Yes, they can. But…

Celebrações do Caminho Neocatecumenal são aprovadas pela Congregação para o Culto Divino. Mas Bento XVI faz uma ressalva: não são estritamente litúrgicas.

Fratres in Unum.com | Durante uma audiência com 7 mil participantes, a Santa Sé anunciou a aprovação das celebrações que marcam o itinerário de iniciação cristã do Caminho Neocatecumenal. O Papa Bento XVI também enviou 18 novos missio ad gentes à Europa, África e América.

Em entrevista à agência Zenit, Kiko Argüello, cofundador do movimento, comenta a aprovação:

“O reconhecimento da validade desta iniciação é um momento histórico para nós, o que estávamos esperando. Foi aprovada após anos de estudos e análises pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. No reconhecimento da validade é dito que as celebrações que marcam o percurso de crescimento do itinerário, de amadurecimento do homem novo, são magníficas e verdadeiramente inspiradas, ajudandando ao homem a convertê-lo e fazê-lo cristão, ajudando-o a crescer na fé a se unir a Jesus Cristo.  Estamos contentes e gratos a Deus por este reconhecimento.

“Depois de tanto sofrimento e tanto trabalho, somos gratos à Igreja, que reconhece oficialmente a validade desta iniciação cristã para a construção de um homem novo”. E continua Argüello: “Somos muito gratos a Bento XVI e à Igreja por este ato, no qual vemos e confirmamos que a Igreja é mãe e mestra”.

A aprovação chega após quinze anos de estudo pela Congregação para o Culto Divino e conclui o percurso de aprovação do Caminho Neocatecumenal: em 2008, a Santa Sé aprovou a versão final dos estatutos e, em 2011, aprovou a doutrina contida nos treze volumes do Diretório Catequético do Caminho Neocatecumenal.

Ressalva Pontifícia: celebrações presentes no Diretório catequético dos neocatecumenais não são estritamente litúrgicas. Igreja acompanha neocatecumenais, mas preserva a comunhão.

“Há pouco foi lido o decreto com que se aprovou as celebrações presentes no Diretório catequético dos neocatecumenais, que não são estritamente litúrgicas, mas fazem parte do itinerário de crescimento na fé”, declarou Bento XVI no curso da audiência.

“É um outro elemento que demonstra como a Igreja vos acompanha com atenção, em um paciente discernimento que compreende a vossa riqueza, mas protege também a comunhão e a harmonia de todo o Corpo de Cristo”.

Prosseguiu o Papa:

“A fim de favorecer a aproximação da riqueza da vida sacramental de pessoas que se afastaram da Igreja ou que não tenham recebido a formação adequada, os neocatecumenais podem celebrar a liturgia dominical na pequena comunidade após as primeiras vésperas do domingo, segundo as disposição do bispo dicesano”, declarou o Papa, citando os estatutos do movimento e arrancando aplausos dos presentes. “Mas — acrescentou — toda celebração eucarística é uma ação do único Cristo, juntamente com a sua única Igreja e, por isso, é essencialmente aberta a todos quem pertencem a esta Igreja. Este caráter público da santa eucaristia se exprime no fato de que cada celebração da Santa Missa é ultimamente ligada ao bispo enquanto membro do colégio episcopal responsável por uma determinada Igreja local. A celebração da pequena comunidade, como particularidade aprovada nos estatutos do Caminho, tem a tarefa de ajudar aqueles que percorrem o itinerário neocatecumenal a perceber a graça de estar inserido no mistério salvífico de Cristo. Ao mesmo tempo, o progressivo amadurecimento na fé do indivíduo e da pequena comunidade deve favorecer a sua inserção na vida da grande comunidade eclesial que encontra na celebração litúrgica da paróquia, na qual atual o neocatecumenato, a sua forma ordinária. Mas mesmo durante o Caminho, é importante não se separar da comunidade paroquial exatamente na celebração da liturgia, verdadeiro local de unidade de todos, onde o Senhor nos abraça nos diversos estados da maturidade espiritual e nos torna um só corpo”

Com informações de Zenit e TMNews.

78 Comentários to “Yes, they can. But…”

  1. Deixa ver se eu entendi bem: as celebrações dele pode, mas não aquelas que se envolvem com a Liturgia? É isso???

    Se for assim é bem compreensível, mas se estão aceitando as loucuras durante as Missas … não seria falta de coerência?

  2. O que isso significa então? Que as esquisitices foram aprovadas, mas não serão realizadas durante a Santa Missa?

    • As esquisitices mais aberrantes não são consideradas propriamente litúrgicas.

      Os estatutos prevêem certas particularidades ao movimento, como a missa em pequenas comunidades. No resto, eles deveriam seguir a lei da Igreja. Como eles não seguem e a Santa Sé não impõe, resolve-se pela via mais fácil: “isso não é da liturgia!”.

      Embora a Santa Sé não os vá punir, ao menos não poderão dizer que ela chancelou essas práticas oficialmente. Que fique tudo na informalidade!… Eles conseguem o que queriam (uma aprovação) e a Santa Sé consegue se livrar do peso de contrariar (oficialmente) tudo aquilo que vem defendendo com a tal “reforma da reforma”.

      Na prática, vocês sabem como as coisas terminam…

  3. Eu acho que agora entendi o que é reforma da reforma:

    É reformar toda a Santa Igreja para o protestantismo descarado.

    Afinal, reforma da reforma não lembra Reforma Protestante?

  4. Sei, e vão respeitar esse – mais – como todos aqueles que respeitam as normas da santa Igreja, e todos seremos felizes. Todos não, menos os católicos de sempre, que não podem mais ser católicos.

  5. Perdão

    esse mas, e não mais

  6. Viva o papa da Tradição!!!

  7. Caros acho que cada dia as esperançãs vão diminuindo. Essa aprovação é no minimo um escandalo pra Fé…
    Assim dá pra entender porque meu bispo gasta tempo da reunião (ultima quarta feira) com o clero pra criticar comunidades que usam seis castiçais no altar durante a Santa Missa, pra ter uma idéia os castiçais são esatamente iguais a estes http://anjosdeadoracao.blogspot.com/2011/11/santa-missa-no-rito-extraordinario-pela.html que o Pe. Gilson esta usando.
    Entre tantos problemas que sofremos em nossa arquidiocese…
    Dá pra ter esperança?

    Miserere nobis.

  8. Bendigamos o Santo Padre pelo zelo que tem como pastor da Santa Igreja Católica Apostólica Romana e acompanha, corrige e encoraja com paciente discernimento a riqueza – como diz o Santo Padre no seu discurso – o Caminho Neocatecumenal, visto os frutos que o Senhor tem suscitado através dessa realidade da Igreja, por meio ação potente do Espirto Santo que tem gestado nesses útimos 40 anos Jesus Cristo na vida de jovens, de casais, reconstruindo e convertendo os corações para que testemunhem dia a dia a Pessoa de Cristo dentro e fora da Igreja, numa atitude sempre de fidelidade, obediência e amor a Igreja.

    VIVA O PAPA !!!!

    “Roma locuta, causa finita”.

  9. Caros amigos;

    O pior é saber que há mais de dois mil anos o santo Profeta Jeremias, inspirado por Deus, Todo Poderoso, teve a visão de tudo isto, e nos diz:

    “E eu que te havia plantado de vides escolhidas,
    todas de boa cepa;
    como te transformaste em sarmentos bastardos?
    Ainda que te levasses com potassa,
    e usasses muito sabão,
    continuaria o teu pecado e a macularte a meus olhos
    Oráculo do Senhor.
    Como podes dizer: “Não me profanei;
    nem andei atrás de Baales”?
    Olha para os sinais de teus passos no vale,
    vê tudo o que fizeste.
    Dromedária leviana, a correr sem rumo”

    Jeremias Cap II,21,23.

    O mais triste é saber que em nosso Brasil os bispos admitem essas barbaridades sacrílegas (agora liberadas -”plena comunhão”), porém, a Missa Gregoriano-Tridentina ainda está proscrita dos altares que lhe foram construídos, dedicados ao Bom Deus e aplacado a ira dos Céus diante de tantas atrocidades!

    Espera, “Dromedária leviana” e sucessores do Iscariotes, o dia da ira do Altíssimo não tarda!

    Senhor, tende piedade de nós!

  10. Thiago 11:34 dá pra ter esperança sim! Só que a esperança n é Roma locuta, causa finita, isso n nos pertence mais.

  11. Eu sinceramente não entendi o que ficou determinado. As práticas dos neocatecumenais não foram consideradas litúrgicas, mas não houve nada decretado para que elas vissem o seu fim. Não entendi.

  12. É engraçado como este “espírito” se contradiz frequentemente por meio de movimentos, todos ditos criados por ele, e que pregam heresias totalmente contrárias à fé da Igreja de sempre.

    Ante as inovações esdrúxulas dos últimos “40 anos”, fico com a verdade inabalável de sempre, que se manifesta de forma dogmática, e por isso mesmo, cabe no axioma “roma locuta, causa finita est”.

