A teologia do Sacrifício da Missa.

Por Dom Licínio Rangel

Novus Ordo Missae.1 – A “Confissão de Augsburgo”, protestante, viu bem o novo rito da Missa, ao declarar: “Nós fazemos uso das novas preces eucarísticas (católicas) que têm a vantagem de pulverizar (reduzir a pó) a teologia do Sacrifício” (L’Eglise d’Alsace, dez/73 e Jan/74, apud “La Messa di Lutero” por Dom Lefebvre).

2 – Essas “preces eucarísticas”, da missa nova, oficialmente em número de quatro, mas que já são muito mais, correspondem ao único “Cânon” da Missa tradicional. É a parte central e sacrifical da Missa, e que fica entre o “Sanctus” e o “Pater Noster”. É exclusiva do celebrante que deve pronunciá-la em latim e em voz baixa (Concílio de Trento). Nela tem lugar a grande “Ação sacrifical de Jesus Cristo”, que Ele renova na Consagração. É através dela que Cristo se torna presente realmente, e se coloca sob as Espécies Sacramentais em estado de Vítima imolada. Aí renova Ele a oblação sacrifical que fez de Si mesmo ao Pai na Cruz. E isso, em virtude da Ordem (Sacramento do sacerdócio) que deu aos Apóstolos de fazerem o mesmo que Ele tinha feito (Lc 22,19).

3 – É o Seu ato sacrifical, que é único e uno, e que foi realizado uma vez por todas, cruentamente, na Cruz e, misticamente, na última Ceia. E que, por sua ordem, de novo se torna presente, de modo místico, mas real, em cada verdadeira Missa. Assim, deu Jesus cumprimento à profecia de Malaquias: “Do nascente ao poente (…), e em todo o lugar, será oferecido em meu nome uma oblação pura”(Mal.1,11)

4- A Santa Missa abrange ou realiza os quatro fins do Sacrifício: o latrêutico ou de adoração; o eucarístico ou de ação de graças; o propiciatório ou de expiação; e o impetratório ou de súplica. O fiel, unindo-se por esses atos a Jesus Cristo, que, na Missa como na Cruz, é ao mesmo tempo, Sacerdote e Vítima, participa dos frutos da Redenção e cumpre os seus deveres fundamentais para com Deus. Desses frutos também participam todos os fiéis espalhados pelo mundo.

5- O caráter sacrifical da Missa católica e indicado por vários modos:

a) Por ser a renovação e perpetuação, de modo incruento, do Sacrifício da Cruz, o qual, por sua vez, deu cumprimento aos sacrifícios figurativos do Antigo Testamento. Jesus Cristo unificou, na Cruz e na Ceia-Missa, os vários aspetos dos sacrifícios figurativos da Antiga Aliança indicados acima (nº 4 deste).

b) Pelas palavras de sentido sacrifical da liturgia e dos sacrifícios figurativos do Antigo Testamento, das quais Jesus fez uso na última Ceia: “Isto é o meu Corpo que é entregue por vós”, e “Este é o Cálice de meu Sangue que é derramado por vós”. Note-se o verbo no tempo presente (texto original), indicando um derramar de seu Sangue no próprio ato consacratório.

c) Pela realização da “morte sacramental” de Jesus significada através da Consagração das espécies do pão e do vinho, em separado. A separação sacramental do Corpo e do Sangue significa e realiza misticamente a morte de Jesus Cristo.

d) Pelo ofertório, com as preces que o acompanham, e que indicam explicitamente que a Santa Missa é sacrifício, e sacrifício propiciatório, isto é, que desagrava a Deus pelos pecados, para os quais impetra o perdão. De fato, nele o celebrante declara que o oferece “… por seus pecados…, pelos de todos os fiéis vivos e defuntos… para que a todos aproveite para a vida eterna”.

e) Por fim, a Fé da Igreja que sempre professou essa verdade, e no Concílio de Trento sentenciou infalivelmente contra os protestantes: “Se alguém disser que a Missa é só Sacrifício de louvor, e não propiciatório (…) seja anátema” (Denz-Sch. 1753).

6- “Sacrifício de louvor” era o que admitia Lutero. Não basta, porém, isso para termos toda a “teologia do Sacrifício”, a qual é necessária admitir-se completa, e que a Confissão protestante de Augsburgo declara “ter sido pulverizada pelas novas preces eucarísticas” da missa nova.

7- Por isso, a primeira medida de Lutero contra o caráter sacrifical da Missa, foi a supressão do ofertório, que mais explicitamente o expressa. Depois fez as outras mudanças. Foi igualmente o que fez Paulo VI na nova missa, transformando o ofertório em uma simples apresentação de dons.

8- Em seguida, Lutero alterou as palavras da instituição, fazendo da parte consecratória e da narrativa, que são bem distintas, uma só, e mandando pronunciar tudo em tom narrativo e em voz alta. Tudo para suprimir qualquer idéia de ação pessoal do celebrante, e, pois, toda a idéia de sacrifício; e assim inculcar nos assistentes, a idéia protestante de simples ceia-memorial.

9- Também a reforma de Paulo VI, do rito da Missa, alterou a forma da Consagração, transpondo para fora dela as palavras “Mysterium fidei”, e suprimindo o ponto gráfico que separava bem a parte narrativa da parte consecratória, de modo que o celebrante é levado a pronunciar tudo em tom narrativo como quem apenas conta um fato acontecido no passado, e não como quem faz uma ação pessoal, que torna de novo presente a mesma realidade operada por Jesus Cristo, e por Ele ordenada que fosse renovada perpetuamente mediante o ministério do sacerdote (Lc. 22,19).

10- Vê-se, pois, só por essa pequena amostra – há muitos outros pontos nos quais a missa nova não é mais a pura expressão da Fé católica – ver “Avulsos Fé íntegra”, nº 03 – como é de suma importância a nossa fé nesse aspecto da Missa como Sacrifício. Aí está a prova. Os protestantes tomam ares de festa com a sua supressão, através da Missa nova.

11- No entanto, não ficou nisso toda a reforma luterana do rito da Missa, mas tendo por objetivo suprimir a própria Missa, partiu Lutero para a supressão do sacerdócio católico, que fora instituído por Jesus Cristo, para garantir a perpetuidade do santo Sacrifício da missa. Pois ele sabia bem que sem sacerdote verdadeiro não há Missa verdadeira, mas simples ceia-comemorativa da última Ceia celebrada por Cristo.

12- Por isso, seguindo esse mesmo espírito, a atual reforma do rito da Missa, feita por Paulo VI, apresenta uma clara tendência a prescindir do padre como único sacrificador da Divina Vítima no sacrifício do Altar. De fato, a “Institutio generalis”, que promulga o novo rito, ao dar uma definição de Missa que os protestantes assinariam, apresenta a Missa como sendo constituída essencialmente pela “reunião dos fiéis para celebrar o memorial do Senhor, sob a presidência do celebrante”.

Note-se que foi acrescentado posteriormente a afirmação de que o celebrante “agit in persona Christi” (age no lugar de Cristo e como seu representante), não alterou a afirmação de que quem celebra o “memorial do Senhor é a assembléia dos fiéis” (Cf. Institutio Generalis, nº 7), e não o sacerdote celebrante, sozinho.

13- Preparou-se assim, a negação explícita da própria presença sacramental e real de Jesus Cristo na Divina Eucaristia, como atualmente os neo-modernistas mais avançados estão fazendo. Os neo catecumenais, por exemplo, proíbem os fiéis de se ajoelharem na Consagração, porque – dizem – tudo não passa de simples símbolos. Eis aí a prova de que a Nova Missa leva gradualmente ao protestantismo.

14- Por tudo isso – e por muito mais que aqui se omite por falta de espaço – já se entende que os Cardeais Ottaviani e Bacci, em carta a Paulo VI, ao lhe apresentarem o “Breve Estudo Crítico da nova missa”, tenham afirmado: “O novo rito da Missa se distancia de modo impressionante, no seu todo e nos seus pontos particulares, da teologia católica da Missa”.

15- Também ultimamente, o Cardeal Stickler declarou que “o novo rito da Missa é uma adaptação à idéia protestante do culto”. Ele cita também o escritor francês Jean Guitton que escreveu o seguinte: “O Papa Paulo VI me confiou que era sua intenção assemelhar, o mais possível, a nova liturgia ao culto protestante” (Em “Fideliter”, nº 109). Isso confirma o que já havia dito o perito em Liturgia, Mons. Klaus Gamber: “A reforma litúrgica de Paulo VI foi mais radical que a de Lutero” (Em “A Reforma Litúrgica em questão” – Ed. francesa, com Prefácio do Cardeal Ratzinger).

Fonte: Avulsos “Fé íntegra”, nº 11

43 Comentários to “A teologia do Sacrifício da Missa.”

  1. De quando é o artigo?

    Interessante também esse artigo da revista Time de janeiro de 1970!

    http://www.time.com/time/magazine/article/0,9171,878755-1,00.html

  2. Caro Ferretti,
    Você deve teve alguma premonição. Em breve será publicado um livro de D. Fernando Rifan com a defesa da chanda Missa Nova de Paulo VI. Uma parte dos argumentos são tirado do livro Anibale Bugnini, que até foi acusado de ser maçom. Será interresante contrapor Dom Licínio e Dom Fernando.

  3. Isso me leva a confirmar uma coisa bem simples:

    É dificil querer lutar pela tradição católica achando que é normal frequentar a Missa Nova. Não é possível conciliar à Missa Nova a atitude de querer defender a tradição católica, ainda mais para quem sabe desses apontamentos das diferenças.

    Se pensarmos: “Puxa, mas eu sei como é o certo, eu assisto a Missa Nova inteira de joelhos, não favoreço as algazarras…uso o véu etc” Isto é igual pensar que podemos frequentar qualquer lugar impróprio, pois o que importa é a forma como penso…isto é uma armadilha moderna!

    Desculpem a comparação esdruxula:

    Mas não adianta nossa experiência culinária, nossas ótimas noções de nutrição, se ao preparar um prato, seguimos uma receita que não possui todos o ingredientes, ou os mostra de forma inexata…

  4. O que tem o pessoal da Administração Apostólica São João Maria Vianey para dizer sobre isto já que seu bispo D. Rifan celebrou a missa nova na capela de Nossa Senhora da Conceição em Travessão de Campos durante o novenário em dezembro de 2009? A resposta precisa ser dada por padres da Administração e não por hereges que admitem haver salvação fora da Santa Igreja Católica.

  5. Bruno, não vi esse DVD, mas eu arriscaria dizer que não seria de boa valia, porque o Padre Paulo Ricardo tenta conciliar o CVII com a Sagrada Tradição, algo que eu diria ser impossível.

  6. Pode demorar mas tudo vem à tona.

    Sobre o padre Paulo Ricardo, n entendo o pq de tanta bajulação com ele(há pessoas que o tem como infalível), de fonte confiável, fiquei sabendo que ele “ora em línguas” em retiros fechados, ele é rccista. Assim como fabio de melo, que fala como sendo membro do celeiro de heresias, ambiente propício, já que lá rola grana…dá-lhe plena comunhão!

  7. E o Santo Padre Bento XVI não celebra a missa de Paulo VI ??? E aí ? Não é ele por acaso o Vigário de Cristo na terra ? Hoje a Adm. está em plena comunhão com a Igreja Católica Apostólica Romana, assim como a FSSP e o IBP ! É assim ,sempre os hipócritas querem atirar a primeira pedra …

  8. Sr Vladimir,
    Realmente entendo o sua forma de pensar, eu também sou leiga e venho devagar conhecendo a grandeza da Santa Missa e muitas vezes assisto como um martírio e fico pensando em Cristo Eucaristico, pq não depende até o Santo Padre mudar, da fé ou da forma da liturgia para que Deus venha a nós, Ele vem por misericórdia não pq merecemos, e no momento da comunhão vejo um Deus novamente sendo imolado no altar, vejo o sofrimento ou imagino o sofrimento que Deus esta sofrendo novamente, eu apenas rezo para que a verdade venha à tona, quando vou receber a comunhão fico pensando…meu Deus eu me acho tão pronta para vos receber mas ajuda-me a ser melhor e parar de julgar as pessoas que sabem mas não querem mudar ou ser melhor ou celebrar melhor…tantas coisas viu.
    Convido a todos quando receberem a comunhão pensar no que vou dizer, deixe Cristo descansar em seu coração e descanse no peito de Jesus como S. João, Cristo não quer que julguemos quem tem ou não os dons e carismas, Cristo quer que façamos diferente, o exemplo arasta mais que palavras, se não formos diferentes dos Fariseus não entraremos no reino dos céus, os Fariseus falaram das normas que Deus nos deixou, mas não faziam nada achando-se que já faziam muito ser da igreja e a Igreja pedra não leva para o céu, a Igreja de Petrus leva para o céu e a Igreja de Petrus ensina a amar e a ser amado e a Igreja de Pedra ensina a fazer pelas aparencias.
    Rezarei por todos vocês e por mim.Fiquem com Deus e com Maria Santíssima.

