O Papa na Sinagoga de Roma. Um recado dos judeus.

Abertura à Tradição causa preocupação.

“Podemos, desde o Concílio do Vaticano [II], nos relacionar com a Igreja Católica e seus Papas em termos de igual dignidade e respeito recíproco. São as abertura do Concílio que tornam possível este relacionamento; se elas viessem a ser colocadas em discussão, não haveria mais possibilidade de diálogo”. Palavras do rabino chefe de Roma, Riccardo Di Segni, referindo-se veladamente às discussões doutrinais entre a Santa Sé e a Fraternidade São Pio X.

Acalento pontifício.

“Os ensinamentos do Concílio Vaticano Segundo representaram para os católicos um claro marco ao qual é feito constante referência em nossa atitude e em nossas relações com o povo judeu, marcando um novo e significante estágio. O Concílio deu um forte impeto a nosso irrevogável empenho em seguir o caminho do diálogo, da fraternidade e da amizade, uma jornada que foi aprofundada e desenvolvida nos últimos quarenta anos, através de passos importantes e gestos significativos”. Do discurso do Papa Bento XVI em visita à Sinanoga Romana, em 17 de janeiro de 2010.

Uma sutil defesa de Pio XII.

Ainda em seu discurso, disse o Papa: “infelizmente, muitos permaneceram indiferentes, mas muitos, inclusive católicos italianos, sustentados por sua fé e pelos ensinamentos cristãos, reagiram com coragem, muitas vezes sob risco de suas vidas, abrindo seus braços para assistir os fugitivos judeus que estavam sendo perseguidos, e obtendo perene gratidão. A própria Sé Apostólica forneceu assistência, muitas vezes de uma maneira oculta e discreta”.

29 Comentários to “O Papa na Sinagoga de Roma. Um recado dos judeus.”

  1. O papa na Sinagoga de Roma. Um recado dos judeus… para os tradicionalistas!

    Bento XVI nas sendas de um ecumenismo perverso, que destrói a salvação dos judeus e mina os alicerces da Igreja!

    É como se nos dissesse: não vamos revogar o Vaticano II!

  2. Salve Maria!

    Quem te disse sr. Marcel que o Concílio Vaticano II será revogado? Foi a FSSPX?

    Pena que ela não passa de um grupo separado da Igreja Católica!

  3. Aaaargh!

    Sr. Vitor José,
    Por qué non te callas?

  4. Não, não foi a FSSPX, mas a razão mesma da Igreja, que não poderá conviver com um “concílio” de natureza ambigua e passível de tantas interpretações heréticas!

  5. Sr. Vítor José, os judeus, muçulmanos, budistas, protestantes, ortodoxos, estão mais próximos da Igreja Conciliar do que a FSSPX. Talvez o sacerdote hinduísta que celebrou em Fátima, tenha celebrado antes de qualquer sacerdote da FSSPX, ou mesmo no Santuário de Fátima, ter sido celebrada a Missa Tridentina.

    Vide encontro de Assis, onde colocou-se uma imagem de Buda, sob o altar de São Pedro. Vide a declaração comum entre “católicos” e luteranos, especialmente os seguintes trechos:

    “A Resposta da Igreja católica não visa questionar a autoridade de Sínodos luteranos ou da Federação Luterana Mundial [qual autoridade possuem os sínodos luteranos, ou a federação luterana mundial?].

    A Igreja católica e a Federação Luterana Mundial iniciaram o diálogo e o levaram avante como parceiros com direitos iguais (“par cum pari”) [católicos e luteranos, com direitos iguais?].

    Apesar de concepções diferentes de autoridade na Igreja, cada parceiro respeita os procedimentos normativos do outro parceiro EM BUSCA DE DECISÕES DOUTRINÁRIAS.” Declaração conjunta entre Católicos e Luteranos

    Par cum pari, com a FSSPX? Impossível, mas com inimigos seculares da Igreja, totalmente possível!!!

    Em busca de decisões doutrinárias com os luteranos, e em busca da imposição do Concílio Vaticano II, a FSSPX. Como pode tratar de questões dogmáticas com os luteranos, como se fossem pastorais e de questões pastorais com a FSSPX, como se fosse dogmáticas?

    Repito ainda notícia, traduzida pelo Fratres in Unum:

    Dois pesos, duas medidas.