    Aqui, cabe, também, uma observação. Tais aprovações não gozam de caráter dogmático, portanto, espero e rezo para Nosso Senhor, que não utilizem de partes do texto, o que é comum nos filhos do Concílio, para espalharem mais erros.

    Antes que nos acusem de também cometer tal tática, de aceitar o que convém, e rejeitar o que não convém, já afirmo de antemão, aceito de forma irrestrita tudo que é DOGMÁTICO na Igreja.

    Ocorre meus caros, que não existe reconstrução, conversão, quando se está fora da verdade. Por mais belo que tudo possa parecer, esta reconstrução é falsa, e cedo ou tarde, culminará em tibieza e no abandono da fé. Por isso, mesmo que tenham sidos diplomáticos, não consideraram que estes grupos e movimentos geram, sem dúvida, grande desordem litúrgica.

    Aliás, nos últimos anos, inclusive nos últimos “40 anos” do caminho, o que mais há é a desordem litúrgica, tudo porque transformaram a Igreja em um laboratório, onde, com um ingrediente especial, que estes chamam de “espírito”, criam todo tipo de seres envoltos em um misticismo próprio, totalmente aversos uns aos outros, mas que convergem em uma coisa, ao ódio contra a história da Igreja e contra a liturgia de sempre.

    Agora, fico imaginando o que certos católicos pretendem afirmar ao dizerem que nos últimos 40 anos, por meio de um movimento, o Espírito Santo reconstrói almas e as reconduz ao caminho (e este não é o movimento). Por acaso ele não fazia isso no passado por meio, e tão somente, por meio da Igreja? Pelos sacramentos? Sem a intermediação ou a pretensão de quem quer que seja?

    A senhora Ana Maria, tão verdadeira em suas colocações, mesmo que discorde do tom, poderia me ajudar a responder estas perguntas?

  13. É o reinado da dialética hegeliana e da bizarra tentativa de agradar gregos e troianos.

    Não me admira nem um pouco que as esquisitices litúrgicas do Caminho Neocatecumenal não tenham sido reprovadas, apenas limitadas, o que são elas se não um desdobramento da missa nova ? Esperavam realmente que as crias do rito protestantizado de Paulo VI fossem proibidas totalmente ? Sem chance.

    “Assim, para exemplificarmos, está fora do reto caminho aquele que quer restituir ao altar a antiga forma de mesa” (Pio XII, Mediator Dei, n0 58).

    Pio XII está se revirando no túmulo.

  14. Pois é Ana Maria, mas não posso esconder minha tristeza… Mas continuemos a lutar.

    Pax vobiscum.

  15. Prezados, o que mais me chamou a atenção foi a seguinte passagem:

    (…) Argüello: “Somos muito gratos a Bento XVI e à Igreja por este ato, no qual vemos e confirmamos que a Igreja é mãe e mestra”.

    E antes disso, eles viam a Igreja como mãe e mestra?
    E se tivessem levado um belo não, iriam considerar a Igreja como mãe e mestra? E iriam refletir no que estavam errados e iriam se corrigir?

  16. Pelo que entendi, as particularidades da celebração do Caminho só podem ser celebradas COMO parte da formação que lhes é própria. Na prática isso quer dizer que não existe um rito neocatecumental, sendo o mesmo rito romano com adaptações restritas ao processo de formação.

    E mais, elas são PÚBLICAS!

  17. Ou seja, na teoria ficou assim, o que vocês fazem não é litúrgico, então devem se ater às normas litúrgicas eclesiais. Mas na prática continuarão fazendo o que fazem e não receberão qualquer sanção.

  18. Foi como eu havia comentado há pouco tempo. Não se lamuriem: agora que já agradaram os modernistas, aí para que os outros não chorem tanto, monsenhor Guido Marini retirará dos museus vaticanos algum artefato ou vestimenta antiga, ou quem sabe mandará inserir na missa de Paulo VI o lavabo, ou o Evangelho de São João, e todos dirão, “oh, como o Santo Padre restaura a Igreja, quanta tradição!”.

    Alguém duvida que o Neocatecumenato fará a mesmíssima coisa que fizeram os bispos há décadas atrás, com aquela Nota Explicativa Previa que Paulo VI fez publicar no final da Lumen Gentium? Uma vez aprovados, eles vão fazer oficialmente tudo o que querem, e agora será ainda mais difícil aos poucos bispos que a eles resistem proibir suas pérfidas atividades. Eis aí a Reforma da reforma…

  19. Olhemos com outros olhos, essa aprovação é mais uma vitória, pois os que realmente buscam a santidade e querem ser salvos, que vivam intensamente a Doutrina e a Tradição da Santa Igreja Católica, respeitando a Santa Missa em seu Rito Extraordinário. Os que não quiserem, terão outros “caminhos”, para isso Nosso Senhor nos deu o livre arbítrio.

    Que a Santíssima Virgem Imaculada proteja os seus Soldados e o Santo Padre Bento XVI.

    Ave Maria Puríssima, Sem Pecado Concebida!

  20. Fábio,
    Apesar de entender o que você disse, discord.
    O santo Padre Pio XII não “está revirando no túmulo”, uma vez que ele já antevia esse triunfo bestial dos modernistas, daí a encíclica Mediator Dei e as referências às Aparições em Fátima.
    Creio que ele, o santo Padre Pio XII está a suplicar que este triste período da Igreja, a “triste noite d’alma” (que dizia Santa Teresa d’Ávila) termine logo, com o resplandecer do Sol Eucarístico, oferecido como vítima sacrificial nos altares!
    Amigo, basta que nos formemos, lutemos e não aceitemos esses ritos de Baal que se estabeleceram na Igreja após essa desgraça conciliar, fomentada por Montini e Bugnini, os novos “Crammers”, destruidores do Sacrifício Eterno em nome do Antropocentrismo que tudo permite!

    Miserere nobis Domine!

  21. Há muito tempo me abstenho de certas discussões, mas dessa vez é preciso falar… e eles é que estão em plena comunhão, certo?? Isso é sofrível!

  22. Ou seja: Continuará tudo como dantes…porém agora, se vc criticar, dizendo que não é liturgia, eles vão responder que foram aprovados…
    Estou desapontado…

  23. Não perco a esperança, claro, mas desisti de tentar entender!
    Oremos…

  24. Caríssimos,

    Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

    Fui membro do Neocatecumenato por treze anos e, assim, o meu entendimento acerca do que aconteceu hoje é um tanto quanto diverso.

    Além da liturgia eucarística, o Caminho tem diversos outros ritos (entrega da Bíblia, primeiro escrutínio, eleição, entrega do Credo, etc.), que não são litúrgicos nem realiados dentro da Missa. Por tudo o que eu sei (embora eu não saiba de tudo), o Diretório Catequético trata sobre estes ritos não litúrgicos, enquanto os estatutos (que não se confundem com o DC) tratam da Eucaristia em si.

    Portanto, se a notícia acima for exata (e tenho minhas dúvidas de que o seja) ficamos assim: o rito eucarístico é aquele que já estava previsto nos Estatutos (Novus Ordo com algumas alterações) e nada de novo acerca dele foi dito; os demais ritos das diversas etapas do Caminho (que constam do DC) estão aprovados, muito embora eu não entenda qual o valor jurídico de tal aprovação (visto não recair ela em qualquer liturgia pública da Igreja).

    Abraços,

    Alexandre Semedo.

  25. Ora, se as celebrações presentes no Diretório catequético dos neocatecumenais não são estritamente litúrgicas, então, elas estão em “meia comunhão” comunhão com a liturgia da Igreja. Se é possível e é válida a “meia comunhão” em matéria litúrgica, porque se diz que a FSSPX estaria em “meia comunhão” e assim fora da Igreja? Por que o princípio é válido somente para a liturgia?

    Em um dos Comentários Eleison de Dom Williamson, ele escreveu que a preocupação de Roma deveria ser se a FSSPX está ou não em comunhão com a doutrina da Igreja. Isto como um critério para avaliar sua comunhão com Roma. Hoje com a aprovação concedida ao Caminho Neocatecumenal, se vê que é possível não estar estritamente em comunhão com a liturgia da Igreja e ao mesmo tempo estar em comunhão com Roma.Absurdo não?

    O fato é que ninguém entende mais como funciona o governo da Igreja. Enquanto uns lutam pela estrita observância litúrgica, Roma aprova as celebrações do Caminho Neocatecumenal, que não são estritamente litúrgicas. Tendo como justificativa a preservação da comunhão, testemunhando que por tal preservação, ela sacrifica sua própria liturgia!

    Deus nos ajude!!!

  26. Foi Canção Nova, agora Neo Catecumenato, Esperemos mais o quê? Quem sabe a aprovação de algum rito afro-xangô-macumborums de alguma CEB?

