Um concílio ainda em caminho.

Interpretação e recepção do Vaticano II.  A alegria de Deus suscitou-se em nós: não deixemos que se perca.

Por Cardeal Walter Kasper

L’Osservatore Romano, 12 de abril de 2013 | Fratres in Unum.com - Era a época da guerra fria. Um ano antes do início do Concílio, tinha-se construído o Muro de Berlim e, durante o período da primeira sessão, o mundo se viu à beira do abismo da guerra atômica por causa da crise de Cuba. Hoje, cinquenta anos depois, vivemos num mundo globalizado, completamente diferente e em rápida transformação, com novas questões e novos desafios. A fé otimista no progresso e o espírito de se encaminhar em direção a novos horizontes esfumaram-se há muito tempo. Para a maior parte dos católicos, os desenvolvimentos postos em marcha pelo Concílio fazem parte da vida cotidiana da Igreja. Todavia, o que experimentam não é o grande avanço, não é a primavera da Igreja, que então esperávamos, mas sim, na verdade, uma Igreja com aspecto de inverno, que mostra claros sinais de crise.

Para quem conhece a história dos vinte concílios reconhecidos como ecumênicos, isso não constituirá uma surpresa. Os tempos pós-conciliares foram quase sempre turbulentos. O Vaticano II, porém, representa um caso particular. Diferentemente dos concílios precedentes, não foi convocado para excluir doutrinas heréticas nem para recompor um cisma, não proclamou dogma formal algum, nem sequer assumiu deliberações disciplinares formais. João XXIII tinha uma perspectiva mais ampla. Viu que se perfilava uma nova época, a cujo encontro foi com otimismo, na inamovível confiança em Deus. Falou de um objetivo pastoral do Concílio, tendo em vista uma posta ao dia (“aggiornamento”), um “tornar-se hoje” da Igreja. Não se queria uma adaptação banal ao espírito dos tempos, mas o apelo a fazer com que a fé transmitida no hoje falasse.

A grande maioria dos Padres conciliares captou a ideia. Quis acolher as demandas dos movimentos de renovação bíblica, litúrgica, patrística, pastoral e ecumênica, surgidos entre as duas guerras mundiais, começar uma nova página da história com o Judaísmo, carregada de agravos, e entrar em diálogo com a cultura moderna. Foi o projeto de uma modernização, que não queria nem podia ser modernismo.

Uma minoria influente opôs obstinada resistência a essa tentativa da maioria. O sucessor de João XXIII, Paulo VI, estava fundamentalmente na parte da maioria, mas tratou de engajar a minoria e, na linha da antiga tradição conciliar, de obter uma aprovação, o mais possível unânime, dos documentos conciliares, que foram dezesseis no total. Conseguiu, mas pagou-se um preço. Em muitos pontos, tiveram-se de achar fórmulas de compromisso, nas quais, amiúde, as posições da maioria figuram imediatamente ao lado daquelas da minoria, pensadas para delimitá-las.

Assim, os textos conciliares têm em si um enorme potencial de conflito, abrem a porta a uma recepção seletiva numa ou noutra direção. Que direção indica a bússola do Concílio e para onde conduz o caminho da Igreja Católica no ainda jovem século XXI? Permanece na confiança crente de João XXIII ou faz o caminho contrário, em direção a estéreis atitudes de defesa?

Podem-se distinguir três fases da recepção conciliar até os nossos dias. Em primeiro lugar, a fase da recepção entusiástica. Karl Rahner, logo depois de ter voltado do Concílio, numa conferência em Munique, falou do “início do início”. Mas Rahner permaneceu cautelosamente cético no que dizia respeito ao futuro. Outros foram além e quiseram deixar de lado o que consideraram elementos da tradição arrastados pelo Concílio como acessórios, fruto de compromisso, e, como Hans Küng, fazendo um salto de quase dois mil anos de história da Igreja, interpretaram a doutrina da Igreja de um modo todo novo, partindo da Sagrada Escritura.

A reação não se fez esperar por muito tempo. Veio não só do Arcebispo Lefebvre e da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, por ele fundada, mas também de teólogos que, durante o Concílio, tinham-se posicionado entre os progressistas (Jacques Maritain, Louis Bouyer, Henri de Lubac). Diferentemente de Lefebvre, não criticaram o Concílio em si, mas a sua recepção. De fato, nas primeiras duas décadas depois do Concílio, teve-se um êxodo de muitos sacerdotes e religiosos, em muitos âmbitos, conheceu-se um decaimento da prática eclesiástica ao lado de movimentos de protesto de sacerdotes, religiosos e leigos. O Papa Paulo VI falou de “fumaça de Satanás”, entrada por alguma fresta no templo de Deus.

