Nhá Chica, beatificada hoje.

Cidade do Vaticano (Sexta-feira, 03-05-2013, Gaudium Press) - O próprio Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato, será o representante do Papa Francisco na cerimônia de beatificação da Venerável Nhá Chica a ser realizada neste sábado, dia 04 de maio, às 15 horas, na cidade de Baependi, no Estado de Minas Gerais.nha_chica.JPG

A propósito deste fato, o Cardeal Prefeito foi entrevistado pela Rádio Vaticano. Transcrevemos trechos das palavras do Purpurado. Elas servem para mostrar o ambiente em que viveu Nhá Chica e delinear o perfil moral desta filha de escrava que agora é reconhecida como Beata da Igreja.

Nhá Chica: alma brasileira, virtudes católicas

“É um grande presente que o Papa Francisco faz à Igreja no Brasil. O Santo Padre, primeiro papa latino-americano, conhece bem a bondade do povo brasileiro, seu espírito religioso, o amor por Jesus e seu Evangelho de vida e alegria, a devoção à Virgem Maria, o apego filial à Igreja, o amor pelo Papa, bispos e sacerdotes, o respeito pelos idosos, a disponibilidade de acolher a vida como um dom inestimável de Deus, a caridade para com os pobres, o seu senso de igualdade e fraternidade, e o respeito pela natureza.

Esta riqueza de valores humanos e espirituais faz do Brasil uma terra abençoada por Deus e uma moradia digna de toda pessoa humana. Nhá Chica viveu plenamente estes valores, deixando-os como herança para todos os brasileiros, mas também para toda a Igreja.”

A época de Nhá Chica e a escolha que ela fez

“Francisca de Paula de Jesus, familiarmente conhecida como Nhá Chica, nasceu em 26 de abril de 1810, na cidade de Santo Antônio do Rios das Mortes, distrito de São João Del Rey (MG).

Era filha da escrava Izabel Maria, solteira. Tinha um irmão, Teotônio Pereira do Amaral, que se tornou muito rico. A futura beata herdou dele a herança que foi distribuída como esmola para os pobres e utilizada na construção de uma capela para a Imaculada. Decidida a não se casar, Nhá Chica preferiu levar uma vida dedicada à caridade e oração, como sua mãe tinha lhe aconselhado antes de morrer.

Não entrou no mosteiro, mas optou por fazer parte das mulheres beatas, que consagravam a vida ao Senhor, permanecendo em suas casas e fazendo a caridade aos necessitados. Morreu em 14 de junho de 1895 com fama de santidade.”

Perfil moral e virtudes da leiga Beata Nhá Chica

“O Papa Francisco, em sua carta de beatificação, disse que Nhá Chica era uma mulher de oração assídua e uma fiel testemunha da misericórdia de Cristo para com os necessitados no corpo e no espírito.

Por unanimidade as testemunhas afirmam que Nhá Chica rezava muito e tinha sempre o rosário na mão. Incansável adoradora do Santíssimo Sacramento e contempladora da Paixão de Jesus, tinha uma profunda devoção a Nossa Senhora, que chamava de Minha Sinhá. A Salve Rainha era a sua oração preferida. A nossa futura beata era humilde. Não atribuía nada à sua pessoa, mas tudo a Deus e a Nossa Senhora.

Ela colocava os pedidos dos fiéis diante da Virgem Maria. Quando uma pessoa voltava para agradecê-la por uma graça alcançada, ela dizia: ‘Eu peço a Nossa Senhora, que me escuta e me responde’. A fama de santidade de Nhá Chica sempre foi consistente e persistente. Ela era chamada a Santinha de Baependi. A sua beatificação é uma lição autêntica de vida cristã.”

6 Comentários to “Nhá Chica, beatificada hoje.”

  1. Há um episódio na vida da Princesa Isabel, que recorreu a Nhá Chica para solicitar orações para obter a graça da gravidez. Deus seja louvado pela vida dos santos!

  2. Ainda n li a biografia que tenho.

  3. A fé simples e piedosa de Nhá Chica é uma lição aos modernosos, que querem a todo custo reinventar a Igreja. É em gente assim que a fé se realimenta, não nos colóquios áridos de bispos com vocação para assistentes social. Que o exemplo de Nhá Chica, agora elevada aos altares da Igreja, possa instruir a nossa fé.

  4. Gloria tibi Domini. Que Deus nos de força para seguirmos os exemplos de Nhá Chica. Sem militância mas com piedade ele foi um exemplo na caridade.

  5. Exemplo de piedade.

    Sempre houve gente assim (só que, agora, deu uma diminuída – a mulherada resolveu virar celebridade e dondoca de shopping center – graças aos estímulos relativistas do Vat II).

    Se fosse retratada pelos jornalistas, pelo clero atual e escritores de novelas, seria descrita como alguma esquizofrênica, fanática, intolerante, oportunista, ignorante, supersticiosa, etc, isto é, tudo o que ELES são.

    Imitemos os exemplos dos santos.

  6. Lex credendi, lex orandi.

    Por isso, os modernistas nunca fizeram questão dos santos, pois os beatos mostram sempre o caminho tradicional da Igreja e são sempre difamados pelos “intelectuais” [doutrinados] – ao contrário do Vat II.

    Quem quiser restaurar a tradição católica em algum lugar, comece restaurando a memória, as palavras e os exemplos dos santos.