  27. Meu Deus, será que vamos entrar novamente na era NEGRA da intolerância religiosa! A história esta ai para nos mostrar a onde isso pode chegar… Meus caros irmãos donos desses “comentários”, peçam a Nosso Senhor luz para entender esse movimento, ele é muito confuso, admito, mas quem sou eu para questionar as inspirações do Espírito Santo de Deus. Busquem conhecer esse movimento para poderem fazer uma análise real e caridosa deles.

  28. Lucivaldo, nem todo sopro advém do Espírito Santo, para verificar se de fato o movimento é por Deus inspirado, é necessário averiguar se eles obedecem à doutrina da Igreja. Claramente, eles desobedecem a Igreja em muitos pontos, logo, não pode ser um movimento conduzido por Deus e por Ele querido.

  29. Extrato do Capítulo VII “A demolição de bastiões” do livro “O derradeiro combate do demônio”:

    A Demolição da Liturgia

    Antes do Concílio Vaticano II, os Papas defenderam por unanimidade a antiga liturgia latina da Igreja contra a inovação, reconhecendo que o idioma latino imutável era uma barreira contra a heresia – como o Papa Pio XII ensinou na sua monumental encíclica da liturgia, Mediator Dei. Na verdade, os “reformadores” protestantes do Século XVI a nada tiveram tanto ódio como à Missa Católica tradicional em Latim, a liturgia Damásio-Gregoriana que foi o centro da vida da Igreja desde pelo menos o Século IV (e, provavelmente, ainda mais cedo) até à “reforma” litúrgica do Papa Paulo VI em 1969.

    Em parte alguma se pode ver mais claramente o desejo de destruir – a demolição de bastiões – do que na explicação que o Papa Paulo VI deu sobre a sua decisão de suprimir a Missa tradicional em latim, com mais de 1500 anos de existência, e de a substituir por um rito recentemente inventado de Missa em vernáculo – uma acção totalmente sem precedentes e que os seus antecessores teriam considerado absolutamente inconcebível:

    É aqui que a grande novidade se vai notar, a novidade do idioma. A língua principal da Missa deixará de ser o latim, mas sim a linguagem falada. A introdução do vernáculo será, certamente, um grande sacrifício para aqueles que conhecem a beleza, o poder e a sacralidade expressiva do Latim. Estamos a separar-nos da fala de séculos cristãos; estamos a tornar-nos como intrusos profanos na reserva literária de expressão vocal sagrada. Perderemos uma grande parte daquele bem artístico e espiritual estupendo e incomparável, o Canto Gregoriano. Temos razão para lamentar, quase temos razão para a desorientação. O que podemos pôr no lugar daquele idioma dos anjos? Estamos a deixar algo de valor inestimável. Por quê? O que é mais precioso do que estes valores, dos mais altos que a nossa Igreja possui?

    E, realmente, o que é mais precioso do que «estes valores, dos mais altos que a nossa Igreja possui?» Segundo o Papa Paulo VI, o que era mais precioso era um apelo ao “homem moderno” – que o Papa, aparentemente, considerava tão obtuso que não conseguia perceber nada das orações latinas do Missal Romano, mesmo que esse Missal incluísse traduções vernáculas paralelamente ao Latim. O Papa Paulo VI continuou, respondendo à sua própria pergunta:

    A resposta parecerá banal, quase prosaica. Apesar de ser uma boa resposta, porque é humana, é apostólica. A compreensão da oração é mais importante do que as vestes de seda de que ela está regiamente adornada. A participação das pessoas vale mais – especialmente a participação de pessoas modernas, tão apreciadoras da língua simples que é mais facilmente compreendida e convertida em linguagem do dia-a-dia5.

    O discurso do Papa Paulo VI é um diagrama do que aconteceu a toda a Igreja desde o Concílio. As mudanças conciliares e pós-conciliares – todas elas sem precedentes na História da Igreja – são obra de intrusos profanos que trabalham para destruir algo de valor inestimável, para demolir bastiões que há séculos estavam de pé – não só na liturgia sagrada, mas nos ensinamentos perenes da Igreja. Não foi por acaso que o Vaticano II causou uma destruição sem precedentes: por detrás do Concílio, os seus arquitectos estavam a planear a destruição desde o início. http://www.devilsfinalbattle.com/port/ch7.htm

  30. Será que serão aprovadas também as apostilas secretas do KIKO que incentivam até o homossexualismo?

  31. Pra mim não foi novidade, se aprovaram a RCC, qualquer outra esquisitice passa fácil.

  32. Pelo que pude entender, a Santa Sé permite as celebrações extra liturgicas que fazem parte do “Caminho”, ou seja, por exemplo, as chamadas “entregas”: do Credo, do Pai Nosso, etc…, que são momentos previstos no RICA (Rito de Iniciação Cristã dos Adultos). Tais celebrações, pelo que também entendi, podem ser inseridas dentro da Santa Missa, como já é previsto pelo RICA, mas da forma como costumam fazer os neo-catecumenais. Em relação à Celebração da Eucaristia, não houve nenhuma mudança, é o que se deduz, daquilo que já anteriormente a Santa Sé tinha estabelecido: ou seja, que os neo-catecumenais devem adequar-se às Normas estabelecidas, permitindo-se alterações não substanciais (dentro do quadro permitido de adaptações).
    Mas a “pérola” das palavras do Santo Padre, que inicialmente foram aplaudidas, mas que significou ter que engolir algo bem amargo, diz respeito à questão crucial da formação de duas Igrejas paralelas: uma a da Paróquia, a dos cristãos comuns e a outra a dos eleitos, os neo-catecumenais. O Santo Padre os faz engolir a pílula amarga de entender que a comunidade neo-catecumenal só se justifica, liturgicamente, como um estágio, um momento inicial, que deve desembocar depois na plena integração da vida normal da Paróquia, inclusive naquilo que diz respeito à Celebração da Santa Missa. Pessoalmente, retenho estas palavras do Santo Padre como uma das mais importantes para a readequação do caminho neo-catecumenal na plena comunhão da Igreja.

  33. Acho que tem gente ai em cima que esta precisando se declarar sedevacantista de uma vez por todas… Como assim “Roma locuta, casa finita est” não nos pertence mais?? Acaso Nosso Senhor abandonou a Igreja?
    Essas questões reverente a aprovação não ferem de forma alguma o fato de um papa ser ou não ortodoxo em fé e doutrina. Lembremo-nos que Alexandre VII, Bento XIII e Pio XII aprovaram os ritos chineses. Pio XII chegou a permitir que católicos chineses assistirem cerimônias em honra de Confúcio. Acaso Pio XII foi modernista, herege ou alguma coisa mais?
    Parece que poucos perceberam que essa aprovação foi concedida apenas a um grupo restrito que é o neocatecumenato. A aprovação não atinge a Igreja Universal. As leis liturgicas não foram modificadas. Sem contar também que os ritos aprovados no diretório catequético são ritos feitos extra-missa (mais ou menos como a admissão as ordens sacras, a imposição do escapulário e etc. São ritos feitos fora da missa). Devemos agradecer a Deus por ter nos dado uma papa tão prudente e sábio como é Bento XVI.

  34. Eu não ia comentar… mas essa pra mim foi demais! As “Apostilas secretas” sáo o Diretório Catequetico, aprovado pela Santa Sé. E, até onde eu sei (e não é pouco) o Caminho Neocatecumenal NÃO INCENTIVA práticas homossexuais. Isso é um total absurdo!

  35. Quem vocês pensam que são para reprovar o que o Papa diz?
    Quem vocês pensam que são para atacar um itinerário que só trouxe bons frutos à Igreja, convertendo centenas de milhares?
    É de pessoas como vocês, que atacam o que é bom por mero egoísmo e inveja, que a Igreja não precisa.

  36. caríssimos o movimento neo-cat kiko é um movimento de muita fé ($$$$$$$$$$$), e que reparte essa fé ($$$$$$$$$$$) com aqueles que precisam. a nós que temos pouca fé ($) resta-nos rezar.

  37. relatos de práticas ditas como sendo do catecumenato, enviados por e-mail, por um leitor do site… realmente, muito confiável. Mas em lugar nenhum ali fala de práticas que “incentivam a homossexualidade”.

  38. A polemica das apostilas secretas já vem de longa data:

    Com a palavra o falecido prof. Orlando:

    http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:qHwcDW0ZCXoJ:www.montfort.org.br/old/index.php%3Fsecao%3Dcartas%26subsecao%3Dneocatecumenato%26artigo%3D20040802211942%26lang%3Dbra+apostila+kiko+homossex+montfort&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br

    Segue um pequeno trecho:

    (…
    Ao contar o caso de um homossexual de Florença que fez um curso de iniciação no Neocatecumenato, Kiko ressalta o valor do sentir como sendo algo superior ao compreender.