Ainda hoje, alguns críticos consideram o Vaticano II, no contexto da história da Igreja, como uma desgraça e como a maior calamidade dos tempos recentes. Representa, porém, um curto-circuito achar que tudo o que aconteceu depois do Concílio tenha acontecido por causa do Concílio. Os críticos ignoram tendências bem consolidadas, já em ato antes do Concílio, que conheceram notável aceleração nos distúrbios sociais relacionados com o protesto dos jovens e dos estudantes em 1968. Depois de 1968, as tendências emancipadoras tiveram efeito inclusive no âmbito eclesiástico. Durante o Concílio, os progressistas foram os verdadeiros conservadores, que queriam renovar a tradição antiga. Depois, tomaram a palavra progressistas de um novo tipo, que não se orientavam tanto no sentido da tradição antiga, mas no dos “sinais dos tempos”, querendo interpretar o Evangelho com base na situação social transformada.

O Sínodo Extraordinário dos Bispos de 1985, vinte anos depois do fim do Concílio, iniciou a terceira fase da recepção. O Sínodo teve a missão de fazer um balanço. Consciente da crise, não quis unir-se, porém, ao coro dos lamentos. Falou de uma situação ambivalente, em que, além de aspectos negativos, havia também frutos bons: a renovação litúrgica, que levara a uma ênfase maior na Palavra de Deus e a uma participação maior de toda a comunidade celebrante, a participação e a cooperação reforçada dos leigos na vida da Igreja, as aproximações ecumênicas, as aberturas ao mundo moderno e à sua cultura, entre outros muitos.

Fundamentalmente, o Sínodo sublinhou que a Igreja, em todos os concílios, é sempre a mesma e que o último Concílio deve ser interpretado em relação com todos os outros. Com essa regra hermenêutica, o Sínodo tornou-se um ponto de cristalização da terceira fase da recepção, a fase magistral. O primeiro passo oficial da recepção foi a reforma litúrgica: foi, sobretudo, a introdução do novo Missal, entrado em vigor no primeiro Domingo do Advento de 1970. Essa reforma, acolhida com gratidão por ampla maioria, encontrou também críticas, em parte por razões teológicas e, em parte também, porque alguns tinham nostalgia da sacralidade e da estética do rito em uso até então.

Os documentos conciliares não permaneceram letra morta. Deixaram sua marca na vida das dioceses, paróquias e comunidades religiosas, através da renovação da liturgia, de uma espiritualidade caracterizada por um mais forte aspecto bíblico e pela participação dos leigos, estimulando ainda o diálogo ecumênico e inter-religioso. O Concílio foi acolhido positivamente, em particular, pelos novos movimentos espirituais surgidos nos anos setenta, que trouxeram à luz, de um modo novo, a multiplicidade dos carismas e a vocação universal à santidade.

Nem sequer a recepção oficial permaneceu estática. Em parte, ultrapassou o Concílio, no âmbito das reformas litúrgicas, em que o texto conciliar se atinha ainda ao latim como língua litúrgica normal e não se falava de celebração orientada em direção ao povo. O mesmo vale para as indicações sociais e éticas do Papa João Paulo II para levar a efeito a liberdade religiosa, mediante a rescisão de concordatas que colidiam com ela e, enfim, para a “política” dos direitos humanos, com a qual João Paulo II forneceu uma contribuição essencial para a derrocada das ditaduras comunistas da Europa Oriental. Vale ainda apontar a sua encíclica sobre o ecumenismo, Ut unum sint (1995), que aprofundou os enunciados ecumênicos do Concílio, levando-os adiante com energia. Tudo isso transformou positivamente, sob muitos aspectos, o rosto da Igreja tanto interna quanto externamente. O ecumenismo, outro tema importante, deu muitos frutos bons, mais do que se poderia esperar nos tempos do Concílio.

Uma Igreja que se apoia nas correntes em voga da sociedade torna-se, em última análise, supérflua. Não se torna interessante se se adornar com plumas que não são suas, mas se fizer valer a própria causa de modo credível e convincente, aparecendo como anteparo frente à opinião pública dominante. Cinquenta anos depois de sua abertura, há ainda ocasião para ocupar-se, de maneira aprofundada, dos textos do Concílio, de modo a extrair-lhes os tesouros, ainda não exauridos, que ali se encontram. Naturalmente, não se pode mitigar o Concílio nem reduzi-lo a um par de frases de efeito. Tampouco se pode usá-lo como pedreira de que tomar material para teses pontuais que se queiram provar. É necessária uma hermenêutica conciliar, ou seja, uma interpretação meditada.

Ponto de partida hão de ser os textos conciliares, cuja interpretação deve ser feita segundo as regras e os critérios universalmente reconhecidos para a interpretação de concílios. É preciso extrair o sentido de cada afirmação, com cautela, da história da redação, amiúde complexa; depois, é preciso colocá-la no conjunto, articulado e rico de tensões, de todas as afirmações conciliares; é preciso, ainda, entendê-la no conjunto de toda a Tradição e do seu desenvolvimento histórico, como também da recepção ocorrida no meio tempo. Enfim, cada afirmação isolada há de se interpretar, no quadro da hierarquia das verdades, partindo-se do seu centro cristológico. A recepção, sob a direção e a moderação do Magistério, é questão de todo o povo de Deus.

