Arquivo para maio, 2011

maio 31, 2011

Na liturgia e na música sacra, nunca esquecer os critérios fundamentais da tradição da Igreja: solicita Bento XVI, a propósito dos 100 anos do Instituto Pontifício de Música Sacra.

Rádio Vaticano – 31/5/2011 | “Devemos perguntarmo-nos sempre de novo: quem é o sujeito da Liturgia?” – propõe Bento XVI numa Carta enviada ao cardeal Zenon Grocholewski, Grande Chanceler do Pontifício Instituto de Música Sacra, por ocasião dos 100 anos da sua fundação. O texto recorda que esta instituição académica, ligada ao Ateneu de Santo Anselmo e à Ordem beneditina, foi criada pelo Papa Pio X; oito anos depois do Motu proprio “Tra le solecitudini”, de Novembro de 1903, com o qual realizou uma profunda reforma no campo da música sacra, tomando como ponto de referência a grande Tradição da Igreja, contra as influências exercidas pela música profana, sobretudo da ópera. Para conseguir que se aplicasse na Igreja universal essa sua intervenção magisterial, o pontífice sentia a necessidade de um “centro de estudo e ensino que pudesse transmitir de modo fiel e qualificado as linhas indicadas.

Bento XVI congratula-se com o facto de, nos últimos cem anos, o Pontifício Instituto de Música Sacra ter “assimilado, elaborado e transmitido os conteúdos doutrinais e pastorais dos documentos pontifícios, como também do Concílio Vaticano II, referentes à música sacra, para que possam iluminar e guiar a obra dos compositores, dos maestros, dos liturgistas, dos músicos e de todos os formadores neste campo”.

O fim da música sacra – recorda o Papa na sua Carta – é, como afirma o Vaticano II, “a glória de Deus e a santificação dos fiéis”. “Embora na natural evolução”, existe uma “substancial continuidade do magistério sobre a música sacra, desde são Pio X até aos nossos dias”. Em particular, Paulo VI e João Paulo II, à luz da Constituição litúrgica conciliar, quiseram reafirmar a referida finalidade da música sacra, assim como “os critérios fundamentais da tradição”: “o sentido da oração, da dignidade, da beleza; a plena aderência aos textos e aos gestos litúrgicos; o envolvimento da assembleia e, portanto, a legítima adaptação à cultura local, conservando ao mesmo tempo a universalidade da linguagem; o primado do canto gregoriano, como modelo supremo de música sacra, e a sapiente valorização das outras formas expressivas que fazem parte do património histórico-litúrgico da igreja, especialmente, mas não só, a polifonia; a importância da schola cantorum, em especial nas igrejas catedrais”.

Todos estes são “critérios importantes, a considerar atentamente, mesmo hoje em dia” – sublinha com insistência Bento XVI, que deplora o facto de que “o valor da grande importância da música sacra ou a universalidade característica do canto gregoriano” tenham sido por vezes considerados “expressão de uma concepção correspondente a um passado a superar ou descurar, porque limitativo da liberdade e da criatividade do indivíduo e da comunidade”.

“É preciso perguntarmo-nos sempre de novo quem é o autêntico sujeito da liturgia” – sugere Bento XVI, que prossegue: “A resposta é simples: é a Igreja, não o indivíduo ou o grupo que celebra a Liturgia. Esta é primariamente ação de Deus através da Igreja, que tem a sua história, a sua rica tradição e a sua criatividade”. Como declarara já, no passado dia 6 de Maio, ao receber os membros do Pontifício Instituto Litúrgico de Santo Anselmo, o Papa voltou a recordar que a Liturgia (e portanto a música sacra) “vive de uma correta e constante relação entre sã tradição e legítima progressão”, tendo sempre bem presente que estes dois conceitos se integram mutuamente porque “a tradição é uma realidade viva, que inclui em si mesma o princípio do desenvolvimento, do progresso”.

maio 31, 2011

“Sua Santidade, nomeie para nós bispos melhores”.