  9. Ouvi muitos elogios sobre o DVD. Confio na pessoa que elogiou, confesso que ainda não o vi, mas dizem que o Pe. Paulo critica a redação de alguns documentos, reconhece uma mentalidade modernista (mentalidade revolucionária)nos Padres conciliares e propõe a chamada hermenéutica da continuidade na interpretação do CVII
    Em relação ao fato dele ser “rcc” eu duvido, talvez ele use a canção nova como veículo de propagação, mas ele deve discordar de muitas coisas lá, pelo menos ele diz isso em suas palestras.

  10. Prezado Vlad e Irmãos(ãs) em Cristo,

    Salve Maria!

    Muito cuidado com as palavras de ordem ou de julgamento sobre a vida de piedade dos fiéis católicos. Apesar de sabermos e evidenciarmos (não conluírmos ou pontificarmos, pois não somos autorizados para tal) e gritarmos aos quatro cantos, a condição heterodoxa e protestante que o novo Ordus trouxe, não nos cabe julgar o comportamento, juízo e pena dos fiéis que as frequentam.

    Temos sorte Divina – se puder chamar desta forma – de termos em nossa cidade ou região, missa tradicional, de sempre e com a sua intrinsica ortodoxia ímpar. Mas, há muitos fiéis, piedosos e de testemunho de vida também impar, que impossibilitados de participar de uma missa tradicional por seus padres nada piedosos – que pagarão o preço de sua ruptura com a igreja bi-milenar – mantém-os afastados da verdadeira tradição e economia de salvação católica, exilados em suas próprias terras.

    É muito fácil para nós, evitarmos e julgarmos os fiéis que as assistem, sem saber que muitas vezes, por não opção, mantém-se no preceito, não escandalizando nem a Cristo, nem o mandamento de sua Santa e Imaculada Igreja.

    Fiquei sabendo que alguns grupos ditos tradicionais, se tornaram sede vacantistas. Muitas vezes, com os ataques veêmentes e indiscriminados aos apostatas que convivem nas sacristias das nossas paróquias, esquecemos que alí existem fiéis, e que podemos – mesmo sem querer – acertá-los colaborando com o antigo inimigo, ajudando na perdição das Almas. Muitos grupos ou associações, por zelo e busca da verdade, acabam criando monstros que depois, se perdem da barca de Pedro, nada colaborando com o Reino de Nosso Senhor Jesus Cristo.

    Entendo que a consiência é também nossa mestra, para decidir e escolher – quando nos há escolhas – mas, a principal função da igreja, enquanto militante neste mundo é a SALVAÇÃO DAS ALMAS e não podemos colaborar com a perda destas.

    Comparando com a receita, se nos falta fermento e não temos opção, o pão deverá ser feito mesmo ázimo, para que os que tem fome, não padeçam por inanição.

    Trabalhemos nós, dentro da Santa Igreja, sem sectarismos ou tábuas de salvação, para que este “fermento” seja disponível novamente para todos que tem fome, mesmo que o “padeiro” não o quer, mas sabendo que esta é a “antiga e única receita”, Deus escutará nossa voz.

    Supliquemos a Virgem Mãe, que medianeira de todas as graças e onipotência suplicante, retorne a barca de Pedro sob sua guarda e do Ssmo. Sacramento.

    Ad Majorem Dei Gloriam,
    RVGarcia

  11. Quem afirma que a MIssa de Paulo VI não é Missa não é católico. As aberraões brasileiras é que sáo duvidosas. Qualquer Padre pode celebrar a Missa Pio V sem fé. Tomemos cuidado com as afirmações. Lutero celebrava a Missa sem fé. Cuidado gente! Fora da Igreja Católica não há salvação!

  12. Senhores Lucas e Paulo Morse, o Papa Bento XVI celebra, de fato a missa nova… mas também ele disse, certa vez, algumas palavras que os fariam rasgar as vestes:

    “O que aconteceu depois do Concílio foi muito diferente: em lugar de uma liturgia fruto de um desenvolvimento contínuo, surgiu uma liturgia fabricada. Saímos do processo vivo de crescimento e de devir para entrar na fabricação. Não quisemos prosseguir o devir e o amadurecimento orgânico do que vive através dos séculos, e o substituímos – como na produção técnica – por uma fabricação, um produto banal do instante”.

    MISSA NOVA = FABRICAÇÃO, PRODUTO BANAL DO INSTANTE.

    Rasguem as vestes!!!!!

  13. Prezado sr. Sérgio,

    Dizer que fora da Igreja há salvação é uma maneira enfática de se exprimir e por isso não vejo problema nenhum em falar isso. Como o sr. é dos que protestantemente admitem em teoria ou prática que as palavras são absolutas em si, não é novidade que o sr. queira impor às pessoas rigorismos de palavras.

    As pessoas que pertencem a outras religiões, não são católicas no sentido absoluto da palavra, ou seja, não estão em comunhão com a Igreja, no sentido absoluto da palavra comunhão, e estão mais distantes ainda que os católicos infiéis, inclusive na Plenitude de Graça, e por isso não existe perigo em considerar essas pessoas, mesmo que sejam batizadas em desejo (o que não temos como saber precisamente), como estando fora da Igreja.

    Se fosse um absurdo tão grande assim dizer que os não oficialmente católicos estão fora da Igreja, teríamos que mudar também as expressões de Cristianização dos índios, das Américas, da Ásia, do Japão etc, porque já teríamos que considerar muitos dos não oficialmente católicos como sendo cristãos. Também teríamos que deixar de dizer que as pessoas retas convertidas ingressaram na Igreja.

    Como o sr. provavelmente é um dos membros da FSSPX, ou ao menos está influenciado pelas doutrinas dela, o sr. considera que a Igreja Hierárquica Visível (Corpo) não é a Igreja Católica e sim parte Dela, logo a Comunhão Hierárquica não é necessária, não é isso que afirma Dom Tissier ao dizer que “O problema não é a comunhão. Isso é uma idéia estúpida dos bispos depois do Vaticano II, não existe problema de comunhão e sim problema da profissão de fé. A comunhão é nada, é uma invenção do Vaticano II, Comunhão não significa nada para mim, é um slogan da nova Igreja” (entrevista ao The Remnant, 30/4/2006).
    E o que Pio XII afirma:
    “Em erro perigoso estão pois aqueles que julgam poder unir-se a Cristo, Cabeça
    da Igreja, sem aderirem fielmente ao seu Vigário na terra. Suprimida a Cabeça visível, e
    quebrados os vínculos visíveis de unidade, obscurecem e deformam de tal maneira o
    Corpo Místico do Redentor, que este não pode ser visto nem encontrado por aqueles que
    buscam o porto da salvação” (Pio XII, Encíclica Mystici Corporis, n. 40-41).

    Deixo claro aqui, que FORA DA IGREJA HÁ SALVAÇÃO é uma maneira particular minha de me expressar e não a aprendi com o Magistério da Igreja. O Magistério da Igreja ao dizer que fora da Igreja não há salvação parte de perspectivas diferentes das minhas, porque o Magistério tem muito mais embasamento teológico e filosófico que eu.

  14. A união com Cristo precisa da união com o Vigário Dele e com a Igreja Dele, e no caso dos seguidores de outras religiões essa união não é plena, ocorre somente em alguns ou vários elementos de Igreja. Os seguidores de religiões que não sejam a Católica, têm elementos sectários de anti-Igreja que não vêm de Deus e é óbvio que nestes elementos sectários não estão em comunhão com Cristo e com a Igreja Dele, por isso posso dizer que não católicos (seguidores de outras religiões) não são católicos ou cristãos, pelo menos no sentido conveniente da palavra católico, e podem se salvar.

  15. Sejamos prudentes com relação a missa nova e a atitude da Igreja em relação a tal assunto.

    Podemos dizer que a missa nova tem insuficiencias mas nunca que é herética poi o pontifice romano não pode aprovar uma disciplina que seja má em si mesma.

    Ouçamos o Papa Bento XVI!

  16. Palestra de Dom Lefebvre
    Eu disse isso, em Roma, a muitos Cardeais: “Vossa nova Missa é a Missa de Lutero!” A isso me foi respondido: “Mas então ela é herética!” E eu respondi: “Não, ela não é herética, mas é ambígua, equívoca, pois um pode celebrá-la com a fé católica integral do Sacrifício, da Presença Real, da Transubstanciação e outro pode celebrá-la sem ter essa intenção e, nesse caso, a Missa não será mais válida. As palavras que ele pronuncia e os gestos que ele faz não o contradizem. Ela é equívoca, sim, equívoca. E certamente Lutero, durante muitos anos, a celebrou validamente, quando ele ainda não estava contra o Sacrifício, quando ele era ainda mais ou menos católico. Porém, mais tarde, quando ele recusou o Sacrifício, o Sacerdócio, a Presença Real, então sua Missa passou a não ter mais validade”.
    Retirado do site da fsspx do Brasil

  17. Será que o pessoal da ADM Apostólica também vai dizer, do modo que fazem com D. Antônio, que D. Licínio não tinha mais o juízo no lugar quando escreveu isso?

  18. Sr. Vitor José (Pellegrini de Matos) confessou e não negou que FORA DA IGREJA HÁ SALVAÇÃO.
    E pior, vejam que pérola: “é uma maneira particular minha de me expressar e não a aprendi com o Magistério da Igreja. O Magistério da Igreja ao dizer que fora da Igreja não há salvação parte de perspectivas diferentes das minhas, porque o Magistério tem muito mais embasamento teológico e filosófico que eu.
    Esse maluco mopdernista transcreveu mais 500 teólogos e doutrinas e etc.etc para tentar convercer que a doutrina não era sua.
    O Sr. devia ter integral submissão ao magistério que o Sr. diz defender e não ficar tendo opiniões e expressões próprias. Tome tenência Sr. Vitor José Pellegrini de Matos.
    Se o magistério ensina que FORA DA IGREJA NÃO HÁ SALVAÇÃO, adeque sua lingguagem.
    Mas venho demonstrando em outros posts, que O Sr. Vitor Jose (Pellegrini de Matos) defendeu em outro post, respondendo ao Sr. Renato Salles:

    “Ah, o sr. Renato defende que pessoas fora da Igreja não podem se salvar, assim defende que não existe Batismo de Desejo, nem Batismo de Sangue; e que as seitas que se dizem cristãs ou religiões que possam seguir coisas comuns ao Catolicismo, não têm Elementos de Igreja; que os que não conheceram porque não tiveram Graça para isso, a Revelação, não serão julgados pela Lei Natural comum a todos os homens; que a Bíblia dos Protestantes, em si, não foi pega com a Igreja; que os Santos Reis Magos, representantes dos gentios no Presépio, não tem como serem santos, nem que foram para o céu; que as seitas que saíaram da Igreja não têm como preservarem nada da Igreja; que todos os sacramentos e Ritos Orientais não são católicos e apostólicos; e que é impossível o Espírito Santo agir, dando Graças, inclusive da Conversão, nos meios não católicos. Que situação hein sr. Renato!?”

    http://fratresinunum.com/2010/01/02/sobre-o-ecumenismo-monsenhor-brunero-gherardini-concilio-ecumenico-vaticano-ii-un-discorso-da-fare/#comments

    Portanto:
    1-) O Sr. Renatto Salles defendeu a doutrina correta;
    2-) Juntamente com os modernistas o Sr. Vitor José defende que fora da Igreja HÁ salvação, contrariando os ensinamentos de Pio IX e Pio XII. Posso concluir que se alinha com a tese modernista de Yves Congar em relação ao conceito de Igreja e Reino de Deus.
    3-) Posso concluir que seu ódio contra a FSSPX decorre do combate dela contra a seita modernista infiltrada na hierarquia da Igreja, do qual o Sr. Vitor José é um ferraz adepto.
    4-) Lembro S. Pio X: o modernismo é o esgoto de todas as heresias.
    5-) Todo modernista mistura a doutrina católica com doutrinas heréticas e com expressões próprias;
    6-) Não há dúvidas quanto a catolicidade da FSSPX, a não ser o ódio modernista do Sr. Vitor José contra ela.
    7- VIVA DOM MARCEL LEFEBVRE, que conservou intacta a doutrina dos santos apóstolos e não se vendeu por um prato de 30 quibes ou um carguinho qualquer.
    8-) FORA TRAIDORES MODERNISTAS, FORA.
    9-) Aguardemos a defesa descarada do Novus Ordo, que em breve que será públicada, para nós batermos no autor com um gato morto até ele miar … Aguardemos, pois é bom combater sob o manto da verdade, é bom combater por Aquele que é Caminho, verdade e vida!!

