Olha só quem está falando: “Não existem negociações no que tange a Fé”.

Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Dom Müller: “Não haverá mais conversações com a Fraternidade”.

Dom Müller e o guru-mor da Teologia da Libertação, Gustavo Gutierrez: não, eles não estavam negociando quanto à Fé.

Dom Müller e o guru-mor da Teologia da Libertação, Gustavo Gutierrez: não, eles não estavam negociando quanto à Fé.

FSSPX-Alemanha | Tradução: T.M. Freixinho - Roma, 4 de outubro de 2012 –  Pouco antes do 50º aniversário do Concílio Vaticano II, o novo Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Arcebispo Gerhard Ludwig Müller (foto), põe fim às negociações com a Fraternidade São Pio X.

Ele disse literalmente: “Essa Fraternidade não é uma parceira de negociações para nós, porque não existem negociações no que tange a Fé”. O Arcebispo Müller se expressou dessa maneira em entrevista exclusiva à rádio NDR Kultur.

O escopo de tarefas do Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé inclui também a questão de uma possível integração da Fraternidade tradicionalista na Igreja Católica. Em vista de um possível recomeço dos tradicionalistas, o Arcebispo Müller disse: “Em um sentido pastoral a porta está sempre aberta”.

O Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé esclareceu ainda em conversa com a NDR Kultur que: “Não existem reduções no tocante à Fé Católica, precisamente como ela foi formulada validamente no Concílio Vaticano. O Concílio Vaticano II não está em contradição com toda a tradição eclesial, na melhor das hipóteses, está em contradição com algumas falsas interpretações da Fé Católica”.

O Arcebispo Müller disse ainda: “Não podemos entregar a Fé Católica a negociações. Não existem concessões”. Na Congregação para a Doutrina da Fé os procedimentos seguintes serão agora resolvidos em união com o Papa.

Os padres da Fraternidade teriam que aceitar a explicação que lhes foi apresentada, enfatizou Dom Müller. “Creio que agora não existe mais nenhuma nova conversação”, disse o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

Em vista do 500º aniversário da Reforma, no ano de 2017, o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé explicou que os acontecimentos devem ser ordenados de maneira historicamente correta. Isso seria uma oportunidade de nos certificarmos do processo ecumênico e de tomarmos isso como um impulso, a fim de que também o caminho para uma maior unidade da Igreja seja empreendido de maneira consciente, objetivando a unidade visível de todos os cristãos em uma Igreja.

Com relação a um dos gestos de reconciliação entre católicos e protestantes sugeridos pela líder da Igreja Evangélica Luterana da Alemanha (EKD), Margot Käßmann, Dom Müller disse que essa reconciliação já teria sido praticamente alcançada há muito tempo, através de todo o processo ecumênico. Já se teria muito em comum e não se estaria no começo. “Não precisamos contemplar essa data agora de maneira tão mágica”, esclareceu Dom Müller.

A entrevista com o Arcebispo Gerhard Ludwig Müller foi conduzida por Florian Breitmeier. Ela poderá ser ouvida no programa “Das Gespräch” na noite de sábado, 6 de outubro, às 18:00h no canal NDR.kultur.

Comentário da FSSPX-Alemanha: Não se poderia esperar outra coisa. Ainda assim é inexplicável como o Papa Bento XVI, nesta situação difícil das conversações, pôde nomear um oponente declarado da Fraternidade como parceiro de negociações. Será que o Papa queria aumentar a pressão sobre a Fraternidade através do Arcebispo Müller, para que ela reconhecesse o Concílio também em seus pontos controversos?

Em caso afirmativo, então, esse plano foi de antemão condenado ao fracasso. A Fraternidade permanecerá sempre fiel à linha de seu fundador, que participou ele mesmo do Concílio e já naquela época reconhecia claramente que, embora haja muita coisa correta no Concílio, os progressistas conseguiram inserir passagens ambíguas e falsas.

Precisamente essas passagens posteriormente formaram a base para a interpretação do Concilio como brecha para uma nova eclesiologia: A Igreja como um caminho entre muitas religiões com os mesmos direitos.

Até que essas passagens polêmicas sejam esclarecidas e a falsa eclesiologia seja rejeitada, não se dará o reconhecimento do Concílio de maneira abrangente, como fala o Arcebispo Müller.

43 Comentários to “Olha só quem está falando: “Não existem negociações no que tange a Fé”.”

  1. Se acreditamos nas duas seguintes declarações, proferidas na mesma entrevista:

    1) “Não podemos entregar a Fé Católica a negociações. Não existem concessões.”

    2) “Dom Müller disse que essa reconciliação [com os protestantes alemães] já teria sido praticamente alcançada há muito tempo, através de todo o processo ecumênico.”

    Podemos concluir que não houve concessões quanto à Fé Católica no processo ecumênico na Alemanha, certo? Devemos encontrar por lá protestantes que creem na Imaculada Conceição e na Assunção de Nossa Senhora, por exemplo.

    Faz-me rir… para não chorar.

  2. Dom Müller: “Não haverá mais conversações com a Fraternidade”.

    Graças a Deus.

  3. kkkkkkkkkkkkkkk Quem vê esse bispo falando que “Não existem negociações no que tange a Fé” até acredita…. mas aí vem a história (Vaticano II) e prova o contrário…. só rindo… a piada do ano …kkkkkkkkkkkkk

  4. Fabiano, pior que ainda vai ter o “mea-culpa” com os protestantes, pelos 500 anos da reforma:

    Quem não faz negociações no que tange a Fé, faz mea-culpa, com hereges???

