Arquivo para outubro, 2011

outubro 31, 2011

Bella domanda.

Por Patrícia Medina

Cardeal Velasio de Paolis

Cardeal Velasio de Paolis

O Cardeal Velasio de Paolis, delegado pontifício para os Legionários de Cristo, concedeu uma entrevista à agência Associated Press nesta última semana.

O Cardeal descartou qualquer futura investigação sobre os crimes do padre abusador Marcial Maciel, fundador da ordem: “Não vejo que bem uma investigação mais profunda poderia trazer. Ao contrário, nós correríamos o risco de nos encontrarmos numa intriga sem fim. Pois existem coisas que são privadas demais para eu investigar”.

O Cardeal também afirmou que “quatro ou cinco” vítimas de abuso sexual por parte do padre Maciel vão ser indenizadas. O valor para cada um será de U$ 21.000,00 a U$ 28.000,00. O valor é modestíssimo. No ano de 2007, por exemplo, a arquidiocese de Los Angeles foi obrigada a pagar U$ 660 milhões para 500 vítimas de abuso sexual.

Ao ser perguntado sobre o carisma legionário, o Cardeal hesitou. “Bella domanda,” disse ele. “Boa pergunta”. A resposta dos padres legionários não tardou: “Sobre o carisma, sabemos que o Cardeal De Paolis, com grande visão teológica e canônica, não vê o carisma de uma congregação como algo que pode ser definido numa palavra ou frase famosa, mas acredita que [o carisma] consiste num conjunto de elementos característicos de espiritualidade e apostolado. Assim, a questão de “definir o carisma numa frase” não cabe”.

Como bem lembrou um comentarista do blog Life After RC, os carismas se definem com “frases famosas”. Senão, vejamos, entre outros: Ora et labora  – Beneditinos; Caritas Christi urget nos – Irmãs da caridade; Zelo Zelatus sum pro Domino Deo Exercituum – Carmelitas Descalços; Laudare, Benedicare, Predicare – Dominicanos; Ad maiorem Gloriam Dei – Jesuítas; Stat Crux dum volvitur orbis – Cartuxos; Da mihi animas et cetera tolle – Salesianos.

Finalmente, o Cardeal De Paolis começa a desfazer a estrutura que permitia que os padres Legionários de Cristo tivessem controle sobre o Regnum Christi. No que vem sendo chamado de “divórcio institucional”, o Cardeal eliminou a figura do superior legionário para as pessoas consagradas do Regnum Christi, afirmando, numa carta publicada no dia 17 de outubro, que os membros do “reino” devem ter uma “justa independência” na forma que a Igreja afirma em seu Código de Direito Canônico. Atualmente, disse o Cardeal, existem muitos pontos de devem ser reavaliados e que exigem esclarecimentos.

outubro 31, 2011

Habemus Fábio.

Padre Fábio rebate críticas do padre Marcelo e diz que o colega também não usa batina; ele votou em Dilma e acha que igreja faz ‘voto de cabresto’ ao discutir aborto só nas eleições.

Por Mônica Bergamo – Folha de São Paulo

O Padre Fabio faz missa ao lado da estátua de cera do papa João Paulo 2º. Fotos Karime Xavier/Folhapress.

O Padre Fabio faz missa ao lado da estátua de cera do papa João Paulo 2º. Fotos Karime Xavier/Folhapress.

Uma mulher vestindo calça de ginástica entra na Catedral São Francisco de Chagas, em Taubaté (140 km de SP), com a missa das 8h já em andamento. Senta-se no primeiro banco e saca o celular. Aponta o aparelho para o altar. Não está interessada na arquitetura da igreja nem na estátua de cera do papa João Paulo 2º, entregue recentemente. Busca um clique do padre Fábio de Melo.

O sacerdote conduz a missa a poucos dias de começar a divulgação de seu 16º CD, “No Meu Interior Tem Deus”, de música caipira e textos religiosos. “Fazia celebrações aqui três vezes por semana, mas tive que parar, porque era muita aglomeração”, diz ele ao repórter Diógenes Campanha. Passou a marcar as missas sem avisar. “Mas o povo acaba sabendo. E elas ligam para avisar as outras, você viu?” Embora pertença à Diocese de Taubaté, ele não tem paróquia fixa.

