Dois importantes artigos da FSSPX-Brasil.

Dois artigos importantes foram publicados hoje pelo site da FSSPX – Brasil. O primeiro, “Podemos chamar a Missa Nova de “Rito Romano Ordinário?”, indicado pelo revmo. Pe. Alejandro Rivero, a quem agradecemos, cujo extrato apresentamos abaixo:

A esterilidade da igreja conciliar, como a denominou um famoso cardeal, está chegando às últimas etapas, como um cadáver no qual a decomposição vai-se acelerando mais e mais. Infelizmente, a França, outrora primogênita da Igreja (não da conciliar) está na dianteira, e os dados são assustadores: a média de idade no seu clero é de mais de 70 anos, párocos idosos estão a cargo de dezenas de paróquias (nos casos extremos, mais de cem), uma parte ínfima da população pratica a religião, etc, etc. O fim está próximo, distando talvez em 5 ou 6 anos. Mas assim como ela é primeira no mal, o é também no bem. Considere-se que hoje 25% das ordenações francesas são de sacerdotes jovens que “fazem a escolha pelo rito tradicional”, isto considerando a tradição num sentido amplo, e não só a FSSPX. Agora, nesta pequena onda de volta ao normal, por assim dizer, é evidente que existem passos a serem dados uns depois dos outros, tal qual uma pessoa que, depois de sofrer um gravíssimo acidente, precisa fazer uma reabilitação progressiva. Poderíamos dizer que a missa nova (e a liturgia em geral) é a causa próxima do mal, já que “lex orandi lex credendi”, e assim uma corrosiva e desnaturada liturgia corresponde a um povo corroído e desnaturado (ou talvez poderíamos dizer des-sobrenaturalizado). Pois bem, a causa próxima do reestabelecimento da Igreja será sem dúvida a missa e todos os outros sacramentos dos quais e pelos quais flui a vida divina (eles são causa instrumental da graça).

O outro — “Um ataque por parte do IBP ou uma revelação da sua leviandade e fraqueza?” — traz uma análise sobre as atuais discussões teológicas entre a Santa Sé e a Fraternidade São Pio X, em resposta a um artigo publicado no blog Disputationes Theologicae (assunto já abordado em nosso blog).

Dois pontos esclarecem a posição da Fraternidade no Brasil sobre os resultados das discussões teológicas e o Concílio Vaticano II:

A honestidade obriga a abrir os olhos sobre os efeitos alcançados: doravante a liberdade de falar sobre o Concílio começa a existir. Os livros de Gherardini (“A não-infalibilidade do Concílio”) e de Roberto Matei (“A História de Vaticano II”), bem como o Congresso anunciado sobre este tema organizado pelos Fransciscanos da Imaculada demonstram os bons frutos destas conversas. Já não valem as afirmações declamatórias em favor do Vaticano II, a “hermenêutica da continuidade” deve ser comprovada. Até que enfim, a “palavra é livre” sobre o Vaticano II.

[…] A FSSPX aceita o fato material do Concílio, mas não a sua própria autoridade doutrinal ou moral. É evidente que um Concílio pastoral não se pode tornar magicamente doutrinal ou a norma de comunhão com a autoridade, sobretudo quando tem pontos que contradizem o que foi ensinado pela Tradição (Bento XVI, em 22 de Dezembro de 2005). A FSSPX sempre disse e diz que o último Concílio doutrinal foi o Vaticano I. Então, a posição de aceitar como norma de fé todos os Concílios até o Vaticano II exclusivamente ou até o Vaticano I inclusivamente é o que está em causa. Isso é tão evidente que é a razão das conversas. O Vaticano II é contestado não na sua integralidade, mas nas partes que contradizem a Tradição ou a relativiza com as ambiguidades; não se trata de negócio entre não conservar a integridade da Tradição e, em troca, receber vantagens canônicas.

E também elucida os objetivos de Menzingen com tais colóquios:

[A] FSSPX apenas reivindicou a possibilidade de responder às injustas acusações de faltar com as noções da Tradição e do Magistério, e que foi o Papa mesmo quem estimou necessárias estas conversas teológicas.

