Dom Williamson responde a Monsenhor Nicola Bux: que o Papa consagre a Rússia ao Imaculado Coração de Maria!

Fonte: Eleison Comments CCXLV | Tradução: Fratres in Unum.com

Monsenhor,

Em uma carta aberta de 19 de março endereçada a Dom Fellay e a todos os padres da FSSPX, o senhor apelou a nós para que aceitássemos a sincera e afetuosa oferta de reconciliação que o Papa Bento XVI está fazendo à FSSPX para a cura da longa fratura entre Roma e a FSSPX. Permita que um dos bispos da FSSPX tome para si a responsabilidade de lhe expressar o que pensa poder ser a resposta daquele “grande homem da Igreja”, Dom Lefebvre.

A sua carta começa com um apelo para “todo sacrifício em nome da unidade”. Mas não pode haver unidade Católica senão fundada na verdadeira Fé Católica. O grande Arcebispo fez todo sacrifício pela unidade na verdadeira doutrina da Fé. Infelizmente, as discussões doutrinais de 2009-2011 provaram que a fratura doutrinal entre a Roma do Vaticano II e a FSSPX continua tão grande como sempre. Mas a Fé sacrificada pela unidade seria uma unidade infiel.

É claro que a Igreja é uma instituição tanto humana como divina. É claro que o elemento divino não pode falhar, então é claro que a Igreja ao fim não pode falhar, e o sol nascerá de novo. Mas se poderia divergir quando o senhor diz que o amanhecer está perto, pois a verdadeira Fé que a FSSPX defendeu nas discussões não está brilhando desde a Roma do Vaticano II, do que decorre que nela a FSSPX não poderia estar em segurança. Nem poderia trazer luz se ela mesma adotasse a escuridão Conciliar.

A sinceridade do desejo do Papa em acolher de volta a FSSPX na “plena comunhão eclesial”, como demonstrada em uma série de gestos de verdadeira boa vontade, não está em dúvida, mas “uma profissão de fé comum” entre a FSSPX e aqueles que crêem no Vaticano II não é possível, ao menos que a FSSPX abandonasse aquela Fé que defendeu nas discussões. E quando a FSSPX grita “Deus não permita!” para essa deserção, longe de sua voz ser sufocada, ela é ouvida em todo o mundo.

Certamente, “esta é a hora apropriada”, certamente “chegou o momento favorável” para aquela solução aos cruéis problemas da Igreja e do mundo a que a Mãe do Céu há muito chama, e que depende apenas do Santo Padre. Esta solução clara há muito é conhecida.

Como os Céus poderiam ter deixado o mundo em tal agonia como a dos últimos 100 anos sem dar uma solução como aquela dada pelo Profeta Elias para a lepra do general sírio Namaã? Humanamente falando, a solução parecia ridícula, mas ninguém diria que era impossível. Ela pedia meramente alguma fé e humildade. O general pagão uniu suficiente fé e confiança no homem de Deus para fazer o que os Céus pediam, e, é claro, ele foi curado instantaneamente.

Que o Santo Padre reúna fé e confiança o suficiente na promessa da Mãe do Céu! Que ele agarre este “momento oportuno” antes que homens totalmente loucos tenham sucesso em lançar uma Terceira Guerra Mundial no Oriente Médio! Que ele, imploramos, suplicamos, salve a Igreja e o mundo ao fazer meramente o que a Mãe do Céu pediu. Não é impossível. Ela superaria todos os obstáculos em seu caminho. Certamente, apenas ele pode agora nos salvar de sofrimentos inimagináveis e desnecessários.

E se ele desejar qualquer apoio, na oração ou na ação, da humilde FSSPX para ajudá-lo a consagrar a Rússia ao Seu Imaculado Coração, em união com todos os bispos do mundo, que a Mãe do Céu reuniria, ele sabe que poderia contar primeiro e antes de tudo com o de Dom Fellay e dos outros três bispos da FSSPX, o menor dos quais é

Seu devoto servo em Cristo,

+ Richard Williamson.

[Atualização - 26 de março de 2012, às 08:07 - Um dia após a publicação de nossa tradução da coluna de Dom Williamson, recebemos uma versão corrigida, com alguns acréscimos (em negrito) e exclusões (grifadas) cuja tradução apresentamos abaixo].

RESPOSTA ABERTA À CARTA ABERTA DE MONSENHOR NICOLA BUX (Versão Corrigida)

(antecipando 24 de março de 2012, com permissão para cópia) Londres, 24 de março de 2012.

Monsenhor,

Em uma carta aberta de 19 de março endereçada a Dom Fellay e a todos os padres da FSSPX, o senhor apelou a nós para que aceitássemos a sincera e afetuosa oferta de reconciliação que o Papa Bento XVI está fazendo à FSSPX para a cura da longa fratura entre Roma e a FSSPX. Permita que eu, como um dos padres da FSSPX a quem o senhor se dirigiu, tome para mim o encargo de lhe dar a minha opinião quanto ao que poderia ter sido a resposta daquele “grande homem da Igreja”, Dom Lefebvre.

A sua carta começa com um apelo para “todo sacrifício em nome da unidade”. Mas não pode haver unidade Católica senão fundada na verdadeira Fé Católica. O grande Arcebispo fez todo sacrifício pela unidade na verdadeira doutrina da Fé. Infelizmente, as discussões doutrinais de 2009-2011 provaram que a fratura doutrinal entre a Roma do Vaticano II e a FSSPX continua tão grande como sempre. Mas a Fé sacrificada pela unidade seria uma unidade infiel.

Quanto a essa fratura mencionada em 19 de março como nada mais que “perplexidades remanescentes, pontos a serem aprofundados ou detalhados”, porém, em 16 de março, o Cardeal Levada foi categórico no sentido de que a posição tomada por Dom Fellay em 12 de janeiro é “insuficiente para superar os problemas doutrinais”. Dom Fellay certa vez observou como os clérigos de Roma podem divergir entre si, mas seja lá o que for a sua unidade, de qualquer maneira a Fé sacrificada pela unidade seria uma unidade infiel.

