O repúdio de um Bispo Católico: “Podem nos tirar os crucifixos e as imagens expostas em locais públicos. Mas jamais poderão tirar de nós a fé e a adesão aos princípios e valores do Evangelho”.

DOM ANTONIO CARLOS ROSSI KELLER
PELA GRAÇA DE DEUS E DA SANTA SÉ APOSTÓLICA
BISPO DE FREDERICO WESTPHALEN (RS)
Nota Pastoral
a respeito da determinação do Tribunal de Justiça
do Estado do Rio Grande do Sul,
determinando a retirada dos símbolos religiosos dos locais públicos da Justiça.

O Conselho da Magistratura do TJ – RS determinou, nesta última terça feira, dia 06 de março, a retirada de todos os símbolos religiosos presentes nos prédios da justiça gaúcha.

O pedido para tal decisão tem a sua origem na Liga Brasileira de Lésbicas, através de uma solicitação protocolada em fevereiro de 2012. Tal decisão contraria o que a antiga administração do TJ – RS já tinha deliberado sobre esta questão, entendendo, na ocasião, não existir qualquer princípio preconceituoso na instalação de símbolos religiosos nas dependências dos prédios da justiça.

Como Bispo Diocesano, quero, através desta Nota Pastoral, expressar minha surpresa e meu repúdio a tal decisão.

É lamentável que o egrégio Tribunal de Justiça dobre-se diante da pressão de um grupo determinado, ideologizado e raivoso, contrariando a opinião da grande maioria da população do Estado do Rio Grande do Sul.

A interpretação dada pelo excelentíssimo relator daquilo que é a laicidade do Estado revela distorção de visão.

Como em outros países, orquestram-se movimentos pela expulsão do crucifixo das salas dos tribunais, das escolas e de outros lugares públicos, sob o pretexto de que o Estado deva respeitar as religiões que não adotam o mesmo símbolo, bem como aqueles que não adotam nenhuma forma de expressão religiosa.

Países com elevada tradição jurídica já rechaçaram tais argumentos, demonstrando cabalmente que a exposição passiva, em público, de símbolos religiosos não pode ser entendida como um proselitismo estatal de favorecimento a algum culto, ou como uma afronta à liberdade dos que ou não professam a fé em Cristo ou não professam algum tipo de fé.

No Brasil, o próprio Conselho Nacional de Justiça indeferiu tal pretensão, afirmando que a presença de um símbolo religioso, in casu o crucifixo em uma dependência de qualquer órgão do Judiciário, “não viola, não agride, não discrimina e nem sequer perturba ou tolhe os direitos e a ação de qualquer tipo de pessoa”, na expressão do então Conselheiro Oscar Argollo.

“A liberdade religiosa consiste na liberdade para professar a fé em Deus. Por isso, não cabe argüir a liberdade religiosa para impedir a demonstração da fé de outrem em certos lugares, ainda que públicos. O Estado, que não professa o ateísmo, pode conviver com símbolos dos quais não somente correspondem a valores que informam sua existência cultural, como remetem a bens encarecidos por parcela expressiva da sua população – por isso, também, não é dado proibir a exibição de crucifixos ou de imagens sagradas em lugares públicos”. [1]

Diante de tal decisão, como Bispo Diocesano, venho solicitar:

1. AOS EXCELENTÍSSIMOS SENHORES MAGISTRADOS dos Fóruns das Comarcas presentes na área compreendida pela Circunscrição Eclesiástica da Diocese de Frederico Westphalen, RESPEITOSAMENTE, a entrega dos símbolos religiosos católicos (crucifixos, demais imagens sagradas, Bíblias, etc..), caso os mesmos pertençam ao Tribunal e não ao Poder Judiciário, para os respectivos párocos das Paróquias Sedes das mesmas Comarcas, para que os mesmos custodiem as referidas imagens e delas cuidem.