    ‹‹ Como o Papa Bento revelou em sua Carta Apostólica de maio de 2007 sobre a situação da Igreja Católica na China, “o Papa” (não é claro se isso quer dizer ele mesmo ou João Paulo II) concedeu a um número de bispos da APC (ndt: Associação Patriótica Católica, a “igreja” estatal do governo chinês) que solicitaram reconhecimento de Roma “pleno e legítimo exercício de jurisdição episcopal para favorecer o reestabelecimento da plena comunhão”, depois de considerar “a sinceridade de seus sentimentos e a complexidade da situação”… E todavia parece que os bispos controlados pelos comunistas tão favorecidos abusaram desta concessão ao se recusar a dar qualquer sinal externo de união com o Papa. [...] Pode-se perguntar por que aos quatro bispos da Sociedade [de São Pio X], dada sua “sinceridade” e a “complexidade” de sua situação, não foi concedido “pleno e legítimo exercício de jurisdição episcopal para favorecer o reestabelecimento da plena comunhão”. Talvez a Sociedade deva consagrar uma centena de bispos e se declarar membro da APC! ›› Do artigo de Christopher A. Ferrara publicado em The Remnant.

    Os Bispos da Igreja “Católica” Estatal Chinesa, tem regularização canônica, legal né?

  6. Não há dúvida que é saudável a conversa da Santa Igreja como os judeus. Isso não implica que a Igreja deva se submeter às opiniões deles ou que deva modificar sua doutrina em razão disso. Penso, ainda, que a Igreja deve fazer a assumir uma defesa tenaz do grande Papa Pio XII, um sábio que não mediu esforços para salvar os perseguidos pelo regime de terror do III Reich.
    Posso ser amigo de uma pessoa e não concordar com muitas de suas opiniões ou modos de enxergar a vida. Se houver maturidade recíprico, a amizade pode continuar e a conversa também.

  7. É difícil..quando achamos que o Santo Padre irá dar uma “bofetada”, ainda que suavemente,nos judeus,vem uma bofetada dupla do Papa e do Rabino em nós. Ninguém pense que já está tudo ganho com essas discussões…só sabemos que a Igreja triunfará.

  8. Marcel, tenha mais humildade ao se referir aos ditos e às atitudes do Santo Padre. Para o sr., que está confortavelmente sentado em sua cadeira, em frente ao computador, é muito fácil fazer um juízo temerário em relação a um homem que tem inúmeras responsabilidades, além de trabalhar incessantemente pelo seu rebanho.

    Gostaria de lembrar um trecho de Giacomo Bifi, em seu livro “Para Amar a Igreja”:

    “No fundo, quem se escandaliza pelas ações reprováveis dos homens da Igreja e não tolera que isto possa acontecer reproduz aquela que está entre as mais antievangélicas das heresias”. Se não me engano ele se refere aqui ao Maniqueísmo e ao Gnosticismo dos primeiros séculos cristãos.

    Não devemos nos esquecer de que o primeiro Papa negou Nosso Senhor, tendo se arrependido tão logo percebeu a besteira que fez e que Cristo, em sua misericórdia (e justiça, também) infinita, deu a COMUNHÃO a JUDAS, que ele mesmo sabia já tê-lo traído.

  9. Sr. Vitor,

    não force situações para criticar a fraternidade. Se há uma forma ortodoxa de interpretar o Concílio, o Papa deverá indicar o caminho (Explicitando, inclusive, o ensinamento sobre a Gaudim et Spes, que ele mesmo chamou de anti-syllabus, quando ainda era cardeal). E só ele. É isso que, de forma realista, CREIO que a fraternidade espera.

    O que a FSSPX pode fazer é apresentar as suas objeções e rezar. Até lá, a FSSPX não precisa ferir a própria consciência com uma obediência cega – só em nome da “união”. Como nenhum católico precisa. Diga-me: a FSSPX está mais “separada” da Igreja do que os bispos da TL, da RCC ou que tem “simpatia” pela Maçonaria? E ninguém sai dizendo por aí que precisamos resistir a esses bispos e procurar outras dioceses (O que é direito de todo fiel, já que é necessário resistir ao pecado público do clero).

    Comete-se uma falha utilizar o critério institucional ao invés do critério da Fé (Que aliás, é o único). E não me digam que isso é protestante, não. Estou falando do Depósito da Fé, que não possui contradições nem ambiguidades. É objetivo e claro.

    Veja que viver “separado” em nossos tempos, como você diz, não quer dizer absolutamente coisa nenhuma. Aliás, o termo é incorreto. Se o Santo Padre visita uma sinagoga ou uma mesquita nós deveríamos fazer o mesmo? Creio que não. E isso não quer que estou “separado” da Igreja Católica.

