Dom Fellay: “Damos graças a Deus por havermos sido preservados de qualquer gênero de acordo no ano passado”.

Traduzido do original francês por Carlos Wolkartt

Durante o congresso da Angelus Press, realizado nos dias 11 e 12 de outubro de 2013, Mons. Bernard Fellay, Superior Geral da Fraternidade São Pio X, deu uma conferência e um sermão dominical. Nesta ocasião, falou da situação da Igreja e do Papa Francisco. No portal Catholic Family News, John Vennari fez um resumo destas interversões sob o seguinte título: “Mons. Fellay fala do Papa Francisco: «Temos diante de nós um verdadeiro modernista!»”. Apresentamos a seguir a tradução em português desta síntese da conferência de 12 de outubro, cuja gravação integral está disponível em inglês no site DICI.

Mgr-FellayMons. Bernard Fellay alertou, em 12 de outubro: “A situação da Igreja é uma verdadeira catástrofe, e o atual Papa faz que seu estado seja dez mil vezes pior”. Declarou isto em uma alocução durante o Congresso da Angelus Press, que aconteceu nos dias 11 e 12 de outubro passado, em Kansas City.

Mons. Fellay, Superior Geral da Fraternidade São Pio X, deu uma longa conferência sábado à tarde, dedicada ao Terceiro Segredo de Fátima e à profecia que parece encontrar-se nele, relativa a um castigo material e uma grande crise na Igreja.

Nosso sumário retomará alguns dos aspectos mais importantes de sua conferência de sábado, dia 12.

Monsenhor Fellay citou detalhadamente a Irmã Lúcia, os que leram o Terceiro Segredo e os que o conheceram. Observou que Irmã Lúcia havia dito que se quiséssemos conhecer o conteúdo do Terceiro Segredo, bastava ler os capítulos 8 a 13 do Apocalipse.

A referência de Irmã Lúcia aos capítulos 8 a 13 do Apocalipse causa calafrios de uma maneira particular, pois o final do capítulo 13 fala da vinda do Anticristo.

Mons. Fellay recordou que o Papa São Pio X havia dito, nos primeiros anos de seu pontificado, que o “filho da perdição” já podia estar sobre a terra. Notou também que a oração original do Papa Leão XIII a São Miguel menciona que Satanás procura estabelecer sua sé em Roma.

O Superior Geral citou o Cardeal Luigi Ciapi, teólogo de todos os papas desde Pio XII até João Paulo II, que disse: “No Terceiro Segredo lemos, entre outras coisas, que a grande apostasia na Igreja começa pela cúpula”.

Comentou também a famosa e espetacular entrevista do Padre Fuentes com Irmã Lúcia em 1957, durante a qual ela reafirmou que “as diversas nações desaparecerão da face da terra”, e que “o diabo fará o possível para vencer as almas consagradas a Deus”.

Uma vez que esta confusão e desordem afetam os ministros de Deus, os fiéis estão abandonados a si mesmos quanto à sua salvação. A ajuda que normalmente deve ser proporcionada pelos eclesiásticos não existe. É “a maior tragédia que se pode imaginar para a Igreja”.

Os tempos são muito graves. Devemos realmente preocupar-nos com nossa salvação “e, para alcançá-la, estamos privados de um elemento muito importante, que é o apoio das autoridades [da Igreja]. Que tragédia!”.

Falou das palavras reconfortantes de Irmã Lúcia, que dizia que Deus nos deu os dois últimos remédios: o Santo Rosário e a devoção ao Coração Imaculado.

Roma e a Fraternidade São Pio X

Mons. Fellay aludiu à difícil situação de 2012, quando das relações entre a Fraternidade São Pio X e o Vaticano: “Quando vemos o que acontece agora [com o Papa Francisco], damos graças a Deus, damos graças a Deus por havermos sido preservados de qualquer gênero de acordo no ano passado. Podemos dizer que um dos frutos da cruzada [do Rosário] que fizemos foi a preservação de semelhante desgraça. Graças a Deus. Certamente, não se trata de que nós não queiramos ser católicos; queremos ser católicos e somos católicos, temos o direito de sermos reconhecidos como católicos. Porém, não vamos arriscar nossos tesouros por isso. Claro que não”.

Prosseguiu: “Como imaginar que algumas pessoas continuem pretendendo que tenhamos a intenção de alcançar um acordo com Roma! Coitados! Faço-lhes um desafio: que me provem! Alegam que penso diferente do que faço. Não estão em minha cabeça”.

Sobre as discussões com Roma: “Qualquer gênero de procedimento que visa um reconhecimento terminou quando as autoridades romanas me entregaram o documento de 13 de junho de 2012 para assinar. Nesse dia, disse-lhes: «Não posso aceitar este documento». Disse-lhes desde o começo, em setembro do ano anterior, que não podíamos aceitar aquela «hermenêutica da continuidade», uma vez que não é verdade, não corresponde com a realidade. Vai de encontro à realidade. Por isso, não a aceitamos. O Concílio não está em continuidade com a Tradição. É assim. Então, quando o Papa Bento XVI pediu que reconhecêssemos que o Concílio é parte integrante da Tradição, dissemos: «Desculpe, mas não é assim, portanto não vamos assinar. Não vamos reconhecer isso».

“O mesmo em relação à missa. Querem que reconheçamos não só que a [nova] missa é válida com a condição de que seja celebrada corretamente etc., mas também que é lícita. Eu lhes disse: não usamos esta palavra. É um pouco confusa. Nossos fiéis já estão um pouco confundidos em relação à sua validade, por isso lhes dissemos: «A missa nova é má, é má. Ponto final!». Provavelmente as autoridades romanas não estavam muito contentes”.

Acrescentou: “Mesmo assim, jamais foi nossa intenção pretender que o Concílio seja considerado como bom, ou que a missa nova seja «legítima».

“O texto [de 15 de abril de 2012] que apresentamos a Roma era, digamos, um texto delicado que devia ser bem compreendido, devia ser lido à luz de um grande princípio que o dirigia por completo. Esse grande princípio não era nada novo na Igreja: «o Espírito Santo não foi prometido aos sucessores de S. Pedro para que estes, sob Sua revelação, pregassem uma nova doutrina, mas para que, com a Sua assistência, conservassem santamente e expusessem fielmente o depósito da fé, ou seja, a revelação herdada dos Apóstolos». É um extrato da definição da infalibilidade [definida pelo Vaticano I]. Este era o princípio, a base de todo o documento, o qual exclui desde o início qualquer gênero de novidade.

“Deste modo, tomar qualquer proposição do texto excluindo este princípio corresponde a tomar frases que nunca foram nosso pensamento nem nossa vida. Estas frases, em si mesmas, são ambíguas, e por esta razão, a fim de dissipar essa ambiguidade, queríamos introduzir este princípio. Lamentavelmente, talvez era demasiado sutil e por isso retiramos esse texto, porque tal como estava escrito não era suficientemente claro.

“Por conseguinte, está muito claro que nosso princípio continua sendo o mesmo: permanecer fiéis! Recebemos um tesouro. Este tesouro não nos ‘pertence’. Recebemo-lo e devemos entregá-lo à próxima geração. O que nos é pedido é a fidelidade. Não temos o direito de pôr em perigo estes tesouros. São tesouros que temos em nossas mãos e não vamos pô-los em perigos”.

O Papa Francisco

Depois, Mons. Fellay voltou a falar da declaração de Irmã Lúcia, em 1957, recordando que o Rosário e a devoção ao Coração Imaculado são os dois últimos remédios entregues por Deus à humanidade.

Explicou que “seguramente, um castigo «material» do mundo nos espera. Estamos diante de algo grave. Como? Quando? Não sei. Porém, se reunimos todos os elementos, está claro que Deus está cansado dos pecados cometidos pelo homem”.

Fez alusão neste momento aos pecados que clamam ao céu, como o aborto e os pecados contra a natureza, o qual se referia à “redefinição” contra natureza do matrimônio e dos pecados consequentes. Falou também da perseguição dos cristãos que parece aproximar-se.

“Que devemos fazer? Não entrem em pânico, pois o pânico não serve para nada. Vocês devem fazer seu trabalho, seu dever cotidiano. Esta é a melhor maneira de preparar-se”.

Continuou dizendo que atravessamos “tempos muito espantosos”, mas que podemos fazer alguma coisa. Observou que “a situação da Igreja é uma verdadeira catástrofe, e o atual Papa faz que seu estado seja dez mil vezes pior”.

“No início do pontificado de Bento XVI, eu disse: «a crise da Igreja vai continuar, porém o Papa tentará apertar os freios». Em outros termos, a Igreja vai continuar caindo, porém com um paraquedas. E desde o início do atual pontificado [o do Papa Francisco], digo: «ele corta os cordões, e amarra um foguete [orientado para baixo]».”

