Os últimos desenvolvimentos do caso Williamson.

Segundo informações do periódico online Sueddeutsche, para Maximilian Krah, advogado de defesa do Distrito Alemão da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, o bispo Richard Williamson seria um excêntrico; alguém que teria “um problema persistente em reconhecer a realidade” e que acredita “no fim do mundo a cada dois anos”.

Relembrando o caso: Em 1º de novembro de 2008, jornalistas de uma TV sueca chegaram à Zaitzkofen, Alemanha, próximo à Regensburgo, durante a celebração de uma missa. Os jornalistas da TV entrevistaram Dom Richard Williamson. Ele falou diante de uma câmera sobre a impossibilidade técnica do Holocausto e esclareceu: “Não houve nenhuma câmara de gás”. Durante o nazismo não teriam morrido seis milhões de judeus, mas, no máximo, 300.000. A afirmação pode ser vista na TV sueca e na Internet.

Conseqüentemente , o Tribunal de Regensburgo condenou Williamson em primeira instância a uma multa de 10.000 Euros por crime de incitação a ódio [Nota: diversas outras fontes mencionam que essa quantia se trata da redução da multa inicial que seria de 12 mil euros].

Em audiência ocorrida na última segunda-feira, os advogados de defesa negaram não somente a jurisdição dos tribunais alemães, mas também censuraram os jornalistas por terem ludibriado o acusado de maneira inadmissível quanto à finalidade da entrevista.  Não teria havido nenhum crime deliberado por parte de Williamson (71), que não compareceu ao tribunal. A entrevista deveria tratar de temas religiosos, enfatizaram os advogados de defesa.  Ao final, os jornalistas teriam pegado o bispo desprevenido com uma pergunta sobre o Holocausto. Possivelmente, tenham até mesmo se tornado culpáveis por isso. Além disso, a autoria intelectual do conteúdo da Internet não seria crucial, mas sim a origem técnica. Nesse caso, Williamson não teria tido nenhuma influência, uma vez que até mesmo contestou a utilização do conteúdo relacionado ao holocausto.

O Ministério Público Alemão rejeitou essa alegação. Williamson teria sido claro, no sentido de que deu a entrevista aos jornalistas e “não a um padre, que está vinculado ao segredo de confissão”. Ninguém teria forçado o religioso a fazê-lo, esclareceram os promotores de acusação. Ao contrário, ele próprio teria querido disseminar essa afirmação.

17 Comentários to “Os últimos desenvolvimentos do caso Williamson.”

  1. Advogado bão, sô!!! Com um advogado desse, não há nem necessidade de promotor.

  2. O “fogo amigo” é o pior!

    E esse tipo de coisas, me faz perguntar aos meus botões: a quem interessa tudo isto?

  3. Bem , na verdade , os meios de comunicação social e grande parte dos meios ditos ” progressistas ” aproveitaram-se destas declaraçõies do Exmo.Sr.Dom Williamson para atacar a FSSPX e a Santa Igreja.
    Alguns jormnais brasileiros chegaram a declarar que ele havia sido excomungado por ” negar o assim chamado Holocausto “.
    Na verdade , ele ( que é um historiador , formado pela famosa Universidade de Oxford ) não nega que tenha havido genocídio de pessoas de origem étnica judaica.Apenas contesta , como historiador que é , que tenham sido exterminados 6 milhões de judeus.
    Embora isto não seja de grande interesse , o livro ” Holocaust ” , editado em Israel e com base na Jewish Encyclopaedia , revela como foi feita esta estimativa.
    Do ponto de vista jurídico , trata-sew de aberração : ele não é alemão e nem as declarações foram dadas em solo alemão.

  4. Sérgio, ele não estudou História na Universidade de Oxford. Ele estudou Literatura na Faculdade Clare.

    E a entrevista foi para uma emissora sueca, mas foi dada em Zaitzkofen na Bavaria. Talvez possam haver outros tipos de objeções com relação a este caso, mas não pode haver nenhuma objeção jurídica: a lei alemã está sendo cumprida perfeitamente.