  19. Penso que seja inadimissível hoje um sacerdote celebrar no Rito Antigo e colaborar coma difusão de heresias…
    Mesmo porque a ortodoxia vai além de se voltar para a liturgia tradicional, a ortodoxia deve apegar-se ao Sagrado Depósito da Fé tal como ele foi sendo formado ao longo de toda a História da Igreja, isento de novidades malsãs.
    Ser carimático (ou, ao menos, contribuir com a RCC) não é sinal de ortodoxia, mas sim um bem claro sinal de indecisão: sirvo à Deus e Sua Igreja ou sirvo aos interesses dum grupo específico?
    Desses indecisos se deve fugir.

  20. Mais uma vez o sr. Vitor José muda de assunto e tenta monopolizar o debate (comentários) para levar para o seu tema de seu gosto.

    O assunto deste post é o artigo de Dom Licínio Rangel, escrito por volta de 1993, em que Sua Excelência aborda as deficiências da Missa nova diante da teologia católica. A sua aproximação com as doutrinas defendidas pelo protestantismo e rechaçadas pelo infalível e dogmático Concílio de Trento. Sem julgar as intenções, talvez as ecumênicas (nada demais) enumeradas pelo Papa João XXIII ao convocar o Concílio Vaticano II, elas retomaram com força na Comissão de reformou o rito da Missa, sendo para alguns, uma nova criação, desobedecendo o próprio Concílio, conforme destacou o Cardeal Stickler.

    Sua Excelência cita outras fontes abalizadas onde encontram vários pontos de fratura da doutrina católica na confecção da nova Missa.

    PS.: A definição de Igreja após o Concílio sofreu uma série de interpretações devido seu texto ambíguo. Dom Antônio escreveu uma Instrução Pastoral sobre o assunto e destacou como figuras da Igreja, a parábola da videira (Jo 15,5); a família de Deus (1 Rm X e Tm 3,15); o redil das ovelhas (Jo 10,11ss); e o Reino de Deus (Lc 11,20). Analisa também a Igreja como Corpo Místico de Cristo, conforme ensinamento do Papa Pio XII. Sua exposição sobre a Igreja como povo de Deus é diversa do sentido elástico que interpretaram após o Concílio Vat. II graças ao célebre “subsistit in”, oportunamente corrigida pela Declaração Dominus Jesus.

  21. Escândalo: Pe. Fábio de Melo apóia o socialismo
    PERGUNTA
    Nome: Ana Patrícia Calandrini Guimarães
    Enviada em: 15/01/2010
    Local: Taguatinga – DF, Brasil
    Religião: Católica
    Escolaridade: 2.o grau concluído
    Profissão: Secretária

    ——————————————————————————–

    Saudações aos amigos da Montfort!

    Estou entristecida por observar como o socialismo seduz a todos! Acabo de ler no Valor Econômico, o padre Fábio de Melo afirmar ,quando interrogado sobre o que achava do socialismo: ” A proposta de Jesus é solcialista, né? O socialismo tem sido mal interpretado. bem aplicada, sem os exageros da antiga União Soviética, a proposta socialista só edifica.” Me sinto muito mal em ouvir isto, ele provavelmente, não tem idéia do que afirma, desconhece as verdadeiras intenções socialistas e ainda deve ter aplaudido o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, um verdadeiro golpe socialista no melhor estilo soviético, que o aguarda. O que será desta pobre nação?
    Que NS de Aparecida nos cubra com seu manto!

    RESPOSTA

    Muito prezada Ana Patrícia,
    Salve Maria.

    Causa indignação ver esse padre Fábio de Melo se exibindo como “liiindo”.
    Tudo o que não presta ele apóia. Agora essa de apoiar o socialismo e blasfemar chamando Cristo de socialista.
    Esse Padre ignorante nem sabe o que diz. Ele desconhece que Pio XI na encíclica Quadragésimo Anno declarou que ninguém pode ser católico e socialista ao mesmo tempo? E que Pio XI afirmou que catolicismo e socialismo são termos contraditórios? Ignora esse cantor de quinta categoria que se exibe em escolas de samba e terreiros que Pio XI acusa de abuso e de blasfêmia quem chama Jesus de socialista?
    Esse Padre ignora o que é ser padre, o que é o catolicismo e o que é o socialismo.

    In Corde Jesu, semper,
    Orlando Fedeli

    http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=polemicas&artigo=20100115141621&lang=bra

  22. Quem duvida da “catolicidade da FSSPX” é a própria Igreja Católica Apostólica Romana ! Basta ler o Ecclesie Unitatem. Portanto, para os “tradicionalistas” tresloucados raivosos em bater no gato morto que para estes, é um bom combate… chute !!!

  23. O moderador deste blog deveria observar o desrespeito que alguns tratam nossos Bispos.

  24. Recomendo a leitura do livro de Dom Luciano Cabral Duarte sobre a sua biografia. Riquíssimo!

  25. Sinceramente, acredito que já chegamos a um tempo onde a leitura dos trabalhos feitos pelos padres da União Sacerdotal São João Maria Vianney servirão para nosso uso como material de referência para a explanação sobre a doutrina imutável da Igreja e a problemática da Missa Nova.

    Com efeito, as 62 razões, assim como este texto de D. Licínio são para nós uma honra, porque vemos aí uma pequena ajuda brasileira na resolução de todos os males advindos do Modernismo que controlou o Concílio na maior parte do tempo.

    Hoje há uma tendência forte e supreficial a explicar tudo como se o Concílio houvesse sido aberto inocentemente e depois distorcido pelos progressistas… Que fizeram um Espírito diferente da Letra. Felizmente essa tese vem sendo questionada indiretamente até por autoridades como D. Mario Olivieri, que mostra que é absurdo criar um Espírito progressista no Concílio, se não houvesse um apoio na Letra. E o que ele concluiu não é nada genial… Qualquer um com o mínimo de imparcialidade conclui a mesma coisa. Exceto pelos que se recusam a chegar à conclusão óbvia…

    Bem, creio que a grande maioria das pessoas já leu suficientemente os trabalhos de uma categoria de padres chamada União Sacerdotal São João Maria Vianney, e outra categoria chamada Administração Apostólica São João Maria Vianney. Não há o que discutir. Basta ler os trabalhos de ambos e verificar que um deles mantêm exatamente o mesmo discurso da FSSPX, discurso este que permanece o mesmo, e que vem sendo explanado com muita cortesia pela Santa Sé…

    O que já foi dito acerca da Missa Nova já chega a ser exaustivo… E aí escutamos o seguinte argumento – imaginem o argumento fatal! – “Bento XVI reza missa nova!”.
    Ah, então se Bento XVI reza, então matou-se a questão, não é?

    Alexandre VI tinha amantes. Porque não fazem o mesmo? Empurrar a autoridade nunca foi o estilo católico, a religião é extremamente lógica. Francamente, nem há o que discutir…

  26. Fracamente, nem há o que discutir… a ADM assim como IBP estão em plena comunhão com a Igreja Católica Apostólica Romana. O que dizer ? Nada ! É próprio do humilde reconhecer os erros e mudar ,assim fizeram os padres de Campos. Deus seja Louvado ! Assim, muitos fiéis ,hoje, podem desfrutar dos benefícios da Santa Missa sem crise de conciência.

  27. Perfeito Lucas!!!!! A grande desgraça dos teimosos é o orgulho.

  28. Quem culpa a Letra do Vaticano II pelo mal e herético uso que os hereges empreendem dela, culpa consequentemente a Letra da Sagrada Escritura pelo mal e herético uso que os protestantes e inúmeros outros hereges empreendem dela. É bom que fique claro que a Sagrada Escritura não tem somente discursos de Nosso Senhor Jesus Cristo, já que tem também discursos e ensinamentos que saem dos Apóstolos que também os receberam do Espírito Santo.
    Quem diz que os modernistas encontram amparo na Letra do Concílio Vaticano II para suas heresias, diz também, voluntariamente ou involuntariamente, que os protestantes e demais sectários também encontram amparo na Bíblia para suas heresias.

  29. A tese que afirma a possibilidade de a Santa Igreja aprovar e promulgar ensinamentos, disciplinas, pastorais heréticos ou contrários à Fé de Nosso Senhor Jesus Cristo é injuriosa à Santa Madre Igreja, é pecaminosa, é herética e caluniosa ao Espírito Santo, que ampara a Igreja em todos os seus Ensinamentos.

    Quem defende que o Magistério da Igreja pode levar Esta a aprovar e promulgar heresias e erros contra a Fé e a Moral não pode ser chamado católico.

    Quem tem ao menos um resquício de “sensus fidei” sabe perfeitamente que a idéia de Pastoral ou Missa Heréticas aprovadas e promulgadas pela Igreja aos fiéis é estranha, é esquizita, é diferente do que a História da Igreja sempre viu, é admitir hereticamente a hipótese de a Santa Igreja errar e contribuir para a condenação de seus filhos.

    Quem defende que a Igreja oferece a Deus e manda os fiéis praticarem e vivenciarem um Rito ou Missa Herética não é católico e não está com a Verdade de Jesus, que manda os fiéis aceitarem os Ensinamentos da Igreja como sendo os Dele próprios.

    A Igreja jamáis erra ou incentiva seus filhos a errarem, Ela é Divina e Perfeita. Para que os homens Dela não a contaminassem é que Jesus Todo Poderoso e Onisciente a dotou de Divindade e Infalibilidade pelo Poder do Espírito Santo. Os detentores da Anti-Igreja é que defendem que a Igreja pode aprovar e promulgar às pessoas disciplinas erradas, heréticas, pecaminosas e contrárias ao único Deus. Quem é Fiel busca Jesus é pela Igreja Dele e só chega à salvação pela Igreja Dele. Como vamos admitir então a hipótese injuriosa de que a Igreja aprove e promulgue aos seus filhos, e ainda com Sua Autoridade Magisterial, algo que seja impuro e que vai comprometer a Salvação das pessoas??? É abominável a idéia de Missa Herética, Não Católica, CONTRÁRIA A JESUS!!! É admitir que Jesus Se contradiz e permitiu que o espírito malígno se apoderasse da Igreja e Esta deixou de oferecer a Deus um culto Limpo para oferecer um Culto Sujo e Infernal. Quem diz que a Igreja ensina os homens a abraçarem as porquisses do Mundo, diz que Ela se contaminou e se prostituiu. Quer algo mais INJURIOSO e Calunioso à Santa e Perfeitíssima Igreja que a idéia de aceitação dessas possibilidades!!?? A Igreja de Deus é Puríssima e Santíssima; os pecados dos filhos Dela não são pecados Dela. Como admitir que a História da Santa Igreja será manchada pela aprovação e promulgação de disciplinas e ensinamentos heréticos. Gente, a Missa Nova e o Concílio Vaticano II estão arquivados na História da Igreja como Ensinamentos Dela! Como admitir que a Igreja, que é Hierárquica, aprovou e promulgou a Seus filhos coisas impuras e contrárias a Ela mesma??? É o mesmo que dizer que Satanás luta contra Satanás, e que Reino dividido em Igreja Velha e Igreja Nova não se destrói ou que é possível existir!!! Gente, a Igreja tem a Assistência Infalível do Espírito Santo de forma singular e como nenhum reino humano, instituição ou pessoa individualmente tem!

    A Barca de Pedro navega sobre as ondas do mundo, mas não afunda nem um milésimo de milímetro. O mundo não entra na Igreja com suas imundícies. A Fé Imaculada nunca, jamáis é maculada na Igreja. A infidelidade dos homens não se fazem da Igreja. Os Ensinamentos, mesmo Reformáveis, nunca podem ser heréticos ou perigosos. Os Ensinamentos Reformáveis, mesmo quando falham por prudência, falham nas mentes dos Bispos, mas não falham em si quando passam a ser Ensinamentos da Igreja.