Importante indicativa ulterior foi dada pelo Papa Bento XVI, num discurso aos cardeais e colaboradores da Cúria romana, pronunciado no dia 22 de dezembro de 2005, por ocasião do quadragésimo aniversário de encerramento do Concílio. Ele assim introduziu a fase mais recente do debate sobre a interpretação do Concílio. Esclareceu que o consenso não deve ser apenas sincrônico (dizendo respeito à Igreja atual), mas também diacrônico (dizendo respeito à Igreja de todas as épocas). Contrapôs duas hermenêuticas: a da descontinuidade e da ruptura, que rejeitou, e a da “reforma, da renovação”. As palavras do Papa foram interpretadas, frequentemente, de forma unilateral, deixando-se de considerar que ele não contrapôs, como muitos o afirmam, a hermenêutica da descontinuidade à hermenêutica da continuidade. O Papa falou de uma hermenêutica da reforma e da “renovação na continuidade” da Igreja.

Reforma é, no conjunto da Tradição medieval, um termo fundamental e um desafio sempre reproposto. Reforma não significa apenas a necessária adaptação prática de parágrafos isolados a situações novas. Quem fala de reforma, pressupõe que subsistam deficiências e disfunções a tornarem necessário o remontar-se a tradições mais antigas, esquecidas, em particular ao início apostólico, renovando-o criativamente.

O discurso do Papa sobre a reforma e a renovação na continuidade, reflete uma concepção viva da Tradição que, se às argumentações fundamentais se seguirem consequências práticas, poderia reacender o fogo do Concílio, ou seja, poderia, na continuidade, trazer de novo o impulso inovador do Concílio.

Perguntemos: Como pode aparecer tal renovação e para onde pode dirigir-se o seu caminho ulterior? Como aplicar hoje a herança dos Papas João XXIII e Paulo VI? Não tenho um programa abrangente. Posso indicar apenas a alguns poucos pontos de vista. Antes de tudo, o Concílio acolheu, de modo crítico-construtivo, demandas importantes da modernidade. Hoje, meio século depois, da era moderna passamos à pós-moderna. Muitas questões antigas são propostas de um modo novo e, inclusive, muitos ideais do iluminismo são postos hoje em discussão. A fé no progresso, que havia então, bem como a confiança na razão foram abaladas. Isso não significa que o Concílio não seja mais atual. A Igreja deve levar a sério as demandas legítimas da era moderna. Deve defender a fé, quer contra o pluralismo e o relativismo pós-modernos, quer contra as tendências fundamentalistas que fogem à razão.

O segundo desafio na era pós-moderna não é apenas o que vem do nosso mundo ocidental secularizado e relativista, mas também do hemisfério sul, ou seja, é o desafio da pobreza da grande maioria dos homens. O Papa Francisco, com sua opção por uma Igreja pobre e para os pobres, recordou-o. E o fez em continuidade com o Vaticano II que, na Lumen gentium, numa seção frequentemente esquecida, fala do seguimento de Jesus, que por nós se tornou pobre, e da pobreza e simplicidade apostólica da Igreja. Nesse sentido, o Papa Francisco, desde o primeiro dia do seu pontificado, deu a sua interpretação, diria eu profética, do Concílio, pondo em marcha uma nova fase da sua recepção. Ele mudou a agenda: à frente estão agora os problemas do hemisfério sul. Isso leva a um terceiro ponto: devemos tomar consciência de que a situação da Igreja mudou desde os tempos do Concílio. No início do século passado, só um quarto dos católicos achava-se fora da Europa. Hoje, um quarto vive na Europa e mais de dois terços dos católicos vivem no hemisfério sul, onde a Igreja cresce. No nosso mundo globalizado, a Igreja tornou-se Igreja mundial e universal, de um modo novo. O problema da unidade e da multiplicidade coloca-se, então, de uma maneira verdadeiramente nova.

O Concílio concebeu a Igreja como communio, ou seja, participação na comunhão trinitária e como unidade na multiplicidade. Certamente, a unidade no ministério petrino é um bem alto e um verdadeiro dom do Senhor à sua Igreja. Uma recaída na mentalidade de Igreja nacional seria, no nosso mundo globalizado, absolutamente incapaz de indicar um caminho para o futuro. Aceitar um centro, contudo, não significa aceitar um centralismo exagerado. Já em 1963, Joseph Ratzinger chamou a atenção para o fato de que a unidade no ministério petrino não deve ser necessariamente entendida como unidade administrativa, mas deixa espaço a uma multiplicidade de formas administrativas, disciplinares e litúrgicas. João Paulo II, na encíclica Ut unum sint (1995), solicitou se meditasse sobre novas formas de exercício do primado. Bento XVI retomou essa frase pelo menos duas vezes. Foi, portanto, muito significativo, que o Papa Francisco tenha feito referência ao Bispo de Roma, que preside na caridade, famosa afirmação de Inácio de Antioquia. Ela é de importância fundamental não só para o prosseguimento do diálogo ecumênico, sobretudo com as Igrejas ortodoxas, mas também para a própria Igreja Católica.