    Faz-me rir… para não chorar [2].

  5. Graças a Deus !!

  6. Reparem que a nota da FSSPX já considera condições para o reconhecimento do CVII. Interessante. Demonstra uma mudança de tom da fraternidade, muito importante, apesar das provocações de Muller.

  7. “Não podemos entregar a Fé Católica a negociações

    Mas para herejes, pagãos e infiéis existem negociações. Faz-me rir.

  8. A Fraternidade não considera condições para o reconhecimento do CV II. Ela faz o que todo católico tradicional faz, remete para a Santa Sé o juizo definitivo em matérias polêmicas. Jamais abrindo mão de sua posição, sustentado por todo o magistério pré-conciliar.

  9. “Longe da mente de alguém diminuir ou suprimir, por qualquer razão, alguma doutrina que tenha sido transmitida. Tal política tenderia a separar os católicos da Igreja, em vez de atrair aqueles que discordam. Não há nada mais perto de nosso coração do que ter de volta ao rebanho de Cristo aqueles que se separaram d’Ele, mas não por um caminho diferente ao indicado por Cristo.”

    Leão XIII, Carta Testem benevolentiae ao Emmo. Card. James Gibbons, 22 de janeiro de 1989.

    Que profecia! 70 anos mais tarde buscou-se atrair os separados alterando a doutrina, e se obteve como resultado a separação dos católicos.

  10. mas o Dom Lefebvre não assinou os Documentos do Concilio Vaticano II não? eita….

  11. Ainda bem que ele pôs fim às conversações; eu temia que pudesse ocorrer duas possbilidades com a FSSPX:
    1º O mesmo com Campos, FSSP e outros, que aceitaram acordos e hoje celebram a Missa segundo o famigerado “Novus Ordo Missae.” ou pior;
    2º A FSSPX se esfacelasse em microgrupos, uns cairiam no sedevacantismo; outros, seriam engolidos pelo Modernismo vigente. Será que dos quinhentos e tantos sacerdotes sobraria pelo menos um a defender a Tradição (quando digo Tradição, refiro-me à anterior ao CVII, e não à “Tradição Viva” citada pelo Beato João Paulo II na “Ecclesia Dei Aflicta”. Deus nos livre desta!!!!!!).

  12. Pois é Julião, alguém tem essa questão, das assinaturas de Dom Lefebvre, mais clara? Pe. Paulo Ricardo em um de seus áudios diz que o bispo assinou os documentos… há outros que afirmam que ele não ensinou… e agora?

  13. Fui ingênuo em crer que Bento XVI tinha “boa intenção” na tal “plena comunhão” da FSSPX com Roma. Me enganei. Vejam só a “tropa de choque do Papa em ação. Está mais do que evidente que Ratzinger continua e será sempre um Papa do cvII. Lastima!…

  14. Que profecia! 70 anos mais tarde buscou-se atrair os separados alterando a doutrina, e se obteve como resultado a separação dos católicos.(2)

    Olavo de Carvalho foi irônico ao dizer que talvez o Papa estivesse “esclerosado” em nomear um simpatizante da TL para prefeito da Congregação pra a doutrina e fé.

    Não, o Papa não está esclerosado não. A Igreja é que está mal mesmo.

  15. Assinou, Julião. Todos, sem excessão.

    Sobre Dum Müller… bom, pelo menos ele não pede sorrateiramente que se assine uma carta em branco sobre o Concílio. Ao menos ele fala claramente que quer que ele seja aceito por completo e sem ressalvas.

    A nota da Fraternidade a respeito de seu comentário não poderia ser mais clara e correta.

  16. Por acaso, o Cardeal Muller está autorizado a falar sobre as negociações com a FSSPX? Não seria comeptência apenas do Mons. Di Noia?

  17. Olha o Bode, de novo. Não consigo entender como este senhor que, em suas obras não aceita alguns dogmas católicos, possa ter sido nomeado pela Papa interlocutor entre a Igreja e a Fraternidade Sacerdotal S. Pio X.

    Todos sabemos que 95% do Concílio Vaticano II estão corretos , o problema são os 5% que determinaram os rumos da Igreja pós-conciliar de tal forma que praticamente se fundou uma Nova Igreja, ao destruir a Sagrada Liturgia da Missa e dos Sacramentos, ao arrasar a Vida Sacerdotal e Religiosa, ao extinguir as vocações, ao protestantizar tudo e sacerdotizar o povo, ao jogar toda Sagrada Tradição de 2000 anos no lixo.

    Os frutos todos conhecem, nossa Igreja resiste apenas num Pequeno Rebanho que se mantém fiel a Cristo, ao Papa e à verdadeira Igreja Católica.

    Para que ser católico se ser nada é a mesma coisa? Tudo foi relativizado, tanto faz ser católico, protestante, espírita, budista, ateu, todos se salvam, todos estão na mesma Igrejona, a Igreja Católica é apenas mais uma..

    O Pecado foi abolido, passa-se a mão na cabeça de todos adúlteros, sodomitas, pedófilos, abortistas, pederastas, indiferentes. Está tudo bom, está tudo certo, somos todos amigos, todos vamos para o céu.

