A trivialidade contra o sagrado na Bélgica: “Chegamos a uma fase da história em que não aceitamos que o padre tenha que ser o intermediário. Queremos nos encarregar dos batismos e da comunhão”.

IHU – Willy Delsaert (foto) é um ferroviário aposentado com dislexia que praticou muito antes de enfrentar a paróquia católica suburbana Dom Bosco para celebrar os rituais da Missa Dominical com os quais ele cresceu.

A reportagem é de Doreen Carvajal, publicada no jornal The New York Times, 16-11-2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

“Quem toma este pão e come”, murmurou ele, quebrando uma hóstia com a sua esposa ao seu lado, “declara o desejo de um mundo novo”.

Com essas palavras, Delsaert, 60 anos, e seus amigos paroquianos, discretamente, estão sendo os pioneiros de um movimento de base que desafia séculos de doutrina da Igreja Católica Romana acerca do culto divino e da distribuição da comunhão sem um sacerdote.

Dom Bosco é uma das cerca de dez igrejas católicas alternativas que surgiram e cresceram nos últimos dois anos nas regiões de língua holandesa da Bélgica e da Holanda. Elas são uma reação inquietante a uma combinação de forças: uma escassez de padres, o fechamento de igrejas, a insatisfação com as nomeações do Vaticano de bispos conservadores e, mais recentemente, a consternação diante do encobrimento de abusos sexuais cometidos por padres.

As igrejas são chamadas de ecclesias, palavra derivada do verbo grego para “convocação”. Cinco delas começaram no ano passado na Holanda por católicos que se afastaram de suas paróquias existentes, e outras estão sendo planejadas, disse Franck Ploum, que ajudou a iniciar uma ecclesia em janeiro, em Breda, na Holanda, e está organizando uma conferência em rede para os grupos dos dois países.

Nestas igrejas do sudoeste de Bruxelas, os homens e mulheres são treinados como “condutores”. Eles presidem missas e os marcos da vida: casamentos e batismos, funerais e ritos finais. Os membros da Igreja assumiram-na há mais de um ano, quando o seu pároco se aposentou, sem deixar um sucessor. Na Bélgica, cerca de dois terços do clero tem mais de 55 anos, e um terço tem mais de 65 anos.

“Estamos resistindo um pouco como Gandhi“, disse Johan Veys, ex-padre casado que realiza batismos e recrutas os recém chegados para outras tarefas na paróquia de Dom Bosco. “Nossa intenção não é criticar, mas viver corretamente. Nós pressionamos quietamente, sem muito barulho. É importante ter uma comunidade onde as pessoas se sintam em casa e possam encontrar paz e inspiração”.

No entanto, eles parecem estar em rota de colisão com o Vaticano e a Igreja Católica da Bélgica. A Igreja belga foi surpreendida por um escândalo de abusos sexuais com 475 vítimas, e pela renúncia do bispo de Bruges, Roger Vangheluwe, que em abril passado admitiu ter molestado um menino durante anos, que depois se descobriu ser seu sobrinho.

Na visão de Roma, apenas padres ordenados podem celebrar missa ou presidir a grande maioria dos sacramentos, como o batismo e o casamento. “Se há pessoas ou grupos que não observam essas normas, os bispos competentes – que sabem o que realmente acontece – têm que ver como intervir e explicar o que está em ordem e o que está fora de ordem, se alguém pertence à Igreja Católica” disse o Pe. Federico Lombardi, diretor da Sala de Imprensa do Vaticano.

“Práticas inaceitáveis”

O primaz da Bélgica, o arcebispo André-Joseph Léonard, de Malines-Bruxelas, já levantou objeções aos serviços alternativos, chamando-os de “práticas inaceitáveis”. Mas se recusou a responder às perguntas, mantendo o compromisso de manter silêncio até dezembro. Ele foi envolvido em uma polêmica neste mês depois de ter criticado o julgamento civil de sacerdotes idosos por atos de pedofilia como uma “vingança” e ter descrito a Aids como “uma espécie de justiça inerente” para atos homossexuais promíscuos.

Para alguns católicos do movimento das ecclesias e acadêmicos da Universidade Católica de Louvain, Dom Léonard representa uma Igreja remota desconectada de um rebanho que anseia por rituais mais relevantes e participação ativa.