    Saudoso é, e sempre será Dom Licínio Rangel, este servo Piedoso e Humilde, que não temeu com o baixo orgulho dos pecadores abandonar suas teses erradas e equivocadas, que no calor da batalha também tiveram seus benefícios e maravilhas. Saudoso Dom Licínio que morreu em paz com a Igreja Imaculada do Cordeiro Imaculado e não foi integrista, mas admitiu e reconheceu que nem tudo da Defesa que empreendeu da Igreja contra os hereges e orgulhosos foi correto ou isento de falhas e entendimentos equivocados. Saudoso Dom Licínio que sabe muito bem que a Infalibilidade da Igreja está com o Papa e não foi prometida a ele nem aos Padres de Campos nem a qualquer grupo fora ou dentro da Igreja. Saudoso Dom Licínio que seguiu fielmente a instrução de Dom Antônio, inclusive de que nossas igrejas estariam ao inteiro dispor das Autoridades Magisteriais da Igreja quando a crise passasse. Dom Antônio muito sonhou e desejou ver em vida o atual combate à crise por parte dos Altos Dicastérios de Roma. Dom Antônio que morreu excomungado, mas nunca admitiu a hipótese de ele não ter como errar. Dom Antônio que não temeu em romper com a TFP e admitir que falhou em apoiar por mais tempo o grupo de Dr. Plínio. Dom Antônio que FIELMENTE desejou e FIELMENTE seria um dos primeiros a aceitar e assinar o Reconhecimento Canônico de sua União, que lhe causava o mal estar da Irregularidade. Dom Antônio de Castro Mayer foi pela Regularidade Canônica.

    “É a parte central e sacrifical da Missa, e que fica entre o “Sanctus” e o “Pater Noster”. É exclusiva do celebrante que deve pronunciá-la em latim e em voz baixa (Concílio de Trento). Nela tem lugar a grande “Ação sacrifical de Jesus Cristo”, que Ele renova na Consagração.”
    É bom que fique claro que Dom Licínio não defende que seja a voz baixa que provoca o Sacrifício e nem que os Apóstolos e os Sacerdotes da igreja primitiva falassem em voz baixa!

  30. Não conheço o sr. Lucas, nem sei de qual Paróquia da Administração Apostólica ele faz parte. Supondo que ele já pertencia ao grupo de fiéis atendidos pela União Sacerdotal fundada por Dom Antônio de Castro Mayer, torna-se estranha sua afirmação de que hoje os fiéis não têm peso de consciência por manterem-se firmes na doutrina, Liturgia e moral tradicionais. Explico: o atendimento aos fiéis foi pedido àqueles valorosos padres exatamente porque não podiam aceitar EM CONSCIÊNCIA a Missa Nova. O mesmo acontecendo com os padres que EM CONSCIÊNCIA não podiam celebrá-la. Inclusive, foi escrito um célebre livro intitulado: MISSA NOVA, UM CASO DE CONSCIÊNCIA.

    Esse livro é um desdobramento das 62 razões, só que mais aprofundadas.

  31. Lucas, de fato é muito nobre reconhecer os erros e mudar. O problema, meu caro, é que, simplesmente, a argumentos sólidos como o do texto que abre essa postagem no blog, os padres da ADM só contrapõem um lenga-lenga legalista que não engana mais ninguém.

  32. Salve Maria!
    Análise do texto de Sua Excelência Reverendíssima Dom Licínio Rangel

    “1 – A “Confissão de Augsburgo”, protestante, viu bem o novo rito da Missa, ao declarar: “Nós fazemos uso das novas preces eucarísticas (católicas) que têm a vantagem de pulverizar (reduzir a pó) a teologia do Sacrifício” (L’Eglise d’Alsace, dez/73 e Jan/74, apud “La Messa di Lutero” por Dom Lefebvre).”

    ANÁLISE: É verdade, vários sectários viram alegres a Nova Forma da Missa, porém a viram de forma equivocada como os modernistas e o extremo dos tradicionalistas. Dizer que o Novo Ordinário da Missa reduz a “pó” o Dogma do Sacrifício da Missa é cantarolar voluntariamente ou não a mesma música dos protestantes. Pior ainda, é admitir que a Igreja, séculos depois de História, negou e removeu formal, fria, e magisterialmente um Dógma de Fé. A Igreja teria entrado em Grande e Grave Contradição. “Vitória” dos hereges e inimigos da Igreja.
    Podemos admitir que a Missa Nova não é boa como a Missa Tridentina e, por isso não deveria ter vindo substituí-la, mas que jamáis a Missa Nova saia da fronteira do “boa”.
    Como a estratégia de conversão saiu da Apologética Tradicional, do combate frente a frente, para um Diálogo Ecumênico, é natural que o Magistério da Igreja quisesse aproximar os hereges, e sobretudo os protestantes da Missa, e assim, a “Missa Ecumênica”, que não deixa de Seguir, Defender e Ensinar os Dogmas Eucarísticos, mas que ao mesmo tempo não obscurece os Dogmas, já que somente deixa de expô-los com a clareza anterior (da Missa Tridentina). Dessa forma, o Papa Paulo VI não quis que a Missa obscurecesse os Dogmas, mas que tivesse uma aparência mais arcáica para deixar os sectários mais confortáveis diante dela. Assim, os reformadores retos (não hereges) e o Magistério desejaram de alguma forma uma aproximação e uma consequente conversão dos protestantes. Como esse objetivo foi, e logicamente seria, frustrado, a Missa Nova chegou a um ponto em que vai precisar de Reforma que a coloque na Linha do Desenvolvimento Litúrgico. Não podemos admitir que a Missa Nova chegou a ser Herética, pois a Diminuição que a caracterizou teve seus limites e assistidos pelo Espírito Santo. Notemos que o Caráter da Verdadeira Reforma de Paulo VI foi de Diminuição e não Acrescentamento de Elementos Heréticos. É lógico que podemos considerar a Reforma Litúrgica de Paulo VI como um projeto que falhou em prudência, mas não em si, porque os frutos ruíns colhidos não foram colhidos da Árvore, porém do mau uso que fizeram da Árvore. Assim como os dons de Deus, os quais os maus gostam de usar, não são ruíns em si, porém podem trazer resultados ruíns quando somados a fatores externos ruíns. Podemos admitir que a Missa Nova está em Época e Circunstâncias Inadequadas para Ela, porém em si, ela não é herética ou má. É como um dom de Deus abusado e usado para o mal. O que não significa que em todos os lugares e circunstâncias a Missa Nova é mal usada, embora a Missa Tridentina traria melhor proveito Espiritual às comunidades que a Missa Nova. Dessa forma, podemos e devemos rezar pela Reforma da Reforma e que a Nova Forma da Missa Nova seja melhor que a atual e mais próxima da Missa Tridentina.
    Como os objetivos retos e até bons da Reforma foram frustrados, devemos esperar pela Melhora da Missa de Paulo VI, que não é herética nem heretizante, mas Católica e Limpa. Ela ficará mais bela e precisa na afirmação dos Dogmas e da Doutrina Católica. E também devemos esperar pela retomada da Apologética Tradicional, que será empreendida ao lado do Verdadeiro Ecumenismo (Diálogo a partir dos pontos em comum).

    “2 – Essas “preces eucarísticas”, da missa nova, oficialmente em número de quatro, mas que já são muito mais, correspondem ao único “Cânon” da Missa tradicional. É a parte central e sacrifical da Missa, e que fica entre o “Sanctus” e o “Pater Noster”. É exclusiva do celebrante que deve pronunciá-la em latim e em voz baixa (Concílio de Trento). Nela tem lugar a grande “Ação sacrifical de Jesus Cristo”, que Ele renova na Consagração. É através dela que Cristo se torna presente realmente, e se coloca sob as Espécies Sacramentais em estado de Vítima imolada. Aí renova Ele a oblação sacrifical que fez de Si mesmo ao Pai na Cruz. E isso, em virtude da Ordem (Sacramento do sacerdócio) que deu aos Apóstolos de fazerem o mesmo que Ele tinha feito (Lc 22,19).”

    ANÁLISE: Gostaria somente de ressaltar que falar em voz alta as palavras da Consagração não contraria nenhum Dogma e não tem problema algum, embora seja melhor para reafirmar o Dogma do Sacerdócio Ministerial que o Sacerdote fale em voz baixa, porém na igreja primitiva e mesmo na Santa Ceia a pronúncia das Palavras Consecratórias foram em voz alta.

    “3 – É o Seu ato sacrifical, que é único e uno, e que foi realizado uma vez por todas, cruentamente, na Cruz e, misticamente, na última Ceia. E que, por sua ordem, de novo se torna presente, de modo místico, mas real, em cada verdadeira Missa. Assim, deu Jesus cumprimento à profecia de Malaquias: “Do nascente ao poente (…), e em todo o lugar, será oferecido em meu nome uma oblação pura”(Mal.1,11)”

    ANÁLISE: Nada a dizer.

    “4- A Santa Missa abrange ou realiza os quatro fins do Sacrifício: o latrêutico ou de adoração; o eucarístico ou de ação de graças; o propiciatório ou de expiação; e o impetratório ou de súplica. O fiel, unindo-se por esses atos a Jesus Cristo, que, na Missa como na Cruz, é ao mesmo tempo, Sacerdote e Vítima, participa dos frutos da Redenção e cumpre os seus deveres fundamentais para com Deus. Desses frutos também participam todos os fiéis espalhados pelo mundo.”

    ANÁLISE: Nada a dizer.

    “5- O caráter sacrifical da Missa católica e indicado por vários modos:

    a) Por ser a renovação e perpetuação, de modo incruento, do Sacrifício da Cruz, o qual, por sua vez, deu cumprimento aos sacrifícios figurativos do Antigo Testamento. Jesus Cristo unificou, na Cruz e na Ceia-Missa, os vários aspetos dos sacrifícios figurativos da Antiga Aliança indicados acima (nº 4 deste).”

    ANÁLISE: Nada a dizer.

    “b) Pelas palavras de sentido sacrifical da liturgia e dos sacrifícios figurativos do Antigo Testamento, das quais Jesus fez uso na última Ceia: “Isto é o meu Corpo que é entregue por vós”, e “Este é o Cálice de meu Sangue que é derramado por vós”. Note-se o verbo no tempo presente (texto original), indicando um derramar de seu Sangue no próprio ato consacratório.”

    ANÁLISE: Nada a dizer.

    “c) Pela realização da “morte sacramental” de Jesus significada através da Consagração das espécies do pão e do vinho, em separado. A separação sacramental do Corpo e do Sangue significa e realiza misticamente a morte de Jesus Cristo.”

    ANÁLISE: Nada a dizer

    “d) Pelo ofertório, com as preces que o acompanham, e que indicam explicitamente que a Santa Missa é sacrifício, e sacrifício propiciatório, isto é, que desagrava a Deus pelos pecados, para os quais impetra o perdão. De fato, nele o celebrante declara que o oferece “… por seus pecados…, pelos de todos os fiéis vivos e defuntos… para que a todos aproveite para a vida eterna”.”

    ANÁLISE: Nada a dizer.

    “e) Por fim, a Fé da Igreja que sempre professou essa verdade, e no Concílio de Trento sentenciou infalivelmente contra os protestantes: “Se alguém disser que a Missa é só Sacrifício de louvor, e não propiciatório (…) seja anátema” (Denz-Sch. 1753).”

    ANÁLISE: Nada a dizer.

    “7- Por isso, a primeira medida de Lutero contra o caráter sacrifical da Missa, foi a supressão do ofertório, que mais explicitamente o expressa. Depois fez as outras mudanças. Foi igualmente o que fez Paulo VI na nova missa, transformando o ofertório em uma simples apresentação de dons.”

    ANÁLISE: Aqui é feita uma infeliz comparação e envolve juízos até mesmo da intenção do Papa. O Magistério Católico ao Diminuir o Ofertório não nega ao mesmo tempo o caráter sacrifical da Missa. O Sacrifício ocorre somente na Consagração. O Magistério também não ensina ou declara que a Diminuição do Ofertório objetivou o obscurecimento do Dogma do Sacrifício da Missa. Diminuir o Ofertório pode ter vários objetivos e o Magistério declara que não objetivou o obscurecimento do caráter Sacrifical. Aqui os tradicionalistas defendem que não deveria ter Diminuido o Ofertório pelo valor da reafirmação do Dogma Sacrifical. Os não tradicionalistas defendem que a Diminuição foi boa para simplificar o Rito e para não adiantar as Orações do Cânon da Missa. Pode-se escolher qual preferência; o Magistério deixa-nos livres para escolher entre a Missa Tridentina e a Missa Nova, mas tem que ficar bem claro que a Diminuição do Ofertório não agride o Dogma Sacrifical, não é uma ação de negação ou obscurecimento do Dogma. O Sacrifício depende somente das Palavras Consecratórias e do Sacerdócio Ministerial. A prova de que o Ofertório não influencia, pelo menos diretamente, na realização do Sacrifício está no fato de que na igreja primitiva ele não era bem desenvolvido.