Quarto ponto de vista. O problema da unidade na multiplicidade agudiza-se na questão da liberdade de cada ser humano e de cada cristão. Hoje, fala-se muito da individualização da nossa sociedade. O problema é colocado também na Igreja. Problemas que se colocam para muitos cristãos e pastores, sobretudo em questões éticas.

O último ponto é o mais importante: a questão de Deus. O Concílio já enumerou o ateísmo, em suas várias modulações, entre as questões sérias da época atual. Tal situação, daquele período em diante, acentuou-se em forma dramática. O problema de hoje é que Deus, para muitos, não seja mais um problema, ou ainda, parece que não seja mais um problema, que a Sua existência não interesse mais. O problema é a indiferença.

Em tal situação, não nos podemos preocupar apenas com os efeitos sociais, culturais e políticos da fé, considerando a fé em Deus como premissa óbvia. Não basta sequer que nos preocupemos com questões de reforma, internas à nossa Igreja: elas interessam apenas para os de dentro. As pessoas lá fora, no “átrio dos gentios”, têm outras perguntas: de onde venho e para onde vou? Por que e para que eu existo? Por que existe o mal, por que o sofrimento no mundo? Por que eu tenho de sofrer? Como posso encontrar felicidade, onde encontrar alguém que me seja próximo, que me entenda, que me conforte, que me dê um pouco de esperança?

Não devemos falar de uma transcendência vaga, mas devemos falar concretamente do Deus que, em Jesus Cristo, revelou-se como Deus conosco e para nós, do Deus infinitamente misericordioso, que nos espera, que nos dá uma nova chance em cada situação e a quem nós, na oração, podemos dizer: “Abbá, Pai”. Devemos falar da misericórdia de Deus, daquela misericórdia que é – como disse o Papa Francisco – o nome do nosso Deus.

O caminho iniciado com o Concílio não acabou. A rica herança, que os dois Papas João XXIII e Paulo VI nos deixaram, não foi esgotada ainda. Devemos percorrer esse caminho, com paciência, mas também com determinação e coragem, apesar de tudo, com hilaritas, alegria interior. Como disse o profeta: “A alegria do Senhor é a nossa força” (cfr. Neemias 8, 10). O Concílio suscitou em nós a alegria por Deus, pela fé, pela Igreja. É preciso, antes de mais, acendê-la de novo em nós, a fim de entusiasmar também os outros. A alegria é contagiosa. É certo que cada um de nós representa tão-somente uma pequena luz. Também o movimento pré-conciliar de renovação começou com indivíduos isolados e pequenos grupos. Na renovação pós-conciliar, não será diferente. Todavia, se não deixarmos que se perca a alegria, então, um dia, ela poderá chegar aos outros. Ela pode contribuir a fazer com que a Igreja, num mundo que muda velozmente e é profundamente inseguro, se torne, de um modo novo, bússola e sinal de encorajamento.

* * *

Agradecemos muitíssimo a um generoso leitor que tão prontamente providenciou a tradução do artigo para o Fratres; reconhecimento que estendemos a todos os leitores que alimentam este blog com suas sugestões e indicações de matérias, artigos e traduções. Ecce quam bonum et quam iucundum habitare fratres in unum!

28 Responses to “Um concílio ainda em caminho.”

  1. Quando eu li aquela parte que dizia ” … a extrair-lhes os tesouros, ainda não exauridos”, deu vontade de vomitar! Se a “criação” do CVII foi uma resposta da Igreja aos problemas vigentes da sociedade enfrentados na época, imagina-se a “criação” de um CVIII para os problemas de hoje?!
    São desanimadoras essas palavras, são tristes, são angustiantes.

  2. Jesus! Kasper falou o que falou mas culpou os tradicionalistas – o Coetus é claro – de serem responsáveis pela inserção da ambiguidade nos textos conciliares!

  3. Durante o Concílio, os progressistas foram os verdadeiros conservadores, que queriam renovar a tradição antiga

    Raposa velha não perde o faro! Inocentando os culpados, Kasper consegue o clamor dos católicos modernos e repetirão isso como verdadeiro mantra. Francisco, Raniero e agora Kasper. As trevas, após curto tempo poucas luzes sob Bento XVI, voltaram à Igreja.

  4. “Permanece na confiança crente de João XXIII ou faz o caminho contrário, em direção a estéreis atitudes de defesa?”

    Ah sim, agora está tudo explicado. Na verdade, realmente, o texto estava fora do contexto. É que o contexto era um pouco pior do que se imaginava: a ambiguidade foi colocada lá porque os tradicionalistas não deixaram de forma alguma que fossem aprovadas desvergonhas descaradas! Que, pelo que o Cardeal Kasper diz, era de “interesse da maioria”. A maioria queria que o modernismo (por mais que ele negue adiante!) fosse deliberado e claro nos textos.

    Ótimo saber o contexto. Tudo ficou muito mais esclarecido.

