O Papa, o Concílio, a resposta de Fellay.

Por Andrea Tornielli | Tradução: Fratres in Unum.com

Bento XVI celebra missa, na manhã deste domingo, em Frascati.

Bento XVI celebra missa, na manhã deste domingo, em Frascati.

“Os documentos do Concílio contêm uma enorme riqueza para a formação de novas gerações cristãs, para a formação da nossa consciência. Então, releiam-nos… Redescobri a beleza de ser Igreja, de viver o grande ‘nós’ que Jesus formou em volta de si, para evangelizar o mundo: o ‘nós’ da Igreja, que nunca é fechado ou encerrado sobre si, mas sempre aberto e direcionado para o anúncio do Evangelho”

É uma passagem da homilia que Bento XVI, nesta manhã, pronunciou em Frascati, durante a missa que celebrou em sua breve visita à diocese cujo bispo é um ex-colaborador da Congregação para a Doutrina da Fé, Dom Raffaello Martinelli, e da qual é titular, como Cardeal da ordem dos bispos, o Secretário de Estado Tarcisio Bertone.

O Papa volta a falar do magistério conciliar, a três meses do quinquagésimo aniversário de abertura do Concílio, como uma “enorme riqueza”, atribuindo ao Vaticano II um papel importante também para as novas gerações. É significativo que isso ocorra exatamente no dia em que, em Écône, na Suíça, terminou o capítulo geral da Fraternidade São Pio X, fundada pelo Arcebispo tradicionalista Marcel Lefebvre.

De acordo com uma antecipação relatada por José Manuel Vidal, no site Religión Digital, os lefebvristas prepararam um documento-declaração no qual diriam definitivamente “não” à proposta de um retorno à plena comunhão com Roma, enquanto agradecendo ao Papa por quanto realizou nesta perspectiva e pela oportunidade que deu à Fraternidade de apresentar os seus pontos de vista.

Os lefebvrianos teriam concluído que não podiam aceitar o magistério do Vaticano II, tal como solicitado no preâmbulo doutrinal entregue ao bispo Bernard Fellay pelo Cardeal William Levada, em 13 de junho, porque a assinatura no preâmbulo implicaria a aceitação dos “erros do Concílio”.

A publicação do documento da Fraternidade era esperada para esta manhã. Na realidade, a resposta será enviada primeiro para as autoridades romanas e, em seguida, no início da próxima semana, o próprio Fellay apresentará a posição tomada pelo capítulo geral em uma entrevista.

Todos os sinais públicos — declarações de Fellay e outros líderes lefebvrianos –, bem como as indiscrições até agora publicadas, dão a entender que a resposta será negativa. Embora seja possível que os lefebvrianos solicitem poder discutir novamente o texto do preâmbulo doutrinal.

35 Comentários to “O Papa, o Concílio, a resposta de Fellay.”

  1. Este assunto já é mais novela que outra coisa… É a FSSPX que precisa de Roma e não o contrário. Começo a achar que quer é demasiado protagonismo…

  2. Ou seja, pouco mudou entre Roma e a FSSPX.
    O que mudou ocorreu mesmo foi uma “cisma” entre os membros da FSSPX.

  3. A FSSPX vai cometer um erro crasso se recusar essa oportunidade. Nunca mais haverá alguém disposto a fazer pela unidade o que Bento XVI, primeiro porque da perspectiva da Santa Sé, é perder tempo com um grupo de cismáticos que estão no erro, e desnecessário e sem retorno desgaste haveria se tentar de novo. Segundo, porque Bento XVI é o único na Cúria inteira que teve essa generosidade, por peso de consciência – ele crê que ele errou a mão com Lefebvre. Terceiro, porque os bispos vão cair novamente em excomunhão latæ sententia quando chegar a hora de sagrarem seus sucessores. Vai ocorrer, de fato, um cisma consumado.
    Por que eles não aceitam, não entendem que o CVII não implica no abandono da Tradição?! Estão aí as comunidades Ecclesia Dei para provar!

  4. ;-(
    Tenho pena, mas se assim for será certamente para “Omnia in bonum!”
    Continuarei a ter D. Fellay e todos na FSSPX nas minhas orações.

  5. Se for verdade, será melhor.
    Uma coisa é certa: se o Papa Bento XVI deseja retornar a “nau de São Pedro” às colunas da Hóstia e da Sagrada Comunhão, a FSSPX será uma grande colaboradora, mas não admitindo uma regularidade jurídico-canônica em troca do sacrifício da Fé.
    Convido os irmãos leitores do Fratres in Unum a fazerem um balanço entre a FSSPX e as demais instituições tradicionalistas, não somente as da Ecclesia Dei, mas também as sedevacantistas.
    Pelas estatísticas, só de sacerdotes são mais de 500, é mais do que as outras comunidades e institutos tradicionalistas juntos, será que Nossa Senhora teria concedido essa Graça se eles tivessem se ajoelhado para os erros do Concílio Vaticano II? Certamente não; eles são plenamente católicos e a sua reintegração jurídico-canônica à Santa Sé, legítima administradora da Igreja da Cristo, será automática, quando S. S. Papa Bento XVI, ou aquele que sucedê-lo, excomungar esse concílio e o novo Missal que só trouxe tragédia para a Salvação das almas.
    A vitória é certa.