É claro que, como o senhor nos lembra, a Igreja é uma instituição tanto divina como humana. É claro que o elemento divino não pode falhar, então, é claro que a Igreja ao fim não pode falhar, e o sol nascerá de novo. Mas se poderia divergir quando o senhor diz que o amanhecer está perto, pois a verdadeira Fé que a FSSPX defendeu nas Discussões não está brilhando desde a Roma do Vaticano II, onde, de acordo com a FSSPX, não poderia estar em segurança. Nem poderia trazer luz se ela mesma adotasse a escuridão Conciliar.

A sinceridade do desejo do Papa em acolher de volta a FSSPX na “plena comunhão eclesial”, como demonstrada em uma série de gestos de verdadeira boa vontade, não está em dúvida, mas “uma profissão de fé comum” entre a FSSPX e aqueles que crêem no Vaticano II não é possível, ao menos que a FSSPX abandonasse aquela Fé que defendeu nas Discussões. E quando a FSSPX grita “Deus não permita!” para essa deserção, longe de sua voz ser sufocada, ela é ouvida em todo o mundo, e ela produz frutos católicos para  a Igreja, que, hoje em dia são a expectativa mais que a regra.

Certamente, “esta é a hora apropriada”, certamente “chegou o momento favorável” para uma solução aos cruéis problemas da Igreja e do mundo. Entretanto, é essa solução pela qual a Mãe do Céu há muito clama, e que depende apenas do Santo Padre. De fato, quando Nosso Senhor a colocou nas mãos de Sua Mãe, ela disse que nenhuma outra solução funcionaria, a fim de que Ele não pudesse deixar qualquer outra solução funcionar sem fazer a sua Mãe de mentirosa! Inconcebível.

A solução é conhecida há muito tempo, porque como os Céus poderiam ter deixado o mundo em tal agonia como a dos últimos 100 anos sem dar uma solução como aquela dada pelo Profeta Elias para a lepra do general sírio Namaã? Humanamente falando, banhar-se no Rio Jordão parecia ridículo, mas ninguém diria que era impossível. Era preciso somente alguma fé e humildade. O general pagão reuniu bastante fé e confiança no homem de Deus para fazer o que os Céus pediam, e, é claro, ele foi curado instantaneamente.

Que o Santo Padre reúna fé e confiança o suficiente na promessa da Mãe do Céu! Que ele agarre este “momento oportuno” antes que a economia global se desmorone, e antes que homens loucos tenham sucesso em lançar uma Terceira Guerra Mundial no Oriente Médio! Que ele, imploramos, suplicamos, salve a Igreja e o mundo ao fazer meramente o que a Mãe do Céu pediu. Não é impossível. Ela superaria todos os obstáculos em seu caminho. Ao fazer o que ela lhe pede, apenas ele pode agora nos salvar de sofrimentos inimagináveis e desnecessários.

E se ele desejar qualquer apoio, na oração ou na ação, com o qual a humilde FSSPX possa ajudá-lo a consagrar a Rússia ao Seu Imaculado Coração, em união com todos os bispos do mundo, que a Mãe do Céu reuniria, ele sabe que poderia contar primeiro e antes de tudo com o de Dom Fellay e dos outros três bispos da FSSPX, o menor dos quais é

Seu devoto servo em Cristo,

+ Richard Williamson.

43 Comentários to “Dom Williamson responde a Monsenhor Nicola Bux: que o Papa consagre a Rússia ao Imaculado Coração de Maria!”

  1. Ou seja: pediram o que (mais que tardiamente!) veio na Summorum Pontificum. Confere.
    Pediram a retirada das excomunhões. Confere.
    Aí agora vem o Dr. Willianson exigir a consagração da Rússia em união com todos os Bispos, como se enorme parte do problema não fosse haver enorme quantidade de Bispos que não obedecem ao Papa, e prefeririam tentar “consagrar” a Santíssima Virgem a Stálin que consagrar a Rússia à Mãe de Deus! Daqui a pouco ele vai querer que o Papa dance tango…
    Tá começando a parecer a fábula da ovelha que bebia água rio abaixo do lobo; não importa o que a Santa Sé faça, nunca vai bastar; Dr. Willianson tem que ter razão, tem que ser o peixe grande num lago pequeno.
    Monsenhor Bux tem toda razão: o lugar de lutar é dentro da Igreja. A luta não é ficar de fora fazendo beicinho e prendendo a respiração até ficar roxo até que a Santa Sé resolva de uma penada todos os problemas, como se fosse possível desfazer em alguns anos tamanha destruição.
    Espero que a SSPX regularize *logo* a sua situação canônica, pq este tipo de mentalidade só tem como escoadouro natural o sedevacantismo e o sectarismo assumido.

  2. Caro Carlos,

    A substancialidade da unidade da Igreja reside na profissão unânime e íntegra da verdadeira fé… Foi o que disse Mons. Willianson. E se o direito vem do dogma, antes da “regulamentação” canônica da FSSPX é preciso que Roma “regularize” doutrina do Vaticano II… senão, qualquer acordo será mera convenção humana, alheia à divindade da qual a Igreja é revestida em virtude de sua doutrina divina e infalível, fonte dos cânones e da unidade visível.

    Abraço.

  3. “…como se enorme parte do problema não fosse haver enorme quantidade de Bispos que não obedecem ao Papa…”

    Sr. Carlos, será mesmo que o Céu é tão mal informado que não sabe disso? Será que uma atitude decidida do Papa em direção à realização dessa consagração, mesmo sem a adesão de todo o episcopado, mas consagrando a Rússia (e só ela como pediu a Santíssima Virgem) não seria aceita pelo céu?

  4. A FSSPX há anos atrás enumerou a libertação da missa tridentina, a revogação dos decretos de excomunhão e os debates doutrinários acerca do Vaticano II como condições para retomar relações com Roma.

    Mas nunca foi dito, nem sequer subentendido que em troca destas condições ela faria um acordo. Não! Estas condições foram postas como condições básicas para se restabelecer o diálogo, que esteve parado por anos, e só reiniciado em 2005.

    Aliás

    Estes três pedidos trouxeram prejuizo ou lucro para a causa da Igreja?
    O Summorum Pontificum e a Universae Ecclesiae terminaram por – a pretexto de trazer de volta (???) a FSSPX – favorecendo todos os padres do Orbe.
    O levantamento do decreto, por acaso foi algum favor? Prestem atenção: passados 20 anos, os bispos excomungados permaneceram na mesma irredutível posição, não cederam em um centímetro o mesmíssimo discurso que tinham na época, e Roma reconheceu que os mesmos são católicos e não são cismáticos. Há 20 anos a mesma Roma os puniu por cisma…
    Foi um ato de misericórdia ou foi um ato de justiça?
    Roma tirou, Roma concedeu, os bispos não se mexeram…
    O nome de D. Lefevbre foi na prática reabilitado pela própria Roma.
    Por acaso um ato de justiça é um favor ou uma obrigação?

