de: X
data: 16 de novembro de 2009 16:37
assunto: Missa Tridentina: O dilema na Diocese de XYZCaríssimo colaboradores do site Frates in Unum,
Ao cumprimentá-los solicito ajuda (orientações) para que e eu e alguns amigos, colegas e conhecidos da Diocese de XYZ, consigamos assistir a Santa Missa no Rito Tridentino.
Ocorre que o grupo é grande e que o Bispo, por sua vez, motivado por meia dúzia de padres modernistas é contrário à celebração naquele rito.
Debaldes nossas tentativas de conseguir que ele permita que um padre da própria diocese (existem padres interessados em celebrar), ou mesmo padres de fora (conhecemos alguns que se propoem em vim celebrar), continuamos sem conseguir a graça de assistirmos a Santa Missa.
Entretanto, todas as manifestações modernistas, tais como, Neo-catecumenato, Renovação Carismática “Católica” e derivados (sic), têm espaço e “fazem e acontecem” na diocese.
Nesse sentido, aguardo manifestações positivas e dividimos com vocês nossa angústia. Outrossim, solicitamos que rezem na intenção dos poucos fiéis católicos que lutam pela Igreja em XYZ.
Cordialmente,
X
Caro amigo,
Antes de qualquer iniciativa, é importante que o grupo se encontre semanalmente para rezar o rosário ou o terço de maneira pública por esta intenção – de preferência na igreja em que se pedirá a celebração da Santa Missa. É fundamental encontrar um padre, mesmo que de outra cidade, para guiar este grupo. Havendo um sacerdote interessado em celebrar a missa, deve-se convidá-lo para conduzir a oração.
A formação doutrinal do grupo também imperativamente deve ser dirigida por um piedoso e ortodoxo sacerdote (apesar da escassez destes, ainda é possível encontrá-los).
Procurem todos os meios amigáveis para se encontrar uma solução aceitável. Será necessário esforçar-se ao máximo para não perder a paciência ao ouvir um não ou um comentário preconceituoso.
Sigam estritamente a lei da Igreja: procurem um pároco favorável e façam o pedido, tudo sempre documentado. Não havendo retorno, procurem o bispo, a quem “convida-se vivamente [...] a satisfazer seu desejo” (Summorum Pontificum, Art 7. §1º).
Havendo novo insucesso, não há o que fazer senão enviar toda a documentação (abaixo-assinados, fotos, e-mails — tudo isso é muito importante) que comprove estas tratativas a Roma:
Reverendíssimo Monsenhor Guido Pozzo, secretário desta egrégia Comissão,
Pontifícia Commissione “Ecclesia Dei”
00120 – Città del Vaticano
Santa Sede
Eminência Reverendíssima Dom Antonio Cardeal Cañizares Llovera, Prefeito desta egrégia Congregação,
CONGREGAZIONE PER IL CULTO DIVINO E LA DISCIPLINA DEI SACRAMENTI
Palazzo delle Congregazioni
Piazza Pio XII, 10
00120 CITTÀ DEL VATICANO – Santa Sede
Não se preocupem com o idioma; é aconselhável escrever em italiano, mas, se não for possível, em Roma os dicastérios têm seus serviços de tradução. Seja insistente; caso não receba resposta num tempo razoável, você pode reenviar seu pedido à Comissão Ecclesia Dei por FAX: 00 XX 39 – 06.698. 83412.
Deixem seu bispo ciente deste recurso. Alguns deles temem e procuram solucionar o problema diante da possibilidade de levar um puxão de orelhas (especialmente os que procuram maior sucesso na carreira).
Em tudo, por mais difícil que seja, respeitem sempre seu bispo e sacerdotes.
O fato é que a missa tradicional, em quase todas as dioceses do Brasil, está longe de ser algo desejado para a famigerada “pastoral”. Salvo um milagre, vocês serão considerados um mal menor a ser tolerado para se evitar problemas com Roma. É a triste realidade, mas que não pode paralisar os esforços de bons católicos pela sã doutrina e sua lex orandi. Façamos o nosso dever e deixemos o restante a cargo da Providência, certos de que “porta inferi non prevalebunt“!
Fica também o pedido para que nossos outros leitores enviem suas sugestões na caixa de comentários. Elas poderão ser muito úteis a outros grupos que também batalham pela missa.
[Atualização - 19 de novembro de 2009, às 08:03] A pedido do leitor, excluímos toda referência à diocese em questão, tanto no post, como nos comentários.








"... muitos dos que se dizem católicos ajudam os «revolucionários» . São esses, sempre «moderados», que estimam a «tranquilidade pública» como o bem supremo. Esses católicos tolerantes, condescendentes, brandos, doces, amáveis ao extremo com os maçons e furiosos inimigos de Jesus Cristo, guardam todo seu mal humor para os que gritam «Viva a Religião!» e a defendem sofrendo contínuas penalidades e expondo suas vidas. Para eles, esses últimos são «exagerados e imprudentes, que tudo comprometem com prejuízo dos interesses da Igreja» ".
Que tenho eu, Senhor Jesus, que não me tenhais dado?… Que sei eu que Vós não me tenhais ensinado?… Que valho eu se não estou ao vosso lado? Que mereço eu, se a Vós não estou unido?… Perdoai-me os erros que contra Vós tenho cometido. Pois me criastes sem que o merecesse… E me redimistes sem que Vo-lo pedisse… Muito fizestes ao me criar, muito em me redimir, e não sereis menos generoso em perdoar-me. Pois o muito sangue que derramastes e a acerba morte que padecestes não foram pelos anjos que Vos louvam, senão por mim e demais pecadores que Vos ofendem… Se Vos tenho negado, deixai-me reconhecer-Vos; Se Vos tenho injuriado, deixai-me louvar-Vos; Se Vos tenho ofendido, deixai-me servir-Vos. Porque é mais morte que vida, a que não empregada em vosso santo serviço… - Padre Mateo Crawley-Boevey