    “CEL: Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo pão que recebemos de vossa bondade, fruto da terra e do trabalho do homem, que agora vos apresentamos, e para nós se vai tornar pão da vida.
    ASS: Bendito seja Deus para sempre!

    CEL: (reza em silêncio) Pelo mistério desta água e deste vinho possamos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade.

    CEL: Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo vinho que recebemos de vossa bondade, fruto da videira e do trabalho do homem, que agora vos apresentamos e para nós se vai tornar vinho da salvação.
    ASS: Bendito seja Deus para sempre!

    CEL:(reza em silêncio) De coração contrito e humilde, sejamos Senhor, acolhidos por vós; e seja o vosso sacrifício de tal modo oferecido que vos agrade, Senhor, nosso Deus.

    CEL:(reza em silêncio)Lavai-me, Senhor, das minhas faltas e purificai-me do meu pecado.

    CEL: Orai, irmãos, para que o nosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.
    ASS: Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para no nosso bem e de toda a santa Igreja.”(Ofertório da Missa Nova de Paulo VI).

    “8- Em seguida, Lutero alterou as palavras da instituição, fazendo da parte consecratória e da narrativa, que são bem distintas, uma só, e mandando pronunciar tudo em tom narrativo e em voz alta. Tudo para suprimir qualquer idéia de ação pessoal do celebrante, e, pois, toda a idéia de sacrifício; e assim inculcar nos assistentes, a idéia protestante de simples ceia-memorial.”

    ANÁLISE: Cabe aqui a mesma análise feita anteriormente sobre a voz alta, que não influencia na afirmação ou negação dogmática, nem no obscurecimento dos Dogmas. “Eles vos oferecem conosco este sacrifício de louvor por si e por todos os seus, e elevam a vós as suas preces para alcançar o perdão de suas faltas, a segurança em suas vidas e a salvação que esperam.”(Oração Eucarística I). Aqui vemos a afirmação do Sacrifício.
    “Dignai-vos, ó Pai, aceitar e santificar estas oferendas, a fim de que se tornem para nós o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso.”(Oração Eucarística I). Aqui vemos a clara alusão à Presença Real.
    “Na noite em que ia ser entregue, ele tomou o pão em suas mãos, elevou os olhos a vós, ó Pai, deu graças e o partiu e deu a seus discípulos, dizendo:
    TOMAI, TODOS, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS.”(Fórmula da Consagração).
    “Do mesmo modo, ao fim da ceia, ele tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente e o deu a seus discípulos, dizendo:
    TOMAI, TODO, E BEBEI:ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS PARA REMISSÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.”(Fórmula da Consagração – com o erro de tradução “por todos”). Para quem considerar o erro de tradução como comprometedor de grande coisa, temos o “Nós as oferecemos pela vossa Igreja santa e católica”(Oração Eucarística I).
    “Eis o mistério da fé”(Oração Eucarística I). Aqui nós vemos o tão reclamado “Misterium Fidei”.
    “Em comunhão com toda a Igreja, veneramos a sempre Virgem Maria, Mãe de nosso Deus e Senhor Jesus Cristo; e também São José, esposo de Maria, os santos Apóstolos e Mártires: Pedro e Paulo, André, Tiago e João, Tomé, Tiago e Filipe, Bartolomeu e Mateus, Simão e Tadeu, Lino, Cleto, Clemente, Sisto, Cornélio e Cipriano, Lourenço e Crisógono, João e Paulo, Cosme e Damião, e todos os vossos Santos. Por seus méritos e preces concedei-nos sem cessar a vossa proteção. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.”(Oração Eucarística I). Aqui vemos o apelo à Intercessão de Nossa Senhora e dos Santos, inclusive dos santos sobre o sangue dos quais foi erguida a igreja latina. Uma clara manifestação de Fé Católica na Intercessão dos Santos.

    “Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!”(Oração Eucarística I). Aqui vemos claramente a menção de Sacrifício do Senhor que se realiza. A diferença entre anunciar e proclamar, e a espera da segunda vinda de Cristo. O anúncio da espera pela segunda vinda de Cristo não confunde nada com relação à Presença Real, já claramente mencionada e mostra que o Sacrifício do Calvário Renovado pela Missa vai até o fim do mundo.
    “Celebrando, pois, a memória da paixão do vosso Filho, da sua ressurreição dentre os mortos e gloriosa ascensão aos céus, nós, vossos servos, e também vosso povo santo, vos oferecemos, ó Pai, dentre os bens que nos destes, o sacrifício perfeito e santo, pão da vida eterna e cálice da salvação.”(Oração Eucarística I). Parecidíssima com a “Unde et memores” do Missal Tridentino. A palavra “Memória” também está no Missal Tridentino, pois é claro é de Nosso Senhor.
    “Recebei, ó Pai, esta oferenda, como recebestes a oferta de Abel, o sacrifício de Abraão e os dons de Melquisedeque. Nós vos suplicamos que ela seja levada à vossa presença, para que, ao participarmos deste altar, recebendo o Corpo e o Sangue de vosso Filho, sejamos repletos de todas as graças e bênçãos do céu. (Por Cristo Nosso Senhor. Amém).”(Oração Eucarística I). Parecidíssima com a “Supra quae propitio” e a “Suplices te rogamus” do Missal Tridentino.
    “Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos e filhas que partiram desta vida, marcados com o sinal da fé. A eles, e a todos os que adormeceram no Cristo, concedei a felicidade, a luz e a paz. (Por Cristo, Senhor nosso. Amém.)”(Oração Eucarística I). Parecidíssima com a “Memento etiam” do Missal Tridentino.
    “E a todos nós pecadores, que confiamos na vossa imensa misericórdia, concedei, não por nossos méritos, mas por vossa bondade, o convívio dos Apóstolos e Mártires: João Batista e Estêvão, Matias e Barnabé, Inácio, Alexandre, Marcelino e Pedro, Felicidade e Perpétua, Águeda e Luzia, Inês, Cecília, Anastácia e todos os vossos Santos. (Por Cristo, Senhor nosso. Amém.)”(Oração Eucarística I). Parecidíssima com a “Nobis quoque peccatoribus” do Missal Tridentino.
    “Por ele não cessais de criar e santificar estes bens e distribuí-los entre nós.”(Oração Eucarística I). Parecidíssima com a “Per quem haec omnia” do Missal Tridentino.
    “Por Cristo, com Cristo, e em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.”(Oração Eucarística I). Parecidíssima com a “Per ipsum” do Missal Tridentino.

    Na Oração Eucarística II também temos, além da Narração Bíblica e das Fórmulas Consecratórias: “Santificai, pois, estas oferendas, derramando sobre elas o vosso Espírito, a fim de que se tornem para nós o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso.”(Oração Eucarística II).
    “Eis o mistério da fé.”(Oração Eucarística II).
    “Celebrando, pois, a memória da morte e ressurreição do vosso Filho, nós vos oferecemos, ó Pai, o pão da vida e o cálice da salvação; e vos agradecemos porque nos tornastes dignos
    de estar aqui na vossa presença e vos servir. E nós vos suplicamos que, participando
    do Corpo e Sangue de Cristo, sejamos reunidos pelo Espírito Santo num só Corpo.”(Oração Eucarística II).
    “Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja que se faz presente pelo mundo inteiro: que ela cresça na caridade, com o papa (N), com o nosso bispo (N) e todos os ministros do vosso povo.”(Oração Eucarística II).
    “Lembrai-vos também dos nossos irmãos e irmãs que morreram na esperança da ressurreição e de todos os que partiram desta vida: acolhei-os junto a vós na luz da vossa face. Enfim, nós vos pedimos, tende piedade de todos nós e dai-nos participar da vida eterna, com a Virgem Maria, mãe de Deus, com os santos Apóstolos e todos os que neste mundo vos serviram, a fim de vos louvarmos e glorificarmos (juntando suas mãos) por Jesus Cristo, vosso Filho.”(Oração Eucarística II).
    “Por Cristo, com Cristo, e em Cristo…”(Oração Eucarística II).

    Na Oração Eucarística III:
    “Por isso, nós vos suplicamos: santificai pelo Espírito Santo as oferendas que vos apresentamos para serem consagradas, a fim de que se tornem o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho
    e Senhor nosso, que nos mandou celebrar este mistério.”(Oração Eucarística III).
    “Eis o mistério da fé.”(Oração Eucarística III).
    “Celebrando agora, ó Pai, a memória do vosso Filho, da sua paixão que nos salva, da sua gloriosa ressurreição e da sua ascensão ao céu, e enquanto esperamos a sua nova vinda,
    nós vos oferecemos em ação de graças este sacrifício de vida e santidade.
    Olhai com bondade a oferenda da vossa Igreja, reconhecei o sacrifício que nos reconcilia conosco e concedei que, alimentando-nos com o Corpo e o Sangue do vosso Filho, sejamos repletos do Espírito Santo e nos tornemos em Cristo um só corpo e um só espírito.”(Oração Eucarística III).
    “Que ele faça de nós uma oferenda perfeita para alcançarmos a vida eterna com os vossos santos: a Virgem Maria, mãe de Deus, os vossos Apóstolos e Mártires, (com Santo N) e todos os santos, que não cessam de interceder por nós na vossa presença.
    E agora, nós vos suplicamos, ó Pai, que este sacrifício da nossa reconciliação estenda a paz e a salvação ao mundo inteiro. Confirmai na fé e na caridade a vossa Igreja, enquanto caminha neste mundo: o vosso servo o papa (N), o nosso bispo (N), com os bispos do mundo inteiro,
    o clero e todo o povo que conquistastes. Atendei às preces da vossa família, que está aqui, na vossa presença. Reuni em vós, Pai de misericórdia, todos os vossos filhos dispersos pelo mundo inteiro.
    Acolhei com bondade no vosso reino os nossos irmãos e irmãs que partiram desta vida e todos os que morreram na vossa amizade. Unidos a eles, esperamos também nós saciar-nos eternamente da vossa glória, por Cristo, Senhor nosso.”(Oração Eucarística III).
    “Por Cristo, com Cristo, e em Cristo…”(Oração Eucarística III).

    Na Oração Eucarística IV:
    “Por isso, nós vos pedimos que o mesmo Espírito Santo santifique estas oferendas, a fim de que se tornem, o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, para celebrarmos este grande mistério que ele nos deixou em sinal da eterna aliança.”(Oração Eucarística IV).
    “Eis o mistério da fé.”(Oração Eucarística IV).
    “Celebrando, agora, ó Pai, a memória da nossa redenção, anunciamos a morte de Cristo e sua descida entre os mortos, proclamamos a sua ressurreição e ascensão à vossa direita, e, esperando a sua vinda gloriosa, nós vos oferecemos o seu Corpo e Sangue, sacrifício do vosso agrado e salvação do mundo inteiro.
    Olhai, com bondade, o sacrifício que destes à vossa Igreja e concedei aos que vamos participar do mesmo pão e do mesmo cálice que, reunidos pelo Espírito Santo num só corpo,
    nos tornemos em Cristo um sacrifício vivo para o louvor da vossa glória.
    E agora, ó Pai, lembrai-vos de todos pelos quais vos oferecemos este sacrifício: o vosso servo o papa (N), o nosso bispo (N), os bispos do mundo inteiro, os presbíteros e todos os ministros,
    os fiéis que, em torno deste altar, vos oferecem este sacrifício, o povo que vos pertence e todos aqueles que vos procuram de coração sincero. Lembrai-vos também dos que morreram na paz do vosso Cristo e de todos os mortos dos quais só vós conhecestes a fé. E a todos nós, vossos filhos e filhas, concedei, ó Pai de bondade, que, com a Virgem Maria, mãe de Deus,
    com os Apóstolos e todos os Santos, possamos alcançar a herança eterna no vosso reino,
    onde, com todas as criaturas, libertas da corrupção do pecado e da morte, vos glorificaremos por Cristo, Senhor nosso.”(Oração Eucarística IV).
    “Por ele dais ao mundo todo bem e toda graça.”(Oração Eucarística IV).
    “Por Cristo, com Cristo, e em Cristo…”(Oração Eucarística IV).