    Como se não fosse pouco, depois de décadas, pela primeira vez o Vaticano II passou a ser encarado como um concílio questionável, ou seja, não-dogmático e pastoral. A FSSPX, que dizem combater do lado de fora, em virtude de se permanecer irredutível PROVOCOU MAIS RESULTADOS DO QUE TODAS AS COMUNIDADES ECCLESIA DEI JUNTAS.

    Dom Williamson não está inovando em nada. Só verbalizou um sentimento presente em toda a FSSPX, que inclusive é tema de uma campanha de rosários: consagrar a Russia ao Imaculado Coração.

    É um mau pedido? É um pedido egoista? É um pedido que só servirá para o bel-prazer da FSSPX? Uma consagração destas não traria benefícios para todos?

    O lugar da FSSPX na Igreja me parece bem claro. A FSSPX dá à Igreja bons sacerdotes, a FSSPX é o melhor pretexto que a Santa Sé tem ultimamente para tomar boas medidas que beneficiam a Igreja em geral, a FSSPX permanece no mundo como um sinal de contradição, uma pedra de tropeço a todos os que fazem da Igreja um trampolim para se exaltar.
    Quem é católico sabe que a FSSPX é católica, salvo nos casos em que o logro dos modernistas os cegou a inteligência.

    A FSSPX não é, nem nunca foi problema para a Igreja.
    A FSSPX não é remédio também.
    A FSSPX só é coerente no que sempre foi ensinado.

    Daqui há pouco vão atribuir à FSSPX a culpa dos problemas da Igreja. Daqui há pouco culpada será a FSSPX pelo episcopado estar em crise de fé, por ter optado por doutrinas não católicas.

  5. Por que não solicitar isso estando plenamente regularizado?
    Por que não defender a “verdadeira Fé católica” na Igreja Católica, sob aquele que o próprio Cristo colocou como guia de sua Igreja?

    Para dom Williamson, seríamos todos membros de uma unidade infiel, tendo sacrificado a fé? Então a Igreja é, no fundo, a FSSPX?

    Rezo para que retornem para casa. A FSSPX tem muito a contribuir com a Igreja. E todos nós, que buscamos sofrer com humildade os abusos dos tempos de hoje, teremos muito a ganhar com a espiritualidade e a seriedade dos filhos de Lefebvre.

  6. Maurício, o problema é que há uma crise de Fé. E esta crise é justamente o que deve ser combatido. Se houvesse a “profissão unânime e íntegra da verdadeira fé”, não existiria crise alguma. A vitória não pode ser prerrequisito para a entrada no campo de batalha.
    E o campo de batalha é a Igreja.
    A SSPX, há décadas, vem atraindo para si (logo para fora da batalha, para fora dos seminários diocesanos, para fora das paróquias, da vida eclesial, da hierarquia…) os que mais poderiam fazer para que a crise acabasse logo. Já cansei de ajudar gente a abandonar erros modernistas, pra depois o sujeito parar de trabalhar em prol da Fé na paróquia modernista pra ir para o conforto de uma capelinha da SSPX, onde pode fingir que está numa paróquia magicamente protegida da crise. Mas é na paróquia modernista, na diocese governada por um aparente sucessor de Judas, que a batalha de verdade é travada.
    A SSPX sem uma situação canônica correta é como uma tropa que fique aquartelada, pintando meio-fio de branco, enquanto a guerra come solta. Pior: a situação dela faz com que seja facílimo para os modernistas acusar de “cismático” quem quer que preze a Tradição.
    Repito: a vitória não pode ser prerrequisito para a entrada no campo de batalha. Não é fazendo biquinho e prendendo a respirção que o modernismo será vencido, e é isso que o Dr. Willianson, infelizmente, está fazendo. Espero em Deus que o acordo saia logo; qdo saiu a Administração Apostólica, tive a alegria de ser um dos primeiros a dar os parabéns ao então Pe. Rifan. A entrada destes reforços na guerra contra o modernismo foi valiosíssima!, e mais ainda o será a da SSPX.
    Se o Dr. Willianson e mais alguns preferirem ficar brincando de igrejinha de puros, lamento. Como todo sectário, como todo aquele que nega sua submissão ao Romano Pontífice, vão acabar se dando muito mal; basta ver os jansenistas, que entraram em cisma por acharem laxa a moral pregada pelos jesuítas e hoje em dia estão tentando ordenar mulheres e casar homem com homem. Espero que, mesmo que ele se oponha, os outros Bispos da SSPX, assim como a maioria dos padres, venha logo combater o bom combate ao invés de continuar criando vilas Potemkin para afastar da luta os melhores. :(

  7. Ademais, é possível que dom Fellay se posicione em nome da FSSPX oficialmente… Após ler cartas como a seguinte, tenho dúvidas acerca da autoridade que o bispo Williamson tem para falar pela fraternidade: http://mauricepinay.blogspot.com.br/2011/10/letter-from-bishop-fellay-to-bishop.html

  8. Beicinho fazem os plenas só de ouvir esse nome: Richard Williamson. Rasgam as vestes não importa o que ele diga. Até se bocejar a turma diz que seu bocejo é o bocejo de um sedevacante.

    “Aí agora vem o Dr. Willianson exigir a consagração da Rússia em união com todos os Bispos, como se enorme parte do problema não fosse haver enorme quantidade de Bispos que não obedecem ao Papa”….

    Ora Seu Ramalhete… O senhor então reclame da “enorme parte do problema” com a Santa Mãe de Deus, pois a “idéia” de consagrar a Rússia junto com a turma do covil partiu d’Ela!

