Jovem gay é eleito para conselho pastoral. Cardeal de Viena se posiciona.

IHU – O jovem de vinte e sete anos, Florian Stangl, foi o mais votado, entre os paroquianos, durante as eleições do novo conselho pastoral de Stützenhofen, ao norte de Viena. O pároco, porém, não quis admitir sua designação. E, aí, interveio o arcebispo, que assumindo a responsabilidade, decidiu convalidar a eleição. A intervenção do cardeal Cristoph Schönborn, agora, está sendo motivo de polêmica (Die Presse, em alemão). Nos últimos dias, depois de expressar reservas, num primeiro momento, decidiu admitir no conselho pastoral, da paróquia da pequena cidade austríaca, um jovem homossexual que convive com seu parceiro, com quem contraiu união civil.

A reportagem é de Andrea Tornielli, publicada no sítio Vatican Insider, 03-04-2012. A tradução é do Cepat.

Na votação, ocorrida há três semanas, Stangl obteve 96 votos a favor, dos 142. O pároco Gerhard Swierzek pediu para que ele renunciasse e, inclusive, o convidou para não se apresentar para receber a eucaristia. Uma decisão contestada pelo vigário forâneo, responsável pelo decanato, o padre George Von Horick: “Se existe a permissão aos divorciados, que voltam a se casar, para se colocarem como candidatos – disse – tampouco as inclinações, nem a vida homossexual” deve impedir a eleição.

Num primeiro momento, a diocese de Viena havia declarado que o registro numa união civil não permite a participação no conselho pastoral. Stangl declarou numa entrevista: “Sinto-me unido aos ensinamentos da Igreja, porém o pedido de viver em castidade me parece pouco realista. Quantas pessoas vivem na castidade?” E pediu para falar com o cardeal Schönborn, que convidou, ele e seu parceiro, para almoçar. No dia 30 de março, o arcebispo de Viena fez publicar uma segunda declaração, mais articulada (Arquidiocese de Viena, em alemão). Schönborn agradeceu aos “muitos candidatos às eleições do conselho pastoral”, porque com suas candidaturas “demonstraram interesse pela Igreja e pela fé”. “Assim – continua o cardeal – deram testemunho da vitalidade da Igreja. Em sua diversidade, refletem a diversidade atual dos caminhos de vida e de fé”.

“Existem muitos membros dos conselhos pastorais paroquiais – acrescentou o arcebispo de Viena – cujo estilo de vida não cumpre, em sua totalidade, com os ideais da Igreja. Em vista do testemunho de vida, que cada um deles nos dá, em conjunto, e do esforço em viver uma vida de fé, a Igreja aprecia seu compromisso”.

Schönborn, então, elogiou a viva participação das jovens gerações na vida paroquial da pequena comunidade de Stützenhofen, e a grande participação nas eleições do conselho pastoral. “Os erros formais que vieram à luz, durante a eleição, não colocam em discussão os resultados da eleição, em que o candidato mais jovem, Florian Stangl, recebeu a maioria dos votos”.

O cardeal conta que se reuniu com Stangl e que ficou “profundamente impressionado por sua fé, por sua humildade, e pelo modo em que concebe seu serviço. Ele pôde compreender por que os paroquianos votaram, de forma tão decidida, na sua participação no conselho pastoral”. Por último, o cardeal assinalou a decisão do conselho episcopal, que por unanimidade estabeleceu que as autoridades diocesanas não pretendem invalidar a eleição, nem os resultados, e que revisarão as regras para os conselhos pastorais, para esclarecer os requisitos necessários para os candidatos.

A que “erros” Schönborn se referia? Ao fato de que os candidatos para os conselhos pastorais, na diocese de Viena, devem assinar uma declaração na qual garantem cumprir com todos os requisitos necessários, entre os quais está o de adesão da fé e disciplina da Igreja católica, que, como se sabe, condena a prática homossexual e as uniões entre pessoas do mesmo sexo. Porém, na eleição em Stützenhofen, os candidatos não quiseram assinar a declaração, afirmando verbalmente cumprir com os requisitos.

Nos últimos dias, na Itália, foi o cardeal Carlo Maria Martini, arcebispo emérito de Milão, que se pronunciou sobre a possibilidade do reconhecimento das uniões civis de pessoas do mesmo sexo. No livro-entrevista “Credere e conoscere” [Crer e conhecer] (Einaudi), escrito em diálogo com Ignacio Marino, Martini afirmava: “Considero que a família deve ser defendida, porque é realmente a que sustenta a sociedade, de maneira estável e permanente, e pelo papel fundamental que desempenha na educação dos filhos. Porém, não seria ruim que no lugar de relações homossexuais ocasionais, as pessoas tivessem certa estabilidade e, então, neste sentido, o Estado poderia favorecê-las também”.