“Se o atual Papa continuar como começou, vai dividir a Igreja. Então, alguns dirão: «é impossível que seja papa, não o aceitamos». Outros dirão [esta é a posição de Mons. Fellay]: «Esperem, considerem-no como papa, porém não o sigam. Ele provoca cólera. Muita gente vai desanimar por causa de tudo o que se faz na Igreja» e serão tentados a «pendurar a toalha».”

Porém, Deus – recordou ele – é “muito, muito maior que nós. Deus é capaz de permitir à Igreja continuar” e pode agir ainda por meio destes ministros imperfeitos. “Porém, repito, não o sigam. Sigam quando dizem a verdade, porém quando dizem tolices, não os sigam nesses pontos. A obediência, para ser verdadeira, deve ser unida a Deus. Quando dizemos que obedecemos a uma pessoa, ela deve ser um «espelho de Deus». Mas, quando o espelho me diz o contrário do que Deus diz, já não é espelho e então não o sigo mais”.

Mons. Fellay notou que não podemos obedecer simples e cegamente aos atuais Papas, pois isto seria o mesmo que destruir-nos, seria pôr nossa fé em perigo.

Recorrendo à Irmã Lúcia e aos Papas Leão XIII e São Pio X, Mons. Fellay advertiu com mais força ainda que “talvez estejamos entrando no tempo do Anticristo, mas não podemos conhecer com precisão o lugar, nem dentro de quanto tempo isto possa suceder”.

* * *

Extratos do sermão de Mons. Fellay em Kansas City, em 13 de outubro de 2013

Apresentamos a seguir os extratos mais importantes do sermão dado por Mons. Bernard Fellay, Superior Geral da Fraternidade São Pio X, durante a Missa pontifical celebrada domingo, 13 de outubro, na igreja de São Vicente de Paulo, em Kansas City, durante o Congresso da Angelus Press.

A gravação completa deste sermão está disponível em inglês no site DICI.

Mons. Fellay desenvolveu certos pontos relativos à Fátima, ao segredo, às relações entre a Fraternidade e Roma em 2012, e depois mencionou alguns dos numerosos problemas relacionados com o Papa Francisco.

“Desde o começo”, disse, “temos a impressão de que algo está errado com este papa. Desde o início quis distinguir-se, ser diferente dos demais”.

 “Devemos observar”, declarou Mons. Fellay, “qual é sua visão da Igreja, sua visão do Concílio, e quais são suas perspectivas”.

No momento das Jornadas mundiais da juventude, até fins de julho deste ano, Francisco iniciou uma série impressionante de discussões, entrevistas, chamadas telefônicas etc. “Por ora, não podemos ter uma ideia precisa, mas temos com o que aterrorizar-nos”.

Declarações contraditórias do Papa

Como é característico do modernista, sobre o qual São Pio X nos avisa na Pascendi, o modernista falará às vezes de forma herética, e depois de maneira ortodoxa. Mons. Fellay deu um exemplo de uma dessas contradições. Mencionou a entrevista de início de outubro que o Papa concedeu ao jornalista ateu Eugenio Scalfari, no diário romano La Repubblica. Francisco parece promover ali um perigoso relativismo

Scalfari: Santidade, existe uma visão única do Bem? E quem a estabelece?

Papa Francisco: Cada um de nós tem uma visão do Bem e do Mal. Temos que encorajar as pessoas a proceder de acordo com o que elas pensam ser o Bem.

Scalfari: Santidade, o senhor escreveu isso em sua carta para mim. A consciência é autônoma, o senhor disse, e todos devem obedecer a sua consciência. Creio que esta seja uma das palavras mais corajosas ditas por um Papa.

Papa Francisco: E repito aqui. Cada um tem sua própria ideia do Bem e do Mal e deve escolher seguir o Bem e combater o Mal como concebe. Isso bastaria para melhorar o mundo.

Muito emocionado, Mons. Fellay comentou sobre a resposta do Papa: “Isto não é nada católico! Porque o que penso não tem nenhum valor se não corresponde com a realidade. A primeira realidade é Deus!… Deus é a única bondade e a referência para tudo o que é bom!…”.

Temos uma consciência, porém só nos dirigimos ao céu se nossa consciência é um espelho de Deus. A consciência deve ser formada segundo a lei de Deus. “Por conseguinte”, disse, “afirmar que cada um pode seguir suas próprias ideias é uma loucura. Não está em nada de acordo com o ensinamento católico. É um relativismo absoluto”.

Entretanto, alguns dias depois, o Papa Francisco falou da necessidade de combater o diabo, da batalha final contra o diabo, que ninguém pode lutar pela metade contra o demônio e que devemos combater o relativismo.

“Francisco declarou o contrário do que disse ao La Repubblica”.

Qual é a visão do Papa Francisco sobre o Vaticano II?

Mons. Fellay afirma que o Papa Francisco “está convencido de que o Concílio foi um êxito completo. Qual era a finalidade principal do Concílio? Reler a fé à luz da cultura moderna”. Poderíamos dizer: “Encarnar o Evangelho no mundo moderno”. Francisco “se alegra muito disso…” e estima que “o Concílio deu muitos bons frutos. O primeiro exemplo que proporciona é a liturgia – a liturgia reformada. É o belo fruto do Concílio. É isso que ele disse. E está muito satisfeito disso”.

Francisco afirma que “aquela releitura do Evangelho na cultura moderna é irreversível, e por isso não vamos voltar atrás. Como querem que estejamos de acordo com ele? Estamos diante de um combate maior”.

O Papa Francisco e a Missa

Em relação à liturgia e à Missa antiga, Francisco fala do “Vetus Ordo” (a antiga ordem). Aprecia que Bento provavelmente tenha contribuído para restaurar a Missa antiga, como uma medida prudencial para aqueles que ainda estão aficionados a ela. “Porém, não esperem que Francisco volte à Missa antiga. Talvez permita que seja celebrada em paz. Só Deus sabe”.

Porém, Francisco “vê que há um problema com esta Missa antiga. Porque há gente que ideologiza esta Missa. Adivinhem a quem ele se refere… não é necessário falar. Então, o que será de nós?…”. O que vejo, é que nele há uma obsessão por quem se orienta ao passado. Escutem as palavras do Papa:

Papa Francisco (em sua entrevista com os jesuítas):

“O que considero preocupante é o perigo da ideologização, da instrumentalização do Vetus Ordo… Um cristão restauracionista, legalista, que quer tudo claro e seguro, não vai encontrar nada. A tradição e a memória do passado têm que nos ajudar a reunir o valor necessário para abrir novos espaços a Deus. Aquele que hoje busca sempre soluções disciplinares, que tem a «segurança» doutrinal de modo exagerado, que busca obstinadamente recuperar o passado perdido, possui uma visão estática e não evolutiva. E assim, a fé se converte em uma ideologia entre tantas outras. Por minha parte, tenho uma certeza dogmática: Deus está na vida de toda pessoa”.

Mons. Fellay prossegue: “A impressão que temos do atual Papa, é que lhe agradam as expressões mitigadas, aproximadas: quer a todo custo evitar o que é demasiado claro e certo. Porém, a fé é assim, porque Deus é assim. Mas não é o que ele pensa”.

Outra citação inquietante do Papa Francisco (na entrevista com os jesuítas):

“Se uma pessoa diz que encontrou Deus com total certeza e sem margem a qualquer dúvida, algo está errado. Eu tenho isto como uma importante chave. Se alguém tem respostas a todas as perguntas, estamos diante de uma prova de que Deus não está com esta pessoa. Quer dizer que é um falso profeta que usa a religião para o bem próprio. Os grandes guias do povo de Deus, como Moisés, sempre deram espaço à dúvida”.

Como resposta, Mons. Fellay exclama: “Qual é seu Evangelho, então? Que Bíblia tem para dizer semelhantes coisas? É espantoso. O que tem a ver com o Evangelho? Com a fé católica? É puro modernismo, queridos fiéis. Estamos diante de um verdadeiro modernista…”.

“Quanto tempo será necessário para que as pessoas investidas de autoridade na Igreja se levantem e digam: «Não podemos aceitar [este novo ensinamento]!»? Espero que isso aconteça, e rezo por esta intenção. Porém, isto significa que haverá uma imensa divisão na Igreja”.

Francisco nos diz também que é um grande admirador do cardeal jesuíta ultraliberal Martini (já falecido). Martini escreveu um livro convocando uma revolução total na Igreja. “É isto o que quer Francisco. E disse que os oito cardeais que elegeu para ajudar-lhe a reformar a Igreja pensam como ele!”.

Mencionando como último exemplo o ecumenismo, Mons. Fellay disse que o Papa Francisco sustenta que “muitas poucas coisas foram feitas neste sentido”. É incrível, admira o Superior da Fraternidade, uma vez que o ecumenismo originou uma catástrofe indizível na Igreja, levando as nações cristãs à apostasia. “Entretanto, o atual Papa disse que «muito pouco, quase nada se fez neste sentido»… e acrescenta: «porém, tenho a humildade e a ambição de fazer algo!»”.

Aferrar-se à Tradição e ao Rosário!