“Alguma coisa está começando a rachar”, disse o Pe. Gabriel Ringlet, ex-vice-reitor da Universidade Católica de Louvain, que está pensando em abandonar o termo “Católica” de seu nome. “Acho que a Igreja Católica belga está começando a sentir algo de excepcional, pela primeira vez em 40 anos. Muitos católicos estão acordando e se manifestando”.

Em Bruges, cidade no centro do escândalo da pedofilia da Igreja, um grupo católico alternativo chamado De Lier aborda os escândalos da Igreja em seus serviços semanais. De Lier – A Lira, em holandês – realiza cultos semanais em uma capela escolar com uma rotação de dois homens, duas mulheres e um padre. Nos serviços recentes, os membros da igreja leram trechos de um relatório de uma comissão da Igreja belga que examinou o estado das vítimas de abusos sexuais de menores. Eles manifestaram a vergonha de uma Igreja que silenciou as denúncias de abuso sexual e que usou uma linguagem advocatícia para evitar pedir desculpas.

Eles também simplificaram e personalizaram os rituais, enfatizando a importância da comunidade. Normalmente, eles se reúnem em torno de uma mesa com taças de cerâmica para o vinho e um pão redondo, e os membros são convidados a contar a história de suas alegrias e tristezas da semana anterior.

“Estamos procurando formas de viver a fé de uma forma moderna”, disse Karel Ceule, membro do Lier. “Se você olhar para a crise atual com o arcebispo Léonard, ele é um símbolo de uma Igreja velha e conservadora. Em Flandres, isso não funciona mais. Chegamos a uma fase da história em que não aceitamos que o padre tenha que ser o intermediário. Queremos nos encarregar dos batismos e da comunhão”.

Alguns bispos na Holanda e na Bélgica estiveram discretamente coletando informações sobre as Igrejas alternativas e reunindo-se com alguns dos seus membros. Pedro Rossel, porta-voz de Jozef De Kesel, o novo bispo de Bruges, disse que o prelado tinha conhecimento dos grupos, mas não os visitaria em breve. “Agora, ele tem outras prioridades. Ele tem muitos problemas com a questão dos abusos sexuais”, disse Rossel.

Enquanto isso, membros desses grupos dizem que não guardam segredo do que estão fazendo, especialmente se acontecerem mudanças por causa da falta de padres. “Se você perguntar para a diocese oficialmente sobre isso, eles vão lhe dizer que você não pode fazer isso”, disse Bart Vanvolsem, membro da paróquia Dom Bosco. “Eles dizem que se não há padre, não há missa. Mas Cristo está aqui”.

Nos estágios iniciais da Dom Bosco, algumas pessoas reclamaram que os serviços demoravam muito. Outros se incomodavam com a intimidade da reunião ao redor de uma longa mesa de madeira. Alguns membros não queriam liderar um culto. “Eu ainda sou muito tradicional para fazer isso”, disse Barbara Birkhölzer-Klein. “O que está acontecendo aqui é totalmente natural, mas eu ainda não posso fazer isso”.

Delsaert não tinha esses receios. Ele vestia uma estola com as cores do arco-íris e trazia suas anotações. “É a segunda vez”, disse ele. “Para mim, é muito intenso. Ler é muito difícil para mim, porque eu tenho dislexia”.

Quase 150 pessoas se reuniram ao seu redor para um encontro organizado por membros adolescentes que escolheram o tema da paz e da música de John Lennon e de Paul McCartney.

Delsaert fez um sermão simples que remontou aos seus anos como ferroviário, exortando os paroquianos a promover a paz, conversando com as pessoas em suas vidas diárias. Ao dizer “oi” para um usuário diário dos trens, disse Delsaert, “esse homem se abriu para conversar sobre os atrasos dos trens”. “Ele parecia muito mais feliz”, contou.

Durante o serviço, os adolescentes ficaram ao redor da mesa, enquanto uma declaração paroquial foi lida em voz alta: “Lamentamos a dor causada pelos padres e pelos responsáveis da Igreja. Lamentamos os danos às vítimas, à comunidade e à nossa Igreja”.