  5. Achei o texto interessantíssimo. No fundo reconhece que qualquer texto realmente colegiado pressupõe concessões entre a maioria e a minoria, buscando manter a unidade. Neste sentido, nenhum texto pode ser considerado perfeito, ainda que um documento conciliar. Cabe extrair dele suas riquezas divinas, à luz de toda a tradição da Igreja. Afinal, é um concílio da santa Igreja, embora seus autores sejam, como sempre foram, humanos. Cabe buscar a iluminação do Espírito Santo em suas diretrizes. E, como disse o papa Francisco, cabe cumprir os desígnios de Deus ali presentes. E cumprir com coragem. Espero em Deus que nossa Igreja, sob a direção de Francisco, encontre os seus caminhos renovadores. Não tenhamos medo do sopro (ou vendaval) do Espírito Santo que parece se aproximar.

  6. Os amantes do Concílio Vaticano II são curiosos, dignos de estudo. Admitem o caos na Igreja após a aplicação prática do Vaticano II e depois dizem que o crise existe justamente porque o Concílio não foi posto em prática. Queridos irmãos, a Igreja só terá uma verdadeira renovação quando a geração Vaticano II toda passar. Ponham aí uns 30 anos ou mais. Mas confiança em Deus, que pose agir de maneira inesperada.

  7. Acho que a coisa foi mais grave até do que eu pensava. O cardeal Kasper é um progressista (como é do conhecimento de todos) mas é sincero. Procura, como todo progressista, defender, “per fas et per nefas” o Concílio Vat. II. Sabemos que há expressões ambíguas no Concílio (como o “subsistit in”), mas o cardeal deixa bem claro que houve também “fórmulas de compromisso”, ou seja, concessões aos tradicionalistas (Coetus Patrum) para que os documentos do Concílio pudessem ser assinados também por eles (unanimemente). Sabemos inclusive por D. Lefebvre e D. Antônio de Castro Mayer que havia Padres do Concílio que estavam decididos a sair do Concilio e ir embora para não assinar. Então, expressões tradicionais bem claras foram inseridas ou antes ou depois ou mesmo ao lado de outras ambíguas, errôneas ou ao menos perigosas. Portanto, muitas coisas tradicionais (claramente ortodoxas) entraram nos documentos do Concílio mais ou menos como Pilatos no Credo, ou melhor dizendo, como areia nos olhos dos tradicionalistas. (Sendo um Concílio Pastoral isto foi possível). Estas foram minhas impressões ao ler todo o artigo do cardeal Kasper. Posso até estar equivocado. Acho inclusive que, proclamando simplesmente pastoral o Concilio Vat. II, indiretamente e sem querer, a maioria progressista dispensava o Divino Espírito Santo. Daí deram lugar para se introduzir outro espírito, cuja “fumaça venenosa infernal” vem sufocando a fé há 50 anos. Mas, caríssimos, não esqueçamos, a Santa Igreja é divina! Um dia virá a reforma da reforma ou o fim do “início do início”. O melhor mesmo é a gente ouvir Nosso Senhor Jesus Cristo: “As portas do inferno nunca prevalecerão… “Ó pequeno rebanho, tem confiança, eu venci o mundo”; também não esqueçamos as palavras da Santíssima Mãe de Deus: “Por fim o meu Imaculado Coração triunfará”! Amém!

  8. Pelos frutos conhecereis a arvore.!!!!!

  9. Cheio de eufemismos e otimismos renascentistas.

    Deus não incomoda mais, então para que Igreja, Eminência?

    “Uma Igreja que se apoia nas correntes em voga da sociedade torna-se, em última análise, supérflua.”

    Óbvio que as pessoas querem a Igreja para se refugiarem do mundo, do demônio e da carne, e não para encontrá-los lá dentro. Para isso, elas vão a bares, boates, discotecas, prostíbulos, cassinos, bocas-de-fumo, praias, praças, ruas, etc. Se já os encontram lá, precisarão fugir para onde não pareça encontrá-los.

    Para mim, reformar é restaurar; demolir para construir outra coisa é fazer outra construção.

    “O caminho iniciado pelo Concílio não acabou”.

    Claro, o clero precisa terminar a demolição da Igreja e expulsar seu povo para o paganismo ou a prática doméstica da religião verdadeira.

    Parece que, quanto mais imbecil, mais sobe na hierarquia.

  10. Sou um pouco mais novo que o Concílio e não vivi aquela época. Alguém me explica como se podia ser otimista nos anos 60, como diz o cardeal que “todos” estavam, sob as ameaças da Guerra Fria e do inverno nuclear? Juro que não entendo.

  11. Padre Elcio, peço orações a todos quanto não podem assistir com regularidade a Santa Missa no rito tridentino, como é o meu caso e de um pequeno grupo do qual faço parte aqui em nossa região do Cariri cearense! É duro manter a Fé neste tempos tão difíceis, mas o senhor tem razão é preciso estar sempre lembrando que precisamos confiar em Nosso Senhor e sermos a Ele fiéis em tudo! Sem os santos sacramentos é difícil, por isto peço mais uma vez, reze por este pequeno rebanho! Obrigado.