2. AOS REVERENDÍSSIMOS SENHORES PÁROCOS das Paróquias nas quais existam Fóruns, que recebam os símbolos religiosos católicos das mãos dos Excelentíssimos senhores Magistrados, emitindo um recibo em três vias, detalhando o que foi entregue, sendo uma via para o Excelentíssimo senhor Magistrado, uma via para a Paróquia e uma via para a Cúria Diocesana.

3. AOS SERVIDORES PÚBLICOS DA JUSTIÇA, que professam a fé católica, que mantenham os sinais religiosos católicos que costumam usar pessoalmente (terços, escapulários, medalhas, crucifixos, etc…) e que, no esmero do trabalho em favor da justiça, especialmente no serviço dos mais necessitados e carentes dela, demonstrem sua fé católica, mantendo Jesus Cristo, Nosso Senhor, sempre presente nestes ambientes públicos.

Podem nos tirar os crucifixos e as imagens expostas em locais públicos. Mas jamais poderão tirar de nós a fé e a adesão aos princípios e valores do Evangelho.

Dada e passada em nossa Sede Episcopal, aos sete dias do mês de março do ano do Senhor de dois mil e doze.

+ Antonio Carlos Rossi Keller

Bispo de Frederico Westphalen (RS)


[1] Gilmar Ferreira Mendes e Paulo Gonet Branco. Curso de Direito Constitucional. São Paulo, Saraiva, 2011, 6ª Ed., PP. 360-361.

38 Responses to “O repúdio de um Bispo Católico: “Podem nos tirar os crucifixos e as imagens expostas em locais públicos. Mas jamais poderão tirar de nós a fé e a adesão aos princípios e valores do Evangelho”.”

  1. Meu aplauso à carta pastoral do sr. bispo dom Antôno Carlos.
    Deus o abençoe muito por este corajoso testemunho de fé.
    Padre Miguel Castro
    Arquidocese de Juiz de Fora

  2. Tinha que ser o Rio Grande do Sul.
    É uma lástima!
    Mais lastimável ainda é o sono profundo dos católicos de IBGE ou dos católicos nominais!
    Vamos ao combate, gente!
    Tudo com Jesus! Nada sem Maria!

  3. Ah, caríssimo D. Antônio Carlos, se todos os Bispos e Arcebispos do RS se juntassem a essa vossa atitude, em uníssono e compacto, que maravilha seria para a Santa Igreja de Deus. Com certeza a Mãe Igreja não estaria tendo a evasão horrorosa de seus fiéis para as seitas de fundo de quintal com seus pastorecos e pastorecas que purulam em nosso Brasil…
    Sr. Bispo, seu episcopado zeloso e caridoso para com sua porção do povo de Deus de F. Westphalen é luminoso para nossa Terra de Santa Cruz.
    Com todo carinho, respeito e amor por V. Exa., acrescento ao seu lema episcopal: IN MEDIO VIRTUS EST!
    Sua bênção…
    Ad multos annos!!!!

  4. É isso aí… Espero que os demais bispos façam o mesmo, para que fique mais clara ainda a vergonha e a parcialidade dessa decisão dos magistrados.

  5. Que Deus o abençoe Dom Keller!

    Contudo, continuo esperando uma manifestação oficial da CNBB.

  6. Como eu admiro Dom Antônio, que O Senhor o guarde sempre.

  7. Será que um dia vão determinar a DEMOLIÇÃO DO CRISTO REDENTOR?

  8. Prezado Fábio A.,

    Seria melhor que a CNBB não se manifestasse, e que cada bispo e arcebispo verdadeiramente católico falasse em seu nome, como sucessor dos Apóstolos e autoridade maior da sua própria Diocese/Arquidiocese, por meio de carta pastoral como essa. Além do impacto em quantidade de testemunhos em Cristo, veríamos a Igreja do Brasil se fazer presente como deve ser, vigorosa e hierárquica, e não por meio de notinhas à maneira sindical, que falam por todos e por ninguém.

    Em Cristo.

  9. E a CNB do B jogando BINGO!

  10. Me perdoe o memento de raiva, mas eu teria escrito uma carta mandando esses magistrados se ferrarem e tinha excomungado todo mundo!!!! Sorte que eu não sou bispo.

