O preço da harmonia.

Por Manoel Gonzaga Castro – Fratres in Unum.com | Acabou da Jornada Mundial de Juventude. O Papa já está de volta ao Vaticano. Tudo transcorreu na mais perfeita harmonia: COL (Comitê Organizador Local), Prefeitura e Governo do Estado do Rio e Governo Federal. O evento foi considerado um sucesso, apesar de problemas de infraestrutura e do “lapso” Guaratiba, que gerou a mudança de última hora dos últimos eventos da JMJ para Copacabana.

Os meios de comunicação fizeram uma enorme e benevolente cobertura. Já não se ouve mais os ataques de outrora à Igreja. Tudo é humildade e simpatia. Até as novelas foram retiradas do ar para dar espaço aos belos gestos do Papa Francisco.

No entanto, é cristalina a oposição entre os valores pregados pela Igreja e a agenda do governo petista (do qual são aliados os governos municipal e estadual do Rio). Diga-se o mesmo dos meios de comunicação, em especial, da Rede Globo de Televisão.

E é óbvio: tal harmonia não seria gratuita. Ela tem o seu preço.

Silêncio comprometedor

Durante sua visita ao Rio de Janeiro, o Papa Francisco repetiu por várias vezes aos jovens o apelo: “ide contra a corrente”, sem medo.

Porém, os assuntos polêmicos – que separam os sujeitos citados acima – foram tratados como tabu. Já observava o respeitado vaticanista Sandro Magister: “O êxito midiático do qual goza [Francisco] tem um motivo e um custo: seu silêncio sobre as questões políticas cruciais do aborto, eutanásia e casamento homossexual”.

Como muito pertinentemente observado por Fratres in Unum, “às vésperas da legalização prática do aborto no Brasil, poucas referências a este crime abominável, que brada ao Céu e clama a Deus por vingança, foram feitas durante a JMJ: da boca do Santo Padre saiu o pedido de proteção à ‘vida, que é dom de Deus, um valor que deve ser sempre tutelado e promovido’. E até agora foi só. Nenhuma outra palavra mais contundente que poderia mudar o triste cenário em nosso país”. 

A esperança de um pronunciamento de última hora foi vã.

Contudo, a postura contemporizadora de Francisco já era conhecida na Argentina. Quando da polêmica envolvendo a legislação sobre o casamento gay em nosso país vizinho, o então Cardeal Bergoglio liderava a ala “não polemizadora” da Conferência Episcopal. À época, fora vencido por Dom Hector Aguer, arcebispo de La Plata e seu desafeto, que estava à frente da corrente que pretendia defender abertamente os direitos de Deus e o bem dos homens.

Trata-se, em última análise, de uma extensão da atitude proposta por João XXIII no discurso de abertura do Concílio Vaticano II: “A Igreja sempre se opôs a estes erros; muitas vezes até os condenou com a maior severidade. Agora, porém, a esposa de Cristo prefere usar mais o remédio da misericórdia do que o da severidade. Julga satisfazer melhor às necessidades de hoje mostrando a validez da sua doutrina do que renovando condenações”.

Bem… os resultados desse modus operandi falam por si. Não à toa, a mente dos católicos tem mudado consideravelmente nas últimas décadas. A adesão aos valores cristãos e sua defesa há tempos já não é a mesma. A passividade dos fiéis e das autoridades, eclesiásticas e civis, chega ao ponto de meia-dúzia de revoltados quebrarem imagens de santos confortavelmente, diante de uma multidão (e da polícia) que assiste tudo passivamente. Desgraçadamente, mostra-se longínqua para nós a hipótese de vermos a Arquidiocese do Rio ou a CNBB solicitando ao Ministério Público que tome as devidas providências para punir os delinquentes.

Todavia, os parceiros de organização da viagem pontifícia e do espetáculo da Jornada não dormem nem se silenciam: enquanto o governo federal caminha a passos largos para implantar na prática o aborto no Brasil, em particular com o famigerado e nefasto PLC 3/2013, a Rede Globo fala abertamente sobre o aborto em uma de suas novelas atualmente no ar.

Os parceiros da JMJ jogam sujo: de um lado, bombardeiam ideologicamente os fiéis com sua dramaturgia e artistas, os “santos” modernos e descolados, modelos a serem imitados pela juventude, transformando os valores do povo brasileiro. De outro, o governo implementa gradativamente sua agenda política pró-aborto, pró-gayzismo, anti-família e amoral, com seus nefastos projetos de lei e manobras políticas. E o contra-ataque nesta guerra, a resposta católica? Um ensurdecedor silêncio, muita simpatia e dancinhas

francisco

Não por acaso há muita gente rindo, satisfeitíssima.

Rede Globo parceira. Uma raríssima entrevista exclusiva.

Mas um episódio exporia ainda mais nitidamente o que falamos sobre o relacionamento dos homens da Igreja e seus parceiros de Jornada Mundial da Juventude.

