Em menos de uma semana, o novo Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé abalou a relação entre Santa Sé e Fraternidade São Pio X. Abaixo, publicamos um trecho da entrevista concedida ontem por Dom Müller ao jornal Mittelbayerische Zeitung.
O novo prefeito do Santo Ofício.
As negociações entre o Vaticano e os irmãos da FSSPX são amigáveis, cristãs e humanas, mas claramente em formação. Quem quer se tornar Católico novamente deve reconhecer a autoridade do Papa e dos bispos. Ninguém deveria pensar poder impor suas próprias idéias sobre a Igreja Católica. As conversações em Roma não são negociações entre dois partidos. Nenhuma fraternidade religiosa pode impor condições à Igreja.
As negociações entre a FSSPX e o Vaticano vêm acontecendo desde janeiro de 2009. Quanto tempo ainda é necessário?
Com o tempo, o “ponto sem volta” está chegando e eles devem decidir: eles desejam a unidade da Igreja? Isso inclui a aceitação da forma e do conteúdo do Concílio Vaticano II, e as anteriores e posteriores afirmações e decisões do Magistério. Não há outro caminho.
A principal crítica da FSSPX é a permissão do Concílio Vaticano II para Missas na língua local ao invés do latim. Há alguma concessão?
O que pode ser concedido é o que, na realidade, pertence à diversidade da fé e vida Católicas. A reforma litúrgica do Vaticano II foi, com realismo, correta e necessária. Não se pode lançar polêmicas contra isso só porque há abusos.
A FSSPX acaba de qualificar o senhor como um herético, isto é, alguém que se separou da fé.
Não tenho que dar uma resposta a toda estupidez.








"... muitos dos que se dizem católicos ajudam os «revolucionários» . São esses, sempre «moderados», que estimam a «tranquilidade pública» como o bem supremo. Esses católicos tolerantes, condescendentes, brandos, doces, amáveis ao extremo com os maçons e furiosos inimigos de Jesus Cristo, guardam todo seu mal humor para os que gritam «Viva a Religião!» e a defendem sofrendo contínuas penalidades e expondo suas vidas. Para eles, esses últimos são «exagerados e imprudentes, que tudo comprometem com prejuízo dos interesses da Igreja» ".
Que tenho eu, Senhor Jesus, que não me tenhais dado?… Que sei eu que Vós não me tenhais ensinado?… Que valho eu se não estou ao vosso lado? Que mereço eu, se a Vós não estou unido?… Perdoai-me os erros que contra Vós tenho cometido. Pois me criastes sem que o merecesse… E me redimistes sem que Vo-lo pedisse… Muito fizestes ao me criar, muito em me redimir, e não sereis menos generoso em perdoar-me. Pois o muito sangue que derramastes e a acerba morte que padecestes não foram pelos anjos que Vos louvam, senão por mim e demais pecadores que Vos ofendem… Se Vos tenho negado, deixai-me reconhecer-Vos; Se Vos tenho injuriado, deixai-me louvar-Vos; Se Vos tenho ofendido, deixai-me servir-Vos. Porque é mais morte que vida, a que não empregada em vosso santo serviço… - Padre Mateo Crawley-Boevey