  12. Caríssimo Wendell Freire, hoje mesmo iniciarei no “Memento dos vivos” de todas as Santas Missas que, pela graça de Deus, celebro todos os dias, esta sua intenção particular. Wendell, fiquei muito sensibilizado com as suas palavras, e digo-lhe com toda sinceridade: se tivesse condição iria celebrar aí para este pequeno mas tão querido rebanho cearense. Oh! pudesse eu voar para poder celebrar a Santa Missa de Sempre para todas as pessoas que ainda conservam a fé imaculada e íntegra!!! Caríssimo povo católico de Cariri envio-lhes de coração minha bênção sacerdotal. Obrigado também ao “Fratres” pelo espaço!

  13. O texto é interessante não pelo seu conteúdo mas pelo seu contexto. O cardeal Kasper parece ver-se obrigado a defender o CVII já que “Ainda hoje, alguns críticos consideram o Vaticano II, no contexto da história da Igreja, como uma desgraça e como a maior calamidade dos tempos recentes”. Aparentemente o número desses críticos tem aumentado.

  14. Vamos lá, novamente…

    No artigo do cardeal há onze vezes a palavra renovação. Trata-se ou não de uma verdadeira obsessão?

    Levando em conta o histórico do Cardeal, que tem proezas como a de negar a existência dos demônios, qual deve ser a nossa reação quando ele fala sobre renovação bíblica?

    O que devemos acreditar, quando os mesmos responsáveis pela crise, são os que pretendem diagnostcá-la, ou seja, chegar a causa através de seus sintomas? E ainda forncerem os remédios eficazes para solucioná-la?

    Não é apenas uma incoerência. Mas é o ápice da incoerência. É uma incoerência elevada a milionésima potência.

    A nova teologia é nada menos do que o neo-modernismo.

    Não uma heresia em particular. Mas um conjunto de pensamentos e ideias tão nefastos como o modernismo e condenados por Pio XII. E seus autores punidos.

    Não há na Igreja algo tão perverso como a crise em que vivemos, resultado do desprezo do Magistério de Pio XII e triunfo desses novos teólogos.

    Se pelo efeito podemos ter uma noção da causa, cada um pode fazer uma vaga ideia do que representa esses inovadores em matéria “bíblica, litúrgica, patrística, pastoral e ecumênica”, só para citar o cardeal.

    Se a perversidade da nova teologia pode ser medida pelo tamanho da crise atual, o que podemos pensar de seus autores?

    E o que pensar de Walter Kasper?

    Ainda que ele fosse um expoente desses inovadores, isso ainda seria um elogio para ele.

    A verdade é que ele ultrapassa em muito a Nova Teologia. Podemos classificar, sem medo, muito de seus escritos como heréticos. Walter Kasper, em outras épocas da Igreja seria sumariamente anatematizado e excluido da Igreja Militante. E seu nome e qualquer associação a ele seria motivo de vergonha e vexame para qualquer católico.

    Mas na Igreja pós concílio, ele não apenas é elevado a cardeal, como se mete a escrever sobre a Igreja e sua crise, propondo soluções.

    O que pensar de um homem desses? Eu tenho aqui em pdf um livro de um padre jesuita, Segundo Franco, chamado los errores del protestantismo, se eu for repetir para Kasper as gentiliezas que o autor faz para aqueles que abandonam a Igreja e vão para o protestantismo, creio que meu post não seria aprovado.

    Afinal, temos um cardeal que resolveu propor uma nova teoria para a existência do demônio e sua queda, contrariano 20 séculos de fé católica.

    É ou não preopotência?

  15. Já que foi falado sobre a posição de Walter Kasper sobre os demônios, que afirmação ele fez? E, por favor, que seja citado o texto inteiro, porque tenho visto muita gente falar que o fulano falou isto ou aquilo e o texto não corresponde ao que foi dito sobre o mesmo.

  16. Se. Sérgio, a citação foi feita. Completa. Uma citação enorme.

    Mas o moderador optou por recusar o comentário, o que eu respeito. O que eu deixei implícito no comentário aceito, eu fui bem explícito no que foi recusado. Deixaria em extase aqueles que gostam de invectivas e que recorrem aos Padres da Igreja para justificá-las. Caso tenha passado dos limites, assumo.

    Como pode alguém ser tão pretensioso de recusar dois milênios de fé católica e criar uma nova teoria sobre a existência dos demônios e sua queda?

    Sim, esse alguém existiu. Chama-se Walter Kasper. Não sei se ele continua a defender tais teses. Enfim…

    Já que o sr. faz questão das citações, cito-lhe apenas as fontes e o sr. trate de pesquisar.

    O sr. pode pesquisar o cap. 8 do livro EL DIABLO EXISTE de Balducci Corrado.

    Além da nota 57 nas páginas 350 e 351 do livro Teología de la creación de José Antonio Sayés.

    Nenhum dos autores são tradicionalistas, portanto insuspeitos.

    O primeiro livro tem disponível para download na internet.

    O segundo o sr. pode encontrá-lo no google livros. O trecho indicado está disponível.

