Não estamos aqui para criticar, estamos aqui para conservar.

Padre Ratzinger como subdiácono em 1951. Foto: New Liturgical Movement.

Padre Ratzinger como subdiácono em 1951. Foto: New Liturgical Movement.

Não estamos aqui para criticar os bispos e os sacerdotes. Não estamos aqui para nos rebelarmos contra o episcopado. Não! Certamente que não! Essa não é absolutamente a nossa intenção. Pelo contrário, desejaríamos que os bispos e sacerdotes, que vêem aquilo que fazemos, admitissem que eles mesmos em sua juventude, durante todo o período antes do Concílio, quando eram padres, celebravam sempre a mesma Missa que celebramos, e eram tão fiéis à Igreja Católica como somos atualmente. Será que o que eles faziam na juventude deveria ser condenado hoje em dia?

Não acreditamos nisso. Portanto, hoje em dia queremos explicar perante vocês, meus amados irmãos, que não somos hostis a ninguém. Muito pelo contrário, somos os servos mais leais da Igreja, os servos fiéis do Papa e dos bispos. Estamos profundamente ligados a eles. Precisamente por isso, por estarmos determinados a preservar a fé de sempre e a permanecer em comunhão com a Igreja de sempre. Por isso também estamos aqui. Desejamos que todos a nossa volta compreendam isso, de modo que possam rezar conosco pela Igreja. Desejamos que eles se convençam de que não queremos, de modo algum, ser hostis ao Papa e aos bispos, mas, pelo contrário, que queremos ajudar, a louvar a Deus, e amar a Santa Igreja Católica, que tanto estimamos.

Arcebispo Marcel Lefebvre, na inauguração do Seminário do Sagrado Coração (Zaitzkofen, Bavária), em 1978. (Citação do dia 14/04/2012 do Distrito Alemão da Fraternidade São Pio X)

19 Comentários to “Não estamos aqui para criticar, estamos aqui para conservar.”

  1. Pausa para chorar [...]. Obrigado Dom Lefebvre!

  2. Não estamos aqui para criticar, estamos aqui para resistir.

  3. Talvez eu não esteja mais vivo, mas tenho certeza que Dom Lefebvre e Dom Mayer serão canonizados, pela coragem que tiveram em combater esse concílio maldito e essa missa sacrílega.

  4. Amigos do Fratres, essa é off-topic:

    Bispos participam de reflexão sobre Estado Laico

    http://centralcatolica.com/index.php/show/framed/141189/Bispos-participam-de-reflexao-sobre-Estado-Laico

    E pra palestrar sobre o Estado Laico chamaram quem? O Dr. petista-marxista-socialista Fábio Comparato. Por que não católicos de peso como Ives Gandra, Paulo Brossard, Célio Borja? Acho que são católicos demais pra CNBB…

  5. Obrigado, Dom Lefebvre! Obrigado Dom Mayer!
    Por terem me resgatado da igreja que não converte ninguém.

  6. Calma, Rogério, calma… assim você joga fora a água suja e até mesmo a criança…

  7. “somos os servos mais leais da Igreja, os servos fiéis do Papa e dos bispos. Estamos profundamente ligados a eles.”

    Senhores, uma coisa é o que falamos de nós mesmos, outra coisa é a forma que agimos.
    Mormemente o que tenho observado nos meios tradicionalistas, fato esse pela graça de Deus, é um
    incentivo ao sedevacantismo. Mais pela estupidez dos procedimentos e das palavras usadas do que pela vontade. Não digo que ainda seja o caso de vocês, mas apenas peço, por caridade, cuidado nesse ponto, para que sempre mostrem seu amor ao Santo Padre e a alegria de ser fiel a ele.
    Caso contrário, para nós que amamos a Santa Igreja, acabaremos fazendo um serviço contrário, estéril e gerando apenas pessoas rancorosas.

    salve Maria!!!

    Mauri

  8. Infelizmente bispos e cardeias diriam hoje, a respeito dos erros de doutrina e moral: “Não estamos aqui para criticar, estamos aqui para conversar”. Aliás, “conversar” é verbo arcaico e retrógado; “estamos aqui para dialogar”.

  9. O próprio Jesus pregava sempre o amor e a tolerância e acolhia a todos em suas diferenças. A crítica, na maioria das vezes, é destrutiva e coloca o criticado em posição de defesa, criando um ambiente de guerra e ódio. E quando alguns católicos pregam a intolerância e contribuem para a cultura do ódio na sociedade, podem até pensar que estão defendendo a Igreja, mas estão na verdade se afastando de Jesus Cristo, que está acima da igreja e de todos nós. Eu sou católico, leio a Bíblia e procuro sempre refletir sobre os profundos ensinamentos de Jesus, e, como opção de vida, evito criticar e espalhar a intolerância pelo diferente e o ódio na sociedade – que já está dominada pelo Pecado – e acredito estar no caminho certo, embora ciente de minhas limitações de ser humano.