Depois, uma moça acendeu uma vela com as cores do arco-íris no centro da mesa. A trêmula chama foi acesa em memória às 475 vítimas belgas de abuso sexual.

21 Comentários to “A trivialidade contra o sagrado na Bélgica: “Chegamos a uma fase da história em que não aceitamos que o padre tenha que ser o intermediário. Queremos nos encarregar dos batismos e da comunhão”.”

  1. “Delsaert não tinha esses receios. Ele vestia uma estola COM AS CORES DO ARCO-ÍRIS…
    Depois, uma moça acendeu uma vela COM AS CORES DO ARCO-ÍRIS no centro da mesa. A trêmula chama foi acesa em memória às 475 vítimas belgas de abuso sexual.”

    Resta evidente que esta canalha faz parte, ou pelo menos é financiada, pelo movimento homossexual.
    Como todo abusador de meninos É UM HOMOSSEXUAL -seja ele padre ou porteiro de zona- eis aí mais uma prova de que os próceres da Revolução, neste caso a “ala gay”, usa a Igreja para se limpar da sujeira DE SEUS PRÓPRIOS CRIMES.
    Olavo de Carvalho demonstrou que esta prática é sempre repetida por todos os grupos ou partidos esquerdisas, i.e, pelos inimigos da Igreja.

  2. ÊÊÊÊÊÊ

    Viva a promiscuidade!!!!
    Viva a safadeza!!!!
    Viva a Inversão de valores….

    Prezados, é repugnante ler os “argumentos” supracitados no texto. Isso me lembra o Cura d’Ars (corrijam-me se estiver errado) “Deixe uma paróquia sem padre durante 20 anos e serão adorados os animais”.

    Um ponto interessante: o cara tem 60 anos, isto é, nasceu em 1950, é isso? Ele quer “celebrar os rituais da Missa Dominical com os quais ele cresceu”. Considerando datas, ele era adolescente na época do Concílio. Pergunta: Isso ocorreria sem o CVII???

    Pelos frutos conhecereis a árvore.

  3. Que nojo! Não consegui nem terminar de ler…

  4. Essa gente que não aceita a mansidão do Cordeiro de Deus, logo, logo, terá no lombo o chicote da Sharia islâmica. É claro que isto atingirá a todos: católicos, ateus e judeus.
    Leiam o que conta o judeu Sammy Eppel a respeito da situação catastrófca na Bélgica-Holanda e também na Suécia, antevendo claramente o que está por vir:

    “Podemos observar que en varios sectores la “Shariá” (ley islámica) ya es cuasi-legal en materia religiosa. También demográficamente Bruselas ya tiene un 35% de población islámica y un 50% de los representantes del consejo municipal son musulmanes. Se estima que dentro de 5 a 10 años Bruselas será la primera ciudad islámica de envergadura en Europa con mayoría musulmana en sus autoridades, incluyendo el alcalde.

    ¿Y qué tiene que ver el aumento o cantidad de musulmanes con respecto al antisemitismo?

    Por ejemplo en la ciudad de Malmö, en Suecia, los judíos tuvieron que huir ya que fueron perseguidos por musulmanes, eso ocurrió este año. (…)

    http://www.diariodeamerica.com/front_nota_detalle.php?id_noticia=6383

  5. Se considerarmos esta matéria e outras antecedentes, é possível declarar.

    NÃO EXISTE MAIS IGREJA CATÓLICA NA BÉLGICA.

    O que o Concílio de Trento e a intervenção espanhola fez chegou a um termo finalmente. Acho que o Iraque ou países de maioria protestante são mais católicos do que a Belgica de hoje.
    Se alguém visitar a Belgica, procure a missa da Fraternidade São Pio X, ou de algum grupo tradicionalista; de outra maneira, é impossível ter missa válida, porque os padres diocesanos são uma latrina ambulante. Foram eles que envenenaram o povo. Agora devem estar felizes.
    Eis aí, Daneels. Eis aí os frutos de sua influência em toda a nação.
    Paulo VI e João Paulo II também têm que responder a isso no dia do Juizo.