Fonte: MESSAINLATINO.IT
Tradução:
Giulia d’Amore, a quem agracemos a gentileza de nos ceder sua tradução

S. Em. Rev.ma. Cardeal Karl Lehmann, arcebispo de Mainz

S. Em. Rev.ma. Cardeal Karl Lehmann, arcebispo de Mainz

Vinte e um padres franceses escreveram uma carta ao Cardeal Ouellet para, respeitosamente, expressar seu grito de dor diante das nomeações episcopais que se colocam na mais incompreensível continuidade com a amostra episcopal que nas últimas décadas arrastou o catolicismo francês, solidamente radicado e vivo até a década de 50, no estado atual da falência e decocção. O último bispo nomeado, Fonlupt, não apenas é um adepto de casamentos entre divorciados e absolvições coletivas e de pastoral tipo kolkhoz, mas também é o autor de escritos anti-eucarísticos, como temos documentado.

O original da carta está devidamente assinada, mas as assinaturas são omitidas aqui. Por óbvia prudência: a instituição “liberal” nas conferências episcopais é ferozmente iliberal e intolerante com quem não pensa da mesma maneira. E foi decidido não permitir que os seminaristas assinem nada, atentos ao fato de que o apelo dos seminaristas ambrosianos ao Papa, para a extensão da aplicação do Motu Proprio à diocese de Milão levou à convocação de todos “in sala mensa”, ao anúncio de atrozes represálias indiscriminadas (à moda Kappler) se os responsáveis não se autodenunciassem e a uma severa reprimenda no site oficial da arquidiocese.

Na verdade, o estado extremamente decepcionante da classe episcopal não é, infelizmente, um privilégio apenas francês, e boa parte do mundo sofre (incluindo a minha diocese), mesmo que, a partir de João Paulo II, mas com o empenho intermitente, se tenha tentado consertar a situação; com resultados discretos ou bom em alguns países – por exemplo, nos Estados Unidos e Austrália, também na Holanda, onde, no entanto, há religiosos – que do bispo não dependem – que fazem seus estragos: basta ver os salesianos e os dominicanos - e, pouco ou nada, em outros. É notícia destes últimos dias que o Cardeal de Mainz, Lehmann (na foto), por muitos anos presidente da Conferência Episcopal Alemã, declarou ser uma “tolice” conferir o Crisma no rito antigo. A média dos bispos da Alemanha, Áustria, Suíça, França é apta a manicômio para lunáticos; na Itália e Espanha, onde não caímos tão baixo, a média ainda é de qualquer maneira medíocre e de desoladora estagnação.

A primeira preocupação deste site [Messa in Latino] sempre foi pela escolha de bons bispos e por isso procuramos acompanhar as nomeações, antes mesmo de falar de liturgia. Porque é dos recursos humanos que depende a sorte de uma empresa; e, certamente, se a Igreja fosse um empresa, já teria falido há muito tempo. O fato de que a barca avance apesar de certos remadores é a prova histórica da assistência divina. Mas bem que a Congregação para os Bispos podia facilitar a tarefa à Providência.

Enrico

A Sua Eminência o Cardeal Ouellet,

Prefeito da Congregação para os Bispos

Eminência,

Gostaríamos de informar-lhe que a maioria dos sacerdotes e dos católicos na França não compreendem as atuais nomeações episcopais.

Em nosso país, há três ou quatro décadas, o Catolicismo encolheu e continua encolhendo drasticamente (queda continuada da prática dominical, do número de sacerdotes, de religiosos e de catequizados, de vocações, etc.). Não é impossível que, em breve, a Santa Sé seja forçada a transformar algumas dioceses francesas em administrações apostólicas, dado o número insignificante de sacerdotes em atividade.