  10. Não acredito que o ponto de discórdia entre o Arcebispo Lefebvre e o Vaticano seja apenas quanto ao rito da missa. Afinal de contas, se olharmos sob a perspecitva da história da Igreja, o rito da missa tidentina é algo muito recente, de 1570, ou seja 1527 após a morte e ressureição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Então me pergunto, será que durante esse 1527 as missas foram menos sacras, mas fracas, as orações não chegavam a Deus ? É lógico que não. Então porque toda essa celeuma, querendo inclusive desacralizar o rito instituído pelo Concílio Vaticano II ?
    Eu imagino que esta mesma celeuma deve ter ocorrido quando Papa São Gregório Magno sistematizou o Canto Gregoriano e mesmo quando Pio V institui a missa tridentina. E no entanto, em benefício da Igreja, o bom senso prevaleceu !
    Escrevendo os comentários acima, me veio à lembrança a célebre passagem do Ato dos Apóstolo, onde São Paulo chama a atenção de São Pedro quando ele insiste em manter as leis mosaicas. Pois é, será que não está acontecendo o mesmo agora ?
    Finalizando, acredito que o ponto de discórdia entre a Fraternidade São Pio X e o Vaticano vai muto além do rito da missa. Devem, certamente, existir outros motivos. Mas, de qualquer forma, lembremos de Santo Agostinho: ” Roma locuta, causa finita est”

  11. Obrigado, Dom Lefebvre! Obrigado Dom Mayer! pela resistência.

  12. Sim, o próprio Jesus pregava a tolerância. inclusive ele foi extremamente tolerante com chite na mão para expulsar os vendilhões do Templo. Plenamente tolerante com os fariseus “raça de víboras” e “túmulos brancos”.
    Mas pra quê se preocupar com um rito codificado na era medieval, não é mesmo? O fato de muitos conhecerem-na também por Dâmaso-Gregoriana não deve ser importante… O fato de, segundo alguns, o Cânon remontar o próprio São Pedro também não deve ser importante.
    Pra quê tanta celeuma sobre inserir heresias na Igreja, gente??? Qual o problema em aceitar “Roma locuta, causa finita” quando Roma hoje nega o que Roma disse antes??? Eles podem reabrir uma causa fechada por eles mesmos. Não tem problema nenhum aceitar o modernismo condenado por S. Pio X. Não tem problema nenhum aceitar um rito fabricado por um maçom e seis pastores protestantes como católico. E aliás, pra que ficar com um rito solidificado por centenas de anos, que respeitou os ritos existentes, hermeticamente fechado para defender a doutrina de heresias??? Não é melhor esse que agrada os protestantes? Lembrem-se que quem não aceitar TODO o CVII não está em plena comunhão!!!

    Falando sério, me poupe.

    • Amigo Galvão, não é com ironias, impaciência e soberba que você vai convencer alguém, ou alcançar sucesso na defesa dos seus pontos de vista. Siga o exemplo do J. Marques.

  13. A Missa do Papa Sao Gregorio I nao foi inventada por ele. O nucleo desse rito (o Canon Romano) remonta a celebracao que Sao Pedro fazia nas catacumbas em Roma, no Seculo I, e ao longo dos seis primeiros seculos da era dos cristaos foi sendo enriquecido por santos sacerdotes com oracoes e gestos cada vez mais condignos com a grandeza e dignidade do Santo Sacrificio do Altar. Sao Gregorio Magno apenas canonizou o rito que ja existia antes dele e que chegava, assim, a sua forma definitiva como rito romano oficial da Igreja. A chamada “Missa de Sao Pio V” tambem nao foi inventada por Sao Pio V. Ela e’ a mesma Missa do Papa Sao Gregorio, sendo apenas retirados diversos elementos que nao faziam parte do rito em si mesmo, e que foram sendo acrescentados arbitrariamente depois de alguns seculos, fazendo com que o rito nao fosse o mesmo que sempre havia sido e nem igual em toda parte. Sao Pio V restituiu o rito a sua antiga pureza e o garantiu com um indulto perpetuo atraves da Bula “Quo Primum Tempore”, atraves da qual nenhum padre jamais pode ser obrigado a deixar de celebra-lo (E’ sumamente recomendado que todo catolico conheca bem esse importantissimo documento de um Papa santo).
    Ja a Missa de Paulo VI foi totalmente inventada por um Arcebispo Macom (Annibale Bugnini), auxiliado por seis pastores protestantes. Para ser uma Missa ecumenica, que pudesse agradar aos protestantes. Ha muito mais a se dizer… O objetivo de Paulo VI – e quem disse isso foi Jean Guitton, amigo intimo dele – foi o de retirar o que era “catolico demais” do rito da Missa, a fim de aproxima-la da missa calvinista. Por isso, foram retiradas oracoes e gestos que expressavam de forma inequivoca a doutrina catolica sobre o Santo Sacrificio e a Presenca Real de Cristo na Ssma Eucaristia. Ora, tal coisa nunca havia acontecido na Historia da Igreja. E uma das criticas que o entao Cardeal Ratzinger fez na decada de 1970, foi que a Missa de Paulo VI nao era o produto de um desenvolvimento historico ininterrupto, mas um novo comeco, um “produto banal do momento”. Isso, evidentemente, e’ gravissimo. Tragica, entao, foi a substituicao da Missa Gregoriana pela Missa Paulina Bugniniana. Tudo o que veio depois (o longo e triste cortejo de profanacoes ate’ o dia de hoje, e a perda de fe’ por parte de milhoes de fieis) tem como ponto de partida esse tragico comeco.