Como conclusão, Mons. Fellay declarou: “O mistério do eclipse da Igreja nunca foi maior. Apresentam-se para nós momentos duríssimos. Não podemos iludir-nos. Está claro que a única solução é manter fortemente o que temos, conservá-lo, não deixar que se perca de nenhuma maneira…

“O Papa São Pio X disse que a essência de todo católico é aferrar-se firmemente ao passado, e que neste sentido todo católico é tradicional. O atual Papa disse exatamente o contrário: «Esqueçam-se do passado, marchem em direção à incerteza do futuro… ».

“Certamente, necessitamos do Coração Imaculado de Maria. Estamos vivendo o Segredo de Fátima. Sabemos o que devemos fazer: rezar, rezar, rezar e fazer penitência, penitência, penitência. Rogar ao Coração Imaculado de Maria, meio que nos foi dado precisamente para estes momentos difíceis… e rezar o rosário”.

“Podem estar seguros”, disse Mons. Fellay, “que se aproxima uma nova Cruzada do Rosário. Voltemo-nos para o Rosário. Rezemo-lo todos os dias. Vivemos em uma época muito perigosa para a fé, e precisamos desta proteção celestial que nos foi prometida e outorgada. A nós, corresponde usá-la! Devemos avançar na intimidade com a Virgem Maria e com Deus”.

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Fontes

DICI. Compte-rendu de la conférence de Mgr Fellay lors du congrès de l’Angelus Press, aux Etats-Unishttp://goo.gl/t8Vrve.

DICI. Extraits du sermon de Mgr Fellay à Kansas City, le 13 octobre 2013:http://goo.gl/864qcX.

57 Comentários to “Dom Fellay: “Damos graças a Deus por havermos sido preservados de qualquer gênero de acordo no ano passado”.”

  1. A quem puder, vale a pena ouvir toda a conferência em inglês. Está disponível no site sspx.org, é possível baixar os arquivos de áudio.

  2. Deus existe , viva a FSSPX , Bastião da fé !!

  3. Parabéns! Parece que exorcizaram os demônios que o incitavam à apostasia!
    Chega de vacilos!

  4. Senti até um frio na espinha, tamanha a veracidade do que disse Mons. Fellay.

  5. Déo Grátias pela FSSPX! E por Dom Fellay!

  6. “Como todos os fautores de heresia e de cisma, gabam-se eles falsamente de ter conservado a antiga fé católica, enquanto que subvertem o próprio fundamento principal da fé e da doutrina católica. Eles bem reconhecem na ESCRITURA e na TRADIÇÃO a fonte da Revelação divina; mas recusam-se a escutar o MAGISTÉRIO SEMPRE VIVO DA IGREJA(…)” (Papa PIO IX, Carta Inter Gravissimas, 28 de outubro de 1870, à assembleia episcopal de Fulda; E.P.S. E. 374-375).

    • O conceito de “Magistério vivo” não pode estar em contradição com a Escritura e com a Tradição. Qualquer ação ou interpretação que desafine a harmonia entre estas três fontes tem um grave problema. Portanto, não é resposta para tudo.

    • Prezado Wagner,

      Citar qualquer passagem fora do seu contexto não é correto; evidencia que, dentre outras coisas, vc desconhece (ou maliciosamente não segue) um princípio elementar de hermenêutica que lhe veta este uso. Na citação que vc aduz, Pio IX está indicando o que fazem os fautores de heresia, isto é, os fautores de *novidade*. Pois, em matéria de doutrina, tudo é muito antigo na Igreja; é antiguíssimo uma vez a Revelação terminou com a morte do último Apóstolo. Nada é novo na Igreja, nada pode ser propriamente novo na Igreja… Estamos (quase) todos cansados de saber que a Igreja é mera depositária da Revelação; a Igreja não é dona da Revelação. Os Papas e os bispos não são donos da Revelação, eles nem têm o poder de acrescentar ou tirar uma vírgula sequer, um iota, àquilo que foi revelado por Deus e consta no depósito da fé.

      Note, por isso mesmo, que uma das garantias da autenticidade de uma doutrina é, justamente, sua universalidade, aliada à *antiguidade* e unanimidade de uso na vida Igreja: um *antigo* adágio, muito citado aliás, resume isso: “quod ubique, quod semper, quod ab omnibus creditum est”.

      Os católicos (tradicionalistas), que continuam a fazer o que a Igreja sempre fez (em máteria de doutrina, culto e disciplina), são ímplicita e falsamente comparados, por vc, com os hereges. Ora, os hereges quase sempre fizeram o seguinte: buscar, no passado, algo que lhes justificasse a depravação doutrinal. É dessa maracutaia que fala Pio IX. Eu que disse que eles ‘quase sempre’ buscaram no passado, pois, se é lícito dizer, os hereges de hoje, sendo muito mais depravados e descarados que os anteriores, não têm vergonha alguma de propor novidades gritantes, ou melhor, zurrantes (se é que isto existe em Português), sem a mínima vontade de reivindicar-lhes alguma antiguidade, nem que fosse a de um mês apenas.

      Não é o zurro a voz(?) dos asnos?

    • Meu caro: vc tirou a frase do seu contexto e passou a atribui-la, parece, aos tradicionalistas, como se estes agissem como os hereges. Mas…são os hereges é que gostam de novidade; o que é que os tradi fazem que a Igreja não tenha sempre feito e/ou ensinado? Dê-me um único exemplo, por favor. Em contrapartida, onde vc conseguirá obter apoio para sustentar essas novidades (muito estranhas) apresentados pelos Bispos e mesmo os Papas? E, se não pensam não ensinar nada de novo, como pode haver contradição em tantos pontos?

  7. Digo sempre: dias piores virão e quem viver, verá. Desta barca sem rumo, estou fora, e só aguardando um “sinal” de Deus para sua Igreja, pois não quero ser cúmplice e ficar olhando a baderna que se instalou nas paróquias.

  8. É sempre bom ouvir Dom Fellay ou qualquer outro dos bispos sagrados pelo Monsenhor LeFebvre.

    Gosto de ouvi-los falar, pois eles não tem aquela conversa mole, aquele discurso dúbio, palatável ao mundo moderno, fraco e de meias palavras que se tornou tão habitual na Igreja nos últimos 50 anos.

    É como se tivéssemos um locutor, alguém que vê o que todos deveriam estar vendo e falam o que todo mundo deveria estar falando. E se esse locutor é um bispo, tanto melhor!

    E querem saber?… Que Deus envie logo um castigo à humanidade! Só um castigo para nos livrar de toda esse caos e essa inundação de pecado que tanta angústia têm causado.

    Pior que o castigo, é Deus deixar entregue ao erro, tropeçando em pedras, como nos tem acontecido. E, como diz o Dom Fellay, o estado é ainda mais dramático quando, acrescido ao erro, não podemos contar com as autoridades eclesiásticas.

  9. Trecho do texto:
    Papa Francisco: E repito aqui. Cada um tem sua própria ideia do Bem e do Mal e deve escolher seguir o Bem e combater o Mal como concebe. Isso bastaria para melhorar o mundo.
    Essa frase é o fim do mundo! Relativismo barato!!!!!!!!!!!!!!!!

  10. Rezemos pela FSSPX! Meu sonho ainda é conhecer um dos priorados da FSSPX instalados no Brasil, talvez algum dia realize, ou não, Deus é quem sabe…

  11. Wagner, Wagner, Wagner,

    “Como todos os fautores de heresia e de cisma, gabam-se eles falsamente de ter conservado a antiga fé católica, enquanto que subvertem o próprio fundamento principal da fé e da doutrina católica. Eles bem reconhecem na ESCRITURA e na TRADIÇÃO a fonte da Revelação divina; mas recusam-se a escutar o MAGISTÉRIO SEMPRE VIVO DA IGREJA(…)” (Papa PIO IX, Carta Inter Gravissimas, 28 de outubro de 1870, à assembleia episcopal de Fulda; E.P.S. E. 374-375).

    Você se não teve a honestidade de dizer que “os fautores de heresia e de cisma que se gabam de terem conservado a antiga fé católica” que Pio IX menciona são os vetero-católicos. Que surgiram durante o Concílio Vaticano I (Primeiro 1869/1871) que não aceitavam o dogma da infalibilidade.

    Honestidade no argumento é virtude, manipulá-lo é pecado mortal, e seu rosto nem deve se ruborizar de vergonha por mentir em público.

    Por isso odeio debates na internet. Sempre aparece alguém para manipular informação. Olhe no espelho Wagner e se envergonhe.

    Nunca usei palavras fortes aqui nos comentários, mas me permitam uma vez:

    Eu tenho os dois volumes dos Enseignements Pontificaux (Ensinamentos Pontifícios) reunidos e traduzidos por Monges de Solesmes que prova sua mentira no argumento querendo atribuí-lo aos tradicionalistas, adoraria esfregá-lo na sua cara mentirosa!