    “Lembro-me, por exemplo, de um moço de Florença que, diante de todo o mundo, disse: ‘Eu sou homossexual e bendigo a Deus com todo o meu coração porque sou assim. Ia ao psiquiatra, nunca a psicologia me salvou. Hoje, posso testemunhar, diante de todos vocês, que eu sou salvo pelo poder de Jesus Cristo”

    “Dizia isso porque Deus o tinha feito sentir, com uma potência imensa, e ver, com uma clareza enorme, que Deus tinha permitido tal coisa em sua vida para que ficasse para sempre amarrado a Ele. Isso tinha-lhe feito sentir o Senhor até o ponto de ser capaz de dizer diante de todos que Deus, através disto, o tinha apanhado para si e sabia que nunca mais se separaria dele”. (KIko, Apostila cit. pp. 73-74. O sublinhado é meu). ”
    …)

    Ou seja, o cara entrou homo no caminho e continuará homo se continuar nele!

  39. Pedro, a comparação do caso do Caminho Neocatecumenal com o caso dos Ritos Chineses, sem a exposição dos problemas destes ritos, é insuficiente. O principal problema das celebrações Neocatecumenais, até onde eu sei, é que se tratam de celebrações formuladas por leigos, para a celebração de sacerdotes, Bispos, Cardeais e até mesmo do Papa. Isto é no mínimo estranho. Segue-se a este problema, o fato do Caminho neocatecumenal estar praticamente presente em toda Igreja Univesal. Então, não é apenas a aprovação de celebrações apenas para um grupo restrito, mas para um grupo restrito que está dentro de toda Igreja. O que caracteriza um problema da Igreja Universal e não da Igreja local (como no caso dos Ritos Chineses). Acrescente-se a estes problemas o fato do Caminho Neocatecumenal ser um movimento reconhecidamente herético, seja pelos tradicionalistas ou pelos até mesmo pelos neo-conservadores. Além é claro de ser uma igreja, dentro da própria Igreja, como pode se notar no comentário de Dom Antônio Carlos.

    Para os que pensam que se trata apenas de Rito Extra-Missa, vejam no link abaixo o próprio Papa (não sei se como Padre, Bispo ou Cardeal), consagrando uma coisa que lembra um enorme pão sírio:

    http://www.cammino.info/2012/01/vaticano-presto-approvata-la-liturgia-del-cammino-neocatecumenale/

    Mesma foto e outra com João Paulo celebrando:

    http://chisinasconde.blogspot.com/2011/12/nota-laudatoria-della-congregazione-per.html

    A paróquia neocatecumenal

    http://neocatecumenali.blogspot.com/2011/04/le-parrocchie-neocatecumenizzate.html

  40. Chinero, a observação de Dom Lourenço “Unidade na diversidade”, foi muito boa. Eu apenas diria, que a dita “unidade na diversidade”, corresponde integralmente ao modernismo, que é exatamente a “síntese de todas as heresias” de que falou São Pio X na Pascendi. Isto sendo realizada pelo ecumenismo conciliar…

  41. Eu inicialmente entendi como Dom Antonio Carlos comentou acima, mas como fiquei na dúvida esperei alguma lúcida interpretação do fato. Pelo que vejo estava correto na minha interpretação inicial.

    Quanto aos que ficam aqui (ou em qualquer outro lugar) de chororô pelos que criticam o caminho neocatecumenal, conheço seus frutos na minha paróquia e posso dizer que não são lá dos melhores. Como são a imensa maioria, els decidem quase tudo a respeito de serviço, praticamente restringindo a quem faz parte do movimento.

    Com todo respeito aos adeptos, e reconhecendo a mão de Deus no movimento, mas existem problemas sim. Se não for geral, pelo menos é localizado na minha paróquia.

  42. Reverendíssimo Padre Bruno Costa,
    Sua benção!

    Me perdoe a sinceridade, mas acredito que essa sua afirmação é um tanto quanto pesada e infundada. Desta forma, parece que a Santa Sé vendeu a aprovação do Neo Catecumenato, o que constituiria um escândalo sem tamanho. Acho que esse tipo de afirmação, ainda que seja feita apenas com um intuito ilustrativo, é um tanto quanto séria e grave e pode colocar muitos em confusão.

  43. “Poco fa vi è stato letto il Decreto con cui vengono approvate le celebrazioni presenti nel “Direttorio Catechetico del Cammino Neocatecumenale”, che non sono strettamente liturgiche, ma fanno parte dell’itinerario di crescita nella fede. E’ un altro elemento che vi mostra come la Chiesa vi accompagni con attenzione in un paziente discernimento, che comprende la vostra ricchezza, ma guarda anche alla comunione e all’armonia dell’intero Corpus Ecclesiae.”(Trecho do Discurso do Santo Padre. O que foram aprovadas são as celebrações presentes no “Diretório Catequétic do Caminho…”, QUE NÃO SÃO ESTRITAMENTE LITÚRGICAS, mas fazem parte do itinerário de crescimento na fé. Ou seja, as cerimonias “internas”do Caminho (entrega do Símbolo, da Cruz, do pai Nosso, etc…) e não a Celebração da Eucarístia.
    O Decreto de aprovação é o seguinte:

    “Con decreto dell’11 maggio 2008, il Pontificio Consiglio per i Laici ebbe ad approvare in modo definitivo lo Statuto del Cammino Neocatecumenale e, successivamente, dopo aver debitamente consultato la Congregazione per la Dottrina della Fede, con decreto del 26 dicembre 2010, diede la sua approvazione alla pubblicazione del Direttorio catechetico come sussidio valido e vincolante per le catechesi del Cammino Neocatecumenale.
    Ora, visti gli articoli 131, e 133, §1e §2, della Costituzione apostolica Pastor Bonus sulla Curia Romana, il Pontificio Consiglio per i Laici, avuto il parere favorevole della Congregazione per il Culto Divino e la Disciplina dei Sacramenti, concede l’approvazione a quelle celebrazioni contenute nel Direttorio Catechetico del Cammino Neocatecumenale che non risultano per la loro natura già normate dai Libri liturgici della Chiesa”.

    Ou seja as últimas duas linhas esclarecem:”…concede a aprovação àquelas celebrações contidas no Diretório Catequético do Caminho Neocatecumenal QUE NÃO RESULTAM PELA SUA PRÓPRIA NATUREZA JÁ NORMATIZADAS PELOS LIVROS LITÚRGICOS DA IGREJA”. Ou seja, as Cerimônias litúrgicas da Igreja, como a Santa Missa, devem ser realizadas segundo as Normas estabelecidas pelos livros litúrgicos. Não há possibilidade de outra interpretação…

  44. Caro Pedro. Deus lhe abençoe.
    desculpe-me pela minha mensagem concisa, creio que necessita maiores explicações.
    Não creio de forma alguma que a dita aprovação tenha sido vendida; embora na história recente da Igreja existam casos de Ananias que tentaram comprar o sagrado. Creio que alguns comentários anteriores já explanaram muito bem o ocorrido, infelizmente mais uma vez Roma quis agradar gregos e troianos dizendo que sim que parece um não, mas na verdade é um sim, ou não como diria um ilustre baiano.
    Quando me referi a questão pecuniária não estou sendo leviano, estou me baseando em fatos recentes ocorridos infelizmente em nossa Santa igreja.
    Somente quem se faz de cego e surdo não lembra o quanto certos movimentos (que o diga nuestro padrecito Maciel) tentaram, ou melhor, até corromperam altas patentes eclesiásticas com presentinhos; justamente no afã de conseguir favores para suas comunidades.
    caro Pedro muita água ainda vai rolar embaixo desta ponte.
    Gostaria de poder falar dos graves problemas (emocionais, psicológicos e espirituais e mesmo doutrinais) por que passam pessoas (leigos em sua maioria que eu conheço) que seguem o sr. kiko, mas a discretio me impede.
    Acima de tudo rezemos pela Santa Igreja e pelo Santo Padre.

  45. Já que n vai publicar meus comentários, seja ao menos honesto e delete os dois que se referem a minha pessoa. Pq ficou a impressão que eu fugi!

    • Ana, por favor, não deixe de responder às pessoas que se dirigiram a você, mas atente-se às normas para os comentários…

      A todos os amigos: ajudem a tornar a vida do moderador possível. Recordem-se que não é só o seu comentário que é moderado, mas muitos outros… e que é preciso manter um pouco de ordem para isso aqui continuar funcionando! Aqui não é o espaço para resolver desavenças pessoais… por isso ao menos o básico de civilidade é necessário.

  46. Notícias como essa me fazem lembrar o que dizia Dom Lefebvre: quem mudou foram eles (Santa Sé) não nós.

  47. Meu Deus quantas coisas absurdas e pesadas foram escritas! Meus irmãos, esse povo só querem viver sua fé em comunhão com a Santa Igreja, caso contrário não buscariam a aprovação Dela. Pois eles são nossos irmãos que decidiram seguir por outro “caminho” de conversão. Peçamos a Deus que ilumine cada um de seus membros para que se estão errados que se corrijam, e é só o que podemos fazer, não nos cabe fazer julgamentos…
    Paz e Bem!

