Orações por Bento XVI.

Como dissemos em nossa página no Facebook, não podemos confirmar a veracidade das informações sobre a saúde de Bento XVI. No entanto, com a disseminação do assunto nas agências de notícias (fontes chegam a falar até de Alzheimer), podemos e queremos solicitar a nossos leitores que rezem por ele.

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papaConforme noticiado no El Mundo, a periodista espanhola Paloma Gómez Borerro, uma das vaticanistas mais experientes da Espanha, a saúde do Papa Emérito tem piorado de maneira muito rápida nas últimas semanas. “Bento XVI tem algo muito grave. Em 15 dias sofreu uma tremenda deterioração física, essas são as minhas notícias”, ela afirmou em Madri durante a apresentação de seu livro ‘De Bento a Francisco. El Cónclave del cambio’ (Planeta).

Gómez Borrero afirmou que o mais provável é que o Papa Emérito não resida por muito tempo no mosteiro Mater Ecclesiae, que se encontra dentro do Vaticano, e cujas obras de reforma serão concluídas em maio. Além disso, a periodista vaticinou que “não veremos muito Bento XVI” a partir de agora [ndr: o que a Sala de Imprensa da Santa Sé já havia anunciado há tempos].

A informante, a única na Espanha que testemunhou quatro conclaves e uma renuncia, conta em sua nova obra as complexidades que rodearam a eleição do novo Pontífice “praticamente em tempo real”.

“Estamos esperando que o Papa nomeie o seu Secretario de Estado e tudo indica que será um italiano”, assegurou a veterana periodista, que deixou cair o nome do monsenhor Giuseppe Bertello como uma das opções.

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Nota do Fratres: Quanto ao novo Secretário de Estado, chamamos a atenção para o italiano Dom Lorenzo Baldisseri, antigo Núncio no Brasil, que concelebra com o Santo Padre quase todos os dias na capela da casa Santa Marta.

[Atualização – 10 de abril de 2013, às 16:54]: A Sala de Imprensa da Santa Sé nega que Bento XVI “possua alguma doença”.

12 Responses to “Orações por Bento XVI.”

  1. Só não entendi uma coisa: por qual motivo ele não residiria por muito tempo no mosteiro? Ela está sugerindo que ele vai morrer logo?

  2. Oremos por Bento XVI. Que o Senhor o dê forças para suportar todo e qualquer sofrimento, seja físico ou espiritual.

  3. Desde a sua renúncia, rezo por Bento XVi, rezo com Bento XVI. Desde que entrei pela primeira vez no Fratres e passei a acompamhá-los – no fim do ano passado – leio aqui mensagens sobre ele. Não me lembro se também meti a colher nesse tema que desperta paixões tão díspares. Mas aproveito esta nota para deixar um testemunho que sempre tive vontade de dar e nunca o fiz. É sobre a presença de Bento XVI em minha vida. Voltei à Igreja quase simultaneamente ao início do seu pontificado e confesso que o que encontrei me fez sentir quase que completamente perdida. Amigos me diziam não entender minhas buscas no catolicismo. Fui caminhando, assuntando aqui e ali. Um dia, de madurgada, na Canção Nova (como lhe devo!), encontrei a Catequese do Papa, feita às quartas-feiras. Não posso dizer que fui iluminada imediatamente, nem que passei a acompanhá-lo assiduamente. As coisas comigo acontecem com muitos entraves. Mas, desde a primeira vez, suas palavras me pegaram, sua sombra me tocou como os Atos dos Apóstolos contam sobre o que se dava com a presença de Pedro no meio das multidões que o acompanhavam. Para mim, foi uma surpresa, quase só ouvia horrores sobre Ratzinger. Ah, meus amigos, não vou detalhar a caminhada. Em resumo, eu lhes afirmo que eu estava nua, e ele me vestiu; tinha fome, e ele me deu o que comer (e alimento sólido…). Prossigo na Igreja, pelo tesouro de que é portadora, independentemente de padres, bispos ou situações por que passe. Amo-a, tendo consciência de que no seu campo de trigo há o joio que o inimigo semeia e que não podemos cortar. Tudo isso foi Bento XVI que me foi fazendo ver com sua palavra. É claro que não sou a única para quem ele foi luz e sal. Por isso, quando vejo tantas contestações a seu pontificado, aqui como por toda parte, me pergunto se seus contestadores se deram a oportunidade de ouvi-lo, de acompanhá-lo como fiz. Numa de suas últimas alocuções, se não o entendi mal, ele chegou a dizer que o mais importante no Cristo não era a doutrina, não era seu código moral para a nossa conduta – o mais importante era o encontro pessoal com Ele para o qual nos convida, que nos possibilita entrar em comunhão com a própria divindade. Lembro isso porque fico pensando se não é a prisão às doutrinações e códigos estritos que impedem tantos críticos de Bento de ter com ele o encontro proveitoso que tive. E se não é essa mesma prisão que, diante de Francisco, fecha-se a toda possibilidade de abertura ao que ele nos quer trazer. Não, não pensem que estou dizendo que a palavra de um papa é incriticável, de jeito nenhum. Quero apenas mostrar o quanto as palavras de Bento significaram para mim (e certamente para muitos outros) e que, ao constatar isso, só posso achar que, quem não o ouviu, perdeu – e pode perder também se se repetir a mesma impermeabilidade à presença de Francisco. Meditem sobre isso. E tentem rezar por Bento, em Bento, com Bento. Ele sabe o que faz.