    Este Senhor aceita tudo dos protestantes, a tal ponto ,que já os considera parte integrante da Igreja e não consegue conversar com a Fraternidade, não é um absurdo?

    Como o Papa não vê isso?

    Coitadinho de Nosso Senhor, como dizia a Santinha Jacinta de Fátima, vamos rezar muito pelo Papa..

  18. Achar que a Santa Sé iria simplesmente revogar o Vaticano II (ou partes dele) para satisfazer as reivindicações da FSSPX — esperança que alguns parecem nutrir — é de um irrealismo de dar inveja.

  19. Os colóquios entre a FSSPX e a Santa Sé não são tratram de negociação da fé, pois ela, de fato, é inegociável. As discussões tratam de um objeto: quais são as matérias doutrinais que obrigam a fé? O que no Concílio Vaticano II obriga a fé? Qual é o grau de assentimento que os fiéis devem dar ao Magistério Ordinário da Igreja? O que fazer com a contradição existente entre documentos pré-conciliares e documentos pós-conciliares? A Igreja pode desprezar sua milenar tradição litúrgica em uma reforma? Os sacerdotes podem celebrar exclusivamente o rito romano tradicional, preferi-lo ao novo rito? O novo rito romano é incriticável, perfeito? A Igreja está vivendo uma verdadeira primavera, em razão do Concílio e da reforma litúrgica pós-conciliar?

  20. Ainda que Dom Lefebvre tivesse ajoelhado diante do CV II e prestado culto de adoração aos seus documentos – prática que deve ser muito normal em certos meios eclesiais – isso em nada invalidaria sua resistência posterior.

    É e foi engraçado ver alguns neo-conservadores citarem esse fato, como se fosse uma espécie de coringa, que encerraria de imediato toda a discussão, dizendo coisas do tipo: oh, viu só?! até D. Lefebvre aceitou o concílio.

    Vi uma reportagem antiga na ACI DIGITAL, tratando sobre o assunto, na qual eles se referem ao reverendíssimo bispo como cismático.

    Típico escândalo farisaico.

  21. Pessoal falando do Papa. O mordomo não disse essa semana que o Papa é facilmente manipulado?

    Eis a resposta para muitas coisas.

  22. Mais:
    Não foi o CVII que execrou a Santa Missa de sempre e “promulgou” outra…

  23. Fábio, o mordomo não disse que o Papa é facilmente manipulado, isso foi o que a mídia disse, ele disse algo que parece ser o mesmo mas não é. Ele disse que, em seu posto de mordomo do Papa, percebeu que é fácil conseguir ludibriar, enganar pessoas que possuem alto poder de decisões nas suas mãos e que o Papa não estava sendo informado de coisas que ele deveria ser informado. São os lobos isolando Bento XVI porque sabem que ele ainda pode agir contra seus propósitos, mas os ruins estão trabalhando mais que os bons.

  24. Não trata-se de revoga-lo, mas esclarecer que a doutrina ali exposta é a mesma da Igreja de sempre, sem alterações, mutações ou omissões. Ou seja, não é interpretar a pastoral do Concílio Vaticano II com base nele mesmo, mas sim, com todos os outros (Concílios) dogmáticos e o Magistério perene.

    As autoridades de Vaticano, parecem que desejam ver “o circo pegar fogo” para produzir daí uma síntese, uma convergência entre a Tradição e o modernismo (sic). Mais ou menos com a quadratura do círculo.

  25. O Prefeito da Conregação para a doutrina da Fé está completamente certo! Quem é a FSSPX para se opor ao magistério da Igreja? Um Concílio legítimo aprovado e ratificado por 5 Papas diferentes nos últimos 50 anos e aprovado por toda igreja firmado pelo Papa e todo seu episcopado não podem ser colocados em cheque, incluindo o Magistério pós-conciliar. Quando 99,999999% da Igreja diz sim e um grupo que não representa nem 0,000001% dos católicos existentes no mundo diz não com quem estará com a razão? Eu fico com a igreja! Além disso a FSSPX não é um grupo uno: existem pelo menos 3 correntes internas em disputa pelo domínio da FSSPX que variam do sedevacantismo ao sedeprivacionaismo até o eclesiovacantismo. Colocar um Concílio Ecumênico em dúvida é um atentado gravíssimo contra a Tradição Católica, pois significaria admitir que a Igreja errou e isso é impossível. Não há contradição nenhuma entre o magistérop pré e pós conciliar. O que existem são interpretações contraditórias e falsas sobre o concílio. Essas interpretações dos grupos modernistas e ultra Tradicionalistas da qual faz parte a FSSPX são todas falsas. Não cabe a FSSPX julgar o magistério da Igreja. Agindo assim ea assume uma postura tão protestante quanto as Igrejas cismáticas surgidas na Reforma. Já viram tanta contradição? As negociações entre Roma e FSSPX estão abertas m sentido Pastoral, ou seja , Roma já cedeu naquilo que era possível Pastoralmente (liberação da Missa Tridentina através do Moto Proprio, adesão a disciplina e costumes anteriores a reforma litúrgica,etc). O que Roma não pode fazer é dizer que o Vaticano II contém erros e revogar esses supostos erros. Fazer isso seria um atentado a tradição e a própria Igreja. Roma já cedeu demais para a FSSPX. Nunca Roma concedeu tanto a qualquer outro grupo com divergências com o intuito de evitar um cima.Se a FSSPX não voltou até agora é porque são realmente cismáticos e o orgulho e vaidade os tornaram desobedientes ao Papa.