[…] Não se trata de posições pessoais, de acordo doutrinal, mas da FSSPX se apresentar doutrinalmente para acabar com este mal-entendimento entre Roma e ela. Não é a FSSPX que escolheu estas conversas, mas a autoridade, e só ela podia decidir isso. No entanto, era desejável que os boatos sobre a FSSPX parassem, e uma boa maneira de fazê-los cessar podia ser com estas conversações. A causa do eventual fracasso das conversações consiste no fato de Roma não conseguir manter dois compromissos incompatíveis – respeitar a Tradição e ao mesmo tempo respeitar o modernismo. O trabalho da FSSPX é justamente evidenciar a impossibilidade de manter este duplo compromisso.

30 Responses to “Dois importantes artigos da FSSPX-Brasil.”

  1. Grande Fraternidade de São Pio X!

  2. Então por que Dom Lefebvre assinou e aprovou o Concilio?
    Claro que a autoridade do concilio não vem dele ter ou não assinado. Mas por que a FSSPX fala tanto do Concilio e seu fundador aprovou.Isso mostra que existe sim uma distinção entre o Concilio e o espirito do Concilio, que veio depois. Dom mayer mesmo fez varias cartas pastorais para aplicar o concilio em sua diocese de Campos. E fez com entusiasmo pois eu já li todas.Isso mostra que os bispos em geral queriam sim uma boa mudança mas houve má interpretação.
    O Papa deu a possibilidade da FSSPX de dialogar, mas não que isso tenha influenciado no magisterio da Igreja sobre o Concilio, claro. O que se fala hoje sobre o Concilio sempre se falou. Este Padre dizer que foram eles que conseguiram isso, é muita impetulância. Dá até pena!

  3. Ferreti,
    De uma olhada nisso.
    Você poderia fazer uma tradução??

    http://blog.messainlatino.it/2011/04/la-fsspx-risponde-padre-g-cavalcoli-op.html

  4. Tomas, na Gaudium Et Spes e na Dignitatis Humanae, não constam a assinatura de Mons. Lefebvre e Dom Antônio de Castro Mayer (suas cartas e textos contra o CVII, são do conhecimento de todos), como pode se ver:

    “Possuímos algumas cartas de Mons. Lefebvre a esse respeito. Eis alguns trechos: “Que ela (a santíssima Virgem) confunda aqueles que, por suas mentiras e malicia, tentam por todos os meios nos humilhar e nos fazer passar por mentirosos ou “gagás”! (…) Se nós dois tivéssemos morrido, Mons. De Castro Mayer e eu, seria fácil nos fazer passar por mentirosos, mas enquanto estamos vivos, é um pouco temerário. Eles podem pensar o que quiserem, jamais poderão convencer que votamos no Concílio diversos documentos junto com os demais, e não poderão jamais provar que “non placet” significa “placet”. Os Padres do Concílio não teriam jamais aceitado que a maneira de votar seja de tal modo ambígua, que se possa depois fazer que aqueles que disseram “não” pareçam ter dito “sim”. Não se tratava de uma reunião de imbecis! … É preciso uma forte dose de desonestidade para se lançar a tarefa de provar que o ”non placet” dos Padres do Concílio terminou por se tornar um “placet”. Por que não o contrário? É preciso muita convivência com espíritos tão desviados como os do Pde. * e do Pde. De *, que provam por sua própria atitude que o seu ”placet” pode vir a tornar-se um “non placet”, ou inversamente”. (14 de junho de 1990). — “A lista e as assinaturas dos Padres cujos nomes se encontram no volume IV, parte VII, pág. 804 dos documentos do Concílio indicam apenas os Padres que estavam presentes (ou representados N. de Le Sel de la Terre) em São Pedro quando foram sucessivamente apresentados os 4 decretos (sobre a Liberdade religiosa, sobre a Atividade missionária, o Ministério dos padres, a Igreja no mundo). É necessário má-fé para interpretar essas assinaturas como se fossem aprovações ao conjunto dos 4 decretos. É absurdo pensar que se possa assinar, aprovar ou recusar 4 decretos a um só tempo. (…) É evidente, e nós sempre afirmamos, que Mons. de Castro Mayer, Mons. Sigaud e eu mesmo votamos contra a Liberdade religiosa e a Igreja no mundo. Ao nos fazer passar por mentirosos, ao falsear os documentos, pode-se julgar a desonestidade do P. de… e dos que se apressaram em reproduzir estas mentiras.. (1 de junho de 1990). — “Deus é testemunha de que sempre recusamos assinar estes dois decretos. Se alguém pode lembrar-se disso, este alguém sou eu e não estes jovens que mal haviam nascido nos tempos do Concílio…!. (20 de abril de 1990)”. A Declaração “Dignitatis Humanae” é compatível com a doutrina católica tradicional?