  9. Bravo, bravissimo! Aplausos para o Carlos Ramalhete. Aliás, não sei que bicho o mordeu para tamanho desabafo.
    Acho que declarações com essas de Dom Willianson acabam sendo muito úteis: contrastam nitidamente o que é a realidade e o que é o mundo da lua

  10. Carlos,
    Desculpe-me, mas tua visão de tão otimista chega a ser ingênua. O senhor sabe o que é um seminario modernista atualmente? Creio que não. E além disso, o senhor trata a questão da retidão de fé como se fosse consensual entre ambas as partes. Não é assim. A Administração e Dom Rifan, ao contrario do que disse o senhor, é exemplo clássico de como agem as autoridades romanas modernistas: atraem e esmagam.

  11. Mas esse bispo não estava colocado “sob silêncio” ?

    É só impressão minha, ou de fato, ele é mestre em arrumar confusão ?

    Ele já errou feio na questão dos judeus na 2ª Guerra.
    Agora vem ditar ordens ao Papa !!

    Como foi dito, querem (pelo menos alguns) criar todo tipo de empecilho
    para a regularização com a Igreja.

    Espero que os mais equilibrados prevaleçam.

  12. Estes três pedidos trouxeram prejuizo ou lucro para a causa da Igreja?

    Não lance “e ses…”, isso é injusto e é um convite ao julgamento temerário. Nenhum de nós aqui pode dizer se haveria mais ou menos frutos, melhores ou piores se isso ou aquilo fosse diferente. Só Deus sabe.

    O levantamento do decreto, por acaso foi algum favor? Prestem atenção: passados 20 anos, os bispos excomungados permaneceram na mesma irredutível posição, não cederam em um centímetro o mesmíssimo discurso que tinham na época, e Roma reconheceu que os mesmos são católicos e não são cismáticos. Há 20 anos a mesma Roma os puniu por cisma…

    Tome cuidado, há uma falácia lógica escondida aí. A Fraternidade não foi punida por sua posição ela foi perseguida por sua posição. Tampouco foi punida por cisma. Ela foi punida é por desobediência. Foi justo? Sim e não. Foi justo porque foi devido como bem demonstra a Igreja, mas foi injusto porque ao mesmo se fazia vista grossa às excomunhões automáticas clero marxista como bem demonstra a Fraternidade.

    A posição de Dom Lefebvre não foi julgada errada, o que foi julgada errada foi a forma de a fazer valer. Os fins não justificam os meios, e os bispos não fazem voto de acertar, eles fazem voto de obedecer. Deve-se obedecer em tudo o que não for pecado, mesmo que não pareça o melhor. É um exercício de humildade e confiança em Deus.

    A FSSPX, que dizem combater do lado de fora, em virtude de se permanecer irredutível PROVOCOU MAIS RESULTADOS DO QUE TODAS AS COMUNIDADES ECCLESIA DEI JUNTAS.

    Por favor não diga isso, este é outro convite ao juízo temerário. Você conhece todos os frutos para saber?

    Dom Williamson não está inovando em nada. Só verbalizou um sentimento presente em toda a FSSPX, que inclusive é tema de uma campanha de rosários: consagrar a Russia ao Imaculado Coração.

    E nisso ele está certíssimo, mas ele não pode condicionar sua obediência ao Santo Padre a isso. Não que ele o tenha feito, mas só para constar.

    Como o próprio Papa Bento XVI ensinou: “o Cristianismo sempre foi uma realidade microscópica ao longo da história, sempre fomos poucos e provavelmente sempre seremos”. Basta estudar a história do cristianismo, e isso nunca foi desculpa para os bons cristãos e os santos deixarem de se submeter aos seus bispos e ao Papa. Não diz respeito apenas a uma questão prática. Trata-se de que, dada a oportunidade, negá-la coloca em risco a salvação das almas de todos os membros da Fraternidade e de todos os fiéis que dela se nutrem.

    Nós nunca cremos que é por nossas forças, forças humanas, que cresce a Igreja de Cristo e se vencem seus inimigos, e sim pela força de Nosso Senhor. Nós sempre confiamos mais no sobrenatural do que no natural. A cada hora de pregação dedicamos no mínimo duas horas de oração, isso quando não nos dedicamos quase exclusivamente à oração.

  13. Carlos Ramalhete, se a FSSPX quer uma vitória é porque como diz Dom Fellay:

    “Estamos lutando com a Roma, ou, se você quiser, contra Roma, ao mesmo tempo com Roma. E nós afirmamos e continuamos a dizer, somos católicos. Queremos permanecer católicos. Muitas vezes eu digo a Roma, vocês tentam nos chutar para fora. E vemos que seria muito mais fácil para nós estar fora”. Se nos aceitarem como somos, sem mudanças sem nos obrigar a aceitar essas coisas, então estamos prontos”. http://fratresinunum.com/2012/02/04/se-nos-aceitarem-como-somos-sem-mudancas-sem-nos-obrigar-a-aceitar-essas-coisas-entao-estamos-prontos/

    Não é a sua voz, a voz dos leigos que você ajuda sair do modernismo ou a voz da FSSPX que deve ecoar nas Paróquias, é a voz Roma, que deve se levantar contra o modernismo e lutar. E é essa uma das finalidades do apostolado da FSSPX, que Roma lute como sempre lutou, contra todos os erros. Não por uma Igreja de puros (que em absolutamente não é o caso da FSSPX), mas por uma Igreja que ofereça a pura doutrina católica, sem misturas. Ora, o que adianta lutar contra o modernismo nas Paróquias, se ele é aprovado em Roma, em atos como Assis 3? Vamos pregar nas paróquias a Igreja Una, enquanto em Roma se fala da reconstrução da unidade dos Cristãos? Vamos combater os efeitos, enquanto a causa atua livremente em Roma?

    Me parece, que você não tem uma compreensão real daquilo que chama crise. Já na sua primeira postagem você demonstra uma certa ingenuidade: você realmente acreditou que a FSSPX se venderia pelo Motu Proprio Summorum Pontificum e pela retirada das excomunhões, que nunca tiveram nenhum valor? Para você doutrina é moeda de troca e negociações? Ao que me parece, na sua visão não existe nenhum problema doutrinal com o Concílio Vaticano II, o que existe é um mau uso do Concílio. Não sei, pode até ser que acredite ainda na tese da analogia filosofia grega, que autorizaria e justificaria a relação com a filosofia moderna…

    Bom por enquanto fico por aqui.

    Fique com Deus.