  26. Por favor, essa reportagem não está muito clara. Peço que considerem traduzir a própria entrevista do Prefeito, disponível em http://www.ncregister.com/daily-news/archbishop-mueller-on-the-sspx-and-his-controversial-writings/, pelo bem da melhor informação. Rorate Caeli (http://rorate-caeli.blogspot.com/2012/10/on-abp-muller-and-sspx.html) fez um bom serviço divulgando a entrevista original.

  27. PS. Vejo agora que, se entendi bem, são duas entrevistas diferentes. A que está no link que enviei foi publicada ontem, e vale a pena ser divulgada, de qualquer forma.

    • Exatamente, F.L. Alencar. A matéria que traduzimos diz respeito à entrevista à rádio alemã; se alguém quiser traduzir a segunda parte da entrevista de D. Müller ao NCRegister, cujo link você citou, publicaremos de bom grado.

  28. Fecha-se o canl de negociações com a FSSPX que é feita de católicos e mantem-se aberta a via de diálogo com protestantes , ateus , marxistas , islâmicos.Sinceramente a hierarquia dfa Igreja adotou uma filosofia suicida: promovem elementos não católicos e rejeitam o que é católico.Mesmo que se divirja da FSSPX quanto a questão do CV II ela é católica.

    O impressionante é que Paulo VI negociou a fé quando laicizou Itália e Colômbia , quando nomeou nuncios que apoiaram governos socialistas no Chile e na Espanha e em Portugal, quando na Onu declarou o direito de ser ateu, quando proibiu a missa tradicional indo contra a bula de São PIO V.Essa negociação commarxistas , ateus e liberais pode.Com a FSSPX não pode.Isso acontece por uma única razão : a hierarquia se vendeu aos poderes deste mundo a quem buscam agradar – querem agradar o establishment acadêmico adotando o método crítico e histórico na análise bíblica , agradam a grande midia e amçonaria quando adotam o discurso humanitarista de defesa dos direitos do Homem, agradam protestantes quando dizem que suas Igrejas não estão destituidas de significado no mistério da salvação, agradam islâmicos quando dizem que cremos no mesmo Deus , agradam judeus quando retiram a designação de perfídia lançada sobre eles por milhares de Papas e santos por dois mil anos, agradam maçons quando falam de tolerância , enfim agradam ao mundo e desagradam a Deus.Se não se converterem a tempo tais prelados arderão no fogo eterno.

  29. Francisco de Mello, um concílio não pode conter erros???? Você ignora parte significativa da história da Igreja, hein?

  30. A. Carlos,

    A FSSPX não pediu uma carta em branco sobre o Concílio. Mas de qualquer forma, ficou claro que o uso da ambiguidade, por Roma, não é uma coisa honesta.

  31. Nosso senhor disse nos Santos Evangelhos agradecendo a Deus Pai, que escondia essas coisas ao grande e revelava aos pequeninos. Pois bem, a verdadeira Doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo, é revelada não ao doutos, sábios, etc. Mas aos pequeninos, aos simples. Os grandes heresiarcas foram doutos, muitos sairam das fileiras do clero, dos conventos, das universidades Cristãs. Santo Agostinho ao ser indagado de qual seria a principal virtude cristã, ele disse: a Humildade: e a segunda: a Humildade e sempre a Humildade. Não vamos procurar saber “quem” disse, mas o que foi dito (palavras de Nosso Senhor). Não há duvida que nos últimos 50 anos, o que desde a fundação da Santa Igreja o mundo, o demônio e carne se uniram para fazer, em apenas 50 anos alastrou o seio da Santa Igreja. É preciso que operemos nossa salvação com temor e tremor, como diz o apóstolo, pois não sabemos se somos dignos de amor ou de ódio. Recordemos Santa Tereza D’Avila: Não andeis por caminhos novos, mas por caminhos já passado pelos SAntos.

  32. “O Prefeito da Conregação para a doutrina da Fé está completamente certo! Quem é a FSSPX para se opor ao magistério da Igreja?”

    Não é a FSSPX que se opõe ao magistério da Igreja, é o próprio magistério que através do Concílio, se sobrepôs ao magistério infalível de Pio IX e ao magistério de São Pio X. Você esta opinando sobre assunto que não entende bem!

  33. Acredito que ele falou com fervor e sinceridade quando disse que “não existem negociações no que tange à fé”. Faltou ele explicar, no entanto, a qual fé se referia. Considerando o resto da entrevista certamente não estava falando da fé católica, já que tem os protestantes em tão alta conta e negocia com eles. Tem que ser uma fé que tanto ele (e os que ele representa) e os protestantes tem em comum (nada a ver com os Dogmas católicos, quase todos negados pelos mesmos protestantes – alguns inclusive postos em dúvida pelo próprio D. Muller) e que a FSSPX não possui.

    Os princípios tradicionais da Igreja podem ser utilizados e devidamente “adaptados” por modernistas para defenderem o que querem. Já vi uns religiosos praticamente excomungando pessoas que “não estão com a Igreja na pessoa dos religiosos locais” (na verdade eles queriam que ninguém discutisse os absurdos de certos bispos. Provavelmente diriam que é pecado aos católicos de Florianópolis não participarem daquela celebração que o bispo fez com umbandistas e marxistas, pois estariam “negando a autoridade da Igreja”). Gente ardilosa, como não poderia ser diferente considerando quem são.