Desde sua época em Buenos Aires, Papa Bergoglio é muito conhecido por sua aversão a jornalistas e entrevistas. No avião que o trouxe ao Brasil, rompeu com a tradição de seus predecessores ao não ter o momento de perguntas e respostas com jornalistas do mundo inteiro. O Pontífice então declarou: “Não dou entrevistas, porque… não sei…, não posso. É assim para mim. É cansativo fazê-lo”.

Cansaço superado, ao custo da tradicional sesta após o almoço, para atender ao articulado Gerson Camarotti, da Rede Globo, por quase meia hora.

Que Camarotti se beneficia das indiscrições dos cardeais brasileiros (a cobertura do conclave que o diga) e goza de trânsito livre nos corredores de suas cúrias não é nenhuma novidade.

Mas conseguir uma entrevista exclusiva com um Papa, enquanto veículos do mundo inteiro chupam dedo, é algo curiosíssimo. Seria o preço cobrado por uma cobertura amplamente positiva da viagem papal? Ou dos artistas, coreógrafos e diretores cedidos pela Globo para as cerimônias da Jornada (algumas das quais, notaram vários leitores do Fratres, com a cara do Criança Esperança)?

Queremos crer que nossos homens da Igreja não se sujeitam a esse tipo de maquinação.

PS.: Enquanto concluíamos a redação deste artigo, foi divulgada a entrevista que o Papa concedeu aos demais jornalistas, provavelmente constrangido pela exclusiva dada à Globo, em seu avião. Não há o que comentar. A íntegra publicamos a seguir:

Pergunta – Nestes quatro meses, o senhor criou várias comissões. Que tipo de reforma tem em mente? O sr. quer suprimir o banco do Vaticano?
Papa Francisco – Os passos que eu fui dando nestes quatro meses e meio vão em duas vertentes. O conteúdo do que quero fazer vem da congregação dos cardeais. Eu me lembro que os cardeais pediam muitas coisas para o novo papa, antes do conclave. Eu me lembro de que tinha muita coisa. Por exemplo, a comissão de oito cardeais, a importância de ter uma consulta externa, e não uma consulta apenas interna.
Isso vai na linha do amadurecimento da sinodalidade e do primado. Os vários episcopados do mundo vão se expressando em muitas propostas que foram feitas, como a reforma da secretaria dos sínodos, que a comissão sinodal tenha característica de consultas, como o consistório cardinalício com temáticas específicas, como a canonização.
A vertente dos conteúdos vem daí. A segunda é a oportunidade. A formação da primeira comissão não me custou pouco mais de um mês. Pensava em tratar a parte econômica no ano que vem, porque não é a mais importante. Mas a agenda mudou devido a circunstâncias que vocês conhecem.
O primeiro é o problema do IOR [banco do Vaticano], como encaminhá-lo, como reformá-lo, como sanear o que há de ser sanado. E essa foi então a primeira comissão.
Depois, tivemos a comissão dos 15 cardeais que se ocupam dos assuntos econômicos da Santa Sé. E por isso decidimos fazer uma comissão para toda a economia da Santa Sé, uma única comissão de referência. Notou-se que o problema econômico estava fora da agenda. Mas essas coisas atendem.
Quando estamos no governo, vamos por um lado, mas, se chutam e fazem um golaço por outro lado, temos de atacar. A vida é assim. Eu não sei como o IOR vai ficar. Alguns acham melhor que seja um banco, outros que seja um fundo, uma instituição de ajuda. Eu não sei. Eu confio no trabalho das pessoas que estão trabalhando sobre isso.
O presidente do IOR permanence, o tesoureiro também, enquanto o diretor e o vice-diretor pediram demissão. Não sei como vai terminar essa história. E isso é bom. Não somos máquinas. Temos de achar o melhor. A característica de, seja o que for, tem de ter transparência e honestidade.

Uma fotografia do sr. deu a volta ao mundo, quando o sr. desceu as escadas do helicóptero, carregando sua mala preta. Artigos de todo o mundo comentaram o papa que sai com sua própria mala. Foram levantadas hipóteses também sobre o conteúdo da mala. Por que o sr. saiu carregando a maleta preta, e não seus colaboradores? E o sr. poderia dizer o que tinha dentro?
Não tinha a chave da bomba atômica. Eu sempre fiz isso, Quando viajo, levo minhas coisas. E dentro o que tem? Um barbeador, um breviário (livro de liturgia), uma agenda, tinha um livro para ler, sobre Santa Terezinha. Sou devoto de Santa Terezinha. Eu sempre levei a minha maleta. É normal. Temos de ser normais. É um pouco estranho isso que você me diz que a foto deu a volta ao mundo. Mas temos de nos habituar a sermos normais, à normalidade da vida.