No entanto, este Catolicismo adoecido não está morto. Transformado pela terrível provação da secularização, tem ainda – mas por quanto tempo? – a capacidade de revitalizar-se em sua condição de minoria: escotismo; escolas verdadeiramente católicas; movimentos; peregrinações; muitas novas comunidades; comunidades tradicionais jovens e vivas; novas gerações de sacerdotes verdadeiramente missionários; seminaristas diocesanos e muitas vocações potenciais, do tipo “geração Bento XVI”; possibilidades litúrgicas e vocacionais oferecidas pelo Motu Proprio Summorum Pontificum; jovens famílias cristãs; grupos muito ativos de defesa da vida. Este Catolicismo quer fechar um capítulo mortífero: abusos litúrgicos; pregação desastrosa sobre a moral matrimonial; um latente complexo anti-romano; práticas sacramentais desviantes (bênçãos de novos “casamentos” de recasados divorciados, absolvições coletivas); catequese de duvidosa catolicidade sobre a Eucaristia, etc.

Neste contexto, as nomeações episcopais são incompreensíveis. Muitos bispos da França estão em crescente desconexão com relação a esse novo Catolicismo. E é uma enorme decepção ver que alguns dos nomeados hoje, sob o Papa Bento XVI, é como se se reproduzissem por cooptação e têm ainda um espírito da “geração de 68”, mais ou menos reorientada, enquanto o restante é escolhido pela necessidade de encontrar um impossível consenso, entre homens de uma extrema timidez reformadora.

Os sacerdotes, os religiosos os clérigos que representamos desejam que isto seja feito para uma sociedade que está cada vez mais indiferente ao anúncio claro do Evangelho. Eles também são motivados por um genuíno desejo de reconciliação e paz entre todos os católicos da França, que sabem que são, hoje em dia, uma pequena minoria. Mas, para implementar uma nova pastoral, é necessário escolher novos pastores. Acontece que os sacerdotes de 50-60 anos, que têm um perfil pastoral, psicológico e intelectual sólido, que atende às necessidades vitais do novo Catolicismo francês, já são numerosos.

Eminência, a salvação do Catolicismo francês depende da nomeação dos bispos que respondam às suas reais exigências e verdadeiras expectativas.

Manifestamos o nosso profundo e religioso respeito por Vossa Eminência, e lhe rogamos de transmitir ao nosso Santo Padre, o Papa, a expressão do afeto devoto e respeitoso dos seus filhos fiéis, sacerdotes de Jesus Cristo.

maio 31, 2011

Ave, Regina Caelorum!

Ave, Regina caelorum,
Ave, Domina Angelorum:
Salve, radix, salve, porta
Ex qua mundo lux est orta:

Gaude, Virgo gloriosa,
Super omnes speciosa,
Vale, o valde decora,
Et pro nobis Christum exora.

V. Dignare me laudare te, Virgo sacrata.
R. Da mihi virtutem contra hostes tuos.

Oremus. Concede, misericors Deus, fragilitati nostrae praesidium: ut, qui sanctae Dei Genitricis memoriam agimus; intercessionis eius auxilio, a nostris iniquitatibus resurgamus. Per eundem Christum Dominum nostrum. Amen.

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maio 31, 2011

Para o Cardeal Lehmann, crisma no rito antigo é “tolice”.

Rorate-Caeli – Do Cadeal Lehmann, 75, Bispo de Mainz, ao ser indagado por um leitor do Allgemeine Zeitung, após a Instrução Universae Ecclesiae (relatado pelo Kath.net):

Confirmação no rito antigo? “Eu não a farei, eles que procurem outro lugar.”

Mainz (kath.net) – “Eu acredito que é uma tolice as pessoas quererem uma Confirmação de acordo com o rito antigo”, respondeu o Cardeal Karl Lehmann, Bispo de Mainz, à pergunta de um leitor do fórum do “Allgemeine Zeitung”.

