Nota do distrito alemão da Fraternidade São Pio X sobre o livro do Papa Bento XVI.

Piusbruderschaft St. Pius X – Ontem à noite (23 de novembro) por volta das 18:00h, a pedido da agência de notícias DPA, a assessoria de imprensa da Fraternidade Sacerdotal São Pio X tomou uma posição no tocante a duas passagens do livro do Papa “Luz do Mundo”. Trata-se da passagem controversa sobre os preservativos e as declarações do bispo Williamson. Leia a explicação no texto

Quanto à questão dos preservativos:

As declarações do Papa foram distorcidas pela imprensa. No entanto, elas foram  infelizes. Suas palavras podem ser comparadas a um conselho dado a um ladrão assassino, para que no futuro se limite a roubar. Apesar disso, não se pode deduzir desse conselho, que o roubo seria permitido em alguns casos. Agora as palavras do Papa serão interpretadas dessa maneira. No entanto, o Pontífice deveria estar ciente que não se pode esperar que o público mundial faça tais distinções sutis e acadêmicas em temas tão sensíveis. Infelizmente, ele não fez a distinção entre a tolerância de um mal e a sua justificação. Isso necessariamente conduz a generalizações. A este respeito, devido a sua formulação, o Papa também é responsável pelo enorme frenesi da mídia, que fala até mesmo numa reviravolta na moral.

Quanto à declaração do Bispo Williamson:

Não é correto dizer que o Bispo Williamson nunca esteve na Igreja católica de maneira oficial. Ele não encontrou a Fé Católica na Fraternidade Sacerdotal, mas independentemente dela. Ele entrou para o seminário de Ecône numa época em que a Fraternidade era oficialmente reconhecida pela Igreja. O levantamento de uma excomunhão não tem nada a ver com questões históricas ou cometer erros, ela é de natureza teológica e diz respeito à comunhão da Igreja. O nexo entre a retirada do decreto de excomunhão e a entrevista do Bispo Williamson acrescentou grandes danos tanto ao Papa quanto à Fraternidade. A esse respeito, são compreensíveis as palavras do Santo Padre, que posteriormente serão ditas com o olhar nos acontecimentos.

Berlim, 23 de novembro de 2010

Assessoria de Imprensa da Fraternidade Sacerdotal São Pio X na Alemanha

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9 Comentários para “Nota do distrito alemão da Fraternidade São Pio X sobre o livro do Papa Bento XVI.”

  1. Vi uma declaração no exagerado Traditio que o papa escreveu em seu livro sobre Dom Williamson …was “never Catholic in the proper sense”.
    Foi isso mesmo?
    A segunda declaração é sobre isso?

  2. Caro Roberto, justamente. “Williamson nunca foi um católico no sentido próprio do termo. Ele era anglicano e passou diretamente do anglicanismo ao lefebvrismo”.

    http://www.leforumcatholique.org/message.php?num=573835

  3. A segunda edição revisada desse livro vai sair rapidinho.

  4. Oh, tristeza do jeca…
    : (

  5. Ferreti, o que seria esse “católico no sentido própdio do termo” e o que seria o lefebvrismo?

  6. G. M. Ferretti

    Que lefebvrianismo????? A familia dele era anglicana. E daí? Se converteu e ponto final! Um “católico liberal” tbm nunca foi católico e nunca será. Mons Williamson não é lefebvrista, não seja mentiroso com seus rótulos idiotas.
    E o papa sempre foi católico???

  7. Caros amigos,
    Viva Cristo Rei! Salve Maria!

    Quanto a distorção das palavras do Papa pela imprensa, é preciso dizer que, quando não se considera o contexto para o qual as palavras são direcionadas, elas sofreram interpretações naturais a identidade do contexto, ao qual ela chega. Quando pronunciamentos laicistas, comunistas, liberais, maçônicos, etc chegam ao contexto católico, eles chegam interpretados pela doutrina católica, e isto não pode ser considerado distorção, mas o exercício da identidade católica, na imprensa. É um otimismo ingênuo, achar que a imprensa plural, mundana e pecadora, não projetará sua identidade na recepção e transmissão de textos. Ainda mais quando estes textos são produzidos de uma teologia que se rebaixou ao mundo moderno, para melhor falar a este homem. No caso da filosofia escolástica, para retransmitir seus textos, o entendimento daquele que a transmite, precisa ser elevado por essa filosofia, sem a qual os texto apareceriam, sem nenhum sentido. Já o método da nova teologia, faz o movimento inverso, e por conter em sua própria identidade a pluralidade, ele se torna interpretável, por todas as ideologias modernas.

    Pode se dizer que, entre a imprensa católica e a imprensa mundana, há um silencioso combate, uma silenciosa luta e silenciosos anátemas. Nosso Senhor nos advertiu para que fossemos simples como as pombas, mas prudentes como as serpentes. Ainda nos advertiu que não déssemos o que é santo aos cães e nem atirássemos pérolas aos porcos. Mas quando se quer falar ao mundo, se fala a lobos, cães e porcos, mas não se fala aos católicos. Deste modo, não se pode considerar a instrumentalização de informações católicas, quando a imprensa que as recebe, é uma imprensa de cães, porcos e lobos. É natural aos cães e porcos, despedaçarem pérolas, por isso Nosso Senhor não tinha a preocupação de falar ao homem antigo, mas aos seus, através de parábolas, que não poderiam ser instrumentalizadas, por lobos, cães e porcos. Quanta falta faz a própria filosofia escolástica! Quanta falta faz o tomismo! Quanta falta faz a simplicidade das pombas e a prudência das serpentes!

    Fiquem com Deus.

    Abraços

  8. Caro Bruno Bertolli… tenha um bom dia! Já acordou? A citação entre aspas é do Papa, e não minha. O Roberto perguntou e eu apenas respondi!…

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