    Vemos assim, que a Missa Nova conserva todo o Cânon Romano e afirma, não nega, mas afirma e claramente os Dogmas do Sacrifício de Cristo Renovado na Santa Missa, da Transubstanciação e da Presença Real do Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Cristo sob as aparências de pão e vinho. Dizer que a Missa Nova é herética ou heretizante, estando ela afirmando claramente os Dogmas Eucarísticos, é uma cegueira. Dizer que a Diminuição e Simplificação, que caracterizaram a Reforma Litúrgica do Papa Paulo VI, fizeram a Missa Nova tornar-se herética ou perigosa à Fé, estando ela afirmando claramente os Dogmas Eucarísticos, realmente é uma cegueira, um absurdo e uma calúnia à Igreja e ao Santo Sacrifício da Missa, que se realiza VALIDAMENTE na Missa Nova Aprovada e Promulgada pela Igreja de Deus.

    “Tudo para suprimir qualquer idéia de ação pessoal do celebrante”. Realmente essa afirmação é um adiantamento no juízo à ação pessoal do Papa Paulo VI. Dizer que a Missa Nova também acobertou o Dogma do Sacerdócio Ministerial do Padre é outro grande absurdo, porque as Orações Eucarísticas da Missa Nova são feitas pelo Sacerdote, que usa pronomes pessoais e conjugações verbais idênticas às Orações do Missal Tridentino. Todas as Orações Eucarísticas da Missa Nova têm o “Fazei isto em memória de mim.”.
    “4. A natureza do sacerdócio ministerial, próprio do bispo e do presbítero que oferecem o Sacrifício na pessoa de Cristo e presidem a assembléia do povo santo, se evidencia no próprio rito, pela eminência do lugar e da função do sacerdote. As razões desta função são enunciadas e explicadas mais profusamente na ação de graças da Missa Crismal da Quinta-feira da Semana Santa, dia em que se comemora a instituição do sacerdócio. Aquele texto celebra a transmissão, pela imposição das mãos, do poder sacerdotal que é a continuação do poder de Cristo, Sumo Pontífice do Novo Testamento, e enumera todas as suas funções.
    5. Esta natureza do sacerdócio ministerial esclarece ainda outra realidade de grande importância: o sacerdócio régio dos fiéis, cujo sacrifício espiritual atinge a plena realização pelo ministério do Bispo e dos presbíteros, em união com o sacrifício de Cristo, único Mediador9. Com efeito, a celebração da Eucaristia é uma ação de toda a Igreja, onde cada um deve fazer tudo e só o que lhe compete, segundo o lugar que ocupa no Povo de Deus. Por isso se deve prestar maior atenção a certos aspectos da celebração que, no decurso dos séculos, foram negligenciados. Na verdade, este povo é o Povo de Deus, adquirido pelo Sangue de Cristo, reunido pelo Senhor, alimentado por sua palavra; povo chamado para elevar a Deus as preces de toda a família humana, e dar graças em Cristo pelo mistério da salvação, oferecendo o seu sacrifício; povo enfim que cresce na unidade pela comunhão do Corpo e Sangue de Cristo. Este povo, embora santo por sua origem, cresce continuamente em santidade pela participação consciente e frutuosa do mistério eucarístico10.”(INSTRUÇÃO GERAL SOBRE O MISSAL ROMANO – 2002, da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos).

    “9- Também a reforma de Paulo VI, do rito da Missa, alterou a forma da Consagração, transpondo para fora dela as palavras “Mysterium fidei”, e suprimindo o ponto gráfico que separava bem a parte narrativa da parte consecratória, de modo que o celebrante é levado a pronunciar tudo em tom narrativo como quem apenas conta um fato acontecido no passado, e não como quem faz uma ação pessoal, que torna de novo presente a mesma realidade operada por Jesus Cristo, e por Ele ordenada que fosse renovada perpetuamente mediante o ministério do sacerdote (Lc. 22,19).”

    ANÁLISE: A troca de lugar do “Mistério da Fé” não altera em nada, absolutamente em nada, o Sacrifício da Missa nem a Fé dos fiéis e do celebrante nos Dogmas Eucarísticos. A prova é que na Santa Ceia e na igreja primitiva não se tinha esta expressão no meio das Palavras Consecratórias e nem por isso a Santa Missa foi menos válida, menos santa ou menos digna aos Olhos de Deus nem inspirou menos Fé aos fiéis. Com relação ao espaço gráfico e destaque entre o modo narrativo e as Palavras Consecratórias, é realmente uma pena ter sido tirado, mas também não influencia em nada nos Mistérios Eucarísticos e no Sacrifício da Missa. Vamos torcer para que este espaço e destaque voltem. Com relação à Renovação Perpétua do Sacrifício do Calvário, a afirmação de Sacrifício e uso exclusivo da pessoa do Padre para tal está clara e bem clara no Ofertório e no Cânon da Missa Nova. “CEL: Orai, irmãos, para que o nosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.
    ASS: Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para no nosso bem e de toda a santa Igreja.”(Ofertório da Missa Nova de Paulo VI). “Celebrando, pois, a memória da paixão do vosso Filho, da sua ressurreição dentre os mortos e gloriosa ascensão aos céus, nós, vossos servos, e também vosso povo santo, vos oferecemos, ó Pai, dentre os bens que nos destes, o sacrifício perfeito e santo, pão da vida eterna e cálice da salvação.”(Oração Eucarística I).

    “10- Vê-se, pois, só por essa pequena amostra – há muitos outros pontos nos quais a missa nova não é mais a pura expressão da Fé católica – ver “Avulsos Fé íntegra”, nº 03 – como é de suma importância a nossa fé nesse aspecto da Missa como Sacrifício. Aí está a prova. Os protestantes tomam ares de festa com a sua supressão, através da Missa nova.”

    ANÁLISE: Se a Missa Nova não fosse mais a Pura Expressão da Fé Católica, teríamos um sacrifício sujo oferecido pela Igreja a Deus todos os dias. Realmente é algo injurioso à Igreja e é admitir implicitamente que o Espírito Santo permitiu que a Igreja falhasse e ainda ensinasse e fizesse os seus filhos perderem a Fé Católica. É admitirmos que a Igreja promulgou uma disciplina herética e pecaminosa. É um absurdo!
    «Os sumos pontífices até nossos dias se preocuparam constantemente para que a Igreja de Cristo oferecesse à Divina Majestade um culto digno de “louvor e glória de Seu nome” e “do bem de toda sua Santa Igreja”.(Papa Bento XVI – Motu Proprio Summorum Pontificum).
    “«Desde tempo imemoriável, como também para o futuro, é necessário manter o princípio segundo o qual, “cada Igreja particular deve concordar com a Igreja universal, não só quanto à doutrina da fé e aos sinais sacramentais, mas também em respeito aos usos universalmente aceitos da ininterrupta tradição apostólica, que devem ser observados não só para evitar erros, mas também para transmitir a integridade da fé, para que a lei da oração da Igreja corresponda a sua lei de fé”.» (1)”(Papa Bento XVI – Motu Proprio Summorum Pontificum).
    “Art. 1 – O Missal Romano promulgado por Paulo VI é a expressão ordinária da “Lex orandi” (“Lei de oração”), da Igreja católica de rito latino. Contudo o Missal Romano promulgado por São Pio V e novamente pelo beato João XXIII deve ser considerado como expressão extraordinária da mesma “Lex orandi” e gozar do respeito devido por seu uso venerável e antigo. Estas duas expressões da “Lex orandi” da Igreja não levarão de forma alguma a uma divisão da “Lex credendi” (“Lei da fé”) da Igreja; são, de fato, dois usos do único rito romano.”(Papa Bento XVI – Motu Proprio Summorum Pontificum).
    Ou seja, a Missa Nova, assim como a Tridentina, é expressão da Lex Orandi. A Lex Orandi é a Lei da Oração e é determinada pela Lex Credendi, que é a Lei da Fé. “A lei da Fé deve estabelecer a lei da oração” (Pio XII, encíclica Mediator Dei, n. 43). Se a Missa Nova fosse herética ou contrária à Fé, a Igreja teria falhado propondo uma disciplina, Lex Orandi, herética ou perigosa e, com isso, ter-se-ia na Igreja uma Oração e Rito contrários a Deus e, Oração e Rito aprovados, promulgados e praticados pela Igreja de Deus. Haveria a contradição entre as Leis da Igreja e as de Deus, o que seria combustível para a busca e encontro com Deus fora da Igreja Dele. Assim, estar-se-ia apoiando o mesmo erro de Lutero que afirma “Cristo sim, a Igreja não”. Vemos bem que a Lex Orandi está muito intrinsecamente ligada à Lex Credendi e se a Lex Orandi fosse herética ou perigosa, teríamos a Lex Credendi sendo atingida, ou seja, o Dogma sendo atingido, e a falha da Igreja e o prevalecimento das portas do Inferno contra Ela seriam evidentes, mas isso é contrário às promessas de Cristo à Sua Igreja.
    A Celebração Eucarística (Missa) é realmente algo da maior gravidade, já que é como um resumo da Fé e da Vida Católicas e por isso está bem conexa com os Dogmas de Fé. Afirma-nos o Código de Direito Canônico: “Augustíssimo sacramento é a santíssima Eucaristia, na qual se contém, se oferece e se recebe o próprio Cristo Senhor e pela qual continuamente vive e cresce a Igreja. O Sacrifício Eucarístico, memorial da morte e ressurreição do Senhor, em que se perpetua pelos séculos o Sacrifício da cruz, é o ápice e a fonte de todo o culto e da vida cristã, por ele é significada e se realiza a unidade do povo de Deus, e se completa a construção do Corpo de Cristo. Os outros sacramentos e todas as obras de apostolado da Igreja se relacionam intimamente com a Santíssima Eucaristia e a ela se ordenam” (cf. C.D.C. cânon 897). Vemos que a Unidade da Igreja se dá na Fé e na Doutrina Dela e, se houvesse um culto ordinário herético, a Igreja em suas Leis teria se distanciado de Sua Fé e Doutrina. Os diversos Ritos Católicos são unidos na Fé e Doutrina e assim, expressam a mesma Fé, a mesma Doutrina e o mesmo Culto a Deus.

    “Alegações têm sido feitas dentro do movimento tradicionalista de que a Nova Missa não foi apropriadamente promulgada conforme as normas do Direito Canônico, de que ela não é a Missa oficial da Igreja Católica, de que assistindo a ela não se cumpre o preceito dominical, de que ela é ruim, má, ou mesmo intrinsecamente má. Visto que o Papa Paulo VI era um verdadeiro papa, e que o Missal de 1970 constitui o que é conhecido como uma lei disciplinaria universal, tais alegações são completamente insustentáveis em vista da doutrina da indefectibilidade da Igreja. Nenhum papa verdadeiro poderia impor ou mesmo autorizar para o uso universal um rito litúrgico que fosse em si mesmo prejudicial aos fiéis. As alegações completamente insustentáveis a que me referi explicam uma atitude perturbadora que prevalece em certas secções do movimento tradicionalista nos quais atacar o Missal de 1970 (de Paulo VI) parece obter prioridade sobre a conservação do de 1570 (Missal de São Pio V). Não ha nenhuma esperança possível de um reconhecimento do Vaticano ser estendido a padres que sustentam essas hipóteses insustentáveis, fato que não parece perturba-los. Nem eles parecem se perturbar com o fato de que tais teorias não são endossadas por nenhum teólogo qualificado fora do movimento tradicionalista, ou que o consenso de opinião dentro do movimento as rejeita. Alguns desses padres não duvidam imaginar que alguém não pode ser um verdadeiro tradicionalista sem aceitar que a Nova Missa seja má. A documentação que segue (no seu livro) seria suficiente para provar que de fato aqueles que adotam esta posição é que não podem se considerar católicos tradicionais, pois defender que um rito sacramental aprovado pelo Romano Pontífice é mau é totalmente incompatível com o ensinamento tradicional da Igreja”(Michael Davies, 31 de maio de 1997, Introdução à segunda edição do seu livro “I am with you always” (Eu estou convosco sempre), The Newman Press. Michael Davies (*1936- +2004) foi presidente internacional da UNA VOCE, movimento em defesa da Missa Tradicional, existente em mais de 40 países, sendo seu presidente efetivo de 1995 a 2003 e presidente de honra de 2003 a 2004. Ele é autor de dezenas de livros em defesa da Tradição, sobretudo da liturgia tradicional.).