  10. Quando falam que a FSSPX está fora da Igreja, na hora vem na minha cabeça fabio de melo e suas atitudes e ele dizendo que betto é maravilhoso, um abortista que quer a esterelização em massa no Nordeste…se isso for plena comunhão.

  11. Não é a primeira vez que declarações da alta maçonaria judaica são sucedidas de supostos acalentos do papa Bento XVI. Devo reconhecer que, em várias dessas ocasiões, flagrei-me por alguns instantes imaginar estar sendo pastoreado por uma pan-religião, o que seria um pesadelo assustador. Todavia, à luz do que sempre Ratzinger afirmou sobre a liberdade religiosa e as relações com os judeus, que não data de hoje e que advém do contato com vários de seus formadores da “Nova Teologia”, o teólogo só coteja sua consciência, sua falível consciência.

    Graças a Deus, temos um magistério seguro, reafirmado por uma longuíssima sucessão de séculos e papas, que põem quaisquer discursos falíveis, falhos e/ou diplomáticos nos limites da efemeridade humana e mundana.

    Rezemos para que o papa tenha coragem, como já o faz em vários pontos, de se distanciar cada vez mais dos erros da Nova Teologia, que tanto relativizam, confundem e setenciam a um suposto erro o Magistério de Sempre, e que levam tantos da apostasia silenciosa e inconsciente à profissão despudorada de um depósito de crendices com resquícios de catolicismo.

    Em Cristo e Maria,

    Antonio

  12. Quando se ataca a FSSPX e se defende o Concílio Vaticano II, mostra-se o quanto a Fé Católica se resume ao que “ensinou e escreveu” o Concílio, em detrimento de todo um Depósito de Fé bi-milenar que se formou antes dele. Depósito este, defendido continuamente por Dom Lefebvre e por sua obra.
    Vive-se uma desconstrução da fé, na qual se despreza todos os ensinamentos da Igreja que não estão em consonância com o que se propagou nos anos pós-conciliares, exaltando um deformado diálogo ecumênico em que rebaixa-se a Fé Católica ao nível das outras religiões e mesmo seitas, além da aceitação cega de práticas e escritos que em nada se podem chamar católicos.
    Os errados hoje são os que se apegam à Tradição, ao Sagrado Depósito da Fé. Os certos são os que sabem de cor e salteado os documentos Nostra Aetate, Lumen Gentium (e todos os outros que são frutos do Vaticano II e do desejo de agradar mais ao mundo do que a Deus), mas que nada sabem dos documentos que contradizem e muito, tudo o que se forjou nesse concílio.
    Não se trata de revogar tal concílio (embora ele não tenha o mesmo peso que os anteriores), mas de interpretá-lo à Luz da Tradição, uma vez que sua ambiguidade o torna estéril e passível de remendos, distorções e outras práticas nada ortodoxas.

  13. Sr. Victor José,
    1-) O debate não é sobre a FSSPX. Seu ódio mmodernista o cega;
    2-) O Sr. afirmou categoricamente que fora da Igreja HÁ salvação; contrariando, assim, os ensinamentos magisteriais de Pio IX e Pio XII;
    3-) Se o Sr. entende que fora da Igreja há salvação, por que exluir a salvação dentro da FSSPX que o Sr. acusa injusta, falsa e desonestamente de estar fora da Igreja;
    4-) Herejes Modernnistas são assim mesmo, dizem num parágrafo e no seguinte desdizem o que haviam afirmado.
    5-) VIVA DO MARCEL LEVEBRE QUEM NAÕ VENDEU SUA ALMA NEM TROCOU A VERDADE POR UM PRATO DE 30 QUIBES !!