  34. Trad.eletron.da 2ª parte
    Arcebispo Müller sobre a FSSPX e seus escritos controversos (4134)
    Na 2 ª parte de uma entrevista exclusiva com o Register, o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé fala sobre seu novo trabalho e destaca mensagem positiva da Igreja de esperança.

    O estágio temos alcançado no diálogo entre o Vaticano ea Fraternidade São Pio X?
    Eu não chamaria isso de um diálogo entre os dois parceiros da Igreja. Este foi um colóquio fraterno para superar as dificuldades com uma interpretação autêntica da doutrina católica. Esta interpretação autêntica é garantida pelo Papa. A SSPX deve aceitar o Santo Padre, o Papa, como a cabeça visível da Igreja. Eles têm um grande respeito pela tradição. Eles devem, portanto, aceitar a posição do Papa como afirmado no Concílio Vaticano. Eles devem também aceitar os pronunciamentos doutrinários feitas desde o Concílio Vaticano II, que tenham sido autorizados oficialmente pelo Papa.
    Parte do problema é que, depois de 30 anos ou mais de separação da Igreja, alguns grupos ou pessoas podem ser muito fechada em sua própria dinâmica, em seus próprios grupos, e muito fixos sobre esses pontos. Eu acredito que essas questões serão resolvidas a longo prazo.

    É possível para a reconciliação com o bispo Richard Williamson dentro da sociedade?
    Williamson é um problema separado para este processo de reconciliação. É simplesmente inaceitável que um cristão ou até mais de um bispo – é claro que ele não é um bispo católico, como um bispo católico é apenas quando ele está em plena comunhão com o Papa, o Sucessor de Pedro, que Williamson não é – nega tudo que os nazistas haviam feito contra o povo judeu, seus extermínios. Como é possível ser tão insensível a este respeito? É absolutamente inaceitável, mas este é um problema separado.
    Eles [FSSPX] precisa aceitar a doutrina completa da Igreja Católica: a confissão de fé, o Credo, e também aceitar o magistério do Papa, como é autenticamente interpretada. Que é necessário. Eles também precisam aceitar algumas formas de desenvolvimento na liturgia. O Santo Padre reconheceu a validade perene da forma extraordinária da liturgia, mas também tem de aceitar que a nova forma ordinária da liturgia, desenvolvido após o Conselho, é válida e legítima.

    Alguns argumentam que o Concílio Vaticano II foi meramente pastoral e, portanto, não vinculativo. Como você responde a isso?
    O problema aqui é a interpretação da palavra Todos os conselhos são pastoral, em que eles estão preocupados com o trabalho da Igreja “pastoral.” – Mas isso não significa que eles são apenas “poético” e, portanto, não vinculativo. Vaticano II é um concílio ecumênico oficial, e tudo o que foi dito no Conselho é, portanto, obrigatória para todos, mas em diferentes níveis. Temos constituições dogmáticas, e certamente você está obrigado a aceitá-los, se você é católico. Dei Verbum discute Revelação divina, que fala sobre o Deus trinitário se revelar e sobre a Encarnação como o ensino fundamental. Estes não são apenas ensinamentos pastorais – são elementos fundamentais da nossa fé católica.
    Alguns elementos práticos contidos nos vários documentos poderia ser mudado, mas o corpo da doutrina do Conselho é obrigatório para todos.

    Em vista de tudo isso, está no entanto confiante e otimista haverá reconciliação com a Fraternidade São Pio X?
    Eu estou sempre confiante em nossa fé e otimismo. Temos que orar por boa vontade e de unidade na Igreja. A FSSPX não é o único grupo separatista na Igreja. Existem piores no lado oposto também. Estes movimentos são piores porque são muitas vezes negando fundamentos do cristianismo. Devemos trabalhar pela unidade, e por isso é também a minha tarefa de convidar a todos para voltar à plena comunhão com a Igreja Católica, que é liderada pelo pastor supremo, o papa – que é o Vigário de Cristo.

    Se eles voltarem, o que aspectos positivos poderiam trazer para a Igreja?
    Eles poderiam sublinhar que a Tradição é, mas eles também devem se tornar mais ampla na sua perspectiva, porque a Tradição apostólica da Igreja não é apenas sobre alguns elementos. A Tradição da Igreja é grande e largo. Por outro lado, também deve haver uma renovação na celebração da liturgia, porque tivemos um monte de abusos da liturgia, que danificaram a fé de muitas pessoas.

    Poderiam, talvez, ajudar a corrigir alguns dos abusos?
    Essa não é a sua tarefa, mas o nosso. Um extremo não pode ser o equivalente do outro. Os extremos devem ser corrigidos pelo centro.

