Suíça: o bispo de Chur recorda as normas litúrgicas.

Dom Vitus Huonder, bispo de Chur, Suíça, celebra a Missa Tradicional

Dom Vitus Huonder, bispo de Chur, Suíça, celebra a Missa Tradicional

Por DICI | Tradução: Teresa Maria Freixinho – Fratres in Unum.com:  Para o início do Ano da Fé, Dom Vitus Huonder, bispo de Chur e administrador apostólico dos cantões de Obwald, Nidwald, Glaris, Zurique e uma parte de Uri, publicou uma carta pastoral intitulada A Sagrada Eucaristia – Um Sinal de Unidade, para ser lida em todas as igrejas da diocese no domingo, 11 de novembro.

Chefe dos departamentos de Liturgia, Ministério e Serviços da Conferência de Bispos da Suíça (CES), o bispo recorda firmemente aos sacerdotes e fiéis as regras para as celebrações litúrgicas. Dom Huonder enfatiza que o direito de organizar a liturgia pertence à autoridade exclusiva da Igreja; um padre não pode decidir por sua própria conta acrescentar, retirar ou modificar qualquer rubrica, e ele nunca poderá usá-la como um “meio legítimo para promover a participação dos leigos na liturgia.” “Na liturgia, Deus é o verdadeiro autor, idealizador e ator, e a Igreja tem o dever de preservar o sagrado ao longo dos séculos,” explica a carta da diocese de Chur. A Igreja paroquial é um lugar sagrado, reservado ao culto divino, domus Dei, e qualquer outro evento deve ser realizado em outros locais paroquiais.

A carta especifica que a pregação cabe exclusivamente aos ministros ordenados – bispos, sacerdotes e diáconos –, que o uso do dialeto suíço-alemão está autorizado somente para as celebrações com crianças ou jovens, e que os fiéis não devem ser induzidos a erro, perturbados ou magoados por declarações contra o ensinamento da Igreja e sua hierarquia. Dom Huonder insiste também no direito dos fiéis a uma liturgia livre de abusos, que seja livre de ações arbitrárias inventadas no impulso do momento. Ele refere-se à carta pastoral publicada em 2004 — Instrução Redemptionis Sacramentum da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, que concede a todo católico o direito de chamar a atenção do bispo diocesano ou da Santa Sé para os abusos litúrgicos.

O número de sacerdotes na diocese é suficiente para garantir a celebração da Missa Dominical, e “domingos de padres”, que sejam considerados como dias de férias, não correspondem à espiritualidade sacerdotal, insiste o Bispo de Chur. Igualmente, a regra comum da Igreja pede que os ministros ordenados distribuam a Santa Comunhão e a levem aos doentes. Quanto à confissão, o sacramento exige que apenas o padre receba a acusação do penitente e lhe conceda a absolvição. A “confissão” a um leigo e sem absolvição sacerdotal não é um sacramento. Essas “maneiras de reconciliação” são corretas apenas se levarem a uma absolvição sacramental, ele recorda.

Finalmente, os fiéis devem ser encorajados a se aproximarem do sacramento da Eucaristia com grande respeito. Ou seja, o bispo Huonder exorta que todos devem estar atentos às condições necessárias para receber a comunhão: o Batismo, confissão da fé católica, o estado de graça e o jejum eucarístico por, pelo menos, uma hora de antecedência.

Em 9 de novembro, o dia seguinte à publicação da carta pastoral de Dom Huonder, Dom Josef Annen, Vigário Geral de Zurique e Glaris, e os anciãos de  Zurique, juntamente com Dom Martin Kopp, Vigário Geral da Suíça central e os anciãos da Suíça central publicaram uma carta explicando as nuances importantes para a carta pastoral do bispo.

Sem dúvida, eles explicam, se Dom Vitus Huonder fala de graves abusos no domínio da liturgia, há certamente casos especiais onde a liturgia é arbitrariamente alterada ou onde melhorias são necessárias. Nesses casos, eles especificam que a melhor solução é um encontro pessoal. Porém, esses casos isolados não devem nos fazer questionar as práticas litúrgicas atuais, que foram adquiridas pela Igreja universal desde Vaticano II e que são aprovadas pelos bispos (além de Dom Huonder, ed.). A colaboração dos leigos durante as celebrações – em comunhão com o padre – “não deve ser descontinuada, e lhes somos gratos,” afirma a carta em termos firmes.

6 Comentários to “Suíça: o bispo de Chur recorda as normas litúrgicas.”

  1. Glória a Ti, meu Deus, para sempre! Só Tu consegues restaurar aqueles que perderam a consciência; Tu devolves a beleza anterior às almas perdidas e sem esperanças.
    ConTigo nada existe que não possa ser refeito. Aleluia!

  2. O Fratres tem comentário mesmo antes do post ser publicado kkkkkkkk: o post foi publicado 10/12 às 17:03 e tem um comentário de 9 /12 às 16:54

  3. Deo Gratias. Que grande e agradavel surpresa essa santa ousadia de um Bispo. Seria bom demais se sua carta fosse obedecida pelo clero. Mas e’ mais facil ele levar um puxao de orelha da Conferencia Episcopal suica, e inumeras criticas e protestos dos padres ja sem fe’ daquele pais.

  4. Graaaaaaaaaaaaaaaandeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeees práticas litúrgicas atuais…
    Será que eles não querem ver o que eles mesmos fizeram da Igreja: um balaio de gatos?
    Ao impor a missa bastarda de Montini/Bugnini, eles introduziram o culto ao homem-deus, tal qual no Antigo Testamento: Baal…
    Nem com a admoestação dos Profetas, o alto sacerdócio arredou pé de seus intentos maléficos.
    Nem com a debandada de fieis, nem com a escassez de vocações, nem com o indiferentismo religioso, nem com os escândalos envolvendo desde os padres até os mais altos escalões da igreja conciliar, eles não querem ver…
    Ainda defendem essa cerimônia bastarda…
    Ah…
    Nem sequer para ler o Livro do Profeta Jeremias e refletir, essa gente está disposta.
    Chega de choramingos, de discursinhos bonitinhos e politicamente corretos, chega de beicinhos, de fumacinhas nas frestinhas e capetinhas.
    Chega!!!
    Tomem atitudes!
    Atitudes de Pastor!
    Senão…
    Basta ler no Livro do Profeta Jeremias, e o Livro dos Reis, onde se conta a História de Santo Elias, que ainda que exilado(“expulso”) da Terra Santa, venceu o Baal, para saber o que irá ocorrer com essa neo igreja, essa desgraçada igreja conciliar e seus frutos pútridos e fétidos.
    Mas isso já fora Profetizado, tanto no Antigo, quanto no Novo Testamento (S. Paulo já advertiu-nos sobre o “outro evangelho”!), quanto pela Virgem Santíssima, em suas grandes Aparições: Quito, la Salette, Lourdes e Fátima(a Aparição que a alta hierarquia não deixou que fosse revelada a terceria parte do Segredo, no ano que a Virgem pediu 1960 – tampouco se fez a Consagração do Mundo ao Seu Imaculado Coração – como Ela o pedira)
    Agora, basta que rezemos, preparemo-nos e sobretudo, guardemos nossa Santa Fé!
    De toda heresia, livrai-nos Senhor!
    Nossa Senhora de la Salette, rogari por nós!

  5. Bastou o Bispo de Chur falar algumas verdades para as viúvas do Concílio ficarem nervosas.

    Márcio