  14. Senhor, faz-nos Teus servos humildes e devotos.
    Senhor, livra-nos de toda a arrogância e ajuda-nos a dentro da Tua Igreja lutar pela firmeza da Fé.
    Senhor, que por intercessão da Virgem Maria estejamos sempre unidos para assim melhor Te servir e glorificar.

  15. Concordo em com o Sr. Carlos.
    Quem não semeia… dispersa!
    Vamos lá Dom Fellay, aceita a proposta do Papa.

  16. Doutor Carlos Ramalhete,

    Que conste: – não foi a FSSPX que decidiu sair pelas portas dos fundos, foram eles que fizeram a FSSPX sair pelas portas dos fundos. Foi a FSSPX a ser tratada como cachorro sarnento.

    O restante do que escreveu, não entro no mérito!

  17. Não é necessário muito esforço para se notar a má vontade do senhor Ramalhete em relação a FSSPX. Vejam que ele trata Dom Willianson por Dr., sem o mínimo de respeito pela sua condição de Bispo. Creio que só isso é suficiente para mostrar que esse senhor não merece crédito.

  18. Doutor Carlos Ramalhete,

    Eu não tenho aquela feliz graça de estado – pisoteada por sacerdotes – que o doce Espírito Santo concede a quem é ordenado. Minhas opiniões são apenas minhas opiniões e meras opiniões, por isso, tenho certeza que o Espírito Santo considera-me um tolo.

    Mas é como dizem: – quando se retira os andaimes de retórica, o que sobra é a inteligência. Que profissão de fé em comum os hierarcas e a FSSPX devem assinar? Aquela profissão de fé que nunca foi exigida da Canção Nova, do Neocatecumenato, dos Jesuítas, Franciscanos, Dominicanos, da CNBB?

    O juramento anti-modernista que foi revogado por Paulo VI assumirá agora uma nova forma: – uma espécie de juramento anti-tradicionalismo? Virá a Cúria e imporá o seguinte: – assinem aqui Bispos da FSSPX, jurando adesão ao que a hierarquia romana e aqueles que com ela possuem plena comunhão, professam como fé católica ainda que diferente de tudo que era crido antes de 1962.

    Outro exemplo: – para a Legião foram mais de 50 anos de regime brando – brando ainda é rigoroso no caso – enquanto o “devorador” devorava quem lhe encontrasse pelo caminho. Denúncias e mais denúncias para o Papa João Paulo II e nem sequer um visitaçãozinha apóstolica, nenhum cafezinho marcado para ser usado como pretexto para “ver se tá tudo certinho”. Cafezinhos rolavam, mas entre o pederasta e João Paulo II nos palácios apostólicos. O Papa e seu Padrecito, que lindo não? Nesse meio tempo, de “deitar-se em deleite sexual com senhoras, moças, seminaristas”, todos os olhos de Roma vigiavam a FSSPX, incoerência não é? O seria coerência?

    Quem se fechou “magicamente” é a Legião, em seu próprio patrimônio, empresas etc, enquanto os demoníacos padres de Lefebvre administravam os sacramentos, andando pelos cantões do mundo.

    Para a FSSPX, bastou uma visitação apostólica – creio que em 1976 – para que Dom Marcel fosse suspenso ad divinis. Estranha essa profissão fé não é mesmo?

    Para uns, o rigor da lei; para outros o regime do “deixa rolar”. O único a ter vergonha na cara – sim, vergonha na cara – no meio disso tudo, foi Bento XVI. Sem ele, a Legião ainda gozaria de Habeas Corpus quanto ao Padrecito.

    Termino com as plavras do Cardeal Domenico Bartolucci: “Bento XVI é um general sem exército”.

  19. Vivam Cristo e Maria!

    Sr. Ramalhete,

    Com o devido respeito, o seu comentário é ruim e claramente longe da realidade.

    Vejamos o que escreveu recentemente um dos superiores do Instituto Bom Pastor (IBP), o Reverendíssimo Padre Navas:

    Mons.: Nicola Bux chama a Mons. Fellay:

    “Na plena comunhão eclesial com a grande família que constitui a Igreja Católica, sua voz não será abafada, seu compromisso não será negligenciável e negligenciado, mas poderá dar, com aquele de tantos outros, frutos abundantes que, de outra forma, seriam dispersos”.

    Eu gostaria que fosse verdade tanta beleza:

    Não é que desconheça a boa vontade de Mons. Nicola Bux, porém a realidade tem sido outra e está mostrando o contrario com o tratamento que é dado ao Instituto Bom Pastor (IBP) por parte dos bispos do Chile, especialmente de Santiago e arredores…, que não toleram ao IBP com sua especificidade recebida pela Santa Sé e consagrada pela aprovação de seus estatutos; negam-lhe, inclusive, sua existência canônica. É o desprezo e o desdém, o descaso e a dispersão como formas modernas de perseguição eclesiástica por essa parte da “grande família católica”, “obras são amores (desamores neste caso) e não boas razões”. Trata-se do “Grande pecado” de celebrar exclusivamente o rito antigo e do compromisso estatutário de colaborar com o Papa, na medida do possível, em uma visão do Concílio VII à luz da Tradição.

    Oremos!

    ***

    Mons.: Nicola Bux llama a Mons. Fellay:

    “En la plena comunión eclesial con la gran familia, que es la Iglesia católica, vuestra voz no será despreciada, vuestro empeño no será ni desdeñable ni descuidado, sino que podrá traer, con el de muchos otros, frutos abundantes; estando fuera, en cambio, se vería disperso.”

    Ojalá fuera verdad tanta belleza:

    No es que desconozca la buena voluntad de Mons. Nicola Bux, pero la realidad ha sido otra y está mostrando lo contrario con el trato dado al Instituto del Buen Pastor (IBP) por parte de los obispos de Chile, en especial de Santiago y sus alrededores… que no toleran al IBP con su especificidad recibida de la Santa Sede y consagrada en la aprobación de sus estatutos; se le niega inclusive su existencia canónca. Es el desprecio y el desden, el descuido y la dispersión como formas modernas de persecución eclesiástica por esa parte de “la gran familia católica” “obras son amores (desamores en este caso) y no buenas razones”. Es el “Gran pecado” de celebrar exclusivamente el rito antiguo y el compromiso estatutario de colaborar con el Papa, en cuanto sea posible, en una visión del Concilio V II a la luz de la Tradición.