  4. Temos rezado diariamente por Bento XVI e acompanhado as fotos que Dom Georg Gänswein tem postado em sua página do facebook, algumas inclusive de Bento XVI, em Castel Gandolfo.

  5. Caríssima Léa,

    O seu testemunho certamente é de muitos que se fortaleceram na fé junto com Bento XVI, pelo tanto que ele nos ensinou nesses anos. Para mim, ele é um pai espiritual, exemplo de Bom Pastor, que muito nos ajudou na caminhada da fé. Para todos nós que amamos Bento XVI, vale a pena rever sua última audiência com o clero de Roma, dando-nos uma verdadeira aula magna. Ao terminar de ver esta exposição, rezei agradecendo a Deus o pontificado luminoso de Bento XVI. Quem puder, por favor, vejam a íntegra: http://www.youtube.com/watch?v=YoNTBpo9R9k

  6. Não me causa surpresa que algo realmente grave esteja por trás da decisão assumida por Bento XVI de renunciar ao pontificado. Não relativo à política da Cúria, como insistem certos jornalistas, mas relativo à sua saúde. Profundamente coerente com sua biografia, tratou-se de mais um ato de amor à Igreja de Cristo, que dificilmente viveria momentos, já de por si complicados, tendo à frente um Papa sem o pleno uso de suas faculdades mentais, como seria o caso do suposto mal de Alzheimer. O pior é que em tais casos nem se poderia pensar em renúncia, pois um requisito canonico para tanto é, como muito já se falou, a plena consciência do renunciante. A barca de Pedro se veria em meio às ondas e sem timoneiro. Graças a Deus temos ainda o nosso amado Bento XVI que, com sua presença silenciosa e discreta e sobretudo a sua intercessão continua a rezar por nós, pelo novo Papa e pelo mundo, exercendo, como ele mesmo disse ao renunciar, o seu ministério de uma nova forma, mais condizente com os limites de sua idade.
    Não nego que senti muito a sua renúncia, mas quem conhece os caminhos de Deus?

  7. Mal de Alzheimer? Nesse ponto eu sou como São Tomé…a menos que eu veja o diagnóstico assinado por um médico especialista, não acredito em conjecturas de jornalistas que se auto-intitulam “vaticanistas”.
    Três cardeais são convocados por um Papa com síndrome de Alzheimer pra fazer um dossier sobre assuntos graves? O tal dossier foi guardado em segredo após a renuncia do Papa e confiado ao próximo Papa que sequer toca no assunto?
    De repente não se fala mais dos escândalos Vatileaks, cai um silêncio pesado sobre a máfia gay dentro do Vaticano, até os supostos “casos de pedofilia” somem da mídia e tudo que eles conseguem conjurar pra justificar o afastamento de Bento XVI é que dentro de pouco tempo ele não estaria mais em pleno uso de suas faculdades mentais?
    O que a Léa falou resume bem o que foi o Pontificado de Bento XI: ” quase só ouvia horrores sobre Ratzinger”.
    Fizeram de tudo pra criar uma “imagem antipática” desse Papa perante os fiéis acostumados aos abusos do clero modernista. Espalharam mentiras a seu respeito na mídia associando-o a nazistas e protetor de pedófilos quando tais casos sequer se deram sob seu Pontificado.
    Eu acompanhei o Pontificado de Bento XVI desde o seu primeiro dia. Estava lá quando anunciaram Habeamus Papa! Recebi a noticia com alegria e com preocupação porque sabia que já não gostavam dele ainda quando era Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.
    Alguns padres que conheci no Brasil já demonstravam naquela época um profundo desrespeito por ele chamando-o de “Rato Cinza”. O clero modernista da Europa entrou em polvorosa e ameaçaram Cisma quando perceberam a aproximação dele com a SSPX.
    A obra de transformação da Igreja naquilo que os revolucionários almejavam parecia ter entrado num hiato durante o Pontificado de Bento XVI e era necessário trazer o trator de demolição de volta aos trilhos.
    E foi assim que se juntaram todos os inimigos da Igreja: externos e internos pra jogar uma cortina de fumaça que deixasse os fiéis paralisados e confusos enquanto providenciavam a substituição do Papa Bento XVI por outro que viesse a desfazer tudo que ele vinha fazendo em prol da restauração da Igreja.
    Quem viver, verá o que vem pela frente.