“Pensaram que eu teria uma igreja só pra mim, um santuário. Mas não quero, iria virar lugar de peregrinação. Não posso ter igreja paralela.” É uma clara referência a outro sacerdote cantor, e popstar: o padre Marcelo Rossi, que inaugura em dezembro o Santuário Mãe de Deus, em SP, com capacidade para 100 mil pessoas, e recebe caravanas de várias cidades.

Farpas entre os dois já voaram para lá e para cá. O padre Marcelo, por exemplo, critica o padre Fábio por trocar a batina por camisas de marcas famosas em aparições públicas. Em abril, disse em entrevista: “Já alertei o Fábio para que não deixasse de usar batina. E ele está usando, por acaso? Bem se vê que eu não tenho influência sobre ele”. “Eu tive três contatos com o padre Marcelo, dois pessoalmente e um por telefone. E não lembro de, em nenhum momento, ter conversado sobre isso com ele.” O assessor de imprensa da Sony, gravadora dos dois padres, cutuca o repórter e pergunta se “isso é o foco da matéria”.

O padre Fábio prossegue: “Aquilo que ele usa não é uma batina também. É uma espécie de um hábito franciscano, embora ele seja um padre diocesano”. As farpas continuam: “O maior padre comunicador da história do Brasil é o padre Zezinho, que nunca usou batina. É um homem que faz um trabalho sério e nunca foi menos padre porque não usa batina”.

“Não somos amigos . Se eu precisar falar com ele [padre Marcelo], não sei como encontrá-lo. Nós dois trabalhamos com música, mas de forma diferente: eu componho, escrevo as minhas músicas. Faço questão de ter uma identidade musical.” Já o padre Marcelo só interpreta. “Ele faz uma linha mais litúrgica, que canta nas missas e nas celebrações dele.” O padre Marcelo não foi localizado para comentar.

Com uma veste de veludo preta e verde, com a inscrição “Filho do Céu”, nome de uma de suas músicas, escrito na estola, o padre Fábio atende fiéis no fim da missa. “O senhor me tirou da macumba com uma palavra”, diz uma senhora. Ela teve um derrame e pede que benza seu olho. “Tira [foto] com o anjo aqui”, diz outra mulher. “Está vendo o que eu passo?”, diz o padre. “Minhas velhinhas são muito táteis. Às vezes, o assédio é perigoso.”

“Uma vez, em Maringá, tinha uma mulher parada na porta do meu quarto [no hotel]. Disse: ‘Vem cá, eu gostaria de fazer uma massagem no senhor’”. Ele diz que anda sempre com dois assessores para evitar tais surpresas. E evita ficar sozinho com um deles, “porque tudo pode gerar uma insinuação”.

Ele tira a batina e veste camisa azul da Zara, calça e sapatos sociais pretos. Segue para a Fundação Dom José Antônio do Couto. Lá, adultos e crianças ajudam a restaurar as imagens do Museu de Arte Sacra de Taubaté. “Quis um projeto social simpático. A igreja não tem que continuar antipática à sociedade.” Os santos do museu estão todos “de cabecinha tombada, triste. A religião deixou de falar do amor de Deus para falar de culpa. Você, um homem contemporâneo, não se identifica.”

No almoço, pede badejo grelhado e penne integral com legumes. Procura álcool em gel na bolsa transpassada preta e cinza, para limpar as mãos. “Minha equipe sempre anda com um”, diz. “Só faço isso quando vou comer. Se fizer a cada cumprimento, fico com síndrome de José Serra.” A revista “Piauí”, em 2009, descreve que Serra usa o produto sempre que cumprimenta estranhos e não tem como lavar as mãos.

Ao contrário do padre Marcelo, que esconde o voto, o padre Fábio revela que optou por Dilma Rousseff em 2010. “Se eu pudesse, colocaria a mulherada toda no poder.” Um e-mail em que ele desejava boa sorte a Dilma no “dia histórico” da eleição foi divulgado quando um hacker invadiu a caixa postal dela. “Me correspondi com ela por um ano. Eu a atendi numa oportunidade na [comunidade católica] Canção Nova. Ficamos amigos.”

Também foi na Canção Nova que conheceu o deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP), para quem foi dar uma entrevista há alguns anos. “Tivemos uma identificação com algumas questões sobre o mundo. O Gabriel tornou-se, desde aquele momento, um amigo com quem converso sobre questões que normalmente não tenho a oportunidade de falar. Chamo isso de parentesco espiritual.”