Por que o senhor pede tanto para que rezem pelo senhor? Não é habitual ouvir de um papa que peça que rezem por ele.
Sempre pedi isso. Quando era padre, pedia, mas nem tanto nem tão frequentemente. Comecei a pedir mais frequentemente quando passei a bispo. Porque eu sinto que, se o Senhor não ajuda nesse trabalho de ajudar aos outros, não se pode. Preciso da ajuda do Senhor. Eu de verdade me sinto com tantos limites, tantos problemas, e também pecador. Peço a Nossa Senhora que reze por mim. É um hábito, mas que vem da necessidade. Sinto que devo pedir. Não sei

Na busca por fazer essas mudanças, o sr. disse que existem muitos santos que trabalham no Vaticano e outros um pouco menos santos. O sr. enfrenta resistências a essa sua vontade de mudar as coisas no Vaticano? O sr. vive num ambiente muito austero, de Santa Marta. Os seus colaboradores também vivem essa austeridade? Isso é algo apenas do sr. ou da comunidade?
As mudanças vêm de duas vertentes: do que pediram os cardeais e também o que vem da minha personalidade. Você falou que eu fico na Santa Marta. Eu não poderia viver sozinho no palácio, que não é luxuoso. O apartamento pontifício é grande, mas não é luxuoso. Mas eu não posso viver sozinho. Preciso de gente, falar com gente. Trabalhar com as pessoas. Porque, quando os meninos da escola jesuíta me perguntaram se eu estava aqui pela austeridade e pobreza, eu respondi: “Não, por motivos psiquiátricos.”
Psicologicamente, não posso. Cada um deve levar adiante sua vida, seguir seu modo de vida. Os cardeais que trabalham na Cúria não vivem como ricos. Têm apartamentos pequenos. São austeros. Os que eu conheço têm apartamentos pequenos.
Cada um tem de viver como o Senhor disse que tem de viver. A austeridade é necessária para todos. Trabalhamos a serviço da igreja. É verdade que há santos, sacerdotes, padres, gente que prega, que trabalha tanto, que vai aos pobres, se preocupa de fazer comer os pobres. Têm santos na Cúria. Também têm alguns que não têm muitos santos. E são estes que fazem mais barulho. Uma árvore que cai faz mais barulho do que uma floresta que nasce. Isso me dói. Porque são alguns que causam escândalos. São escândalos que fazem mal. Uma coisa que nunca disse: a Cúria deveria ter o nível que tinha dos velhos padres, pessoas que trabalham. Os velhos membros da Cúria. Precisamos deles. Precisamos o perfil do velho da Cúria.
Sobre resistência, se tem, ainda não vi. É verdade que aconteceram muitas coisas. Mas eu preciso dizer: eu encontrei ajuda, encontrei pessoas leais. Por exemplo, eu gosto quando alguém me diz :”Eu não estou de acordo”. Esse é um verdadeiro colaborador. Mas, quando vejo aqueles que dizem “ah, que belo, que belo” e depois dizem o contrario por trás, isso não ajuda.

O mundo mudou, os jovens mudaram. Temos no Brasil muitos jovens, mas o senhor não falou de aborto, sobre a posição do Vaticano em relação ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. No Brasil foram aprovadas leis que ampliam os direitos para estes casamentos em relação ao aborto. Por que o senhor não falou sobre isso?
A igreja já se expressou perfeitamente sobre isso. Eu não queria voltar sobre isso. Não era necessário voltar sobre isso, como também não era necessário falar sobre outros assuntos. Eu também não falei sobre o roubo, sobre a mentira. Para isso, a igreja tem uma doutrina clara. Queria falar de coisas positivas, que abrem caminho aos jovens. Além disso, os jovens sabem perfeitamente qual a posição da igreja.

E a do papa?
É a da Igreja, eu sou filho da Igreja.

Qual o sentido mais profundo de se apresentar como o bispo de Roma?
Não se deve andar mais adiante do que o que se fala. O papa é bispo de Roma e por isso é papa, o sucessor de Pedro. Não é o caso pensar que isso quer dizer que é o primeiro. Não é esse o sentido. O primeiro sentido do papa é ser o bispo de Roma.

O sr. teve sua primeira experiência multidinária no Rio. Como se sente como papa, é um trabalho duro?
Ser bispo é belo. O problema é quando alguém busca ter esse trabalho, assim não é tão belo. Mas, quando o Senhor chama para ser biso, isso é belo. Tem sempre o perigo e o pecado de pensar com superioridade, como se fosse um príncipe. Mas o trabalho é belo. Ajudar o irmão a ir adiante. Têm o filtro da estrada.
O bispo tem de indicar o caminho. Eu gosto de ser bispo. Em Buenos Aires, eu era tão feliz. Como padre, era feliz. Como bispo, era feliz e isso me faz bem.

E ser papa?
Se você faz o que o Senhor quer, é feliz. Esse é meu sentimento.

Igreja no Brasil está perdendo fieis. A Renovação Carismática é uma possibilidade para evitar que eles sigam para as igrejas pentecostais?
É verdade, as estatísticas mostram. Falamos sobre isso ontem com os bispos brasileiros. E isso é um problema que incomoda os bispos brasileiros.
Eu vou dizer uma coisa: nos anos 1970, início dos 1980, eu não podia nem vê-los. Uma vez, falando sobre eles, disse a seguinte frase: eles confundem uma celebração musical com uma escola de samba.
Eu me arrependi. Vi que os movimentos bem assessorados trilharam um bom caminho. Agora, vejo que esse movimento faz muito bem à igreja em geral. Em Buenos Aires, eu fazia uma missa com eles uma vez por ano, na catedral. Vi o bem que eles faziam.
Neste momento da igreja, creio que os movimentos são necessários. Esses movimentos são um graça para a igreja. A Renovação Carismática não serve apenas para evitar que alguns sigam os pentecostais. Eles são importantes para a própria igreja, a igreja que se renova.