  48. “Perigosíssimos” amigos o FRATRES;

    Imaginem se há algo que envolva SOMENTE o dinheiro ($$$$$$$$$$$$$)?!!
    NÃO!!!
    Absolutamente NÃO!!!
    Porém, envolve outras coisas, o dinheiro ($$$$$$$$$$) vem como um “adendo”.
    Entendam-me, por favor:
    A igreja conciliar NÃO tem mais VOCAÇÕES, afinal ,quem (entendam-me, digo pessoas sérias e com profundo amor a Deus e às almas) em sã consciência dedicaria sua vida num instituição à beira do abismo?
    Digo isso porque os centros de deformação, digo, os centros de formação, que substituíram os Seminários (coisa antiquada – dá época do Trento!) seguindo o Presbyterorum Ordinis, colocam em dúvida pontos essenciais da Fé.
    Não acredita?
    Pergunte a um jovem padre conciliar sobre a eucaristia, se é memorial ou se é real?
    Não se espante, mas fiz isso várias vezes, como quem não quer nada, como um simples fiel que pouco entende de Catecismo, quem dirá de Teologia, como a grande maioria da população brasileira.
    Tenho um amigo que perguntou a um padre conciliar se por acaso “Jesus” (não poderia chamá-lo de Cristo, claro, ofenderai aos “irmãos mais velhos”) teria realizado o milagre da multiplicação dos pães.
    A resposta foi muito simples: “Jesus incentivou que a ‘comunidade’ partilhasse seus dons.” O amigo insistiu e o padre conciliar, recém deformado, prontinho para deformar a ‘comunidade’, disse que não, que esse “seria apenas um recurso de linguagem, uma mensagem da boa nova para catequese, que na verdade o evangelho convida à partilha, que Jesus não ficaria ‘dando show’”. (Claro, Ele era sério!)
    Em uma instituição onde não se acredita no Fundador, em Cristo, Nosso Senhor, como poderá alguém em sã consciência permanecer? Querer santificar os irmãos, num lugar onde não se crê na santidade de seu Divino Fundador???
    Assim, os Neocatecúmenos têm algo mais importante que o dinheiro ($$$$$$$$$), caro amigo Pe. Bruno:
    o Caminho Neocatecumenal tem VOCAÇÕES, centenas delas! A cada Encontro Mundial da Juventude, um dia após as pantomimas juvenis, há um “Chamado Vocacional”, onde centenas de “kikos” se oferecem.
    Eles são deformados, digo formados, em seus próprios centros, onde as más influências litúrgicas são alicerçadas. Creio que eles têm uma formação menos deformada que seus congêneres diocesanos e religiosos comuns, pobres apóstatas sem o mínimo de cultura filosófica… Quem dirá Teológica… Mal conhecem o “Catecismo da Igreja Católica”, que parece completar 20 anos… Se mal conhecem o “Catecismo da Igreja Católica, escrito em termos muito “difíciu”, quem dirá a Teologia Católica, Teologia séria, não essas coisas de Boff, Rahner, nem a teologia de Fábio de melo, Chalita, Costinha ou Dercy.
    Porém, é algo que o Sr. Dom Antônio (será ele um bispo conciliar?! Membro da CNB do B e Grande sucessor de um Apóstolo?) se esqueceu de um tema simples da Teologia, ou terá estudado nos novos livros Boffísticos/Fabísticos/ Dercyísticos?
    Se Vossa Excelência não se recorda, ou, tampouco o tenha estudado, ou ouvido falar: se crê como se reza. Reza-se como se crê. Lex Orandi – Lex Credendi. Essa relação é que nos mostra a essência do problema.
    O que a igreja conciliar precisa é de VOCAÇÕES, ou melhor, de padres conciliares, que simplesmente repitam suas crenças modernistas e apóstatas (por Amor de Deus – não venham com ingenuidade de afirmar que essas “celebrações neocatecumenais” não sejam apóstatas – no mínimo têm um matiz judaizante, que o Apóstolo ad Gentes, São Paulo, tanto lutou contra!
    Já encontramos com Cristo, Luz dos Povos, e não mais necessitamos esperar a chegada do Messias! Ele já veio, apenas voltar´´a para julgar os vivos e os mortos.
    A “liturgia kika” busca apenas apresentar um pouco mais de espiritualidade que a liturgia protestantizada de Montini/Bugnini, vazia e árida (mais até que a pantomima de Crammer, no anglicanismo), perdoe-me o “liturgo Mor D. Oppermann.
    Porém, está repleta de significados judaicos.
    Sim, nossa Fé Cristã tem suas raízes na Fé Hebraica, porém, Cristo já superou todos os ritos sinagogais, ou seja, Ele é a realização da Profecia. Ele é o Novo Moisés, enfim, como nos diz São Paulo, “Ele é o Novo Adão”, ou seja, cria uma nova humanidade: a Igreja, o Novo Israel, predito pelos santos Profetas da Antiga Lei.
    Não há sentido ficar imitando algo, como a ceia ritual hebraica, utilizando-se de símbolos sacros hebraicos, como a Menorah, sendo que São Paulo aboliu este uso, ao abolir para todos os cristãos a circuncisão, vide o Livro dos Atos dos Apóstolos, onde o Concílio de Jerusalém, este sim, extremamente Dogmático (formula os primeiros fundamentos de nossa Santa Fé, independente de qualquer “influência judaizante”!).
    Não necessitamos de liturgias “inspiradas”, que tenham convertido milhares de pessoas… A Igreja Católica, durante mais de dois mil anos, converteu continentes inteiros, civilizou o mundo ocidental, e transformou a civilização com os ideais de Cristo, com uma mesma Liturgia, com a Missa Gregoriano-Tridentina.
    É muito diverso dos dias atuais, onde há na verdade uma “desconversão” de milhares de pessoas!
    Quem vai permanecer numa igreja onde o seu Deus é um ser incapaz de realizar um milagre? Onde o seu Deus é apenas um líder social?
    Prezado Pedro, creio que você compreendeu como muito pesado o que disse o Pe. Bruno Costa, mas infelizmente não é.
    Seria uma consequência desta triste realidade na qual estamos imersos, ou seja, faltam vocações, acaba-se não tendo dinheiro nem para as despesas mínimas de uma “comunidade paroquial”.
    Tenho uma capela em minha casa, pois tenho a felicidade de viver com minha família em uma fazenda, ótimo lugar para se criar quatro filhos… Sei o quanto custa manter uma capela, imagino o quanto será manter uma matriz ou uma paróqui, digo ‘comunidade’!
    Por este motivo que eles necessitam tanto de padres. O Caminho Neocatecumenal lhes oferece muitos.
    Com padres numerosos, ainda que não pussuam uma formação ideal, acabam suprindo as necessidades da igreja conciliar.
    Humanamente falando, são menos perniciosos que outros padres como os que vemos por este nosso imenso Brasil, desde o padre metrossexual até ostristes exemplos, infelizmente, abundantes de Arapiraca…
    Assim, com muitos padres, ainda que não sejam Sacerdotes segundo o Coração do Altíssimo, fica mais fácil manter a estrutura da igreja conciliar.
    Dessa forma, a “liturgia kika” em nada se difere da “liturgia conciliar”, da missa de Montini/Bugnini, e de sua espiritualidade vazia.
    Finalmente, se alguém acredita que esses movimentos são “inspirados”, penso que seria o cúmulo da ingenuidade, uma vez que a única “inspiração” possível, seria uma reação contrária ao vazio e sequidão espiritual da tal missa de Montini/Bugnini, a “Forma Ordinária”.
    Creio que podem sim “inovar”, cada vez mais, essa “Forma Ordinária”, já que se mostra vazia, seca, sem o mínimo de espiritualidade, sem sacralidade, sem mistério, sem sacrifício!
    Se querem tanto “se inspirar” nos rituais hebreus, inspirem-se no maior Ritual Hebraico: o Sacrifício Cruento do Cordeiro de Deus, Aquele que arranca o pecado do mundo, o Holocausto do Filho de Deus no lenho da Cruz, escândalo para os gregos, ignomínia para os judeus, como nos ensina São Paulo!
    Creio que apenas um “mergulho” na espiritualidade Católica, a mesma que inspirou São Bento, São Bernardo, São Francisco, Santo Domingos e Santa Catarina de Sena, Sanata Teresa de Ávila, Santo Inácio de Loyola, São Vicente de Paulo, o Santo Frei Galvão ou o Santo Padre Pio de Pietralcina, todos frutos da Igreja Católica, com a Missa Gregoriano-Tridentina, pode nos oferecer os meios e as luzes necessárias para que possamos compreender, clara e evidentemente, a exasperante realidade da igreja conciliar… Que agoniza em meio às suas contradições… E a “reforma da reforma”???
    Bem, cada um tem os frutos que pode: a Igreja Católica Apostólica Romana, cuja Fé remonta ao Cristo, Nosso Senhor e Rei eterno, tem todos os Santos e Santas que hoje veneramos e os tomamos como exemplos de vida.
    A igreja conciliar tem os kikos, os RC”C”, a CN, os Padres Fábio, Joãozinho, Zezinho e Luizinho…
    Cada um mostra o fruto que produz…
    “Nós anunciamos o Cristo Crucificado, escândalo para os gregos, ignomínia para os judeus”!
    Anuciamos o Cristo, cuja Igreja converteu povos e nações, plantando em continentes interios a Cruz, nossa única esperança!
    “Pelos frutos conhecereis a árvore”, disse-nos Jesus Cristo, Nosso Senhor e Rei, Aquele que era, é e sempre será o Cordeiro de Deus, que arranca o pecado do mundo!
    Viva Cristo Rei!

