Foi o momento mais difícil, as pessoas ficaram chocadas e indignadas com o vazamento que causou muita dor ao papa, havia a impressão de que não tínhamos mais pessoas confiáveis nos nossos escritórios”.
Dom Angelo Becciu, número 2 da Secretaria de Estado da Santa Sé, sobre a gravidade do Vatileaks, em declarações ao vaticanista Giacomo Galleazi.
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O combativo Cardeal Zen.
Mas, lamentavelmente, eu tenho que acrescentar que frequentemente ele [Bento XVI] era uma voz solitária no deserto. Disse e repito: o seu trabalho foi desperdiçado por outros próximos a ele, que não seguiam a sua linha. Eu não estou aqui para julgar consciências [...]. Por “outros” me refiro a pessoas no Vaticano, mas também fora dele que, sem a ajuda da Santa Sé, não teriam causado tantos danos. É uma situação muito desagradável, embora mostre outro aspecto da personalidade de Bento XVI: ele é absolutamente firme ao lidar com a verdade, mas muito respeitoso para com as pessoas ao seu redor, muito — talvez demais — polido: um homem brando, que nunca usa a força. Isso não é fraqueza, é o outro lado de um de seus grandes méritos, gentileza, respeito, misericórdia, exatamente o oposto de como ele sempre era descrito (o “conservador”, o “panzer”, o “inquisidor”, etc). Eu também, às vezes, fiquei impaciente e senti que ele era excessivamente condescendente”.
Palavras do Cardeal Joseph Zen, SDB, arcebispo emérito de Hong Kong, em artigo publicado em Asianews, sobre os boicotes dentro do Vaticano à política do Papa Bento XVI para com a China.
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Tal como sucede no caso dos bispos que concluem o ministério e se chamam bispos eméritos, creio que se pode dizer que o papa, ao renunciar, é bispo emérito de Roma. De qualquer forma, o título poderá ser o utilizado até agora: Sua Santidade Bento XVI”.
Cardeal Francesco Coccopalmerio, presidente do Conselho Pontifício para os Textos Legislativos, em entrevista ao diário italiano Corriere della Sera.
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Daqui em diante, haverá sempre pressão para o papa renunciar. Basta desagradar uma das tendências católicas”.
Frei Betto em entrevista ao portal Terra.
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Cardeal Keith O’Brien, primaz da Escócia.
Vivemos em um mundo livre e me dou conta de que muitos padres consideram dificílimo praticar o celibato. Jesus não disse nada a respeito do celibato clerical. Houve um tempo na história em que os sacerdotes podiam se casar e, ademais, sabemos que atualmente, em alguns ramos da Igreja Católica, os padres têm esse direito, pelo que, obviamente, não é de origem divina e poderíamos voltar a discutir. Ficaria muito feliz se outros pudessem ter a oportunidade de se casar e criar sua própria família”.
Cardeal Keith O’Brien, primaz da Escócia, em declarações à BBC, no último sábado. Poucas horas depois, viriam à tona acusações de “comportamento inapropriado”, na década de 80, feitas por quatro padres. O’Brien renunciou e, segundo a imprensa local, não participará do conclave.
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O Papa decidiu que a renúncia seria feita hoje”.
Palavras de hoje do Cardeal O’Brien, que afirmou que já havia apresentado sua renúncia ao Papa para que contasse a partir do momento em que ele completasse 75 anos, no mês que vem.
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Nem todos os problemas que caracterizaram o Pontificado de Joseph Ratzinger podem ser atribuídos aos “inimigos externos da Igreja”, como repetem alguns colaboradores do Papa propensos a atribuir as responsabilidades à mídia ou aos grupos anti-católicos e nunca aos seus próprios erros. Há um mal-estar evidente e espalhado no Vaticano, falta coordenação e em muitas ocasiões o Papa encontrou-se em uma situação exposta e solitária. Claro, a realidade da cúria romana não corresponde à imagem que a apresenta corroída por lutas de poder. Mas é igualmente ingênua a “lenda rosa” que muitos gostariam de atribuir à imprensa”.
Andrea Tornielli em Vatican Insider - palavras que servem como resposta a certos “conservadores”, inclusive bispos, que nos dias de hoje culpam exclusivamente a imprensa pelo caos na Cúria Romana.
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Kasper falou de uma “diaconisa” paroquial, que seria diferente do diácono clássico, e que poderia desempenhar funções pastorais, de caridade, de catequese, além de serviços litúrgicos particulares. A diaconisa não seria receberia o sacramento da Ordem, mas uma bênção. Dessa forma, se retomaria uma antiga tradição, acrescentou, lembrando que o diaconato feminino estava previsto na Igreja dos séculos III e IV”.
Alessandro Alviani, vaticanista do La Stampa, relatando as palavras do Cardeal Walter Kasper durante a assembléia da Conferência Episcopal da Alemanha.
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S. Em. Rev.ma. Cardeal Karl Lehmann, arcebispo emérito de Mainz.
É necessário encontrar para as mulheres posições de trabalho convincentes, que impliquem também a bênção sacramental”.









"... muitos dos que se dizem católicos ajudam os «revolucionários» . São esses, sempre «moderados», que estimam a «tranquilidade pública» como o bem supremo. Esses católicos tolerantes, condescendentes, brandos, doces, amáveis ao extremo com os maçons e furiosos inimigos de Jesus Cristo, guardam todo seu mal humor para os que gritam «Viva a Religião!» e a defendem sofrendo contínuas penalidades e expondo suas vidas. Para eles, esses últimos são «exagerados e imprudentes, que tudo comprometem com prejuízo dos interesses da Igreja» ".
Que tenho eu, Senhor Jesus, que não me tenhais dado?… Que sei eu que Vós não me tenhais ensinado?… Que valho eu se não estou ao vosso lado? Que mereço eu, se a Vós não estou unido?… Perdoai-me os erros que contra Vós tenho cometido. Pois me criastes sem que o merecesse… E me redimistes sem que Vo-lo pedisse… Muito fizestes ao me criar, muito em me redimir, e não sereis menos generoso em perdoar-me. Pois o muito sangue que derramastes e a acerba morte que padecestes não foram pelos anjos que Vos louvam, senão por mim e demais pecadores que Vos ofendem… Se Vos tenho negado, deixai-me reconhecer-Vos; Se Vos tenho injuriado, deixai-me louvar-Vos; Se Vos tenho ofendido, deixai-me servir-Vos. Porque é mais morte que vida, a que não empregada em vosso santo serviço… - Padre Mateo Crawley-Boevey