A igreja sem a mulher perde a fecundidade? Quais as medidas concretas? O senhor disse que está cansado. Há algum tratamento especial neste voo?
Vamos começar pelo fim. Não há nenhum tratamento especial neste voo. Na frente, tem uma bela poltrona. Escrevi para dizer que não queria tratamento especial.
Segundo, as mulheres. Uma igreja sem as mulheres é como o colégio apostólico sem Maria. O papal da mulher na igreja não é só maternidade, a mãe da família. É muito mais forte. A mulher ajuda a igreja a crescer. E pensar que a Nossa Senhora é mais importante do que os apóstolos! A igreja é feminina, esposa, mãe.
O papel da mulher na igreja não deve ser só o de mãe e com um trabalho limitado. Não, tem outra coisa. O papa Paulo 6° escreveu uma coisa belíssima sobre as mulheres. Creio que se deva ir adiante esse papel. Não se pode entender uma igreja sem uma mulher ativa.
Um exemplo histórico: para mim, as mulheres paraguaias são as mais gloriosas da América Latina. Sobraram, depois da guerra (1864-1870), oito mulheres para cada homem. E essas mulheres fizeram uma escolha um pouco difícil. A escolha de ter filhos para salvar a pátria, a cultura, a fé, a língua.
Na igreja, se deve pensar nas mulheres sob essa perspectiva. Escolhas de risco, mas como mulher. Acredito que, até agora, não fizemos uma profunda teologia sobre a mulher. Somente um pouco aqui, um pouco lá. Tem a que faz a leitura, a presidente da Cáritas, mas há mais o que fazer. É necessário fazer uma profunda teologia da mulher. Isso é o que eu penso.

Queremos saber qual a sua relação de trabalho com Bento 16, não a amistosa, a de colaboração. Não houve antes uma circunstância assim. Os contatos são frequentes?
A última vez que houve dois ou três papa, eles não se falavam. Estavam brigando entre si, para ver quem era o verdadeiro. Eu fiquei muito feliz quando se tornou papa. Também, quando renunciou, foi, pra mim, um exemplo muito grande. É um homem de Deus, de reza. Hoje, ele mora no Vaticano.
Alguns me perguntam: como dois papas podem viver no Vaticano? Eu achei uma frase para explicar isso. É como ter um avô em casa. Um avô sábio. Na família, um avô é amado, admirado. Ele é um homem com prudência. Eu o convidei para vir comigo em algumas ocasiões. Ele prefere ficar reservado. Se eu tenho alguma dificuldade, não entendo alguma coisa, posso ir até ele.
Sobre o problema grave do Vatileaks [vazamento de documentos secretos], ele me disse tudo com simplicidade. Tem uma coisa que não sei se vocês sabem: Em 8 de fevereiro, no discurso, ele falou: “Entre vocês está o próximo papa. Eu prometo obediência”. Isso é grande.

O sr. falou com os bispos brasileiros sobre a participação das mulheres na igreja. Gostaria de entender melhor como deve ser essa participação. O que sr. pensa sobre a ordenação das mulheres?
Sobre a participação das mulheres na igreja, não se pode limitar a alguns cargos: a catequista, a presidente da Cáritas. Deve ser mais, muito mais. Sobre a ordenação, a igreja já falou e disse que não. João Paulo 2° disse com uma formulação definitiva. Essa porta está fechada. Nossa senhora, Maria, é mais importante que os apóstolos. A mulher na igreja é mais importante que os bispos e os padres. Acredito que falte uma especificação teológica.

Nesta viagem, o sr. falou de misericórdia Sobre o acesso aos sacreamentos dos divorciados, existe a possibilidade de mudar alguma coisa na disciplina da igreja?
Essa é uma pergunta que sempre se faz. A misericórdia é maior do que o exemplo que você deu. Essa mudança de época e també tantos problemas na igreja, como alguns testemunhos de alguns padres, problemas de corrupção, do clericalismo A igreja é mãe. Ela cura os feridos. Ela não se cansa de perdoar.
Os divorciados podem fazer a comunhão. Não podem quando estão na segunda união. Esse problema deve ser estudado pela pastoral matrimonial. Há 15 dias, esteve comigo o secretário do sínodo dos bispos, para discutir o tema do próximo sínodo. E posso dizer que estamos a caminho de uma pastoral matrimonial mais profunda. O cardeal Guarantino disse ao meu antecessor que a metade dos matrimônios é nula. Porque as pessoas se casam sem maturidade ou porque socialmente devem se casar. Isso também entra na Pastoral do Matrimônio.
A questão da anulação do casamento deve ser revisada. É complexa a questão pastoral do matrimônio.

