
Sim, verdadeiramente, perguntemos uma vez mais o que o é Protestantismo de Unitatis Redintegratio.
Abandonada a esta incerteza, a Igreja pós-conciliar não poupou sua atenção a ninguém, aceitando a inclinação de todos pelo mundo, como se este fosse um “princípio e fundamento” (conf. Exercícios Espirituais de Santo Inácio) de um novo tipo. Ela se encarregou das alegrias e esperanças do mundo, assim como de suas contradições, e esqueceu a advertência do Apóstolo: “Se quisesse ainda agradar aos homens, não seria servo de Cristo” (Gal. 1:10).
Mostraram-se os resultados obtidos conseqüentemente a este acordo com o mundo, que, se não são necessariamente uma traição a Cristo, são sempre, ao fim das contas, uma ruptura com a venerável Tradição. Volumes da Enchiridion œcumenicum foram recheados destas rupturas, sem nenhuma preocupação com o escândalo, ou ao menos com a estupefação, que estes fatos levantaram nas mentes de qualquer católico sério.
Apenas um único exemplo, e “ab uno disce omnes” (Virgílio, Eneida, II, 65): a assombrosa declaração conjunta acerca da doutrina luterana da “justificação”. Qualquer um que possua o mínimo de informação sabe que esta doutrina trata do pecado original, de seus efeitos devastadores na natureza humana e sua remissão exclusiva pela graça, independentemente de qualquer contribuição por parte do livre arbítrio do homem. Admite apenas uma aplicação puramente exterior dos méritos de Cristo, que supostamente cobririam os pecados, com a conseqüência de que a pessoa justificada permaneceria ao mesmo tempo tanto santificado e pecador, “simul iustus et peccator”.
Recordei acima que Lutero precisamente (em 1537) se disporia a qualquer espécie de concessão ao “papismo”; mas uma única coisa não poderia ser questionada: a doutrina da justificação apenas pela fé.
Levou cinco séculos, mas ele alcançou seu contentamento: a Igreja pós-conciliar finalmente lhe deu razão, e conduziu sua doutrina à ante-sala da Fé.
Monsenhor Brunero Gherardini – Concilio Ecumenico Vaticano II: Un discorso da fare. Excertos do capítulo 8 – “Ecumenismo ou sincretismo”. Fonte: DICI








"... muitos dos que se dizem católicos ajudam os «revolucionários» . São esses, sempre «moderados», que estimam a «tranquilidade pública» como o bem supremo. Esses católicos tolerantes, condescendentes, brandos, doces, amáveis ao extremo com os maçons e furiosos inimigos de Jesus Cristo, guardam todo seu mal humor para os que gritam «Viva a Religião!» e a defendem sofrendo contínuas penalidades e expondo suas vidas. Para eles, esses últimos são «exagerados e imprudentes, que tudo comprometem com prejuízo dos interesses da Igreja» ".
Que tenho eu, Senhor Jesus, que não me tenhais dado?… Que sei eu que Vós não me tenhais ensinado?… Que valho eu se não estou ao vosso lado? Que mereço eu, se a Vós não estou unido?… Perdoai-me os erros que contra Vós tenho cometido. Pois me criastes sem que o merecesse… E me redimistes sem que Vo-lo pedisse… Muito fizestes ao me criar, muito em me redimir, e não sereis menos generoso em perdoar-me. Pois o muito sangue que derramastes e a acerba morte que padecestes não foram pelos anjos que Vos louvam, senão por mim e demais pecadores que Vos ofendem… Se Vos tenho negado, deixai-me reconhecer-Vos; Se Vos tenho injuriado, deixai-me louvar-Vos; Se Vos tenho ofendido, deixai-me servir-Vos. Porque é mais morte que vida, a que não empregada em vosso santo serviço… - Padre Mateo Crawley-Boevey