    Houve algumas controvérsias que cercam a sua consulta a respeito de seus ensinamentos anteriores sobre Maria ea Eucaristia. Você poderia nos contar mais sobre isso?
    Nota do editor: No virgindade perpétua de Maria Santíssima, Dom Müller escreveu que a doutrina não é “tão preocupado com específicas propriedades fisiológicas no processo natural de nascimento (como o canal do parto não ter sido aberto, não o hímen ser quebrado, ou a ausência de dores de parto), mas com a cura ea influência salvadora da graça do Salvador sobre a natureza humana “Na Eucaristia, ele declarou:”. Na realidade, o corpo eo sangue de Cristo não significa o material componentes da pessoa humana de Jesus durante sua vida ou em sua corporeidade transfigurada. Aqui, o corpo eo sangue, a presença de Cristo nos sinais do meio do pão e do vinho. “)
    Estes não eram críticas tanto como provocações infundadas que visam desacreditar-me, mas todos podem ler o que eu escrevi no contexto e de forma sistemática. Por que eu deveria negar as doutrinas da transubstanciação ou a virgindade perpétua de Maria? Eu tenho escrito livros inteiros em defesa dessas doutrinas. Quanto milagres, temos que lembrar que o objeto principal de nossa fé é a ação de Deus, o objeto secundário é o que Deus fez inclusive na dimensão material. Não é suficiente dizer que os milagres são uma ação inexplicável – algo totalmente excepcional dentro do mundo material – que provar a existência de Deus. Em vez disso, os milagres realizados por Jesus revelar que ele é o nosso divino Salvador que veio para curar um mundo ferido pelo pecado.
    Assim, por exemplo, quando Jesus realizou um milagre, como a cura do doente, o primeiro aspecto a olhar não é a mera suspensão da ordem natural. A primeira prioridade é analisar o fato de que Deus curou essa pessoa que precisava ser curado, a suspensão das leis da natureza são uma consequência desta intervenção divina. Muitas vezes, as pessoas não entendem essa perspectiva da fé.

    Alguns têm sugerido que estava a tentar empurrar os limites, para chegar a um novo pensamento, como estudiosos costumam fazer. Será que isso tem alguma coisa a ver com a polêmica?
    Olha, a base de nossa fé é revelação. Mas precisamos de explicações teológicas, interpretação, para explicar a verdade histórica da revelação e para apresentar e defendê-la contra os erros e heresias. Assim, por exemplo, os dogmas cristológicos dos primeiros conselhos foram absolutamente necessárias para explicar de outra maneira as verdades sobre Cristo testemunhado e contida no Novo Testamento. Se você quiser conservar o conteúdo da verdade em outros contextos, você deve explicar isso às vezes em outras categorias.
    No Evangelho, Jesus disse: “Este é o meu sangue, o que é o meu corpo.” Qual é o significado disso? Refere-se à presença real de Cristo na Eucaristia, mas no Novo Testamento, você não encontrar essa expressão – “. Presença Real” É um termo mais tarde teológica usada para explicar a verdade contida no Evangelho. Então, no contexto dos séculos 12 e 13, a Igreja teve de defender a doutrina da presença real, e ela fez isso ao expressá-la em termos filosóficos para explicar a diferença entre substância e aparência. Esta é a doutrina da transubstanciação – uma palavra que você não vai encontrar no Novo Testamento, mas que era necessário, a fim de explicar e defender o que tinha sido revelado no Novo Testamento. Muitas vezes, as pessoas não entendem a relação entre revelação e da teologia.

    Finalmente, qual é a situação da Conferência de Liderança de Mulheres Religiosas (LCWR)? A congregação emitiu recentemente um chamado avaliação doutrinal para uma renovação da organização americana. Há uma luta contínua entre o CDF e da organização?
    Não há luta entre a Santa Sé e esta organização, mas nós queremos ajudar o LCWR em sua renovação da vida religiosa – justamente por causa da importância da vida religiosa para a Igreja. Em nossos tempos, essa renovação só será possível se houver um compromisso renovado com os três votos [castidade, pobreza e obediência] e uma nova identificação com a nossa fé católica ea vida. Nós não podemos cumprir a nossa missão se estamos divididos, todos falando um contra o outro, trabalhando um contra o outro, ou aceitar idéias de fora que não pertencem à nossa fé. E nós não podemos aceitar doutrinas sobre a sexualidade que não respeitam o essencial fundamentais da antropologia revelada. Portanto, temos de encontrar novas maneiras de servir à sociedade de hoje, e não perder tempo com “guerras civis” dentro da Igreja Católica. Temos de trabalhar em conjunto e ter confiança.
    Mas é importante lembrar que em nenhum momento na história da Igreja tem um grupo ou um movimento em um país que nunca foi bem sucedido quando ele tomou uma atitude contra a Roma, quando foi “anti-Roma.” Definir-se-se contra “Roma” nunca trouxe autêntica reforma ou renovação para a Igreja. Somente através de um renovado compromisso com o ensino integral de Cristo e sua Igreja, e através de um renovado espírito de colaboração com o Santo Padre e os bispos em comunhão com ele, haverá renovação e vida nova na Igreja Católica e uma nova evangelização nossa sociedade. Pregar o Evangelho de Cristo a um mundo cansado tão desesperadamente precisando de sua verdade libertadora – que deve ser a nossa prioridade.

    Read more: http://www.ncregister.com/daily-news/archbishop-mueller-on-the-sspx-and-his-controversial-writings/#ixzz28TtosbZ2

  35. Para não queimar meus dedos, vou aguardar os desdobramentos/esclarecimentos.

  36. Uma coisa só. Nesse diálogo com protestantes, inimigos da Santa Igreja Católica, há mais coisa em comum com eles do que com os católicos tradicionalistas? Pois parece que com eles houve negociações sobre a fé e bem superadas pelo teor da entrevista. Revela até júbilo. Ou NEM precisa dessas negociações, pois eles estão em plena comunhão com a Sé de Roma?
    Apenas que eles não aceitam os dogmas católicos, a autoridade papal a presença real na Eucaristia, a Virgindade de Nossa Senhora etc. Mas esses pontos parecem que são de somenos importância para o Sr. Cardeal. Aliás, em um livro dele Cardeal, ele nega muitos desses pontos da Doutrina da Igreja.
    Não consigo compreender como ele vai vigiar a Doutrina e a Fé. Aliás, qual foi o critério para a nomeação dele? Seria interessante saber.

