples assim.

    O resto é criatividade sua.

  88. Sra. N. Prado:

    Não vamos nos alongar em réplicas e tréplicas…o que a senhora disse foi muito claro (o tom de sua fala) para qualquer pessoa pensante. Não foi em absoluto criatividade minha…em todo caso, faço de conta que entendi mal e deixemos essa peleja de lado.

  89. E agora de manhã quem escuto falar literalmente em “Igreja Santa e Pecadora” ao tomar meu café da manhã na cozinha foi nada mais nada menos do que o ultra modernista e admirador confesso de Leonardo Boff Frei Neylor, o representante máximo do modernismo franciscano. Entre outras pérolas ao fazer de um curso de Teologia e Espiritualidade ele disse que não podíamos aceitar tudo e que “ele tinha comido daquela comida antes de oferecer aos alunos”, o que em si já é de deixar qualquer um de orelha em pé.

    Neste sentido entendemos que o que irmão Emanuel está dizendo é simplesmente que “sempre ouvimos dizer essa afirmação”. E está certo. Temos de fato ouvido isso a torto e a direita. Isso contudo não quer dizer que esta afirmação esteja formulada no Catecismo. Daí eu ter lhe perguntado onde exatamente essa afirmação estava esrita e ele ter tergiversado.

    Caríssimo Irmão Emanuel, não fica acabrunhado. Entendi perfeitamente o que o senhor quis dizer e naturamente sua afirmação de que “sempre ouvimos dizer” está correta se considerarmos a mentalidade pós conciliar de povo de Deus (pecador a caminho da santidade). Só não podemos dizer que esta afirmaçao está contida no Catecismo (pelo menos não até agora) ou que faz parte do Credo.

  90. Obrigado pela compreensão prezada Maria.
    As vezes, pela internet, as palavras podem não ser suficientemente claras para expressar nosso pensamento. Agradeço sua consideração. Tenha um bom dia.

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