  6. Eis a primavera do Concílio!!!!!!!!!!!!
    Destruiam a Missa, adaptaram-se ao mundo moderno, serviram ao homem e seus desejos… aí estão os frutos! “Se queremos destruir a Igreja temos que destruir a Santa Missa” (Lutero) E foi isso que o CV II fez. Missa Nova, templos destruídos, leigos se fazendo de Padre, indisciplina, heresia! Eis aí a participação ativa dos fiéis leigos na Igreja!
    Igreja sem Eucaristia, sem Padre, sem altar, sem nada!!! É o fim do mundo chegando, como predisse Nossa Senhora de Fátima.

  7. Quando o meu pároco faltava às missas da quarta-feira, eu lembro que era uma ministra da comunhão que fazia a tal celebração da Palavra. Antes desse culto, essa mulher chamava alguma pessoa para ser responsável de ler a primeira leitura. Já durante essa celebração, ela mesma lia o Evangelho e depois o explica aos fiéis. Assim ia a mesa para recitar o cânon, sem usar a parte da consagração feita pelo sacerdote, ao sacrário, e por fim ia distribuir a comunhão aos fiéis.

    Tínhamos um diácono, mas sempre estava ocupado. Raramente aparecia nesse dia. Eu tinha conhecimento que outras paróquias por perto eram mais comuns essa mesma prática No interior, pior ainda.

    Hoje faz poucos anos que não vou a uma Missa no Novus Ordo. Mas sei que não melhorou o número de padres por aqui ate hoje. Ainda as vocações são pouquíssimas.

    Porque eu sempre vi que a Missa de Paulo VI quase não proporcionou motivação nenhuma para uma vocação sacerdotal aos jovens rapazes na minha época. Eu escrevo isso por experiência.

    Direta ou indiretamente, a triste da “Renovação Carismática” foi que realmente motivava a vocação deles. “Eu estou sentido o chamado de Deus”, diziam alguns deles para mim. Era algo mais inclinado para outras vocações não propriamente na Igreja, mas ao movimento em si.

    Além disso, eu percebia que esse movimento mencionado acima os deixava mais confusos que esclarecidos. Todos eram incapazes de distinguir que “sentimento” era esse por lá.

    Por exemplo, tenho um amigo que tinha vocação à vida religiosa. Ele achava que era para ser monge somente. Foi para os capuchinhos, não deu certo. Foi para os carmelitas, que tinha veneração, mas não deu certo também. Acabou ficando no seminário diocesano, porque não tinha alternativa para ser frade que sempre quis. Quer dizer, a vocação sacerdotal foi por acaso. Não foi motivação alguma ao Novus Ordo.

  8. Onde estão os defensores do CVII, qual será a desculpa agora?

    O padre Calderón explica muito bem o espírito do CVII e ensina que a intenção era essa: igualar o povão ao sacerdote.

    Paulo VI e João Paulo II também têm que responder a isso no dia do Juizo. ( 2 )

  9. A dor é tão grande que sufoca comentários diante de tão incrédulo acontecimento. Virgem Mãe Santíssima intercedei por nossa santa igreja e pelas “verdades” apenas nela contida!!!!!!

  10. Irmãos, eu já trouxe aqui aquela entrevista do Leonardo Boff em que confessa que os progressistas estão empenhados lá na criação de uma estrovenga chamada “igreja da liberdade”, i.e., um treco completamente diferente e a parte da Santa Madre Igreja, mas que necessita parasitar o Catolicismo, roubar-lhe suas aparências externas, até que tenha forças para se apresentar tal como é na realidade, uma anti-igreja, um aparato comunista.
    Esse malucão lá na Bélgica é mais um idiota útil usado na construção dessa seita demoniáca cuja existência foi confessada por Boff.
    Eu só lamento é que a Doutrina Sagrada tenha sido tão negligenciada a ponto de permitir que os fieis caiam na conversa de depredadores, e que a autoridade episcopal esteja tão fraca a ponto de ser incapaz de impedir a apropriação sacrílega dos templos e das formas da Santa Religião.
    Por isso é que digo: chegamos num ponto em que não adianta mais conversas e “diálogos”. É preciso que a Tradição tome logo o controle da Igreja e da Cúria, e deite o chicote nessa gente desavergonhada, promovendo uma limpeza que já se faz necessária há pelo menos 50 anos.