Todavia, ele não rejeitou completamente a Missa na forma extraordinária: “há em nossa diocese, ao todo, cinco ou seis grupos com a oportunidade de celebrá-la,” disse o Cardeal ao jornal. Porém, Crisma de acordo com o rito antigo ? “Eu não a farei, eles que procurem outro lugar.”

maio 30, 2011

Frei Betto: “Pode a teologia negar a essencial sacramentalidade da união de duas pessoas que se amam, ainda que do mesmo sexo?”

Apresentamos o infeliz artigo do desafortunado escritor, assessor de movimentos sociais e apóstolo “diferenciado” de Belzebu, Frei Betto. Acredite se quiser, esse indivíduo nunca foi punido pelas autoridades eclesiásticas e continua sua saga contra a Igreja Católica juntamente com seus irmãos Leonardo Boff, Marcelo Barros, Ione Buyst, etc…, todos eles, optantes preferenciais pela Sinagoga de Satanás.

Leia e já retornamos. Os destaques são nossos:

Os Gays e a Bíblia

Escritor e assessor de movimentos sociais – Adital

Da esquerda para a direita: frei Betto, Lula e Cardeal Hummes.

Da esquerda para a direita: frei Betto, Lula e Cardeal Hummes.

É no mínimo surpreendente constatar as pressões sobre o Senado para evitar a lei que criminaliza a homofobia. Sofrem de amnésia os que insistem em segregar, discriminar, satanizar e condenar os casais homoafetivos.

No tempo de Jesus, os segregados eram os pagãos, os doentes, os que exerciam determinadas atividades profissionais, como açougueiros e fiscais de renda. Com todos esses Jesus teve uma atitude inclusiva. Mais tarde, vitimizaram indígenas, negros, hereges e judeus. Hoje, homossexuais, muçulmanos e migrantes pobres (incluídas as “pessoas diferenciadas”…).

Relações entre pessoas do mesmo sexo ainda são ilegais em mais de 80 nações. Em alguns países islâmicos elas são punidas com castigos físicos ou pena de morte (Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Nigéria etc.).

No 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 2008, 27 países membros da União Europeia assinaram resolução à ONU pela “despenalização universal da homossexualidade”.

A Igreja Católica deu um pequeno passo adiante ao incluir no seu Catecismo a exigência de se evitar qualquer discriminação a homossexuais. No entanto, silenciam as autoridades eclesiásticas quando se trata de se pronunciar contra a homofobia. E, no entanto, se escutou sua discordância à decisão do STF ao aprovar o direito de união civil dos homoafetivos.

Pastor protestante, Frei Betto e Mãe de Santo em evento no Rio de Janeiro.

Pastor protestante, Frei Betto e Mãe de Santo em evento no Rio de Janeiro.

Ninguém escolhe ser homo ou heterossexual. A pessoa nasce assim. E, à luz do Evangelho, a Igreja não tem o direito de encarar ninguém como homo ou hétero, e sim como filho de Deus, chamado à comunhão com Ele e com o próximo, destinatário da graça divina.

São alarmantes os índices de agressões e assassinatos de homossexuais no Brasil. A urgência de uma lei contra a homofobia não se justifica apenas pela violência física sofrida por travestis, transexuais, lésbicas etc. Mais grave é a violência simbólica, que instaura procedimento social e fomenta a cultura da satanização.

A Igreja Católica já não condena homossexuais, mas impede que eles manifestem o seu amor por pessoas do mesmo sexo. Ora, todo amor não decorre de Deus? Não diz a Carta de João (I,7) que “quem ama conhece a Deus” (observe que João não diz que quem conhece a Deus ama…).

Por que fingir ignorar que o amor exige união e querer que essa união permaneça à margem da lei? No matrimônio são os noivos os verdadeiros ministros. E não o padre, como muitos imaginam. Pode a teologia negar a essencial sacramentalidade da união de duas pessoas que se amam, ainda que do mesmo sexo?