Em quatro meses de Pontificado, pode nos fazer um pequeno balanço e dizer o que foi o pior e o melhor de ser Papa? O que mais lhe surpreendeu neste período?
Não sei como responder isso, de verdade. Coisas ruins, ruins, não aconteceram. Coisas belas, sim. Por exemplo, o encontro com os bispos italianos, que foi tão bonito. Como bispo da capital da Itália, me senti em casa com eles. Uma coisa dolorosa foi a visita a Lampeduse [ilha que recebe imigrantes africanos], me fez chorar. Me fez bem. Quando chegam estes barcos, que os deixam a algumas milhas de distância da costa e eles têm de chegar (à costa) sozinhos, isso me dói porque penso que essas pessoas são vítimas do sistema sócio-econômico mundial.
Mas a coisa pior é o nervo ciático, é verdade, tive isso no primeiro mês. É verdade! Para uma entrevista, tive de me acomodar numa poltrona e isso me fez mal, era dolorosíssimo, não desejo isso a ninguém. O encontro com os seminaristas religiosos foi belíssimo. Também o encontro com os alunos do colégio jesuíta foi belíssimo. As pessoasconheci tantas pessoas boas no Vaticano. Isso é verdade, eu faço justiça. Tantas pessoas boas, mas boas, boas, boas.

Tem a esperança de que esta viagem ao Brasil contribua para trazer de volta os fiéis? Os argentinos se perguntam: não sente falta de estar em Buenos Aires, pegar um ônibus?
Uma viagem do papa sempre faz bem. E creio que a viagem ao Brasil fará bem, não apenas a presença do Papa. Eles (os brasileiros) se mobilizaram e vão ajudar muito a igreja. Tantos fiéis que foram se sentem felizes. Acho que será positivo não só pela viagem, mas pela jornada, um evento maravilhoso. Buenos Aires, sim, sinto falta. Mas é uma saudade serena.

O que o senhor pretende fazer em relação ao monsenhor Ricca e como pretende enfrentar toda esta questão do lobby gay?
Sobre monsenhor Ricca, fiz o que o direito canônico manda fazer, a investigação prévia. E nessa investigação não tem nada do que o acusam. Não achamos nada. É a minha resposta.
Quero acrescentar uma coisa a mais sobre isso. Tenho visto que muitas vezes na igreja se buscam os pecados da juventude, por exemplo. E se publica.
Abuso de menores é diferente. Mas, se uma pessoa, seja laica ou padre ou freira, pecou e esconde, o Senhor perdoa. Quando o Senhor perdoa, o Senhor esquece.
E isso é importante para a nossa vida. Quando vamos confessar e nós dizemos que pecamos, o senhor esquece e nós não temos o direito de não esquecer. Isso é um perigo.
O que é importante é uma teologia do pecado. Tantas vezes penso em São Pedro, que cometeu tantos pecados e venerava Cristo. E esse pecador foi transformado em Papa.
Vocês vêm muita coisa escrita sobre o lobby gay. Eu ainda não vi ninguém no Vaticano com um cartão de identidade dizendo que é gay. Dizem que há alguns. Acho que, quando alguém se vê com uma pessoa assim, devemos distinguir entre o fato de que uma pessoa é gay e formar um lobby gay, porque nem todos os lobbys são bons. Isso é o que é ruim.
Se uma pessoa é gay e procura Deus e tem boa vontade, quem sou eu, por caridade, para julgá-lo? O catecismo da Igreja Católica explica isso muito bem. Diz que eles não devem ser discriminados por causa disso, mas integrados na sociedade. O problema não é ter essa tendência. Não! Devemos ser como irmãos. O problema é o lobby dessa tendência, da tendência de pessoas gananciosas: lobby político, de maçons, tantos lobbies. Esse é o pior problema.

24 Comentários to “O preço da harmonia.”

  1. Desculpe a minha indelicadeza, e meu desequilíbrio emocional,

    mas se alguém quebrasse a imagem de minha Mãe e a chutasse Cruz do Senhor em minha frente eu partiria para a briga……mesmo que apanhasse.

    Enquanto isso……peace & love

  2. Eu acredito na providência, Deus guia sua Igreja por caminhos que não entendemos. Sabemos somente que “As portas do Inferno não prevalecerão”. Sim, é triste ver a situação atual dos Católicos – sob certo ponto de vista é bom vê-los ainda Católicos apesar de tantas coisas erradas na Igreja-, e nesse contexto, uma palavra fora do contexto ou mau interpretada pode gerar coisas ruins.

    Estive na jornada do começo ao fim. Amei. Gostei de quase tudo. Lamento a interferência “global” em shows artísticos, mas isso faz parte de qualquer evento jovem. A adoração foi muito especial e a missa final também. A verdadeira caridade do povo Católico Brasileiro é digno de nota!

  3. Eu me segurei de verdade para não sair no braço com os manifestantes que passaram do meu lado, mesmo sabendo que é isso o que eles querem. Eu nunca vi tantos seios ao vivo e ao mesmo tempo na minha vida! Contudo, nossa alma também se enche de misericórdia por esses jovens porque uns “Não sabem o que fazem”, outros sabem sim.