    “…Por fim, Meu Imaculado Coração triunfará.”

  6. Não podem aceitar o que Dom Eugênio de Araújo Sales aceitou. Porque a morte de Dom Eugênio foi marcada por um grande sinal de aprovação divina, pela presença da humilde pomba em seu caixão e velório, se o magistério aceito por ele não é reconhecido por Deus?! Um Prelado morre gloriosamente e é levantado por Deus como um sinal aos irmãos dele no Espiscopado e aqueles que postulam maior fidelidade a Cristo e a Igreja não conseguem enxergar isso, e caem no cisma ao desprezar sinais de Deus tão claros e manifestos!!! Os sinais que aconteceram na morte de Dom Eugênio são um apelo de Deus a fidelidade ao Papa e ao Magistério dele, será que os lefevristas irão desprezar tão insigne sinal que os convida a não temer abraçar este tão grande Papa, que é Bento XVI?! Rezemos.

  7. A adoração ao CV II continua.

    O grande problema desse ‘ser igreja’ é que já existe um jeito de ‘ser’ Igreja determinado há dois mil anos por Jesus Cristo, seguido fielmente por seus apóstolos imediatos e após a morte do último, por seus sucessores, sempre haurindo das Sagradas Escrituras e da Sagrada Tradição o jeito correto de ‘ser’ Igreja… de tal modo que quem não ‘fosse’ Igreja como Jesus determinara, simplesmente não ‘era’ Igreja, mas um espantalho que se apresentava como igreja.

    Se os membros da Igreja ‘eram’ Igreja de uma forma até meados da déc. de 60 do século 20 e desde então criou-se uma nova forma de ‘ser’ igreja, com um culto diferente, com formas diferentes de se relacionar com os infiéis e os hereges, com liberdade para todos os que praticam quaisquer que seja as religiões desde que não bagunce a ordem civil, com uma forma de governo que mais parece uma democracia, em suma, proclamando que o novo jeito de ‘ser’ igreja é misericordioso e respeitador pela diversidade, porém reservando os anátemas e as excomunhões para quem desejava permanecer com o antigo jeito de ‘ser’ Igreja.

    Então não se pode responsabilizar os remansecentes do antigo jeito de ‘ser’ Igreja, o jeito de ‘ser’ que ‘foi’ por 1960 anos.

    Os inovadores de uma nova forma de ‘ser’ igreja é que são obrigados a demonstrar como essa nova forma é compatível e está em harmonia com a antiga…

    Ufa,,,

  8. Se assim fôr DEO GRATIAS!!!!!!!!!!!!!!! A Ssma. Virgem mais uma vez protegendo a FSSPX… de qualquer modo, reconhecemos ao Santo Padre a oportunidade que nos deu de reafirmar públicamente a doutrina católica.

  9. Devemos ao Santo Padre filial amor e veneração, obediência e adesão incondicional. Se é “o doce Cristo na terra”, devemos-lhe o amor que temos ao próprio Jesus Cristo, amor que leve a uma completa docilidade, àquela que fazia Santo Agostinho afirmar: “prefiro errar obedecendo ao Papa do que acertar desobedecendo”. Amor que faça orar pelo Papa, conhecer-lhe as palavras, acatar as diretrizes, manifestar externamente esta adesão, como ovelhas que ouvem a voz do Pastor. Enfim, como observa o ilustre e piedoso oratoriano Pe. Wiliam F. Faber: “Não é só respeito, nem só amor filial, que devemos ao Vigário de Cristo. É uma espécie de culto, uma verdadeira devoção… O Papa é para nós em toda a nossa conduta, o que o Santíssimo Sacramento é para nós em nossas adorações. O mistério de seu Vicariato assemelha-se ao mistério do SS. Sacramento: os dois mistérios entrelaçam-se, por assim dizer, um no outro” (W. F. Faber, “Da Devoção ao Papa”, Vozes).

  10. Quem discorda do Papa, está fora da Igreja e fora da Igreja não há salvação. Pois a Igreja não precisa de reformadores, mas de santos! Não sigam a senda de Martinho Lutero e seus Seguidores. Não é a Igreja que precisa de nós , mas nós é que Precisamos da Igreja

  11. Se Bento XVI realmente desejava a regularização da situação da FSSPX, a escolha do pseudo-bispo Muller para a Doutrina da Fé foi um tiro no pé. Até pouco tempo, tudo indicava que Dom Fellay entraria em um acordo com Roma e que a maioria dos membros da FSSPX o seguiriam. Mas com essa infeliz e inexplicável escolha para o mais importante dicastério da Cúria, a coisa rapidamente mudou de prumo.

