Por Padre Cristóvão

Cristo Rei - "obra de arte" de 1960 de Kiko Argüello, fundador do Caminho Neocatecumenal.
Se entendi bem, a “aprovação” tem dois alcances: é a aprovação definitiva dos estatutos, que é “definitiva” enquanto não for ab-rogada pelo papa, caso isso se veja necessário; e a aprovação das “liturgias” do movimento, que são um tipo de celebrações que marcam a passagem dos diversos estágios.
Quanto à Missa, me parece que vigoram as normas já emanadas. Os estatutos fazem referência a elas, sempre de acordo com as disposições precedentes.
A aprovação definitiva dos estatutos, infelizmente, é lamentável. De fato, os católicos empenhados na “reforma da reforma” permanecem perplexos diante desse passo atrás. Porém, precisamos considerar duas realidades, que me parecem muito relevantes:
1) Lamentavelmente, existe uma política vaticana de boicote à “reforma da reforma”. Alguns prelados, com altíssimo poder de articulação, conseguem manobrar e condicionar as disposições papais ao interesse de determinados grupos, dos quais talvez esses mesmos façam parte;
2) Além disso, é de se perceber que os neocatecumenais são uma verdadeira multidão, sobretudo na Igreja da Espanha. Em Roma, por exemplo, enquanto os seminários da Diocese estão praticamente vazios, os seminários neocatecumenais estão cheios. Na Espanha secularista, outrora católica, os neocatecumenais representam um número realmente significativo, com famílias numerosas, muitas vocações, etc.
Desse modo, o Papa fica condicionado duplamente: pela política interna e pelas contingências externas, sendo obrigado a sacrificar o presente em nome do futuro… Isso faz parte do modo paciente de trabalhar do Papa Ratzinger.
Em nossa cultura twittada, em que tudo é curto e rápido, custa entender um Papa e uma Igreja que precisam levar em consideração as dimensões colossais de uma história bimilenar e a densidade numérica de agrupamentos humanos bem-intencionados ainda que errôneos.
Governar a Igreja não é fácil. Além disso, nós, que amamos o Santo Padre e rezamos por suas intenções, apoiemo-lo e mostremos-lhe entender suas escolhas.
Rezemos pelo Papa!
Et super hanc petram aedificabo ecclesiam meam.






"... muitos dos que se dizem católicos ajudam os «revolucionários» . São esses, sempre «moderados», que estimam a «tranquilidade pública» como o bem supremo. Esses católicos tolerantes, condescendentes, brandos, doces, amáveis ao extremo com os maçons e furiosos inimigos de Jesus Cristo, guardam todo seu mal humor para os que gritam «Viva a Religião!» e a defendem sofrendo contínuas penalidades e expondo suas vidas. Para eles, esses últimos são «exagerados e imprudentes, que tudo comprometem com prejuízo dos interesses da Igreja» ".
Que tenho eu, Senhor Jesus, que não me tenhais dado?… Que sei eu que Vós não me tenhais ensinado?… Que valho eu se não estou ao vosso lado? Que mereço eu, se a Vós não estou unido?… Perdoai-me os erros que contra Vós tenho cometido. Pois me criastes sem que o merecesse… E me redimistes sem que Vo-lo pedisse… Muito fizestes ao me criar, muito em me redimir, e não sereis menos generoso em perdoar-me. Pois o muito sangue que derramastes e a acerba morte que padecestes não foram pelos anjos que Vos louvam, senão por mim e demais pecadores que Vos ofendem… Se Vos tenho negado, deixai-me reconhecer-Vos; Se Vos tenho injuriado, deixai-me louvar-Vos; Se Vos tenho ofendido, deixai-me servir-Vos. Porque é mais morte que vida, a que não empregada em vosso santo serviço… - Padre Mateo Crawley-Boevey