    http://www.permanencia.org.br/drupal/node/974

  5. Tomás de Souza, pouco importa de Dom Lefebvre assinou o Concílio, isso não faz diferença para a obra de destruição que ele faz.

  6. O Espírito Santo jamais permitira a celebração de um culto que não fosse digno do Senhor ou que o rebaixasse!

    O que se deve fazer é por fim às ambiguidades e erros do Concílio Vaticano II, ou como disse o teólogo Joseph Ratzinger, chegar à existência de apenas um rito romano, como ele disse acreditar que aconteceria em um futuro da Igreja!

    Tenho muito respeito pela FSSPX, entretanto, a fidelidade à Igreja depende da fidelidade ao Papa, que é infalível em matéria de fé e moral!

    Além do mais, todos sabiam qual era o pensamento do Papa Bento XVI em relação ao Concílio, foi e será sempre, acabar com os erros e ambiguidades e gerar um novo movimento litúrgico, a reforma da reforma, e permitir a celebração da Missa em seu rito extraordinário!

  7. O primeiro artigo sobre a Missa Nova está muito bom. Apreciei sobretudo a lista das características que diferenciam um rito do outro (a eliminação do Ofertório, diminuição do sinal da cruz e etc).

    Já no segundo artigo, bem mais pesado e “intenso”, lamento que mais uma vez a FSSPX responda as críticas que lhes são feitas sem citar as fontes da crítica. Se não fosse o Ferretti postar o link não saberíamos do que estão falando, pois ao falar em IBP alguns poderiam pensar que o artigo criticado fora publicado oficialmente pelo sitio do IBP.

    Um trecho que me chamou àtenção foi:

    “A única saída honrosa para a Fraternidade, segundo eles, seria aceitar uma situação canônica de Ordinariato Pessoal independente dos bispos e não continuar a exigir que Roma volte para a Tradição. Esta maneira de falar e julgar revela um nível de entendimento superficial da crise. A crise seria apenas por questões litúrgicas e canônicas.”

    Bom, eles falam que o IBP desconhece a posição correta da Fraternidade, mas por outro lado atribuem ao IBP um conhecimento superficial da crise, pois segundo estes a crise seria apenas no âmbito litúrgico e canônico, mas não doutrinal.

    Será que é isso mesmo que o IBP pensa? Eles não vêem o aspecto doutrinal da crise? Seria bom saber disso da boca de um padre do IBP, pois caso isso se confirme temos um problema e caso contrário teremos uma igual incompreensão da posição alheia.

    De resto, esse último artigo nos remete à oração, para que Deus ilumine essas conversações doutrinais e realiza o que nos parece impossível.

  8. Thiago, o papa somente é infalível quando se observam as quatro condições descritas pelo Concílio Vaticano Primeiro. Uma vez que o liberalismo impede os papas pós-conciliares de impor sua autoridade, uma das condições não se verifica.

    Assim, simplesmente dizer que não há erros na missa nova porque estaria coberta pela infalibilidade, é uma mera petição de princípio. Existe um livro muito bom sobre a doutrina heterodoxa do “mistério pascal” que está por trás da missa nova. O livro se chama “O problema da reforma litúrgica”.

    ========

    Tomas, o problema do concílio não é somente de interpretação. Existem trechos de seu texto que romperam com a Tradição. Dentre dezenas de exemplos, podemos citar o documento conciliar Orientalium Ecclesiarum, n. 27 e 28, que diz ser permitido aos católicos receberem sacramentos de cismáticos e também a eles conferir sacramentos católicos.