    “Gostaríamos de pôr de sobreaviso os nossos leitores contra uma certa moda intelectual que se propaga como uma peste em nossos meios tidos como ‘tradicionalistas’: o espírito de disputa para ver quem assume a opinião mais extrema, que faz buscar, a qualquer preço, a posição mais ‘dura’, como se a verdade de uma proposição pudesse ser influenciada por um preconceito voluntarista de ser anti-qualquer coisa”(Padre Didier Bonneterre, da Fraternidade São Pio X).

    Defender que a Igreja possa aprovar, promulgar e praticar magisterialmente disciplinas heréticas ou erradas é proposição condenada pelo Magistério da Igreja.

    “A prescrição do Sínodo… na qual, depois de advertir previamente como em qualquer artigo se deve distinguir o que diz respeito à fé e à essência da religião do que é próprio da disciplina, acrescenta que nesta mesma disciplina deve-se distinguir o que é necessário ou útil para manter os fiéis no espírito do que é inútil ou mais oneroso do que suporta a liberdade dos filhos da Nova Aliança, e mais ainda, do que é perigoso ou nocivo, porque induz à superstição ou ao materialismo, enquanto pela generalidade das palavras compreende e submete ao exame prescrito até a disciplina constituída e aprovada pela Igreja – como se a Igreja que é governada pelo Espírito de Deus pudesse constituir uma disciplina não só inútil e mais onerosa do que o suporta a liberdade cristã, mas também perigosa, nociva e que induza à superstição e ao materialismo – é falsa, temerária, escandalosa, perniciosa, ofensiva aos ouvidos pios, injuriosa à Igreja e ao Espírito de Deus pelo qual ela é governada, e pelo menos errônea” (Papa Pio VI, Denz. 2678).
    “Seria verdadeiramente reprovável e muito alheio à veneração com que devem ser recebidas as leis da Igreja condenar por um afã caprichoso de opiniões quaisquer a disciplina por ela sancionada e que abrange a administração das coisas sagradas, a norma dos costumes e os direitos da Igreja e seus ministros, ou censura-la como oposta a determinados princípios do direito natural ou apresenta-la como defeituosa ou imperfeita, e submetida ao poder civil.” (Papa Gregório XVI, Encíclica Mirari Vos, 9(1932).
    “Sem mancha alguma, brilha a Santa Madre Igreja nos sacramentos com que gera e sustenta os filhos; na fé que sempre conservou e conserva incontaminada; nas leis santíssimas que a todos impõe, nos conselhos evangélicos que dá; nos dons e graças celestes, pelos quais com inexaurível fecundidade produz legiões de mártires, virgens e confessores. Nem é sua culpa se alguns de seus membros sofrem de chagas ou doenças; por eles ora a Deus todos os dias: “Perdoai-nos as nossas dívidas” e incessantemente com fortaleza e ternura materna trabalha pela sua cura espiritual.” (Papa Pio XII, Encíclica Mystici Corporis, 65).

    A infalibilidade ou inerrância da Igreja nas suas leis universais, entre as quais se situam as leis litúrgicas universais, é evidente. Não quer dizer que não possam ser modificadas ou melhoradas. Significa que não podem conter erros contra a Fé ou Moral, ou serem prejudiciais às almas. O Concílio de Trento, por exemplo, proclamou a inerrância da Vulgata, tradução feita por São Jerônimo. Não quer dizer que ela fosse perfeita nem que não pudesse ser corrigida ou melhorada, como de fato o foi em diversas passagens pela autoridade da Igreja. A declaração infalível do Concílio de Trento significa que ela não continha erros doutrinários.
    Alguém poderia objetar que, mesmo havendo muitas elucidações posteriores do Magistério, o texto do Novus Ordo continuou o mesmo. Mas, exatamente, são as elucidações que precisam o sentido. Como ocorre com as Sagradas Escrituras, cujo texto muitas vezes se presta a interpretações heréticas, mas que tem o sentido correto dado pelo Magistério, que o faz sem modificar o texto. Aliás, essa é exatamente a diferença entre a Bíblia católica e a protestante, nos textos coincidentes: as notas explicativas com o sentido dado pelo Magistério. Isso não significa que a parte Reformável da Missa Nova não possa ser Reformada, mas que não pode nem tem como ser herética ou perigosa à Fé e Moral, pela Assistência do Espírito Santo.

    “…De minha parte, eu lamento somente que se tenha abusado de meu nome em um sentido que eu não desejaria, pela publicação de uma carta que eu tinha dirigido ao Santo Padre sem autorizar ninguém a publica-la. Eu me alegrei profundamente com a leitura dos Discursos do Santo Padre sobre as questões do novo Ordo Missae, e sobretudo com suas precisões doutrinais contidas nos Discursos às Audiências Públicas de 19 e 26 de novembro: depois do que, eu creio, ninguém pode mais sinceramente se escandalizar. Para o mais, será necessário fazer uma obra prudente e inteligente de catequese, a fim de tirar algumas perplexidades legítimas que o texto pode suscitar…” (Cardeal Ottaviani, carta a Dom Lafond, ordem dos cavaleiros de Notre-Dame – Notre Doctrinale sur le Nouvel Ordo Missae – cf. La Croix de 23 de março de 1970 “confirmation”).
    “As minhas impressões sobre a reforma litúrgica são substancialmente boas. O novo Ordo Missae, entrado em vigor em 30 de novembro de 1969, tem muitos elementos positivos. Poderia ser mais perfeito, como todas as coisas, mas a substância é boa. A Institutio Generalis Missalis Romani é mais imperfeita. Mas a substância é boa. Com o tempo se poderão reequilibrar algumas colocações” (Cardeal F. Antonelli, obra citada, pag. 258).

    Algo parecido fez Dom Licínio Rangel e os Padres de Campos, que tendo sido esclarecidos pela Santa Sé sobre a Missa Nova, o Concílio Vaticano II, o Magistério da Igreja e outras coisas que dizem respeito à Doutrina, corrigiram-se e reformaram suas armas e argumentos de críticas, entrando em Total comunhão com a Igreja e com a Hierárquia Católica.

    “11- No entanto, não ficou nisso toda a reforma luterana do rito da Missa, mas tendo por objetivo suprimir a própria Missa, partiu Lutero para a supressão do sacerdócio católico, que fora instituído por Jesus Cristo, para garantir a perpetuidade do santo Sacrifício da missa. Pois ele sabia bem que sem sacerdote verdadeiro não há Missa verdadeira, mas simples ceia-comemorativa da última Ceia celebrada por Cristo.”

    ANÁLISE: O Espírito Santo não permitiu, não permite e jamáis permitirá que algo parecido ocorra na Igreja de Deus, que é perpetuamente Imaculada.

    “12- Por isso, seguindo esse mesmo espírito, a atual reforma do rito da Missa, feita por Paulo VI, apresenta uma clara tendência a prescindir do padre como único sacrificador da Divina Vítima no sacrifício do Altar. De fato, a “Institutio generalis”, que promulga o novo rito, ao dar uma definição de Missa que os protestantes assinariam, apresenta a Missa como sendo constituída essencialmente pela “reunião dos fiéis para celebrar o memorial do Senhor, sob a presidência do celebrante”.”

    ANÁLISE: Aqui vemos o problema de interpretação.
    “Assim, as normas atuais, prescritas segundo determinação do Concílio Vaticano II, e o Novo Missal, que a partir de agora será usado na Igreja de Rito romano para a celebração da Missa, são provas da solicitude da Igreja, manifestando sua fé e amor imutáveis para com o supremo mistério eucarístico, e testemunhando uma contínua e ininterrupta tradição, ainda que algumas novidades sejam introduzidas.”(INSTRUÇÃO GERAL SOBRE O MISSAL ROMANO – 2002, da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos).
    “A natureza sacrifical da Missa, que o Concílio de Trento solenemente afirmou1, em concordância com a universal tradição da Igreja, foi de novo proclamada pelo Concílio Vaticano II que proferiu sobre a Missa estas significativas palavras: “O nosso Salvador na última Ceia instituiu o sacrifício eucarístico do seu Corpo e Sangue para perpetuar o sacrifício da cruz através dos séculos até a sua volta, e para confiar à Igreja, sua esposa muito amada, o memorial de sua morte e ressurreição”2.”(Instrução Geral sobre o Missal Romano – 2002, da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos). Por aqui vemos claramente a afirmação de Sacrifício e que a Interpretação Verdadeira e o Ensinamento Verdadeiro são os mesmos do Concílio de Trento, ainda que aparências pudessem ser diferentes.

    “O que o Concílio ensinou com estas palavras encontra-se expresso nas fórmulas da Missa. Com efeito, a doutrina já expressa concisamente nesta frase de antigo Sacramentário, conhecido como Leoniano: “Todas as vezes que se celebra a memória deste sacrifício, renova-se a obra da nossa redenção”3, é desenvolvida clara e cuidadosamente nas Orações eucarísticas; nestas preces, ao fazer a anamnese, dirigindo-se a Deus em nome de todo o povo, dá-lhe graças e oferece o sacrifício vivo e santo, ou seja, a oblação da Igreja e a vítima por cuja imolação Deus quis ser aplacado4, e ora também para que o Corpo e Sangue de Cristo sejam um sacrifício agradável ao Pai e salutar para todo o mundo5.”(Instrução Geral sobre o Missal Romano – 2002, da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos).
    “Igualmente, o admirável mistério da presença real do Senhor sob as espécies eucarísticas foi confirmado pelo Concílio Vaticano II6 e por outros documentos do Magistério Eclesiástico7, no mesmo sentido e na mesma forma com que fora proposto à nossa fé pelo Concílio de Trento8. Este Mistério é proclamado na celebração da Missa, não apenas nas palavras da consagração, pelas quais o Cristo se torna presente através da transubstanciação, mas também no espírito e manifestação de sumo respeito e adoração que ocorrem na Liturgia eucarística. Por este mesmo motivo, o povo cristão é levado a prestar a este admirável Sacramento na Quinta-feira da Ceia do Senhor e na solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo um culto especial de adoração.”(Instrução Geral sobre o Missal Romano – 2002, da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos). Vemos mais uma vez que é defendido que a Interpretação e o Ensinamento que são Verdadeiros a cerca do Missal de Paulo VI são os mesmos do Concílio de Trento. Portanto os Ensinamentos e Interpretações contrários ao Concílio de Trento, no que se refere aos Dogmas, não são Verdadeiros e não são da Missa Nova e do Vaticano II.

    A mesma Instrução de 2002 vai declarar que:”A natureza do sacerdócio ministerial, próprio do bispo e do presbítero que oferecem o Sacrifício na pessoa de Cristo e presidem a assembléia do povo santo”(Instrução Geral sobre o Missal Romano – 2002, da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos). Ou seja, Jesus agindo no Sacerdote ou o Sacerdote agindo em “Persona Christe”.

    “O novo Missal, portanto, dando testemunho da norma de oração da Igreja romana e conservando o depósito da fé legado pelos concílios mais recentes, constitui por sua vez uma etapa de grande importância na tradição litúrgica.
    Quando os Padres do Concílio Vaticano II reafirmaram os dogmas do Concílio Tridentino, falaram numa época da história bastante diferente; por isso formularam, em matéria pastoral, desejos e conselhos que há quatro séculos não se podiam prever.”(Instrução Geral sobre o Missal Romano – 2002, da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos). Ou seja, as Pastorais, Ensinamentos e Disciplinas Reformáveis não podem ser heréticos ou perigosos à Fé ou à Moral, porque o Depósito da Fé é conservado pela Missa Nova e pelo Vaticano II. Se as coisas Reformáveis fossem heréticas ou perigosas à Fé e à Moral, o Depósito da Fé estaria sendo violado e não conservado.

    “Deste modo, enquanto permanece fiel ao seu múnus de mestra da verdade, a Igreja, conservando “o que é antigo”, isto é, o depósito da tradição, cumpre também o seu dever de julgar e de prudentemente assumir “o que é novo” (cf. Mt 13, 52).”(Instrução Geral sobre o Missal Romano – 2002, da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos). Mais uma vez é insistido que as coisas Reformáveis conservam o Depósito da Fé e, mesmo que sejam novas não podem nem tem como serem heréticas ou perigosas à Fé e à Moral, porque caso isso ocorresse, o Depósito da Fé estaria sendo violado e não conservado e as portas do Inferno prevalecendo contra a Igreja de Deus.