  14. Salve Maria!

    A FSSPX não está em comunhão com a Igreja Católica, porque:
    1)Sua estrutura e hierarquia não está totalmente subordinada à Sé Apostólica.
    2)Seus Bispos não estão totalmente subordinados à Sé Apostólica.
    3)Seu clero e seus fiéis não estão em comunhão com os membros da Igreja Católica.
    4)Possui diferenças doutrinárias e magisteriais com relação à Igreja Católica.
    5)Defende que a Fé saiu de Roma (Santa Sé) e consequentemente a FSSPX não se fundamenta na Autoridade Papal e sim em outros prelados e outras coisas.
    6)Os membros da FSSPX defendem que os membros em comunhão com a Igreja, alguns defendem que todos, caíram na apostasia ou são modernistas.
    7)É uma igreja paralela às Dioceses Católicas, porque não está erigida canonicamente no seio da Igreja pela Autoridade Papal e o Papa, Vigário de Cristo, Chefe da Igreja, insiste que a FSSPX não está em plena comunhão com a Igreja e não exerce qualquer apostolado dentro da Igreja.
    8)Defende que não é necessário estar em comunhão com a Igreja Hierárquica, assim como os Anglicanos, “Ortodoxos” e vários grupos cismáticos que se consideram “Católicos”.
    9)Defende que a Autoridade Magisterial da Igreja está Vacante com relação aos Ensinamentos Não Irreformáveis.
    10)Observação: As pessoas que estão na estrutura jurídica da Igreja e que agem contra os Ensinamentos da Igreja, não estão em comunhão com a Igreja nas coisas contrárias aos Ensinamentos Dela. A FSSPX está em comunhão com a Igreja em certos ou até vários elementos, mas não no geral, porque não está fundamentada na Autoridade Papal e está contrária à Igreja Católica em outras coisas, bem como não é reconhecida pela Igreja. Os membros da FSSPX podem ser salvos como as pessoas que estão fora da comunhão plena com a Igreja Católica.

  15. Salve Maria!

    Sobre Ecumenismo, é uma idiotísse querer colocar todos os tipos de Encontros e Diálogos no mesmo Balaio, ignorando as diferenças óbvias aos olhos até mesmo de uma criança.

    Sr. Gederson, tenho uma resposta aos seus últimos comentários no debate. Se quizer que eu as envie, deixe-me um endereço eletrônico ou um espaço em seu blog para eu enviá-las. Se quizer repostas para perguntas que o sr. considerar sem respostas ou precisando de esclarecimento, deixe-me um endereço para enviar os textos.
    Aproveito esta oportunidade para esclarecer só algumas coisas às quais o sr. me interpretou mal:
    Coloco aqui uma parte da resposta que fiz;
    “O Concílio Vaticano II não tem somente ensinamentos escritos, tem ensinamentos orais sim. Um exemplo certo que posso lhe dar é Dom Antônio de Castro Mayer ensinando oralmente e por Pastorais a Doutrina Verdadeira do Concílio na Diocese de Campos. Dom Antônio assinou as Atas de Promulgação dos textos e, como ele sabia que usar-se-iam do Concílio para o mal, ele correu para explicar oralmente e por escrito o que o Concílio definiu. Vários outros Bispos também ensinaram oralmente e por escrito a Doutrina Verdadeira do Concílio. Cabe aqui, dividirmos por pontos. Assim como um Bispo possa ter ensinado erradamente sobre um determinado Ponto, ele pode também ter ensinado corretamente sobre outro Ponto. E, outro Bispo que ensinou certo sobre o Ponto que um Bispo ensinara errado, ele pode também ter ensinado errado sobre outro ponto e que aquele mesmo Bispo que errara naquele Ponto pode acertar neste. De forma que, o ensinamento oral e escrito Verdadeiro do Concílio não falta. Da parte do Papa sabemos que por várias Alocuções foi Ensinada Oralmente a Doutrina Verdadeira do Concílio. As Explicações, Cartas, Notas Doutrinais da Congregação para a Doutrina da Fé e vários outros Documentos expedidos pela Santa Sé, além de serem Escritos sobre a Doutrina Verdadeira do Concílio, têm o mesmo efeito que um Ensinamento Oral do Papa, já que o Papa Vivo, estando ciente dos problemas atuais, expede Cartas e Documentos com o mesmo detalhismo e precisão que uma Alocução sua poderia ter em tais circunstâncias. De forma que podemos considerar vários Documentos da Autoridade Viva como sendo Orais, já que têm o mesmo detalhismo e precisão, bem como está ciente dos problemas, assim como os ensinamentos orais. Se um Prelado Vivo que está por dentro dos problemas escreve sobre algo, temos de concluir logicamente que um discurso dele nas mesmas circunstâncias será parecido ou estará igual em substância ao que ele escreve sobre o mesmo assunto.
    Sr. Gederson, não excluo de forma alguma a parte Oral da Tradição. Quando eu digo sobre interpretar a Sagrada Tradição, é lógico que me refiro à Parte escrita dela. Muitas coisas da Sagrada Tradição foram escritas e testemunhadas historicamente por vários Doutores, Papas e Santos ao longo da História da Igreja. Quanto à Parte Oral da Sagrada Tradição, é o Magistério Vivo da Igreja que transmite. E, a Inspiração da Tradição (seja oral ou seja escrita) e da Sagrada Escritura foi feita por Deus ao Magistério dos Bispos Vivos. O povo pode conservar a Tradição, mas a transmissão dela é continuada pelos Bispos Vivos. Se os Bispos Vivos, em sua totalidade, parassem de transmitir oralmente a Sagrada Tradição, o Magistério da Igreja simplesmente não existiria mais, a Igreja Hierárquica teria acabado ou desaparecido nem que seja temporariamente. E, todos os costumes tradicionais da Igreja teriam desaparecido, já que dependem praticamente em tudo da Hierarquia.”
    “Sr. Gederson não defendo que a Infalibilidade Papal ocorra somente quando o Papa esteja com os Bispos, por favor não me interprete errado. A prova é que um Papa pode proclamar Dogma fora de Concílio, como o Dogma da Assunção de Nossa Senhora. Afinal, é o fato de os Bispos do mundo inteiro estarem unidos e sob o Papa é que um Concílio não pode falhar. A Infalibilidade está com o Papa.”