  12. Se for verdade, que pena…

  13. Cada comentário infeliz que o estômago embrulha! Antes de comentar sugiro que estudem a crise e a história do modernismo. Sobre D. Eugênio vou me abster de comentar para não pecar. Apenas me limito a dizer que rí quando no Jornal Nacional o definiram como EXTREMAMENTE CONSERVADOR E TRADICIONAL!!! Obrigado D. Lefebvre por nos ter deixado D. Williansom…

  14. A FSSPX está com Roma, com a Roma Eterna, a FSSPX está com a Igreja Católica,está dentro da Igreja Católica,pertencem a Igreja Católica,pois faz parte da Igreja quem tem a sua Fé,quem celebra seus sacramentos corretamente,quem tem o seu Espírito,quem está em graça…..quem precisa voltar á Igreja Católica são todos os modernistas,todos que aceitam o CVII independente do seu cargo na Igreja

  15. O Critério para ser Católico é preservar a fé católica,a mesma fé que São Paulo ensinou e quem ensinar algo diferente,seja um anjo,um apostolo,um papa,seja quem for, que seja anatema,isto sim é critério de fé, é critério de ortodoxia….. este é o critério da fé, a doutrina apostolica…..o critério de ortodoxia não pode ser a um pouso de um pássaro

  16. Pensando bem, mudei de opinião, não é conveniente a FSSPX fazer um acordo com Roma atual, a unica coisa que mudou nos últimos tempos em Roma é uma influencia um pouco maior dos “conservadores” , estes simplesmente dizem que os maiores problemas atuais é a pouca aplicação do CVII, leva-se em conta também as visitações apostólicas no IBP, e no passado o golpe liberalizante nas comunidades Ecclesiam Dei como na Fraternidade São Pedro, e agora para completar um teólogo da libertação na CDF.
    É evidente que os tradicionalistas não tem como ter cidadania na Roma atual, a unica solução viável é uma intervenção divina.
    Oremos para que Deus se lembre de seu povo, e acabe com este sofrimento que já perdura décadas.

  17. Meu caro Gerson, vejo que há algumas diferenças no edificante exemplo que você nos trouxe. A manifestação evidente do Espírito Santo no velório de dom Eugênio Sales é, de fato, um símbolo de aprovação aos nossos olhos das virtudes do prelado aos olhos de Deus. Foi em vida um esplêndido exemplo de fidelidade à Igreja, ao papa e à doutrina.

    E não resta dúvida de que em Roma há, apesar de tudo, todos os instrumentos idôneos aos homens para buscar o caminho da Salvação. Apesar do Vaticano II, apesar do modernismo, apesar do marxismo, ainda só há salvação na Igreja.

    Penso, porém, que a missão que Deus confiou à FSSPX lhe impõe maiores cautelas, vez que a ela fora confiada o zelo para que a Tradição da Igreja atravessasse esses tempos difíceis. Daí a necessidade de dom Fellay redobrar não só às propostas de regularização canônica, mas também ao ambiente de recepção à própria Fraternidade. Ora, de que valeria a regularização caso a FSSPX não pudesse exercer plenamente as suas atividades? É um risco que Econe não relativiza.

    Daí esse gesto estranho de trazer um modernista rançoso à Congregação para a Doutrina da Fé ter simplesmente “azedado” o clima de uma possível reconciliação. Se sob a proteção pessoal Bento XVI, a FSSPX poderia ter a tranquilidade de zelar pela Tradição e expandir a sua missão, o que esperar de um futuro nem tão distante assim, em que Bento XVI não estará mais entre nós e, provavelmente, gente como dom Gerhard Ludwig Müller ainda terá muito poder na Cúria? É uma preocupação legítima e que deve ser respeitada.

    É claro que há sedevacantistas e cismáticos enrustidos dentro da FSSPX. São, porém, uma minoria, cada vez menos influente sobre as ações da fraternidade. A maioria dos membros da fraternidade são católicos como quaisquer outros, o que nos faz realmente refletir se a FSSPX realmente precisa se regularizar canonicamente. Ora, regularização canônica para que católicos continuem a ser católicos? Meio estranho, não? E aí retomo o exemplo de dom Eugênio. Será que esses irmãos não estão em tão plena comunhão quanto ao já saudoso cardeal? Será que não são tão fieis ao Papa, à Igreja e a Deus quanto ao arcebispo do Rio de Janeiro?

    Oro para que a solução chegue no momento correto, seja lá em qual tempo for. Deus olha por nós e certamente guia a Sua Igreja. A pressa não é a melhor companheira e por isso dom Fellay tem razão em estender as reflexões.

  18. Triste notícia. Se se confirmar, tristes tempos em que Pedro vai ao encontro das ovelhas e as ovelhas resolvem dizer não.