  11. Vejam, estes são progressistas ao extremo ou Sedevacantistas ao extremo?

  12. Às vezes vocês quase me convencem que Lutero foi fruto do CVII. Concílio Vaticano II: o novo fruto proibido, fonte de toda heresia.

  13. Fecha a conta e passa a régua…

  14. Não sei porque tanta perplexidade a essa altura dos acontecimentos ..O que se deve esperar da arvore do CVII é isso mesmo … ta í os frutos do concilio :

    “Missa Nova, templos destruídos, leigos se fazendo de Padre, indisciplina, heresia! Eis aí a participação ativa dos fiéis leigos na Igreja!
    Igreja sem Eucaristia, sem Padre, sem altar, sem nada!!!” ( 2 )

  15. lutero foi doador, e fez descendentes, cujo cromossomo é CVII. Aberrações tais como: catogélico
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  16. Can. 802 Somente os sacerdotes tem o poder de oferecer o sacrifício da Missa – CDC 1917.

  17. Senhores!
    Recentemente estive na Alemanha/Holanda e Bélgica e, graças a Deus pude participar, pidosamente do Santo Sacrifício, celebrada séria e corretamente por sacerdotes legitimamnete ordenados.
    O que acabo de ler é simplesmente repugnante e, com certeza, não é a mentalidade da maioria da Igreja Belga/Holandesa. Este comportamento de alguns que se dizem católicos e pensam numa igreja “livre” na verdade deixaram de ser católicos a tempo…
    Agora, neste tempo, antes de dizer que a culpa é do Concílo Vaticano II, que não é, que é culpa de uma parcela ultraconservadora e apática, que não é, o momento pede muita UNIDADE, pois estamos JUNTOS, brigando contra um inimigo forte: o secularismo/ relativismo que assola e que tem grandes patrocinadores: a maçonaria, o protestantismo que tenta, a todo custo, ridicularizar a nossa Santa Religião, a ÚNICA Igreja de Cristo.
    Particulamente sou muito simpatizante da Missa de sempre, mas agora não é hora de discutir isso.
    UNAMO-NOS!

  18. Ainda bem que essa falsa missa não é válida.
    Há vários pontos a ressaltar provando que essa falsa missa é inválida.
    Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
    Pelo menos, Cristo está fora disso …
    O mundo está perdido.
    Desculpe o termo vulgar, mas “que burrada fez João XXIII e Paulo VI”…
    O papa tem que tomar a Atitude Drástica: retornar à Missa Tridentina como rito oficial e proibir a Missa Nova, e retornar aos costumes e leis da Igreja pré conciliar.

  19. Fui seminarista franciscano em 1990, época forte de Boff. Sai e me casei. Posteriormente, tentei fazer por duas vezes a Teologia em duas faculdades diferentes. Deixei por causa de tanta TL. Mas não só TL, também havia loucuras completas de um pós-modernismo, até fisicamente, fora de propósito. Nma aula sobre sacramentos, o padre professor ligou a música de Beto Guedes: “Tudo que move é sagrado”. Depois, um seminarista disse que leu em Boff que a caneca do Jô Soares era algo sagrado. Eu respondi: se o profano ou tudo é sagrado, nada mais é sagrado, pois todo o sagrado se torna profanado. Aí, o padre professor me acusou de ser um maniqueísta. Como os padres professores não me deixavam mais intervir nas aulas, pois quando eu levantava a mão, fingiam que não me viam, tive de deixar o curso. Também por tanta perplexidade que me consumia. Mas, deixar tal falsa teologia foi uma benção para a minha fé tradicional.

  20. O que percebo é qe grande parcela de sacerdotes perderam a noção do sagrado . Não entendem mais a Missa como sacrifício mas sim como uma grande festa onde não a nada de sagrado !

    Hoje, quem precisa de evangelização são os sacerdotes formados na liturgia de Paulo VI . A banalização da liturgia nunca na história da Igreja chegou a essa situação, isso só foi possível graças a essa nova orientação ecumênica e maçonica dada pelo CVII e acatada com muita alegria pelos modernistas .