“Quando você tem uma amigo assim, diminui a sensação de solidão, de orfandade na vida. É aquela coisa de ‘que bom, vou estar com meu amigo hoje’”. Conta ter também “gratidão” por Chalita ter lido seu primeiro livro. “Ele me abriu muitas portas, em todas as editoras.” Escreveram juntos dois volumes de “Cartas entre Amigos”.

O padre critica o uso político do aborto por alguns setores da igreja, na campanha eleitoral. Panfletos contra Dilma foram distribuídos em celebrações, pregando que não se votasse nela por ter defendido a descriminalização da prática. “Naquele segundo turno, vivemos um momento delicado, em que questões importantes poderiam ter sido discutidas e não foram. Parecia, mais uma vez, uma imposição idiota: ‘Não vote nela por causa disso’. Depois ninguém voltou a falar do assunto, porque era interesse de ocasião.” Para ele, a igreja não pode discutir o tema só na eleição, “para não fazer voto de cabresto quando o povo tiver que decidir”.

Ele se declara “radicalmente contra” o aborto, mesmo em caso de risco para a mãe ou violência sexual. “A vida está acontecendo. E mesmo que metade seja de um estuprador, metade é minha [da mulher]. Sou a guardiã dessa vida.”

Já os homossexuais, afirma, são “mal interpretados” ao lutar pelo reconhecimento de sua união. “A necessidade de se falar sobre o casamento gay nasceu porque, após a morte de um dos cônjuges, a família, que nunca cuidou deles, quer ficar com aquilo que eles construíram juntos. Aí eu te pergunto: um conceito religioso pode cometer essa injustiça? Não.” Ele é contra os gays se casarem na igreja. “E em nenhum momento nos pediram para fazer isso. Eles não estão reivindicando cerimônia religiosa.”

FRASES

“Não somos amigos. Se eu precisar falar com ele [padre Marcelo] hoje, não sei como encontrá-lo”

“A igreja não tem que continuar antipática à sociedade”

“Era interesse de ocasião [a igreja usar o aborto na campanha]“

outubro 31, 2011

Foto da semana [II].

Voltados para o Príncipe da Paz: Papa Bento XVI se prostra diante do Santíssimo Sacramento na presença dos chefes das diversas religiões participantes do encontro de Assis.

Voltados para o Príncipe da Paz: Papa Bento XVI se prostra diante do Santíssimo Sacramento na presença dos chefes das diversas religiões participantes do encontro de Assis.

Temos centenas de comentários aguardando liberação. Pedimos a paciência de nossos leitores.

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outubro 30, 2011

Foto da semana.

Assis, 27 de outubro de 2011: encerramento do Encontro de Assis na Praça de São Francisco. Grupo se apresenta aos mais de 300 delegados de diversas religiões presentes. Cremos que tenha sido cantado o grande hino do encontro, como nossos leitores podem ver aqui. Foto: Canção Nova.

outubro 30, 2011

Na festa de Cristo Rei: A Verdade.

Por Padre Élcio Murucci

Nosso Senhor Jesus Cristo é a Verdade. Quem O segue não anda nas trevas. Por isso Ele é também o Caminho que nos conduz à Vida Eterna e à Luz indefectível da Glória no Céu. Só Nosso Senhor Jesus Cristo tem palavras de Vida Eterna. Não podemos dividir a Jesus Cristo. Ele é verdadeiro Deus e verdadeiro Homem. É um Homem-Deus. Não se pode negar nem a Sua Humanidade, nem a Sua Divindade. Se se negar a Sua Humanidade, Ele não seria Nosso Salvador, porque não poderia nem sofrer nem morrer. Se se negar a Sua Divindade, também deixa de ser Jesus, ou seja, Salvador: porque Seus sofrimentos e Sua morte não teriam valor infinito para apagar os pecados do mundo. Ouçamos o Apóstolo do Amor, São João Evangelista:

Caríssimos  não queirais crer em todo o espírito, mas examinai os espíritos para ver se são de Deus, porque muitos falsos profetas vieram para o mundo. Nisto se conhece o espírito de Deus: todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne, é de Deus; todo o espírito que divide Jesus, não é de Deus, mas é um anticristo, do qual vós ouvistes que vem, e agora está já no mundo” (1Jo. IV, 1-3).