  11. Desculpem o meu comentário, mas esperava mais…
    Esperava q nesta nota nosso valoroso bispo dom Antôno Carlos também fizesse menção a medidas jurídicas a serem tomadas no caso em questão.
    Do jeito q está, fica parecendo q apenas essa “liga” tem o direito de protestar. Afinal de contas, a Igreja não tem advogados? Por que sempre parece q acaba “sobrando para os leigos” o protesto?
    Abs a todos.

  12. Bravos! Minha gratidão à Dom Antonio Carlos Rossi Keller por seu posicionamento diante dessa afronta perpetrada pelo TJ do Rio Grande do Sul. Deus o recompense e faça com que outros bispos levantem suas vozes em união à ele.

  13. Discordo do bispo Dom Antonio.

    A CNBB já tirou a fé dos brasileiros a muito tempo. E a mesma CNBB também ajuda em tirar tudo aquilo quelembra a nossa herança católica.

  14. AMIGOS E IRMÃOS.
    AS NOVAS CÉDULAS DE 100 E 50 REAIS JÁ NÃO APARECEM COM A INVOCAÇÃO
    ‘DEUS SEJA LOUVADO’
    QUOUSQUE TANDEM….ATÉ QUE PONTO VAMOS CHEGAR.
    SINE INTERMISSIONE ORATE-
    ORAI SEM CESSAR.
    PADRE MANOEL CASTRO

    • Padre Manoel, obrigado pela visita e pela contribuição. Peço apenas a gentileza de não enviar comentários escritos integralmente em letras maísculas. Reze por nós!

  15. Eu entendo que isso é uma afronta à nossa fé, mas fico pensando… Se ao invés de crucifixo fossem imagens de Iemanjá, lutaríamos para que elas continuassem lá?

    De minha parte, eu lutaria para que fossem retiradas pois violariam minha fé católica. Então até entendo quando os não-católicos pedem a retirada dos crucifixos.

    O que vocês acham disso? Como agiriam se fosse uma imagem de Iemanjá ou Buda?

    Ricardo

  16. Pelo andar da carruagem será eu e DEUS até o final, pois se eu for depender deste lobos em pele de cordeiro estarei “frito”. Nada acena que as coisas irão melhorar tão cedo e não quero ser omisso e muito menos cúmplice disto tudo.

  17. Deus tenha piedade! Este bispo expressou uma dogmática verdade, jamais conseguirão tirar a nossa fé nem os princípios ligados ao Evangelho. Com certeza hão de cair alguns, aqueles que se intitulam católicos mas não o são em espírito e verdade. Os bons cristãos ficarão de pé, nada os derrubará. Parabéns ao senhor bispo D. Antônio Carlos Rossi Keller, a igreja precisa de árduos defensores da verdade instalada por Nosso Senhor aqui na Terra.

    Sub tuum paesidum confugimus sancta Dei genitrix, nostras deprecationes ne despicias in necessitátibus nostris sed a pericullis cunctis libera nos semper, Virgo gloriosa et benedicta. Amém.

  18. Uma Notícia antiga sobre caso semelhante, publicada no site da FSSPX Itália:

    Um juiz da corte constitucional alemã defende o crucifixo na escola e no tribunal

    No mês passado (Novembro de 2011), em Colônia na Alemanha, um Juiz da Corte Constitucional Federal Alemã, Udo di Fabio, defendeu a presença dos crucifixos nas escolas e nos tribunais.

    “Enquanto os símbolos religiosos não são usados para doutrinar, o Estado deve permitir a presença deles nos espaços públicos”, disse Di Fabio.

    Especificou: ”Uma cruz, por si só, não pode doutrinar; é preciso explicar o seu significado”.

    E acrescentou: “A Corte Européia dos direitos humanos, com a sua sentença de março encontrou uma linha legalmente boa para o uso dos símbolos religiosos em público. Os juízes de Estrasburgo tinham primeiro vetado, depois permitiu o crucifixo nas salas de aula na Itália em 2009”. “Com este veredicto, ao invés, a Corte da ao Estado um critério para o uso público dos símbolos religiosos”.