  5. Que tocante ver o nosso querido Bispo (Martelo dos modernistas) caluniado e perseguido como Nosso Senhor e sofrendo unido a Ele. Que Maria Ssma. se digne livrá-lo das mãos dos sequazes de satanás. Tudo isso é jogada dos modernistas, unidos a maçonaria judáica para calar a Tradição e amordaçar os que rezam pela conversão deste povo Deicida. Kyrie eleison!

  6. Vivem fazendo “revisionismo” histórico sobre a Igreja e nunca há processos contra isto. Acho injusto processarem um defensor da fé católica por questionar o número de judeus assassinados no holocausto, durante a Segunda Guerra Mundial.

    Isso é um trampolim de ataque à FSSPX, fato!

  7. Pobre Dom Williamson, devemos rezar por ele. Uma vida toda dedicado ao Senhor sua Igreja e agora se vê nesse estado.
    Nossas orações…

  8. Peraí, Sérgio.

    Quem disse que as declarações não foram dadas em solo alemão? Ele estava em Zaitskofen, Alemanha, e sabia perfeitamente que suas declarações ensejariam um crime na Alemanha, tanto que na entrevista pediu aos jornalistas que não divulgassem a entrevista na Alemanha, mas apenas na Suécia, país de origem dos jornalistas, pois caso contrário seria preso. Ele sabia que declarações desse tipo são probidas na Alemanha. Os alemães tem verdadeiro pavor de negacionismo. Holocausto é quase um dogma na Alemanha. O governo alemão paga pensão até a terceira geração das vítimas do Holocausto (termo consagrado para o genocídio de judeus).

    Veja que o próprio distrito alemão não abre o bico sobre esse assunto e enfatiza que repudia terminantemente as teses de Dom Williamson. Depois dessa entrevista, os seminaristas alemães, provavelmente a pedido de seus formadores apavorados, passaram a ler relatos do Holocausto durante as refeições, ao invés de vida de santos. Em suma, a declaração dele não deixou perplexo apenas conservadores e desafetos da FSSPX, mas também os próprios membros da FSSPX na Alemanha.

    Mas se ele se diplomou em História, como você está dizendo, sua redução drástica do número de vítimas e negação das câmaras de gás nos deixa ainda mais perplexos. Ninguém precisa acreditar que 6.000.000 de judeus morreram e que só judeus estavam nessa conta, visto que católicos, ciganos e etc também foram assassinados, mas ele reduziu muuuuuuito o número de vítimas e negou por completo a existência de câmaras de gás.

    Evidentemente, alguns acertadamente argumentarão que pior que negar as câmaras de gás é negar o sacrifício expiatório de Jesus na Cruz, como fez um bispo alemão, mas uma coisa não justifica a outra.

    Dito isso, naturalmente, rezamos para que ele não seja preso por causa de uma declaração imprudente, pois ele foi entrevistado na qualidade de bispo. Só não podemos dizer que ele desconhecia as leis locais ou que perdeu uma boa oportunidade de ficar de bico calado.

    Sabemos também que os liberais na Alemanha (seja no campo político ou dentro da Igreja) querem mais um bode expiatório para ocultar seus desmandos e atacar a Fraternidade, que é o outro lado da moeda.

  9. O pior holocausto acontece hoje na africa onde milhares de crianças morrem de fome de aids, aqui no brasil também no nordeste muitas crianças morrem de fome de sede enquanto que os países ricos destroem comida , gastam trilhões de dolares com armas e ninguém faz nada salvo raríssimas excessões ..

    No japão os Estados Unidos soltaram aquela bomba atomica naquela cidadezinha onde a maioria era católica… tudo aquilo foi ódio da maçonaria contra os católicos e nunca ninguem pediu perdão .