    Leia um pequeno trecho:

    De harmonia com estes princípios, podem ser conferidos aos Orientais que de boa fé se acham separados da Igreja católica, quando espontâneamente pedem a estão bem dispostos, os sacramentos da Penitência, Eucaristia e Unção dos enfermos. (Orientalium Ecclesiarum, n. 27)

    E agora compare com o código de direito canônico de 1917, que diz exatamente o contrário:

    Can 731. § 2. É proibido administrar os Sacramentos da Igreja aos hereges ou cismáticos, ainda aos que de boa fé estejam no erro e que os peçam, se antes não rejeitarem os seus erros e forem reconciliados com a Igreja.

    Ora, a contradição é evidente. Ninguém tem o direito de negar a evidência: a letra do concílio rompeu com a Tradição.

    E este é apenas um exemplo. As ambigüidades propositais e as contradições se multiplicam às dezenas.

  9. Faço minhas as palavras do Gederson. E complemento.

    O “entusiasmo” da aplicação do Concílio Vaticano II na Diocese de Campos foi tanto que Dom Antônio, em 1971, escreveu a Carta Pastoral “Aggiornamento” e Tradição onde comentou a quase decepção do Papa Paulo VI na Instrução Quinque jan anni quanto aos frutos do Concílio e discorreu sobre os males da ‘atualiazação’ e apresenta o remédio da Tradição.

    E mais, a tão propalada Constituição Sacrossantum Concilium teve, inicialemnte boa aceitação, mas, seu maior intento (a reforma dos livros litúrgicos) foi uma decepção para Sua Excelência. Tanto que, manteve a Missa tradicional como a OFICIAL em sua Diocese e mandou ao Papa um elenco de deficiências da mesma (que nunca recebeu resposta), ao mesmo tempo que escreveu uma Carta Pastoral sobre a Missa sem citar em momento algum o NOM.

    Mais tarde, por ordem do Papa Paulo VI, externou mais uma vez a doutrina da Igreja a respeito da Liberdade Religiosa, Ecumenismo e sobre a Missa (talvez em vista de não ter assinado estes documentos durante o Concilio como Gederson relatou acima e não ter aplicado o NOM na Diocese). Mais uma vez não foi respondido.

    Em 1981, pouco antes de ser destituído do bispado de Campos, escreveu nova Carta Circular onde volta aos mesmos temas onde a deturpação doutrinária foi mais flagrante no Concílio.

    Isto, sem falar na sua célebre Pastoral ANTERIOR AO CONCÍLIO (publicada em 1953) sobre os problemas do apostolado moderno, onde antecipa o combate aos erros em ebulição na época e que, infelizmente, ganharam força no Concílio Vaticano II.

    Talvez, “Tomás de Souza” não tenha tido tempo de ler estes escritos.

  10. Márcio, eu não disse que o rito ordinário romano é perfeito e ausente de erros, eu disse que o Espírito Santo não permitiria que um rito celebrado no mundo inteiro não fosse digno do Senhor ou que o rebaixasse!
    Papa Bento XVI pensa assim, que os erros devem ser corrigidos e que a Igreja deve caminhar para a existência de um único rito romano! Todos sempre souberam a posição dele!

  11. Todas as vezes que vejo alguem falar de FSSPX sai esse “Antonio Maria Ribeiro Tavares” parece ” cão de guarda” e sem vacinar!
    Mas eu disse acima que autoridade de um Concilio não vem de Bispo mas do Papa. O que o “Antonio MRT” disse acima pode estar muito bem. Mas nao tira o que eu disse.Problemas com interpretação do Concilio só cego não vê que houve.O Papa atual mesmo já falou disso.Que tem pessoas de má fé na Igreja, claro que tem. Mas falar que um concilio aprovado por um Papa é herege. Perdão mas isso eu nao sabia. É coisa nova, modernista para mim.