  19. Concordo plenamente com o Rogério e o Pedro Henrique. Quanto ao comentário do André Luiz citando Santo Agostinho que teria dito “prefiro errar obedecendo ao Papa do que acertar desobedecendo”, jamais ele diria uma bobagem dessas. Primeiro porque o Papa é infalível e segundo, o Hiponense comentou a correção de São Paulo a São Pedro: exemplo que por si só destrói tal “máxima”. Já a pomba branca no caixão de Dom Eugênio, foi comovente, mas daí extrair um sinal da aprovação do Espírito Santo a todo o Concílio Vaticano II e ao magistério de Bento XVI, com Assis III, Átrio dos Gentios, aprovação dos Neocatecumenais, etc, é ultrapassar todos os limites do bom senso…

  20. Caro André Luiz de Souza em 3:45 pm,

    Lemos em Gálatas 1:8: “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.”

    Ora os teólogos e peritos do Vaticano II ensinaram completamente diferente do que os Papas anteriores vinham ensinando com relação ao modernismo , liberdade religiosa etc etc.. e achando pouco deformaram a liturgia da Missa com a ajudar de protestantes e um tal Bugnini (que há provas que até maçon era) fazendo os fiéis engolirem uma missa FABRICADA como até mesmo Josef Ratzinger afirmou..

    Ora, a FSSPX, faz bem em não aceitar esses erros do vaticano II, porque erros existe sim e é enorme a diferença entre o que a igreja ensinava antes do concílio e no que ela se transformou por causa do pós-concílio, isso até minha avó e qualquer um que viveu antes do concílio percebem .

  21. Se acham o último baluarte da salvação. Como já foi dito: eles que precisam de Roma e não Roma que precisa deles.

  22. Gerson,

    Você tirou as palavras da minha boca no seu comentário sobre Dom Eugênio. Infelizmente, a cada dia se torna mais claro a obstinação dos anti-acordo e o verdadeiro motivador pode detrás de seus atos. Preocupados com a salvação das almas? Só na ingenuidade da cabeça dos inocentes úteis: afinal, são eles que recusam a regularização que tornaria suas Confissões válidas. Para eles é mais importante manterem-se “fiéis a Lefebvre” que lutar pela alma de seus membros e seguidores.

    Estado de necessidade? Agora, isso já não cola mais. Se você não quer se confessar com um padre, mesmo que em pecado e possivalmente herege, porque ele não é “amigo da Tradição”, você foi num só pulo de católico a docetista.

    Salvar as almas? HAHAHAHAHAHAHAHAH

  23. “Aqui ha mais do que parece haver”. Por que o Santo Padre (que na foto parece tao cansado e desanimado), desejando dar ‘a FSSPX um lugar oficialmente reconhecido na Igreja (que ajudaria muito a espalhar em todo o mundo a Missa Romana Tradicional, tao querida e desejada pelo proprio Pontifice), aceita um estado de coisas que torna inviavel tudo o que se preparou ate’ aqui? Primeiro, chega a noticia de um texto da Congregacao da Fe’ onde voltam a apresentar a Dom Fellay velhas exigencias ha’ algum tempo nao mencionadas. Que exigencias seriam essas? Sao faceis de adivinhar: aceitar as novidades do Concilio Vaticano II e a Missa de Paulo VI – e possivelmente aceita-las e pratica-las sem nenhuma critica, pois se assim nao fosse como poderia Dom Fellay recusar a assinar o tal preambulo doutrinal em sua ultima versao? Assim, voltou-se praticamente ‘a estaca zero. Por que esse retrocesso? Eis ai’ a “pergunta que nao quer calar”. Depois, temos a noticia da nomeacao de Dom Di Noya para a Comissao Ecclesia Dei e de Dom Gerard Muller para a Sagrada Congregacao para a Doutrina da Fe’, a responsavel pelas conversacoes entre a Fraternidade e o Vaticano. E ficamos sabendo que Dom Muller nao gosta muito da FSSPX. Alem do mais, ele nao acredita na Presenca Real de Cristo na Santissima Eucaristia nem na virgindade perpetua de Maria Santissima. Dom Di Noya, por sua vez, diz que a FSSPX so’ tem que aceitar o magisterio do Vaticano II. Agora, noticia-se que a Fraternidade tornara’ publico o seu “nao” ‘a proposta da Santa Se’. Mas, esses passos seguem uma logica. Algo parece ter acontecido nos bastidores do Vaticano. Algo que ainda nao sabemos. Mas, e’ impossivel nao especular. A impressao inicial e’ de que ha’ o dedo da Conferencia Episcopal da Alemanha nisso tudo (se nao de outras conferencias episcopais do mundo). Ha alguns dias surgiu a noticia de que essa Conferencia episcopal se colocaria numa situacao pratica de cisma para com o Papa, caso a Fraternidade Sao Pio X fosse oficialmente reconhecida e acolhida pela Santa Se’. Parece que a chave da coisa toda esta’ realmente aqui. O Santo Padre teme um cisma desencadeado pelos modernistas. Estes so’ tem, entao, que ameacar. Ficou ate’ facil. Portanto, temos um Papa prisioneiro da colegialidade.