23 Comentários to “Jovem gay é eleito para conselho pastoral. Cardeal de Viena se posiciona.”

  1. Ao ficar impressionado com a fé de alguém que se diz indisponível para a castidade está-se a ofender os muitos milhares de sacerdotes, consagrados e consagradas que o fazem por amor ao Senhor e com acto de fé. Além de que se está a abrir a “caixa de Pandorra” que permitirá a subversão total dos ensinamentos e magistério da Igreja.

    Deposito, se de facto a fé é grande, uma maior esperança no jovem Florian Stangl para que cheio de humildade venha a enveredar pela castidade no seio da nossa amada Igreja, nesse sentido andarão as minhas orações.

  2. Obrigado Vaticano II!!!

  3. Ao abrir as portas para divorciados em segunda união, com direito até a uma pastoral exclusiva para os recasados, a Igreja abriu as portas para o adultério e o resto é consequência. Hoje, um homossexual ou heterossexual que procura viver a castidade são vistos como idiotas. Castidade? Pureza? Virgindade? Que coisa mais pré-conciliar…

  4. Popule meus, quid feci tibi?
    Aut in quo contristavi te?
    Responde mihi.

    Quia eduxi te de terra Aegypti:
    parasti crucem salvatori tuo.

    Hagios o Theos –
    Sanctus deus
    Hagios Ischyros –
    Sanctus fortis
    Hagios Athanatos, eleison hymas. –
    Sanctus immortalis, miserere nobis.

  5. O que está acontecendo com o Clero católico e também com o próprio rebanho, uma vez que foram os fiéis que elegeram uma pessoa cuja conduta de vida não é católica? E quem inventou toda essa história de Conselhos e democracia dentro das Paróquias. Velhos tempos em que o Padre era a única autoridade na Paróquia. Se existem Conselhos Pastorais, o Pároco deve ser o responsável pela liderança dos leigos. O Vaticano precisa chamar o cardeal Schoborn. E o preâmbulo doutrinal é só para Dom Fellay.

  6. Schönborn sempre acendendo uma vela para o capeta e outra para Jesus Cristo (Catecismo da Igreja Católica). Tendência que tem se tornado comum entre os sucessores dos Apóstolos.

  7. Publicado el 04-09-2012
    Directivo católico renuncia por actitud del Cardenal

    Por VERENA DOBNIK
    NUEVA YORK (AP)

    El titular de la arquidiócesis católica de Nueva York enfrenta un desafío a su posición sobre los derechos de los homosexuales, con la renuncia de un directivo juvenil que dice estar “harto” de la actitud del cardenal Timothy Dolan.

    http://diariolasamericas.com/noticia/138387/directivo-catolico-renuncia-por-actitud-del-cardenal

  8. Opa, já que preambulo doutrinal está na moda, pq não enviam para o Sr. Cardeal?

  9. ” O cardeal conta que se reuniu com Stangl e que ficou “profundamente impressionado por sua fé, por sua humildade, e pelo modo em que concebe seu serviço. Ele pôde compreender por que os paroquianos votaram, de forma tão decidida, na sua participação no conselho pastoral””

    Impressionado por sua fé? Fé em violar abertamente os mandamentos de Deus?
    Essa “fé” é a fé de Lucifer!
    É isso ai. Esse sentimentalismo odioso que tudo invade, que tudo quer justificar.
    O pároco Gerhard Swierzek devia se rebelar contra a ordem de Schönborn que está contra Deus e sua Igreja e expulsar esses paroquianos que votaram no homossexual ativo.

  10. O coitado do rapaz até queria ser casto, mas o povo está como que ovelhas sem pastores: não há ninguém que o ajude.

    As almas estão se perdendo aos montes por causa dos maus pastores.

    O problema é que embora Deus perdoe sempre a vida não perdoa nunca. Virá a hora em que a vinha será entregue a administradores competentes que a façam produzir bons frutos, e esperançosamente esse pobre homem se arrependerá e passará a viver uma vida escorreita, tal como muitos outros do povo que hoje vivem mal pelo descaminho dos seus pastores. E receberão com certeza o perdão de Nosso Senhor. Mas as consequências de seus atos continuarão a ser sentidas. Muito haverão de sofrer lastimavelmente porque a vida não perdoa. Quem haverá de pagar por isso senão esses maus pastores?