  37. Só resta mesmo falar que as doutrinas do CV II – aquelas que a SSPX se opõe – foram aprovadas por 5 papas e 99.9999% da Igreja.

    Mentira…

    Primeiro que o ecumenismo que JP II e Bento XVI praticam e fizeram escorrer pela Igreja toda é diferente do que se poderia supor de um ecumenismo tratado por um concílio da Igreja.

    Segundo, prove então, não pelos documentos do concílio ou pós-concílio, mas que em documentos anteriores existiam a doutrina do ecumenismo, da liberdade religiosa, da colegialidade…

    Se a doutrina do cv ii tem 50 anos e 5 papas, a doutrina que a fraternidade defende tem séculos de existência e te garanto muito mais de 5 papas a defendê-las.

    Mas para ficarmos apenas no ecumenismo, eu posso te garantir, que ele é tão antigo quanto o gênero humano. Começou no paraiso terrestre entre Eva e a Serpente. Daí também surgiu a liberdade religiosa.

  38. Pedro Henriuqe

    Quem mente é você. Nesses 50 anos nenhum Papa descobriu os upostos erros que vc e a FSSPX apontam. Cabe aos Papas exclusivamente a tarefa de interpretar e apontar falhas ou defeitos nos Concílios Ecumênicos. Isso não é e nunca foi tarefa de leigos, Bispos etc. O Concílio Vaticano II foi aprovado por todos os Papas desde João XXIII até Bento XVI e por todo episcopado católico: só esse fato o isenta de erros. Lefebvre também participoou e assinou todos os documentos do Vaticano I incluindo a liberdade religiosa, a colegialidade, oecumenismo, e todos os supostos erros.Quando vc afirma que a FSSPX defende a doutrina de séculos da Igreja, vc se engana: a doutrina católica afirma que todos os fiéis, religiosos (as), padres, bispos, cardeais devem se submeter integralmen ao Romano Pontífice sem questioná-lo assim como a seu magistério. A FSSPX julga o Papa, o Concílio e o Magistério da Igreja numa atitude totalmente protestante e anti-católica e totalmente contrária a tradição verdadeira. O que a FSSPX representa é o tradicionalismo arcaico e não a verdadeira tradd~ição católica.

  39. Oi, Sr. Francisco de Mello e Silva,
    Faz tempo que o senhor não aparece por aqui. Como vai?
    Quanto zelo em defender o Arcebispo Müller! E quanta indignação contra a Fraternidade São Pio X !!! Afinal de contas, essa fraternidade é uma minoria insignificante, não é?
    E a esmagadora maioria dos católicos hoje (há mais de quarenta anos, aliás) segue as mudanças conciliares.
    Isso é evidente. Ninguém em são juízo há de negá-lo.
    Mas, eu não sabia que maioria agora é critério válido do que seja a verdade.
    Se a maior parte segue, se a maior parte diz, se a maior parte faz, então é verdade. Quer dizer que agora é assim?
    Seu Francisco de Mello e Silva, o senhor não se lembra que a maioria dos discípulos de Cristo O abandonou porque tais discípulos não aceitaram a doutrina da Presença Real dEle na Eucaristia?
    Se a verdade viesse da maioria, a doutrina da Presença Real seria falsa. E Cristo seria mentiroso. Pois sessenta discípulos foram contra. Doze ficaram a favor.
    Na crise do arianismo, poucos ficaram fiéis à doutrina verdadeira das duas naturezas de Cristo. E estes foram duramente perseguidos. Se a verdade estivesse sempre com a maioria, Nosso Senhor Jesus Cristo teria passado a ter só uma natureza durante todo o tempo em que a maior parte do clero assim acreditava e desejava. E os que defenderam a doutrina correta seriam uns loucos, pois não perceberam que a verdade agora era outra.
    Se assim fosse, poder-se-ia pensar que Deus aprova hoje todos os absurdos litúrgicos, as horrendas profanaçoes e os delírios doutrinais que o clero brasileiro em peso vai realizando e espalhando entre os fiéis. Afinal, todo mundo faz isso hoje.
    Agora, por favor, diga uma coisa, Sr. Francisco de Mello e Silva: o Arcebispo Müller também está certo quando duvida da Presença Real de Cristo na Eucaristia?
    E quando Dom Müller defende que a virgindade de Nossa Senhora durante o parto de Cristo não deve ser entendida literalmente, ele também está certo?
    Dom Müller é simpatizante da teologia da libertação. A mesma teologia que seu antecessor na Congregação para a Doutrina da Fé, o então Cardeal Joseph Ratzinger (hoje Papa Bento XVI), condenou na década de 1980. Estará Dom Müller correto ao apoiar a teologia da libertação, ele que é amigo de Gustavo Gutierrez?
    Estará ele seguindo a chamada “tradição viva”, isto é, uma “tradição” (com “t” minúsculo) que pretende mudar a doutrina ao sabor dos tempos?
    Aliás, não foi o senhor que defendeu certa vez neste blog a mesma arapuca modernista chamada de “tradição viva”? Não foi o senhor que disse uma vez que o Papa reinante estará sempre certo e será inspirado pelo Espírito Santo, mesmo se ensinar uma doutrina contrária ao que seus predecessores sempre ensinaram? Mesmo se pregar uma nova doutrina, em contraste com o que a Igreja sempre ensinou?
    Podemos, então, passar uma borracha e apagar, por exemplo, o Concílio de Trento, o Concílio Vaticano I, o Syllabus, a Encíclica Pascendi, o Decreto Lamentabili, a Mortalium Animos, a Mediator Dei, e todos os documentos que condenam o ecumenismo, a liberdade religiosa e a colegialidade? Os documentos papais que condenam esses erros não valem mais nada? Podemos jogá-los no lixo?
    Então, o Espírito Santo muda a doutrina ao sabor dos tempos?
    Essa lógica é inteiramente nova. Jamais encontrei nada parecido em qualquer documento da Igreja. O senhor poderia explicitá-la, por favor, e dizer em que documentos ela se baseia?
    Claro que Dom Müller não é o Papa.
    Pelo menos, ainda não.

