Show de rock inicia assembléia do Pontifício Conselho para a Cultura.

7 de fevereiro de 2013 – Romereports.com | Tradução: Fratres in Unum.com – A cada dois anos, o Pontifício Conselho para a Cultura se reúne para sua assembléia plenária. Dessa vez, a cultura jovem teve posição central, para iniciar o encontro ao som do rock.

O Vaticano está convencido de que, para alcançar os jovens, deve primeiro aprender sobre a sua cultura. Como início, o Pontifício Conselho para a Cultura convidou a banda de rock The Sun para dar o ponta-pé inicial da assembléia plenária com um show, bem como a história pessoal de conversão dos membros da banda. Apesar do público duro, a música com o tempo o conquistou.

FRANCESCO LORENZI – Vocalista, The Sun

“Nós nos deixávamos levar pelos excessos da vida de músico, como álcool, drogas, mulheres e no fim, quando retornamos para casa, estamos vazios por dentro. O absurdo era ver que esse era o nosso maior momento profissionalmente, mas por dentro nós criávamos um vazio. Nós não nos falávamos, e mais do que tudo não tínhamos inspiração. Foi assim que começamos a fazer perguntas maiores, quem somos nós, onde estamos, o que eu quero para mim? Por que eu quero ser músico? O que eu sempre quis ser, mas não estou feliz. Eu comecei a pensar na Igreja, graças ao conselho da minha mãe, que me convidou para ir a uma aual com ela. São já 10 anos desde que estou na Igreja”.

O Cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, assegura que conhecer o jovem também é conhecer o futuro e a direção para a qual a sociedade moderna está apontada.

CARD. GIANFRANCO RAVASI
Presidente, Pontifício Conselho para a Cultura

“Por essa razão, é necessário para nós compreender a música e a linguagem que podem transmitir várias dimensões que a simples palavra não pode. É uma música diferente daquela que estou acostumado. Tentei ouvir os álbuns de Amy Winehouse, mas eu estou muito distante. Embora neles haja também aquele desejo de autenticidade, de verdade, de significado”.

Os membros de The Sun cumprimentaram o Papa e deram a ele, como presente, o seu álbum mais recente. Assim, é muito provável, no futuro, que se ouça algum rock nas salas do Palácio Apostólico.

11 Comentários to “Show de rock inicia assembléia do Pontifício Conselho para a Cultura.”

  1. N foi este papa que, quando cardeal, falou contra o rock?

  2. Card. Ravasi é um dos piores cardeais da Cúria Romana. Para quem lê italiano, segue abaixo um link para um belo texto sobre o vazio intelectual e doutrinal que é esse homem. http://www.papalepapale.com/develop/il-pavonazzo/

  3. Penso que devemos nos aproximar de Jesus Cristo e não do mundo.

  4. Esse povo que incentiva o rock deveria ler o livro “Introduction to the Science of Mental Health”, do Pe. Chad Ripperger. Neste livro há um capítulo dedicado à música, no qual ele fala dos malefícios que uma música ruim pode fazer em uma pessoa, citando, como exemplo, o rock. E pra quem dá a desculpa de que “a letra fala de Deus, então não tem problema”, veja o que o próprio Pe. Ripperger diz: “É possível ter moralmente más letras com harmonia moralmente boa e vice-versa. Entretanto, tal música é inerentemente desordenada.” (RIPPERGER, C. Introduction to the Science of Mental Health. Vol. 3. Denton: Sensus Traditionis Press, 2007, p.592, nota 37).

    Mesmo que uma música tenha uma letra boa, se ela tiver ritmo/estilo ruim – que é o caso do rock – ela não pode ser considerada uma boa música. Além do mais, de acordo com Pe. Ripperger, a escuta imoderada de músicas de ritmos ruins pode ocasionar problemas psicológicos e comportamentais. Não que todos desenvolvam problemas, mas o fato é que a música pode afetar o comportamento de uma pessoa pois ela influencia os afetos humanos, especialmente ligados ao prazer de ouvir música. Platão na Antiguidade já dizia sobre isso; na Idade Média, Boécio já abordou a questão repassando as teorias gregas, e Santo Tomás de Aquino na Suma Teológica também comenta sobre este assunto. É através da análise de um texto de St. Tomás de Aquino que o Pe. Ripperger desenvolve o raciocínio da boa e má música em seu livro.