  11. O homossexualismo é um pecado contra a natureza.
    Por isso a Igreja não aceita nenhum tipo de união com pessoas do mesmo sexo.

  12. Um padre declarou sobre casamento gay: “um conceito religioso pode cometer essa injustiça? Não.” http://geraldoramosjunior.blogspot.com.br/2011/10/diversidade-padre-fabio-de-melo-e-favor.html

  13. “Sinto-me unido aos ensinamentos da Igreja, porém o pedido de viver em castidade me parece pouco realista. Quantas pessoas vivem na castidade?”
    EU PRATICO A CASTIDADE!
    Sou uma grande pecadora, mas sempre buscando melhorar!
    Como assistente de um padre exorcista e pelos muitos casos de libertação por mim presenciados, afirmo categoricamente que nao existem homens e mulheres nascidos homossexuais.
    Apenas pessoas que precisam de conversão e orações de cura e libertação que podem ser ministradas por leigos integrantes ou nao de uma equipe de intercessores comandados por um padre exorcista.
    Oremos pois para que este jovem receba com dignidade a eucaristia abandonando o pecado da sodomia.
    Gostaria de ler esta reportagem no original.
    Excelente a colocação de Joao Paulo Reis.
    Disse tudo!

  14. Sinal dos tempos… Temos que estar preparados para coisas piores. “Vigiai e orai”…

  15. Não sei mais o q se espera para se pedir a renuncia desse Sr. Bispo, ou até mesmo remove-lo de seu cargo nem q seja a força! será q Bento XVI não fica sabendo dessas coisas??? e pensar q mesmo assim devemos respeita-lo pois é um sucessor dos apóstolos… se judas tivesse uma linha de sucessão eu saberia bem de quem muitos bispos são sucessores!

  16. …Mas o que importa é que eles estão em plena comunhão.

  17. Schönborn n é amigo do papa?
    Schönborn n é defensor das aparições medjugorje?
    Schönborn está na hermenêutica da continuidade e em plena comunhão!
    Então n há o que reclamar.

    Entendam: o importante é que Schönborn n perdeu a comunhão com o papa, vcs n sabem disso???

  18. Schönborn e’ mais um dos muitos lobos que usam chapeuzinho vermelho. Cardeais e Bispos que ofendem a Deus, desafiam a doutrina da Igreja, nos envergonham, colocam os fieis nos caminhos do inferno e atraem, nao sobre si somente, mas sobre todo o rebanho, castigos terriveis.

  19. Carmen Carolina
    A Igreja fala de renúncia e castidade, não fala de exorcismo para homossexuais. Essa história de expulsar demônio de homossexuais é doutrina da igreja Universal.

  20. Acho tão estranho mulher ser assistente de padre, n me lembro de ter sido Jesus assessorado por nenhuma mulher.

    • Convido-a conhecer o nosso trabalho na Igreja de Sant’Ana no Rio de Janeiro.
      Padre Nelson Rabelo tem 91 anos e talvez seja o exorcista mais antigo do mundo.
      Nossa equipe sempre recebe a visita de Dom Orani, por ocasião das festas na paroquia e no aniversario do padre.Sempre nos encoraja, abençoa e anima! Alguns dias temos casos complicados…
      Conheça também o trabalho das mulheres na equipe de Padre Gabrielle Amorth, exorcista Mor do Vaticano, quando estiveres em Roma. Muitas mulheres envolvidas. Aprendi muito com elas.
      Nossa Senhora esta sempre a nos ajudar.

  21. Rezemos pela Igreja na Áustria.

    Tenho impressão que satanás está dando plantão por lá,
    fazendo hora extra !!

  22. Como pode um homem douto em Doutrina e Moral apoiar um rebelde e condenar um ministro de Cristo? Um pastor, que deveria zelar pelo bem de suas ovelhas, ignora todo o ensinamento cristão em nome de um abrandamento do mal, em nome de um falso modernismo. Essa atitude assemelha-se à de Pilatos, ao mandar açoitar Jesus, ou seja, adere às maldades farisaicas com medo de ser destronado. Bem certa estava Santa Teresinha quando dizia: “Quando mau são os pastores, maus são os servos”. Pobres dos fiéis austríacos, pobres, pobres. Rezemos por eles.