  49. Definitivamente virou república das bananas. A politicamente das autoridades vaticanas já extrapolou todo o limite do toleravel , toda boa vontade para com o Papa demonstra-se inútil, as novas nomeações em sua maioria são muito ruins, os seminários estão mais preocupados em respeitar uma simples burocracia cegamente e não em defender a fé, se vê em todo o lado uma linguagem dupla para agradar a gregos e troianos. Até o Santo padre que aparentemente é defensor da reforma da reforma aprova uma bizarrice dessas que vai absolutamente contra aquilo.
    Se rebelar contra muitas dessas normas vaticanas chega a ser até obrigação, pois uma lei iníqua não é verdadeiramente uma lei e por tanto não obriga .
    Deus tenha piedade.

  50. Caro Lucivaldo, ofs.;

    Paz e Bem pra você também!

    Creio que como membro de uma “fraternidade franciscana”, antigamente se chamava “Ordem Terceira”, devemos seguir o exemplo de “nosso pai” São Francisco. Pertenço à Ordem Terceira de S. Francisco das Chagas da Porciúncula.
    O “Pobrezinho de Assis” não mediu esforços para enviar seus primeiros frades às terras onde grassava a heresia, tal como Albi, onde o grande Santo Antônioi de Pádua/Lisboa, “nosso irmão”, levou a Palavra de Deus e converteu a tantas almas!
    São Francisco tinha certeza que Maomé era um embusteiro, um anticristo, por essa razão foi à Terra Santa, conseguiu ser recebido e conseguiu converter um Sultão, com o modus operandi da Igreja…
    Se “nosso Pai”, São Francisco, que teve a oportunidade de fundar uma “outra igreja”, com uma “outra liturgia” nunca o fez, diversamente desses orgulhosos fundadores… Falta-lhes um simples princípio de humildade cristã… Talvez, a obscuridade conciliar não possibilitou-lhes observar este belo exemplo em “nosso Pai” São Francisco!
    Lucivaldo, meu “irmão franciscano”, “nosso Pai” São Francisco, creio que dentre todos os Santos foi o que mais imitou Nosso Senhor em Sua Humildade, Pobreza, Simplicidade e o Amor que teve à Paixão do Divino Redentor, não deixou que ele, o maior exemplo de humildade e santidade cristã, pudesse tornar-se Sacerdote.
    Sua Fé firme e inabalável, demonstra a nós, “seus filhos, limitados e incapazes”, possamos continuar seu testemunho de Amor à Cruz de Cristo e a defesa da nossa Santa Fé.
    Um exemplo desse amor franciscano, de doação da vida são os nossos “irmãos” de Yorshire, que morreram por não aceitar que um homem, ainda que fosse o Rei de Inglaterra, se colocasse acima do Vigário de Cristo.
    Hoje, caríssimo, o homem Kiko Argüelo, um espanhol “testarudo y orgulloso”, se coloca acima do Vigário de Cristo: impõe “SEU modo de evangelizar”, “um MODO NOVO, inspirado, que converte a centenas”, mas que nunca foi o modo com o qual os Santos Apóstolos, ou “nosso Pai” São Francisco usaram…
    Creio que você, meu Irmão, não percebeu este diferencial… Bem, espero que não o tenha percebido…
    Caríssimo, dentre um “novo modo de evangelizar”, “um novo modo de ser igreja”, “compreendendo tudo e tudo aceitando como bom, como bem”, prefiro ficar com o “modo bimilenar”, aquele mesmo que “nosso Pai” usou para converter a tantos e que milhares de nossos “irmãos” das três Ordens se santificaram e santificaram a muitos!
    Lucivaldo, estive no México, onde a Santíssima Mãe de Deus nos ofereceu Seu Retrato Celestial!
    Essa Terra bendito, México Generoso, onde milhares derramaram o sangue, dando suas vidas apenas por crer que Cristo é Rei, trucidados por liberais e maçons, foi evangelizado pelos Filhos de “nosso Pai” São Francisco!
    Desse mesmo “modo bimilenar” um outro Filho de “nosso Pai” São Francisco, quebrou a frieza e a dureza de um coração judaico petrificado… Tal como São Francisco e o Sultão, acabou encontrando nele alguma terra fértil, lançando a Semente do Cristo, e que transformou-se numa Árvore Frondosa!
    Meu Irmão, sou fruto dessa conversão!
    Não precisamos mais ficar repetindo ceias rituais e ascendendo velinhas, cobrindo as cabeças e sonhando com a vinda de uma Messias…
    Jesus Cristo é o Messias, o Cordeiro de Deus que arranca o pecado do mundo!
    Ele fez o holocausto definitivo!
    Fomos conduzidos ao Cristo, o Messias esperado e Profetizado, por um humilde Filho de São Francisco, que com o “modo bimilenar”, trouxe minha família à vida, das trevas a Luz de Cristo!
    Meu Irmão, que “nosso Pai” São Francisco possa por suas Santas Chagas, iluminar você, a fim de que possa viver o ideal do Pobrezinho de Assis, que tão limitadamente me esforço em viver!
    Não precisamos de nenhuma “novidade”, basta-nos viver tal como fez nosso amado “Pai” São Francisco!

    Pax et Bonum!

  51. Vejam o Cristo Rei do Kiko:

    Texto (muito bom) com a foto

    http://fidesetforma.blogspot.com/2012/01/il-cammino-neocatecumenale-e-la-riforma.html

    Link para foto maior:

    É muito tosco, uma blasfêmia.

  52. Rezemos para que Bento XVI pare de dá “uma martelada no prego e outa na ferradura”!

  53. Sr. Felipe Leão diz: “Porém, é algo que o Sr. Dom Antônio (será ele um bispo conciliar?! Membro da CNB do B e Grande sucessor de um Apóstolo?) se esqueceu de um tema simples da Teologia, ou terá estudado nos novos livros Boffísticos/Fabísticos/ Dercyísticos?
    Se Vossa Excelência não se recorda, ou, tampouco o tenha estudado, ou ouvido falar: se crê como se reza. Reza-se como se crê. Lex Orandi – Lex Credendi. Essa relação é que nos mostra a essência do problema”.

    Sr. Felipe Leão, apresento-me muito brevemente. Não me julgue mal, sem conhecer-me e sem saber o quanto de sofrimento e de perseguições suportei em minha vida por querer estar com a Igreja e com o Papa… Seja justo.
    1. Sou um Bispo “Conciliar”porque fui sagrado Bispo após o Concílio Vaticano II, e o reconheço como um dos Concílios da Igreja, assim como o Santo Padre Bento XVI também o reconhece. O que se fez em nome do “espírito” Concilio posteriormente, contrariando em alguns aspectos toda a sagrada Tradição… tenho como inaceitável
    2. Sou membro da CNBB, porque sou Bispo com a “missio” no Brasil… não poderia ser diferente. Pelas regras canônicas hoje em vigor, todo Bispo é automaticamente integrado, após receber um encargo pastoral em um país determinado, a uma Conferência Episcopal, naturalmente não os senhores Núncios e nem os senhores Bispos que trabalham na Cúria Romana…
    3. Estudei, no período formativo, os novos livros de autores citados (naturalmente, não os “Dercyisticos” que não são do meu conhecimento…”) porque não tive outra oportunidade. No meu tempo de estudos, esta era a realidade e não existia outra possibilidade para um jovem seminarista que amava a Igreja e tinha escutado o chamado para o sacerdócio. Posteriormente, com inúmeras dificuldades, perseguições e incompreensões, consegui estudar “outros” autores, aqueles verdadeiramente católicos. Tive esta graça “ad posteriorem”. Deus tem seus caminhos… O senhor Felipe, que não me conhece, não sabe o que significou para mim ter decidido, no meio da realidade eclesial em que vivi meu sacerdócio, ficar com o Papa e com a Igreja…
    4. A essência da questão, para mim, é aquilo que o Santo Padre aponta como tal: ver no Caminho um valor, possível de ser integrado ao contexto eclesial, e ajudar o Movimento a fazê-lo, ou seja a integrar-se “catolicamente” na Igreja. Esta tem sido a postura do Santo Padre em todas as situações: oferecer meios possíveis para que todas as realidades eclesiais, novas e antigas, mesmo aquelas que se colocaram fora da Igreja, possam encontrar um lugar na Una, Santa, Católica e Apostólica Igreja de Cristo. Os tempos são difíceis, como o senhor bem o sabe. E cabe ao Santo Padre uma missão crucial: ser Cristo na terra para os Neo catecumenais, para os RCC, para os que, por causa da TL perderam a razão da própria fé, para os católicos ligados à Fraternidade SPX, etc… Claro, nem todos os problemas são idênticos, nem todos tem a mesma raiz, nem as mesmas motivações. Sem ingenuidades, não é: pobre Santo Padre que tem que interagir com quem, muitas vêzes, não quer nada… Por esta e por outras é que, a meu ver, cabe-nos antes de tudo, uma visão de fé firme, de esperança e confiança na ação da Graça, e de caridade para não fechar as portas que conduzem à salvação…