    Ele criticou as tentativas do Estado de banir os símbolos religiosos dos lugares públicos.

    “O Estado, como representante de uma sociedade pluralística, não deve ser uma força que empurra, ativamente a secularização. Vetar um símbolo religioso não é um sinal de neutralidade. Contudo, a presença dos crucifixos é compatível com o princípio de neutralidade.”

    “Vice-versa, uma suástica, como cruz, só pode ser interpretada como uma violação dos direitos fundamentais.”

    Ele faz a distinção entre o crucifixo e o véu sobre todo corpo usado pelas mulheres muçulmanas: “uma burka certamente é feita para doutrinar”.

    Di Fabio se expressou assim na abertura da Semana para a educação católica da Arquidiocese de Colônia.

    Fonte: Piusbruderschaft Sankt Pius X

    http://www.sanpiox.it/public/index.php?option=com_content&view=article&id=429:defesa-del-crocifisso&catid=53:attualita&Itemid=50

  19. Parabenizo D.Keller,mas não se pode ficar somente por ai,tem que se buscar judicialmente uma reversão.

    Fiquem com Deus.

    Flavio

  20. Ex.mo Rev.mo Sr. Bispo de Frederico Westphalen, Dom Antônio Carlos Rossi Keller,

    Tive oportunidade de militar pela Santa Igreja, quando trabalhamos no site Veritatis Splendor, coordenador pelo amigo Alessandro Lima.
    Gostaria de externar minha satisfação, alegria e esperança por existir Princípes como Vossa Ex.cia que luta pela Santa Igreja, pois, infelizmente a maioria do episcopado brasileiro… ZZZZZZzzzz….

  21. Parabéns Dom Antonio Carlos Rossi Keller pela sua atitude e coragem em enfrentar a hipocrisia do politicamente correto que esconde o plano internacional de destruir a Sociedade através da inversão de valores e da moral.
    Minorias barulhentas e promiscuas querem impor à Sociedade suas imoralidades!

  22. Em relação à questão de se buscar uma reversão deste quadro, a situação é bastante clara: quem obteve do Conselho do Tribunal de Justiça do RS tal determinação, a da retirada das imagens sagradas? Um grupelho insignificante…
    Desculpem-me questionar…: mas onde estão os fiéis cristãos leigos do RS??? Onde estão os advogados que professam a fé católica, e que poderiam atuar no sentido de encaminhar esta questão, juridicamente? Sinceramente, é lamentável em primeiro lugar que até agora, só eu tenha me manifestado, como Bispo, em relação a isto. Onde estão meus “irmãos no episcopado”? Um paulista, bispo da Diocese mais longínqua do interior do RS… Em segundo lugar, o silêncio medroso do restante dos católicos daqui… Tempos difíceis mesmo…
    Interessante que, em alguns posts acima, fica parecendo que a responsabilidade do silêncio e da falta de iniciativa dos demais católicos do RS seja minha…

    • Excelência, permita-me dizer: obrigado pela coragem, por ser uma voz que brada no deserto. O senhor, longe ter culpa, tem o mérito (triste mérito, é verdade) de ser o único bispo a levantar sua voz. Deus lhe pague!

  23. Padre Manuel,

    Com todo respeito acredito que essa informação esteja equivocada.

    http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2010/02/03/novas-cedulas-de-r-50-e-r-100-comecam-a-circular-ate-junho.jhtm

    A invoção “Deus seja louvado” continua nas novas cédulas.

    Abraços

  24. Ricardo, não foram adeptos do budismo ou umbandistas que construíram e doutrinaram o Brasil (o que explicaria a existência dos símbolos destas religiões presentes em órgãos públicos como sinais de sua herança histórica, religiosa e cultural) mas sim o Catolicismo que o fez, portanto apesar da apostasia generalizada de nossa sociedade moderna, o Brasil continua sendo um país cristão que deve ao menos respeitar sua história e tradição!