  24. A FSSPX deveria ter feito a pergunta aos progressitas: quando é que os modernistas irão seguir o CVII. Pode comunhão em pé e na mão? Cade os altares, porque no lugar foi posta uma mesa e de renovação do sacrificio virou um banquete? Cade a modestia, o véu e etc? Cade os coroinhas? cade as orientações espirituais nos confessionários? Cade a agua benta? Cade os dez mandamentos? Cade os hábitos dos monges principalmente a batina? enfim, cade a Igreja Católica e seus fiéis que a abandonaram? Seguir os documentos do CVII é fazer o que?

  25. Vinícius Faria,
    Você é muito poético!

  26. Typo: em lugar de “docetista”, leia-se “donatista”.

  27. Que eu saiba a Igreja pode errar sim quanto às questões pastorais, coisa que jamais acontece em questões de doutrina, moral e fé. Somente existe na Igreja o dogma da infabilidade dogmática, não existe a infabilidade pastoral. Isso não quer dizer que não se deva obedecer e respeitar as questões pastorais. Porém, estas, podem ser criticáveis. Contudo, se Santo Agostinho realmente disse “Prefiro errar com a Igreja”, ele poderia estar dizendo que em questões pastorais preferiria obedecer e errar do que fazer contrário ao que manda a Igreja. Estou errado?

  28. FSSPX precisa de Roma. Roma não precisa da FSSPX. É muito simplismo achar que se trata em “aceitar” o Vaticano II. Há dúvidas, e por isso se pede que o MAGISTÉRIO clareie as eventuais dúvidas no Vaticano II, para interpretações conforme a Tradição. Se a FSSPX não quer fazer isso com Roma, problema dela. Já foi excomungada antes, pode sê-lo de novo, quando precisar de novos bispos. Tem gente falando que Nossa Senhora protege a FSSPX! E isso significa, implicitamente, que Nossa Senhora não protegeu o Papa e o Magistério ao pretensamente “caírem no modernismo”, e que defende uma instituiçãozinha que, como qualquer outra, NÃO SE IGUALA AO CORPO DE CRISTO? Muita prepotência dessa “instituiçãozinha”, que é um NADA, comparando-se ao Corpo Místico de Cristo, sob o Vigário de Cristo que é o Papa. O comentário acima é blasfemo, extremamente blasfemo.

  29. A primeira barreira para a aceitacao da FSSPX eh o Novo Ordo Missae:

    Porque a Congregacao para doutrina da fe e a congregacao para o culto divino nao escrevem uma nota explicando ou respondendo as objecoes da FSSPX a respeito da Missal de Paulo VI.

    Assim, todos nos vamos ficar tranquilo e saber que a Missa de Paulo VI corresponde a deposito da fe e faz parte do desenvolvimento organico da liturgia. Porque MUITOS padres que nao sao da FSSPX, mas da FSSP, IBP e Cristo Rei nao aceitam tambem o Novo Ordo Missae.

    A Reforma do Missal eh um problema que todo fiel enxerga. Especialmente em referencia ao triduo pascal. O cambio liturgico entre os textos do triduo pascal so pode ser de inspiracao demoniaca. Sem exagero.

  30. Algumas coisas também precisam ser ditas.

    Mesmo entre as autoridades romanas a aceitação do CV II é seletiva.

    Quem de vocês viu nos últimos anos ou nas últimas décadas essa passagem da DH ser defendida e proclamada:

    “Ora, visto que a liberdade religiosa, que os homens exigem no exercício do seu dever de prestar culto a Deus, diz respeito à imunidade de coacção na sociedade civil, em nada afecta a doutrina católica tradicional acerca do dever moral que os homens e as sociedades têm para com a verdadeira religião e a única Igreja de Cristo”

    Por que Bento XVI também não ensina “acerca do dever moral que os homens e as SOCIEDADES têm para com a VERDADEIRA RELIGIÃO e a ÚNICA IGREJA DE CRISTO”?

    Não se exige da fraternidade que ela aceite o concílio, mas que ela aceite e professe o catolicismo liberal do sec. 19 e inicio do sec. 20. Catolicismo esse que foi condenado e censurado por diversos papas.

    A Fraternidade recusa partes do concílio para não abandonar o ensino verdadeiro de diversas enciclicas e diversos Papas que precederam o concílio. Por príncipio, sendo o CV II um documento do órgão instituido por Cristo para ensinar a todas as nações, eu não me recuso a submeter ao seu ensino desde que me provem que o que alí está não contradiz ao ensino anterior da Igreja. Recuso-me a professar qualquer doutrina nova que contradiga, na sua letra e espírito, qualquer ensino anterior da Igreja. E desde que nas últimas décadas, seja o que foi proclamado por palavras, seja o que foi por atos pelas autoridades da Igreja, a única conclusão a que podemos chegar é que parece haver no CV II doutrinas opostas ao magistério anterior da Igreja.