Ora, direis ouvir a Bíblia! Sim, no contexto patriarcal em que foi escrita seria estranho aprovar o homossexualismo. Mas muitas passagens o subtendem, como o amor entre Davi por Jônatas (I Samuel 18), o centurião romano interessado na cura de seu servo (Lucas 7) e os “eunucos de nascença” (Mateus 19). E a tomar a Bíblia literalmente, teríamos que passar ao fio da espada todos que professam crenças diferentes da nossa e odiar pai e mãe para verdadeiramente seguir a Jesus.

Há que passar da hermenêutica singularizadora para a hermenêutica pluralizadora. Ontem, a Igreja Católica acusava os judeus de assassinos de Jesus; condenava ao limbo crianças mortas sem batismo; considerava legítima a escravidão e censurava o empréstimo a juros. Por que excluir casais homoafetivos de direitos civis e religiosos?

Pecado é aceitar os mecanismos de exclusão e selecionar seres humanos por fatores biológicos, raciais, étnicos ou sexuais. Todos são filhos amados por Deus. Todos têm como vocação essencial amar e ser amados. A lei é feita para a pessoa, insiste Jesus, e não a pessoa para a lei.

Não nos resta senão apelarmos às autoridades da Igreja para que tomem as devidas providências contra esse senhor que há anos macula a imagem da Igreja no Brasil. Não deixe de enviar seu e-mail, carta ou fax. É aconselhável que, no corpo de sua mensagem, seja informado o direcionamento da mesma correspondência para outras congregações romanas.

NUNCIATURA APOSTÓLICA – DOM LORENZO BALDISSERI

Av. das Nações, Quadra 801 Lt. 01/ CEP 70401-900 Brasília – DF
Cx. Postal 0153 Cep 70359-916 Brasília – DF
Fones: (61) 3223 – 0794 ou 3223-0916
Fax: (61) 3224 – 9365
E-mail: nunapost@solar.com.br

SECRETARIA DE ESTADO DA SANTA SÉ:

Eminência Reverendíssima Dom Tarcisio Cardeal Bertone
Palazzo Apostolico Vaticano
00120 Città Del Vaticano – ROMA
Tel. 06.6988-3438 Fax: 06.6988-5088
1ª Seção Tel. 06.6988-3014
2ª Seção Tel. 06.6988-5364
e-mail: vati026@relstat-segstat.va; vati023@genaff-segstat.va ; vati032@relstat-segstat.va

CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ

Eminência Reverendíssima Dom William J. Levada
Palazzo del Sant’Uffizio, 00120 Città del Vaticano
E-mail: cdf@cfaith.va – Tel. 06.6988-3438 Fax: 06.6988-5088

CONGREGAÇÃO PARA OS INSTITUTOS DE VIDA CONSAGRADA E SOCIEDADES DE VIDA APOSTÓLICA.

Excelência Reverendíssima Dom João Braz de Aviz:
Piazza Pio XII, 3 00193 – Città del Vaticano – ROMA
Tel. 06.6988-3438 Fax: 06.6988-5088
Senhor Prefeito: +39. 06. 69884121
Senhor Arcebispo Secretário Joseph William Tobin, C.SS.R.: +39. 06. 69884584
E-mail: civcsva.pref@ccscrlife.va (Prefeito)
civcsva.segr@ccscrlife.va (Secretário)
vati059@ccscrlife.va (informação)

CONGREGAÇÃO PARA O CLERO

Eminência Reverendíssima Dom Mauro Cardeal Piacenza:
Piazza Pio XII, 3 00193 – Città del Vaticano – ROMA
Tel. 06.6988-3438 Fax: 06.6988-5088
Tel: (003906) 69884151, fax: (003906) 69884845
Email: clero@cclergy.va (Secretário)

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maio 30, 2011

Discurso do Papa ao Conselho para a Nova Evangelização. Mas os consultores…

O Santo Padre, o Papa Bento XVI, recebeu hoje os participantes da primeira plenária do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização. Dentre outras colocações, destacamos a seguinte afirmação do Sumo Pontífice:

A crise que vivemos traz consigo os traços da exclusão de Deus da vida da pessoa, de uma generalizada indiferença para com a própria fé cristã, até à tentativa de marginalizá-la da vida pública. Nas últimas décadas, ainda era possível encontrar um geral senso cristão que unificava o sentir comum de gerações inteiras, crescidas à sombra da fé que havia modelado a cultura. Hoje, infelizmente, assistimos a catástrofe da fragmentação que não consente mais em ter uma referência unificadora; ademais, verifica-se freqüentemente o fenômeno de pessoas que desejam pertencer à Igreja, mas são fortemente moldadas por uma visão de vida em contraste com a fé.