    “13- Preparou-se assim, a negação explícita da própria presença sacramental e real de Jesus Cristo na Divina Eucaristia, como atualmente os neo-modernistas mais avançados estão fazendo. Os neo catecumenais, por exemplo, proíbem os fiéis de se ajoelharem na Consagração, porque – dizem – tudo não passa de simples símbolos. Eis aí a prova de que a Nova Missa leva gradualmente ao protestantismo.”

    ANÁLISE: Não é verdade! Vimos aqui claramente o Ordinário da Missa Nova declarar os Dogmas do Caráter Sacrifical, da Transubstanciação e da Presença Real. Com relação aos abusos, estes não são causas da Missa Nova nem das Aprovações e Promulgações do Magistério da Igreja. Culpar a Missa Nova pelo mal uso que fazem dela é equivalente a culpar os Dons de Deus pelo mal uso que se fazem deles.
    É evidente que os abusos litúrgicos são muitos e frequentes, o que vai logicamente exigir da Santa Sé uma postura cada vez mais rígida no combate aos abusos. Agora, dizer que a Missa Nova é culpada ou que leva às heresias e erros contra a Fé e a Moral é admitir a hipótese herética da Lex Orandi herética e perigosa, e a hipótese herética da violação e não conservação dos Dogmas de Fé pela Igreja Magisterial Hierárquica. A Missa Nova é Santíssima como a Missa Tridentina. Alguém aqui vai querer defender que a Sagrada Escritura leva gradualmente ao protestantismo ou às outras heresias??? Alguém aqui vai querer defender que a missa primitiva, chamada simplesmente de Partilha do Pão pela Sagrada Escritura, levava e leva gradualmente ao protestantismo e demais heresias???

    Vejamos um exemplo:
    “porquanto, mal vos pondes à mesa, cada um se apressa a tomar sua própria refeição; e enquanto uns têm fome, outros se fartam. Porventura não tendes casa onde comer e beber? Ou menosprezais a Igreja de Deus, e quereis envergonhar aqueles que nada têm? Que vos direi? Devo louvar-vos? Não! Nisto não vos louvo… Eu recebi do Senhor o que vos transmiti: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão e, depois de ter dado graças, partiu-o e disse: ‘Isto é o meu corpo, que é entregue por vós; fazei isto em memória de mim’. Do mesmo modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: ‘Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue; todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de mim’. Assim, todas as vezes que comeis desse pão e bebeis desse cálice lembrais a morte do Senhor, até que venha. Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor. Que cada um se examine a si mesmo e, assim, coma desse pão e beba desse cálice. Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação. Essa é a razão por que entre vós há muitos adoentados e fracos, e muitos mortos. Se nos examinássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. Mas, sendo julgados pelo Senhor, ele nos castiga para não sermos condenados com o mundo. Portanto, irmãos meus, quando vos reunis para a ceia, esperai uns pelos outros. Se alguém tem fome, coma em casa. Assim vossas reuniões não vos atrairão a condenação. As demais coisas eu determinarei quando for ter convosco.”(1Cor.11,21-34).
    Será que alguém aqui vai culpar São Paulo pelos abusos cometidos naquela comunidade???

    “14- Por tudo isso – e por muito mais que aqui se omite por falta de espaço – já se entende que os Cardeais Ottaviani e Bacci, em carta a Paulo VI, ao lhe apresentarem o “Breve Estudo Crítico da nova missa”, tenham afirmado: “O novo rito da Missa se distancia de modo impressionante, no seu todo e nos seus pontos particulares, da teologia católica da Missa”.”

    ANÁLISE: Graças a Deus, Dom Licínio e o Cardeal Ottaviani se corrigiram de seus equívocos, após terem sido esclarecidos pela Sé Apostólica.

    “15- Também ultimamente, o Cardeal Stickler declarou que “o novo rito da Missa é uma adaptação à idéia protestante do culto”. Ele cita também o escritor francês Jean Guitton que escreveu o seguinte: “O Papa Paulo VI me confiou que era sua intenção assemelhar, o mais possível, a nova liturgia ao culto protestante” (Em “Fideliter”, nº 109). Isso confirma o que já havia dito o perito em Liturgia, Mons. Klaus Gamber: “A reforma litúrgica de Paulo VI foi mais radical que a de Lutero” (Em “A Reforma Litúrgica em questão” – Ed. francesa, com Prefácio do Cardeal Ratzinger).”

    ANÁLISE e Consideração Final: A Santa Missa tem as partes da Essência e as partes acidentais. As coisas da Essência são Dogmáticas e Irreformáveis, enquanto as partes acidentais, que variam com os Ritos, podem ser Reformadas. O objetivo aqui é explicar mais uma vez a Impossibilidade de as coisas Reformáveis da Missa Aprovadas e Promulgadas pelo Magistério da Igreja serem heréticas ou perigosas à Fé Católica e à Moral. O raciocínio também vale para as Pastorais e Ensinamentos Não Irreformáveis do Vaticano II.
    Conforme o Magistério declara, a Missa Nova e o Concílio Vaticano II conservam os Dogmas (Depósito da Fé). Se conservam os Dogmas não podem ser heréticos ou perigosos, nem enquanto meras disciplinas ou coisas passíveis de Reforma. Isso já bastaria, mas podemos também partir de perspectivas lógicas, ao invés da simples Declaração Magisterial.
    Se um Ensinamento Reformável fosse [ou pudesse ser] herético ou perigoso à Fé e à Moral, teríamos um Ensinamento que bate de frente com e nega Dogmas. Ainda que o Ensinamento Herético seja Reformável e não Dogmático ou Irreformável, bateria do mesmo modo contra os Dogmas, ou seja, tem-se a Contradição entre os Dogmas e a Heresia. Com a Aprovação e Promulgação pelo Magistério da Igreja do Ensinamento Reformável Herético, os Dogmas de Fé estariam ameaçados e sendo violados e substituídos pelo Anti-Dógma, em teoria e prática. Seria uma Real Maculação da Fé Imaculada, uma Real Mudança de Fé e Doutrina. As portas do Inferno teriam prevalecido contra a Igreja de Deus. Se na Igreja do presente, tal Aprovação e Promulgação fossem possíveis, a Igreja no presente teria contrariado e negado Magisterialmente os Dógmas. A Igreja Hierárquica teria simplesmente deixado de existir ou de ser a Igreja Verdadeira. Teríamos simplesmente a divisão de Reinos, entre a Igreja Dogmática e Hierárquica do Passado, que atualmente não é mais Hierárquica e somente Dogmática e a Igreja Herética e Hierárquica do Presente. Note que estamos desviando a Assistência Infalível do Espírito Santo da Hierarquia Apostólica para outro lugar ou outra coisa. Aqui entra logicamente o termo Hierarquia, porque os Poderes de Ensinar, Governar e Santificar da Igreja estão com a Hierarquia.
    Vemos que a tese que defende que a garantia de o Ensinamento não ser herético ou perigoso esteja somente com os Ensinamentos Dogmáticos e Irreformáveis tem um problema sério com a Hierarquia, ou seja com o Magistério da Igreja.

    Finalmente, a Assistência Divina Infalível do Espírito Santo foi dada ao Magistério da Igreja para que a Igreja fosse Divinizada e para impedir que a Igreja falhe.

    Dom Licínio Rangel, Bispo de minha Crisma, servo bom e fiel: Entra na alegria de teu Senhor!

  33. Dom Licínio escreveu um artigo com 15 parágrafos, e o intrépido e prolixo sr. Vitor José comentou apenas um!

    O “rei do sofisma”, sr. Vitor José, com seu silogismo apressado deseja afirmar que a Bíblia infalível é comparada com o Concílio Vaticano II pastoral, e, portanto, passível de erro. Ele morre pela boca, pois, as críticas feitas a alguns documentos do Concílio Vaticano II são exatamente baseadas no Magistério, mesmo ordinário, como também extraordinário e infalível da indefectível Igreja de Cristo, no decorrer de vinte séculos.

    É incrível como a memória de Dom Antônio se tornou um joguete em mãos e bocas inescrupulosas. Ora é filho obediente, ora desobediente, mais a frente desculpável porque senil, outras, um sedevacantista contumaz. Valha-nos, Deus!

  34. Não li toda a “análise” que o sr. Vitor José fez do artigo (nem vou ler!), mas gostaria de expor algumas contradições absurdas de nosso amigo:

    “…o Papa Paulo VI não quis que a Missa obscurecesse os Dogmas, mas que tivesse uma aparência mais arcáica para deixar os sectários mais confortáveis diante dela.”

    Não reparou como a frase é contraditória? Deixar a Missa mais “confortável” para os hereges é exatamente obscurecer os dogmas!
    Como alguém pode escrever uma frase absurda dessa? Meu Deus…

    E mais a frente ele coloca:

    “Aqui é feita uma infeliz comparação e envolve juízos até mesmo da intenção do Papa.”

    Na primeira frase que eu postei ele colocou que o “…Papa Paulo VI não quis…”, ou seja, sem nenhuma fonte que corroborasse o que ele diz, o sr. José Vitor julga a intenção do Papa e depois chama de “infeliz” um suposto julgamento da intenção do Papa que D. Licinio não faz!

    Além disso, fica-se a pergunta: se o Sr. Vitor José vê que a Missa Tridentina é melhor do que a Missa Nova e deseja pelo menos uma reforma da reforma, não seria afirmar implicitamente que a MIssa nova foi um erro, não em si como ele quer, mas em sua promulgação?

  35. Agora entendi os erros da União Sacerdotal. A reforma do Missal não foi má.

    A forma da Igreja primitiva, mesmo aquelas condenadas por Pio XII na Mediator Dei como historicismo e, por isso mesmo não canonizadas pelo Concílio de Trento e promulgadas no Missal posterior foram reintroduzidas no Missal de Paulo VI.

    Uma pergunta: As palavras consecratórias estão realmente em caixa alta no original da Missa de Paulo VI? Ou o sacerdote é induzido a narrar, sem pausa?

  36. sr. Antonio, consciência de estarem unidos a Santa Sé ! Receberem todos sacramentos de padres que podem exercer seus ministérios licitamente. Por favor, não julgue mais os padres de Campos pois estes já estão justificados pela Santa Igreja !

  37. Não entendi. Evidentemente que sempre ansiávamos por um reconhecimento, mas, em última análise, o que sempre nos ensinaram era: “Sem Fé é impossível agradar a Deus”. “É preciso antes obedecer a Deus que aos homens”.

    Talvez o sr. não saiba pois presumo que seja jovem o suficiente para não ter vivenciado os fatos passados em Campos após a saída de Dom Antônio, mas, quando o bispo Dom Navarro foi e Roma dizendo que traria “na manga” (foi sua expressão) a solução. Sua solução era: A Missa nova seria a oficial na Diocese pois, a Missa tradicional trazia a divisão eclesial. Daí, um sacerdote, que ainda celebrava a Missa de 1965 – (a tal Missa híbrida, conforme Mons. Bugnini, pois misturava latim e português) -, aceitou a proposta do bispo. Os outros padres recusaram pois, POR RAZÕES DE CONSCIÊNCIA, não podiam aderir ao Novus Ordo. O mesmo aconteceu quando em 1984 o Papa João Paulo II lançou um Motu proprio concedendo um indulto (sic!) para o uso do Missal de 1962. Novamente os sacerdotes, escudados pela Bula Quo Primum do Papa S. Pio V, julgaram desnecessário tal indulto.

    Aliás, é bom que se diga que a carta de Dom Antônio enviada ao Papa Paulo VI (dois meses antes da entrada em vigor do NOM) e acompanhada de um estudo sobre o Novus Ordo nunca obteve resposta. E nela Dom Antônio já afirmava que enquanto não houvesse uma resposta positiva quanto às suas perplexidades ele continuaria com a Missa tradicional. Nunca em espírito de rebeldia.

    Não sou quem julga. Apenas ratifico o que aprendi.

  38. Se o sr. não julga então quem está julgando ?

  39. O sr. Lucas parece desconhecer (estou dizendo: parece, hípótese, não afirmando, julgando, como o sr. gosta de … julgar) o que é raciocínio lógico. Em nenhum momento emiti julgamento ou juízo, desenvolvi um raciocínio. Estou falando de coerência.

  40. Até agora nenhum pronunciamento dos padres da Administração Apostólica São João Maria Vianey. Quanto ao resto não interessa o que secrevem hereges sofistas que dizem haver salvação fora da Santa Igreja Católica.

  41. Hipótese…? parece… ? Francamente !

  42. Sr. Lucas, como já deve ter percebido, sou meio lento para entender as coisas. Poderia me explicar onde fiz juízo dos valorosos Padres de Campos? O que expus foram dúvidas e perplexidades.