  12. Se a FSSPX tivesse assinado o preâmbulo, teria se ferrado.

  13. Perdão por ter me exaltado no comentário último que fiz, não justifica, mas tem hora que preciso desopilar o fígado por ver repetidos ad nauseam todo tipo de argumentos falastrões.

  14. Eduardo Gregoriano,

    O Wagner usou a mesma metodologia protestante. Eu, às vezes me exalto e o Ferretti me policia com razão.

  15. Eduardo, Eduardo, Eduardo

    Não entendi seu arroubo… É lógico que Pio IX não estava se referindo à SSPX, não? Precisava escrever isso???? Existia SSPX durante o pontificado de Pio IX?

    De qualquer modo, as palavras de Pio IX referem-se a todos aqueles que se encaixam na descrição que ele faz.

    Se a carapuça lhe serviu, melhor refletir (também no espelho se as orelhas permitirem)..

    Ah… mentiroso é vovozinha, ok?

    • (…)De qualquer modo, as palavras de Pio IX referem-se a todos aqueles que se encaixam na descrição que ele faz. (…)

      1) Com que autoridade você conclui que a citação de Pio IX pode ser considerada à FSSPX?

      2) Quem endossa sua conclusão? Cite-as.

  16. Eis uma verdade inegável: a FSSPX é uma bênção para a Igreja, mantém com dignidade e pureza toda a Tradição e disciplina católicas. Confesso que se houvesse alguma capela onde se ministrasse os sacramentos de acordo com a Fé Católica Verdadeira sob responsabilidade da FSSPX em minha cidade, era só lá onde eu iria, porque chego a duvidar da comunhão do padre da minha paróquia até com o mais liberal dos textos do Vaticano II. A FSSPX é um bastião da catolicidade neste mundo e Igreja tão desorientados pelo inimigo: isto com honestidade ninguém irá negar!

    Mas a FSSPX abandonou à própria sorte a Igreja mesmo nesta situação calamitosa em que – falando alegoricamente – a Barca de Pedro se encontra sem as coordenadas dadas por Cristo estarem sendo seguidas? Já que o Papa Francisco está fazendo estragos na Fé de modo que só sendo muito alienado para não perceber tal fato e como lastimavelmente nenhum prelado em comunhão reconhecida com Roma diz nada sobre isso, podia agora, se tivesse feito o acordo com Bento XVI, a FSSPX criticar as posturas não católicas do atual Papa e poder também, com o prestígio de estar unida a Pedro, fazer ouvir todos os católicos verdadeiros uma voz que os represente e os conforte neste mar de tristezas e inseguranças com relação à nossa Igreja no qual todos estamos.

    Parecia bom o acordo que Bento XVI propôs. Era melhor aceitar pelo menos o CVII seguido de maneira católica como nosso Papa Emérito seguia magistralmente e continuar a Fraternidade com seu belo trabalho católico tradicional de Dom Lefebvre, do que deixar a Igreja sem um bastião, uma fortaleza segura, como é a Fé Católica em sua pureza e sem nenhuma voz altiva que dê um basta nos abusos modernistas!

    O CVII tem graves problemas de continuidade, mas pode ser seguido tradicionalmente levando ao mundo a Igreja Verdadeira do mesmo jeito que o seguem os modernistas levando a apostasia ao mesmo mundo, que o concílio também não promove. O concílio não promove a ortodoxia, seria muita ingenuidade minha achar isso, mas também não incita a revolução como os modernistas fazem parecer. Podia a FSSPX cobrar uma aplicação tradicional do concílio, como Bento XVI, e assim o empenho deste grande Papa não teria sido em vão como o Papa Francisco aparenta fazer por onde seja. Também muitas pessoas não se aproximam da FSSPX porque têm medo de parecerem estar em cisma. Era para se pensar também nestes outros católicos, pois em minha região e em muitas outras a Fé Católica está dilacerada e agora parece que não tem solução senão por muitos milagres vindos do Alto.

  17. Somos pela Obediência sega e sem limites, incondicional, nem pelos dogmas, etc. Ora, Dom Fellay está exigindo para a validade da obediência o mesmo que Jansênio exigia para a validade dos sacramentos:” A obediência, para ser verdadeira, deve ser unida a Deus. Quando dizemos que obedecemos a uma pessoa, ela deve ser um «espelho de Deus». Mas, quando o espelho me diz o contrário do que Deus diz, já não é espelho e então não o sigo mais”. Quais conclusões lógicas tirar dessa proposição? Mais do que ver se alguém é ou não espelho de Deus, devemos nós ser imagens vivas de Jesus Cristo. Ora, Jesus Cristo foi obediente, e obediente até à morte de Cruz. Jesus morreu na Cruz porque OBEDECEU. Obedeceu não à espelhos de Deus, mas à espelhos do Diabo, porque eram verdadeiramente maus todos aqueles á quem Jesus verdadeiramente se submeteu. Portanto, não devemos temer a Obediência. O Papa Francisco é Imagem Perfeita do Coração de Jesus na terra, é um devoto verdadeiro do Imaculado Coração de Maria, pois é um Papa que AMA, isto é, que tem e pratica a CARIDADE, por favor, prestem atenção ao que ele diz e não sejam jansenistas.

    • Embora eu ache que a FSSPX deveria ter feito o acordo com Roma, para poder justamente se posicionar contra impiedades como estas do mundo atual com a dignidade de estar plena e legalmente em comunhão com Roma de São Pedro; o que Dom Fellay disse não é nenhuma mentira, ao contrário das inverdades sobre o Papa Francisco que você escreveu. Não há como negar, ele é um modernista, que permite com suas omissões e até maus ensinamentos que pessoas vivam subordinadas aos mandamentos das modas, mesmo que sejam contrários aos de Deus. Ele já deixou isso muito claro, portanto se desiluda porque obedecer ao pensamento de Francisco sobre o bem, o mal e a consciência é desobedecer deliberadamente Deus, ir contra tudo que a consciência, voz de Deus, realmente diz.

      O Papa é Pedro, a pedra na qual a Igreja está alicerçada, que é por Cristo. Simão deixou de existir depois que se converteu, passando a ser assim Pedro, Cefas, por graça e revelação do próprio Cristo. Da mesma sorte, Francisco deveria ter deixado de ser Jorge Mario Bergoglio – o ecumenista que às vezes, mas graves vezes, punha de lado a Fé Católica para não incomodar os infiéis –, para ser Papa, Pedro, Cefas, Pedra que sustenta a Igreja visível, sob o nome de Francisco, mas sempre Pedro, fiel e maior defensor das promessas e certezas que o Senhor Jesus revelou e assim confortar todos os irmãos.

      Levar a verdade e a paz de Cristo a um mundo tão contra sua natureza, contra o desígnio de Deus, como hoje está o mundo em que vivemos, é uma prova de caridade muito maior que por exemplo se desfazer dos símbolos da Igreja e que muito mais grave ainda prescindir da verdade de Deus.

      Reze pelo Papa, para que se converta como Pedro, e reze pela Igreja toda, pois isto é uma caridade que você pode fazer!

    • caro gerson, como o sr. sabe que ele ama, o sr. ja conviveu com ele?pode ser lobby falso, criado pela midia , e pelos progreessistas.engracado nos dias de hoje se fala tanto em amor,para la e para ca, na igreja e fora, e nunca vi tanto desamor, em especial em torno de jesus eucaristico, que nos dias de hoje e tratado com tanta indiferanca e desprezo.engracado, que nos dias de hoje quando o diabo, quer enganar, ele usa tanto o amor, e so olhar para o chico xavier, que em nome do amor promoveu a mentira. engracado, ja vi tantos padres e bispos, que era amor para ca, amor para la, so falavam em amor, mas sempre negava alguns apectos de nossa fe, sempre ansiosos em agradar o mundo, na verdade o que eles amam muito eo viver bem e uma conta bancaria bem gorda. quanto ao d.fellay, e a fsspx, eu acho que eles deveriam ter aceitado uma posicao canonica na igreja, era melhor para eles e para igreja, daqui um tempo vai prescisar sagra mais bispos, como eles vao se comportar? outra, como se faz a validade do sacramento da confissao, se presisa da autorizacao do ordinario local? e o estado de nescessidade, quem julgara? concordo plenamente com a entrevista de d.fellay, mas ela tinha que ter aceitado a proposta de roma.

    • “Jesus morreu na Cruz porque OBEDECEU. Obedeceu não à espelhos de Deus, mas à espelhos do Diabo, porque eram verdadeiramente maus todos aqueles á quem Jesus verdadeiramente se submeteu.”

      Jesus Cristo se entregou como Sacrifício em obediência a Deus Pai. Ele não morreu porque devia obediência a seus algozes.

      Vendo isto, os discípulos perguntaram: “Senhor, e se os feríssimos à espada?”. Sem esperar a resposta, Simão puxou a espada, feriu Malco, servo do sumo-sacerdote, e cortou-lhe a orelha direita. Jesus disse: “Basta!”. E, dirigindo-se a Pedro, disse: “Coloca a espada na bainha porque quem com o ferro mata, com o ferro será morto. Julgas que eu não poderia pedir a meu Pai e ele não me enviaria mais de doze legiões de anjos? Mas como se cumpririam as Escrituras, que anunciam que assim deve acontecer? Não hei de beber o cálice que o Pai me deu?”