    Se quizer dar sequência ao debate, deixe-me um endereço eletrônico nos comentários ou no seu blog.

  16. Realmente sou pela tradição, mas fico sempre ao lado do Papa Bento XVI, acho o sr. vitor José um pouco polêmico, mas tenta se defender de sua maneira.

    Esses dias li sobre o Papa Bento XVI, nos fazendo lembrar que o Concilio Vaticano II nos deixou ensinamentos grandiosos( não me lembro onde li, desculpe-me) ai fiquei pensando…Em tudo Deus usa do ruim para tirar um proveito para o nosso bem, então amém não julgarei mais o Concilio.

    A igreja um dia excomungou a FSSPX e não recomendava que nenhum católico procurasse ela, mesmo a FSSPX estando com suas verdades, se cometia pecado grave o ato de desobediência a Igreja procura-la, então, hoje o Bento XVI suspendeu a excomunhão por acreditar na ordem, veja mediugorie, a FSSPX a trata como lobo, e no entanto ela mesma ja esteve no lugar do lobo e não era lobo.
    E ai?

  17. Perdoam-me errei ao digitar Bento XVI o que na verdade é Santo Padre Papa Bento XVI.

  18. Caro Sr. Vitor José,

    Parece qe o Sr. quer ser mais realista que o rei. O Papa pulicou o Summorum Pontificum a pedido da Fraternidade. Depois, retirou as excomunhões de seus bispos, apesar de os mesmos não terem voltado atrás em suas opiniões. Mas para o Sr. Vitor José, eles continuam excomungados e o Papa deveria puni-los por eles coninuarem exercendo o seu ministério. Ora, o Papa não só não os está punindo, como vem reabilitando eles gradativamente (só não vê quem não quer). Alguns em Roma dizem que o acordo com a FSSPX já está feito e as reuniões são apenas para ajustar alguns detalhes.De qualquer maneira, as discussões estão se dando em clima extremamente cordial. Se o Sr. Vitor fizesse parte da comissão romana, provavelmente não seria tão cordial assim…
    Sr. Vitor, compare com a matemática:

    2, 4, 6, …., 10

    qual número está faltando? 8, claro

    o Papa libera a Missa a pedido da Fraternidade, O Papa retira a excomunhão, O Papa aceita discutir o Concílio com a fraternidade,… ( o que vem agora?)

    O próximo passo será um acordo entre a Santa Sé e a Fraternidade, com regularização da mesma e revisão dos pontos do Concílio incompatíveis com a Tradição.

    Mas para o Sr. Vitor José, o número que está ausente é o 17 ou talvez 74.089,725896533…

    Ou você acha (ou deseja?) que o próximo passo seja o fim das discussões, sem acordo, com a re-excomunhão definitiva de toda a Fraternidade e prisão dos bispos?

    É só ver os acontecimentos, meu caro!

    Aguarde…

  19. Salve Maria!

    Sr. Diogo Kalil, da onde o sr. tirou que a Missa Tridentina foi liberada para toda a Igreja por causa da FSSPX???