  54. Pessoal, gostaria de comunicar que me inspirei (ou melhor, fui inspirado) a criar um novo grupo na Igreja!

    Na missa, que no nosso grupo se chamará reunião, cada um ficará responsável por preparar uma parte. A ideia é deixar que o Espírito Santo inspire cada um a ser criativo e a se expressar liturgicamente de forma livre. Assim, iremos promover o maior dom do Espírito Santo, a libertinagem.
    No momento da “consagração”, cada um terá um hóstia em mãos, e falarão todos juntos a fórmula que for inspirada no momento.
    O canto litúrgico será liberado, mas é fortemente recomendado que ele se adapte aos novos tempos, se aproximando do homem moderno. Assim, usaremos o sertanejo universitário como base da nova música sacra.
    Cada fiel usará uma estola, na cor preferida de cada um; o sermão será feito pelos leigos, escolhidos por sorteio, e de assuntos que promovam a unidade: um dia sobre budismo, outro sobre macumba, outro sobre espiritismo. Nunca falando mal, claro. Se sobrar tempo, podemos falar de Jesus e de sua preferência pelos pobres.

    Convido a todos para entrarem no grupo, que é mais um “caminho” para Cristo. Iremos solicitar a aprovação da Santa Sé assim que iniciarmos as atividades.

    E vocês, arrogantes e fariseus tradicionalistas, não me venham com críticas! É apenas mais um grupo que quer a plena comunhão com a Igreja, “Mãe e Mestra”, e com o Papa!

  55. Adendo: Consideraremos a Igreja como “Mãe” sempre que ela passar a mão em nossas cabeças e aceitar nossas ideias, mesmo que revolucionárias. Consideraremos a Igreja como Mestra sempre que ela não pretender nos ensinar, mas sim aprovar e ratificar a nossa visão nova sobre o cristianismo moderno.

  56. Caríssimo Felipe Leão, gostei muito do seu segundo comentário. Realmente, a situação presente lembra muito a Noite Escura da Alma, da qual muitos santos nos falaram, especialmente São João da Cruz.

    A impressão de que Deus abandonou a Igreja é muito forte, embora os que mantenham a Fé saibam que isso é impossível. E assim, um a um vão caindo muitos dos que estavam de pé.

    Quantos entraram na noite escura em suas almas e abandonaram o progresso espiritual em outros tempos?

    Mas se essa é a vontade do Bom Deus, que seja feita!

    Rezemos muito para que Nossa Senhora nos sustente e nos mantenha em pé nessa dura provação. E com a confiança de que seu Imaculado Coração há de triunfar!

  57. Adendo 2: O novo grupo se chamará “Movimento NeoPentecostal Apostólico Moderno”.
    Decidimos também incluir aulas de Ioga durante as “reuniões litúrgicas” (missas, para os não iniciados).
    E estamos abertos para todo tipo de ideia, de forma a prepararmos a “apostila” que será enviada para aprovação do Vaticano.

  58. (Ferretti, perdão pela minha “enxurrada” de comentários…)

    Já cansei de ficar me consolando com o pensamento de “podem falar o que quiser, já que não é dogmático e eu não preciso acreditar”. É justamente a falta do dogmático que colocou a Igreja em crise. É o discurso pastoral que está arruinando a Fé.

    E mais: talvez os discursos do Papa sejam ortodoxos. O problema, que já é crônico na Igreja pós-concilio, é a falta de clareza. É tão difícil pegar a caneta ou o microfone e dizer: “isso pode, isso não pode; tal coisa está certa, tal coisa está errada”? Essa falta de clareza faz com que pobres miseráveis como nós tenham de ficar discutindo até a morte para saber realmente o que está acontecendo.

    Chega de pastoralidade! Chega de falta de clareza!

    O sal se tornou insosso. Está sendo lançado fora e calcado pelo homens. E isso não é obra do Concílio?

  59. O texto que indiquei com a imagem do Cristo Rei do Kiko, se chama “O Caminho Neocatecumenal e a reforma da reforma da reforma da…” de autoria de Francesco Colafemmina. No texto ele defende que, qualquer pessoa que diser não ter sido aprovada a liturgia neocatecumenal, mas só algumas cerimônias não estritatemente litúrgicas, está certo. No entanto, já na sequência ele adverte que alguns pontos precisam ser esclarecidos e este esclarecimento consiste em demonstrar, que não existe uma liturgia neocatecumenal, mas uma maneira única deste movimento de viver a liturgia da Igreja. Porque segundo ele, o problema litúrgico do caminho, é um problema estético de uma estética pessoal, que obviamente está em contraste com a estética católica. No fim da leitura do artigo, chega-se a conclusão de que o Caminho desejava exatamente a aprovação destas cerimônias, não de uma liturgia própria, pois naquilo que diz respeito a eucaristia (por exemplo), o caminho (pelo menos em seu estatuto) segue as rúbricas litúrgicas, vejam:

    “Na celebração da Eucarística na pequena comunidade se seguem os livros litúrgicos aprovados do Rito Romano, feita exceção para a concessão explícita da Santa Sé. Por quanto concerne a distribuição da Santa Comunhão sobre as duas espécies, os neocatecumenais a recebem em pé, voltando ao próprio lugar.” Estatutos (art. 14, comma 3)

    E a culpa disso tudo para o autor é do Cardeal Canizares, que recebe dele duras criticas por continuar a permitir a substituição do altar por mesas, e agora no caso do Caminho do crucifixo pela menorah judaica. De qualquer forma, isto poderia acontecer: os grandes críticos da nova liturgia viram na substituição do altar pela mesa, uma tentativa de aproximação com a ceia protestante, mas está por sua vez, é uma aproximação da Páscoa judaica, que é celebrada justamente na mesa. Particularmente não concordo com o parecer dele em por toda culpa no Cardeal Canizares, pois ele é um funcionário do Papa e antes de aprovar o Caminho, o próprio trabalho do Cardeal tem que ser aprovado ou reprovado pelo Papa. É complicado…

  60. Excelência Reverendíssima;

    A Paz esteja contigo!

    Desculpe-me, peço-lhe perdão por minha irreverente crítica.
    Tenho um grande amigo em Porto Alegre que sempre fala muito bem de Vossa Excelência.
    Infelizmente, Dom Keller, a realidade nos deixa tão assustados e tão feridos espiritualmente que as reações, ainda que civilizado e com boa formação humana e acadêmica, acabamos nos comportando qual animais acuados… Perdôe-me, porém, creio que tive essa reação.
    Creio que o Senhor Bispo saberá compreender a indignação de um Católico em meio à “noite triste d’Alma”, que dizia Santa Madre Teresa, a qual V. Excia tanto conhece, uma vez que é Doutor em Espiritualidade.
    Creio que a presença de V. Excia. em nosso FRATRES nos enriquece muito, ainda mais num momento de crise no qual vivemos, ter um Bispo Católico é muito incentivador! É como um refrigério para quem caminha no “solo árido eclesial ” da atualidade.
    Uma vez mais, peço-lhe desculpas, porém, diante de tantas realidades que escancaram um distanciamento dos ensinamentos eternos da Santa Igreja, creio que V. Excia. saberá compreender-me.
    Ademais, Dom Keller, sua resposta e presença em “nosso” FRATRES é um claro sinal de que ainda que estejamos imersos numa “noite triste d’Alma”, há ainda uma luz a iluminar…
    Saiba que Vossa Excelência mostra que há esperança para a Igreja, e feliz o povo que o tem como Pastor!
    Que a Santíssima Virgem Negra de Aparecida o cubra com Seu Manto, protegendo-o e o encorajando nas dificuldades!
    Como bem nos disse outro “perigosíssimo” membro de nossos debates neste FRATRES, o Israel, é realmente impossível crer que Deus tenha abandonado a nossa Igreja!
    Dom Keller, agradeço o ensino e me recomendo às suas piedosas orações, bem como minha esposa e meus quatro filhinhos!
    Que Santo Atanásio e São ohn Fischer lhe abençõem e intercedam por seu ministério pastoral, fazendo-o fecundo e fiel à Roma, dos Mártires e dos Santos.
    Com meus sinceros respeitos e filial admiração:

    Felipe Ioseph Leão Steiner

  61. Desculpe-me, uma vez mais, fiz a “correção”, mas meu teclado está ruim, meninos brincando ao redor…
    Onde se lê ohn, entenda-se John.
    Desculpem-me!

