Vaticano: Papa preside a segunda reunião do conselho consultivo de cardeais.

Cidade do Vaticano, 03 dez 2013 (Ecclesia) – O Papa preside a partir de hoje ao segundo encontro com os oito cardeais dos cinco continentes que nomeou em abril para o aconselharem, abrindo caminho à redação de uma nova constituição para a Cúria Romana.

Francisco e os cardeais reunidos hoje.

Francisco e os cardeais reunidos hoje.

O novo “Conselho de Cardeais” tem como missão auxiliar o Papa no governo da Igreja promover o aperfeiçoamento do documento que regulamenta atualmente a Cúria do Vaticano, organismos centrais (dicastérios) da Santa Sé, a constituição ‘Pastor bonus’, assinada por João Paulo II a 28 de junho de 1988.

Após a primeira reunião, em outubro, o porta-voz do Vaticano afirmou que a orientação não é para uma “simples atualização da ‘Pastor bonus’”, mas para a elaboração de uma Constituição com “novidades de relevo”.

O padre Federico Lombardi destacou que este trabalho “vai requerer um tempo adequado” e visa colocar os organismos centrais da Igreja Católica a funcionar em termos de “subsidiariedade e não de centralismo”.

 Neste contexto, os trabalhos à porta fechada aludiram ainda às funções e ao papel da Secretaria de Estado do Vaticano, que deve ser a “Secretaria do Papa”.

Em cima da mesa esteve ainda a possibilidade de criar a figura de um “moderador da Cúria”, que coordenasse os dicastérios.

Após este segundo encontro, que decorre até quinta-feira, prevê-se “uma nova reunião no mês de fevereiro do próximo ano”, para que o trabalho nesta fase inicial se possa “desenrolar expeditamente”.

O grupo é coordenado por Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga, arcebispo de Tegucigalpa, Honduras, e presidente da Cáritas Internacional, incluindo Giuseppe Bertello, presidente do Governatorato do Estado da Cidade do Vaticano, Francisco Javier Errázuriz Ossa, arcebispo emérito de Santiago do Chile, e Oswald Gracias, arcebispo de Bombaím, na Índia.

Reinhard Marx, arcebispo de Munique e Freising (Alemanha), Laurent Monsengwo Pasinya, arcebispo de Kinshasa, na República Democrática do Congo, Sean Patrick O’Malley, arcebispo de Boston, nos EUA, e George Pell arcebispo de Sydney, na Austrália, completam o elenco do conselho que tem como secretário D. Marcello Semeraro, bispo da diocese italiana de Albano.

26 Comentários to “Vaticano: Papa preside a segunda reunião do conselho consultivo de cardeais.”

  1. Tenho pouquíssima simpatia por S.S. Papa Francisco; mas, como ele é o Pontífice reinante devo-lhe respeito. Mas, além do respeito, temo pela sua integridade, quando li nesse artigo que se pretende transformar a Secretaria de Estado numa mera Secretaria do Papa.
    Lendo o livro “O derradeiro combate do demônio”, percebi que a Secretaria de Estado foi estrategicamente colocada acima de todos as demais Congregações tendo em vista o aggionarmento e o processo de abertura da Igreja para o mundo. Os últimos Secretários de Estado do Vaticano conseguiram inclusive sabotar o Segredo de Fátima para não frustrar a “Ostpolitik”; foi assim com Angelos Sodano, Agostino Casaroli e Jean Villot.
    Assim, mexer com a Secretaria de Estado é “mexer em vespeiro”, “cutucar onça com vara curta”. Reduzir seu poder é frustrar os planos de gente poderosa, mas, com poder dado pelo Demônio para destruir a Igreja. O Demônio é o pior inimigo da Igreja, muito pior do que a maçonaria que por ele é manobrada.
    Rezemos por S.S. Papa Francisco, pois já li que ele foi ameaçado até pelo crime organizado na Itália por intervir no Banco Ambrosiano para conter a onda de escândalos que o sacode.

