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om Navarro era um estudante no seminário do Rio na época das mudanças [do pós-Concílio]. Toda a sua formação e orientação católica ocorreu em um clima de mudança e, bom militar que era, ele simplesmente seguia ordens. Quando se tornou bispo de Campos, esperava que os outros fizessem o mesmo. Ele insistia nisso. [...]

À esquerda, o então Padre Navarro acompanhado pelo sambista Almir Saint Clair (centro) e pelo Padre José Alves (direita). O sambista foi convidado a gravar músicas religiosas pelo então Padre Navarro.
Dom Navarro expressou decepção imediatamente após sua chegada. Tão logo se mudou para a residência episcopal, afirmou ter encontrado a casa “vazia, com uma geladeira velha, uns poucos móveis quebrados” e “apenas” quinhentos cruzeiros nos cofres diocesanos. Começaram a circular rumores na imprensa local de que o novo bispo foi insultado, que Dom Antônio desaparecera com suas riquezas e deixara apenas as paredes descobertas como suas boas-vindas ao seu sucessor. A simples realidade era que o antigo bispo, como sabia qualquer um que já havia passado algum tempo próximo a ele, vivia uma vida de grande simplicidade e genuína pobreza. Nunca houve quaisquer tesouros na mansão episcopal, e os poucos itens que foram removidos, livros, escrivaninha, cama, artefatos religiosos, eram pertences pessoais com valor tanto prático, intelectual ou sentimental. Os rumores continuaram a circular e, finalmente, foram abertamente confirmados pelo novo bispo em uma carta dirigida ao maior jornal do Rio, O Globo. Nela, Dom Navarro vociferava seu ressentimento com o que encontrara em sua nova residência e insinuava uma tentativa deliberada de humilhá-lo em sua chegada por parte de Dom Antônio.
The Mouth of the Lion: Bishop Antonio de Castro Mayer and the last Catholic Diocese. Dr. David Allen White, Angelus Press, 1993 – pág. 124-126 | Tradução: Fratres in Unum.com
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Et super hanc petram aedificabo ecclesiam meam.






"... muitos dos que se dizem católicos ajudam os «revolucionários» . São esses, sempre «moderados», que estimam a «tranquilidade pública» como o bem supremo. Esses católicos tolerantes, condescendentes, brandos, doces, amáveis ao extremo com os maçons e furiosos inimigos de Jesus Cristo, guardam todo seu mal humor para os que gritam «Viva a Religião!» e a defendem sofrendo contínuas penalidades e expondo suas vidas. Para eles, esses últimos são «exagerados e imprudentes, que tudo comprometem com prejuízo dos interesses da Igreja» ".
Que tenho eu, Senhor Jesus, que não me tenhais dado?… Que sei eu que Vós não me tenhais ensinado?… Que valho eu se não estou ao vosso lado? Que mereço eu, se a Vós não estou unido?… Perdoai-me os erros que contra Vós tenho cometido. Pois me criastes sem que o merecesse… E me redimistes sem que Vo-lo pedisse… Muito fizestes ao me criar, muito em me redimir, e não sereis menos generoso em perdoar-me. Pois o muito sangue que derramastes e a acerba morte que padecestes não foram pelos anjos que Vos louvam, senão por mim e demais pecadores que Vos ofendem… Se Vos tenho negado, deixai-me reconhecer-Vos; Se Vos tenho injuriado, deixai-me louvar-Vos; Se Vos tenho ofendido, deixai-me servir-Vos. Porque é mais morte que vida, a que não empregada em vosso santo serviço… - Padre Mateo Crawley-Boevey