“Um clima cordial, respeitoso e construtivo”.
Três horas; esta foi a duração do encontro entre os representantes da Santa Sé e da Fraternidade Sacerdotal São Pio X. Iniciado hoje, o diálogo doutrinal sobre as questões abertas ocorrerá duas vezes ao mês. No local onde tudo ocorre na base de séculos, “este é um ritmo particularmente rápido para a Santa Sé”, declarou o Padre Federico Lombardi. É significativo o fato de que os representantes da Fraternidade São Pio X, tendo chegado a Roma ontem, tenham pernoitado na Domus Santa Marta, local que tradicionalmente hospeda os Cardeais nos conclaves e que acaba de abrigar os Bispos participantes do Sínodo para a Igreja da África.
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Confiança. O jornal “Le Parisien” fez uma sondagem ao fim da Santa Missa de ontem em Saint Nicolas du Chardonnet, que resultou na matéria intitulada “Os tradicionalistas estão confiantes“. “Saindo de Saint Nicolas du Chardonnet com um bebê nos braços, acompanhado de sua esposa, Valérie, e a sua filha Camille, Jean François, que mora em La Celle Saint Cloud (Yvelines), está otimista: “Estou quase certo que estas discussões vão conduzir a um acordo daqui a um ano”.
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Coesão. “Segundo padres da FSSPX, Monsenhor Fellay estimaria em 100 o número de seus padres anti-acordo, ao menos a priori e sem agressividade, mas somente em uma “grande” dezena os que estariam prontos a deixar o barco em caso de acordo”. Rumores nada conclusivos, mas que esboçam um panorâma das relações internas da Fraternidade.
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Para Dom Bernard Fellay, discussões teológicas e regularização canônica são coisas diferentes, mas que caminham paralelamente. Quanto a uma regularização canônica provisória, Sua Excelência declara: “Existe essa idéia, mas é um problema dentro da Igreja. [...] E esse acerto temporário não resolveria o problema dos padres e dos fiéis. Os bispos colocariam obstáculos imensos e ficaria um caos. Então uma solução canônica terá que ser definitiva. Somente pequenas coisas poderiam ser feitas. Por exemplo, reconhecer os sacramentos da Fraternidade, coisas desse tipo”.
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Errata – Retificação da Sala de Imprensa da Santa Sé – Encontros a cada dois meses.










Obrigada, Fratres in Unum! Por nos trazer a informação sempre em primeira mão.
Que o Bom Deus esteja ali, entre eles, abençoando os rumos das discussões. Seja o Espírito Santo o mediador e trinfe a verdade.
N. Prado
outubro 26, 2009 em 3:30 pm
A impressão é que todos estão ansiosos por resolver o prblema na busca de um comunhão plena entre Roma e a FSSPX. Tenho certeza que o acordo será frutuoso para ambos os lados.
Bruno
outubro 26, 2009 em 6:14 pm
Nada de acordos,por enquanto, só a verdade interessa agora!
Ricardo
outubro 26, 2009 em 8:53 pm
O cumunicado da Santa Sé fala que entre os temas, está “interpretação do Concílio Vaticano II”. Mas a FSPX não disse sempre que o C VII é ruim? Agora é só questão de intepretação? Tenho a impressão de que as coisas estão mudando… Que vocês acham?
helenio jose ribeiro
outubro 27, 2009 em 9:24 am
Respondendo ao Helênio, penso que devemos manter abertas todas as possibilidades, tanto os prós quanto os contras.
Com efeito, o Concílio Vaticano II não é absolutamente mau, mesmo porque não existe mal absoluto…
Há que se considerar que o Concílio constituiu o cavalo de Tróia para que o modernismo invadisse de forma triunfante a muralha católica, e quiçá o concílio não tenha sido um plano modernista para fazer vencer suas teses…
É muito sintomático constatarmos como, após a morte do Santo Padre Pio X e a mudança de diretrizes perpetrada no pontificado de Bento XV tenham, devagar e sempre, feito os modernistas levantarem a cabeça, e pouco a pouco idéias cada vez mais “abertas” foram convivendo entre o clero e o povo católicos.
Quando Pio XII enviou Montini para Milão, em resposta ao seu alinhamento com a política italiana, isso deveria ter sido considerado com mais afinco pelo Sacro Colégio que elegeu o mesmo como Paulo VI.
Por outro lado, a reabilitação da série de teólogos condenados por Pio XII merecia também ter sido tema para calorosas discussões e clarividência.
Essas e outras coisas são rastros. Vestígios de consipiracionismos, vestígios de sabotagem.
Mas não se deve julgar sem fatos reais e concretos sobre o tema. O que temos de verdadeiramente real e concreto são os péssimos frutos do mesmo concílio, que são legitimados pela LETRA, especialmente nas passagens ambíguas ou como dizem na Montfort, polissêmicas.
Se o Concílio é uma realidade, e se sua anatematização a curto prazo é inviável, então que se parta em sua anulação, no sentido de neutralizar todas as passagens ambíguas e substitui-las por interpretações únicas, definitivas e ortodoxas.
A Tradição Católica aponta que, para remediar textos ambíguos, os mesmos devem ser fulminados por condenação pontifícia como “com sabor de heresia”.
Portanto, caso o resultado dos colóquios Roma x FSSPX terminem finalmente na revisão de todos os textos ambíguos e uma reformulação oficial dos mesmos, tendo sido substituidas todas as passagens que favoreçam o erro por definições inequívocas, bem, NÃO SERÁ UMA SAÍDA TRADICIONAL, mas ao menos constituirá um sinal de real retorno à Tradição, tal como fora sempre transmitida pelos apóstolos.
Mas há um porém: será necessário que as intervenções tenham um caráter claramente exclusivo. Devem ser feitas de forma a definir claramente o dogma, e condenar todas as interpretações falsas que hoje em dia são postas em prática.
Será que Roma, caso produza uma nota ou documento mencionando em pormenores todo o resultado de seu colóquio com a FSSPX (considerando que saia uma declaração em que se “conserte” os textos do Concílio), fará igualmente a segunda e imprescindível parte deste trabalho, que consiste em anatematizar os erros?
Bruno Luís Santana
outubro 27, 2009 em 10:22 am
Caro Bruno,
O que eu quis dizer é que posição da FSPX até agora era anatematizar o C VII e não interpretá-lo de forma o correta. Interpretação correta, isso o Santo Padre já deixou bem claro. A FSPX não aceitava o Concílio.
helenio jose ribeiro
outubro 27, 2009 em 7:07 pm
Penso que o sr. “helenio” quer provar demais. Das entrevistas, documentos e livros, de que tenho conhecimento, dos Superiores da Fraternidade S. Pio X (desde seu fundador). Não vi nenhuma declaração de que não aceitava o Concílio Vat. II. Inclusive aqui no Fratres in unum há várias colocações nesse mesmo sentido.
Antonio Maria Ribeiro Tavares
outubro 28, 2009 em 10:17 am