    Em Cristo,

    José Lima

  25. A igreja deve no mínimo tentar se defender e se manifestar judicialmente das mazelas do demônio. A besta se infiltra em todos os seguimentos da sociedade, apressando o seu próprio fim. É a agonia da segunda morte que deve estar próxima. Sou católico, mas, confesso minhas fraquezas em relação aos meus deveres para tanto. Contudo, ficar só olhando o inimigo nos acuar, não dá. Os políticos e magistrados no Brasil querem nos mostrar que vivemos numa sociedade “laica”, na tentiva burra se mostrarem justos. Entretanto, se esquecem que a grande maioria desta sociedade traz formação cristã dentro de si. Para o verdadeiro cristão, não há como ignorar a cruz de JESUS, tampouco da importância de Sua mãe Santíssima Maria de Nazaré, a escolhida e, por isso, bem aventurada, que O aceitou antes de todos, nessa terra. Com certeza, entre os mais de sete bilhões de pessoas nesse mundo, há os que não acreditam (têm fé) em Deus, o que respeito, assim como, há também os que O tem como inimigo. Esses são os anti-cristos que se travestem e se abrigam nas minorias de grupo. Isto, por conta de brechas na lei e de interpretações errôneas que são veementemente apoiadas por políticos e magistrados que não conseguem sequer enxergar a real finalidade da causa em questão e que vai muito além do entendimento de quaisquer vivente.
    Gostei muito do comentário citado acima, de Beni Soares em março 8, 2012 às 10:03 am
    “Será que um dia vão determinar a DEMOLIÇÃO DO CRISTO REDENTOR?”
    Minha resposta é: Não duvide!
    Logo, minha pergunta é: Será que os inimigos da luz irão ao Sol na tentativa de apagá-lo, ou será mais fácil fazer uma lei, que proibam as pessoas de se exporem à sua luz e ao seu calor em detrimento dos que adoram as trevas?
    Abraços!

  26. Agradeçamos a Deus por existirem Bispos que defendem a Santa Igreja e nossa fé. Onde estão os outros bispos do Brasil? Até onde chegará este país para que os Católicos se levantem em defesa da Igreja?
    Deus nos proteja e nos guie!

  27. Ricardo, quem trouxe a civilização/cultura ocidental (inclusive a justiça e o direito) para
    este pedaço da América, foram os portugueses.
    Logo que desembarcaram, celebraram uma Missa.

    Nosso país era conhecido como Terra de Santa Cruz.
    Portanto, budista, adeptos das religiões afro, e glbts , não tem do que
    reclamar . Se não estiver bom por aqui, podem voltar para Ásia,África ou
    ir para a Europa decadente.
    Não deixarão saudades !!

    Na verdade, cabe a nós reclamar e protestar contra essa retirada.
    Eles,sim é que estão atingindo a Cultura Brasileira e a fé da maior parte
    do povo.

  28. Pedro, prezado irmão.
    Observei atentamente as novas cédulas de 100 e 50 reais.
    Na verdade, não há inscrição da invocação
    DEUS SEJA LOUVADO.
    Como sou meio novato em informática não tenho como mandar a foto das duas novas cédulas.
    Consultei algumas pessoas que confirmaram também.
    Inlfelizmente as novgas cédulas não têm a referida invocação.
    Lamento muito.
    Deus o abençoe muito e sempre
    Padre Manoel.

  29. Cadê a liberdade de expressão que os grupos que agiram desta maneira pregam? Será que vale só para eles. Estão agindo em nome de uma minoria. Não há menor menção ao descalabro do ocorrido no Rio Grande do Sul nem aqui http://www.cnbb.org.br/site/ e nem aqui http://www.adapostolica.org/ . Mas também não se poderia esperar outra coisa porque hoje em dia a verdadeira fé é algo raríssimo.

  30. Entendi, pessoal, obrigado pelas respostas.
    Realmente, a Igreja chegou aqui primeiro.

    Mas isso me levanta outra questão: se então evangelizarmos um país muçulmano, budista ou hindu não poderemos nunca reclamar de suas imagens idolátricas? Deveremos manter o respeito humano aos idolos deles e ficar calados quanto aos males que atraem ao povo de Deus?