    E somos obrigados a nos manifestar pelo bem da fé.

    A quantidade de hereges na Igreja ensinando o contrário do que o CV II diz, sem precisar assinar qualquer acordo doutrinal…. ainda sendo promovidos, nos leva a acreditar que se nesses tempos você é ortodoxo e segue o espírito de Cristo, as chances de ser elevado a uma posição maior na Igreja são mínimas ou quase nulas.

    Isso sem falar na instrumentalização do concílio. Ou seja, aquele velho fato, pela maioria já conhecido, de dar uma aparência tradicional aos documentos, inserindo frases e sentenças ortodoxas, mas para depois ignorá-las e tirar dos documentos aquilo que parecia ser a intenção original, mas que jamais seria aprovado.

    Eu estou longe de considerar o CV II o maior problema da Igreja. A crise foi provocada por homens sem fé elevados aos mais altos cargos da Hierarquia sagrada.

    Nada justificaria tamanha ruptura que foi vista. Um documento não é capaz de provocar isso. Pessoas são. Se fossem pessoas de fé a governarem a Igreja nessas últimas décadas, ainda que o CV II fosse aplicado integralmente, a crise não seria do tamanho que se tornou, embora continuaria existindo questões disputadas acerca de alguns pontos dos documentos do CV II. Quero dizer com isso que a aparência da Igreja não se desintegraria como se desintegrou e não teriamos a sensação de que é uma outra igreja a que se iniciou com o concílio diferente daquela anterior a ele.

    A RESISTÊNCIA é legítima.

    Devemos lutar para que esse ecumenismo apóstata termine. Devemos lutar para que esses congressos de demônios termine. Devemos lutar pela missa de sempre. Devemos lutar pela estado católico. Devemos lutar pela autoridade do Papa. Devemos proclamar em alto e bom som, com o catecismo romano, que as igrejas cismáticas e as comunidades heréticas são guiadas pelo espírito do demônio.

    Devemos, sim, continuar proclamando que aquele que não permanece na doutrina de Cristo não tem Deus e que não devemos sequer saudá-los para não tomar parte em suas obras.

    Devemos continuar afirmando que todos aqueles que não conhecem a Cristo estão em trevas e que todos aqueles que o negam são mentirosos e anti-cristos, que não tem Deus nesse mundo e não adoram conosco o mesmo e único Deus verdadeiro.

    Em suma, devemos permanecer no que ouvimos desde o príncipio e não naquilo que se inicio há 4 décadas e que não conseguem provar o vínculo com aquilo que foi ensinado

    DESDE O PRÍNCIPIO

    perode-me o longo texto.

  31. Irmãos, a situação é muito delicada. Por mais que tenhamos simpatias e afinidades com a Fraternidade e com a luta por ela travada em prol da Tradição e contra a “obra” funesta do CVII, não consigo compreender qual o status possível da Fraternidade separada de Roma. Se a Fraternidade não está em plena comunhão, como ela está? O que ela é? Seguirá sendo Católica, Apostólica e Romana? Penso que é chegada a hora de todos nós fazermos uma escolha: ou estaremos com a Fraternidade, apartada de Roma, e, portanto, estaremos também apartados de Roma, praticamente formando uma nova igreja, uma igreja cismática, tal qual hereges, ou, por outra, permeneceremos com Roma, apesar de todos os seus erros, e nos apartaremos da Fraternidade. Por favor, se eu estiver errado, me expliquem o ponto que eu não estou enxergando. Apesar de Gustavo Corção haver tratado da “outra” e de todas as suas lições sobre a igreja que saiu do CVII, penso que o Trono de Pedro está em Roma, sempre esteve e sempre estará, e eu pessoalmente não consigo fechar os olhos e o coração a este fato inelutável. Digo isso, irmãos, sem paixão, sem fúria, mas com verdade no coração: se a Fraternidade se mantiver separada, então, para mim, apensar do respeito que tenho por ela, apesar de tudo, para mim a Fraternidade será uma página virada. Estarei sempre com o Santo Padre. Amém.

  32. Este NÃO seria ao preâmbulo, e não a Igreja nem a Roma. A FSSPX jamais disse não a Igreja e nem dirá, sua intenção não é ser outra igreja, caso contrário já teriam feito, e talvez seriam mais bem aceitos pelos modernistas em seu ecumenismo deturpado.

    Fundar uma igreja nunca foi, não é e não será o objetivo da Fraternidade, isso é o que estão tentando empurrar para cima dela. Antes a Fraternidade era chamada de cismática, foram retiradas as excomunhões, passaram a dizer que não estão em comunhão perfeita, mesmo que alguns cardeais já afirmaram categoricamente que a Fraternidade é Católica. Os outros 3 bispos se opuseram ao acordo, foram taxados de sedevacantistas. Agora, se derem um não a este preâmbulo, voltam todos a ser classificados como cismáticos e até hereges, e já pedem uma nova excomunhão.