    Oremos!

    ***

    A nota de Dom Williamson é muito propícia e salutar.

    Portanto, Sr. Ramalhete, não julgue despropositadamente.

    Saudações marianas.

    Alexandre

    excerptos.blogspot.com

  20. Não se combate um inimigo fugindo dele, Jesus ainda criança com 12 anos juntamente com seus pais foram a Jerusalém para festa da páscoa quando os Pais foram embora Jesus ficou, são José e Maria retornaram a Jerusalém e três dia depois encontraram Jesus no templo Nossa senhora indagou
    “Filho, porque nos fizeste isto? Olha que teu pai e eu andávamos aflitos à tua procura!” Ele respondeu-lhes: “Porque me procuráveis? Não sabíeis que devia estar em casa de meu Pai?” a caso os doutores da lei da quela epoca são diferentes dos bispos ala TL, RCC, mordeninhos etc.? a caso a fraternidade não sabe que devia esta na casa do pai? Acaso ela não sabe que devia estar na roma eterna? A caso a fraternidade não deveria ter um pouco de umildade e juntamente com o papa lutar contra os lobos da nossa epoca? Ficar de fora jogando pedra é facil, combater o inimigo de fora dos muros tambem é facil, Pai celeste proteja nosso amado Papa Bento XVI ele precisa de combatentes e os combatentes que ele covoca não o atende!

  21. Todas as partes têm razôes, tanto Mons. Bux quanto Dom Williamson. Claro que a Igreja continua sendo e sempre será a mestra da verdade, mas essa luz é obscurecida pelas doutrinas pastorais do Vaticano II, as quais se impõem como dogmas e os seus seguidores sustentam um poder paralelo dentro da Igreja. Heresias são ensinadas nos púlpitos, a Liturgia é manipulada, os sacramentos não são administrados freqüentemente, o confessionário desapareceu das paróquias, o sacrário é posto de escanteio, os religiosos se secularizaram e a piedade desapareceu dos leigos. Meu Jesus, eu confio em vós!

  22. Correção: não deveria ter um pouco de Humildade

  23. Muito oportuna a carta de Dom (e não Dr.) Wiliamson. A consagração da Russia conforme pedido de Nossa Senhora nunca foi cumprida corretamente. A efetuada em particular pelo Papa João Paulo II – (e não com todos os bispos, conforme condição da Virgem Maria em Fátima) – não mencionou especificamente aquele país.

    Também Dom Antônio de Castro Mayer durante o Concílio Vaticano II onde tinham todas as condições necessárias, pediu esta consagração. Não foi atendido.

    O Concílio Vaticano I quando canonizou a infalibilidade pontifícia juntou a esta a unidade de governo e de doutrina. Não é nada mais nada menos que os católicos (Dom Antônio, Dom Lefebvre, bispos da FSSPX, Dom salvador Lazo, e tantos outros leigos) clamam junto com o Papa Paulo VI que apenas cinco anos após o término do Concílio já atestava os efeitos da penetração da fumaça de satanás no templo de Deus por meio de doutrinas falsas inseridas nos meios católicos.

  24. Pe. Nicola Bux chama D. Fellay de Monsenhor, de Excelência Reverendíssima. A Cúria Romana, no levantamento das excomunhões, desde o Pe. Lombardi até o decreto da congregação para os bispos, tratam os bispos da FSSPX por Monsenhor, o que seria equivalente ao nosso Dom no Brasil. Até Dom Rifan, que não é muito admirado e nem admira os bispos da FSSPX, os chama de Dom, quando divulgou, acho que aqui mesmo no Fratres, um comentário sobre o levantamento das excomunhões.

  25. Infelizmente, nem os melhores conseguem enxergar que não é a vitória que a FSSPX impõe como prerrequisito para a entrada no “campo de batalha”, mas é A ARMA da batalha que se impõe, ou seja: A VERDADEIRA FÉ.

    De que adianta lutar numa guerra desarmado, ou com armas falhas?
    Isso é suicídio e imprudência.
    Ademais, o campo de batalha não é a cidade do vaticano, mas sim todas as almas.
    E isso, indiscutivelmente, a FSSPX faz muito bem.
    O Papa é apenas o general.

    Rezemos por ele, para que cumpra logo o pedido de Maria Santíssima, seja por uma penada, uma canetada até chegar se preciso for, ao seu martírio, para que não aconteça ao mundo o que aconteceu à filha bem amada de Deus, a França, quando lhe sobreveioa Revolução Francesa por não ter o rei obedecido à ordem de Nosso Senhor dada através de Sta Margarida Maria de consagrar a França ao Sagrado Coração e a imposição *nas armas* da França a imagem do seu Sacratíssimo Coração. [cfr. Marguerite-Marie Alacoque, Vie et oeuvres, Saint Paul, Paris-Fribourg, 1990, t. II, pp. 335-337, 343-344, 435-436]

    Vejamos se não há um mínimo de prudência em se dar valor às armas.

  26. Ainda bem que Santo Atanásio, Santa Catarina de Sena e tantos outros não ficaram apenas de choro olhando a situação dos bispos, da cúria, dos padres de suas épocas. Lutaram dentro da Igreja e deram muitos frutos para a Igreja.

  27. Concordo com o sr Ramalhete:
    “A vitória não pode ser prerrequisito para a entrada no campo de batalha.”

    Também penso que o correto (por direito) é tratar qualquer bispo ou prelado por Dom ou Monsenhor, mas devo observar que quando alguns tratam Sua Santidade o Papa Bento XVI por Ratzinger (nem ao menos Bento XVI!) e outros clérigos sem a devida vênia, lamentavelmente não vejo tanta indignação aqui na caixa de comentários. Que o tratamento digno seja dado a todos.

  28. Termino com as plavras do Cardeal Domenico Bartolucci: “Bento XVI é um general sem exército”.

    Ora, e isto não é um argumento pela submissão?

    Se o Sumo Pontífice necessita de um exército, nós não vamos nos alistar?