  18. Ora, se a FSSPX não tivesse jeito de levar avante o trabalho que já vinham fazendo com o acordo do ano passado neste ano com o Papa Francisco no poder, agora, se não tivessem conseguido orientar muitas pessoas, voltava para o estado de antes, no caso o atual, de não comunhão com os movimentos modernistas; mas pelo menos teria tentado e acordo quem sairia manchada perante a totalidade dos que usam de honestidade intelectual seria a igreja dos modernistas, não a Igreja Tradicional, que sempre é atacada pelo “fechamento” que aparenta ter perante a mídia, que só faz propaganda contra ela.

    Talvez eu seja bastante ingênuo e inexperiente, e quem quiser me contradizer vá em frente, mas a menos que me persuadam esta é minha opinião: a FSSPX deveria ter feito acordo com Bento XVI. Seria um ato de caridade para com a Igreja que tanto precisa de gente fiel à Tradição!

  19. Agora falta:

    - Fazer um “mea culpa” público, claro e direto.
    - Chamar D. Willianson, padres e leigos dissidentes de volta para a fraternidade.
    - Passar o cargo para outro levando em consideração que sua imagem está manchada.

    Enquanto estes passos não forem seguidos não dá para confiar. Para mim são palavras jogadas no ar. O Cristão ao reconhece o erro deve se emendar objetivamente. A obra de Monsenhor Lefebvre foi gravemente ferida em razão do terrível pastoreio de D. Fellay.

    Particularmente eu acho que o orgulho de D. Fellay vai consolidar a fragmentação da FSSPX e consequentemente seu fim. Deus queira que eu esteja errado!!! Que eu queime a minha língua.

    • Entretanto, os dissidentes tomaram a iniciativa de sair e fundar a sua “FSSPX do B”… não parece ser o caso de pretenderem voltar.

  20. Gerson, eu percebi o seu sentimentalismo modernista ao passar o mouse no seu nome e ver que você tem um site sobre a farsa de Merjugorje.

  21. Por que será que as palavras de Francisco sempre precisam de malabarismos e contorcionismos mentais para se acomodarem ao ensinamento da Igreja, mas as palavras dos bispos tradicionais nunca precisam de todo esse esforço?

    Sempre que o Papa abre a boca, aparecem dezenas para explicar o que ele disse. “Não foi bem isso que ele quis dizer, ele não contradisse o ensinamento perene, o que ele quis dizer é…”, e prosseguem para traduzir os pronunciamentos papais.

    O que Dom Fellay falou, por outro lado, não precisou de ajeitamentos.

    Por que será que o que o Papa fala sempre agrada aos inimigos da Igreja? Perdi a conta de quantos modernistas vi se deleitando nos últimos pronunciamentos de Francisco. Dizem-nos que eles entenderam errado as palavras do Papa.

    Mas sempre que os tradicionais falam, por outro lado, os inimigos ficam com raiva. Já vi meio mundo insultar Dom Fellay de reacionário, contrário ao progresso, atrasado, antiquado, interesseiro, etc. E são sempre os modernistas, os agnósticos, os marxistas, os carismáticos, etc.

    E aí? Como explicar esses fatos?

    Para mim a explicação é bem simples: quem está certo e do lado de Nosso Senhor são os tradicionais.

  22. Wagner,

    Como suponho seja um defensor ferrenho do pós-concílio,
    vou lhe sugerir aqui alguns comentários mais coerentes
    com o que pretende defender:

    1ª Sugestão: “Que liiinddooo”© esses tradicionalistas:
    Enquanto muitos estão aí fora destruindo a natureza
    e matando animais, usando drogas e tudo mais,
    eles estão aqui, falando de Religião”…

    2ª Sugestão: “Vejam quão cristocêntricos e mariocêntricos
    são esses tradicionalistas! Vejam quanta firmeza
    em defender sua convicação daquio que é bem.
    Isso basta para que o mundo seja melhor!”

    3ª Sugestão: “Se os evangélicos são “muito próximos de nós”
    na fé; se o islamismo é bom porque crê no Deus uno;
    se os judeus são nossos irmãos mais velhos na fé;
    se os macumbeiros e ‘voodozeiros’ são muito religiosos;
    se o Budismo e toda sorte de religiões pagãs têm
    seus elementos de santificação;
    e se os cismáticos orientais têm uma bela liturgia*;
    quê dizer dos Tradicionalistas?!?!
    Quanta fé, quanta ortodoxia, quanta convicção!”

    *Obs: e têm mesmo.

  23. Irmãos, confesso que houve um momento, em razão do grande amor e admiração que sinto pelo amado Papa Emérito, que cheguei a me impacientar com a Fraternidade e com as suas recalcitrâncias. Porém, com a retirada do Papa Emérito e a ascenção de Francisco ao Trono de Pedro, vejo com clareza que a Fraternidade está certa, esteve sempre certa, é certíssima em toda a linha, não somente com o bravo D. Fellay, mas ao longo de toda a sua luta, desde D. Marcel Lefebvre. A Fraternidade é a reserva moral do catolicismo atual e a verdadeira guardiã da Tradição. Demos graças ao Senhor nosso Deus por haver inspirado e guardado a Fraternidade ao longo de todos esses anos duríssimos de depredação da Igreja. Uma noite cerrada nos envolve agora, mas quando o sol começar a nascer outra vez, será pelas mãos da Fraternidade que a fé católica haverá de se salvar. Oremos. Confiemos. Nenhum poder humano – nem o Papa – pode mais que Nosso Senhor Jesus Cristo.

  24. Creio na Igreja apesar de Francisco, apesar de Fellay.

  25. Quem tem que fazer MEA CULPA são os divulgadores de boatos sem fundamento. Aqueles que ao invés de juntar os fiéis da Tradição, espalham, porque não conseguem domar a língua e nem frear a maledicência.

  26. Não entendi seu arroubo… É lógico que Pio IX não estava se referindo à SSPX, não? Precisava escrever isso???? Existia SSPX durante o pontificado de Pio IX?

    1 – Fique tranquilo, não vou gastar meu tempo debatendo, este é meu último comentário.

    2 – Você entendeu meu “arroubo” sim senhor. Para posar de culto respondeu que a FSSPX não existia na época de Pio IX (jura?). A questão não é a existência dela ou não na época, a questão é o que você entendeu muito bem: você usou um argumento de época e contexto próprio para imputar falsamente ele aos tradicionalistas.

    Se não notou, não defendi Dom Fellay sobre o que ela falou no texto postado, mas me levantei contra seu argumento falastrão. Ora, por qual motivo você colocaria esse argumento de Pio IX numa postagem sobre a FSSPX se não fosse para imputá-la de herética e cismática? Você pode enganar as almas de sua paróquia, do seu grupo etc, mas não a todos. Nenhum mentiroso é bom mentiroso o tempo todo, uma vez ou outra a desfaçatez se mostra.

    Portanto,

    Sim! Você usou o argumento de Pio IX para atacar os tradicionalistas, e utilizando seu argumento contra você mesmo, é risível ver você dizer que a FSSPX nem existia na época, e com ar de inteligente me questiona sobre isso, mas você mesmo usa o argumento duma época que… adivinha… a FSSPX não existia!

    Você nem faz ideia do que foi o Sínodo de Fulda, apenas o que leu talvez na Wikipedia ou num bloguinho qualquer e quer posar de bom argumentador.

    Mas o que esperar de alguém que numa outra postagem teve, digamos, o arroubo de dizer que em breve os tradicionalistas irão citar Fócio para legitimarem a desobediência ao Papa?

    Agora, se quiser, fale com as paredes, comigo não!

  27. Gerson,

    Cristo foi obediente, sim, às autoridades
    de seu tempo, mas veja que apenas em questões
    seculares em que Ele era a vítima.
    Tanto que chegou a dizer:
    “Se meu Reino fosse desse mundo,
    meus súditos teriam combatido para que não fosse entregue aos judeus.
    Mas meu Reino não é daqui”. [Jo 18, 36].

    A Igreja é o Reino de Cristo neste mundo.
    Nós, os seus súditos, que devemos combater
    e resistir em favor d’Ele, nunca por capricho pessoal.

    Ademais, Cristo realmente se submeteu, repito,
    às autoridades de seu tempo apenas
    em questões SECULARES, quando ele mesmo era a vítima.
    Isso se chama resignação.
    Em questões RELIGIOSAS, ele seguiu ao que era justo.
    Em sua pregação pública (a partir dos 30 anos)
    ele passou a combater diretamente
    os desvios religiosos dos judeus. Veja lá como
    ele tratava os maus Sacerdotes.