    Essa “heroína” da “tradição” nunca foi, não é, nem nunca será a única a celebrar a Missa Tridentina e os Sacramentos na forma Tradicional. Nem tão pouco foi a responsável pela Liberação da Missa Tridentina para toda a Igreja.
    Meu caro, a Missa Tridentina não é patente da FSSPX nem nunca foi nem nunca será.
    Coloco aqui uma parte da Carta do Cardeal Ratzinger a Dom Lefebvre, em nome de Sua Santidade João Paulo II:
    “A situação dos padres que o sr. ordenou desde junho de 1976 será regularizada caso
    por caso, se eles aceitam assinar pessoalmente uma declaração tendo o mesmo conteúdo
    que a sua.
    Eu devo acrescentar, enfim, que, no que concerne à autorização de celebrar a Santa
    Missa segundo o Ordo Missae anterior ao de Paulo VI, o Santo Padre decidiu que a questão será resolvida para a Igreja universal e, portanto, independentemente do seu
    caso particular.”(Carta da Congregação para a Doutrina da Fé de 23 de dezembro de 1982, assinada pelo então Cardeal Joseph Ratzinger a Dom Marcel Lefebvre).
    Portanto sr. Diogo, a Liberação da Missa Tridentina para toda a Igreja já estava em 1982 planejada e, INDEPENDENTE do caso particular de Dom Lefebvre ou da FSSPX.

    Com relação à Ereção Canônica da FSSPX, o sr. não sabe como torço por isso.

    Pena que muitos clérigos da FSSPX não querem abandonar seus erros doutrinários e vêem a Regularização Canônica como desnecessária e como aderência à apostasia. Tem ainda os que em entrevista no site da FSSPX-Brasil dizem que a Ereção Canônica representaria a destruição da FSSPX.

    Meu caro, voltar para a Igreja só depende da FSSPX. A Igreja está de braços abertos a espera da FSSPX. Basta que a FSSPX se submeta às condições impostas pela Santa Sé, e isso inclui, como já declarou a Santa Sé, reconhecer a Legitimidade e Ortodoxidade do Concílio Vaticano II e do Ordo de Paulo VI.

  20. Sr. Victor José, CALE-SE!!!
    O senhor, com todo o respeito, é um chato.

  21. “Portanto sr. Diogo, a Liberação da Missa Tridentina para toda a Igreja já estava em 1982 planejada e, INDEPENDENTE do caso particular de Dom Lefebvre ou da FSSPX.”

    Caro Sr. Vitor José,
    Viva Cristo Rei! Salve Maria!

    Rapidamente…

    Prove nos que a Missa Tridentina foi proibida ou a Quo Primum Tempore, foi ab-rogada, para que ela necessitasse de um planejamento para sua liberalização.

    E os Bispos da Igreja estatal chinesa???

    Meu email: falcometa_italia@hotmail.com

  22. Por que o Sr. Vitor José não apresenta os seus argumentos a todos, para que todos possamos desfrutar de sua incomparável e invencível potência argumentativa e do seu magnífico conhecimento teológico-magisterial?

  23. A Igreja tem uma missão de que não se pode retirar. Compete-lhe converter todos. Pela sua atitude, ninguém deve poder dizer que não se converteu porque a Igreja não o ajudou, embora haja muitos que, apesar da ajuda da Igreja, não se convertem.
    Isto quer dizer que o Papa deve aceitar um convite da Sinagoga e estar presente, mas essa presença obriga que o Papa expresse com toda a nitidez e toda a verdade a doutrina da Igreja. Não pode ser ambíguo; não deve querer agradar A ou B, mas deve agradar a todos proclamando a Verdade.
    O Papa tem de conquistar pessoas para Cristo, dizendo-lhes a Verdade, não os enganando.Mas, acima de tudo, deve atuar em Caridade, porque o Papa é o que preside na Caridade, no Amor.
    Como São Paulo.
    Creio que o Papa, pouco a pouco, para o seu ensinamento penetrar nos ouvidos duros, vai dizendo a Verdade

  24. Caro Sr. Vítor José,
    Viva Cristo Rei! Salve Maria!

    Agradeço o interesse no debate, e aguardarei a sua resposta em meu email. Quanto aos esclarecimentos que o Sr. escreveu, considerarei brevemente alguns pontos, para continuarmos a debater por email. Os pontos são:

    Dom Antônio de Castro Mayer:

    1º) Não assinou a Gaudium et Spes e a Dignitatis Humanae, como também se posicionou contrário ao Concílio;

    2º) Posso lhe indicar vários link’s provenientes do site da FSSPX, contendo ensinamentos do “Leão de Campos”, mas será que o Sr. poderia me indicar link’s com ensinamentos de Dom Antônio, provenientes do site da CEDAMUSA?