  29. Desejo que Papa acolha a fraternidade FSSPX que todos os problemas serão resolvidos e a Igreja terá sua vitória.

  30. A muito eu acompanho este blog. Hoje eu me senti realmente feliz pelo que li.
    Sr Carlos Ramalhete: seu comentário diz tudo!
    Aderir à Igreja de Cristo e lutar por ela nunca pode ser feito de fora.
    A FSSPX diz que não pode aderir à igreja conciliar. Agora eu pergunto: a Roma Eterna ainda existe ou a Roma conciliar a sobrepujou?
    Se a Roma Eterna; a Jerusalém Celeste; a Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica ainda vive, que é o seu chefe? Quem é o general deste exército Santo?
    A FSSPX quer lutar ao lado deste general? Pois que entre em ordem de batalha ao seu lado. Não contra ele. Submeta-se humildemente a ele, às suas ordens. Esta história de: “somos católicos, reconhecemos o papa, masssssssssssssssssss não podemos nos submeter a ele” é uma falácia. Católico ou se submete à autoridade de Pedro ou não é católico. Criticamos muitos bispos católicos (especialmente os desta nossa Patria Amada, salve salve!) por não serem católicos de fato, por não se submeterem ao papa. Agora cabe a pergunta: nós nos submetemos? Eu, indivíduo, membro do Corpo Místico de Cristo, filho da Santa Mãe Igreja assumo o compromisso de defender o que Pedro defende, DE ESTAR AO SEU LADO? Que a FSSPX entre na luta e assuma sua Cruz, mas dentro da Igreja. E que este dentro da Igreja seja realmente DENTRO. Não use subterfúgios para dizer-se católica, estando lutando contra o papa, pois contra o papa já temos muitos mebros de dentro da Igreja. Precisamos de gente dentro da Igreja lutando A FAVOR DO PAPA. Enfrentar hereges fora da comunhão com Pedro não parece ser a melhor estratégia. E quanto aos padres de Campos, que os utilizem como exemplos. Não sejam fracos como eles tem sido. Estejam ao lado do papa, mas não se submetam aos erros. Denunciem, lutem, batalhem, briguem, mas dentro da Nave de Pedro. Venham remar junto com alguns poucos que estão na Nave. Em meio a esta tempestade, associemo-nos cada dia mais a Pedro, para ajudarmos a ancorar novamente esta nave nas águas tranquilas sob a proteção da Santíssima Eucaristia e de Nossa Senhora. De fora deste barco, a FSSPX não conseguira somar esforços a poucos marinheiros que lutam para levar novamente a Nave ao Porto Seguro, que é o Senhor. E, se Pedro pensar em fugir da sua cruz, possa a FSSPX ser o rosto daquele Senhor que encontra o apóstolo. E quando este perguntar: “Quo Vadis?”, possa a FSSPX, como o Senhor responder: “Eu estou indo a Roma para ser crucificado de novo.” Possa a FSSPX ser o auxílio do papa para que este não desista de lutar. Agora eu, humildemente faço o mesmo apelo que fez Mons. Bux: “Venham à Roma”. Voltem para casa. Todos nós, católicos estamos aguardando nossos irmãos ansiosamente. Venham!! Com certeza vocês poderão nos corrigir em pontos que estivermos errados. Teremos nossos irmãos que se afastaram para se manterem puros e nos ajudarem nos momentos que falhamos. Mas não nos critiquem de longe. Não. Eu não quero críticas de gente de “fora”. Prefiro a correção de quem está ao meu lado, lutando comigo, dentro da minha família, ajudando meu pai na fé a levar esta família para o lugar que lhe foi preparado.

    Viva Cristo Rei!
    Viva Bentro XVI, Seu vigário!

  31. É possível tirar um tumor canceroso do paciente só dizendo: – tumor sai do corpo porque estamos exigindo que saia? Claro que não. É preciso abrir o paciente e “entrar” nele para extirpar o tumor. É o que Dom Willianson está fazendo com sua exigencia. O papa está cercado de “tumores” e estes tem grande poder no corpo “Roma” e se a FSSPX quiser extirpá-los terá que entrar nesse corpo “Roma”, porém sem a defecção de Dom Rifan. É entrar em “Roma” e aguentar as cusparadas e tapas na cara.
    Me parece absurdo exigir que “Roma doente” auto conserte-se para que eles(FSSPX) possam entrar nela.Assim é fácil,é a premissa da vitória(citada pelo Carlos Ramalhete) para poder entrar na batalha.

  32. Sábias palavras de Dom Williansom; a Rússia nunca foi consagrada.

    Numa só expressão:
    “Dom Marcelo Lefebvre, Martelo do modernismo, rogai por nós!!!!!!”
    “Santo Subito!!!!”

  33. Nossa Carlos, quanto ranço hein?! O elemento, se assim podemos dizer, mais coerente de toda essa crise é a SSPX, que se mantém calma e tranquila defedendo e mantendo a sua posição que é a mesma de há décadas, agora repetida por esse valente bispo. Muito diferente do neo conservadorismo, que segue o sabor do momento, que hoje diz uma coisa e amanhã, com os avanços dos modernistas de Roma (eu prefiro esse termo ao termo roma modernista) dizem outra.

    Não era raro ver em sites neo-conservadores críticas acerbadíssimas para com a fsspx e a defesa do pastoral concílio como se fosse um super dogma indispensável para quem queira ser católico. Hoje vemos essa mesma Roma não mexer uma palha para punir aqueles que criticam a esse concílio, como o IBP e monsenhor Gherardini.

    Querem que a Fraternidade se anule a si própria e professe uma doutrina que ela vem combatendo há anos.

    A unidade, como bem disso o bispo, só pode se dar na verdade.

    Quando se exigir apenas a fé católica, tenho certeza que a Fraternidade fará o acordo.

    A FSSPX nunca abandonou a Igreja… Esses legalistas que consideram uma assinatura de papel mais importante que a fé só merecem o nosso desprezo.

  34. Lucas Evangelista diz: “Vejam que ele trata Dom Willianson por Dr., sem o mínimo de respeito pela sua condição de Bispo. Creio que só isso é suficiente para mostrar que esse senhor não merece crédito.”
    Embora eu não concorde com o Sr. Carlos Ramalhete ou não compreenda o motivo pelo qual ele chama a Dom Wlliamson de Dr., também tristemente pude ver por diversas vezes o próprio Dom Williamson e mesmo Dom Tisier chamarem ao Santo Padre o Papa Bento XVI simplesmente por “Ratzinger”, sendo assim, ambos de acordo com o Lucas também não mereceriam crédito em seus escritos.