  17. Agora sr. Sergio, já que o sr. tem “visto muita gente falar que o fulano falou isto ou aquilo e o texto não corresponde ao que foi dito sobre o mesmo”

    O sr. poderia citar um exemplo? Alguém que tenha lhe passado uma informação incorreta. Qual a citação? E em qual obra o sr. pôde comprovar que a citação era falsa e não representava aquilo que originalmente se pretendia?

  18. Caro Pedro Henrique. Para deixar claro, eu não tenho dúvida alguma sobre o fato de que demônios existam. Mas ainda não entendi exatamente o que o cardeal falou a respeito deste assunto. Procurei na internet e não achei um texto explícito. Me surpreenderia que ele falasse alguma heresia, uma vez que é membro da congregação para a doutrina da fé.

  19. E quanto a interpretações que não correspondem ao texto, o próprio texto de Kasper é um exemplo. Havia um post anterior fazendo mil interpretações sobre o que ele teria dito sobre o concílio e, quando o texto finalmente aparece, vemos que não era nada daquilo que tanto falaram.

  20. Sergio, acredito que má interpretação do texto do Cardeal Kasper tenha o sr. Não digo má interpretação, mas interpretação ingênua. E como eu suspeitava, o sr. não tem nenhum exemplo para dar.

    E quanto as fontes que eu indiquei, elas são fidedignas. Uma simples pesquisa no google e o sr. encontraria ambos os livros.

    O Cardeal Kasper é presidente emérito do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos. Sua ação como presidente desse dicastério da cúria não me parece ser nada agradável. Além de não trazer unidade alguma PROMOVENDO o retorno dos dissidentes, sob seu governo e de seus predecessores a DIVISÂO na igreja se instalou e aumenta a cada dia.

    Uma ironia, não?

    ” Me surpreenderia que ele falasse alguma heresia,”

    Pois é… tomarei esse comentário apenas como uma falta de conhecimento de sua parte.

    • Consegui o primeiro livro que você falou, Pedro Henrique, mas gostaria de ver o texto do próprio Kasper sobre o assunto.

      ‘ ” Me surpreenderia que ele falasse alguma heresia,”
      Pois é… tomarei esse comentário apenas como uma falta de conhecimento de sua parte.’

      Sim, conheço muito pouco do pensamento dele. O primeiro texto longo que li dele foi o texto acima. E achei um texto muito franco e equilibrado. Em um post anterior as pessoas diziam que o texto dele claramente dizia, no próprio título, que Kasper tinha dito haver ambiguidade intencional.

      Como o texto de Kasper foi citado anteriormente:
      “Na entrevista de Kasper, não temos nada menos do que uma admissão de que não havia apenas bombas-relógio, mas que elas foram colocadas lá intencionalmente, e nesse ponto ele e Lefebvre estão de acordo.”

      Quando leio o texto de Kasper, nem de longe ele se parece com a frase acima.

      Por isso, antes de sair acreditando no que as pessoas falam que A ou B disse, prefiro ler o texto original da pessoa.

  21. O texto do cardeal Kasper (que como todos nós sabemos, é progressista) é de um lado excelente e verdadeiro, MAS não deixa de ter consigo o pensamento modernista, e pior ainda, culpa os tradicionalistas pelas “ambiguidades”.
    Entretanto sou severamente contra aqueles que se opõem ao Concílio Vaticano, assim como qualquer outro Consílio. O Concílio ensinou, mas os teimosos progressistas racionalistas teimam em relativizar e distorcer o conteúdo.
    A melhor frase que li nesse texto foi: “o último Concílio deve ser interpretado em relação com todos os outros”. PERFEITA! Essa é a forma católica de se interpretar qualquer documento.
    Não podemos interpretar a Sagrada Escritura (como nos ensina a Igreja) isoladamente, mas sim com o todo, a bíblia toda, a partir da Sagrada Tradição e do Magistério Infalível. Assim também deve ser a interpretação conciliar, pois o Concílio Vaticano II não é um consílio isolado, mas mais um concílio, portanto deve-se interpretar de acordo com todos os concílios predecessores, com a Sagrada Tradição.

  22. Eu tinha feito um longo comentário logo após a publicação do texto, mas minha net caiu na hora de publicar e perdi o texto. Algumas situação vi que foram percebidas por outros como foi por mim.
    Primeiro de tudo repito o pedido a Deus que fiz no texto perdido, que cumule de muitas bençãos o tradutor do texto e quem o publica. Se ler tudo isso já causa “espécie”, imagine traduzir….

    Fico com partes do que lembro de ter escrito sobre o seguinte parágrafo:
    Os documentos conciliares não permaneceram letra morta. Deixaram sua marca na vida das dioceses, paróquias e comunidades religiosas, através da renovação da liturgia, de uma espiritualidade caracterizada por um mais forte aspecto bíblico e pela participação dos leigos, estimulando ainda o diálogo ecumênico e inter-religioso. O Concílio foi acolhido positivamente, em particular, pelos novos movimentos espirituais surgidos nos anos setenta, que trouxeram à luz, de um modo novo, a multiplicidade dos carismas e a vocação universal à santidade.