  12. “Todas as vezes que vejo alguem falar de FSSPX sai esse “Antonio Maria Ribeiro Tavares” parece ” cão de guarda” e sem vacinar!”
    Sem dúvida tomas de souza…
    O Antônio é da Administração Apostólica São João Maria Vianney, porém, um ardoroso e convicto defensor da total imbuição de heresias do Concílio Vat II…
    Ele deplora e execra o Rito Novo…
    É contra qualquer participação dos seus irmãos(as) em alguma celebração no Rito Novo…
    Abominou a participação de D. Roberto nos funerais de D. Licínio, ainda mais que, D. Roberto usou mitra e pluvial…
    É contra a participação do seu Bispo pessoal, D. Fernando Rifan,e de qualquer outro padre da Administração, em ocasiões onde é celebrado o Rito Novo, a não ser se fosse para este, “converter”, os outros Bispos “hereges” para a “tradição” verdadeira…
    Só não sabemos porque o Antônio, grande organista, não se liga à FSSPX, como fez e faz tantos outros leigos e padres, como o Pe. Hélio Buck, já falecido…
    Será que o Antônio ignora que o padre da sua Paróquia pessoal assinou a carta de apoio dos padres tradicionalistas de Campos a D. Fernando, por ocasião da orientação pastoral “O Magistério Vivo da Igreja” do mesmo?
    Vejamos:
    “P.S.: Esta Orientação Pastoral sobre o Magistério Vivo da Igreja foi apresentada e lida por S. Exa. Dom Fernando Arêas Rifan aos sacerdotes da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, durante a semana anual de estudos teológicos, de 8 a 12 de janeiro de 2007, sendo acolhida e aplaudida por todos eles. Como sinal de aprovação e adesão, os sacerdotes presentes escreveram ao Exmo. Sr. Bispo Administrador Apostólico a seguinte carta que apresentamos em anexo.
    (….)
    “Manifestamos, por fim, nossa vontade de continuar, ao lado de V. Exa., a luta pela restauração, pelo bem das almas, pela liturgia, doutrina e disciplina tradicional, mas sempre sob a guia da autoridade, na verdade e na caridade.

    Pedindo humildemente a sua bênção paternal,

    Subscrevemos:

    (aa) Mons. Emanuel José Possidente

    Mons. Eduardo Athayde

    Pe. Jonas dos Santos Lisboa

    Pe. Claudiomar Silva Souza

    Pe. Alfredo Gualandi

    Pe. José Paulo Vieira

    Pe. José de Matos Barbosa

    Pe. José Geraldo Freitas da Silva Júnior

    Pe. Marco Antônio Pinheiro Áreas

    Pe. José Gualandi

    (…)

    Os ídolos dele, D. Mayer e D. Lefebvre, eram totalmente coerentes com o que pensavam…
    Rezemos para que o Antônio, e todos nós, também sejamos coerentes conosco mesmo…

  13. Não fiz nenhuma defesa da FSSPX. Aliás, quem sou eu? Ela não precisa disto. Expus as imprecisões do sr. “Tomás de Souza” a respeito de Dom Antônio através de documentos públicos.

    Cadê as respostas? O artigo não é sobre mim.

    Até hoje não dei procuração a ninguém para falar por mim. Se os sacerdotes assinaram sua consciência ssim pedia. A mim não foi pedido nada. Aliás, criaram um novo modelo de infalibilidade?

    O que aprendi foi com os mesmos padres que hoje ensinam diferente.

    Quanto ao sr. Marcelo, nunca tive o prazer de ser apresentado. Não posso responder.

    Quanto ao Curriculum apresentado é de uma imaginação só. Ou melhor, a maledicência anda solta. Como já disse, não o conheço, então, como ele sabe SE PENSO o que ele escreveu?

    Minhas divergências com os rumos da União Sacerdotal S. João Maria Vianney, transformada em Administração Apostolica pelo Papa João Paulo II, não difere das de alguns padres dela. Não cabe a mim publicar quem são.

    Relatei-as há uns 4 anos através de uma carta a Dom Fernando, cuja resposta ele me pediu sigilo, o que mantenho até hoje. Não respondi.

    Passe bem.

  14. Caro Thiago, se a missa nova, impropriamente dita rito “ordinário”, não é perfeita e ausente de erros, ela não pode estar à altura da dignidade que Deus merece. Ainda mais quando já temos um rito perfeito, sem erros e de comprovado valor ao longo dos séculos da história da Igreja. A melhor forma de corrigir os erros e termos um único rito romano é, portanto, o retorno à Missa Tridentina.