  8. Realmente me estranhou esta notícia. Penso que se trata de uma informação “plantada”, portanto, falsa.
    Como o prof. Hermes, tenho acompanhado as fotos que Dom Georg Gänswein tem postado em sua página do facebook, algumas inclusive de Bento XVI, em Castel Gandolfo. Entretanto, sempre me vem à mente a imagem do terceiro segredo de Fátima, isto é, o assassinato do “bispo de branco”.

  9. É significativo o testemunho da Léa, pois para muitos, principalmente para a mídia, o papado de Bento XVI foi um fracasso. No entanto, basta conhecer um pouco sobre suas ideias, através dos livros, catequeses, homilias, etc para percebe-lo como um grande papa.
    Assim como tantos outros, repito algo que já disse aqui no frates: sentiremos muitas saudades de Bento XVI…
    Que Santa Maria, Mãe de Deus, seja um porto seguro na vida dele!

  10. Não aprecio fazer imagem das coisas baseada em números. Mas como também não faço desse desapreço um fetiche, dados quantitativos servirão de base ao que aqui direi. Falou-se que quase 5 milhões de pessoas presenciaram in loco as catequeses de Bento XVI. Muitos outros milhões assistiram a suas missas, celebrações do Angelus, palestras, encontros, eventos realizados no Vaticano e mundo afora. Nem posso imaginar o número dos que o seguiram pela TV. Não, não há dúvida, sua voz se fez ouvir numa extensão poucas vezes alcançada por alguém na história. E ela ecoou profundamente em diversos corações, sendo que muitos deles tornaram-se seus discípulos confessos, espalhando sua pregação (no Brasil, é o caso declarado dos padres Paulo Ricardo e Roger Luís, da Canção Nova, não esquecendo a meninada do Revolução Jesus, da mesma emissora). Então, quando Ferretti postou esta nota pedindo orações por Bento XVI, imaginei que dezenas de participantes do Fratres deixariam aqui uma resposta ao apelo, o que não aconteceu. Diante do fato, me perguntei: será que a voz de Ratzinger atingiu assim tão pouco os tradicionalistas? Ou será outra a explicação para a falta de repercussão da notícia? Tenho uma amiga que já entrou neste blog, mas desistiu depois de terem recusado 90% de seus comentários, todos eles bastante críticos. Segundo ela, o pessoal que mais contribui com comentários aqui só gosta de matéria que permite bate-boca e meter a lenha em algum adversário (que não é o caso da presente nota sobre Bento XVI), num estilo bem parecido com o das nossas esquerdas. Terá ela razão? Pode ser. Nos últimos 60 anos, a escola brasileira martelou em nossas cabeças que a crítica é o cúmulo da inteligência consciente. Entre nós, que eu saiba, só o filósofo Olavo de Carvalho desafinou neste sambinha de uma nota só, afirmando com John Stuart Mill que “a crítica, indispensável enquanto seja, é a faculdade mais baixa da inteligência.” Pois é, amigos, é isso aí. Talvez a Ana Maria Nunes esteja certa ao dizer que não dá pra me entender, misturo demais os assuntos. Então, paro por aqui, antes que a mistura entorne.

    Duas observações
    1- Tenho plena consciência de que nisso que escrevi também há crítica.
    2 – Falando em Olavo de Carvalho, aproveito para perguntar onde anda a “Nanda”, a aluna do filósofo que comigo trocou mensagens aqui, deixando-me até seu e-mail. Eu lhe escrevi, mas ela não respondeu, desaparecendo também daqui. E aí, Nanda, por onde andas?

  11. Completando a mensagem anterior

    Foi imperdoável ter deixado de mencionar o quão significativos foram os comentários que os participantes deste blog aqui registraram, mostrando bem o amor, respeito e reconhecimento que Bento XVI despertou em tantos.

    Hermes, Marcos,
    Muito obrigada pelas palavras. Como você, Hermes, vejo aquela audiência como um tesouro inesgotável para nossa vida. Agradeço-lhe a dica do vídeo.

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