  40. Curiosidade:

    1) Don Müller:

    “Não existem reduções no tocante à Fé Católica, precisamente como ela foi formulada validamente no Concílio Vaticano. O Concílio Vaticano II não está em contradição com toda a tradição eclesial, na melhor das hipóteses, está em contradição com algumas falsas interpretações da Fé Católica”.

    2) Pe Guido Mattiussi, em “O veneno kantiniano”:

    “Virá o dia que um Concílio adaptará a religião aos novos tempos, expondo-a segundo as idéias agora aceitadas, como o Concílio de Trento por sua vez a expôs segundo as idéias escolásticas. Assim muitos dizem, e mais despudoradamente que outros, Loisy“”.

    3) São PIo X na Pascendi:

    “Há ainda outra face, além da que já vimos, nesta doutrina da experiência, de todo contrária à verdade católica. Pois, ela se estende e se aplica à tradição que a Igreja tem sustentado até hoje, e a destrói. E com efeito, os modernistas concebem a tradição como uma comunicação da experiência original, feita a outrem pela pregação, mediante a fórmula intelectual.

    Por isto a esta fórmula, além do valor representativo, atribuem certa eficácia de sugestão, tanto naquele que crê, para despertar o sentimento religioso quiçá entorpecido, e restaurar a experiência de há muito adquirida, como naqueles que ainda não crêem, para despertar neles, pela primeira vez, o sentimento religioso e produzir a experiência. Por esta maneira a experiência religiosa abundantemente se propaga entre os povos: não só entre os existentes, pela pregação, mas também entre os vindouros, quer pelo livro, quer pela transmissão oral de uns a outros. Esta comunicação da experiência às vezes lança raízes e vinga; outras vezes se esteriliza logo e morre. O viver para os modernistas é prova de verdade; e a razão disto é que verdade e vida para eles são uma e a mesma coisa. E daqui, mais uma vez, se infere que todas as religiões existentes são verdadeiras, do contrário já não existiriam”. Pascendi Dominici Gregis – http://www.vatican.va/holy_father/pius_x/encyclicals/documents/hf_p-x_enc_19070908_pascendi-dominici-gregis_po.html

  41. Francisco de Mello e Silva, e se 99,99% do clero da Igreja estiverem errados?

    Lembre-se de que, dos 12 apóstolos, só um estava com Cristo ao pé da cruz no Calvário… O resto fugiu e se escondeu com medo dos fariseus (hoje em dia, a turma do diálogo inter-religioso, ecumenismo, marxismo, liberalismo, direitos humanos, banqueiros, islâmicos, cabalistas e talmúdicos, satanistas, maçonaria – desculpem a redundância! – etc.).

    Seu argumento quasi-lógico é de número, pode não corresponder à verdade… É sobre essa falácia que se constrói a democracia falsa moderna.

    O Concílio Vaticano II decidiu algo sobre fé ou moral invocando a assistência do Espírito Santo e o magistério infalível da Igreja, e proclamando ex-cathedra alguma verdade irretorquível?

    Não!

    Então não há infalibilidade em jogo.

    A FSSPX defende a tradição da Igreja. O resto é herege, pagão e apóstata.

  42. Não trata-se de revogar o Concílio Vaticano II, mas esclarecer que a doutrina ali exposta é a mesma da Igreja de sempre, sem alterações, mutações ou omissões. Ou seja, não é interpretar a pastoral do Concílio Vaticano II com base nele mesmo, mas sim, com todos os outros (Concílios) dogmáticos e o Magistério perene.

    As autoridades de Vaticano, parecem que desejam ver “o circo pegar fogo” para produzir daí uma síntese, uma convergência entre a Tradição e o modernismo (sic). Mais ou menos com a quadratura do círculo.

    A quem quer tratar os assuntos da Igreja através de estatísticas, tipo 99,999999% contra 0,0000001% disso ou daquilo, vale lembrar o resultado de uma pesquisa entre os “católicos” (!) alemãs que não acreditam em Deus. Se for aplicado aos dados científicos do “cientista” que argumentou acima aIgreja hoje seria atéia (!?).

    Ah! Também teria abraçado o arianismo no tempo de Santo Atanásio.