Sri Lanka: Coleta da Quaresma para garantir direito das crianças à vida.

Oposição da Igreja no Sri Lanka a um projeto do governo. No Brasil, até hoje nenhuma famigerada Campanha da Fraternidade foi dedicada especificamente ao combate ao aborto.

Colombo, 28 de março de 2012, Apic | Tradução: Fratres in Unum.com - O Cardeal Malcolm Ranjith, Arcebispo de Colombo, Sri Lanka, decidiu destinar a coleta de Quaresma para as crianças a nascer. Lançada em 25 de março de 2012 [ndr: festa da Encarnação do Verbo], esta iniciativa se opõe à proposta do governo de permitir o aborto em determinadas situações, informa ‘AsiaNews’ em 28 de março. “Os abortos estão crescendo em todo o Sri Lanka. Para proteger as crianças e colocá-las no mundo, é necessário ajudar as mães com todos os meios possíveis”, afirmou o Cardeal Ranjith. Seminários são organizados para mestres e professores sobre o tema do aborto, como proteger a vida ou como salvar a vida, esclareceu o Padre Judas Raaj. A iniciativa é promovida pela arquidiocese e pela cáritas de Colombo, com o lema: “Proteção da vida, para garantir o direito da criança à vida”.

5 Comentários to “Sri Lanka: Coleta da Quaresma para garantir direito das crianças à vida.”

  1. Acho que já houve campanha da fraternidade com a chamada contra o aborto.

    Escolhe, pois, a vida.

    • Caro Júlio, uma campanha dedicada especificamente contra o aborto não houve. Esta de 2008, que você cita, tratou também dele, mas não só dele. A apresentação daquela CF feita pelo então secretário-geral da CNBB Dom Odilo Scherer fala da vida de maneira ampla; primeiramente, ele cita as “formas de agressão ao ambiente, bem como a interferência leviana na natureza dos organismos vivos, coloca em sério risco a existência da muitos seres vivos, vegetais ou animais”; depois, ao tratar as questões humanas, começa falando da pobreza, falta de políticas sociais, violência, crime organizado, da maldade do sistema capitalista e da preservação do meio-ambiente. Como se isso não bastasse para já soar como uma fala de um esquerdista, o aborto é inicialmente abortado bem nos termos do petismo: “impressionante o número de abortos clandestinos realizados todos os anos no Brasil”… http://www.cot.org.br/igreja/campanha-da-fraternidade.php

  2. Eu não havia lido. Falar antes na natureza do que na vida humana. Muito mal exemplo ao eleger prioridades.

    Obrigado, Ferretti.

  3. É um absurdo que a campanha deste ano, cujo tema é “saúde pública” (termo tão usado por abortistas para justificar a legalização) sequer mencione o aborto. Considerando que a grande mídia e as pessoas chiques que nela aparecem repetem todos os dias ad nauseam que “o aborto é uma questão de saúde pública”, a omissão da campanha da fraternidade é imperdoável. Seria necessário desmascarar a fraude e mostrar que saúde pública é algo bem diferente da matança de bebês. E nem vou entrar no assunto da estatização da saúde. Como se não bastasse, as musiquinhas piegas da campanha parecem escritas pelo Frei Betto. Nunca vi algo tão TL numa missa. Lamentável. Tibieza e omissão serão cobradas desses bispos. Eles têm um imenso poder nas mãos e não fazem uso. Tal poder seria suficiente para soterrar as pretensões abortistas no Brasil, mas eles preferem se calar.

  4. A CNBB deveria fazer uma Campanha que combatesse não só o aborto, mas a ditadura gay na qual esse Brasil está se transformando. Fazer uma campanha, por exemplo, contra os grupelhos isolados que tentam tirar os crucifixos dos lugares públicos, contra os padres pop-star, contra o falso ecumenismo, enfim, há tantas coisas pelas quais a Igreja no Brasil poderia lutar, mas fica na superficialidade. É incrível que a campanha desse ano, cujo tema é saúde pública, não fale do aborto e da eutanásia: temas tão importantes, mas que ficam relegados para outros momentos, não é a necessidade pastoral. Também concordo com o Henrique: “tibieza e omissão serão cobradas dos bispos”. Enquanto o Brasil vai caminhando rumo ao comunismo, homossexualismo, secularismo e tantos rumos “modernos”, os bispos vão pondo mais lenha na fogueira. Frei Betto é causa de escândalo entre os bons católicos: D. Lefrebvre foi facilmente condenado pela justiça da Igreja, mas outros caras como Frei Betto, que assumem abertamente suas posições nada católicas, esses continuam livres, leves e soltos. Esse está em plena comunhão com a Igreja. É brincadeira um negócio desses. Nossa Senhora ajude-nos!