  2. Reunir, reunir, para nada decidir…rss
    Engraçado…
    Nunca houve na Igreja tanta reunião, tanta papelada, tantas comissões, tantos discursos, e ao invés do entendimento, como essa turminha gosta de fazer acreditar que existe, há tanta desunião, tanta balbúrdia, tanta bagunça, com cada um fazendo o que bem entende, cada padre é “papa” da sua Paróquia, cada bispo é “papa” na sua Diocese, cada “coordenadora”(antiga superiora) é papisa no seu convento, etcccc….
    E o PAPA??????? Um bispo de Roma, que nem em Roma tem autoridade….
    Mas não é preciso colocar a colegialidade em prática, não é preciso dar mais autonomia as cnbbs da vida?
    A parte humana da Igreja virou uma verdadeira TORRE DE BABEL…
    Aí volta à nossa mente as palavras angustiadas de Paulo VI, “pensávamos que o Concílio traria dias ensolarados para Igreja, mas vemos tempestades…”, mesmo assim não tomou nenhuma providência, ou melhor, nem podia, com uns Bugninis e Benelis e Vilots da vida, era impossível; criou cobras para mordê-lo depois, e como morderam…
    Como disse o cardeal Siri, se com o Concílio a Igreja não foi destruída, é porque ela é divina mesmo…

    S. Francisco Xavier e santo Inácio, rogai por nós!

  3. Rogério Amaral Silva , acontece que o autor do livro “O derradeiro combate do demônio” está sustentando que Bento XVI é ainda o Pontífice e que a «a heresia de Bergoglio no n. 247 [da Evangelii Gaudium] é um caso tão claro e manifesto de heresia pública, expressada em termos acentuadamente inequívocos, que se pode dizer sem dúvida que se esta proposição do n. 247 não é manifestamente herética, então de nada se pode dizer que o seja. É moralmente impossível que alguém que manifestamente mostra tal desprezo claramente expressado a um dogma definido de fé, negando-o claramente, possa crer-se que leva validamente o cargo de Romano Pontífice».

    Conferir em:
    http://renitencia.wolkartt.com/2013/12/a-teoria-do-padre-kramer-os-fieis.html

  4. Ah, sem comentários…
    Afinal eles são “tutti buona gente”…

  5. Nem a sotaina os cardeais usam mais em presença do Papa…

  6. Daqui a pouco teremos uma foto que não irá diferir em nada da foto de uma reunião de executivos. Afinal, muitos dos cardeais aí já se apresentam só com o clergyman.

  7. Quanto ao comentário do Marcello, eu discordo dele no sentido de atribuir a culpa ao papa pelo fato de cada padre ou cada religioso fazer o que bem entender. Porém eu concordo no sentido de “cada um agir do jeito que quer” se considerarmos que, por mais que os papas estejam bem intencionados em pregar e exortar de todas as formas o “todos sejam um”, no transcorrer dos meus 37 anos de vida, eu sempre me deparei, infelizmente, com párocos que insistem em ir na contramão das diretrizes tanto diocesanas quanto da Igreja como um todo. Para os que são daqui do interior de São Paulo, o caso mais recente e mais notório nesse sentido foi o ocorrido no início da década passada, quando o bispo de Catanduva precisou destituir da função de Cura da Catedral um padre que insistia, por exemplo, em negar o batismo a filhos de mães solteiras.

  8. O estilo está cada vez mais informal.

    Por caridade … não me obriguem a viver novamente os anos 70.

  9. É curioso que ninguém tenha tenha ainda falado das estatísticas da Arquidiocese de Buenos Aires nos últimos 25 anos. Estas estatísticas estão disponíveis na Internet: menos católicos, menos sacerdotes, menos religiosos. A única coisa que aumentou foi o número de paróquias,,.

    E, a julgar pelos desenvolvimentos políticos na Argentina, a influência da Igreja na sociedade é marginal.

  10. tem um cardeal de hábito capuchinho.

  11. Respeito Pe. Kramer, mas é ridículo falar que Papa Bento XVI foi forçado. Ele disse claramente que o fazia de livre e espontânea vontade e tinha consciência do seu ato. Disse isso sabendo sabendo das possíveis teorias que surgiriam. Bento XVI é muito inteligente.