Dos falsos doutores de então uns negavam a divindade, outros a humanidade de Cristo, outros ainda a união das duas naturezas na pessoa do Verbo. Quem divide assim Jesus Cristo, não vem de Deus. E São João na sua 2ª Epístola repete e acrescenta uma gravíssima advertência: “…Muitos sedutores  se têm levantado no mundo, que não confessam que Jesus Cristo tenha vindo em carne; estes tais são sedutores, são anticristos. Estai alertas sobre vós, para que não percais o fruto do vosso trabalho, mas recebais uma plena recompensa. Todo o que se aparta e não permanece na doutrina de Cristo, não tem Deus consigo; o que permanece na doutrina, este tem consigo o Pai e o Filho. Se alguém vem a vós e não traz esta doutrina, não o recebais em vossa casa, nem o saudeis, porque quem o saúda, participa das suas obras más”. No fim de sua primeira epístola São João diz: “Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está sob o maligno. Mas sabemos que veio o Filho de Deus e que nos deu entendimento para que conheçamos o verdadeiro Deus e estejamos no seu verdadeiro Filho. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna. Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. Amém.

Com certeza muitos gostariam de saber qual a fonte dos Encontros de Assis: está no Concílio Vaticano II, especialmente nestas palavras da DECLARAÇÃO “NOSTRA AETATE”: “Em benefício de todos os homens e em ação conjunta, defendam e ampliem a justiça social, os valores morais, bem como a paz e a liberdade”.

Depois de ter elogiado o Hinduísmo e o Budismo, diz ainda o Concílio Vaticano II: “Quanto aos muçulmanos, a Igreja igualmente os vê com carinho… Não reconhecem a Jesus Cristo como Deus; veneram-no, no entanto, como profeta”. Devemos saber, (e é claro que os Padres do Concílio sabiam-no muito bem!) que Maomé dizia que Jesus era um grande profeta, mas não era Deus e por conseguinte não era o Messias. Jesus, dizia Maomé, era um profeta, mas menor do que ele e aliás seu Precursor. Caríssimos leitores, francamente digo que desde o tempo de seminário, quando tomei conhecimento desta terrível ofensa feita a Nosso Senhor Jesus Cristo, nunca consegui conciliar estas palavras do Concílio com as palavras de São João acima citadas.

Devemos defender a doutrina de Nosso Senhor com todo amor e ardor de nossa alma. Dizia São Pio X que a força dos maus provém da fraqueza dos bons. Certa vez, em Turim, numa reunião de círculos católicos, se discutia por que razão os Partidos comunistas cresciam e progrediam. Depois de muitas opiniões, um senhor, que tinha sido militante comunista e se convertera ao catolicismo, levantou-se para falar, dizendo que sabia perfeitamente e por experiência a causa daquela diferença: “É porque nós comunistas falávamos a mentira, mas com toda a desfaçatez e coragem como se estivéssemos falando a verdade; e os católicos falam a verdade, mas com medo terrível como se estivessem falando a mentira!”

É triste, mas é a realidade! A verdade, no entanto, é intolerante. Eis o que escreveu o Revmo. Pe. Fernando Arêas Rifan então simples padre, hoje Bispo e Administrador Apostólico: “Costumam acusar a posição dos católicos ditos tradicionalistas de intolerante e contraditória, pois pleiteiam o direito de professarem suas idéias e não querem reconhecer este direito a outras expressões religiosas. Se numa escola, uma professora ensina que 2+2 são 4, e outra quer ensinar que 2+2 são 5, evidentemente só a primeira tem razão e só ela tem o direito de ensinar. A verdade é intransigente por si mesma. E se um aluno quiser seguir outras opiniões e colocar na prova que 2+2 são 5 levará um zero e ninguém acusará a professora de sectária ou intolerante. A intransigência e a exclusividade fazem parte da verdade. 2+2 são 4 e não 3 ou 5, e nem ao menos 3,9 ou 4,1. São 4 e só! Obviamente intolerante! E por mais que as outras opiniões adquiram adeptos, nem por isso se tornam menos erradas ou adquirem algum direito. A verdade não se faz pelo número de adeptos.

