Através de Rorate-Caeli tomamos conhecimento deste comentário do vaticanista Andrea Tornielli, cuja tradução apresentamos abaixo:
Não corresponde à verdade que a instrução sobre o motu proprio seja restritiva e um enfraquecimento da vontade papal expressa no Motu Proprio.
É verdade que a instrução não faz menção ao rito ambrosiano: Ecclesia Dei tem competência sobre o Rito Romano e, logo, se explicará que Summorum Pontificum (doravante SP) se aplica a todos os ritos das ordens religiosas, que são variações do rito romano. No que diz respeito ao rito Ambrosiano, a competência não é da Ecclesia Dei, mas da Congregação do Culto Divino.
Portanto, é verdade que a instrução não menciona o rito Ambrosiano, mas não é verdade SP não se aplica a todos os ritos das ordens religiosas (por exemplo, o dominicano), como se temia nas antecipações de alguns blogs.
O outro ponto considerado “restritivo” se refere às ordenações sacerdotais. SP, que menciona também todos os outros sacramentos, não cita, pelo contrário, a possibilidade de celebrar as ordenações sacerdotais no rito antigo. Desde a sua publicação até hoje tem acontecido que, em algumas dioceses, houve ordenações segundo o rito antigo: os bispos pediram a permissão de Roma, em todo caso foi concedido.
Agora, a instrução esclarece este ponto e explica as condições em que é possível celebrar as ordenações sacerdotais no rito antigo. Não se pode falar, logicamente, de uma intenção restritiva, já que SP de modo algum é mencionava esse caso.
Do que sei estar errado nas antecipações, é o sentido geral da instrução, apresentada como um enfraquecimento que restringe as possibilidades para os fiéis e relega o antigo rito apenas ao âmbito do mundo dito tradicionalista, ao invés de apresentá-lo como uma oportunidade para todos no sentido desejado pelo Papa (ou seja, que o antigo ajudaria o novo e o novo ajudaria o antigo).
Minhas fontes me dizem que não é verdade. E, na realidade, com a instrução, serão fixadas as bases que permitirão aos fiéis melhor obter aquilo que o Papa estabeleceu.
Devo também desmentir — tanto quanto pude saber — a notícia de uma intervenção direta de Mons. Charles Scicluna sobre o texto para piorá-lo e enfraquecê-lo: Scicluna é promotor de justiça da Congregação para a Doutrina da Fé, participa do direito à consulta e “Ecclesia Dei” está agora inserida no ex-Santo Ofício. Portanto, também ele tomou parte no debate, fez algumas propostas, algumas foram acolhidas, outras não.
Et super hanc petram aedificabo ecclesiam meam.






"... muitos dos que se dizem católicos ajudam os «revolucionários» . São esses, sempre «moderados», que estimam a «tranquilidade pública» como o bem supremo. Esses católicos tolerantes, condescendentes, brandos, doces, amáveis ao extremo com os maçons e furiosos inimigos de Jesus Cristo, guardam todo seu mal humor para os que gritam «Viva a Religião!» e a defendem sofrendo contínuas penalidades e expondo suas vidas. Para eles, esses últimos são «exagerados e imprudentes, que tudo comprometem com prejuízo dos interesses da Igreja» ".
Que tenho eu, Senhor Jesus, que não me tenhais dado?… Que sei eu que Vós não me tenhais ensinado?… Que valho eu se não estou ao vosso lado? Que mereço eu, se a Vós não estou unido?… Perdoai-me os erros que contra Vós tenho cometido. Pois me criastes sem que o merecesse… E me redimistes sem que Vo-lo pedisse… Muito fizestes ao me criar, muito em me redimir, e não sereis menos generoso em perdoar-me. Pois o muito sangue que derramastes e a acerba morte que padecestes não foram pelos anjos que Vos louvam, senão por mim e demais pecadores que Vos ofendem… Se Vos tenho negado, deixai-me reconhecer-Vos; Se Vos tenho injuriado, deixai-me louvar-Vos; Se Vos tenho ofendido, deixai-me servir-Vos. Porque é mais morte que vida, a que não empregada em vosso santo serviço… - Padre Mateo Crawley-Boevey