    Felipe.

  62. Dom Antonio, gostaria de lhe pedir que o senhor se preparasse, pois se a Mãe de Deus dignar-se a atender as orações de dois sacerdotes e desse pobre que vos escreve, em breve o senhor será transferido para a nossa Diocese!

    Suplico a vossa bênção episcopal sobre todos nós que, com boas intenções, nos reunimos nesse blog, ansiosos pela vitória da Santa Igreja sobre os inimigos!

    E que o Bom Deus o guarde e o proteja firme e forte na luta.

  63. Tenho certeza que ai em cima tem uma pedrinha que precisa virar rocha!

  64. Caríssimos irmãos Felipe Leão, Israel, Ana Maria, GM Ferretti e demais do “Fratres in unum””
    Só tenho a agradecer a compreensão e peço suas orações.
    “Quam bonum est et quam jucundum, habitare fratres in unum”
    As portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja.
    Deus os abençoe.

  65. Minha esperança é no JUIZO FINAL.Cada vez mais a apostasia cresce a o Anticristo se aproxima.A Igreja e o mundo chegou aos tempos do fim.O amor as novidades dominam os espíritos , o dilúvio se aproxima.

    Mas quem perseverar até o fim será salvo.

  66. “Perigosíssimos” amigos deste “nosso” FRATRES;

    Fico realmente satisfeito ao ver que existem pessoas dispostas à lutar pela Igreja de Crsito!
    Agradeços à compreensão e palavras de D. Keller!
    Recebi hoje um livro: “En las aguas turbias del Concilio Vaticano II”, de Átila Silke Guimarães, editado em língua espanhola, de um grande amigo, colega de residência, que passando férias na lindíssima Santiago de Chile, foi à Missa, numa Capela da FSSPX, Corazón Inmaculado de María, e ao ver este livro, trouxe-me um exemplar como presente!
    Que bom se conseguíssemos que alguma Editora séria o publicasse em português!
    Pelo que percebi, de uma leitura inicial, este livro faz parte de uma extensa obra em 12 (doze) volumes, sendo que este, o primeiro volume, trata justamente da linguagem ambígua empregada no concílio e no post concílio, intencionalmente, a fim de ser explorada pelos “progressistas”, que nada mais são que uma nova roupagem dos modernistas, excomungados por S. Pio X.
    Espero que os “PERIGOSÍSSIMOS” amigos e “CUMPANHEIROS”, (como sempre diz nossa amiga Ana Maria), possamos nos formar e nos fortalecer para este árduo combate!
    Estava muito triste e desiludido, principalmente após saber da “aprovação” das pantomimas neocatecumenais, porém, como Deus é Misericordioso!
    Não posso mais generalizar que toda a CNB do B é uma matilha, uma caterva de apóstatas…
    Graças ao Bom Deus, há exceções, ainda bem!
    Deus louve as preces de seus filhos…
    Nem todos os membros dessa instituiçã são favoráveis à mitra penosa…
    Ainda há justos na Sodoma hodierna…
    Esta tarde, após o estudo do Catecismo Maior de S. Pio X, que fazemos todos os domingos, minha esposa e eu, ficamos comentando como deve ter sido difícil para muitos Sacerdotes enfrentar seus bispos imbuídos do “espírito do concílio”… ( O que deve ter passado D. Antônio Carlos, enquanto era Sacerdote em São Paulo?… Com o cardeal Arns e todo seu grupo de TL…Só Deus o sabe!)
    Quantos Seminaristas desistiram, ou foram corrompidos por tanta aridez e apostasia…
    Quanto ainda sofre este Bispo, D. Antônio Carlos!
    Quanta oposição no clero modernista, nos fiéis corrompidos e entregues à lassidão espiritual, litúrgica e moral….
    Quanto deve colher, cada dia, da ingratidão de seu rebanho, que deveria oferecer Graças a Deus, incessantemente, por ter um Bispo disposto a fazer valer a Fé da Igreja…
    Esforçando-se para salvar as almas, e não ser mais um líder sindical, ou um “belo adormecido no concílio das maravilhas”, que deixa o rebanho se perder, ser atacado pelos lobos vorazes, enquanto preguiçosamente “relaxam” no sonho idílico do CVII…
    Quanto escárnio deve receber de seus “irmãos no episcopado”!
    Terminamos esta nossa “conversa a dois”, voltando para nosso oratório doméstico, dedicado à Mãe Dolorosa para rezar o Rosário pelos Sacerdotes e, de maneira especialíssima por Dom Antônio Carlos, suplicando à Mãe de Deus e nossa que lhe ampare, ajude e lhe conceda as mais copiosas bênçãos para seu apostolado!
    Ao fim de uma linda tarde de verão, com o céu azul, na Capela, junto aos amigos e funcionários da fazenda, ao rezarmos o Ofício e a Ladainha de Nossa Senhora, que o fazemos todas as tardinhas dominicais, lembramo-nos deste nosso FRATRES, encomendando a São José, orago da Capela, todos os participantes deste Blog!
    Pedimos pelo Sr. Ferretti que se tanto se dedica a difundir notícias verdadeiramente Católicas, pelo Israel, sempre firme na Fé, pelo Pedro Pelogia, impetuoso defensor da Catolicidade, pelo Bruno, pelo Gederson e por todos que participam desses nossos “debates”, de uma maneira especial, de nossa “perigosíssima cumpanheira” Ana Maria, de suas dificuldades em ir à Missa…
    Pedimos à Mãe de Deus que lhe envie um santo Sacerdote para sua paróquia, a fim de que possa oferecer o Santo Sacrifício da Cruz bem pertinho de sua casa!
    Creio, “PERIGOSÍSSIMOS” amigos, que além de rezarmos uns pelos outros, devemos nos formar, tornarmo-nos robustos e esclarecidos para a “Grande Batalha” que estamos apenas começando a enfrentar!
    Lembremo-nos que teremos eleições este ano e que certos”cãodidatos” nos odeiam com o mais encendido horror!
    Que o Coração de Jesus aberto pela lança, possa jorra uma abundante fonte de paz, consolação e força para cada um de nós e nossas famílias!
    A todos os nossos “PERIGOSÍSSIMOS CUMPANHEIROS” vai um recado:
    A luta continua!
    Rezemos uns pelos outros, nos formemos e junto aos Bispos, verdadeiramente Católicos formemos uma barreira à onde de contestação da Verdade Perene, da insídia modernista contra oTesouro Imutável recebido dos Santos Apóstolos que assola nossa Santa Igreja!
    Lutemos, Deus o quer!
    Viva Cristo Rei!

  67. Caro Israel,
    excelente seu comentário onde cita estar o sal tornando-se insosso.
    Lamento desapontá-lo, nosso Pastor Episcopal, Exca Rvma Dom Antonio Carlos Rossi Keller tem ainda muito trabalho a ser feito aqui, em nossa diocese. Embora já tenha dados vigorosos e inspirados passos iniciais. Mas a messe é grande…
    Deus vos conserve entre nós Excelência. O Lorenzo agradece…

  68. Dom Antonio Carlos, sua bênção!

    O meu comentário sobre pedrinha virar rocha foi para um elemento que me chamou de sedevacantista.

    Jamais lhe faltaria com o respeito, Excelência. Nunca me dirigi ao senhor por falta de oportunidade. Conte com minhas orações.

  69. Perigossímo Cumpanheiro Felipe Leão, obrigada pelas orações. Naquele relato ao liturgo plena, falei da minha dificuldade inicial, meu marido já arrumou emprego -que aliás está em risco, a Ericsson está mal das pernas -, e n estou mais indo de ônibus à Missa e sim de carro há quatro meses.

  70. No final das contas, o Santo Padre aprovou o Caminho Neocatecumenal mas apenas nos AVISOU de que suas celebrações não são “estritamente litúrgicas”…

    Disso a gente já sabia, Santo Padre! =/

    Isso me lembra aquelas tristes e apagadas aulinhas de liturgia que vez ou outra apareciam na Redevida, quando o liturgista Serginho do Vale ou o assessor de liturgia da CNBdoB Pe. Osmar Bezutti compareciam. Quando perguntados pelos e-mails se certas práticas da missa do Padre Marcelo Rossi eram legítimas, diziam depois de um pigarrinho de etiqueta: “Então… cantar uma canção no lugar do Salmo Responsorial, isso não é litúrgico”.

    No sabadão seguinte estava lá o bonitão esguelando na hora do Responsório: “Senhôôôôô, eu sei que tu me soooon-da-a-a-as, Senhô…”

    Kiko e Carmen estão felizes! Os membros do movimento estão felizes! Ninguém foi ofendido ou desagradado (a não ser os postadores de blogs tradicionalistas, os sem-cara).

    A IGREJA ENCHEU-SE DE RESPEITO HUMANO!