“Condenar a verdade à tolerância é condená-la ao suicídio. A afirmação se aniquila se ela duvida de si mesma, e ela duvida de si mesma se admite com indiferença que se ponha a seu lado sua própria negação. Para a verdade, a intolerância é o instinto de conservação, é o exercício legítimo do direito de propriedade. Quando se possui alguma coisa é preciso defendê-la sob pena de ser despojado dela bem cedo” (Cardeal Pio – Sermão na Catedral de Chartres).

“Podemos e devemos ter caridade e tolerância para com as pessoas, mas devemos ser intolerantes com relação ao erro e ao mal, do mesmo modo que o médico deve ser tolerante com o doente mas intransigente com a doença, sob pena de fracassar.

Aliás, tratar-nos de intolerantes na defesa da verdade é fazer-nos um elogio. É colocar-nos em companhia dos primeiros cristãos, dos santos mártires, símbolo e modelo da convicta intolerância com relação ao mal.

Por que os romanos, que eram tolerantes com todas as religiões e colocavam os deuses dos povos conquistados junto com os seus deuses no Panteon, por que razão eles persequiram atrozmente a ferro e fogo os cristãos? Porque estes eram intransigentes e não permitiam que se colocasse Jesus Cristo lado a lado com os deuses falsos. Eles não eram partidários do ecumenismo irenista atual, infelizmente patrocinado até pelas autoridades da Igreja. Deles dizia Tácito: “Não são criminosos, mas são intolerantes, com uma fé exclusiva que condena as crenças de todos os povos”. A acusação que se fazia contra eles era a sua rigidez exclusiva e o apego absoluto à sua fé.

Mas foi por isso, por sua firmeza e convicta adesão à verdade, com exclusividade, que eles são santos e colocados pela Igreja infalível como modelos de todos os heróis e cristãos.

Nosso Senhor deu como característica dos seus verdadeiros discípulos a perseguição que haveriam de sofrer. E esta sempre foi uma das notas identificadoras da verdadeira Igreja de Cristo, desde as catacumbas até hoje”. ( Extraído do Livro “QUER AGRADE, QUER DESAGRADE”).

Para terminar, meditemos estas palavras de São Paulo na sua 2ª Epístola aos Coríntios, VI, 14-18: “Não vos sujeiteis ao mesmo jugo que os infiéis. Pois, que união pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que sociedade entre a luz e as trevas? E que concórdia entre Cristo e Belial? Ou que de comum entre o fiel e o infiel? E que relação entre o templo de Deus e os ídolos? Com efeito, vós sois o templo de Deus vivo, como Deus diz: “Eu habitarei neles e andarei entre eles, serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Portanto, saí do meio deles e separai-vos, diz o Senhor, e não toqueis o que é impuro: e eu vos receberei e serei vosso pai, e vós sereis meus filhos e minhas filhas, diz o Senhor todo poderoso”.

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outubro 30, 2011

Um momento “No Espírito do Concílio” em Santo André: Missa do iê iê iê.

Matéria no site da Diocese de Santo André.

Matéria no site da Diocese de Santo André.

Missa do iê iê iê nas festividades da Paróquia Santa Cruz.

Por Diocese de Santo André – 26 outubro, 2011 | É gratificante notar os resultados das comemorações, pois uma puxa a outra e quando percebemos, passamos o ano comemorando o jubileu e os frutos que renderam desta comemoração.

O próximo evento será uma missa de Ação de Graças para os jovens da Paróquia, cuja idéia surgiu com o reencontro dos integrantes da “juventude Unida Paroquiana” (1968) e a paroquiana Iraci Gilioti, que também pertencia ao grupo, nas festividades do jubileu. Juntamente com o grupo de jovens de hoje “Filhos da Misericórdia” e o incentivo do nosso pároco Frei Aparecido de Góis, será celebrada a missa do iê iê iê, exatamente como ocorreu no dia 28 de abril de 1968. Os integrantes da JUP animarão a Missa, cantando e tocando as musicas populares da época com versões liturgicas.

Lembrando que a JUP foi pioneira na região, numa época de transformações culturais e religiosa, onde os jovens além de exercerem atividades pertinentes a idade deles na época, como também, tinham consciência da importancia de suas participações em eventos para angariar verbas para o término da construção da Igreja, que hoje os acolhe para este evento.

A missa do iê iê iê será celebrada dia 30 de Outubro (próximo domingo) às 9:00horas, na Igreja Santa Cruz. Mais uma vez agradecemos sua contribuição nas divulgações dos eventos anteriores e aproveitamos para convidá-lo para assistir nossa missa de Jovens de ontem e de hoje.