    Existe uma cegueira voluntária, não querem ver o que esta na cara, tem a coragem de dizer que não existe crise de fé. Cegos guiando outros cegos. Tudo está as mil maravilhas. Está cheio de gente que acha que pensa. Aos que acham (por que se pensassem saberiam a verdade) que um papa não pode errar, que não pode ser desobedecido ou condenado, olhem a trajetória da IGREJA, vejam os anti-papas.

    Tentem pensar, se Dom Muller for eleito papa (que Deus nos livre disso) e ele começar a disseminar suas idéias heréticas, os plenas vão obedece-lo? Se ele disser que Nossa Senhora não foi sempre virgem, o que vão dizer? Há o papa falou a água parou, agora Nossa Senhora não é mais virgem, foi o papa que falou, temos que obedecer. Como será?

  33. A questão dos não acorditas, é não aceitar a tradição como mais uma opção entre o Caminho Neocatecumenal, os Anglicanos, a RCC, etc. A tradição é fonte de revelação a qual o Papa deve se submeter, ele não tem nenhum direito de conceder liberdade a tradição, como foi veiculado em alguns meios tradicionalistas. A simples ideia do Papa concedendo liberdade a tradição, é absurda, pois é ela que define e estabelece seu próprio poder, então, como pode conceder-lhe liberdade ? Se os acordistas aceitam Roma como um Estado Liberal, onde a tradição pode coexistir lado a lado, com estes movimentos, só podemos lamentar e dizer que, também se tornaram liberais.

    Apenas para o tradicionalismo litúrgico, o estado de necessidade cessou. Só quem não vê nenhum problema com o encontro de Assis III, a beatificação de João Paulo II, o átrio dos gentios, a aprovação dos Neocatecumenais, a nomeação de defensores de heresias para cargos importantes no Vaticano e uma série de outros absurdos, é que pode dizer que o estado de necessidade cessou. Talvez concordem com o conceito de tradição ensinado por Bento XVI:

    A comunhão no tempo: a tradição

    “A Tradição é a comunhão dos fiéis à volta dos legítimos Pastores no decorrer da história, uma comunhão que o Espírito Santo alimenta garantindo a ligação entre a experiência da fé apostólica, vivida na originária comunidade dos discípulos, e a experiência actual de Cristo na sua Igreja. Por outras palavras, a Tradição é a continuidade orgânica da Igreja, Templo santo de Deus Pai, erigido sobre o fundamento dos Apóstolos e reunido pela pedra angular, Cristo, mediante a acção vivificante do Espírito: “Portanto, já não sois estrangeiros nem imigrantes, mas sois concidadãos dos santos e membros da casa de Deus, edificados sobre o alicerce dos Apóstolos e dos Profetas, tendo por pedra angular o próprio Cristo Jesus. É nele que toda a construção, bem ajustada, cresce para formar um templo santo, no Senhor. É nele que também vós sois integrados na construção, para formardes uma habitação de Deus, pelo Espírito” (Ef 2, 19-22). Graças à Tradição, garantida pelo ministério dos Apóstolos e dos seus sucessores, a água da vida que saiu do lado de Cristo e o seu sangue saudável alcançam as mulheres e os homens de todos os tempos. Assim, a Tradição é a presença permanente do Salvador que vem encontrar-se connosco, redimir-nos e santificar-nos no Espírito mediante o ministério da sua Igreja, para glória do Pai. http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/audiences/2006/documents/hf_ben-xvi_aud_20060426_po.html

    Todo problema gira em torno do conceito de tradição, somente a partir do momento em que é mudado, o ecumenismo, a liberdade religiosa e a colegialidade, se tornam possíveis. E sobre o conceito de tradição tal qual expresso no Concílio, Mons. Spadafora e Mons. Gherardini, demonstram que ele reduz tradição e magistério, a sola scriptura protestante:

    “A Constituição dogmática sobre a Divina Revelação, a Dei Verbum, no III. Cap. Parágrafo 7-10 tem por objeto A transmissão da Revelação. O parágrafo 9 sanciona a relação entre Escritura e Tradição, o 10 aquele entre Tradição-Escritura e Igreja-Magistério. Exatamente aqui ocorre a confusão com a expressão “coalescunt un unum”, referida aos três conceitos: Escritura, Tradição e Magistério. E então Escritura, Tradição e Magistério tornam-se todos um, assim “não podem existir independemente”.