  35. No meu entender, Dom Willianson pede a consagração da Rússia não como um pré=requisito para que a fraternidade aceite a “legalização” mas como um solução para todos os problemas atuais da Igreja.

  36. Os comentários do Ramalhete foram muito bons e retratam a realidade.
    Me parece que Dom Willianson se antecipou a alguma resposta positiva que o Dom Fellay venha a dar, e jogou seu tradicional balde de lama.
    A regularização da situação da FSSPX é importante para ela mesma como para a Igreja.
    Por que, não entendo, a FSSPX não luta contra os modernistas dentro da Igreja? Por que?
    Será porque é mais comodo jogar as pedras no telhado do Vaticano do lado de fora?

  37. A solução sobrenatural da crise passa pelas mãos da Mãe de Deus, que nos foi dada como mãe aos pés da Cruz na figura do Apóstolo São João. Belíssima advertência de Dom Williamson onde mostra o que pediu Nossa Senhora em Fátima: a consagração da Rússia.Humanamente falando não há esperança para a superação da crise no seio da Santa Madre Igreja.

  38. As revelações de Fátima não pertencem à Revelação Pública da Igreja e do Mundo, que encerrou com o último dos Apóstolos. O Novo Testamento encerrou o Depósito da Revelação Pública. Fátima, embora seja incontestavelmente verdadeira, é uma Revelação Particular, sujeita à Igreja, e não a Igreja sujeita a ela. Parece que exigir do Papa que atenda a uma revelação particular seria a inversão dos valores e das regras ensinadas pela própria Igreja de que toda revelação particular deve submeter-se ao juízo da Igreja, e não só ao juízo, mas também às providências da Igreja. Autoridades de peso afirmam que o Beato João Paulo II já consagrou a Rússia. Ora, se ele já fez a dita consagração, então não há o porque fazer de novo, seria não ter fé. Mas se supormos que a consagração ainda não foi feita, a salvação do mundo deve seguir adiante por outros meios que seriam e são indispensáveis mesmo que a consagração aconteça ou tenha acontecido: a oração e o sacrifício. A salvação da humanidade depende não somente da consagração, mas antes e acima de tudo da oração e do sacrifício, como Ela mesmo ensinou em Fátima e outros lugares famosos. A própria Senhora de Fátima nos aponta para a oração e para o sacrifício. Dom Willianson parece acreditar em teorias conspiratórias, o que não duvido da existência, quando apela para uma possível terceira guerra mundial. A verdadeira fé só é possível na plena fraternidade que parte da Eucaristia. Nossa fé só será plena e verdadeira se for coerente com o Credo que todos os dias recitamos na Missa: “Creio a Igreja una, santa, católica e apostólica…” Ora, crer a Igreja é crer o que ela é hoje, atualmente. Atualmente a Igreja somos todos nós: “sociedade dos cristãos que obedecem aos mesmos superiores, recebem os mesmos sacramentos e creem as mesmas verdades…” Pertencemos a uma grande sociedade de cristãos regida pelo Papa Bento XVI. Crer a Igreja é crer o Papa. Somos pedras vivas do grande edifício que é a Igreja (Cf. Pedro). A Igreja é viva, isto é, constituída de pessoas vivas, e é nessas pessoas vivas que a Divina Providência nos colocou que devemos crer. Crer a Igreja é crer nelas, nas pedras vivas que formam a parte Docente deste grande edifício do qual nós somos membros. A Igreja é o Corpo Místico de Cristo. Devemos permanecer firmes na fé na pedra sobre a qual Jesus edificou a sua Igreja. Em Pedro a Igreja é infalível e indestrutível.
    In Iesu.

  39. Falar da consagração da Rússia é enlouquecer os plena.

    Engraçado como DOM Williansom mexe com os nervos dos plena, o newman aceitam de boa.

  40. Realmente, “Monsenhor” Carlos Ramalhete, Vossa Excelência perdeu uma chance de ouro de ficar calado e assim, passar por sábio. Havia lido há pouco um artigo seu sobre o cigarro no site da Associação Cultural Santo Tomás. O artigo em questão me pareceu bem escrito, apesar de umas apelações a algumas expressões que fogem à moral católica. Sua postura representa uma visão meio-termo, neotrad, pseudo-tradicionalista. Os senhores percebem que não se pode negar a crise, mas creem que a posição da Tradição não é católica suficiente, seria algo como uma sedevacantismo prático. Então usam expressões como “lutar contra a crise dentro da Igreja”, imaginando que negar o Vaticano II, negar o Magistério do Papa… seria negar a promessa de Cristo à sua Igreja. Meu caro, o senhor é uma pessoa inteligente. Mova sua inteligência para compreender a crise na grandeza que ela se encontra, seja honesto e verá que a posição de Dom Williamson é a posição mais fiel possível a Fé católica. Não me alegro com a situação canônica em que nos encontramos, sinto mesmo uma dor por não participar das atividades paroquiais e não poder ter no Papa a figura paternal que o papado inspira (e, de certo modo, obriga). Mas o que nos mantém na posição da FSSPX, do Mosteiro da Santa Cruz, de Avrilé e de tantas outras comunidades da Tradição é justamente a fidelidade ao nosso batismo. Com a fé não se trafica e devemos seguir antes a Deus que aos homens. Que São Jerônimo e Nossa Senhora o abençõe e proteja, ao senhor e à sua família.

  41. Sr José Moacir Claro

    O senhor é um cismático em potencial . Foi devido a sua forma de pensar e a de D. Williamson que os cismas surgiram na Igreja. Para justificar sua forma equivocada de pensar o senhor se utiliza dos mesmos argumentos que se utilizaram os vétero católicos ao se separarem da Igreja por não reconhecerem as “inovaçõs” do Concílio Vaticano I em 1881. Infelizmente a história sempre se repete!

  42. Autoridades de peso afirmam que o Beato João Paulo II já consagrou a Rússia.
    É, só se for o peso de acordo com comunistas. As tais autoridades seriam hoyos, bertone, sodano e o próprio ratzinger. O aparelho do Vaticano!
    Onde está a foto, link da informação em que se prova que JPII e os bispos do mundo inteiro estiveram reunidos para a consagração?

  43. Ora, e isto não é um argumento pela submissão?

    Não! É um argumento não para o exército que está pronto, mas para o General, que não está!