Celebrações do Caminho Neocatecumenal são aprovadas pela Congregação para o Culto Divino. Mas Bento XVI faz uma ressalva: não são estritamente litúrgicas.
Fratres in Unum.com | Durante uma audiência com 7 mil participantes, a Santa Sé anunciou a aprovação das celebrações que marcam o itinerário de iniciação cristã do Caminho Neocatecumenal. O Papa Bento XVI também enviou 18 novos missio ad gentes à Europa, África e América.
Em entrevista à agência Zenit, Kiko Argüello, cofundador do movimento, comenta a aprovação:
“O reconhecimento da validade desta iniciação é um momento histórico para nós, o que estávamos esperando. Foi aprovada após anos de estudos e análises pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. No reconhecimento da validade é dito que as celebrações que marcam o percurso de crescimento do itinerário, de amadurecimento do homem novo, são magníficas e verdadeiramente inspiradas, ajudandando ao homem a convertê-lo e fazê-lo cristão, ajudando-o a crescer na fé a se unir a Jesus Cristo. Estamos contentes e gratos a Deus por este reconhecimento.
“Depois de tanto sofrimento e tanto trabalho, somos gratos à Igreja, que reconhece oficialmente a validade desta iniciação cristã para a construção de um homem novo”. E continua Argüello: “Somos muito gratos a Bento XVI e à Igreja por este ato, no qual vemos e confirmamos que a Igreja é mãe e mestra”.
A aprovação chega após quinze anos de estudo pela Congregação para o Culto Divino e conclui o percurso de aprovação do Caminho Neocatecumenal: em 2008, a Santa Sé aprovou a versão final dos estatutos e, em 2011, aprovou a doutrina contida nos treze volumes do Diretório Catequético do Caminho Neocatecumenal.
Ressalva Pontifícia: celebrações presentes no Diretório catequético dos neocatecumenais não são estritamente litúrgicas. Igreja acompanha neocatecumenais, mas preserva a comunhão.
“Há pouco foi lido o decreto com que se aprovou as celebrações presentes no Diretório catequético dos neocatecumenais, que não são estritamente litúrgicas, mas fazem parte do itinerário de crescimento na fé”, declarou Bento XVI no curso da audiência.
“É um outro elemento que demonstra como a Igreja vos acompanha com atenção, em um paciente discernimento que compreende a vossa riqueza, mas protege também a comunhão e a harmonia de todo o Corpo de Cristo”.
Prosseguiu o Papa:
“A fim de favorecer a aproximação da riqueza da vida sacramental de pessoas que se afastaram da Igreja ou que não tenham recebido a formação adequada, os neocatecumenais podem celebrar a liturgia dominical na pequena comunidade após as primeiras vésperas do domingo, segundo as disposição do bispo dicesano”, declarou o Papa, citando os estatutos do movimento e arrancando aplausos dos presentes. “Mas — acrescentou — toda celebração eucarística é uma ação do único Cristo, juntamente com a sua única Igreja e, por isso, é essencialmente aberta a todos quem pertencem a esta Igreja. Este caráter público da santa eucaristia se exprime no fato de que cada celebração da Santa Missa é ultimamente ligada ao bispo enquanto membro do colégio episcopal responsável por uma determinada Igreja local. A celebração da pequena comunidade, como particularidade aprovada nos estatutos do Caminho, tem a tarefa de ajudar aqueles que percorrem o itinerário neocatecumenal a perceber a graça de estar inserido no mistério salvífico de Cristo. Ao mesmo tempo, o progressivo amadurecimento na fé do indivíduo e da pequena comunidade deve favorecer a sua inserção na vida da grande comunidade eclesial que encontra na celebração litúrgica da paróquia, na qual atual o neocatecumenato, a sua forma ordinária. Mas mesmo durante o Caminho, é importante não se separar da comunidade paroquial exatamente na celebração da liturgia, verdadeiro local de unidade de todos, onde o Senhor nos abraça nos diversos estados da maturidade espiritual e nos torna um só corpo”
Com informações de Zenit e TMNews.
Et super hanc petram aedificabo ecclesiam meam.






"... muitos dos que se dizem católicos ajudam os «revolucionários» . São esses, sempre «moderados», que estimam a «tranquilidade pública» como o bem supremo. Esses católicos tolerantes, condescendentes, brandos, doces, amáveis ao extremo com os maçons e furiosos inimigos de Jesus Cristo, guardam todo seu mal humor para os que gritam «Viva a Religião!» e a defendem sofrendo contínuas penalidades e expondo suas vidas. Para eles, esses últimos são «exagerados e imprudentes, que tudo comprometem com prejuízo dos interesses da Igreja» ".
Que tenho eu, Senhor Jesus, que não me tenhais dado?… Que sei eu que Vós não me tenhais ensinado?… Que valho eu se não estou ao vosso lado? Que mereço eu, se a Vós não estou unido?… Perdoai-me os erros que contra Vós tenho cometido. Pois me criastes sem que o merecesse… E me redimistes sem que Vo-lo pedisse… Muito fizestes ao me criar, muito em me redimir, e não sereis menos generoso em perdoar-me. Pois o muito sangue que derramastes e a acerba morte que padecestes não foram pelos anjos que Vos louvam, senão por mim e demais pecadores que Vos ofendem… Se Vos tenho negado, deixai-me reconhecer-Vos; Se Vos tenho injuriado, deixai-me louvar-Vos; Se Vos tenho ofendido, deixai-me servir-Vos. Porque é mais morte que vida, a que não empregada em vosso santo serviço… - Padre Mateo Crawley-Boevey