    A tolerância contra esses discípulos de Satanás já passou dos limites. A justiça precisa intervir urgentemente e a Igreja cobrar isso.

  4. Quando discuto com evangélicos e com católicos progressistas a questão da não-ordenação de mulheres na Igreja Católico, eu falo de Nossa Senhora, a melhor entre nós. O pessoal fica quietinho…

  5. Eu penso muito nos anos em que titubeei e vacilei na fé, por ignorância mesmo e orgulho. E sendo católico, me entristece ainda mais hoje o silêncio que muitos na Igreja mantém sobre questões seculares tão graves e pertinentes. Eles, meus pastores, não estavam nos telhados pregando a boa nova. Foi pela dor e pela consciência das minhas dívidas e a Graça de Deus que me pus a correr. E me incomoda ainda assim o silêncio de nossas autoridades eclesiais, o mesmo silêncio que permitiu que o barulho do mundo se aproximasse de mim e abalasse meus melhores anos. Após a reprimenda de sábado aos bispos, sei que nada vai mudar por hora, os príncipes de nossa Igreja continuarão negociando com valores que não são seus, verdades que não são suas, às custas da felicidade do seu rebanho ao qual negam a PAX. Pois a paz deles, a do mundo, é isso, implica em derrota subsequente, sangue inocente derramado, vidas e famílias perdidas. Esta paz é um embuste, uma armadilha, que já nos cobra preço tão alto e só ira se agigantar. É preciso derramar sangue, mas o nosso próprio. Precisamos de mártires, de sacrifício, de morrer para que outros tenham vida novamente.

    Sobre isso, vou comprar o livro que o Pedro Erik recomendou aqui em http://thyselfolord.blogspot.com.br/2013/07/a-paz-mata-catolicos-que-nao-atacam-o.html

  6. “Sobre a participação das mulheres na igreja, não se pode limitar a alguns cargos: a catequista, a presidente da Cáritas. Deve ser mais, muito mais. Sobre a ordenação, a igreja já falou e disse que não. João Paulo 2° disse com uma formulação definitiva. Essa porta está fechada. Nossa senhora, Maria, é mais importante que os apóstolos.”
    Alguém ainda pretende defender junto ao papa a ordenação de mulheres? Beto? Boff? Jesuitas da Unisinos?

  7. A última frase da entrevista tem uma me deu mais esperança. O papa também sabe quem são os piores inimigos da Igreja: “lobby político, de maçons, tantos lobbies. Esse é o pior problema.”.
    Sim, rezemos pelo papa. Ele precisa. Talvez não seja o papa que nós esperamos. Deus há de torná-lo o papa que Sua Santa Igreja precisa!

  8. Acho que o Papa Francisco tem um discurso ambíguo e fraco. Por exemplo, vejam esse trecho:

    “O papa é bispo de Roma e por isso é papa, o sucessor de Pedro. Não é o caso pensar que isso quer dizer que é o primeiro. Não é esse o sentido. O primeiro sentido do papa é ser o bispo de Roma.”

    O que isso quer dizer? “Não é o caso pensar que isso quer dizer que é o primeiro”. Não entendi.

    Agora vejam essa parte:

    “Além disso, os jovens sabem perfeitamente qual a posição da igreja.”

    Não, Papa! Todas as pesquisas sobre as opiniões e comportamentos dos jovens católicos mostram que uma grande parte deles não sabe, ou escolhe ignorar, as posições da Igreja.

  9. Não achei nenhum terror a entrevista do Papa, os dogmas da Igreja estão mantidos…
    O modernismo enlouquecido de Boff e companhia não vai prevalecer..
    Nao teremos a volta do Tradicionalismo, o que realmente já imaginava, mas tambem acho que nao perderemos espaço na Igreja!
    A Jornada Mundial da Juventude servirá para o assopro na imprensa e na população antes do tapa que será a condenação aberta ao aborto, ao casamento homossexual… Assim espero!

  10. Realmente, não vi nada de tão aterrador na entrevista do Papa. Pelo contrário, a sua abordagem sobre o problema da evasão de fieis católicos para o protestantismo foi excepcional; a América Latina se protestantizou sem se reformar; a espiritualidade católica foi colocada dentro do armário, tal qual a imagem da Virgem pela senhora lembrada pelo Papa. Nós, enquanto Igreja, precisamos tirar o catolicismo do armário, coloca-lo novamente nas ruas, para reconquistar os corações e as almas dos fieis que se perderam nos últimos anos.

    Quanto à “marcha das vadias”, a liberdade de expressão cobra nos um preço, mas nos devolve em dobro: a maioria atroz da população brasileira, católicos ou não, se aterrizou diante daquela manifestação demoníaca em plena luz do sol. Assim, a Igreja afirmou seus valores pela paz e respeito de seus jovens fieis, em contraste com a imundice dos apologistas do aborto e do casamento gay. O contraste nos favorece imensamente, pois ficou claro aos olhos do mundo quem são os defensores da vida e quem são os defensores da cultura de morte.