  28. Pelo que ando lendo, em breve vai ter gente recitando o Credio assim:
    ‘Creio na FSSPX Una, Santa, Católica e Apostólica’.
    Infelizmente hoje os católicos dividem-se em 2 grupos: EuApoioTudooQueoPapaDiz e EuRejeitoTudooQueoPapaDiz.
    O primeiro grupo justificaria até a tríplice negação do apóstolo Pedro.
    O segundo é capaz de ridicularizar a afirmação mais católica que qualquer papa tenha dito se esta sair de um papa pós CVII.
    Eu, pessoalmente creio na Igreja e humilde e fielmente declaro a minha obediência aos seus legítimos pastores, em tudo o que eles concordarem com a Tradição bimilenar da Igreja.
    Se o papa numa entrevista declarar que apoia o casamente ‘gay’, será um escândalo, mas vai ser Bergóglio que vai estar falando. Da boca de Bergóglio podem sair grandes porcarias.
    Mas quando o papa declara algo de sua cátedra, independente se é Sarto, Paccelli, Montini, Ratzinger ou Bergóglio, é Pedro quem fala. E, neste momento eu sou confirmado na fé por Pedro, meu Supremo Pastor!
    Tem gente preocupada demais com as entrevistas de Bergoglio. Como se uma entrevista dada a um jornalista fosse exigência para infalibilidade.

  29. J. Imbroinise

    Veja, você me acusa de ter tirado a frase do contexto e desvirtuado-a, pois a intenção de Pio IX seria condenar os “fautores de novidades”. Não quero me alongar, mas essa carta – se não me engano – dirigia-se justamente a condenar os véteros católicos que, por sua vez, acusavam a Igreja da época de trazer “novidades” ao corpo dogmático da Igreja. Isto é, o Papa condenava-os por não aceitarem aquilo que eles julgavam não ser a “doutrina de sempre”.

    E, ao que me consta, os véteros até hoje não aceitam os “novos” dogmas definidos nos séculos XIX e XX, pois não os consideram dentro da “tradição ou doutrina de sempre”. É inegável que há semelhanças, ao menos, na aparência.

    • Wagner, os véteros negam um Dogma baseados em interpretações particulares e em desacordo com a História enquanto a Fraternidade se apoia nos ensinamentos da Igreja, como o Syllabus e a Pascendi, hoje ignorados por muitos clérigos envenenados pela “fumaça de Satanás”. Percebe a diferença?

  30. “O fato de que uma pessoa agiu para cumprir as ordens de seu Governo ou de um superior não o livra da responsabilidade sob a lei internacional, desde que uma escolha moral tenha sido possível para ele.”
    Esse princípio pode ser refraseado como segue “Não é aceitável dizer como desculpa ‘Eu só estava segundo ordens dos meus superiores’ – Princípio IV do Julgamento de Nuremberg.

    Essa idéia da obediência cega aos superiores não é aceitável nem nos tribunais dos homens, que dizer no de Deus?, pois crimes horríveis foram cometidos na história da humanidade debaixo dessa desculpa. E têm gente que vem falar esses absurdos aqui como se isso fosse Catolicismo!
    Vocês acham exagero uma tal comparação feita com a obediência devida ao Papa Francisco? quantas crianças já não perderam a vida por causa do seu comentário criminoso de que nós Católicos somos obcecados com o tema do aborto? quantos Católicos do movimento pró-vida desanimaram? quantos passaram a usar as palavras do Papa para justificar o aborto? quantas crianças já não perderam a vida diretamente por causa disso e que poderiam estar vivas se ele tivesse ficado de boca fechada? e isso no mundo inteiro!
    O aborto é o holocausto dos nossos tempos!
    Pode ter certeza de que Deus vai cobrar cada vida ceifada desse Papa “amoroso” por causa de suas infelizes palavras, nem duvidem!
    E vai cobrar a destruição da Igreja de cada um de nós que seguir as heresias dele!
    Quando chegar a hora, dizer que o Papa foi quem mandou e a responsabilidade é dele não vai significar nada para Deus, pois a responsabilidade será nossa que cometemos tais atos.

    Vejamos o que tem a dizer outro Papa sobre esse tema, a não muito tempo atrás:
    Numa entrevista com o jornalista Vittorio Messori, esse perguntou ao Beato João Paulo II se ele não era talvez muito obcecado em sua pregação contra o aborto, o Santo Padre replicou:
    “A legalização da interrupção da gravidez não é outra senão a autorização dada a um adulto, com a aprovação da lei estabelecida, para tirar a vida de crianças não nascidas e assim incapazes de se defender. É difícil imaginar uma situação mais injusta, e é muito difícil falar de obsessão em questões como essas, aonde nós estamos lidando com um imperativo fundamental de toda boa consciência – a defesa do direito de viver de um ser humano inocente e indefeso”

    Quanto a nós, nós temos que fazer o que Dom Fellay falou, obedecer o que estiver certo e desobedecer o que estiver errado, tal exercício vai aumentar muito o nosso discernimento e quem sabe ajudar a arrancar o Papa Francisco das garras do maligno, que o está a “joeirar como trigo”.
    Seria muito bom ter um pastor que nos ensinasse o que é certo, mas não temos! temos que aprender mais e seguir o que Igreja ensinou nesses dois mil anos. Pois a situação vai piorar e muito!
    E não se enganem pois são as nossas almas que estão em jogo aqui! se existem pessoas que postam nesse site e quem algum conhecimento devem postar sem se desanimar, pois muitos irmãos com menos estudo vêm aqui ler essas palavras e eles precisam que lhes sejam ditas essas verdades. No começo eles podem discordar, mas para discordar precisam estudar e aprender a pensar e terminam concordando!
    Quanto aos justificadores do Papa Francisco que se dedicam ao contorcionismo de dizer “ele não disse isso…”, “vocês estão distorcendo as palavras dele…, “…a mídia malvada está torcendo as palavras do Papa…”, “vocês interpretam tudo de forma negativa…” etc. depois de algum tempo vão começar a morrer do coração devido ao esforço, quando ouvirem novas e novas entrevistas Papais!

  31. Primeiro, peço desculpas ao leitor
    pelos sucessivos comentários.

    Mas,
    Wagner,

    Vou me intrometer em sua resposta
    ao J. Imbroinise e dizer:

    A grande diferença mesmo está entre o CVI e o CVII.
    Melhor: A grande diferença mesmo está
    entre o CVII e todos os Concílios anteriores.
    E essa diferença é bastante real e evidente
    (e não apenas aparente).

    Agora, vou te dar ainda uma 4ª sugestão.
    Como se trata de sugestão, espero que não se ofenda:

    Pare de coar mosquitos e engolir camelos, porque isso faz mal.

  32. Humildemente limito-me a concordar com os comentarios de Jose Carneiro e Renato Rederson. E arrisco um palpite. Enquanto Bento tentou acordo, Francisco pode excomungar de vez a FSSPX.

  33. Citando trecho trazido pelo Wagner:

    ““Como todos os fautores de heresia e de cisma, gabam-se eles falsamente de ter conservado a antiga fé católica, enquanto que subvertem o próprio fundamento principal da fé e da doutrina católica. Eles bem reconhecem na ESCRITURA e na TRADIÇÃO a fonte da Revelação divina; mas recusam-se a escutar o MAGISTÉRIO SEMPRE VIVO DA IGREJA(…)” (Papa PIO IX, Carta Inter Gravissimas, 28 de outubro de 1870, à assembleia episcopal de Fulda; E.P.S. E. 374-375).”

    Se a carta diz “Magistério sempre vivo da Igreja”, então este mesmo Magistério não morreu após o CVII. E sendo assim, é possível interpretar que a passagem citada sirva para D. Fellay.

    Eu não entendo. É nítida a preparação ótima dos padres da FSSP, é indiscutível que a liturgia antiga garante mais zelo e beleza aos nossos olhos. Diante disto eu penso: se D. Fellay resolve romper de vez com a Santa Sé, a Igreja sai perdendo, pois os melhores e mais bem preparados estarão fora de combate, em capelas escondidas e vistos como cismáticos, só por causa de formas distintas de liturgia. Eu realmente não entendo.

    Na minha cabeça, a FSSPX, após o M. P. de Bento XVI, deveria entrar em plena comunhão com a Santa Sé e ser bom fermento na massa. A Igreja tem diversas ordens, franciscana, beneditina, dominicana… e cada uma tem seu carisma. Por que não poderia ser assim com a Fraternidade?

    Peço desculpas antecipadas se digitei alguma impertinência. Não sou especialista em nenhum dos assuntos em questão.

    • A FSSPX não endossa os muitos princípios do Vaticano II e nem aceita equiparar as duas Missas – isso é evidente no texto – portanto, não cabe ficar perguntando o motivo de não terem aceitado o acordo de 2012. Independente do que viria a ocorrer em 2013 em relação ao Papado (que ninguém sabia ainda em 2012), o acordo não foi realizado por seus termos. Roma ofereceu um acordo com determinados termos, a FSSPX não aceitou. Simples. Isso nada tem com Francisco.
      O bispo fala de vários temas (inclusive do Papa atual), mas não está misturando tudo. É só ler o texto todo com mais calma e atenção que isso fica óbvio.
      Quando ele disse que foi bom não terem assinado o acordo por causa da situação atual da Igreja, não está dizendo que deixaram de assiná-la por causa desta situação atual (que eles não tinham como conhecer à época). Isso é apenas uma conclusão. Eles não assinaram porque não aceitaram o que o acordo exigia.