    3º) Se Dom Antônio de Castro Mayer, era este insígne defensor do Concílio apresentado por Dom Rífan, o que ele foi fazer em Ecône em 1988? E Dom Rífan e a CEDAMUSA, consideram legítima a excomunhão de Dom Antônio e Dom Lefebvre?

    4°) Existem dois Dom Antônios, um que é o Dom Antônio de Castro Mayer, que todos conhecem e outro que é fruto de um livre-exame de sua obra, realizado por Dom Rífan.

    Concílio Vaticano II

    1°) Voltemos ao Século IV, onde as questões de fé, mais importantes, eram a respeito da divindade de Nosso Senhor. Agora imagine que se ao invés de tratar de questões de fé, o Concílio de Nicéia, tratasse de questões seculares e econômicas, omitindo-se de pronunciar-se a respeito da doutrina de Ário e encerrando-se com o arianismo, semi-arianismo e tradicionalismo, haveria possibilidade de apenas um ensinamento oral, no pós-concílio? Se as coisas tivessem se dado dessa forma, não se declararia a liberdade magisterial, para arianos e semi-arianos?

    2°) Sabemos que as questões conciliares, foram respondidas a luz da premissa do “aggiornamento” e que agora se pede por uma interpretação do Concílio, a luz da tradição. Não é contraditório, que um concílio encaminhe a Igreja em direção ao mundo e posteriormente passados mais de 40 anos, se tente fazer o caminho inverso ao pretender-se um aggiornamento a tradição?

    3º) Considerando o 4° item, será que o Sr. poderia nos responder:

    Aggiornar a fé católica ao mundo, é uma questão para o magistério ordinário ou extraordinário, responder?

    Magistério Vivo

    1ª) Independentemente das pessoas que exerceram magistério terem morrido, seus magistérios permanecem vivos, se o ensinamento do espírito daquilo que ensinaram, for constante e universal. Daí que a concepção de magistério vivo, onde se associa a vida de quem exerce o magistério e não ao espírito do ensinamento, parece me em flagrante contradição com aquio que se entende por magistério vivo, na tradição. Porque o espírito dos ensinamentos apostólicos, não morreu com os apóstolos, pelo contrário, ele continuo com seus sucessores e sobretudo pela atuação do Espírito Santo. O magistério vivo, no sentido colocado por Dom Rífan,aparece apenas em questões controvertidas para ajuizar a respeito da veracidade ou falsidade doutrinária, como na doutrina da Santíssima Trindade. Ademais, lembro ainda as palavras do Senhor:

    “Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó (Ex 3,6)? Ora, ele não é Deus dos mortos, mas Deus dos vivos.” Mt 22,32

    Por ora, é somente isto, aguardando seu email, me despeço.
    Fique com Deus.

  25. Correção

    Onde se lê:

    Considerando o 4° item…

    O correto é; “Considerando-se o 2º item…

    Desculpe..

  26. Prezado Sr. Vitor José,
    Salve MAria!

    O senhor pergunta de onde o Sr. Diogo tirou que a Missa tradicional foi liberada por causa da FSSPX.

    Esta carta do cardeal Ratzinger é datada de 1982. Um primeira liberação do Missal de 62 foi realizada em 1984, pelo Indulto “Quattuor abhinc annos” de João Paulo II, em que se tinha as condições para a celebração nas dioceses. Acredito que é sobre este indulto que Ratzinger já apontava nesta carta a D. Lefebvre.

    Porém, repare que na carta aos bispos que acompanha o Summorum Pontificum de 2007, Bento XVI diz:

    “Por isso, o Papa João Paulo II viu-se obrigado a estabelecer, através do Motu Proprio «Ecclesia Dei» de 2 de Julho de 1988, um quadro normativo para o uso do Missal de 1962, que no entanto não contém prescrições detalhadas, mas fazia apelo, de forma mais geral, à generosidade dos Bispos para com as «justas aspirações» dos fiéis que requeriam este uso do Rito Romano. Naquela altura, o Papa queria assim ajudar sobretudo a Fraternidade São Pio X a encontrar de novo a plena unidade com o Sucessor de Pedro, procurando curar uma ferida que se ia fazendo sentir sempre mais dolorosamente.” (CARTA DO SANTO PADRE BENTO XVI AOS BISPOS QUE ACOMPANHA O “MOTU PROPRIO” SUMMORUM PONTIFICUM )

    Repare que se visava também a FSSPX. Mesmo que ela não tenha sido a unica responsável pela liberação do Missal como você sustenta, nem por isso se deve dizer que ela não teve nenhuma particpação, ou nem um “peso” na abertura concedida para o missal Tradicional.