  11. Tipo, não devemos partir pra brigas que é o que os inimigos da Igreja querem, mas não podemos ser covardes… É como o irmão ali falou, eu faria o mesmo, saio no braço contra quem ofender minha mãe, namorada, nem que eu apanhe, mas troco socos. Todos devemos estar prontos para nos defendermos porque eles vêm pra cima com tudo. Quem concorda comigo diga aqui, pois é importante, legítima defesa é um direito. Católicos de verdade, vamos nos unir, fazer academia de defesa (muay thai, kung-fu, jiu jitsu) e ser HOMENS de verdade contra esses covardes em bando, pois sozinhos eles não vêm. Olha que ponto chegamos… Estou errado?

  12. “Se o mundo vos odeia, sabei que me odiou a mim antes que a vós.
    Se fôsseis do mundo, o mundo vos amaria como sendo seus. Como, porém, não sois do mundo, mas do mundo vos escolhi, por isso o mundo vos odeia.” Nosso Senhor Jesus Cristo
    E quando o mundo te ama, te adora, e morre de rir com vc?
    Não seria este o papel do anti Cristo? Que td mundo vai adorar?
    Não que este papa seja o anti Cristo, mas cá entre nos, quando ele surgir, ele vai atuar exatamente assim:
    Sem condenar ninguém.
    Respeitando todas as religiões.
    Evitando problemas morais.
    Aliviando pecados mortais.
    E por aí vai..

  13. “Disse-lhes Jesus: O meu tempo ainda não chegou, mas para vós a hora é sempre favorável. O mundo não vos pode odiar, mas odeia-me, porque eu testemunho contra ele que as suas obras são más.” (São João VI,6-7)

    “Se o mundo vos odeia, sabei que me odiou a mim antes que a vós. Se fôsseis do mundo, o mundo vos amaria como sendo seus. Como, porém, não sois do mundo, mas do mundo vos escolhi, por isso o mundo vos odeia. (São João XV, 18-19)

  14. Padre Roger Araujo, padre que faz parte da rede de notícias da Canção Nova acaba de quase provar a ligação entre o silêncio do Papa e a cobertura da JMJ. Olhe o que ele disse na sua página pessoal no Facebook. “Parabens a TV Globo e a sobretudo a GloboNews pela cobertura exemplar que deram a visita do Papa ao Brasil. A maior emissora do pais dando espaço sem igual para a Igreja!!” Para quem quiser ver é só acessa rhttps://www.facebook.com/roger.araujo.581?hc_location=stream

  15. “Qual o sentido mais profundo de se apresentar como o bispo de Roma?
    Não se deve andar mais adiante do que o que se fala. O papa é bispo de Roma e por isso é papa, o sucessor de Pedro. Não é o caso pensar que isso quer dizer que é o primeiro. Não é esse o sentido. O primeiro sentido do papa é ser o bispo de Roma.”

    É O CASO PENSAR QUE ISSO QUER DIZER QUE SEJA O PRIMEIRO.ORA AO MESMO TEMPO QUE O SE É BISPO DE ROMA SE TEM POR EFEITO DIRETO A PRIMAZIA.

    “Isso vai na linha do amadurecimento da sinodalidade e do primado. Os vários episcopados do mundo vão se expressando em muitas propostas que foram feitas, como a reforma da secretaria dos sínodos, que a comissão sinodal tenha característica de consultas, como o consistório cardinalício com temáticas específicas, como a canonização.”

    SÓ SE VÊ AQUI AMADURECIMENTO DA SINODALIDADE O PRIMADO VAI FICANDO DISTANTE A CADA DIA QUE PASSA.

    “Os divorciados podem fazer a comunhão. Não podem quando estão na segunda união. Esse problema deve ser estudado pela pastoral matrimonial. Há 15 dias, esteve comigo o secretário do sínodo dos bispos, para discutir o tema do próximo sínodo. E posso dizer que estamos a caminho de uma pastoral matrimonial mais profunda. O cardeal Guarantino disse ao meu antecessor que a metade dos matrimônios é nula. Porque as pessoas se casam sem maturidade ou porque socialmente devem se casar. Isso também entra na Pastoral do Matrimônio.”

    ESSE PROBLEMA NÃO TEM QUE SER ESTUDADO POIS A DISCIPLINA BIMILENAR DA IGREJA É CLARA, NÃO EXISTEM DISCUSSÕES POSSÍVEIS SOBRE O ASSUNTO CASO SEJA DISCUTIR A COMUNHÃO PARA OS QUE VIVEM EM ADULTÉRIO – ESSA É A PALAVRA VERDADEIRA.E SE METADE DOS MATRIMÔNIOS FOR NULO POR QUE AS PESSOAS SE CASAM POR QUE SOCIALMENTE DEVEM SE CASAR NO PASSADO NENHUM FOI LEGÍTIMO.ALEGAR A IMATURIDADE É DESASTROSO , POIS DENTRO DESSE CONCEITO VAGO TUDO PODERÁ ENTRAR.OU SEJA NA PRÁTICA SE INSTITUIRÁ UMA ESPÉCIE DE DIVÓRCIO SE TAIS CONDIÇÕES PASSAREM A VALER COMO NULIFICANTES.