  34. Caro Alessandro, sabemos que o Papa AMA, isto é, pratica a Caridade segundo o Capítulo 13 de Iª Corintios e segundo os Capítulos 5, 6 e 7 de Mateus, e segundo a Nova Lei de Cristo, que é o “Amai-vos uns aos outros”, por tudo o que ele diz e faz: “A boca fala do que está cheio o coração”(cf,Mt.). Existe a Caridade falsa e a verdadeira, como está escrito nas Escrituras. O diabo não ama. O amor inspirado no diabo não é a caridade, mas a inveja. O diabo inspira o amor próprio em desprezo do próximo. Jansênio, que era zeloso, não tinha caridade, porque não obedecia a seus Superiores: não amava a seu próximo. Não crer, não obedecer são ações que violam a caridade. São Pedro Julião Eymard disse que não existe ofensa pior que desacreditar a palavra de alguém. Ora, Jansenio desacreditou a palavra do Papa da época. Logo ofendeu gravemente o Papa. O diabo é inveja e soberba puras, e o único amor que ele conhece é o do amor próprio levado ao desprezo de Deus, como diz Santo Agostinho na Cidade de Deus. Jansenio desprezou a Deus desprezando, com seu zelo amargo, ao Papa de então. Todos os hereges ostentavam grande zelo religioso.
    Caro André C. A., mas é lógico que Jesus Obedeceu a Deus Pai, quanto a isso não há discussão. Foi porque Ele Obedeceu ao Pai que se Submeteu às Autoridades Religiosas e Civis da época. Por Amor a Deus Pai, Jesus Obedeceu aos Sumos Pontífices da época e ao Poder Civil. Foram os Sacerdotes que condenaram Jesus a morte, não os Romanos. Ao aceitar a morte, Jesus se submete, isto é, obedece à imagens do diabo, não de Deus, que eram os Sumo Pontífices da época. Jesus poderia, tinha o poder de não Obedecer, mas obedeceu: “Julgas que Eu não poderia pedir a meu Pai e Ele não me enviaria doze Legiões de anjos?” Ainda hoje Jesus continua Obedecendo, pois quando um Padre consagra, acontece a transubstanciação porque Ele Obedece. Ele obedece a qualquer Padre, mesmo herege e cismático. Jesus obedeceu a imagens vivas do diabo que eram os Sacerdotes da época. Obedeçamos também nós ao Papa, imagem não do diabo, mas de Cristo na terra. O zelo falso enganou Jansenio e outros. Não sejamos nós enganados por um zelo falso e equivocado.
    Caro Renato Lima, houve um tempo que eu não tinha coragem de abordar o assunto Medjugorje entre meus amigos tradicionalistas porque eles não suportam debater esse tema sem te desprezar. Pois bem, hoje não tenho mais medo, nem amigos também. Medjugorje é muito mais pela Tradição que muitos Movimentos, é só prestar bem a atenção ao que lá se diz. Além do que Medjugorje é o único lugar no Mundo que ainda converte. Em nenhum outro lugar há conversões como as que acontecem em Medjugorje. Não temamos nenhum Mobbing ou Bullyng por causa de Medjugorje. São milhões de conversões, milhões.
    Caro Duarte, Jesus obedeceu aos dois poderes: religioso e secular. Não foi por questões seculares que Jesus morreu na Cruz, foi por questões religiosas, foi pela nossa salvação.
    Resigna-se quem não pode fazer o contrário. Ora, Jesus podia pedir ao Pai um Legião de anjos. Logo Jesus mais Obedeceu que resignou-se.
    Reitero que devemos obedecer sem medo ao Papa Francisco.

    • Gerson,

      Sua comparações não fazem nenhum sentido. Além do mais, Jesus foi condenado pelos romanos. Os sacerdotes judeus conspiraram para que ele fosse condenado, mas a pena de crucificação só poderia ser imposta pelo Império. Nem em termos históricos é sustentável esse seu obtuso exemplo de obediência de Cristo aos sacerdotes.

  35. Estou na Barca e estou com Pedro!

  36. Ah, até parece…
    Acorda, Alice, você não está no país das maravilhas!

  37. Uma dúvida:
    Onde estão os 95% do Concílio que poderiam ser tidos como positivos?
    Com a palavra, Mons. Fellay.

  38. Realmente, estamos vivendo as páginas do Apocalipse, principalmente, o capítulo 12: o dragão vermelho (comunismo) perseguindo a mulher vestida de sol (Nossa Senhora). Os sinais dos tempos estão escancarados por aí afora sob as cores de totalitarismo light (Obama, o Big Brother) ou duro (China…). La Salette, Nossa Senhora nos avisa que uma grande bomba (atômica) será lançada na antiga Pérsia (atual: Irã). Ao lado desses diagnósticos, só nos resta REZAR, REZAR e REZAR, pois a Guerra é Espiritual, no primeiro momento. É preciso aproveitar o tempo da Misericórdia concedido pelo Pai Celeste ao mundo, pois em breve entraremos no tempo da Justiça Divina! O relógio aproxima-se da meia-noite.

  39. Eu poderia dizer tranquilamente que uma ordem manistamente ma pode ser descumprida. Ate mesmo rechacada.
    Pela deferencia que se tem um papa, maior e a importancia das suas palavras e acoes. Mesmo quando aje em particular, porem se deixa publico, nao vejo impedimento em fazer justica diante de atos imorais que levem outros ao erro.

    Qunto ao artigo em comento, penso como deve ser dificil para o monsehor Fellay saber que nao possa esta unido ao papa..ta, uma “situacao canonica”,, nem opr isso grave. Bem o sabe os riscos.

  40. O Racionalismo e o Modernismo são os principais inimigos da Igreja, visto que ambos conduzem ao ateísmo. A apostasia desafia a Misericórdia e o Racionalismo, o flagelo de nossa era, desafia o Poder do Altíssimo. O sobrenatural (La Salette, Fátima, Akita e Mediugórie) tende a ser eliminado do cristianismo. Dessa forma, como disse Pio IX, eles acabavam “por atribuir um magistério à Razão humana e à filosofia, que, em matéria religiosa, não devem dominar, mas servir (Encíclica Qui Pluribus). São Pio X, por sua vez, condenou energicamente esse “Modernismo”, uma das facetas de que se revestiu em sua época o Racionalismo, sobretudo com as teses do teólogo e ex-padre A. Loisy. Para esse Papa, o Modernismo é a síntese de todas as heresias e, seus adeptos, são os mais perigosos inimigos da Igreja: coisa alguma poupam da verdade católica e constituem uma passagem certa para o ateísmo. Realmente, o “fumo de Satanás” penetrou no Santuário, conf. já denunciava Paulo VI. Devemos, pois, denunciar esses “eruditos” vendilhões do templo que difundem esse mortal veneno. Indico-lhes, caros usuários deste site, duas leituras imprescindíveis: “Como vencer a guerra cultural” (Peter Kreeft) e “Poder Global e a Religião Universal” (Mons. Juan Claudio Sanahuja), que denunciam a política das Nações Unidas (ONU), pois “a ética judaico-cristã não poderá ser aplicada no futuro” (Nakajima).
    Vem, Senhor Jesus!

  41. Caro Gerson,

    Mas você apenas confirmou o que eu disse:
    Cristo morreu por questões religiosas, precisamente
    por não se calar, em nome de uma “pseudo-obediência”,
    frente aos erros e hipocrisias
    das autoridades religiosas de seu tempo.
    Tivesse Ele as ouvido incondicionalmente, teria morrido?

    À medida da autoridade de cada um, de seu próprio
    Estado, e de seus talentos, ele deve sim resistir
    ao que é mau. É claro que estamos falando
    em resistência ao erro doutrinário e à injustiça,
    e não em rebeldia diante de ordens e ensinamentos
    justos.

    Enfim, não vejo muita clareza quando alguns falam
    em obediência irrestrita. Estariam mesmo propondo
    que devemos obedecer Francisco e deixar
    de “tanta obsessão” quanto ao aborto, por exemplo?
    Nesse caso estaríamos desobedecendo a um
    ‘quinqualhão’ de papas anteriores, inclusive
    João Paulo II, e isso não seria um problema?

    Essa história de obediência
    irrestrita está mais para um malabarismo retórico
    e sofismático que acaba resultando em conivência.