Dos que “desejam pertencer à Igreja” com “uma visão de vida em contraste com a fé”, constariam alguns membros do referido Conselho?

Apresentamos abaixo nossa tradução de um artigo publicado no site Catapulta no último dia 26.

* * *

Destes consultores, livrai-nos Senhor!

Leio no Aica que o Sumo Pontífice nomeou como consultores do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização Kiko Argüello (Espanha), líder do Caminho Neo-catecumenal, a Irmã Sara Butler (Estados Unidos), da Ordem das Servas Missionárias da Santíssima Trindade e a Dra. Chiara Amirante (Itália), fundadora e diretora da Associação “Novos Horizontes”

(A lista completa dos consultores está em http://aica.org/front.php?id=26713)

Vejamos quem é quem:

1) KIKO ARGÜELLO

Kiko Argüello

Kiko Argüello

O “Caminho Neo-catecumenal” é um dos movimentos mais poderosos originados na  “mania associacionista” pós-conciliar, sob cujo guarda-chuva qualquer leigo mais ou menos amigo da Hierarquia pôde ter o seu próprio quiosque. (E cada quiosque com o seu “carisma”, por certo). Porém, o caso do “Caminho” é particularmente grave, porque, segundo indícios significativos, professa uma doutrina secreta com nuances  heréticos. Um dos que deram o grito de alarme foi o sacerdote passionista Enrico Zoffoli, em seus três livros Eresie del Cammino Neocatecumenale, Catechesi neocatecumenale e ortodossia del Papa, Verità del Cammino Neocatecumenale, que causaram indignação entre os Cardeais  amigos de “Kiko”.Uma das maiores acusações é que os “Neo-catecumenais” têm uma liturgia judaizante (A missa é celebrada no sábado à  tarde, e ao que parece, nenhuma ao domingo). Pode-se encontrar um valioso material sobre os “Kikos” em um blog tradicionalista, “Núcleo da Lealtad”,)

(Ver http://nucleodelalealtad.blogspot.com/2008/06/kiko-miente.html)

As fotos de uma missa neocatecumenal celebrada no sul da Itália permitem perceber que a liturgia é judaizante, sem dúvida.

http://mater-et-magistra.blogspot.com/search?q=camino+neocatecumenal

Recordemos que já há bastante tempo ele se armou com a proteção que João Paulo II concedeu ao corrupto Padre Maciel, embora suas faltas estivessem relacionadas ao uso múltiplo de sua braguilha. O que acontecerá quando a toda a verdade sobre “Kiko” e seus caminhantes for revelada?

2) SARA BUTLER

Sara Butler

Sara Butler

Embora tenha revisto a sua posição, nos anos 80 a Irmã Butler foi uma das cabecinhas das “teólogas feministas” que pediam a ordenação de mulheres. Será que ela se retratou por motivos tácticos ou por convicção sincera?

Não teria sido mais prudente escolher outra candidata?

(http:/rorate-caeli.blogspot.com/)

3) CHIARA AMIRANTE

Esta graduada em Ciências Políticas também foi beneficiada com a “mania associacionista”, com a sua Comunidad Nuovi Orizzonti, dedicada à Evangelizzazione di strada (evangelização de rua) entre os marginalizados e imigrantes, com as mensagens facinhas e sentimentalóides, transmitidas através das canções de Chiara?

Não se pode buscar algum sacerdote ou monja católica, com ampla experiência missionária, ou será que já não restou ninguém?