    E, além da digno culto a Deus, há de se ter em conta também o risco que a protestantização da missa nova oferece ao sacerdote e aos fiéis. Não dá para assistir um culto protestantizado e ainda continuar pensando como católico – Lex orandi lex credendi. A história pós-conciliar o prova. Aqueles, dentre os quais eu me incluo, que assistiam ao novus ordo e hoje assistem somente à Missa de Sempre também sabem disso.

  15. Márcio, não estou defendo o novus ordo, mas você falou e não respondeu! O Espírito Santo permitiria a celebração de um culto que fosse indigno de Deus ou que o rebaixasse? A resposta é sempre e será não! Os erros da rito ordinário da Missa devem ser expostos e corrigidos, e, enfim, a Igreja deve se encaminhar para a existência de um único rito romano! Aguardemos e confiemos no Senhor!

  16. “Quanto ao Curriculum apresentado é de uma imaginação só. Ou melhor, a maledicência anda solta. Como já disse, não o conheço, então, como ele sabe SE PENSO o que ele escreveu?…
    Muito bem Antônio, muito bem…Boa saída…
    Se lembre de um axioma: “Contra os fatos não há argumentos”…
    É obvio e ululante que a FSSPX não precisa de sua nem da defesa de ninguém…
    “Minhas divergências com os rumos da União Sacerdotal S. João Maria Vianney, transformada em Administração Apostolica pelo Papa João Paulo II, não difere das de alguns padres dela.”…
    Isto também não é novidade para ninguém que vive e conhece a situação de Campos desde os idos anos 81…Corrobora suas atitudes totalmente contrárias às do seu Bispo pessoal, desde 2001… Ele que sabe o que enfrenta.
    “Quanto ao sr. Marcelo, nunca tive o prazer de ser apresentado.”…
    Um dia, quem sabe, subo ao coro da sua Paróquia pessoal e me apresento, fique tranqüilo…
    “Expus as imprecisões do sr. “Tomás de Souza” a respeito de Dom Antônio através de documentos públicos.”…
    Se o que vc e alguns padres afirmam sobre os rumos que a Administração criada por João Paulo II tomaram e sobre D. Antônio, é verdade, temos que tirar uma conclusão lógica: Ou D. Fernando é mentiroso e traidor e vocês são os certos da história, ou vocês são irredutíveis e teimosos e não têm coragem de se ligar à FSSPX, o que seria muito mais honroso no caso, pois a mesma, como vocês afirmam, está totalmente legal e é a guardiã inexpugnável da fé católica…
    Vejamos o que D. Fernando diz no fim do seu “Magistério Vivo”:
    “Prezados sacerdotes e fiéis da nossa Administração Apostólica.
    Procurei deixar bem clara nessa Orientação Pastoral a posição doutrinária católica sobre o Magistério da Igreja, sobre a Santa Missa e o Concílio Vaticano II, posição por mim adotada, como Bispo da Santa Igreja, e por nossa Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, a mim confiada pelo Santo Padre o Papa. Não nos pautamos nem pela diplomacia, nem por querer agradar a quem quer que seja ou receber aplausos, mas sim pelo Magistério da Igreja e pela teologia católica, pela verdade e com a consciência sincera diante de Deus, nosso supremo Juiz e Pai misericordioso. Visamos unicamente a glória de Deus, a defesa da Santa Igreja, o bem e a salvação das almas. Desse modo, procuramos ser fiéis à vocação e ao carisma a nós indicados pelo Santo Padre na criação da nossa Administração Apostólica: fidelidade à Tradição litúrgica, doutrinária e disciplinar da Santa Igreja, em plena comunhão com a sua hierarquia: “cum Petro et sub Petro”.
    Conheci D. Mayer e conheço D. Fernando de perto, ambos são ilibados em sua conduta como Bispo da Igreja de Deus…
    Rezemos um pelo outro…
    Que Deus nos dê sempre a coerência…

  17. Thiago, se fosse pelo seu raciocínio, o Espírito Santo não permitiria nenhuma celebração sacrílega dentro da Igreja. Não permitiria nem os ritos orientais cismáticos, onde existe Sacramento, mas não é aproveitado por conta do cisma.

    Que o novus ordo é indigno de Deus se compreende facilmente depois que se entende qual o significado do ‘mistério pascal’ que está por trás de toda a reforma litúrgica.