    Mons. Gherardini demonstra que a Dei Verbum põe de lado a doutrina definida pelo Tridentino e pelo Vaticano I sobre “duas fontes” da Revelação (Tradição e Escritura), para fazer confluir Tradição e Magistério na Escritura. Na verdade, sobretudo no ponto 10 «o magistério precedente é varrido, através de um ensinamento de uma radical tanto quanto insustentável unificação”. Unificados são os conceitos de Escritura, Tradição e Magistério [...]. A “reductio ad unum” da Dei Verbum, portanto, corrige se não propriamente não cancela literalmente o ditado do Tridentino e do Vaticano I».(1) E isto porque a Tradição seria decantada da Escritura, da qual o Magistério não seria mais que uma formulação e uma comunicação; e “então em ultima análise uma retransmissão, segundo a própria natureza da Tradição”. E ainda até o Vaticano II a teologia sustentou a teoria das “duas fontes” (Sagrada Escritura e Tradição) e lhe deduziu a distinção da regula fidei em próxima e remota: o Magistério é a regra próxima da Fé, enquanto Escritura e Tradição são a regra remota. De fato, é o Magistério da Igreja que interpreta a Revelação e nos obriga a crer aquilo que é contido nessa como objeto de Fé, para a salvação eterna.

    O abandonamento da Tradição e do Magistério a favor da (luterana) Sola Scriptura, contida nos textos do Vaticano II, é confirmada também pelos fatos (“contra factum non valet argumentum”), in primis na contestação da encíclica Humanae Vitae de Paulo VI de 1968 por parte de todo Episcopado, que criticaram abertamente o Magistério”. Fusão das fontes da Revelação com o absorvimento da Tradição pelas Sagradas Escrituras – http://salveregina.altervista.org/fuso-das-fontes-da-revelao-com-o-absorvimento-da-tradio-pelas-sagradas-escrituras/#more-108

    Os acordistas negam o problema real, no caso de alguns comem um mosquito e arrotam um camelo, como os fariseus. Fecham os olhos para todos os problemas da Roma Conciliar, e o mantém abertos para o problema de “regularização” da FSSPX, como se estivéssemos na Roma de São Pio X! Querem tirar o cisco dos olhos dos acordistas, enquanto uma trave lhes encobre os próprios olhos. O Pedro Barreto faz um comentário onde passa longe do entendimento da questão: o problema não é apenas o magistério do Vaticano II em si, mas é principalmente a sua relação com o magistério precedente. Para a maioria dos problemas abordados pelas declarações do Concílio Vaticano II, a Igreja já possuía resposta definitiva em seu magistério infalível. Assim, a questão não são os valores de tais declarações ou como interpretá-las, mas o que se entende mesmo por magistério. Por exemplo, uma vez que Pio IX condenou ex-catedra a liberdade religiosa, o Concílio não tinha nenhum direito de tratar da mesma questão, dando-lhe uma resposta contrária ao que antes fora respondido infalivelmente. É isso que Roma não aceita, ela quer impor que os problemas do Concílio foram decorrentes de abusos, más interpretações e que ele precisa de uma hermenêutica da continuidade. Porém, na verdade, o Concílio da resposta para muitas questões que já haviam sido respondidas de modo definitivo pelo magistério precedente, agindo de fato, como se nada tivesse existido antes dele.

    Não é a FSSPX que não esta preocupada com a salvação das almas, disto se pode ter certeza. Quem enfiou a Igreja em uma indefinição perpétua, foi o Concílio Vaticano II. Neste sentido, ele é a encarnação da Nouvelle Théologie, pois tudo que envolve o Concílio, é mistério. Como pode se ver, em alguns momentos ele precisa de uma hermenêutica da continuidade, em outros (como na homília do Papa citada por Tornielli) podemos encontrar a doutrina católica nele, sem a ajuda do magistério para formamos um “grande nós”, um grande nós somos o magistério…

  34. Max, lendo a Bula Quo Primum Tempore (aqui http://fratresinunum.com/2012/07/14/quo-primum-tempore-442-anos/ ) é possível ver um dos motivos das objeções da FSSPX ao Novus Ordo de Paulo VI. Não basta a CDF tentar explicar a missa nova, aliás, isso não foi feito até agora porque não é possível, pois, ela não corresponde ao depósito da nossa fé. Essa correspondência está na Missa Tridentina, e é somente esta a Missa que deve existir (salvo os Ritos que tiveram seu lugar garantido pela Igreja).

  35. Que romântico! A pombinha da paz (que tem aos montes ali na Candelária) pousando no caixão de Sua Eminência. Ao que me consta não é TODA pomba que é mensageira de um sinal de Deus. A Sagrada Escritura relata a pomba solta por Noé para trazer um sinal de vida nova após o dilúvio e no Batismo de nosso Senhor. Outra revelação? Seria a primavera concliliar chegando (embora um pouco atrasada)?

    Dom Eugênio, apesar de “atrasado” (ou conservador) para os expositores do chamado espírito do Concílio, sempre se opôs e perseguiu quem defendesse a doutrina tradicional da Igreja quando o Vaticano II a omitia ou empalidecia. Dom Antônio de Castro Mayer foi uma pedra no seu sapato. Quando o Vaticano quis interpela-lo quanto sua à Sua discordância diante de alguns pontos do Concilio Vaticano II, pediu a Dom Vicente Scherer, de Porto Alegre, para faze-lo.

    Para os tempos atuais Dom Eugênio era até “tradicional”. Seus artigos semanais no Globo eram muito bons.