  16. Antônio Ramos (comentário 29 julho, 2013 às 3:09 pm): faço minhas as suas palavras. Passei precisamente pela mesma situação sua. É triste olhar para trás e, da forma como está, é assustador olhar para frente. Preparemo-nos para o martírio. Também vou comprar o livro que você referiu.

  17. Francisco é fruto da árvore plantada(CVII) por ratzinger. O que vcs queriam? Um Cristero? Um Templário?
    Poderia ter sido MUITO pior.

  18. _” Não sei….não sei….não sei..”..Jesus amado, é um Papa falando….
    Deus nos ajude., Deus o ajude a combater todo o mal com tenacidade e com a coragem de Pedro, entendo porque ele pede tantas orações,parece que está perdido , que ainda não caiu a ficha.Não sou ninguém para julgar ninguém, muito menos quem o Espírito Santo escolheu para missão tão grandiosa mas neste andar da carruagem os inocentes, os indefesos bebês não terão chance de nascer e todos nós teremos que arcar com as consequencias, muito triste.Será que as pessoas não percebem o que nos aguarda?

  19. Sugiro que rezemos muito, com sinceridade e humildade no coração e ajudar todas as pessoas que conhecemos a se voltarem para Deus em oração, para que o Espírito Santo de Deus ilumine e dê coragem ao Santo Padre (e a todos os nossos pastores da Igreja Católica) para repetir as palavras de Jesus e os Dez Mandamentos DO JEITO QUE ESTÃO NA BÍBLIA, sem procurar amaciá-las para agradar quem quer que seja. “Convém agradar a Deus e não aos homens…”

  20. Concordo com o comentarista Lucas, acima.Existem muitos exemplos de santos que entenderam que, em várias e muitas circunstâncias, o amor a Deus e aos homens exige o combate.Isto posto, lembro que Jesus já lamentou que os filhos das trevas sejam mais argutos que os da Luz.Logo, sem deixar de ter uma guarda avançada de guerreiros, precisamos ser inocentes como as pombas, mas argutos como as serpentes. É preciso que surja um grupo aguerrido, corajoso, humilde, santo, criativo, inteligente, que coordene subgrupos: um subgrupo importantíssimo de guerreiros( uns mais do corpo e ações físicas, outro mais do adequado uso da palavra), outro importantíssimo de orações e penitências, outro litúrgico, outros científicos, filosóficos, “agitadores sociais”e ideológicos”, outros demolidores de grupos e ideias adversários, tanto por métodos diretos de diálogo e polêmica quanto por outros indiretos, hábeis, quase diria “santamente maliciosos”.Levantar enorme rede de recuros financeiros e de colaboradores é necessário e possível.Pois quem colocou a cumieira do Universo sabe como inspirarmos para obras menores, se bem que muito importantes, urgentes e necessárias.

  21. Um exemplo de como os pronunciamentos do Papa são diplomáticos: “Aqui também está a inveja do Demônio, através da qual entrou o pecado no mundo, que de modo arteiro pretende destruir a imagem de Deus: homem e mulher receber o mandato de crescer, multiplicar-se e dominar a terra. Não sejamos ingênuos: não se trata de uma simples luta política. É a pretensão destrutiva ao plano de Deus. Não se trata de um mero projeto legislativo (este é meramente o instrumento), mas de uma “movida” do pai da mentira que pretende confundir e enganar os filhos de Deus” – http://noticias.terra.com.br/mundo/europa/renuncia-do-papa/leia-a-carta-do-papa-francisco-sobre-o-casamento-homossexual-na-argentina,91f7d6030566d310VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html

  22. E por que ele não disse isso aqui, para 3 milhões mais a rede globo ouvirem, Sergio Menezes?

  23. A CNBB DIZER AO S PADRE FRANCISCO QUE ESTAMOS GOVERNADOS POR MARXISTAS, SERÁ, TERIA CORAGEM?
    TERIA UMA IMPRESSÃO….
    Que o S Padre Francisco não abordou a questão do aborto e do gayzismo em particular de forma mais contundente por os bispos daqui da CNBB, – quem sabe se tiverem sido seus instrutores dos problemas da Igreja no Brasil os da suposta banda vermelha e de tudo que se correlaciona a ela – talvez por isso não tivesse mais apertado o cerco em cima.
    Se acaso existir fundamento essa conjectura, ficaria para ele difícil advinhar até possível conluio da CNBB com marxistas e facilitar a ponto de hoje estarmos SOB AS PATAS DOS MARXISTAS E ELA CALADIIIIIIIIINHA…
    se assim fosse, a CNBB estaria atentando contra ela, dando o braço a torcer e seria culpabilizada de tudo que assola o Brasil moral-ético…
    Seria isso?

  24. Paulo, Fracisco não vive em Marte. Você acredita mesmo que Francisco sendo argentino, não sabe que a America Latina é dominada pela marxista Teologia da Libertação?