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outubro 29, 2011

Vaticano: coro da Capela Sistina abre seu repertório.

Por DICI | Tradução: Fratres in Unum.com – O Padre italiano Massimo Palombella, diretor do coro da Capela Sistina há um ano, declarou ao Osservatore Romano, em sua edição de 14 de outubro, que desejava “abrir o repertório à música litúrgica contemporânea internacional”. Ele anunciou que “as importantes produções da música litúrgica contemporânea da Grã-Bretanha, França, Alemanha e Estados Unidos” doravente seriam parte do famoso repertório do coro. “Devemos fazer isso a fim de evitar que a capela musical pontifícia se torne uma peça de museu”, declarou, acrescentando que esse acréscimo teria de ser “assimilado progressivamente”.

Um livro está sendo preparado. Ele incluirá, em particular, obras de Gabriel Fauré (1845-1924), Maurice Duruflé (1902-1986), Francis Poulenc (1899-1963), Charles Villiers Stanford (1852-1924) e Morten Lauridsen (nascido em 1943). (fontes: apic/imedia – DICI#2432, Outubro 28, 2011)

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outubro 29, 2011

Líbia: prelado diz que sharia pode ser “contribuição positiva”.

Por Catholic Culture | Tradução: Fratres in Unum.com: Reagindo ao anúncio feito pelo líder do governo de transição da Líbia de que a sharia será a “fonte básica” da lei na Líbia pós-Kadaffi, o vigário apostólico em Tripolo disse que a sharia pode ser uma “contribuição positiva” para a unidade nacional.

“A Líbia tem uma tradição de um Islã equilibrado”, disse Dom Giovanni Martinelli, de Tripoli. “Interpreto a referência à lei sharia  como a vontade de escrever uma constituição a fim de servir o homem através dos princípios religiosos do Islã. Nesse sentido, isso pode ser uma contribuição positiva na construção da unidade do país”.

outubro 28, 2011

Editorial de Rorate-Caeli: Assis Ignorado.

Por Rorate-Caeli | Tradução: Fratres in Unum.com

Aparentemente é verdade: como um comentarista notou em seu próprio país, excluindo alguns diários italianos (e RAI, a rede estatal italiana, que ajudou a transmiti-lo), o encontro de Assis gerou apenas notas genéricas pelas agências de notícias reproduzidas por jornais nacionais ou locais. Na maioria das fontes principais, ele foi ignorado.

Tal fato deveria ser visto:

(1)   Como algo bom, e talvez resultado de um bem sucedido esforço de minimizar a importância do evento? ou

(2)   Como algo não especificamente bom, no sentido de que ele nutre a atual noção de que o Papado (e tudo o que ele representa) está progressivamente se tornando irrelevante (como na repetida idéia de que o Vaticano agora se sente tão sem importância como a República de Veneza antes de sua queda perante as tropas napoleônicas)?

Independente do que foi dito ou feito ontem em Assis, eventos como esse ocorrido lá tendem a ser retratados ou vistos no mundo secularizado como uma confirmação do que eles vêem como irrelevância ou ostentação vazia da fé em geral – para muitos homens e mulheres, uma assembléia de líderes religiosos pode parecer mais despropositadamente patética ou causadora de pena do que inspiradora ou escandalosa. Talvez tenha chegado a hora da hierarquia eclesiástica deixar para trás algumas noções frívolas da segunda metade do século XX, inclusive a de promoção de um “movimento pela paz” amorfo.

[Imagem: Ludovico Manin, último Doge da Sereníssima República de Veneza.]

outubro 28, 2011

Assis III: hino à “deusa” Olokun é cantado dentro da Basílica de Santa Maria dos Anjos.

Dentro da basílica de São Francisco: Wande Abimbola, um curandeiro e “sacerdote” pagão africano, representante da religião ioruba, cantou um hino à “deusa” Olokun durante o terceiro encontro inter-religioso de oração e peregrinação pela Paz mundial em Assis, Itália.

Em seu discurso, ele reivindicou fidelidade às doutrinas das diversas religiões presentes: “a nossa religião, bem como as religiões praticadas por outras pessoas, são válidas e preciosas aos olhos do Todo-Poderoso”.

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