    O que eu penso disso tudo? Está todo mundo maluco, todo mundo está perdendo a razão. Que tempos estranhos esses!

  12. Muito bom. Viva o Papa Francisco, gloriosamente reinante!

  13. Prezado FRATER Daniel Vergara;
    O hábito é de Franciscano da OFM, com pala sob o capuz. O hábito capuchinho é marrom mais escuro e sem a pala.
    Abraços;

    Felipe Leão.

  14. Caro Lwanga,

    Veja aqui as estatisticas por si mesmo e o que afirma eh mentira.
    http://www.catholic-hierarchy.org/diocese/dbuea.html

    Em termos precentuais há mais catolicos agora que antes do concilio. De padres mesmo se em termos globais ha uma descida em relacao ao ano de 1999, em 2012 ha mais 212 padres diocesanos que em 1980 e para nao dizer que foi a hecatombe do Concilio Vaticano II, ha mais 115 padres que em 1950.

    A unica verdade eh que realmente ha menos religiosos ainda assim avalie por si proprio o trabalho do Cardeal Bergollio.

    • Levando em conta que uma pessoa que não queira ser protestante e não goste de regras, seja simpático a nirvana e afins, se indagado de qual religião pertence, dirá que é católico.

    • Mais uma senhor Hugo,

      Qual será o perfil desse numeraSSo todo de catolicos?

  15. eu acho que devemos orar bastante e nos apegar as mensagens de nossa senhora, elas explicam muita coisa, destes tempos remotos que estamos vivendo.

  16. mais: eu acho que reforma a pastor bonus é um grande equivoco. e mais, as propostas que tenho escutado, atingiria inclusive o metodo de eleição do papa, (bispo de roma, conotação da “igreja serviço”); o conclave acabaria e o papa seria eleito pelas conferencias episcopais.

  17. Qualquer projeto de dar mais pdoer a conferências episcopais não pode ser bem visto por católicos minimamente instruídos, pelo menos não para brasileiros. A experiência da CNBB dá depõe contra.

  18. Caro Fernando,

    Nao me sinto capaz de julgar o perfil da fe de quem quer que seja, ou sera que ja chegamos ao momento de comparar a fe de cada um? Faz-me lembrar uma passagem do evangelho

    “Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu e o outro, publicano. O fariseu, em pé, orava no íntimo: ‘Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens: ladrões, corruptos, adúlteros; nem mesmo como este publicano. Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho’. “Mas o publicano ficou a distância. Ele nem ousava olhar para o céu, mas batendo no peito, dizia: ‘Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador’. “Eu digo que este homem, e não o outro, foi para casa justificado diante de Deus. Pois quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado”.

    • Senhor Hugo,

      Estatística é uma ciência humana. Então impossível medir fé das pessoas. Quero esclarecer que se pode saber do perfil quando se quer saber quanto à juventude, por exemplo. Observo que nas missas não há presença de muitos jovens. Na sua maioria, é de pessoas aposentadas ou crianças levadas por ela.

      Outra coisa, eu também gostaria de saber quando ao ensino, já que isto importa também saber quanto à fé.

    • “Na sua maioria é de pessoas aposentadas ou crianças levadas por ela.”

  19. Prezado Marcelo, muito interessante sua colocação. Ainda mais que o próprio Papa Francisco declarou que desejava pastores e não “funcionários” a seu lado no Vaticano, conforme noticiou várias vezes o Humanitas da Unisinos, que agora recende um neopapismo ultramontano jamais visto neste país. Longe de desburocratizar o Vaticano, Francisco cai em contradição e aventa criar mais cargos e, como você bem disse, multiplicam-se as reuniões, as atas, os ofícios (que não são os Divinos), a “papelada” e a máquina temporal do Papado incha-se e atrofia-se. Os diplomatas que chegaram ao Trono Petrino no século passado conseguiam ser mais espiritualizados que Francisco e sua Comissão de Cardeais.

    Bergoglio é a CNBB e o CELAM no Papado.