Chiara Amirante

Chiara Amirante

Perón dizia que a melhor maneira de impedir que algo andasse bem era criar uma Comissão ad hoc. Desta vez dou razão ao General: o Conselho Pontifício está absolutamente de sobra.

Nota catapúltica

Para o cúmulo dos males, o Conselho é presidido pelo Monsenhor Rino Fisichella, a quem, quando estava a frente da Pontifícia Academia pela Vida, muitos de seus membros fizeram muitas queixas por sua postura inicial pró-aborto no famoso caso da diocese de Recife, no ano de 2009. (Ver  http://infocatolica.com/?t=noticia&cod=5586)

Como aconteceu com a Irmã Butler, Dom Rino se retificou à exaustão, porém, o dano já estava feito.

Conclusão do Artilheiro: segue a confusão nos mais altos níveis do Vaticano.

maio 29, 2011

Monsenhor João Clá: “Quem não se juntar com o Sr. Dr. Plínio, vai espalhar-se”. “Eu já não vivo, é o sr. Dr. Plínio que vive em mim”. “Eu sou um escravo do Sr. Dr. Plínio”.

Áudio verdadeiro ou fraude? A Santa Sé ficaria impressionada com este e outros áudios  [aqui e aqui] não datados recentemente divulgados. Enquanto isso, fontes afirmam ser péssimo o estado de saúde do fundador dos Arautos do Evangelho, assunto sobre o qual a mesma Associação não se pronuncia oficialmente.

Destaque para algumas frases dos vídeos:

“É preciso que a gente tenha uma devoção a ele crescente, um ardor a ele cada vez maior, que a gente o queira com toda força da nossa alma.”

“Que a gente não pense em outra coisa durante o dia senão ele ele ele ele ele ele, que passe o dia ávido, o dia ansioso, o dia desejoso de ter um encontro ainda que místico, interior, com ele, uma conversa, um contato com ele, e a gente, portanto, vá se unindo cada vez mais a ele, a ponto de não temos mais a nossa mentalidade, o nosso espírito, a nossa inteligencia, a nossa vontade, a nossa sensibilidade funcionando, a não ser assim: Eu já não vivo, é o sr. Dr. Plínio que vive em mim”

“Eu não faço nada no campo sobrenatural se não estiver unido a ele”.

“Dada à nossa circunstância muito especial [...] nós temos, isto tudo que está aqui na teoria, portanto, o contato com Deus Padre, com Deus Filho, com Deus Espírito Santo, com Nossa Senhora [...] através de Plínio Corrêa de Oliveira”.

Com o gravador parado, não vem pedra (i.e. pensava não estar sendo gravado) [...]. Eu sou da opinião de que a Nossa união com Deus [...] esta se faz quando uma pessoa recebe e corresponde inteiramente à graça da sagrada escravidão (a Dr. Plínio)”.

maio 29, 2011

Foto da semana.

Não é por falta de Tiara: O executivo alemão Dieter Philippi presenteou o Papa com uma tiara durante a audiência geral da última quarta-feira. Philipp coleciona chapéus eclesiásticos. Ele mandou fazer a tiara em Sofia, capital da Bulgária, por um estúdio dirigido por ortodoxos. Foto: Osservatore Romano.

Não é por falta de Tiara: O executivo alemão Dieter Philippi presenteou o Papa com uma tiara durante a audiência geral da última quarta-feira. Philipp coleciona chapéus eclesiásticos. Ele mandou fazer a tiara em Sofia, capital da Bulgária, por um estúdio dirigido por ortodoxos. Foto: Osservatore Romano (via Orbis Catholicus).

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maio 28, 2011

“Caritas in veritate”.

”A Cáritas não é uma ONG”, afirma papa.

(IHU) A Caritas Internationalis“é diferente de outras entidades sociais”, como as organizações não governamentais, porque ela “é um órgão eclesial, que compartilha a missão da Igreja”.

