Por Ignazio Ingrao, Panorama.it | Tradução: Fratres in Unum.com

Romeo, Castrillón e Scola.
O Cardeal Tarcisio Bertone está furioso com o enésimo vazamento de informações e documentos dos Sagrados Palácios. Em 28 de janeiro passado, na reunião de chefes de dicastérios, na presença do Papa, o Secretário de Estado havia recomendado aos bispos e cardeais que mantivessem a máxima reserva sobre os documentos que circulam na Cúria e que controlassem os seus próprios colaboradores. O memorando reservado que o Cardeal Dario Castrillón Hoyos fez chegar ao Papa no mês de janeiro, conforme relatado pelo Il Fatto Quotidiano, circulou por dias nos Sagrados Palácios. Assim como era conhecido o caso da viagem do Cardeal Paolo Romeo à China. Uma coisa é certa: não foi o Cardeal Castrillón, que também conhece bem o alemão, quem redigiu a nota, mas ela lhe foi passada já escrita por círculos da Igreja alemã com que o cardeal colombiano tem contato. Questionado por Panorama, Castrillón não quis revelar a identidade de quem lhe passou o texto. Quanto ao Cardeal Romeo, há muito embaraço na Cúria de Palermo. O ex-núncio [da Itália], arcebispo na capital da Sicília há cinco anos, viajou para a China como afirmou o documento, mas não tinha nenhum mandato da parte da Santa Sé. É difícil imaginar que um diplomata experiente como Romeo tenha se permitido lançar declarações como as que constam do documento entregue ao Vaticano. Pelo contrário, pesa nesta questão a antiga inimizade entre Romeo e Castrillón. O arcebispo de Palermo, de fato, nunca escondeu sua desconfiança em relação aos tradicionalistas, dos quais, por sua vez, Castrillón é muito próximo. Por ocasião da visita do Papa a Palermo em 2010, Romeo fez a Digos [ndr: departamento da polícia italiana de combate a subversões e terrorismo] retirar uma faixa de católicos tradicionalistas dirigida ao Papa. De sua parte, o Cardeal Castrillón foi colocado um pouco de lado após o caso Williamson, o bispo lefebvriano negacionista ao qual, por sua sugestão, o Papa levantou a excomunhão. É provável, então, que quem fabricou a nota do complô decidiu aproveitar a discórdia entre Romeo e Castrillón e tenha contado com a vontade do cardeal colombiano de voltar às “graças” do Papa levando a ele tal documento. No Vaticano, não dão qualquer peso à ameaça da trama anunciada no texto. Mas para alguns, evidentemente, as manobras em vista do conclave já começaram. E o arcebispo de Milão, Angelo Scola, já é considerado um concorrente “formidável” para o sólio de Pedro.








"... muitos dos que se dizem católicos ajudam os «revolucionários» . São esses, sempre «moderados», que estimam a «tranquilidade pública» como o bem supremo. Esses católicos tolerantes, condescendentes, brandos, doces, amáveis ao extremo com os maçons e furiosos inimigos de Jesus Cristo, guardam todo seu mal humor para os que gritam «Viva a Religião!» e a defendem sofrendo contínuas penalidades e expondo suas vidas. Para eles, esses últimos são «exagerados e imprudentes, que tudo comprometem com prejuízo dos interesses da Igreja» ".
Que tenho eu, Senhor Jesus, que não me tenhais dado?… Que sei eu que Vós não me tenhais ensinado?… Que valho eu se não estou ao vosso lado? Que mereço eu, se a Vós não estou unido?… Perdoai-me os erros que contra Vós tenho cometido. Pois me criastes sem que o merecesse… E me redimistes sem que Vo-lo pedisse… Muito fizestes ao me criar, muito em me redimir, e não sereis menos generoso em perdoar-me. Pois o muito sangue que derramastes e a acerba morte que padecestes não foram pelos anjos que Vos louvam, senão por mim e demais pecadores que Vos ofendem… Se Vos tenho negado, deixai-me reconhecer-Vos; Se Vos tenho injuriado, deixai-me louvar-Vos; Se Vos tenho ofendido, deixai-me servir-Vos. Porque é mais morte que vida, a que não empregada em vosso santo serviço… - Padre Mateo Crawley-Boevey