    Acho que os judeus também deveriam pedir perdão pelos milhares de cristãos mortos no começo do cristianismo. Quantas famílias foram trucidadas apenas por amarem Jesus .
    Nunca soube deles terem pedido perdão ao Papa por terem aniquilado tantas familias cristãs alem de terem feito Jesus sofrer tanto processado ele iniquamente e induzido o povo a mandar matá-lo .

    Agora se falarem que o número de judeus mortos na segunda guerra mundial foi menos de 6milhões ai ai .. Acho qe seria melhor pensar nas crianças que ainda vão morrer de fome e de sede e por causa da omissão de políticos corruptos do que pensar nos que já morreram ..

  10. Parece-me que a conduta do Bispo não se amolda à figura típica de incitação ao ódio, já que, ao afirmar que não morreram 6 milhões de judeus no holocausto, não se significa, necessariamente, que se tenha que odiar os judeus. Se o Tribunal utilizar boa técnica jurídica, provavelmente, o absolverá pela atipicidade da conduta.

  11. Cristiano, o maior holocausto que temos atualmente é o aborto. Imaginemos então a China, onde tantas crianças são assassinadas diariamente, sobretudo por serem meninas, ou serem concebidas depois de um irmãozinho já nascido na maldita política de filho único. E não só na China, mas no mundo inteiro. Crianças são terrivelmente trucidadas em suas primeiras horas de existência.

    Sim, o mundo não quer reconhecer que existe uma forma de genocídio mas letal e até hoje não punível do que a que matou milhões de judeus.

    Guardadas as devidas proporções, em nenhum dos casos cabe redução ou negação.

  12. Corretíssimo Sra Teresa !
    Mas eles só enxergam o que é mais conveniente a seus interesses e o maior interesse é denegrir, desmoralizar a FSSPX de qualquer forma que pareça possível .
    Estão se lixando para crianças que morrem de fome ou arrancadas do ventre materno .

  13. Só neste mundo louco pós-moderno é crime questionar um número.

  14. O que está acontecendo com o Bispo Williamson é tipico na Alemanha. O número de 6 milhões de vitimas judias e as tais camaras de gás são sacrossantos e ninguém pode questioná-lo. Isso é considerado incitação ao ódio. Ou seja, qualquer pessoa ou mesmo um historiador que questionar isso terá sérios problemas com a justiça.

    É óbvio que sendo o Bispo um autêntico representante da tradição católica, eles estão aproveitando ainda mais para fazer alarde e querer despejar o título de racista e outras palhaçadas em cima dele, da fsspx e do catolicismo.

    Agora, acho interessante ver como há pessoas aqui no Brasil que realmente ficam ofendidas com os questionamentos que o Bispo fez. Veja bem, fatos históricos são fatos históricos. Ninguém precisa virar nazista pra achar que as Autobahns da época nazi eram de qualidade, precisa? Creio que não, mas se algum historiador ou cientista estudar e realmente conseguir provar que num determinado local era impossível gasear alguém, ele vira “nazista”? Os fatos que o Bispo cita, sobre chaminés, fotos aéreas e o relatório do químico americano F. Leuchter são pesquisas sérias sem apologia a crime algum ou ódio a ninguém, mas parece que tudo some dentro do contexto que “ah meu Deus ele disse não havia camaras de gás…”

    Verdade é que o holocausto é usado como uma arma ideológica e financeira na Alemanha e em muitos países, inclusive aqui no Brasil. Bastou o homem falar sobre “fatos” reais e agora ficam apontando ele com o porrete lingüístico “nazista”.

    Viva Cristo Rei!

  15. 2+2=5, monsenhor sempre se referia a essa passagem do livro 1984, e aprece que agora estão fazendo o mesmo com ele, que ele afirme que 2+2=5.
    Ele sempre disse que como bispo católico era dever dele defender a verdade fosse onde fosse. Além disso disse varias vezes que a culpa de tudo não eram dos judeus, mas sim dos católicos frouxos…

  16. Alias teve casos já que andaram estourando dentro da fraternidade, de judeus infiltrados, então essa falta de apoio a monsenhor pode ser sim algo mais..