    Assim como os documentos não permanecem letra morta, as bombas de Hiroshima e Nagasaki não mataram apenas na sua explosão, mas foram matando gerações a fio. Como alguém postou acima, precisaremos de gerações a frente do CVII para um olhar realmente crítico ao “megaevento”.
    Da renovação litúrgica, os frutos são claríssimos: As pessoas conhecem as palavras que ouvem e falam, mas não ligam para o seu significado. Saem das missas tão (ou mais) vazios como antes. Eu vivi este vazio. E eu tentava viver cada palavra do rito. E lia a Instrução Geral do Missal Romano. E o vazio persistia…. Lembro da primeira vez que fui à São Paulo. Já conhecia a Missa Dâmaso-Latino-Gregoriana (as vezes fico confuso por tantos ataques que a missa sofre dos defensores do novo rito que nem sei o nome correto: Para mim, sempre será Santa Missa de Sempre. A “outra forma” é outra história). Fui à SP com firme intenção de assistir a Santa Missa. O amigo que visitei sempre foi muito participativo da Igreja da mesma forma que eu era. Achávamos que fazer farra no grupo de jovens, com músicas oba-oba e festinha era ser católico. Fizemos também coisas boas, como ajudas a famílias carentes, adorações ao Santíssimo, mas com o jeito “moderno” de ser. Descobri nesta viagem que a Paróquia São Lucas (ou Paróquia do Parque São Lucas, não lembro ao certo) era bem próxima e tinha a Santa Missa de Sempre no domingo à tarde. Fomos e, quando saímos de lá, ele, com sua simplicidade disse: “A santa hóstia parece ser mais santa ainda…”
    Todos nós, que vivenciamos um vazio no novo rito, sabemos que não é preciso compreender as palavras da Santa Missa de Sempre para compreender a plenitude dos mistérios celebrados. A renovação citada pelo Cardeal não foi para aumentar a fé, infelizmente.
    O “forte aspecto bíblico” aproxima católicos superficiais de protestantes com “bíblia de cecê”. Vejo em perfis de Rede Social citações de versículos acompanhadas de receitas de (perdoem-me o termo chulo) “remédio sefodex”… “Este povo me honra com os lábios mas seu coração está longe de mim…”
    A participação dos leigos, pela minha tacanha visão (e peço correções se necessário) está mais para “clerificação dos leigos” e “laicização do clero” confundindo povo com clero, onde a benção vem do povo (???). A imagem mais forte deste conceito é lembrar de ministrAS, com seus jalecos (já nominados por comentaristas do blog de jalecos espíritas) achando que, se o padre se atrasar mais de 5 minutos para vir para a missa elAS mesmas podem vestir a casula e “fazer a missa”…
    Da vocação universal à santidade, creio que nossa geração não verá verdadeiros santos corretamente beatificados e canonizados que tenham baseado sua vida primordialmente no que vem do CVII.

    Cristo nos ensinou: Pelos frutos conhecereis a árvore. Se uma árvore dá bons frutos, ela é podada para que produza ainda mais. Já a árvore que dá maus frutos deve ser arrancada e jogada fora! Virá o tempo da colheita. É necessário que o joio e o trigo cresçam juntos pois, se for arrancado o joio agora, corre-se o risco de danificar o trigo.

    Deus nos guarde

  23. sorry: Algumas situações (falha de concordância) foram percebidas por outros como foram percebidas por mim.

  24. Prezado Sergio, se duas fontes completamente isentas e confiáveis não lhe servem para acreditar, sugiro que compre o livro do Cardeal e tire suas próprias conclusões. Uma simples pesquisa no google e o sr. encontra a obra.

    O oposto também é verdadeiro. Se o sr. só acreditaria lendo no original (o que duvido muito que o sr. conseguiria, visto que modernistas cabeçudos tem por hábito escreverem textos complexos e confustos) sugiro que só lance dúvida numa informação se o sr. puder demonstrar que ela é equivocada e não corresponde ao que o autor disse.

    E quanto ao exemplo citado, ele é perfeitamente verdadeiro e condizente com o que o cardeal disse. O sr. é que parece não ter entendido o que disse o cardeal, pois além de afirmar que a citação não se parece como o que disse Kasper, o sr. ainda acrescenta um ‘nem de longe’, como que para atribuir uma certa malícia ao autor.

    PS. Cabeçudo no sentido colocado não significa que modernistas tenham cabeças grandes. Mas que são obstinados e teimosos.

    PS. 2 Veja a última de Monsenhor Piero Marino no vatican insider, em espanhol.

  25. “Todo reino dividido entre si mesmo será destruído” Caros irmãos, será necessario mesmo toda esta discussao diante da opiniao pessoal do Cardeal Kasper? Estas sao as observaçoes dele, cabe a cada um pedir a iluminaçao do Paráclito diante daquilo que nao aceitamos e ou nao compreendemos. Digo isso porque após da leitura, que por sinal achei interessante, mesmo como muito de vcs, discordando de alguns argumentos e citaçoes acima citados.” A igreja nao é minha, nao é nossa.É do Senhor.” Bento XVI

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