    Não deveríamos lutar para que sejam substituídos por cruzes, ícones da Virgem ou dos santos? Ou pelo menos para que fossem retirados, que seria um mau menor?
    Não estou perguntando pra causar polêmica, é que gosto de ter repostas para os incrédulos e hereges da minha firma, pois lá o assunto religião é bem frequente, com os crentes geralmente metendo o pau na Santa Igreja, sendo que só eu e um outro cara que é catequista temos peito pra defender nossa Mãe.

  31. Deus o abençoe Bispo Keller pela sua coragem e fé. Meu Deus que ponto vamos chegar? a humanidade rejeitando a cruz de nosso Senhor

  32. Gostaria que nossa conferência episcopal dedicasse à salvação das almas os mesmos esforços e conhecimentos que dedica às questões políticas, como por exemplo, o projeto de lei da “Ficha Limpa” ou a CF-2012.
    Parabéns D. Keller. Reconheço em sua voz e na do Santo Padre o chamado do Bom Pastor; verdadeiros ecos de Nosso Senhor. Que Deus os cumule de graças para combater o Bom Combate.

    PS: e D. Fernado Rifan, que tanto preza pela comunhão eclesiástica? Por que também não se manifesta publicamente como seu irmão no episcopado? Por favor, D. Fernando. Não desperdice a sabedoria e oratória que Deus lhe concedeu somente em suas homilias repetitivas para apascentar algumas ovelhas do rebanho que lhe foi confiado.

  33. Caríssimo Dom Antonio,
    Paz e Misericórdia!
    Quem escreve é Rogério Astolphi, que o conheceu, junto com minha esposa, em Campos do Jordão em janeiro deste ano. Externo ao senhor minha absoluta solidariedade e o coloco nas minhas orações para que o Senhor lhe preserve as forças para continuar a enfrentar com a coragem, dom do Espírito Santo, essa decisão absurda e política. Sim, política, pois o CNJ, como o senhor bem lembrou, já decidira em contrário, de modo a não mais admitir controvérsias, além do que a argumentação jurídica, com a devida vênia, é sofrível. Infelizmente vivemos tempos de perseguição branca, verdadeiro martírio incruento, no caso particular de evidente heterofobia e “ecclesiafobia”, onde em nome da falsa contemporaneidade dos “costumes”, um raivoso grupo de homossexuais se arvora no direito de ditar “políticas públicas”.
    Que Deus, no pastoreio que lhe confia como um dos filhos prediletos de Maria, fortaleça-o neste difícil momento.
    Tomo a liberdade de pedir aos meus irmãos de Comunidade Aliança de Misericórdia colocar toda essa situação e os envolvidos em oração.
    Com respeito e pedindo sua bênção,
    ROGÉRIO ASTOLPHI

  34. Meus parabéns, Don Antonio Carlos Rossi, por repudiar esta ação absurda, insana e irresponsável, que o Senhor o acompanhe, ilumine e lhe de coragem e valentia perante esta grande ofensa…e aquelas que possam vir………Deus o abençõe sempre.

  35. Parabéns Bispo Antonio Carlos. Se eu morasse aí não seria um Católico apático trancado em casa inerte e acovardado. Estaria plantado me manifestando na frente deste TJ-RS.
    Ontem passei o dia todo no facebook comentando esta infeliz notícia e mesmo não sendo jurísta, junto com todos chegamos a mesma conclusão. A retirada do crucifixo, a pretexto de uma neutralidade, foi na verdade um ato de anti-cristianismo e de idolatria ao ateísmo e ao satanismo e não houve, por parte de conhecedores da lei, nenhuma argumentação a favor da retirada do crucifixo que fizesse sentido. Retirar o crucifixo significa que os cristãos não deverão mais confiar na justiça terrena dos homens e na Justiça Brasileira (se é que podíamos confiar nela), agora ativamente repelindo a religião Cristã e seu imenso papel histórico na história da Justiça do Brasil.

Trackbacks