  5. Podia ser pior….podia ser sertanejo….

  6. Para mim a música moderna pode ser também um instrumento evangelizador, claro que tudo em sua medida e em seu lugar. No Brasil, por exemplo, as canções da Ir. Kelly Patrícia, feitas com base nos escritos e poemas dos santos, levam os jovens ao conhecimento e ao amor dos santos e de Deus. E o seu gênero é o pop. O problema hoje é justamente a loucura conciliar de achar que o profano é também sagrado e que pode ocupar o lugar do sagrado. Isso é um completo absurdo. Para o sagrado há a necessidade de música sagrada.

  7. Se os rockeiros recebessem a acolhida de alguns aqui, voltariam para o ateísmo…

  8. “Tentei ouvir os álbuns de Amy Winehouse, mas eu estou muito distante. Embora neles haja também aquele desejo de autenticidade, de verdade, de significado”.
    Bastava ele ler antes tudo que ja foi publicado sobre a vida dessa cantora pra saber como ela viveu e como ela tragicamente morreu.
    A partir daí ele ja teria uma idéia de onde ela provavelmente estará nesse momento e essa simples reflexão deveria levá-lo a cair de joelhos e implorar a Deus sabedoria e inteligencia pra guiar outros jovens pra que eles não venham cair no mesmo lugar.
    Esses Bispos precisam refletir sobre as palavras de Nossa Senhora aos pastorzinhos de Fatima : “Salvai-nos do fogo do inferno e levai as almas todas para o Céu, principalmente aquelas que mais necessitam pois almas vão para o inferno todos os dias porque ninguém reza ou oferece nadas por elas”…principalmente aqueles que foram consagrados para essa missão.

  9. A Igreja deve ser via de elevação espiritual. O rock em nada contribui para esta elevação, e os fartos exemplos da história recente demonstram as patologias incontáveis e perturbações psíquicas decorrentes desse estilo de desarranjo musical (demoníaco mesmo!). Realmente triste, tristíssimo ver aqueles cardeais “curtindo” aquele momento de descontração, a pretexto de inculturação (será que também isto queriam com o aggionarmento?). O que querem? Chegar à charneca dos porcos, para depois se recordarem da Casa do Pai? Prefiro passar esta manhã de sábado de carnaval, trabalhando ao som do Miserere, de Allegri: http://www.youtube.com/watch?v=eh31j6L95Ok

  10. É verdade… só bastaver as missas carismáticas o quanto tem de velhinhos (não que eu seja contra os idosos) batendo palmas e levantando as mãos e o quanto tem de jovens (só os que são do grupo) ajudando e “participando” da missa… e ver uma missa bem celebrada, na forma antiga do rito quantos jovens estão assistindo, e os padres dos anos 70 nem para dar uma olhada nisso e ver a confusão que eles mesmo estão fazendo… sinceramente se eu fosse buscar uma festa não era para a Igreja que eu iria.. e se eu busco a Deus não é para uma festa na Igreja que quero ir, e sim para uma Igreja de verdade, onde se respeita e realmente encontra Deus, em todos os seus símbolos e significados, e não no profano. Mas os padres dos anos 70 ainda não viram a primavera que está na Igreja, que na verdade é um inverno muito forte que parece que nunca mais vai passar. Apesar de ter raras excessões.

  11. O Papa São Pio X proibiu a execução de estilos profanos na Igreja e sobretudo na missa.Entretanto é o que mais se ve hoje:

    “a música sacra deve possuir, em grau eminente, as qualidades próprias da liturgia, e nomeadamente a santidade e a delicadeza das formas, donde resulta espontaneamente outra característica, a universalidade.Deve ser santa, e por isso excluir todo o profano não só em si mesma, mas também no modo como é desempenhada pelos executantes… As várias artes da Missa e Ofício devem conservar, até musicalmente, a forma que a tradição eclesiástica lhes deu, e que se encontra admiravelmente expressada no canto gregoriano”-MOTU PROPRIO TRA LE SOLLICITUDE, DO SUMO PONTÍFICE PIO X SOBRE A MÚSICA SACRA; I , 1, 2; IV , 10.