    • Como afirmei anterior, careço de conhecimentos mais profundos a respeito do assuto, e aquilo que escrevei foi apenas uma opinião pesssoa, um “achismo” e não fruto de pesquisa e reflexão. Se as coisas se passaram realmente dessa forma – veja bem não estou duvidando , mas sim tenho por hábito checar qualquer informação, antes de adotá-la – então concordo plenamente com aqueles que se manifestaram, e se manifestam, contra as mudanças no rito da missa promovidas pelo Vaticano II.
      Gostaria que, se possível, me indicasse uma fonte de leitura/consulta onde pudesse ver a diferença entre o rito atual e o anterior.

  14. Simplório manifestante, mencionar duas passagens da vida de Jesus para afirmar, em tom cínico, que Ele não pregava o amor, a tolerância e a Paz é semelhante ao protestante que cita dois ou três versículos decorados e diz conhecer a Bíblia profundamente e ter encontrado a salvação.
    Muitos que andavam com Jesus, gostariam que Ele dominasse Jerusalém com sua Força e seu Poder, subjugando todos os seus inimigos para se tornar o Rei de Jerusalém. E Jesus Cristo venceu o Império Romano sem guerras, mas com seus profundos ensinamentos de Amor e Paz, afinal, o Cristianismo sobreviveu ao Império Romano, mesmo com toda violência e força bélica deste último.
    Penso que se a Igreja se afastar dos ensinamentos de Jesus Cristo e se render aos pensamentos mundanos destrutivos de ódio e intolerância ao que é diferente, também sucumbirá como todos os que tentaram prevalecer pelo falso poder das coisas mundanas.

  15. Amigo Luiz

    Estamos em um espaço de comentários. Cada qual usa da forma que achar melhor. Sobre uso da ironia, aconselho ler cartas do Profº Fedeli na Montfort. São várias as formas válidas de expor a situação. Aqui no Fratres temos vários bons textos que usam contos, metáforas. Infelizmente precisamos combater um “cristianismo açucarado” que só quer ver as coisas como “paz e amor new age” que segue fielmente sem saber os planos de demolição da Igreja.
    Uma vez me desentendi com um articulista por não gostar de ele ter dito “leia antes de falar”. Continuo discordando dele em vários pontos, mas creio que naquela repreensão aprendi muito. Isto nos ajuda a crescer como católicos, por mais incrível que pareça.
    Infelizmente vemos muito do “faça o que digo mas não faça o que eu faço”. É uma pena.

    Cabe a nós rezarmos pela Santa Igreja, que nos dê a fé de sempre. Não quero defender meus pontos de vista. Quero que Deus seja glorificado em tudo. Que a mentira e a contradição seja exposta e condenada. Que a vitória de Nosso Senhor Jesus Cristo resplandeça. Nisto se baseou Dom Lefebvre: Defender a fé de sempre. Se o método é falho é por minha falha achar que este é bom. Se alguém foi alertado por isto a buscar fontes confiáveis (o que é difícil achar principalmente em tempos de Google) que Deus seja Louvado.

  16. Sr. Luiz Fernando, salve Maria!

    A carta do Cardeais Ottaviani e Bacci ao Papa Paulo VI deverá ajudá-lo a entender um pouco melhor toda esta problemática:

    http://missatridentinaemportugal.blogspot.com.br/2010/07/carta-dos-cardeais-ottaviani-e-bacci.html

    Cleber Lourenço

  17. Sr. Luiz Fernando no pagina da FSSPX encontrarás farto material sobre o assunto.
    bons estudos.