    Papa João Paulo II deu o indulto em 1984
    Papa João Paulo II pediu para os bispo maior abertura do Missal de 62 em 1988.

    Se não me engano em 2000, a FSSPX exige, para poder dialogar com Roma, a liberação irrestrita do Missal Tradicional.

    Assim, mais a frente na mesma carta citada, Bento XVI diz:

    “Cheguei assim à razão positiva que me motivou para actualizar através deste Motu Proprio o de 1988. Trata-se de chegar a uma reconciliação interna no seio da Igreja.” (CARTA DO SANTO PADRE BENTO XVI AOS BISPOS QUE ACOMPANHA O “MOTU PROPRIO” SUMMORUM PONTIFICUM )

    Repare que Benro XVI diz “reconciliação interna”. É óbvio que ele está falando da FSSPX; e mais ele trata a FSSPX como algo interno e não externo, ou seja, não como se a FSSPX estivesse fora da Igreja como o senhor quer, mas dentro. Portanto o senhor não está alinhado com o pensamento de Bento XVI

    Desta forma, creio que o senhor se engana completamente ao dizer que o Missal não foi liberado por causa da FSSPX, pois o indulto de 1984, segundo Roma, já seria suficiente para sanar esta questão.

    Ademais, o senhor não está em coerencia com Papa Bento XVI que trata a FSSPX como algo interno e não externo como quer o senhor.

  27. Salve Maria!
    Sr. Renato Salles, não é honesto de sua parte considerar a FSSPX como estando em plena comunhão com a Igreja, devido ao fato de a Santa Sé já ter se manifestado inúmeras vezes sobre isso. Já mostrei neste blog trechos da Carta do Papa aos Bispos da Igreja sobre o Levantamento da Excomunhão dos Bispos da FSSPX. Tenho TOTAL certeza que ainda existem outros Documentos da Santa Sé que não conheço que tratam desta questão. QUEM DEFINE O QUE PERTENCE E O QUE NÃO PERTENCE À IGREJA É A SANTA SÉ, não é o sr. nem os Padres da FSSPX. Creio não ser mais necessário falar sobre isso, se o sr. considera que a Santa Sé reconhece a FSSPX como pertencendo à Igreja, sem comentários de minha parte.

    Com relação à Missa, repito ao sr. o que eu já disse no comentário ao sr. Diogo Kalil. E acrescento que liberar a Missa para a Igreja universal não é liberá-la para um grupo isolado.

  28. O sr. Vitor se engana quando diz que “QUEM DEFINE O QUE PERTENCE E O QUE NÃO PERTENCE À IGREJA É A SANTA SÉ”. O catecismo de S. Pio X ensina: Para ser católico é necessário ser batizado, crer e professar as verdades ensinadas pela Santa Igreja e obedecer os legítimos pastores. Até aqui, o Catecismo. Ou seja, até hoje não vi nenhum memebro da FSSPX negar que seja batizado, crer e professar outra doutrina, a não ser a da Santa Igreja e negar obediência aos legítimos pastores, inclusive na carta que endereçaram ao Papa reforçando seu pedido da suspensão de excomunhão, assim como fizeram os Padres de Campos, antes da sua regularização, utilizaram a expressão mais ou menos nestes termos: somos católicos e queremos permanecer católicos e nunca nos dissociarmos da Pedra, que é Pedro. E o Papa anotou esta frase na sua resposta (segue abaixo o trecho do boletim do Vaticano:

    “S.E. Mons. Bernard Fellay, na citada missiva, manifestava claramente ao Santo Padre que: “Estamos sempre firmemente determinados na vontade de permanecer católicos e de colocar todas as nossas forças a serviço da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é a Igreja Católica Romana. Aceitamos os seus ensinamentos com ânimo filial. Acreditamos firmemente no Primado de Pedro e em suas prerrogativas, e por isso nos faz sofrer tanto a situação atual”.

  29. Renato Salles,
    Muito boas suas considerações Veja que o Vitor José Pellegrini de Matos nào responde.
    Parabéns pelas lucidez e lógica.