Dom Muller sobre diálogo interreligioso: “não significa renunciar à própria identidade”.

Dom Gerhard Müller, novo Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

Dom Gerhard Müller, novo Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

Roma | Rádio VaticanoSe recorda hoje 26 anos do histórico Encontro de Assis das Religiões pela Paz, iniciativa do então papa João Paulo II. Por ocasião do transcurso da data, o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Dom Gerhard Muller, destacou que no diálogo com outras religiões não se deve esconder a própria fé e a própria identidade, em nome de um diálogo politicamente correto.

“Para um cristão, referiu Dom Muller, o respeito pela religiosidade dos outros não significa e não deveria significar uma renúncia à própria fé, à própria identidade e à verdade definitiva recebida, através da Igreja, na Revelação de Deus”.

Ele acrescentou ainda, segundo refere a agência SIR, que “a Igreja pode propor um verdadeiro diálogo somente a partir da verdade sobre ela mesma. Seria vergonhoso esconder a fé autêntica e abandonar a unicidade da Revelação e da Encarnação do Filho de Deus, em nome de um diálogo politicamente correto. É justificado e correto somente um diálogo conduzido na verdade e no amor”.

“Por isto — continua — a nossa fé, dirigida à Cristo e a verdade sobre nós mesmos devem sempre ocupar um lugar privilegiado em cada ocasião de diálogo dos cristãos com aqueles que não o são. Portanto, o diálogo com os seguidores das religiões não cristãs é uma forma de testemunho de fé que deve ser sempre respeitoso para com o outro e a dignidade da sua consciência.(JE)

13 Comentários to “Dom Muller sobre diálogo interreligioso: “não significa renunciar à própria identidade”.”

  1. Caríssimos irmãos, gostaria de perguntar e, se alguém puder, por favor, responda:

    Por que as vezes parece, que os sacerdotes do Brasil (sobretudo a CNBB), não estão “nem ai” pra declarações como esta e também, “nem ai” com documentos como o summorum pontificum por exemplo ??

    Será que esta situação um dia vai mudar??

  2. Ao cabo, o ‘diabo’ não é tão feio quanto parecia… Dom Muller vem fazendo o que se espera de um prefeito da Congregação para Doutrina da Fé. O saldo é positivo.

  3. Continua no muro, falou mas não disse quase nada.

    Por que ele não diz com todas as palavras: o verdeiro diálogo com as pessoas de religiões falsas é levar-lhes a verdade da única religião verdadeira , a Católica, e procurar convertê-las conforme a missão a nós confiada por Nosso Senhor Jesus Cristo?

    – Ide e evangelizai a todos os povos batizando-os em nome do Pai. do Filho e do Espírito Santo.

    Parece que tem medo!

  4. “Não vos iludais, pois, irmãos meus muito amados”. (Tg 1,16)

  5. Se alguém for punido por não seguir o que ele acaba de dizer, aí sim eu vou ficar surpreso.

  6. Sebastian baldi,

    Ele não vai dizer isso porque nem o CV II assim o disse, com essas clareza de palavra.

    Vocês querem muito de um prefeito…francamente…

  7. Agora é “esperar muito” que a Igreja diga a verdade com todas as letras…
    Não é à toa que as coisas estão como estão…

  8. Nada demais o que ele falou, é apenas o óbvio. O que todo católico leigo ou religioso deveria saber mas quem nem todos sabem e nem quer saber…. Em tempos de crise, migalhas parecem banquete.

  9. Pode parecer loucura o que escreverei aqui, mas confesso que por tratar-se de Dom Muller acabei me surpreendendo com suas afirmações… Ao abrir o Fratres e ver sua foto ilustrando a próxima notícia, imaginei que viria coisa pior.. Mas me surpreendi positivamente!
    Queira Deus que ele se converta, primeiro em verdadeiramete católico para então converter-se em grande Prefeito da CDF.
    Para Deus, nada é impossível!

    iQue viva Cristo Rey!

  10. Passo a acreditar se o próximo encontro de Assis for cancelado.

  11. Eu acredito na conversão das pessoas e rezo para que ele passe a acreditar na virgindade de Nossa Senhora , na missa como verdadeira renovação incruenta do sacrifício de Jesus como ensina o concílio de Trento e cumpra integralmente com seu papel na Igreja .

  12. Realmente n signitfica renunciar a própria identidade, mesmo pq muitos Católicos n sabem mais qual é a sua identidade. Têm 50 anos se ensinam que a identidade com ares de bolor teria que ir embora e entrar ar novo. Entrou. Hoje, os netos do cinquentão são ecumaníacos, o importante é amorrrrrrr.

  13. Com licença. Não queremos de um Prefeito Nobre Senhor Heitor,apenas que ele seja católico nas palavras,sobretudo “na prática”. O Concílio Vaticano II pode não ter sido claro,mas o IV Concílio de Latrão (se eu estiver enganado me corrijam) foi …..