    É só dar uma lida no capítulo 7 da IGMR, em sua primeira versão(1969), para saber qual definição de missa os pseudo-reformadores tinham em mente:

    “A Ceia do Senhor ou Missa é a santa assembléia ou reunião do povo de Deus que se reúne sob a presidência do padre para celebrar o memorial do Senhor”

    Isto é heresia pura. Compare com a de São Pio X em seu catecismo:

    “No. 159. O que é a Santa Missa? A Santa Missa é o Sacrifício do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo que sob as espécies do pão e do vinho, são oferecidos pelo padre a Deus sobre o altar em memória e renovação do Sacrifício da Cruz”.

    A “nova teologia” abandona a doutrina católica sobre a dívida gerada pelo pecado, a necessidade de reparação, o sacríficio propiciatório, o sacerdócio distinto do povo e que perpetua o sacrifício de forma incruenta, etc.

    A missa nova é uma ceia, uma reunião de homens já salvos que apenas comemoram, que se lembram da última ceia de Cristo. Para o ‘mistério pascal’ já não há sacerdote nem vítima, há somente o povo reunido em comemoração que torna o Cristo ‘presente’.

    Que a missa nova é um rito indigno de Deus, isto se depreende desta doutrina herética do mistério pascal que está por detrás dela.

    Por que o Espírito Santo permitiu o novus ordo? Não me arriscaria a uma resposta completa mas, em princípio, como castigo pelos pecados dos homens. Outras razões poderiam ser buscadas.

    Agora, devemos pensar como tomistas e analisar a coisa em si, o novus ordo nele mesmo, e constatar que não provém da mesma doutrina católica do rito tridentino e lhe é contrária.

    Centar a atenção em algo periférico é próprio do pensamento moderno, que não analisa as coisas em si mesmas, somente em seus acidentes. Que desígnios tinha Deus quando permitiu que os inimigos da Igreja formulassem o novus ordo? Não sei. Mas nem por isso posso concluir que a missa nova seja boa porque Deus não permitiria um rito indigno. Isto é mera petição de princípio.

    Devemos seguir o caminho inverso: primeiro estudamos a missa nova; constatamos que sua doutrina é oposta à católica; finalmente buscamos entender, se isto for necessário, porque Deus o permitiu.

  18. Marcelo vc tem toda razão. Não sabia que esse “Antonio MRT”era assim. Que falta de coerência! E esses tais padres, se é que existem mesmo, por que nao falam entao publicamente e se apresentam.Se Dom Rifan está no erro, para eles, não poderiam se omitir. Na verdade mesmo, sabem que estão errados e que Dom Rifam tem razão.

  19. A História já demonstra pelos frutos o bem inestimável da FSSPX. Uma atual revisão do Vaticano II, penso eu, não encontra condições para revisores isentos de erros doutrinários. A afirmação da doutrina dogmática – e aí está a importância de manter-se a Liturgia pré-conciliar – é o meio seguro e necessário para o retorno à verdadeira normalidade da vida eclesial. Considerando que a lei da oração é lei da fé sou levado a pensar nas consequências disciplinares desta verdade, ou seja, na necessária restauração do Direito Canônico. E aí a FSSPX já tem contribuído, por exemplo, nas questões matrimoniais, e pode contribuir ainda mais, mostrando à Igreja uma disciplina que seja o resultado da reta fé retamente celebrada, uma disciplina eclesiástica sem ambiguidades, que não seja um mero conjunto de bons conselhos.

  20. Caro Márcio,
    Parabéns por suas argumentações.
    Mas quando você diz:
    …”Uma vez que o liberalismo impede os papas pós-conciliares de impor sua autoridade, uma das condições não se verifica…” em abril 10, 2011 em 10:48 pm.
    Por favor me esclareça, esse impedimento do exercício de autoridade não seria voluntário por parte do papa?
    Por que jogar a culpa no liberalismo?
    Se o papa promove as funções de Cristo na terra, por que se submeter à erros ou heresias do tempo?
    Eu entendo que o impedimento vem do papa e não de um erro externo.

