A nova residência do Papa Bento XVI, para a qual irá após 2 meses em Castel Gandolfo.
Totus tuus.
2 Comentários para “Totus tuus.”
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É evidente que o sentimento geral que pairou na suave manhã de hoje, foi o da tristeza. O próprio papa ressaltou a gravidade e também a novidade do seu ato de renúncia, mesmo tendo feito em serenidade de espírito.Tudo foi muito sóbrio e simples, as palavras do seu adeus que diziam que ele não se recolheria a um descanso alheado dos acontecimentos, criando assim uma condição realmente de “novidade”. Agora haveria “um bispo vestido de branco” nos jardins do Vaticano, no mosteiro Matter Eclesia, aonde é possível avistar a cúpula da Basílica de São Pedro. Em suas mãos não haveria mais o anel do pescador, pois as chaves seriam entregues no dia seguinte. “Não regresso à vida privada, a uma vida de viagens, encontros, recepções, conferências, etc. Não abandono a cruz, mas fico de uma forma nova junto do Senhor crucificado; deixo de levar a potestade do ofício para o governo da Igreja, mas no serviço da oração permaneço, por assim dizer, no recinto de São Pedro”. E salientou ainda: “Amar a Igreja significa ter a coragem de fazer escolhas difíceis, sofridas, tendo sempre diante de si o bem da Igreja e não a si próprio”. “Quem assume o ministério petrino já não tem qualquer privacidade ['privacy' no original]. Pertence sempre e totalmente a todos, a toda a Igreja, na sua vida é totalmente cortada a dimensão privada”. No Angelus de 23 de fevereiro, ele afirmou: “O Senhor me chama a ‘subir o monte’, a dedicar-me ainda mais à oração e à meditação.” Continuará a ser chamado Sua Santidade Bento XVI, e manterá as vestes brancas, sem mantelete. O que esta “novidade” poderá significar diante da mensagem de Fátima? “E vimos n’uma luz emensa que é Deus: “algo semelhante a como se vêem as pessoas n’um espelho quando lhe passam por diante” um Bispo vestido de Branco “tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre”. Varios outros Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande Cruz de troncos toscos como se fôra de sobreiro com a casca…” Mais força e significado ainda tomam suas palavras de despedidas: “Não abandono a cruz, mas fico de uma forma nova junto do Senhor crucificado”.Com Jesus, depois de cear com os seus, veio a Paixão, e depois a glória da ressurreição. Passava do meio-dia quando a multidão se dispersou após orar o Pai Nosso em latim, com o Santo Padre Bento XVI. Aqui das montanhas da Mantiqueira também luzia um sol levíssimo, pelas 8h da manhã. Depois, o tempo fechou, choveu, e nuvens se adensaram. As imagens do papa ficaram impregnadas com seus acenos tímidos e um sorriso tocante de quem sempre zelou pela honestidade intelectual e a coragem de viver a verdade, com todo o realismo cristão. O restante do dia ficou então interrogativo. Por que a mensagem de Fátima teria dito ter o pressentimento de que o bispo vestido de branco era o Santo Padre? Tanto Bento XVI quanto seu sucessor manterão o título de Sua Santidade, muito próximos um do outro, nos jardins do Vaticano. Mas não podemos falar de dois papas (ou podemos?), e certamente haverá dois prelados a atender pelo excelso título de Sua Santidade. A renúncia tomada em plena liberdade causou perplexidade pelo gesto impactante, que rompe com a tradição mais do que tantas idéias e movimentos a golpear a tradição católica, já há alguns séculos. Um gesto de gravidade e de novidade! Quais os seus efeitos em meio à tempestade da pós-modernidade que sacode por todos os lados a barca de São Pedro? É certo que a grande maioria dos católicos aceitaram a decisão do papa, rezaram e rezam por ele, mas de modo algum pode se esconder a tristeza dos corações, as apreensões sobre o futuro próximo, e o temor de que este gesto seja instrumentalizado de modo especial pelos mass media, para justificar outras ações visando corroer ainda mais a o esplendor da tradição que soube sempre defender a sã doutrina.
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O “pater noster” ao final da última audiência pública de Bento XVI só faz mostrar a grandeza do canto gregoriano: “http://www.youtube.com/watch?v=InGZhpki1qg”
Nada a ver com aquela musiquinha do padre Marcelo Rossi.







"... muitos dos que se dizem católicos ajudam os «revolucionários» . São esses, sempre «moderados», que estimam a «tranquilidade pública» como o bem supremo. Esses católicos tolerantes, condescendentes, brandos, doces, amáveis ao extremo com os maçons e furiosos inimigos de Jesus Cristo, guardam todo seu mal humor para os que gritam «Viva a Religião!» e a defendem sofrendo contínuas penalidades e expondo suas vidas. Para eles, esses últimos são «exagerados e imprudentes, que tudo comprometem com prejuízo dos interesses da Igreja» ".
Que tenho eu, Senhor Jesus, que não me tenhais dado?… Que sei eu que Vós não me tenhais ensinado?… Que valho eu se não estou ao vosso lado? Que mereço eu, se a Vós não estou unido?… Perdoai-me os erros que contra Vós tenho cometido. Pois me criastes sem que o merecesse… E me redimistes sem que Vo-lo pedisse… Muito fizestes ao me criar, muito em me redimir, e não sereis menos generoso em perdoar-me. Pois o muito sangue que derramastes e a acerba morte que padecestes não foram pelos anjos que Vos louvam, senão por mim e demais pecadores que Vos ofendem… Se Vos tenho negado, deixai-me reconhecer-Vos; Se Vos tenho injuriado, deixai-me louvar-Vos; Se Vos tenho ofendido, deixai-me servir-Vos. Porque é mais morte que vida, a que não empregada em vosso santo serviço… - Padre Mateo Crawley-Boevey