Recebemos de um sacerdote amigo as seguintes expressões que comporiam um “dicionário de eclesialês tupiniquim”:
Missionariedade: qualidade relativa à missão de deixar as pessoas fora da Igreja.
Elã missionário: entusiasmo apostólico para o recrutamento de pessoas para a participação de reuniões.
Evangelização: ato de falar de qualquer coisa, menos da doutrina da Igreja.
Pastoral: atividade feita para chatear as pessoas na Igreja
Opção preferencial pelos pobres: ideologia para se pregar, mas não para se viver
Canto pastoral: música brega (sertaneja, valseada, forró ou baião) com conteúdo sócio-político destinado a criar a revolução do proletariado.
CNB do B: dispenso explicações
CEB’s: são como disco voador, todo mundo fala, mas nunca ninguém viu.
Reunião do Conselho: roda de pessoas que se destinam a perder duas horas de tempo para falaram sobre qualquer coisa que eles mesmos não sabem o que é.
Assembléia de Pastoral: reunião para escolha de resoluções que nunca serão realizadas.
Calendário Pastoral: serve para saber os dias em que se desligará o celular, se fará um passeio bem longe da paróquia e se mandará um recadinho por algum desavisado que esqueceu de marcar algo mais importante para aquele dia e teve de comparecer.
Avisos: é aquilo que se lê no final da Missa; tanto faz ser em latim ou vernáculo, ninguém entende nem presta atenção.
Análise de conjuntura: deformação científica da realidade
Comunidade: grupo de pessoas que se suportam no intervalo entre uma briga e outra.
Grupo de jovens: agrupamento de pessoas com mais de 40 anos, no mínimo.
Movimento: é qualquer coisa que se mexe, mexe, remexe…
Celebração da Palavra: o último a sair, por favor, apague a luz!
Encontro vocacional: atividade destinada a animar aqueles que não tem vocação
Fórum social: todo mundo vai só por causa do lanchinho
Folheto da missa: serve para abanar-se no calor e para dar às crianças no resto do ano.
Diocesaneidade: qualidade de quem finge de crer que existe uma pastoral diocesana
Diálogo: escutar calado tudo o que dizem os agentes de pastoral
Pastoral de conjunto: juntar-se aos demais e não fazer nada juntamente com eles
Unidade na diversidade: vale assim, unidade entre si na diversidade de Roma.
Comunhão e participação: participa apenas quem está em comunhão com as idéias do progressista que está no comando
Obediência: se for ao Papa, é romanismo intolerável e obscurantista; se for aos inimigos dele, é comunhão.
Inculturação: arte de caricaturizar a cultura alheia como desculpa para envergonhá-la e privá-la do anúncio da fé.
Coordenador (a) de pastoral: soberano absoluto que descarrega todos os seus complexos de inferioridade sobre aqueles que o elegeram democraticamente.
Comentarista: é aquela pessoa chata que fica cortando o padre a todo instante, querendo dar uma de narradora de futebol litúrgica.
Diretrizes: indicam aquilo que não deve ser feito.
Documentos: servem para não serem lidos, encherem gavetas e serem vendidos como papel para reciclagem.
Centro de Pastoral: espaço de informações sobre a vida alheia, de aprendizado de piadas e de cursos pseudo-profissionalizantes.
Formação: um finge que está ensinando enquanto os outros fingem que estão aprendendo.
E você, caro leitor, com que verbetes enriqueceria nosso dicionário interativo?
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Et super hanc petram aedificabo ecclesiam meam.






Missionariedade: qualidade relativa à missão de deixar as pessoas fora da Igreja.
"... muitos dos que se dizem católicos ajudam os «revolucionários» . São esses, sempre «moderados», que estimam a «tranquilidade pública» como o bem supremo. Esses católicos tolerantes, condescendentes, brandos, doces, amáveis ao extremo com os maçons e furiosos inimigos de Jesus Cristo, guardam todo seu mal humor para os que gritam «Viva a Religião!» e a defendem sofrendo contínuas penalidades e expondo suas vidas. Para eles, esses últimos são «exagerados e imprudentes, que tudo comprometem com prejuízo dos interesses da Igreja» ".
Que tenho eu, Senhor Jesus, que não me tenhais dado?… Que sei eu que Vós não me tenhais ensinado?… Que valho eu se não estou ao vosso lado? Que mereço eu, se a Vós não estou unido?… Perdoai-me os erros que contra Vós tenho cometido. Pois me criastes sem que o merecesse… E me redimistes sem que Vo-lo pedisse… Muito fizestes ao me criar, muito em me redimir, e não sereis menos generoso em perdoar-me. Pois o muito sangue que derramastes e a acerba morte que padecestes não foram pelos anjos que Vos louvam, senão por mim e demais pecadores que Vos ofendem… Se Vos tenho negado, deixai-me reconhecer-Vos; Se Vos tenho injuriado, deixai-me louvar-Vos; Se Vos tenho ofendido, deixai-me servir-Vos. Porque é mais morte que vida, a que não empregada em vosso santo serviço… - Padre Mateo Crawley-Boevey