  21. não entendo pq o fratres só publica meio texto, se é um texto da fraternidade de fora, eles colocam o texto todo quando é da fraternidade do Brasil, coloca um pedaço, penso que a publicação dos textos seria muito importante para que muitas pessoas pensam que a excomunhão pega via web também e acabam não entrando no sit da fraternidade…

  22. Não entendi nada, o senhor está muito confuso.

    O sr. admite que não me conhece, mas SABE se PENSO algo. É maledicência, ou não?

    Sem comentários.

    Uma correção: nossa Administração Apostólica foi erigida em 2002, tendo como bispo, Dom Licínio, e não 2001.

    Passe muito bem.

  23. Não entremos no mérito dos abusos litúrgicos, o Espírito Santo não pode impor condutas aos sacerdotes!

  24. Meu caro…
    Basta!!!
    Quem está numa confusão total e numa ambigüidade tamanha é o Sr. Menos falta de coerência e má fé não fazem mal a ninguém…
    Se a Administração Apostólica à qual o Sr. diz,de boca, pertencer, foi criada em 2001 ou 2002, não faz diferença na questão.
    Não acredito que o Sr.seja tão ingênuo ou bobo, para pensar que não nos conhecemos, se o vi e vejo várias vezes tocando na Missa na sua Paróquia pessoal, e já trocamos mensagens por esse blog devido à sua recusa peremptória e decidida em aceitar qualquer diálogo com os “hereges” da Diocese de Campos e alhures… Que não são da FSSPX…
    Rapaz, a FSSPX é católica, apostólica, romana, segundo pensam e afirmam…
    Saia dessa confusão e incoerência mental em que vive, agindo como se D. Mayer fosse seu Bispo, como se a Igreja de Campos parasse em 1981…
    O que tento mostrar-te é a confusão de sua posição, ou seja, ser membro da Administração, e atacar, as posições do seu Bispo pessoal e padres. Tanto você, quanto os padres “tradicionalistas”, que você diz que existem, que não assumem o que pensam de verdade, por covardia ou dissimulação…
    Assinar um documento, “em consciência”, que não concordam com o teor do mesmo??? Isso é o que??? É transparência e honestidade??? Desde quando??? MENOS….
    Esperemos o tempo passar…
    Posso ser maledicente, segundo seu julgamento, mas, não sou hipócrita…
    As capelas São José e São Sebastião, em Varre-Sai, não saíram da Administração e se ligaram à FSSPX, por conta de seus “donos” que passaram por cima da autoridade de D. Fernando?
    Foram coerentes com aquilo que pensam…
    “Mutatis mutantdis”, convença esses padres que vc fala que existem dentro da Administração, a fazerem o mesmo…
    Pelo menos eles terão um grande organista para levarem junto…
    Bom trabalho…
    Passe bem…
    Até qualquer dia…

  25. Não vou responder a quem não conheço e nem tenho idéia de quem seja, mas me trata como um subversivo.

    Ferreti, desculpe-me pelo transtorno, já que ninguém mais opina SOBRE a notícia acima e sim, com temas paralelos sem se deter aos argumentos dos personagens centrais, isto é, os dois documentos da FSSPX-Brasil.

  26. Caro Roberto,

    Sua observação foi muito oportuna. Acho que eu tentei ser resumido demais e o texto acabou não muito claro.

    Eu quis dizer “o liberalismo do qual os papas pós-conciliares estão imbuídos os impede de usar sua autoridade…”.

    Não queria me referir ao liberalismo enquanto agente externo, mas sim na medidade em que os papas modernos foram formados em escolas de pensamento liberal. Obviamente são os papas que não têm agido com a autoridade que cabe a eles, e somente a eles. E a causa disto é eles serem liberais.

    Eles agem voluntariamente, e são responsáveis por seus atos, mas não deixam de estar influenciados por esta praga do liberalismo. Qual a culpa que eles têm, somente Deus pode julgar. Mas que pensam e agem como liberais, isto é inegável. E é de extrema importância para a Igreja que o papa abandone este pensamento liberal.

    Espero que tenha esclarecido.

    AMDG,

    Márcio

  27. Caro Márcio,
    Obrigado.
    Esse assunto me interessa muito.
    Porém, ao que tudo indica, os comentários aqui serão fechados.
    Espero ter uma nova oportunidade para falarmos novamente sobre isso.

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