  42. Caro André C.A,

    As aparições de La Salette foi a mais sabotada da história da Igreja, visto que Nossa Senhora soltou o verbo, não teve papa na língua, tais como:

    - “Os sacerdotes, ministros de meu Filho, pela sua má vida, sua irreverência e impiedade na celebração dos santos mistérios, pelo amor do dinheiro, das honrarias e dos prazeres, tornaram-se cloacas de impureza”;

    - “No ano de 1864, Lúcifer e um grande número de demônios serão liberados do inferno; eles abolirão a fé pouco a pouco, até nas pessoas consagradas a Deus; eles as cegarão de tal maneira que, salvo uma graça particular, adquirirão o espírito desses maus anjos; muitas casas religiosas perderão inteiramente a fé e perderão muitas almas”.

    - “Roma perderá a fé e se tornará a sede do Anticristo”.

    Indico-lhe para leitura a seguinte obra dos padres franceses René Laurentin e Michel Corteville:
    Découverte du secret de La Salette (Descoberta do segredo de La salette), Fayard, 2002

    Boa leitura!

    Saudações cristãs,

    Renato.

    Ps.: Uma correção: foi Lourdes (e não em La Salette) que a vidente Santa Bernardete Soubirous escreveu ao então papa Leão XIII confiando-lhe 5 segredos, dos quais 4 já se realizaram. Ela revela que “na véspera do ano 2000, assistir-se-á ao combate entre os sequazes de Maomé e as nações cristãs. Realizar-se-á uma terrível batalha, em que 5.650.451 soldados perderão a vida, e uma bomba de grande potência será lançada sobre uma cidade da Pérsia. Mas, por fim, vencerá o sinal da Cruz, e todos os muçulmanos se converterão ao Cristianismo. Seguir-se-á um século de paz e de felicidade, porque todas as nações deporão as suas armas. Seguir-se-á uma grande riqueza, porque o Senhor dará muitas bênçãos aos crentes”.

    • Renato, não entendi se isso é um elogio para la Salette ou uma crítica, pois La Salette foi a hora em que Nossa Senhoras voltou para nos avisar e começar a grande intercessão dela pelo mundo. Jesus aparece crucificado e está vivo, chorando, foi através de crianças que ela se manifestou e foi antes de Fátima. E ainda por cima foi aprovada pela Igreja, o que me entristece é saber que ainda existem pessoas cegas e tentando defender aquilo que está escuro, lhe faço uma pergunta. Quando você viu Bergolio subir ao trono de Pedro e ser proclamado Papa não sentiu uma ponta forte no coração? Acredite que eu não acho esse fato coincidência, do nada começou a chover no dia da eleição dele, o céu tava clarinho, sem nuvens e depois um enorme trovão ecoa e neste momento o sinal toca e a rádio anuncia que o novo Papa tinha sido escolhido. Senti uma dor fortíssima no coração, algo que não sei explicar, mas me deixou atento. Foram dias de confusão e medo, oras eu sabia de tanta coisa, era estudioso da bíblia, dos artigos dos Padres, conhecedor de Aparições confirmadas e não confirmadas e tinha estado confuso. Mas aí, abri a bíblia pro várias vezes e a passagem nunca mudava:

      Pois Deus não mandará um salvador, mas um destruidor.

      Eu me perguntava o porque daquilo, porque sempre saia esta mesma passagem? Foram dias e dias, isso não foi coincidência, pois sempre saia ela e eu abria aleatoriamente, sem olhar, pedindo ao Espírito Santo que viesse e me revelasse a luz. Eu não conseguia compreender tudo aquilo, mas depois de um tempo, conheci o Fratre SInum e sua defesa pela fé, o que me fez ter esperança e acalmar essa confusão. Pessoal, creio que estamos perto de uma tragédia sem limites, creio que ainda veremos Jesus(na sagrada Eucaristia) ser desprezado e pisado pelos homens, é o ato máximo do mal. Neste dia, caso aconteça, eu mesmo sendo homem e que nunca chorei direito, irei chorar muito e ficar entristecido. Pessoal, se isso acontecer, não falo isso porque prevejo ou futuro ou qualquer coisa, mas sabemos que isso é uma realidade muito provável, fiquem na Fé. Não Saiam da Igreja Católica, vivam como Santos, se não há um Papa, seja o Papa! E defenda a sua fé, sem limites. Reze, sem medo, feche os olhos para o mundo e viva Deus. O rosário é a nossa única arma, lembrem-se Nossa Senhora apareceu para crianças, que não tem maldade e são puras por natureza, voltemos a ser crianças da Fé!

      Ps: Sei que faço comentário grandes, mas acredito que devemos estar preparado para tudo com essa reforma chegando.

  43. Caro Renato Lima,
    não é dogma de fé acreditar em aparições de Nossa Senhora, seja Fátima, Lourdes, La Salette, Akita ou Mediugórie…

    Desde La Salette (Franca, 1846), passando por Fátima (Portugal, 1917) e Akita (Japão, 1973), e chegando até os dias de hoje em Medjugorje (Ex- Iugoslávia, 1981), as mensagens que Nossa Senhora transmite à humanidade, notadamente há aproximadamente 79 anos, são sempre as mesmas (orar com o coração – o rosário, penitência, eucaristia, jejum e leitura da Bíblia), visto que o Povo de Deus ainda não colocou em prática seus pedidos, não atendendo seus apelos de conversão, de mudança de vida. Prudência e humildade não faz mal a ninguém.

    Acreditar nas aparições não é pecado, já zombar de uma comissão instituída junto à Congregação da Doutrina da Fé por um sábio como Bento XVI é – no mínimo – falta de respeito.

    René Laurentin, teólogo mariano fez uma comparação muito interessante sobre as últimas aparições marianas no mundo moderno:
    - Inicialmente, em Lourdes, a Virgem aparecia de manhã;
    - em Fátima aparecia às 12h (meio-dia);
    - Atualmente, em Medjugorje ela aparece no final da tarde.
    Moral da história: Ele afirma que Nossa Senhora agora está aparecendo à tarde porque nós não estamos no começo, nem no meio, mas no fim, ou seja, estamos próximo ao final dos tempos, visto que o dia termina às 18h.

    O momento é de vigilância e oração. Finalizo com as palavras de Nossa Senhora Rainha da Paz:

    “Queridos filhos! Dizei àqueles sacerdotes que não creem em minhas aparições, que eu, desde sempre, transmito ao mundo mensagens da parte de Deus. Lamento que não acreditem. Obrigado por terem respondido ao Meu chamado” (Mediugórie, 31/dez/81).

    Quem tem ouvidos, ouça!

    Saudações cristãs,

    Renato (BH).

    PS.: Interessante: Em 13/05/1981 o papa João Paulo II sofreu um atentado na praça de São Pedro. Quem o livrou da morte? Pois bem, exatamente um mês depois, isto é, em junho/81, Nossa Senhora iniciou suas aparições em Mediugórie. Ela afirma, categoricamente, que são as últimas mensagens do céu ao mundo. São os derradeiros apelos divinos para a conversão da humanidade.

  44. Caro Tacio, respondendo às suas indagações:

    Primeiro, o meu comentário sobre La Salette foi um elogio, jamais uma crítica. Aliás concordo em gênero, número e grau sobre suas considerações sobre La Salette.

    Segundo, confesso que inicialmente, pensei que Sua Santidade o papa Francisco era um falso pastor por inúmeros motivos (o raio que caiu na cúpula do Vaticano, o Lava-pés, a bênção do povo…). Pior. Para mim, o papa Bento XVI é o maior pastor da Igreja ao longo de toda a sua história: melhor teólogo, mais santo etc. Li todos os seus discursos e encíclicas. Destaco: o discurso no Parlamento Alemão, verdadeira aula magna de Direito (da minha formação profissional). Todavia, a exemplo do Cardeal Arcebispo de Viena, Christoph Schoenborn, que confessou dois fortes sinais (inspiração divina) a nível pessoal que indicavam Bergoglio o futuro papa (um ocorreu dentro do conclave e outro fora). Eu também tive esse privilégio, caso contrário estaria fulminado. Ainda tenho sérias críticas em relação a atuação de Francisco, mas ele é o verdadeiro sucessor de Pedro na barca de Jesus. Na história da Igreja, todos os anti-papas foram eleitos ilegitimamente, ao contrário de Francisco.

    Terceiro, penso que a profecia de São Malaquias está em vigor, ou seja, o papa Francisco seria o último papa. Em La Salette, Nossa Senhora profetizou: “Roma perderá a fé e se tornará a sede do anticristo”. Não estamos longe disso…

    Quarto, tomo como minhas as suas palavras: “O rosário é a nossa única arma, lembrem-se Nossa Senhora apareceu para crianças, que não tem maldade e são puras por natureza, voltemos a ser crianças da Fé!” Detalhe interessante: Em Fátima, Nossa Senhora sempre insistiu na tecla do Rosário e não em outros assuntos (missas, confissões…), visto que TODOS, sem excecões, podem rezá-los (doentes, moribundos, presos, cegos…). Não há desculpa para não colocar o seu pedido em prática. Pois hoje temos a Eucaristia, mas amanhã…

    Por fim, confie na profecia de Jesus: “que as portas do inferno jamais prevalecerão”.

    Fraternalmente,

    Renato (BH).