A nota é de Giacomo Galeazzi, publicada em seu blog Oltretevere, 27-05-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Por issso, “a Santa Sé tem a tarefa de acompanhar suas atividades e de vigiar para que tanto a sua ação humanitária e de caridade, quanto o conteúdo dos documentos divulgados, estejam em plena harmonia com a Sé Apostólica e com o Magistério da Igreja” e também “para que ela seja administrada com competência e de modo transparente”.

São palavras muito claras as que Bento XVI dirigiu nesta sexta-feira aos participantes da 19ª Assembleia Geral da Caritas Internationalis, que ocorre em Roma a 60 anos da sua fundação.

-CONTINUE LENDO…>

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maio 28, 2011

Do progresso de que a religião é suscetível.

A obra "Tratado de História Eclesiástica", do Pe. Rivaux.

A obra "Tratado de História Eclesiástica", do Pe. Rivaux.

A respeito do progresso de que a religião é suscetível, ouçamos Bonald: “Desde que se publicou o Livro, que contém o gérmen de todas as verdades morais e sociais até os atos dos últimos concílios e os escritos dos últimos doutores, o cristianismo não é mais que um longo desenvolvimento da verdade, semelhante, diz o seu Fundador, ao grão que amadurece ou à massa que fermenta” [1]. Talvez alguém pergunte, havia já dito S. Vicente de Lerins, se nada se pode acrescentar à religião. Pode, sem dúvida; mas se deve fugir de a desfigurar, a pretexto de a aperfeiçoar, porque, para que uma coisa se aperfeiçoe, é necessário que, conservando sempre a sua natureza, receba algum acrescentamento, enquanto que é menos um progresso do que uma mudança quando essa coisa deixa de ser o que era para se tornar outra… A religião imita de alguma sorte a condição dos corpos, que, posto que cresçam e se fortifiquem com a idade, são sempre os mesmos. Há muita diferença entre a idade juvenil e a idade madura; mas assim como nada aparece num homem já feito que não estivesse escondido nele quando era moço, da mesma maneira cumpre que a doutrina da religião cristã seja regulada e siga as medidas seu crescimento… “É preciso, diz o mesmo padre, que a inteligência, a ciência e a sabedoria dos fiéis cresça e se aperfeiçoe no decurso das idades, mas somente no mesmo dogma, no mesmo sentido, no mesmo espírito…; porque os dogmas da filosofia celeste podem ser polidos no decurso dos tempos, mas não é lícito fazer-lhes alguma mudança ou alteração. Podem receber luz, a evidência, a distinção; mas conservam sempre a plenitude, a integridade. Portanto, a Igreja, guarda fiel dos dogmas que lhe foram confiados, não lhes faz a menor mudança, a menor modificação, nem acrescentamento”. O progresso que se efetua na religião, continua um sábio prelado, é, pois, um progresso externo, relativo, na forma, e não na substância. Não é um desenvolvimento interno e real, como se a verdade dogmática só tivesse existido primeiramente em gérmen. A doutrina de Jesus Cristo nunca existiu em gérmen na sua Igreja; formou-se nela desde a sua origem. Os Apóstolos, seus fundadores, conheceram-na explicitamente toda inteira: é a doutrina dos padres, assim como dos teólogos; e, depois da revelação feita aos Apóstolos, nenhuma outra há que possa vir a ser o fundamento da nossa fé. O progresso científico no dogma, diz o bispo de Poitiers, não pode ser senão a exposição mais luminosa da verdade primitivamente ensinada e declarada [2].

Agradecemos ao leitor Cleber Lourenço o envio deste trecho da obra do Pe. Rivaux, Tratado de História Eclesiástica, que pode ser adquirida no site da Editora Pinus.


[1] Legislação primitiva, liv. 1, cap. 7.

[2] S. Vicente de Lerins, Comon., XXIII. – Hist. do dogma cat., T. I. – Introd. – Blanc, t. I Introdução sinodal de Mons. de Poitiers, 1871.

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